Funerais – 14/08

Faleceu em Assis nesta sexta-feira, 14/08/2026, aos 67 amnos, o Sr. Álvaro José da Silva, cujo corpo foi sepultado às 9 horas desta data no Cemitério Municipal da Saudade.

Faleceu em Assis nesta sexta-feira, 14/08/2026, aos 74 anos, a Sra. Rosa Nunes Padilha. Seu corpo foi velado no Centro de Serviços Funerários S. Vicente e sepultado às 10 horas desta data no Cemitério Municipal da Saudade.

Faleceu em Assis nesta sexta-feira, 14/08/2026, o bebê Raul Araújo Munhoz. Seu corpo foi velado no Centro de Serviços Funerários S. Vicente e sepultado às 10h30 desta data no Cemitério Municipal da Saudade.

 




S. Vicente Prever Informa Falecimentos

Faleceu em Assis nesta sexta-feira, 14/08/2026, aos 74 anos, a Sra. Rosa Nunes Padilha. Seu corpo foi velado no Centro de Serviços Funerários S. Vicente e sepultado às 10 horas desta data no Cemitério Municipal da Saudade.

Faleceu em Assis nesta sexta-feira, 14/08/2026, o bebê Raul Araújo Munhoz. Seu corpo foi velado no Centro de Serviços Funerários S. Vicente e sepultado às 10h30 desta data no Cemitério Municipal da Saudade.

 

 

 




Aprendizagem avança e educação de SP segue na direção certa

 

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados nesta semana, confirmam que a educação em São Paulo avançou em todas as etapas avaliadas. Em um cenário de grandes desafios para a educação nacional, o estado alcançou marcas expressivas e iniciou um novo ciclo de crescimento.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 6,2 para 6,6, a terceira melhor posição entre as redes estaduais do país. Nos anos finais, avançou de 5,1 para 5,2, a segunda melhor média já registrada pela rede. No ensino médio, historicamente o maior desafio da educação brasileira, o índice passou de 4,2 para 4,5, o melhor resultado da história de São Paulo, considerando a formação técnica integrada.

Os números mostram que é possível aproximar a escola das expectativas dos jovens quando a aprendizagem vem acompanhada de novas oportunidades. Por isso, a rede ampliou o ensino técnico e criou iniciativas como o BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), o Provão Paulista, que amplia o acesso às universidades públicas, e o Prontos pro Mundo, que proporciona experiências internacionais aos estudantes.

Os resultados confirmam tendências já apontadas por avaliações como o Saresp.  As diretrizes do governador Tarcísio de Freitas para a recuperação da aprendizagem começaram a produzir uma mudança na trajetória da educação pública, com a retomada de patamares pré-pandemia.

Em parceria com os 645 municípios, o Estado também atua para aprimorar a alfabetização, com apoio financeiro e pedagógico. Essa articulação tem contribuído para avanços em todo o território paulista: 70% das cidades avançaram no Ideb, indicando resultados na redução das desigualdades regionais. O trabalho também foi reconhecido com o Selo Ouro de Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação pelas ações do Alfabetiza Juntos SP.

Os números, porém, reforçam um desafio que São Paulo compartilha com o restante do país: aproximar os jovens da escola. O ensino médio continua concentrando os menores indicadores de aprendizagem, justamente em uma fase em que aumenta o risco de abandono escolar para trabalhar e ajudar a família.

Desde o início desta gestão, a busca ativa elevou a frequência dos jovens nas escolas a 86%, levando 300 mil estudantes de volta às salas de aula diariamente. Mas trazê-los de volta não basta. É preciso conectar a escola aos desejos e às demandas desta geração.

Por isso, o currículo foi atualizado e novas oportunidades incorporadas, com conteúdos como educação financeira, empreendedorismo, liderança, robótica e tecnologia, além da expansão do ensino técnico integrado. Hoje, 231 mil estudantes estão nessa modalidade, quase sete vezes mais que os 35 mil de 2023. O objetivo é ampliar as possibilidades de futuro, seja pela continuidade dos estudos, seja pela preparação para o mundo do trabalho.

Nenhuma dessas iniciativas surgiu por acaso. Elas resultam do acompanhamento permanente das mais de cinco mil escolas da rede estadual, de uma gestão baseada em evidências, avaliações periódicas e indicadores que permitem identificar dificuldades e apoiar cada unidade.

Na educação, resultados exigem consistência, acompanhamento e capacidade de corrigir rotas. O Ideb não é um ponto de chegada, mas um instrumento para orientar decisões: mostra onde avançamos e quais desafios ainda precisam ser superados.

Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, seguimos intensificando ações de reforço, tutoria e recomposição da aprendizagem para acelerar a evolução dos indicadores.

Na educação não existem atalhos. Administrar a maior rede pública do país, com mais de três milhões de estudantes, exige planejamento, políticas consistentes, valorização dos professores, escolas organizadas e foco na aprendizagem.

A educação de São Paulo está na direção certa. Os resultados mostram que esse caminho é possível com evidências, continuidade e compromisso com a aprendizagem. São essas diretrizes que continuarão orientando o ensino público no estado.

