Teste de Integridade em 33 urnas tem início na capital com a votação do 2º turno
Mais de 34,1 milhões de pessoas podem votar no estado neste domingo (25); fiscalização de urnas inclui testes de integridade com biometria e de autenticidade dos sistemas eleitorais

|
O 2º turno das Eleições 2026 em São Paulo teve início neste domingo (25) com a abertura das seções eleitorais para mais de 34,1 milhões de paulistas aptos a votar para presidente da República. A votação ocorre no horário das 8h às 17h. Somente a capital concentra mais de 9,1 milhões de votantes. Eleitoras e eleitores começaram a votar depois da emissão da zerésima, documento que comprova que as urnas não têm nenhum voto registrado. Um dos locais de votação da cidade, a Universidade Paulista (Unip) — Paraíso, na zona sul, que concentra 28 seções, é também usado como um dos polos de auditoria das urnas eletrônicas. No local, é realizado o Teste de Integridade com biometria. A auditoria consiste em uma votação simulada para checar se os votos registrados em cédulas de papel coincidem com a apuração eletrônica. Na versão com uso da biometria, eleitores voluntários que já votaram são convidados a utilizar a impressão digital para liberar as urnas. Assim como nos demais procedimentos de integridade, a atividade é filmada e pode ser acompanhada por pessoas interessadas e representantes de entidades fiscalizadoras, como integrantes de Missões de Observação Eleitoral. Neste domingo, outros 33 equipamentos também passam pelo Teste de Integridade sem biometria no Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, na capital. Ambos os procedimentos são abertos ao público e podem ser acompanhados por representantes de entidades fiscalizadoras. As urnas eletrônicas que passam pelas auditorias foram escolhidas em cerimônia pública realizada no sábado (24), véspera do pleito, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Auditorias verificam funcionamento das urnas eletrônicas Para verificar se os votos são registrados corretamente e se os sistemas instalados nas urnas correspondem aos oficiais, a Justiça Eleitoral realiza auditorias durante o 2º turno das Eleições 2026. O Teste de Integridade consiste em uma votação simulada para checar se os votos registrados em cédulas de papel coincidem com a apuração eletrônica. O preenchimento prévio dessas cédulas ocorreu no sábado (24), na sede do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Neste domingo (25), os votos são digitados simultaneamente nas urnas e em um sistema paralelo de auditoria, permitindo o confronto dos resultados ao final do dia. A auditoria também é realizada em uma versão que utiliza a biometria de eleitores voluntários para habilitar as urnas.
Paralelamente, a Justiça Eleitoral conduz ainda o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais antes do início da votação. A auditoria valida se os programas instalados nas urnas são exatamente os mesmos homologados, assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ambos os procedimentos seguem as diretrizes da Resolução 23.673/2021. A zerésima, documento que mostra que as urnas não têm nenhum voto registrado, é emitida antes de os primeiros eleitores votarem. Após a impressão, o documento é assinado pelo presidente da mesa receptora de votos e pelos fiscais presentes e afixado em local visível na seção eleitoral. Com o encerramento da votação às 17h, a urna eletrônica imprime o Boletim de Urna (BU), documento que detalha a quantificação de votos atribuídos a cada candidatura e dados gerais da seção. Uma das vias é disponibilizada na entrada do local para ampla consulta pública, enquanto os dados gravados em mídia criptografada são transmitidos para a totalização. Diferentemente da zerésima, que atesta o estado inicial zerado do equipamento, o BU consolida a apuração de cada urna ao término do pleito. |






