Ofertas de antecipação de restituição e tentativas de golpes crescem com a proximidade do IR 2026; veja como lidar

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O prazo para entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2026, ano-calendário 2025, começa no próximo dia 23 de março. Com a abertura do período, além da preocupação com o correto preenchimento das informações, cresce também o assédio de instituições financeiras oferecendo antecipação da restituição e, paralelamente, as tentativas de golpes envolvendo o nome da Receita Federal do Brasil. Especialistas alertam que o contribuinte precisa redobrar a atenção, tanto na análise da real necessidade de contratar a antecipação como na proteção de seus dados pessoais. Vale a pena antecipar a restituição? A antecipação é um serviço oferecido por bancos no qual o contribuinte recebe antes o valor estimado da restituição e, quando a Receita deposita o montante, o banco quita automaticamente o empréstimo, acrescido de juros e IOF. As taxas costumam ser mais baixas do que outras linhas de crédito, variando em média entre 1,5% e 2% ao mês, justamente porque o valor a ser restituído funciona como garantia. “Esse é um empréstimo que tem como garantia o valor devido pela Receita Federal de restituição, por isso os juros são mais baixos. Outro ponto importante é que o contribuinte tem que estar atento ao calendário de restituição”, explica Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin). O pagamento ocorre na data em que a restituição é liberada ou no vencimento previsto em contrato, o que acontecer primeiro. E é aí que mora o risco. “Para pedir a antecipação aos bancos, o contribuinte deve ter certeza de que tudo está correto na declaração. Caso ela apresente problemas e caia na malha fina, ele terá que arcar com o pagamento de mais juros e multas”, alerta Reinaldo Domingos. Segundo ele, com o avanço dos cruzamentos eletrônicos de dados, cair na malha fina está mais fácil. “Às vezes, a pessoa faz tudo corretamente, mas a fonte pagadora informa algo diferente do que entregou ao colaborador. Isso já pode gerar inconsistência.” Por isso, a recomendação é entregar a declaração o quanto antes. O próprio sistema aponta possíveis inconformidades, aumentando a chance de ajustes prévios e reduzindo riscos. Outro ponto essencial é pesquisar taxas. “A disputa entre os bancos é grande. As condições variam muito. O ideal é pesquisar na internet e depois negociar diretamente com o gerente para buscar melhores taxas”, orienta o presidente da Abefin. Ele ainda ressalta que a restituição deve ser usada com estratégia. “Todo dinheiro extra deve ser tratado com respeito. O ideal é priorizar a formação de uma reserva estratégica e evitar comprometer esse recurso com consumo imediato.” Golpes aumentam com a abertura do prazo Paralelamente à abertura do prazo em 23 de março, também começam a circular mensagens falsas prometendo “liberação imediata da restituição”, “regularização para evitar malha fina” ou “consulta urgente de pendências”. “Mais uma vez os criminosos se aproveitam do desconhecimento e da vontade de receber ganhos extras ou do medo da malha fina como estratégia para captar vítimas. Eles prometem simplicidade e rapidez, mas é uma armadilha”, afirma Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade. Os golpes costumam chegar por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram, com links maliciosos que instalam vírus ou capturam dados pessoais e bancários. “É importante reforçar que a Receita Federal não envia mensagens com links para regularização ou saque de restituição. O caminho correto é acessar os portais oficiais digitando o endereço no navegador, nunca clicando em links recebidos”, alerta Richard. O acesso às informações deve ser feito diretamente pelo portal oficial da Receita, como o e-CAC, por meio de login seguro via Gov.br ou certificado digital. Como se proteger Para evitar cair nesses golpes, é fundamental estar atento aos sinais de fraude e adotar algumas precauções. Richard Domingos oferece as seguintes orientações:
Outro ponto importante é lembrar que a restituição será depositada diretamente na conta bancária informada na declaração. Não existe taxa para “liberar” valores nem necessidade de intermediação de terceiros. Seguindo essas orientações, é possível reduzir significativamente o risco de cair em golpes relacionados à restituição do Imposto de Renda. É importante estar sempre alerta e consciente dos possíveis riscos, para garantir a segurança dos seus dados pessoais e financeiros. |