 

Renato Feder é secretário da Educação do Estado de São Paulo




Vendas online de canetas emagrecedoras saltam 149% e movimentam R$ 2,3 bilhões no 1º semestre de 2026, aponta Serasa Experian

 

São Paulo, 13 de agosto de 2026 – O número de pedidos online de medicamentos associados ao GLP-1, utilizado no tratamento do diabetes e sobrepeso, cresceu 149,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O aumento representa um salto de 2,5 vezes. Foram 1.364.354 solicitações entre janeiro e junho, ante 547.249 nos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são de um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e revelam, ainda, que o valor total desses pedidos alcançou R$ 2.348.777.687,64 apenas no primeiro semestre de 2026. O estudo contempla medicamentos injetáveis, popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras”, e outras formas farmacêuticas do princípio ativo.

O crescimento reforça a expansão desse mercado no ambiente digital, mas também chama a atenção para a necessidade de proteção das transações. Nos seis primeiros meses do ano, foram identificadas 3.966 tentativas de fraude, que envolveram R$ 7.864.725,56.

A maior exposição da categoria também acompanha um movimento identificado pelo Mapa da Fraude da Serasa Experian. Este ano, “Saúde” passou a integrar, ao lado de “Beleza” e “Calçados”, as três categorias do e-commerce com maior volume de tentativas barradas. Segundo a análise do Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez, segmentos com alta procura, produtos de maior valor unitário, recorrência de compra e facilidade de revenda tendem a despertar mais interesse, tanto dos consumidores quanto dos fraudadores.

“Produtos de maior valor agregado e que passam por um crescimento acelerado de demanda podem atrair também a atenção dos fraudadores. Por isso, não basta avaliar apenas os dados cadastrais ou o meio de pagamento de forma isolada. É necessário combinar diferentes camadas de inteligência, como análise de identidade, dispositivo, comportamento e transação, para identificar riscos sem criar barreiras desnecessárias aos consumidores legítimos”, afirma o executivo da datatech.

A aceleração começou a ganhar força em maio e junho de 2025, período que também coincidiu com mudanças importantes no ambiente regulatório e na disponibilidade dos tratamentos. Em abril de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a retenção de receita para medicamentos agonistas de GLP-1, regra que passou a valer em 23 de junho. O levantamento não permite, entretanto, isolar o impacto de cada evento sobre o volume de pedidos. Confira abaixo a evolução dos pedidos e valor movimentado na venda dos remédios emagrecedores ao longo de 2025 e primeiro semestre de 2026:

Entre julho de 2025 e junho de 2026, o mês de novembro teve o maior volume, com 292.800 pedidos e R$ 476,7 milhões. Na sequência, março de 2026 apresentou a segunda maior alta, com 285.952 solicitações, movimentando o maior montante em valor da série, R$ 478,1 milhões. “O pico de novembro coincidiu com a Black Friday, período marcado pela intensificação das campanhas promocionais no comércio eletrônico, e ainda com a antecipação das festas de fim de ano e férias de verão, que ocorrem entre dezembro e janeiro”, analisa Sanchez.

Millenials e geração X concentram demanda

Os Millennials (Geração Y) foram responsáveis pelo maior número de pedidos do semestre (436.589 solicitações), seguidos da Geração X, que apareceu muito próxima, com 424.673. Juntas, as duas gerações concentraram 63,1% de todos os pedidos do período. A concentração entre adultos maduros encontra contexto no perfil epidemiológico do país: a Pesquisa Nacional de Saúde mostrou que a prevalência de excesso de peso sobe de 33,7% entre pessoas de 18 a 24 anos para 70,3% entre aquelas de 40 a 59 anos. Esses dados ajudam a contextualizar a maior procura observada entre as gerações Y e X, mas não permitem atribuir o consumo individual exclusivamente à condição de saúde.

Do total de tentativas de fraude relacionadas aos pedidos dos medicamentos, os Millenials concentraram o equivalente a um terço do total (1.340). Proporcionalmente, porém, a maior incidência foi registrada entre a Geração Z, com tentativas identificadas em 0,87% dos pedidos, ou seja, quase 1 a cada 100.

Na comparação anual, os Baby Boomers apresentaram o crescimento mais acelerado de pedidos, com alta de 273,7% em comparação ao primeiro semestre de 2025, chegando a 164.687 solicitações. A Geração Alpha, por sua vez, esteve associada a mais de 20,5 mil pedidos e uma movimentação de R$ 36 milhões no primeiro semestre. Esse recorte indica pedidos vinculados a CPFs classificados nessa geração e não significa, necessariamente, que crianças ou adolescentes tenham realizado diretamente as compras.

Em uma análise por faixa etária, a menor variação ocorreu entre pessoas de até 25 anos, ainda assim expressiva, com alta de 84,14%. Com o crescimento da faixa etária, cresce também a variação dos pedidos, chegando ao aumento de quase 300% da população de 71 a 90 anos, em relação ao primeiro semestre de 2025. Entre os brasileiros com mais de 90 anos, faixa etária mais velha analisada, o aumento também foi relevante, de 134,45%. Confira abaixo o gráfico e a tabela com os dados detalhados por geração e faixa etária:

Volume de pedidos entre mulheres foi 75% maior que o registrado entre homens

As mulheres lideraram o consumo online da categoria no primeiro semestre de 2026. Foram 602.815 pedidos associados ao público feminino (44,2% do total), que movimentaram R$ 1 bilhão em solicitações. Na comparação com o público masculino, as mulheres registraram 75,2% pedidos a mais. A categoria “Outros”, que envolve outros gêneros ou pedidos feitos sem identificação nessa categoria, respondeu por 417.563 pedidos e R$ 722,9 milhões. Os detalhes estão no gráfico abaixo:

Sudeste concentrou dois terços dos pedidos

A região Sudeste, sozinha, respondeu por 901.191 pedidos no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 66,1% do volume nacional. Em seguida apareceram Sul (188.997 pedidos) e Nordeste (139.841). Na comparação anual, o Nordeste foi a região com maior crescimento percentual no número de pedidos (alta de 195,2%), mesmo partindo de um volume bem menor que o Sudeste. Sul e Norte também tiveram avanço expressivo, de 170,9% e 170,5%, respectivamente.

Olhando para as ações dos fraudadores, o Sudeste também concentrou a maior parte das ocorrências, superando 2,4 mil nos seis primeiros meses de 2026. A região Nordeste ficou na segunda posição, com 1.007 ocorrências, sendo também o território com o avanço mais expressivo das tentativas de fraude, de 65,4%. Veja o detalhamento na imagem abaixo:

Cuidados para consumidores:

• Realizar compras somente em sites, aplicativos e estabelecimentos oficiais, conferindo o endereço eletrônico antes de inserir dados pessoais ou de pagamento;

• Evitar links recebidos por redes sociais, anúncios ou aplicativos de mensagem, especialmente quando direcionarem para páginas desconhecidas;

• Desconfiar de ofertas com preços muito inferiores aos praticados no mercado;

• Comprar medicamentos associados ao GLP-1 apenas mediante prescrição médica, com retenção da receita pela farmácia ou drogaria;

• Utilizar esses medicamentos somente de acordo com as indicações aprovadas e sob acompanhamento de um profissional habilitado;

• Nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados completos de cartão fora dos ambientes oficiais;

• Desconfiar de páginas que se passam por órgãos públicos ou empresas conhecidas. Em maio de 2025, a Anvisa alertou sobre anúncios falsos que utilizavam indevidamente o nome da Agência para oferecer Mounjaro.

Recomendações para empresas:

• Adotar uma estratégia antifraude em camadas, combinando validação cadastral, autenticação de identidade, análise de documentos e biometria, inteligência de dispositivos, comportamento de navegação e monitoramento das transações;

• Estabelecer análises específicas para produtos de maior valor agregado, pedidos recorrentes e alterações repentinas de endereço;

• Monitorar múltiplas compras associadas ao mesmo dispositivo e divergências entre dados de pagamento, entrega e identidade do consumidor;

• Orquestrar as diferentes tecnologias de prevenção à fraude para ajustar o nível de verificação ao risco de cada operação;

• Reduzir perdas sem criar atritos desnecessários para clientes legítimos, garantindo uma jornada de compra mais segura e fluida.

Metodologia

O levantamento considera pedidos online de medicamentos associados à categoria GLP-1 analisados pelas tecnologias antifraude da Serasa Experian entre janeiro de 2025 e junho de 2026. O estudo reúne informações sobre quantidade e valor dos pedidos, tentativas de fraude, distribuição regional e perfis associados a gênero e geração. Os valores apresentados correspondem ao montante dos pedidos analisados e não devem ser interpretados como faturamento consolidado ou como representação de todo o mercado brasileiro. As tentativas de fraude correspondem às transações identificadas como suspeitas pelas soluções utilizadas no processo de análise.

Foto: internet.




Comer ovos 5 vezes por semana reduz em 27% o risco de Alzheimer, revela estudo

 

 
  

Crédito: Magnific

Minas Gerais – Agosto de 2026. Um alimento presente em diversas refeições do dia a dia pode estar associado a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Um estudo publicado em 2026 no The Journal of Nutrition, periódico da American Society for Nutrition, identificou que pessoas que consumiam ovos cinco ou mais vezes por semana apresentaram um risco 27% menor de diagnóstico de Alzheimer em comparação com aquelas que raramente ou nunca consumiam o alimento.

O estudo acompanhou 39.498 participantes por uma média de 15,3 anos e registrou 2.858 casos da doença durante o período. O efeito não apareceu apenas entre aqueles que comiam ovos com maior frequência. Segundo os dados publicados, o consumo de ovos de uma a três vezes por mês esteve associado a um risco 17% menor de Alzheimer; uma vez por semana, também a 17% menor; de duas a quatro vezes por semana, a uma redução de 20%; e cinco ou mais vezes por semana, a uma redução de 27%, sempre em comparação com o grupo que nunca ou raramente consumiam ovos.

O neurologista e professor da Afya Montes Claros, Dr Marcelo José da Silva de Magalhães, comenta que uma das hipóteses mais interessantes para explicar essa associação envolve a colina, um nutriente essencial encontrado em concentrações particularmente elevadas na gema do ovo.

“A colina desempenha diversas funções importantes no organismo. Ela é precursora da acetilcolina, um neurotransmissor fundamental para processos como memória, aprendizagem e atenção, além de participar da formação e manutenção das membranas celulares e do metabolismo lipídico”.

Em outra análise, os pesquisadores observaram que a ausência de consumo de ovos esteve associada a um risco 22% maior de Alzheimer quando comparada a uma ingestão de aproximadamente 10 gramas por dia. O neurologista explica que entre os fatores de risco não modificáveis, destacam-se aqueles relacionados à genética, como a presença do gene APOE ε4. A idade avançada, o antecedente de traumatismo cranioencefálico e o histórico familiar positivo para a doença também estão entre os fatores que não podemos modificar.

“Por outro lado, existem os fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles sobre os quais o indivíduo pode atuar por meio de mudanças no estilo de vida. Nesse grupo estão a perda auditiva, a baixa escolaridade, a hipertensão arterial sistêmica, a obesidade, o tabagismo, a inatividade física, o diabetes mellitus, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a depressão, o comprometimento visual, a exposição à poluição atmosférica e o isolamento social”, complementa o especialista.

Alimentação no combate do Alzheimer 

Segundo a Alzheimer’s Disease International, mais de 55 milhões de pessoas conviviam com demência no mundo em 2020, e uma nova pessoa desenvolve demência a cada três segundos. A estimativa é de que esse número alcance 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050. Atualmente, cerca de 60% das pessoas com demência vivem em países de baixa e média renda, até 2050, essa proporção deve chegar a 71%.

A médica geriatra e professora da Afya Contagem, Dra. Érica Abjaudi, esclarece que a nutrição atua diretamente na redução da inflamação sistêmica de baixo grau e do estresse oxidativo, dois dos principais mecanismos envolvidos no envelhecimento celular. “A microbiota intestinal também desempenha um papel fundamental na modulação do sistema imunológico e na síntese de neurotransmissores. Nesse contexto, uma dieta rica em fibras prebióticas favorece uma microbiota saudável, com impactos positivos na cognição e no humor dos idosos”.

Os cuidados devem começar o mais cedo possível, idealmente ainda no início da vida adulta. De acordo com Dra Érica Abjaudi, alterações patológicas no cérebro, como o acúmulo de placas amiloides na doença de Alzheimer e as lesões microvasculares, podem começar a se desenvolver de 20 a 30 anos antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos de perda de memória. A docente da Afya destaca:

Jovens e adultos (20–40 anos): é a fase de consolidação das reservas cognitiva e física. Estabelecer bons hábitos vasculares e de estilo de vida nessa etapa reduz significativamente o risco metabólico futuro.

Meia-idade (40–65 anos): representa uma janela crítica para o monitoramento da saúde vascular, incluindo pressão arterial, glicemia e colesterol. Também ganham importância o cuidado com a audição, uma vez que a perda auditiva não tratada é um fator de risco relevante para demência, e a manutenção da massa muscular.

Terceira idade (65+ anos): nunca é tarde para começar. Mesmo em idades mais avançadas, intervenções podem proporcionar ganhos na neuroplasticidade, melhorar a marcha, prevenir quedas e contribuir para a preservação da autonomia.

“Como precauções para reduzir o risco de Alzheimer, é importante manter uma rotina de atividade física regular, investir em estímulos cognitivos constantes (como aprender um novo idioma ou tocar um instrumento), priorizar um sono reparador e cultivar atividades sociais e conexões com pessoas reais, para além do mundo virtual”, conclui a médica.




GURI está com 170 vagas disponíveis em Assis e Lins

 

Estudantes do GURI. Foto de Robs Borges.

O GURI, Programa de Educação Musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, está com matrículas abertas para o segundo semestre de 2026. O programa oferece 60 mil vagas remanescentes em todo o Estado, incluindo a região de Marília. São cursos de canto e instrumentos, nos repertórios popular e erudito, sem exigência de conhecimento musical prévio.

Com o apoio da Prefeitura Municipal e o patrocínio da Sabesp, os Polos Melodia do GURI em Assis e Lins estão com 170 vagas remanescentes. É tudo gratuito. Não paga para se matricular e nem para estudar.

Localizados na Rua Aureliano Resende de Andrade, 100, Vila Guararapes, em Lins (Polo Melodia Lins), e na Rua Ivoneu Funari, 151, CDHU, em Assis (Polo Melodia Assis), os polos oferecem cursos de iniciação musical para crianças, instrumentos de sopro (madeiras e metais), percussão, violino, viola, violoncelo e contrabaixo acústico. O Polo Melodia Assis também conta com iniciação musical para adultos, flauta transversal e cursos modulares de bateria popular, camerata de violões e madrigal.

O prazo termina no dia 28 de agosto ou enquanto houver vagas. A inscrição deve ser feita presencialmente no polo e o estudante precisa estar acompanhado de um responsável. É necessário apresentar foto 3×4 recente, comprovante de endereço, RG ou certidão de nascimento do aluno, RG do responsável e o comprovante de matrícula ou declaração de frequência escolar.

Em Marília e região, ao todo são 21 polos de ensino. Saiba aqui os endereços e horários de funcionamento dos polos.  Para mais informações, acesse o site souguri.art.br.

“O GURI é uma política pública de formação musical e desenvolvimento humano que amplia o acesso à cultura em todas as regiões do Estado. Por meio dos cursos gratuitos, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm a oportunidade de aprender canto ou instrumento, desenvolver novas habilidades e fortalecer vínculos de convivência e cidadania”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

Parceria

Para executar suas atividades, o GURI conta com o apoio e a parceria de empresas e pessoas que acreditam no poder transformador da arte e da cultura.

