Esse cenário, combinado com menor uso de preservativos, cria um ambiente propício para a disseminação de ISTs como:
- sífilis
- gonorreia
- clamídia
- HPV
- herpes genital
Muitas dessas infecções podem ser assintomáticas, o que contribui para a transmissão silenciosa.
O problema da infecção silenciosa
Um dos aspectos mais preocupantes das ISTs é justamente a ausência de sintomas em muitos casos.
Homens e mulheres podem permanecer infectados por longos períodos sem perceber, transmitindo a infecção para parceiros e, em alguns casos, desenvolvendo complicações tardias.
“No homem, algumas ISTs podem causar dor ao urinar, secreção uretral ou lesões. Mas em muitos casos, não há sinais evidentes. Por isso, o diagnóstico depende de investigação ativa”, explica o Dr. Sallum.
Sem tratamento adequado, essas infecções podem evoluir para problemas mais graves, como infertilidade, inflamações crônicas e aumento do risco de transmissão de outras doenças.
Por que os adultos estão mais vulneráveis?
Além da menor adesão ao preservativo, existem outros fatores que aumentam a vulnerabilidade nessa faixa etária:
- menor frequência de exames preventivos
- falta de acompanhamento médico regular
- desconhecimento sobre ISTs atuais
- maior confiança em parceiros recentes
- ausência de diálogo sobre histórico sexual
Existe uma ideia de que a prevenção é algo da juventude. Mas, na prática, o risco acompanha a atividade sexual ao longo da vida.
Prevenção: simples, mas negligenciada
Apesar do avanço da medicina, a principal forma de prevenção continua sendo direta:
- uso de preservativo em todas as relações
- realização de exames periódicos
- diálogo aberto entre parceiros
- atenção a qualquer sintoma urinário ou genital
Além disso, vacinas como a do HPV representam um avanço importante na proteção contra determinados vírus.
O novo cenário da saúde sexual
O Dr. Alexandre Sallum Bull reforça que aumento das ISTs entre adultos revela uma mudança importante: o comportamento precisa acompanhar a evolução da vida sexual. Se antes o foco da prevenção estava nos jovens, hoje é necessário ampliar o olhar. A saúde sexual não tem faixa etária e a vulnerabilidade também não.
As ISTs não desapareceram. Pelo contrário, estão se adaptando a novos comportamentos e atingindo públicos que, muitas vezes, não se reconhecem em risco. Ignorar esse cenário é permitir que infecções silenciosas avancem sem controle.
A informação continua sendo a principal ferramenta de prevenção em qualquer fase da vida. |