Governo de SP amplia ações de resiliência das rodovias para eventos climáticos extremos
Obras de contenção, drenagem, monitoramento e conservação integram concessões estruturadas pela atual gestão

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Serviços e obras de contenção, drenagem, estabilização de encostas e monitoramento de chuvas já fazem parte dos contratos de concessão rodoviária estruturados nesta gestão do Governo de São Paulo. As medidas buscam reduzir vulnerabilidades da malha e ampliar a segurança dos usuários diante de eventos climáticos extremos. Segundo especialistas, o próximo verão deve ser marcado por fortes episódios climáticos. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), chuvas intensas, vendavais e temperaturas muito altas devem fazer parte do cenário no Estado de São Paulo e em boa parte da Região Sudeste. Diante desse cenário, as informações meteorológicas são utilizadas para orientar o acompanhamento das rodovias e a execução das ações de prevenção e infraestrutura já previstas nos contratos, contribuindo para reduzir a exposição dos usuários a eventos extremos e manter a segurança e a fluidez das estradas. Entre essas ações estão a estabilização de encostas, a implantação e recuperação de sistemas de drenagem, a proteção de taludes, o monitoramento de chuvas e a conservação das estruturas. No Alto Tietê, na Rodovia Pedro Eroles (SP-088), conhecida como Mogi-Dutra (CNL), uma das principais intervenções em andamento é a estabilização de talude no km 46. A intervenção, na altura de Mogi das Cruzes, integra o conjunto de ações voltadas à estabilização da encosta, após processo erosivo associado à ação das chuvas . A conclusão da obra, que conta com 17 mil metros de perfuração em solo e rocha e combina terraplenagem, contenção e drenagem, além da instalação de mais de 20 toneladas de tela metálica, está prevista para novembro deste ano. A obra vai estabilizar e recuperar a encosta para ampliar a segurança do trecho em períodos de chuvas intensas. Outra intervenção de estabilização acontece em uma encosta na Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), entre Mogi das Cruzes e Bertioga. Na mesma via, a preparação para períodos de chuva intensa também ganhou reforço com a instalação de pluviômetros em pontos estratégicos da região de serra. Os equipamentos permitem acompanhar os volumes de precipitação e apoiar as estratégias operacionais em situações de maior intensidade de chuva. As duas rodovias também possuem bases definitivas do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), estruturadas para atendimento aos usuários em situações de emergência e prestar apoio e orientação aos motoristas. No trecho norte do Rodoanel Mário Covas, que já está com 73% das obras executadas, a gestão de resiliência climática atua de forma preventiva. São realizados monitoramentos, além de atividades de manutenção e engenharia para ampliar a capacidade de resposta da rodovia a eventos extremos. O trabalho é orientado pelo Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR). Esses dados são analisados em conjunto com as características estruturais e ambientais das estruturas construídas, como sistemas de drenagem, Obras de Arte Especiais (OAEs), taludes, cobertura vegetal e Áreas de Preservação Permanente (APPs), permitindo identificar pontos de atenção e direcionar ações preventivas e de engenharia. Atualmente, 13 frentes de obras atuam simultaneamente, com trabalhadores executando serviços de pavimentação, obras civis de túneis, implantação de barreiras e contenções, além de intervenções em taludes, entre outras atividades. No segmento já entregue, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, o Rodoanel também é conduzido pelo Plano de Atendimento às Emergências (PAE), que mapeia trechos que demandam acompanhamento específico e orienta a atuação das equipes para o atendimento aos usuários. Resiliência climática As ações para ampliar a resiliência da infraestrutura diante de fenômenos climáticos extremos fazem parte da estratégia do Governo de São Paulo em diferentes regiões do Estado. Na Serra de Tapiraí, na região de Sorocaba, foi concluída recentemente a obra de contenção e estabilização do talude localizado no km 167 da Rodovia Tenente Celestino Américo (SP-079). O trabalho restabeleceu as condições operacionais de um dos principais trechos de ligação entre o interior e o litoral sul paulista. A intervenção foi iniciada a partir do diagnóstico de um processo erosivo de grande porte . Em uma área com características geológicas e ambientais que exigem soluções específicas de engenharia l, a estrutura executada possui aproximadamente 48 metros lineares, além da reconstrução de cerca de 160 metros de pavimento no trecho da intervenção A obra, com investimento de aproximadamente R$ 7 milhões, também contou com novos sistemas de drenagem, dispositivos de segurança viária, recuperação do pavimento e recomposição das áreas da intervenção. No Lote Paranapanema, trecho de mais de 280 quilômetros que inclui a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), SP-278 e SP-189, entre Itapetininga e Ourinhos, foi realizado um Relatório de Monitoramento de Riscos Climáticos, que apresentou um diagnóstico climático e estimativa de riscos. O mapeamento identificou cenários associados a incêndios, erosões, inundações e escorregamentos, além de trechos prioritários para ações preventivas. Dos riscos analisados, dois estão bem caracterizados no diagnóstico atual e possuem tendência climática definida: fogo, com agravamento robusto, e erosão, com agravamento associado à concentração da chuva e não ao seu volume. O estudo identificou que as áreas suscetíveis a incêndios são as de maior expressão espacial no corredor. Também foram identificadas áreas suscetíveis à erosão e áreas que demandam atenção quanto à estabilidade do solo. Como medida preventiva, serão instaladas caixas d’água nas novas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), que estão em construção. Além de abastecer as unidades, os reservatórios poderão ser utilizados pelas equipes no apoio às ações de combate a incêndios. Na Rodovia Castello Branco, entre os km 13 e 54, os serviços de conservação reforçam a preparação da via para períodos de chuvas intensas. As ações incluem limpeza, manutenção e adequações nos sistemas de drenagem , manutenção das barreiras (guard rails), iluminação e sinalização, além de serviços nas juntas de dilatação de pontes e viadutos. Serviços semelhantes ocorrem na Rodovia Raposo Tavares, entre os km 10 e 34, e na Rodovia Coronel PM Nelson Tranchesi (SP-029), onde as equipes também atuam com sondagens e levantamentos topográficos que ajudam a identificar pontos de atenção e orientar intervenções preventivas. A duplicação da Rodovia Lívio Tagliassachi (SPA-053/280), entre Araçariguama e São Roque, também incorpora soluções de engenharia para ampliar a segurança da via diante de mudanças nas condições climáticas. Com investimento de R$ 174 milhões, a obra prevê 8,5 quilômetros de duplicação e conta com estruturas de drenagem e pavimentação projetadas para reduzir o acúmulo de água na pista. No trecho de serra da Rodovia Geraldo de Barros (SP 304), entre Torrinha e Santa Maria da Serra, foi implantado um sistema de monitoramento de chuvas. A estratégia de segurança faz com que, toda vez que o volume pluviométrico ultrapasse 80 milímetros, o tráfego na serra é interditado como medida preventiva por causa do risco de deslizamentos. Em diferentes regiões, as ações ocorrem para antecipar necessidades e ampliar a resiliência de trechos da malha rodoviária. O trabalho permite que a infraestrutura esteja mais preparada para responder a eventos climáticos extremos, mantendo a segurança e a continuidade dos deslocamentos nas rodovias do Estado de São Paulo. |