“Acreditamos que investir em cultura e formação musical também é investir em dignidade, pertencimento e transformação social. O Projeto Guri mostra que grandes projetos nascem quando conseguimos conectar desenvolvimento humano, valorização dos territórios e impacto positivo real na vida das pessoas. É uma iniciativa que dialoga diretamente com o compromisso da Sabesp de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde atua”, afirma Samanta Souza, diretora-executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp.

Patrocinadores da Santa Marcelina Cultura – O GURI conta com os patrocínios Master: CTG Brasil; Bank of America; Tauste Supermercados; Sabesp; Instituto Motiva; Instituto Ultra; Ultracargo; Ultragaz; Ipiranga; Verzani & Sandrini; Ouro: Vitafor; Via Appia; Arteris; BASF; Prata: Novelis; Caterpillar; MAHLE; Chiesi Farmacêutica; Usina Santa Maria; DM; Sicoob; Citrosuco; Capuani; Grupo Maringá; Valgroup; Santos Brasil; Instituto Center Norte; a|w; Bronze: Cipatex; Maza; Mercedes-Benz; ACIF-Franca; Apoio Cultural: Ipiranga Agroindustrial; Yamaha; Ibiuna Investimentos; Distribuidora Ikeda; Castelo Alimentos; Pirelli; Frisokar; Tegma e Paulispell, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Santa Marcelina Cultura.

Para saber mais sobre o GURI, acesse o site oficial.

Para mais informações sobre a Santa Marcelina Cultura, acesse aqui.




Recuperação judicial não significa falência: especialista explica o que é e por que empresas recorrem ao mecanismo

 

Um número crescente de empresas e companhias brasileiras dos mais diversos setores recorrendo à recuperação judicial tem despertado dúvidas entre empresários, investidores e consumidores. Afinal, entrar em recuperação judicial significa que uma empresa está quebrada? O mecanismo representa uma tentativa de escapar das dívidas? Ou pode ser um instrumento legítimo para preservar negócios economicamente viáveis?

Para o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, a recuperação judicial ainda é cercada por mitos que dificultam a compreensão de seu verdadeiro papel na economia. Segundo o docente, trata-se de um mecanismo jurídico criado para reorganizar empresas que enfrentam graves dificuldades financeiras, mas que ainda possuem condições de continuar operando.
“A recuperação judicial não existe para apagar dívidas nem para proteger indiscriminadamente empresários. Seu objetivo é criar um ambiente organizado de negociação entre empresa e credores, permitindo que uma atividade economicamente viável tenha condições de reorganizar sua estrutura financeira e continuar gerando empregos, pagando tributos e produzindo riqueza”, explica.

Na prática, a recuperação judicial impede que cada credor busque individualmente executar a empresa, bloqueando contas ou tomando ativos de forma isolada. Em vez disso, todas as negociações passam a ocorrer de forma coordenada, sob supervisão do Poder Judiciário, enquanto a companhia apresenta um plano de reestruturação financeira e operacional.

Nem toda empresa em recuperação está “quebrada”

Um dos principais equívocos sobre o tema é acreditar que toda empresa em recuperação judicial está condenada à falência. Segundo El Khatib, existem diferenças importantes entre uma companhia sem liquidez momentânea e um negócio economicamente inviável.

“Muitas empresas continuam tendo clientes, produtos competitivos, tecnologia, operações rentáveis e capacidade de geração de caixa. O problema está na estrutura financeira, que se tornou incompatível com sua capacidade de pagamento. Nessas situações, reorganizar as dívidas pode ser suficiente para recuperar a empresa”.

O professor ressalta que a recuperação judicial pressupõe justamente a existência de uma possibilidade real de reorganização. “A recuperação é uma oportunidade, não uma garantia. A empresa continuará sendo testada durante todo o processo. Será preciso demonstrar capacidade operacional, recuperar a confiança do mercado, cumprir o plano aprovado e voltar a gerar caixa.”

Por outro lado, empresas cuja operação já produz prejuízos permanentes dificilmente conseguem reverter o quadro apenas renegociando dívidas. “Se o negócio destrói valor em sua atividade principal, alongar prazos ou reduzir juros não resolve o problema. A recuperação judicial não cria viabilidade econômica.”

Objetivo é salvar empresas e preservar valor econômico

Apesar de frequentemente ser associada apenas à proteção das empresas, a recuperação judicial possui uma função econômica muito mais ampla. De acordo com o professor da FECAP, a legislação brasileira busca preservar atividades produtivas capazes de gerar valor para toda a sociedade.

“O objetivo é preservar empresas viáveis porque elas mantêm empregos, fornecedores, clientes, arrecadação tributária e atividade econômica. Em muitos casos, liquidar imediatamente uma companhia destruiria muito mais riqueza do que reorganizá-la.”

Isso, entretanto, não significa preservar obrigatoriamente seus controladores. Durante uma recuperação, pode haver substituição da administração, entrada de novos investidores, venda do controle acionário, conversão de dívidas em participação societária e até diluição dos antigos sócios.

“Salvar a empresa não significa salvar os empresários. Em determinadas situações, a reorganização exige mudanças profundas na gestão para recuperar a confiança dos credores e garantir a continuidade do negócio.”

Diferenças: recuperação judicial, recuperação extrajudicial, falência e liquidação

Outra confusão recorrente envolve os diferentes mecanismos existentes para empresas em crise.

A recuperação judicial é indicada quando existem muitos credores e a empresa precisa de um processo coletivo supervisionado pelo Judiciário para negociar suas dívidas. Já a recuperação extrajudicial ocorre quando há condições de negociar diretamente com parte dos credores, exigindo menor intervenção judicial.

A falência, por sua vez, destina-se às empresas que perderam sua viabilidade econômica. “Falência não deve ser vista apenas como punição. Ela também desempenha uma função importante ao retirar do mercado empresas inviáveis e permitir que seus ativos sejam utilizados por organizações capazes de gerar mais valor.”

Existe ainda a liquidação voluntária, utilizada quando uma empresa decide encerrar suas atividades mesmo sendo capaz de quitar todas as suas obrigações financeiras. Nesse caso, o encerramento ocorre por decisão estratégica dos sócios, que optam por vender os ativos, pagar credores e distribuir o patrimônio remanescente, sem que haja um cenário de insolvência ou crise financeira.

Impactos vão muito além da empresa

Uma recuperação judicial produz efeitos sobre praticamente todos os agentes envolvidos na atividade econômica: funcionários passam a conviver com incertezas sobre empregos e reorganizações internas; fornecedores costumam restringir prazos de pagamento e exigir mais garantias; bancos reavaliam o risco da operação, enquanto investidores recalculam o valor econômico de seus ativos; e clientes também podem alterar seu comportamento.

“Quando consumidores passam a duvidar da continuidade da empresa, cancelam contratos ou deixam de comprar. Isso reduz o caixa justamente quando a companhia mais precisa de recursos para se recuperar.”

Segundo Ahmed, os impactos chegam inclusive às cidades onde grandes empresas concentram suas operações. “Uma recuperação judicial nunca envolve apenas empresa e credores. Ela afeta arrecadação, emprego, consumo, pequenos fornecedores e toda a economia local.”

Por que tantas empresas estão recorrendo ao mecanismo?

A recuperação judicial começa quando a empresa ingressa com um pedido na Justiça, comprovando que enfrenta dificuldades financeiras, mas ainda tem condições de se reestruturar. Se o processo for aceito, ela ganha um prazo para apresentar um plano de recuperação, que será negociado com os credores e, se aprovado e homologado judicialmente, passa a definir as novas condições para o pagamento das dívidas.

O aumento dos pedidos de recuperação judicial nos últimos anos resulta de uma combinação entre dificuldades econômicas e fragilidades estruturais das empresas brasileiras. Entre os principais fatores estão o aumento das taxas de juros, o crédito mais restritivo, a inflação de custos, a desaceleração econômica e o elevado endividamento corporativo.

“Muitas empresas cresceram apoiadas em financiamentos de curto prazo e passaram a depender da renovação constante dessas dívidas. Quando o crédito ficou mais caro e mais seletivo, diversas companhias perderam capacidade de financiamento.”

Segundo o especialista da FECAP, o ambiente econômico atual funciona como um verdadeiro teste de resistência. “Os juros elevados não criam todos os problemas. Muitas vezes eles apenas revelam fragilidades que já existiam, como baixa capitalização, excesso de endividamento, planejamento insuficiente e deficiência na gestão financeira.”

O maior erro é esperar o caixa acabar

Entre os principais erros cometidos por empresários está adiar a decisão de buscar ajuda. El Khatib afirma que muitos gestores acreditam que um aumento nas vendas resolverá automaticamente a crise financeira, quando, na prática, crescer também exige mais capital de giro.

Outro equívoco frequente é acompanhar apenas o lucro contábil, ignorando a geração efetiva de caixa. “Uma empresa pode apresentar lucro e, ainda assim, caminhar para uma crise financeira porque o dinheiro permanece preso em estoques, contas a receber ou investimentos.”

O especialista da FECAP recomenda observar sinais como aumento do endividamento, atrasos recorrentes com fornecedores, antecipação excessiva de recebíveis, necessidade constante de novos empréstimos e descumprimento de indicadores financeiros. “A recuperação deve ser considerada antes que a empresa perca sua capacidade de escolha. Quanto mais cedo começa a reorganização, maiores são as alternativas de negociação.”

Principal lição para empresários

Para Ahmed, os casos recentes de grandes recuperações judiciais deixam um aprendizado claro para empresas de todos os portes: crescimento não substitui geração de caixa.

Segundo ele, expansão acelerada, aquisições, abertura de unidades e aumento de faturamento não garantem sustentabilidade quando são financiados por uma estrutura de capital inadequada. Além disso, governança, transparência, planejamento financeiro e testes constantes de estresse precisam fazer parte da rotina das organizações.

“A melhor recuperação judicial é aquela que nunca precisa acontecer. Empresas que acompanham seu fluxo de caixa, avaliam cenários adversos, mantêm boa governança e reconhecem rapidamente os sinais de deterioração financeira possuem muito mais condições de enfrentar períodos de crise”, acrescenta.

O especialista aponta que a recuperação judicial deve ser compreendida como um instrumento de reorganização, e não como solução automática para qualquer empresa em dificuldade. “Ela oferece tempo, coordenação e instrumentos jurídicos para reconstruir uma viabilidade que ainda existe. Quando essa viabilidade desapareceu, a recuperação apenas prolonga uma crise que inevitavelmente terminará em falência”, finaliza.

O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Imagem: internet.




Quem disse que o IVA não é cumulativo? 

 

Há um mito repetido com tanta frequência que virou dogma: o IVA é neutro, não cumulativo, e por isso superior a qualquer tributo alternativo. Ensina-se isso nos manuais, repete-se em seminários, escreve-se em relatórios de organismos internacionais. O problema é que não é verdade — e a mentira tem nome técnico: cumulatividade implícita. 

O raciocínio do livro-texto é simples. Em cada etapa da cadeia, a empresa credita o imposto pago nos insumos e debita o imposto devido nas vendas; recolhe apenas a diferença. Nenhum imposto se acumula sobre imposto. Perfeito — no papel. 

Na prática, esse mecanismo só é neutro sob condições que nenhum país satisfaz: alíquota única e universal — a mesma para o remédio e para a joia — e, além disso, crédito e débito ambos instantâneos. Nenhuma sociedade tolera a primeira condição; e a segunda, decisivamente, não existe em lugar nenhum. 

É aí que mora a cumulatividade implícita, e ela tem duas pontas, não uma. De um lado, o crédito do imposto pago nos insumos leva tempo para voltar — e, numa empresa em funcionamento, vários ciclos de produção rodam ao mesmo tempo, uns começando enquanto outros ainda não fecharam, de modo que o crédito represado não é um atraso pontual: é um estoque permanente de capital preso, com custo de financiamento. De outro lado, o débito — o imposto cobrado do cliente na venda — também não é recolhido ao governo no mesmo instante; a empresa o retém por um período, e esse dinheiro em caixa gera o efeito oposto, um benefício financeiro, um float a favor de quem vende. A cumulatividade implícita é o saldo líquido entre essas duas pontas: existe, como custo real, sempre que o crédito demora mais para voltar do que o débito demora para sair. Só desaparece — de fato, e não apenas na alíquota nominal — se as duas pontas forem instantâneas ao mesmo tempo. E há até o caso inverso, pouco discutido: em negócios de ciclo curto, em que o produto vira venda antes mesmo de o crédito do insumo ser exigível, o saldo pode se inverter, e o “defeito” vira, para aquela empresa, um benefício de caixa. 

Isso não é conjectura teórica. É mensurável, e já foi medido. Um exercício aplicado à economia brasileira, com dados oficiais das Contas Nacionais e cobrindo 110 setores produtivos, comparou a distorção de preços relativos causada pelo nosso sistema tributário indireto — ICMS, IPI, ISS, INSS, com suas múltiplas alíquotas e regimes — contra a de um tributo único sobre transações, calibrado para arrecadar exatamente o mesmo. O resultado: o sistema convencional distorce os preços relativos da economia cerca de cinco vezes mais. Em nenhum dos 110 setores o sistema “não cumulativo” produziu menos distorção que a alternativa “cumulativa”. 

Um dos economistas mais respeitados do país, Antônio Delfim Netto, já identificara o problema de método décadas atrás: a sofisticação da teoria tributária convencional repousa sobre dois postulados implícitos — que não existe sonegação, e que arrecadar não tem custo. Como ambos são falsos, escreveu ele, “começa-se a duvidar da qualidade das recomendações sugeridas”. 

A pergunta que dá título a este artigo não é retórica. Quem disse que o IVA não é cumulativo foi a teoria — não a realidade. Antes de recomendar qualquer reforma com base na promessa de neutralidade, seria prudente perguntar: neutralidade medida, ou neutralidade presumida? 

Doutor em Economia por Harvard, Marcos Cintra é atualmente professor titular da Fundação Getúlio Vargas e conselheiro do Instituto Atlântico. 




Eleições 2026: prazo para pedir voto em trânsito termina em 20 de agosto

 

 

Foto: internet

O prazo para solicitar o voto em trânsito para as Eleições 2026 está perto de acabar. Eleitoras e eleitores que queiram votar em uma cidade diferente daquela em que estão registrados precisam realizar a habilitação até o próximo dia 20 de agosto. O procedimento consiste na transferência temporária da seção eleitoral e o pedido pode ser feito tanto para o 1º quanto para o 2º turno, ou para ambos. Neste ano, o Aeroporto Internacional de Guarulhos receberá a instalação de seções eleitorais para possibilitar o exercício do voto aos trabalhadores no local e aos viajantes que solicitarem a transferência temporária, dentro da disponibilidade de vagas oferecidas.

O voto em trânsito ocorre somente em ano de eleições gerais (votação para deputado federal, deputado estadual, senador, governador e vice-governador, presidente e vice-presidente da República), em locais de votação convencionais ou criados para essa finalidade. O procedimento está regulamentado na Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Quem pode pedir o voto em trânsito?

A eleitora ou o eleitor que vai estar fora do seu domicílio eleitoral em um ou dois turnos da eleição pode solicitar o voto em trânsito. Mas só é possível pedir a transferência para locais de votação nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores, em locais de votação convencionais ou criados para essa finalidade. O eleitor que, no dia da eleição, não estiver em seu domicílio eleitoral nem no exterior pode pedir o voto em trânsito.Como solicitar?

