Mais da metade dos brasileiros vive com excesso de peso

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A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica e representa um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. No Brasil, dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, apontam que cerca de 22% dos adultos vivem com obesidade e mais de 57% apresentam excesso de peso, índices que vêm crescendo nos últimos anos. Diante do cenário crescente, a endocrinologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Fernanda Magalhães, reforça que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e informação. “A obesidade já afeta mais da metade da população adulta brasileira e aumenta o risco de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Falar sobre obesidade é falar sobre saúde, não apenas sobre estética”, destaca a especialista. O que é obesidade e como ela é diagnosticada?A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que pode comprometer a saúde. O diagnóstico é feito principalmente por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), sendo considerado obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m². A avaliação médica também inclui análise da circunferência abdominal e investigação de comorbidades associadas. Quais são os principais riscos para a saúde?De acordo com a endocrinologista, o excesso de peso está relacionado a diversas complicações. “A obesidade aumenta significativamente o risco de diabetes tipo 2, pressão alta, infarto, AVC, apneia do sono, problemas articulares e alterações hormonais. Além disso, impacta diretamente na qualidade e na expectativa de vida”, explica Fernanda. Obesidade é apenas falta de disciplina?A médica reforça que a doença não pode ser reduzida a uma questão comportamental. “Obesidade não é falta de força de vontade. É uma doença multifatorial, que envolve fatores genéticos, hormonais, ambientais, emocionais e sociais. O tratamento exige olhar individualizado e acompanhamento profissional.” Quais são as formas seguras e eficazes de tratamento?O tratamento inclui mudança de hábitos alimentares, prática regular de atividade física, acompanhamento psicológico quando necessário e, em alguns casos, uso de medicações específicas ou indicação de cirurgia bariátrica, conforme critérios médicos. “Obesidade tem tratamento e acompanhamento adequado faz toda a diferença. Procure orientação profissional e cuide da sua saúde com responsabilidade. Informação é o primeiro passo para a mudança”, finaliza Fernanda Magalhães. |








