Anvisa aprova medicamento Mounjaro para tratamento da obesidade; médico explica o uso adequado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (9), o uso do medicamento Mounjaro para o tratamento da obesidade no Brasil. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o remédio tem como principal substância a tirzepatida, utilizada no controle da diabetes tipo 2.  A decisão favorece pessoas com sobrepeso e que tenham ao menos uma comorbidade associada, como pré-diabetes e hipertensão. 

Segundo um estudo publicado na revista The Lancet com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de obesidade. 

No Brasil, um levantamento realizado pela Vigilância de Fatores de Risco de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), indica que 24,3% dos adultos são obesos. 

O médico Dr. Marcelo Bechara, especialista em Hormonologia e Reposição Hormonal, ressalta que, apesar de benéfico, o uso do Mounjaro requer prescrição médica e destaca os perigos da automedicação. 

“O Mounjaro é um dos medicamentos mais eficazes que existem atualmente, pois age no cérebro ajudando a reduzir a fome e o desejo por comida. Contudo, apesar da aprovação da Anvisa, por se tratar de um remédio, é necessário prescrição médica, ajuste de dosagens e acompanhamento profissional. Por isso, ingerir qualquer tipo de medicamento sem a recomendação de um médico pode causar danos à saúde, como insuficiência renal e hipoglicemia, má absorção e, em alguns casos, até efeito rebote”, explica o especialista. 

A chegada do medicamento ao Brasil 

O Mounjaro chegou às farmácias brasileiras no mês de maio. Com previsão inicial para o mês de junho, o remédio teve sua chegada antecipada. Segundo o Dr. Bechara, a decisão da Anvisa em aprovar o uso do medicamento para o tratamento da obesidade no país, pode diminuir os índices de contrabando.

“Infelizmente, vemos casos de importação clandestina do medicamento quase diariamente. Um dos principais problemas que encontramos é o transporte inadequado. Muitas vezes, trazem as canetas dentro de malas, mochilas e até nas calças, o que é extremamente perigoso, visto que o Mounjaro quando transportado de maneira imprópria, pode perder totalmente a sua eficácia. Por isso, a aprovação permitirá o acesso seguro e legal diminuindo cada vez mais os casos ilegais”, conclui o especialista.  

Sobre Marcelo Bechara:  

Dr. Marcelo Bechara é médico clínico e cirurgião geral, formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) há mais de 16 anos. Com  especializações em Longevidade e Saúde, Hormonologia e Reposição Hormonal Masculina na  Harvard Medical School. O médico também é autor do livro ‘A Chave do Emagrecimento’. 

Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, litoral de São Paulo. Em seu consultório, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes.