Energisa explica importância de procedimentos de melhorias na rede elétrica de Maracaí

 

A Energisa Sul-Sudeste está com um cronograma de obras e melhorias no sistema elétrico que abastece as cidades da região. Nesta semana, especificamente, as equipes estarão concentradas em uma manutenção da rede de distribuição que atende os moradores de Maracaí.

De acordo com a Energisa, os trabalhos refletem o compromisso da empresa em investir para melhorar a qualidade da energia que chega até os consumidores. As manutenções são executadas de forma a causar o menor impacto possível à população. De todo modo, por questões de segurança, há situações em que no início ou no fim de um procedimento na rede elétrica são necessárias curtas interrupções de energia, de até três minutos, para que seja realizada a transferência de cargas.

“Mas, essas interrupções eventuais são rápidas e indispensáveis para garantirmos a segurança dos profissionais que estão trabalhando em contato direto com a rede elétrica, bem como da população das proximidades”, esclarece a distribuidora.

Em Maracaí a curta interrupção deve ocorrer durante a madrugada desta quinta-feira (22), por volta de meia-noite. Vale ressaltar que a previsão é de que a interrupção dure menos de três minutos.

Seja em virtude da manutenção ou em qualquer outra circunstância, em caso de necessidade os clientes da Energisa podem entrar em contato pelos canais de atendimento:

  • Aplicativo para celular Energisa On
  • Whatsapp/Gisa: gisa.energisa.com.br
  • Site www.energisa.com.br
  • Call center – 0800 70 10 326



Acidentes por contato com lagartas em crianças: quais são os riscos?

 

Com a chegada do calor, as áreas verdes se tornam espaços de lazer para muitas famílias. Mas, entre troncos de árvores e folhas aparentemente inofensivas, um perigo quase invisível também se espalha no verão: as lagartas. O contato com as cerdas pontiagudas desses insetos faz com que o veneno contido seja injetado na pele, podendo ocasionar acidentes graves, principalmente com crianças, que tendem a passar mais tempo ao ar livre.

O Brasil registrou mais de 26 mil acidentes com lagartas entre 2019 e 2023, sendo que uma em cada cinco vítimas tinha até 9 anos, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça o que fazer em caso de contato com esses insetos, quais os riscos e como evitar acidentes.

“Crianças apresentam maior risco, pois têm maior carga de toxicidade em relação ao peso corporal, um sistema imune mais frágil e risco de sangramento grave. Além disso, elas têm dificuldade em relatar os sintomas de maneira precoce e maior chance de contato em brincadeiras”, explica a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital Pequeno Príncipe.

Como identificar o acidente com lagarta em crianças?

Em cerca de 70% dos casos de erucismo — reação provocada pelo contato da pele com as cerdas das lagartas —, as mãos e os braços são as áreas mais atingidas. Os sinais aparecem logo após o contato:

  • dor intensa;
  • ardência/queimação;
  • vermelhidão e inchaço;
  • lesões tipo urticária.

Na maioria das ocorrências, o quadro evolui de forma favorável, sem complicações. No entanto, algumas espécies representam risco grave à saúde.

Quais são as lagartas mais perigosas no Brasil?

Os acidentes envolvem lagartas no estágio larval dos lepidópteros, divididos em duas famílias principais: as lagartas “cabeludas” (Família Megalopygidae), que possuem pelos longos e sedosos que escondem cerdas urticantes. E as lagartas “espinhudas” (Família Saturniidae), que contêm espinhos ramificados semelhantes a pequenos pinheiros e incluem o gênero Lonomia, responsável por acidentes hemorrágicos.

As lagartas do gênero Lonomia são as que apresentam maior relevância para a saúde pública. O veneno presente em suas cerdas pode provocar alterações na coagulação do sangue, levando a hemorragias graves, manchas roxas pelo corpo, sangramentos na gengiva e presença de sangue na urina. Em casos mais severos, o envenenamento pode causar insuficiência renal aguda e até levar à morte se não houver atendimento rápido.

O soro antilonômico é o único tratamento capaz de neutralizar os efeitos moderados e graves do veneno da Lonomia. O medicamento é oferecido gratuitamente pelo SUS desde 1996. O Brasil é o único país do mundo produtor do soro, desenvolvido pelo Instituto Butantan. “Há uma piora progressiva nas primeiras seis a 12 horas após o contato com a Lonomia”, alerta a dermatologista.

O que fazer em caso de acidente com lagarta em crianças?

Ao notar o contato com lagarta em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:

  • remova as cerdas com fita adesiva;
  • lave o local com água e sabão;
  • coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
  • administre analgésico para dor;
  • procure imediatamente uma unidade de pronto atendimento;
  • fotografe ou informe ao profissional de saúde o máximo possível de características, como tipo, cor e tamanho.

“O que não se deve fazer é: esfregar o local ou aplicar qualquer substância na área da picada. Nesse caso, não se deve usar álcool nem vinagre, não fazer torniquete, não realizar sucção ou incisões e não administrar anti-inflamatórios nem aspirina, devido ao risco de sangramento, caso se trate de um acidente de Lonomia”, recomenda a especialista.

ATENÇÃO! Em caso de emergência, entre em contato com o SAMU (192). Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dispõe de médicos e enfermeiros que prestam orientações, em casos de acidentes com animais peçonhentos e outras intoxicações, por meio do telefone 0800 644 6774.

Como prevenir acidente com lagarta?

O aumento dos casos está associado a fatores como desmatamento, queimadas e desequilíbrio ambiental, que aproximam esses animais das áreas urbanas. Para reduzir o risco:

  • observe troncos, folhas e galhos antes de tocá-los;
  • não toque em lagartas, mesmo mortas, pois as toxinas permanecem nas cerdas;
  • use luvas ao manusear vegetação;
  • evite as áreas de risco de surtos de lagartas;
  • redobre a atenção em parques, quintais e áreas arborizadas.

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR) e com 106 anos de atuação, o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil e destina 74% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Filantrópica e sem fins lucrativos, a instituição oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país.

Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais. Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, em 2024, realizou 259 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 293 transplantes.

Em 2025, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo com atuação em pediatria, no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek. O resultado consolida, pelo quinto ano consecutivo, o Hospital como o melhor exclusivamente pediátrico da América Latina. Neste mesmo ano, também recebeu o reconhecimento de Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde, certificação concedida a instituições que cumprem rigorosos critérios técnicos na assistência.

 




Meu filho “adolesceu”, e agora? 8 dicas para lidar com essa fase

 

Crédito: Freepik.

São Paulo, 20 de janeiro de 2026 – Em um dia os filhos querem dormir agarrados ao ursinho, no outro pedem privacidade para tudo. De repente, a criança doce deu lugar a um adolescente que busca incansavelmente por independência, a qual passa mais tempo com os fones de ouvido e que, vez ou outra, questiona os limites da casa. A adolescência chega deste jeito mesmo: silenciosa, intensa, cheia de contradições; bagunçando a rotina, a casa e emoções da família inteira.

Segundo educadores, essa é uma fase de intensas transformações exige dos adultos – mãe, pai ou responsáveis, que muitas vezes se sentem perdidos e se perguntando se estão fazendo certo – uma dose extra de paciência, acolhimento, limites claros, carinho e, principalmente, uma mudança na forma como se conectam com os filhos em crescimento.

Contudo, a adolescência abre espaço para conversas mais profundas, descobertas, novos olhares e vínculos que se transformam e amadurecem. Para ajudar nessa travessia, quatro especialistas reuniram oito dicas afetuosas para aproximar adolescentes e seus responsáveis.

1. Escute seu filho e leve a sério seus sentimentos

Escutar de verdade um filho adolescente é mais do que ouvir palavras, é abrir espaço para que ele se expresse sem medo de ser julgado. Muitas vezes, os pais se esquecem de que também já passaram por essa fase no passado, e acabam romantizando a própria adolescência, lembrando apenas dos momentos bons e apagando as emoções e dores típicas desse período. No entanto, para o jovem que está vivendo a fase, as emoções são intensas, genuínas e profundamente reais.

Quando os adultos acolhem esses sentimentos com respeito, tentando compreender o ponto de vista do filho em vez de corrigi-lo imediatamente, criam um ambiente seguro no qual o jovem pode confiar, se abrir e aprender a navegar em suas próprias tempestades internas. A escuta com interesse verdadeiro, a conexão olho no olho e procurar a identificação da necessidade que está por trás do que o filho está contando, são passos fundamentais de uma linguagem empática. Muitas vezes os jovens não querem soluções imediatas nem conselhos, mas sentir que são compreendidos, importantes e acolhidos.

“É nessa escuta atenta, sem interrupções, pressa ou julgamento, que o diálogo encontra espaço para florescer”, afirma a psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville – EIA (Barueri/SP), Ana Claudia Favano.

2. Crie e explique as regras

Estabelecer limites claros é essencial para oferecer segurança emocional aos adolescentes. Um exemplo simples é a rotina de estudos: em vez de decretar que “o celular está proibido até terminar tudo”, o adulto pode se sentar com o adolescente, negociar horários possíveis e reforçar a importância do acordo. “A regra precisa existir, mas acompanhada de empatia; e os filhos precisam entender o porquê da existência de cada uma, que valor a sustenta, dessa forma haverá compreensão de fato das consequências aplicadas a uma eventual quebra de confiança, as quais, necessariamente precisam estar relacionadas diretamente ao ato, pois não faz sentido proibir o filho de ir à piscina se ele bateu em um colega no condomínio”. Nesse caso, deve deixar de conviver com os colegas do condomínio por um tempo até que retome a consciência dos seus atos.
Explicar o porquê das regras é importante e esse entendimento pode ser construído em pequenas conversas do dia a dia. Se a regra é não dormir tarde durante a semana, vale explicar que o sono interfere diretamente na memória, no humor e até no desempenho escolar. Se o combinado é não ir sozinho a determinadas festas, faz sentido contextualizar questões de segurança e responsabilidade. Quanto mais o jovem enxerga lógica e cuidado por trás das orientações e combinados, menor é a resistência, e maior é o vínculo com os responsáveis.

Os pais devem evitar o autoritarismo, com imposição de regras sem abertura para diálogo; nem a permissividade, que deixa o jovem sem direções. Combinados precisam ser fortalecidos e bem determinados. “A firmeza com gentileza deve ser prioridade e referência, e traz acolhimento. As duas coisas precisam caminhar juntas”, explica Ana Claudia.

  1. Aceite que seu filho vai preferir os amigos

Na adolescência, os amigos ganham um protagonismo que, para muitos pais, pode parecer brusco ou até doloroso. De repente, o filho que queria passar o sábado inteiro em casa prefere a companhia do grupo da escola, do time ou da internet. Isso não significa rejeição familiar, mas um movimento natural do desenvolvimento, em que o jovem testa sua identidade fora do núcleo familiar.

“Os vínculos de amizade, no âmbito da experiência escolar, desempenham papel central na formação emocional e relacional dos estudantes”, explica a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo/SP), Renata Lima. “É nesse espaço que o adolescente aprende a negociar posições, conviver com a discordância, construir pertencimento e elaborar, de forma progressiva, as frustrações próprias da vida em grupo.”

Para os pais, a dica é acolher essas novas escolhas sem ironias ou cobranças e, sempre que possível, mostrar interesse pelas amizades do filho: perguntar quem são, como se conheceram, o que gostam de fazer juntos. Essa aproximação, sem invasão, faz com que o jovem entenda que há espaço para crescer com os pais, e não longe deles. Do contrário, o jovem se fecha e passa a não apresentar os amigos, nem compartilhar as atividades e descobertas que faz com eles.

  1. Jamais faça ameaças ou comparações

Quando o clima esquenta e o adolescente testa os limites, é comum que, na tentativa de retomar o controle, pais recorram a frases duras como “se continuar assim, vai perder tudo” ou “olha como seu irmão é diferente”. No entanto, ameaças e comparações fragilizam a relação, aumentam a sensação de inadequação e fazem o jovem se fechar.

A orientação é substituir o impulso punitivo por conversas firmes e objetivas, com foco no comportamento, não no indivíduo. Em vez de comparar, descreva o impacto do que aconteceu. “Quando você não avisa que vai se atrasar, eu fico preocupado e não sei se você está seguro”. Esse tipo de comunicação, direta e sem humilhação, ensina responsabilidade sem corroer a autoestima. “Estratégias fundamentadas na ameaça tendem a gerar obediência pontual, mas fragilizam os vínculos de confiança no processo educativo”, reforça Renata.

  1. Seu filho talvez não seja tão especial

Apesar de parecer uma verdade dura de aceitar, reconhecer que o filho é um ser humano comum, com qualidades e limitações, é um presente emocional. Muitos pais, na tentativa de proteger, acabam elogiando de forma exagerada ou criando expectativas irreais em relação aos filhos. O problema é que o adolescente, ao notar que não é perfeito, pode se sentir fraudulento ou insuficiente.

A dica é celebrar conquistas reais, valorizar o esforço e acolher as dificuldades sem supervalorizar ou minimizar. Se ele receber uma nota baixa, por exemplo, não é necessário dizer que ‘a prova estava injusta’ ou que ‘o professor pegou pesado’. Em vez disso, vale perguntar como foi o processo, o que dificultou e o que pode ser feito diferente na próxima vez. “Quando os pais reconhecem a realidade, o adolescente aprende a reconhecer a própria força e a lidar com frustrações sem desmoronar”, diz a pedagoga e diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS (São Paulo/SP), Audrey Taguti.

  1. Deixe que o jovem erre e aprenda com os erros

Errar faz parte da construção da autonomia. Ainda assim, muitos pais, por medo do sofrimento do filho, tentam resolver tudo: ligam para professores, intervêm em brigas de amigos, organizam tarefas atrasadas. Essa proteção excessiva, embora bem-intencionada, impede que o adolescente desenvolva responsabilidade e senso de consequência.

Uma boa prática é permitir pequenos erros seguros: esquecer o material da escola, perder o horário da lição, atrasar-se para uma atividade. São situações incômodas, mas que ensinam mais do que longas explicações. O papel dos pais é estar por perto, ajudar a refletir e ajustar a rota, não evitar todo obstáculo. “A autonomia nasce quando o jovem percebe que é capaz de resolver problemas reais. Lembre-se de que a adolescência é uma fase de mudanças e desafios, mas com amor, paciência, compreensão e apoio, a família pode ajudar o seu filho a navegar por essa fase com sucesso”, afirma Audrey.

  1. Tenha tempo de qualidade — que seja simples, mas constante

Com agendas lotadas e rotinas corridas, muitas famílias acreditam que tempo de qualidade precisa ser um evento especial. Mas, para o adolescente, momentos curtos e consistentes podem ser mais valiosos do que eventos grandiosos. Cozinhar juntos uma vez por semana, caminhar até a padaria, assistir a um episódio de série, ou revisar horários da semana no domingo à noite são situações cotidianas, que podem reforçar a relação de apoio e escuta.

É fundamental que esse tempo seja sem distrações: sem celular, sem pressa, sem julgamentos. “Quando o adulto se faz presente de fato, mesmo que por 15 minutos por dia, o adolescente entende que é visto e importante”, destaca Lívia Martins, diretora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue. Esses rituais fortalecem o vínculo e criam uma memória emocional que acompanhará o jovem pela vida adulta.

  1. Busque apoio: você também está aprendendo

A adolescência não é um desafio apenas para os jovens; é também um período de transformação para os adultos. Muitos pais se cobram em serem perfeitos e sentem culpa ao perder a paciência ou não saber o que fazer diante de uma crise emocional do filho. Por isso, buscar apoio é um ato de coragem, não de incompetência.

Conversar com outros pais, buscar apoio da escola, procurar orientação profissional, ler sobre o tema ou trocar experiências com quem já lidou com essas situações pode trazer novas perspectivas e aliviar a pressão. “Pais que se cuidam conseguem cuidar melhor”, afirma Lívia. Ao reconhecer seus limites, o adulto se torna um exemplo vivo de saúde emocional para o adolescente, mostrando que ninguém precisa enfrentar a vida sozinho.

As especialistas

Ana Claudia Favano é fundadora e atual gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva, Convivência Ética e Dependência Digital. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.

Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.

Lívia Martins é pedagoga formada pela Unicamp, com MBA em Gestão Escolar pela USP-Esalq e especializações nas áreas de Tecnologia Educacional (USP-ICMC) e Neurociência e Psicologia Positiva (PUC-PR), Lívia tem mais de 10 anos de experiência em sala de aula como professora. Em 2015, iniciou sua trajetória na gestão, atuando em diferentes papéis. É diretora pedagógica das unidades Progresso Bilíngue.

Renata Lima é coordenadora do Ensino Médio, leitora ávida e entusiasta da cultura, com mais de 20 anos de experiência na educação básica e internacional. Ao longo de sua trajetória, liderou projetos acadêmicos que articulam currículo, competências socioemocionais e experiências de aprendizagem de excelência conectadas à vida real, à cultura popular e ao território. Atuou em instituições de renome, nas quais desenhou e implementou programas inovadores voltados ao protagonismo juvenil, à dupla certificação e à formação integral.




Cargos em disputa nas Eleições 2026: o que faz um deputado federal?

 

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília Imagem: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Estado mais populoso do Brasil, São Paulo é responsável por eleger a cada quatro anos 70 deputados e deputadas federais, pessoas com o encargo de representar a população paulista e seus interesses no Congresso Nacional. Mas de que forma essas pessoas representam seu eleitorado? Quais são as atribuições concretas de um deputado federal? Quais são os requisitos para se candidatar ao cargo? Todas essas perguntas podem ser respondidas pela Constituição de 1988.

Quais são os requisitos para se candidatar ao cargo?

Primeiramente, é necessário ter a nacionalidade brasileira. Você pode não ter nascido no Brasil, mas desde que tenha adquirido a nacionalidade seguindo as regras da Constituição, já cumpriu a primeira condição. Apenas quem disputa os cargos de presidente e vice-presidente precisa obrigatoriamente ter nascido no país. Além disso, o deputado federal que é eleito presidente da Câmara também tem que ter a nacionalidade brasileira originária, já que está na linha de sucessão da Presidência da República.

Outras exigências constitucionais são que a candidata ou o candidato ao cargo de deputado federal vote dentro do estado em que vai concorrer, seja alfabetizado e esteja alistado como eleitor, ou seja, já possua título de eleitor válido. A filiação a um partido político e a idade mínima de 21 anos também são necessárias para esse cargo.

Além disso, é preciso que a pessoa esteja em pleno exercício dos direitos políticos, isto é, sem pendências com a Justiça Eleitoral, em dia com obrigações militares (no caso dos homens) e sem condenações criminais ou de improbidade administrativa. Você pode verificar sua situação eleitoral pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral.

Após cumprir todas essas condições, a pessoa deverá ser escolhida por seu partido para concorrer às eleições. Para se eleger deputado ou deputada, a votação segue o sistema proporcional, que funciona de forma diferente do sistema majoritário, utilizado para cargos de governador, senador e presidente da República. Após a eleição, é hora de iniciar os trabalhos.

Quais são as atribuições de um deputado federal?

Então, o que fazem os deputados federais? Como parte do Poder Legislativo, encarregado da criação e aprovação de leis, membros da Câmara dos Deputados estão envolvidos em todos os aspectos desse processo, discutindo, propondo e votando em projetos de lei e alterando e revisando a legislação brasileira. Esse trabalho normalmente ocorre dentro das comissões temporárias ou permanentes da Câmara.

Você pode pensar nas comissões como grupos de trabalho, cada uma debatendo sobre um tema específico, com o poder de aprovar ou rejeitar projetos de lei relacionados a esse tema ou de reunir as opiniões da comissão e levar o projeto a outros parlamentares para votação. As comissões também podem fazer audiências públicas, dando voz a cidadãos e entidades sociais envolvidas no assunto discutido.
As famosas CPIs nada mais são do que comissões parlamentares de inquérito, ou seja, comissões temporárias criadas para investigar algo, a pedido de um terço dos membros da Câmara. As CPIs podem ser criadas na Câmara ou no Senado ou podem ser mistas, contendo membros de ambas as casas do Congresso. Elas têm poderes de investigação comparados aos de juízes, mas não estão autorizadas a declarar julgamentos ou sentenças. Por isso, as conclusões de cada inquérito podem ser encaminhadas ao Ministério Público, que decide sobre como prosseguir com os fatos apurados.

Ainda cabe aos deputados e deputadas aprovar o Orçamento Público, o planejamento de gastos e arrecadações da administração pública, baseado em propostas enviadas ao Congresso pelos outros Poderes e órgãos públicos. Parlamentares podem propor emendas ao Orçamento, que direcionam parte do dinheiro a projetos específicos indicados por eles. Os membros do Congresso Nacional também têm o dever de fiscalizar os atos do Executivo e de julgar as contas prestadas pelo presidente da República.

Como parte do dever de fiscalizar o Poder Executivo, a Câmara dos Deputados ainda possui uma grande responsabilidade: só ela pode autorizar a abertura de processo de impeachment e de outros crimes contra o presidente e o vice-presidente da República. Isso apenas acontece quando pelo menos dois terços de seus membros concordem com a medida.
As atribuições parlamentares não param por aí, são muitas: conceder anistia, criar e extinguir ministérios, autorizar referendo e convocar plebiscito, aprovar estado de defesa e intervenção federal. Todas essas competências estão descritas nos artigos 48, 49, 50, 51 e 58 da Carta Magna.

Quantos deputados federais atuam no Brasil?

A Constituição Federal fixa 513 como o número total de representantes na Casa Legislativa. Além disso, nenhum estado pode ter menos de oito ou mais de 70 deputados, número calculado com base em estatísticas populacionais fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo é o único estado da Federação que elege 70 deputados, devido ao tamanho da sua população. Em junho de 2025, o Congresso aprovou o Projeto de Lei de Complementar (PLP) nº 177/2023, que aumentaria o número de deputados de 513 para 531. No entanto, a proposta foi vetada pelo presidente da República e a apreciação do veto ainda não foi marcada pela Câmara dos Deputados.

O 1º turno das Eleições 2026 ocorre em 4 de outubro. Além de deputado federal, o eleitorado irá votar para deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e vice-governador e presidente e vice-presidente da República — nessa ordem. Nas próximas semanas, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) publicará textos para informar ao eleitorado as atribuições de cada um desses cargos. Se houver necessidade, eventual 2º turno para a definição das disputas para presidente da República e governadores ocorrerá em 25 de outubro.




ESTADO  DE  PRECE

 

            Que cada dia em tua vida seja um momento novo e muito especial.

Mesmo que seja conturbado, que em teu coração nunca esmoreça a certeza de que podes fazer dele o melhor.

Para isso se torna necessário que reserves alguns instantes para orar.

Esquece o mundo físico e recolhe-te porta adentro de tua alma, mesmo que por poucos minutos a sós com o Criador.

Escuta as palavras abençoadas a soar como intuições divinas com a condição de esclarecer, fortalecer e iluminar.

Jamais te creias ao desamparo.

Exerce com disciplina o hábito amorável de orar até que transformes os teus dias, pensamentos, palavras e atitudes em verdadeiro e amplo estado de prece, dádiva conquistada por todos aqueles que aprenderam a buscar mais e mais a Jesus em todos os momentos.

MARIA DO ROSÁRIO DEL PILAR

Do livro: “A Melhor Vida” – Psicografia: Eulália BuenoEditora EME

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




A TRISTEZA FAZ PARTE, MAS NÃO PODE OCUPAR A SUA VIDA INTEIRA

 

Sentir tristeza não é um erro, não é um defeito e, muito menos, um problema em si. No mundo de hoje, onde as redes sociais parecem exigir que estejamos sorrindo o tempo todo, fomos ensinados a ter medo de ficar tristes. Mas a verdade é que a tristeza é uma resposta natural da nossa alma. Ela chega sem pedir licença diante de uma perda irreparável, de um luto difícil, de um fracasso profissional ou daquela decepção profunda com alguém que amamos. Sentir o peso do mundo nessas horas não é doença; é humanidade.

O grande perigo, porém, não está em sentir tristeza, mas no que fazemos com ela. Existe um limite perigoso entre o “estar triste” por algo que aconteceu e o “tornar-se a própria tristeza”. Quando não tratamos esse sentimento a partir das situações concretas que o geraram, ele começa a vazar para todas as outras áreas da nossa existência. É como uma mancha de óleo que cai em um ponto do mar e, se não for contida, acaba poluindo todo o oceano, arrastando a vida para um abismo de desânimo que pode ser fatal.

O Risco da Generalização

Espalhar a tristeza para todos os cantos da vida é uma falta grave contra o dom de estar vivo. Precisamos aprender a dar nome aos nossos bois: se você está triste porque perdeu o emprego, isso é um fato. Mas isso não significa que seu casamento seja ruim, que seus amigos não prestem ou que o pôr do sol tenha perdido a cor. O erro acontece quando permitimos que o luto por uma coisa específica mate a nossa capacidade de enxergar as conquistas que ainda temos, as convivências que nos sustentam e a esperança que mora no amanhã.

A vida não é feita de uma nota só. Ela é uma melodia complexa que inclui alegria e tristeza, saúde e doença, fartura e escassez. Quando abraçamos apenas a dor e ignoramos o resto, estamos vivendo uma mentira, pois a vida continua oferecendo pequenos milagres diários, mesmo enquanto choramos uma perda.

A Cura pela Humanidade

A cura da tristeza não significa o fim do sofrimento, mas a capacidade de integrá-lo à nossa história sem deixar que ele escreva o livro inteiro. Viver uma vida verdadeiramente humana é ter a coragem de sofrer o que precisa ser sofrido, mas manter os olhos abertos para o que ainda há de bom. É entender que podemos estar com o coração partido por um motivo e, ainda assim, dar um sorriso sincero ao abraçar um filho ou ao sentir o gosto de uma comida feita com carinho.

Precisamos aprender a “viver o muito” quando ele chega, mas também a encontrar dignidade e sentido no “pouco”. A vida é maior do que qualquer problema. Não permita que uma nuvem passageira, por mais escura que seja, convença você de que o sol deixou de existir. Trate a sua dor com respeito, procure ajuda se o fardo estiver pesado demais, mas não entregue os seus dias ao abismo. Afinal, a nossa missão é atravessar todas as estações — as de flores e as de gelo — com a certeza de que viver plenamente exige aceitar os dois lados da moeda.

Estar triste é humano; deixar que a tristeza apague todas as suas outras alegrias é uma injustiça com a sua própria história.

 

PE. Edvaldo Pereira dos Santos




Provão Paulista: Governo de São Paulo divulga 1ª chamada para turmas de 2026

 

 
Estudantes que concluíram o Ensino Médio na rede pública em 2025 já podem conferir o resultado do Provão Paulista Seriado. As matrículas dos aprovados na primeira chamada devem ser feitas entre esta terça-feira (20) e quarta-feira (21) na USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo).

Os candidatos matriculados na 3ª série do Ensino Médio das redes públicas no ano passado ou na Educação de Jovens e Adultos devem consultar o resultado no portal do Provão, o https://provaopaulistaseriado.vunesp.com.br/.

As instruções para matrículas em cada uma das universidades e faculdades também estão disponíveis no portal do Provão.

Para este ano, são mais de 15 mil vagas do Provão Paulista para as universidades e faculdades paulistas. Parte das vagas são destinadas para as turmas que têm início no segundo semestre, tanto nas Fatecs, como também na Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).

As vagas não preenchidas serão disponibilizadas na segunda chamada, na próxima segunda-feira (26).

Confira as datas das próximas etapas do Provão Paulista:

  • 19 de janeiro: Divulgação do resultado final e da 1ª chamada para todas as instituições (USP, Unicamp, Unesp, Fatecs e Univesp)
  • 20 e 21 de janeiro: Período de matrícula para os convocados na 1ª chamada
  • 26 de janeiro: Divulgação da 2ª chamada
  • 27 e 28 de janeiro: Período de matrícula para os convocados na 2ª chamada
  • 2 de fevereiro: Divulgação da 3ª chamada
  • 3 e 4 de fevereiro: Período de matrícula para os convocados na 3ª chamada

Passo a passo para as matrículas:

Confira, abaixo, datas e informações sobre as matrículas em cada instituição de ensino. Estudantes que não se matricularem dentro do prazo perdem direito à vaga, que é direcionada para outros alunos aprovados na chamada seguinte.

Datas de matrícula

  • Da 1ª lista de chamada, divulgada no dia 19 de janeiro: 20 a 22 de janeiro de 2026
  • Da 2ª lista de chamada, divulgada no dia 26 de janeiro: 27 a 29 de janeiro de 2026
  • Da 3ª lista de chamada, divulgada no dia 2 de fevereiro: 3 a 5 de fevereiro de 2026

USP

Os candidatos são convocados por chamadas, conforme cronograma oficial divulgado do Provão Paulista. A matrícula é obrigatoriamente feita em duas etapas virtuais, por meio do portal: https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/graduacaoMatriculaIngressante

  • Pré-matrícula
  • Efetivação da matrícula

As duas etapas só são concluídas após a validação dos documentos pela USP. Quem não cumprir qualquer etapa, não enviar a documentação ou perder os prazos perde o direito à vaga.

  • Certificado de conclusão de curso do Ensino Médio.
  • Documento de identidade oficial com foto.
  • Uma fotografia recente, com menos de um ano, nítida, individual, colorida, com fundo branco, que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro, sem o uso de óculos escuros e artigos de chapelaria como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares.
  • Autodeclaração de raça, no caso de candidatos que se declararam pretos, pardos ou indígenas (PPI) e que, no momento da inscrição expressamente, optaram por concorrer às vagas PPI.

Para saber mais sobre a matrícula na Universidade de São Paulo (USP), acesse o link e veja o passo a passo: https://leginf.usp.br/resolucoes/resolucao-cog-no-8872-de-22-de-outubro-de-2025/

Unesp 

Para conferir todas as informações sobre o processo de matrícula na Universidade Estadual Paulista (Unesp) acesse o link para o vídeo com passo a passo: Tutorial para matrícula on-line na Unesp | Ingressantes 2024 – YouTube

Unicamp 

Matrícula online

A matrícula é obrigatoriamente online, conforme calendário do Provão Paulista.

https://provaopaulistaseriado.vunesp.com.br/. O candidato deve acessar:

https://www.comvest.unicamp.br → menu IngressoProvão Paulista.

Documentos exigidos no ato da matrícula:

  • Certificado ou diploma de conclusão do Ensino Médio
  • Histórico escolar completo do Ensino Médio, cursado integralmente em escola pública brasileira
  • Foto digital padrão 3×4

A Unicamp pode solicitar documentação complementar para verificação de identidade, se necessário. Para saber mais sobre a matrícula na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acesse o link e veja o passo a passo: Matricula Unicamp.pdf

Fatecs

Onde fazer: A matrícula é realizada exclusivamente online, pelo site:

https://siga.cps.sp.gov.br/matricula/matricularemota.aspx

Como acessar: Informe CPF e data de nascimento e siga as instruções do sistema.

Documentos obrigatórios (upload no sistema):

Os arquivos devem ser enviados em formato PDF, JPG, JPEG ou PNG:

  • Certificado de conclusão do Ensino Médio
  • Histórico escolar do Ensino Médio
  • Documento de identidade (RG ou CIN)
  • CPF
  • Foto 3×4 recente
  • Certificado de quitação militar (para candidatos do sexo masculino, quando obrigatório)



Canetas emagrecedoras podem comprometer a eficácia dos anticoncepcionais?

 

 
O uso de medicamentos para controle do peso e do diabetes, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras, tem levantado dúvidas importantes entre mulheres em idade reprodutiva e profissionais de saúde: afinal, essas medicações podem interferir na eficácia dos métodos contraceptivos? A resposta, segundo especialistas, exige atenção às diferenças entre os fármacos disponíveis, ao tipo de contraceptivo utilizado e ao momento do tratamento.

De acordo com a professora de Ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira, não há evidências de que as canetas emagrecedoras interfiram diretamente nos hormônios sexuais ou no mecanismo de ação dos contraceptivos. “Essas medicações não atuam anulando o anticoncepcional de forma direta. O principal ponto de atenção está nos efeitos gastrointestinais, especialmente no retardo do esvaziamento gástrico”, explica. Esse efeito pode reduzir a absorção dos anticoncepcionais orais em situações específicas, como no início do tratamento ou durante o aumento da dose.

Atualmente, duas classes de medicamentos são utilizadas com a finalidade de perda de peso: a semaglutida e a tirzepatida. . Segundo a ginecologista, estudos recentes mostram que a semaglutida não altera de forma relevante a concentração sérica dos hormônios dos anticoncepcionais orais. “No caso da semaglutida, os métodos hormonais orais podem ser mantidos, desde que haja acompanhamento médico”, afirma.

O cenário é diferente com a tirzepatida. Ainda não há evidências conclusivas de que ela aumente falhas contraceptivas. No entanto, um estudo sobre o impacto da substância na contracepção hormonal oral publicado Journal of the American Pharmacists Association, aponta uma redução de cerca de 20% na exposição plasmática aos hormônios dos anticoncepcionais orais quando os medicamentos são usados em associação.

“Essa redução não ocorre por interação medicamentosa clássica, como acontece com anticonvulsivantes, mas sim pela lentificação do esvaziamento gástrico, que diminui a absorção do contraceptivo oral”, esclarece a professora de Ginecologia. Diante dessa incerteza, a recomendação atual é cautela. “Enquanto não temos estudos definitivos, evitamos contraceptivos orais em usuárias de tirzepatida. Se a paciente optar por mantê-los, é fundamental associar um método de barreira”, orienta.

A professora de Endocrinologia da Afya Vitória, Alana Rocha Puppim, reforça que as canetas emagrecedoras não interferem nos hormônios sexuais nem no funcionamento de métodos contraceptivos que não dependem da absorção intestinal. “DIU, implante subdérmico, anticoncepcionais injetáveis, adesivo e anel vaginal não sofrem esse tipo de interferência e são considerados opções seguras para mulheres em tratamento com essas medicações”, explica.

Outro aspecto que merece atenção é o impacto da perda de peso sobre a fertilidade. Segundo Alana, o excesso de peso pode comprometer a ovulação e a função hormonal. “Quando a paciente está acima do peso ideal, há um impacto negativo na fertilidade. Com a perda de peso, esse cenário pode se reverter”, afirma. Na prática clínica, isso se traduz em um aumento da chance de gravidez. “É relativamente comum vermos mulheres que tinham dificuldade para engravidar passarem a ovular e conceber após o ajuste do peso”, relata a endocrinologista.

Por esse motivo, ambas as especialistas reforçam que mulheres que iniciam o uso dessas medicações devem receber orientação adequada sobre contracepção. “A perda de peso por si só já pode aumentar a fertilidade, e isso eleva o risco de uma gestação não planejada”, alerta Alana. Além disso, mulheres que desejam engravidar devem suspender o uso das canetas com antecedência. “A recomendação é interromper o medicamento pelo menos 30 a 60 dias antes de tentar engravidar, já que não há segurança para o uso dessas drogas durante a gestação”, complementa a ginecologista.

Diante desse contexto, a orientação é de que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e feita em conjunto com o médico, levando em conta o tipo de medicação utilizada, o perfil da paciente e seus planos reprodutivos. Segundo as especialistas, nenhuma mulher deve suspender ou modificar seu método contraceptivo por conta própria ao iniciar o uso das canetas emagrecedoras. Nesse sentido, informação de qualidade e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir segurança reprodutiva, prevenir gestações não planejadas e assegurar a eficácia do tratamento para controle do peso ou do diabetes.




Atividade física ativa “farmácia natural” do cérebro e fortalece saúde mental, aponta médico

 

A prática regular de atividade física vai muito além da estética ou da perda de peso

Ao se movimentar, o corpo aciona uma complexa resposta bioquímica no cérebro, com liberação de neurotransmissores e substâncias neuroprotetoras que impactam diretamente o humor, a cognição, o sono, o controle do estresse e a saúde mental a longo prazo.
 
 

 

Durante o exercício, o cérebro aumenta a produção de serotonina, dopamina, noradrenalina, endorfinas, GABA e fatores neurotróficos, além de estimular novas conexões sinápticas. O resultado é uma melhora global do funcionamento cerebral e do equilíbrio emocional.

De acordo com o médico nutrólogo Dr. Adriano Faustino, especialista em metabolismo e medicina funcional, “a atividade física é uma das ferramentas mais poderosas que temos hoje para modular a química cerebral de forma natural, segura e sustentável”.

Essas substâncias liberadas durante o movimento atuam como verdadeiros “medicamentos naturais” produzidos pelo próprio organismo:

Endorfina: reduz a percepção da dor e promove sensação de prazer e bem-estar

Dopamina: está associada à motivação, foco, disciplina e sensação de recompensa

Serotonina: contribui para a melhora do humor, do sono e do controle da ansiedade

Noradrenalina: aumenta energia, atenção, estado de alerta e desempenho mental

GABA: ajuda a reduzir a hiperatividade cerebral, promovendo relaxamento

Fatores neurotróficos, como o BDNF: estimulam a neuroplasticidade, a memória e a proteção dos neurônios

Segundo o Dr. Adriano Faustino, “quando o exercício se torna regular, o cérebro passa a funcionar de forma mais eficiente, com melhor resposta ao estresse, mais clareza mental e maior estabilidade emocional”.

Estudos científicos mostram que esse estímulo neuroquímico contínuo está associado a uma série de benefícios práticos no dia a dia:

– Redução do estresse e da ansiedade

– Melhora do humor e da qualidade do sono

– Aumento da concentração e da memória

– Mais disposição física e mental

– Menor risco de depressão e declínio cognitivo

– Proteção contra doenças metabólicas e neurodegenerativas

Quanto de exercício é necessário para obter os benefícios

As diretrizes internacionais de saúde indicam que os efeitos positivos do exercício sobre o cérebro e o metabolismo podem ser alcançados com:

– 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhadas rápidas ou pedaladas

– ou 75 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos intervalados

– Treinos de força pelo menos duas vezes por semana, fundamentais para a saúde muscular, metabólica e neurológica.

Sobre esse ponto, o especialista ressalta que “não é a intensidade extrema que gera resultados, mas a constância. Seguir essas recomendações já é suficiente para ativar mecanismos profundos de proteção cerebral, equilíbrio hormonal e prevenção de doenças”.

Não importa qual atividade, importa que faça sentido para você

Outro aspecto essencial é que não existe um único tipo de exercício ideal. O mais importante é encontrar uma atividade que traga prazer, bem-estar e seja possível manter ao longo do tempo. Caminhada, musculação, corrida, mas também natação, hidroginástica, dança, pilates, yoga ou atividades funcionais são capazes de ativar esses mesmos mecanismos neuroquímicos quando praticadas com regularidade.

 

 
Segundo o Dr. Adriano Faustino, “o melhor exercício é aquele que a pessoa consegue manter. Quando há prazer e identificação com a atividade, a adesão aumenta e os benefícios para o cérebro e para a saúde se consolidam”.



Classificados no Vestibular de Verão 2026 da FEMA já podem se matricular

O resultado do Vestibular de Verão 2026 da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) já está disponível e pode ser conferido em fema.edu.br/vestibulardeveraofema2026

Os candidatos classificados no processo seletivo podem confirmar sua vaga até o dia 23 de janeiro realizando a matrícula 100% online pelo portal de matrículas da FEMA. A confirmação da vaga depende do envio dos documentos exigidos e da assinatura do contrato dentro do prazo estipulado.

Em 2026, a FEMA amplia seu portfólio com a inclusão do curso de Educação Física, oferecido nas modalidades Bacharelado e Licenciatura. Além dessa novidade, foram ofertadas vagas em cursos como Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, Fisioterapia, Publicidade e Propaganda e Química Industrial.

Para mais informações sobre o processo seletivo, os candidatos podem acessar o edital completo no site da FEMA ou entrar em contato com a instituição pelo telefone (18) 3302-1055, ramais 1003 e 1004.