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento. Basta selecionar a opção “Fazer transferência temporária de local de votação”, na aba Eleitora/Eleitor. Em seguida, é necessário responder a pergunta “Você deseja realmente fazer uma Transferência Temporária de local de votação?” e clicar em “Sim, continuar”. Para acessar o serviço, é preciso gerar um código de autenticação por meio do aplicativo e-Título, que pode ser baixado gratuitamente. O pedido também pode ser feito presencialmente em qualquer cartório eleitoral (consulte os endereços), mediante a apresentação de um documento oficial com foto.

Como funciona?

A pessoa que pedir o voto em trânsito dentro do estado (UF) em que está registrada como eleitora poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem solicitar a transferência temporária para um estado diferente poderá votar apenas para presidente da República. É possível votar em trânsito em cidades distintas nos dois turnos. Importante lembrar que a votação ocorre ao mesmo tempo em todas as seções eleitorais do país, das 8h às 17h (pelo horário de Brasília).

Após o fim do prazo, no dia 20 de agosto, não será possível alterar ou cancelar a habilitação autorizada. Uma vez habilitado para votar em trânsito, o eleitor não poderá votar no seu local de origem. Quem estiver habilitado e não puder comparecer ao local escolhido no dia da eleição também deverá apresentar justificativa de ausência. Após a votação, não é necessário solicitar o retorno do título à seção eleitoral de origem. A mudança ocorrerá de forma automática.

Existem outras formas de transferência temporária?

Dentro do mesmo prazo, outros eleitores e eleitoras, em situações específicas, podem requerer transferência temporária para votar em outra seção eleitoral. São eles:

  • Pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida;
  • Indígenas, quilombolas, integrantes de comunidades tradicionais e residentes de assentamentos rurais;
  • Militares e agentes de segurança pública em serviço no dia da eleição;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Juízas e juízes eleitorais, juízas e juízes auxiliares, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral e promotoras e promotores eleitorais em serviço no dia das eleições;
  • Presas e presos provisórias(os) e adolescentes em unidades de internação.

Por outro lado, o prazo é diferenciado e vai até 28 de agosto para pessoas convocadas para trabalhar nas eleições (mesárias, mesários, apoio logístico) e para agentes penitenciários, policiais penais, servidoras e servidores de estabelecimentos penais e de unidades de internação de adolescentes onde forem instaladas seções eleitorais.

Para esse eleitorado não há limitação por tamanho de município, ocorrendo em locais adequados à situação do eleitor, como seções com acessibilidade para pessoas com deficiência, seções instaladas em estabelecimentos penais ou o local para onde o mesário foi convocado. O pedido também pode ser feito por meio do Autoatendimento ou em qualquer cartório eleitoral, apresentando documento com foto.

Cerca de 40 mil solicitações no estado

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até esta terça (11), 38.743 eleitores haviam solicitado a transferência temporária para votar em São Paulo no 1º turno, sendo 28.203 pedidos para votar em diferentes municípios dentro do próprio estado e outros 10.540 oriundos das demais unidades da Federação. Do total, 18.980 pedidos correspondem ao voto em trânsito (48,9% das solicitações).

Sábado passado (8), a equipe da 148ª Zona Eleitoral — Eldorado esteve no Quilombo Porto Velho, em Iporanga, em ação itinerante para realizar transferências temporárias. Já na quarta (4), foi a vez dos servidores da 381ª ZE — Parelheiros levarem o atendimento à Terra Indígena Tenondé Porã, no Centro de Educação e Cultura Indígena da Aldeia, na capital paulista. Juntas, as duas ações resultaram em 54 solicitações de transferência temporária.

Servidores da 148ª ZE — Eldorado no Quilombo Porto Velho, em Iporanga

 

No Quilombo Porto Velho, a equipe do TRE-SP percorreu 149 quilômetros, em uma viagem de aproximadamente 3h30 para levar os serviços da Justiça Eleitoral até a comunidade. Para o chefe do cartório, José Roberto dos Reis, a procura pelo atendimento reforça a importância de aproximar os serviços eleitorais das comunidades tradicionais.

“Os eleitores puderam escolher uma alternativa que facilita o deslocamento até a urna. Em vez de uma viagem de aproximadamente três horas, poderão votar a cerca de 20 minutos de casa. A busca pelas transferências mostra o quanto essa ação é importante para a comunidade”, afirmou.




Conab estima produção de grãos em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

 

A estimativa para a produção de grãos na safra 2025/26 é de 360,8 milhões de toneladas, um incremento de 2,4%, o que representa um volume de 8,5 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, com destaque para soja, milho e sorgo. Já a produtividade média nacional das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado em 2024/25.

Produto com maior área semeada na segunda safra, o milho deve atingir uma produção total de 143 milhões de toneladas na atual temporada. Com a colheita finalizada, a primeira safra do grão tem produção estimada em 29,5 milhões de toneladas. No segundo ciclo do cereal, a Conab estima que sejam colhidas cerca de 111 milhões de toneladas. Em relação à terceira safra de milho, a estimativa é de uma produção de outras 2,4 milhões de toneladas. Semeado na região Nordeste, as condições climáticas ocorridas desde junho influenciaram de maneira negativa o desenvolvimento das lavouras da cultura principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e parte de Alagoas.

Para o algodão, a Conab prevê uma produção aproximada de 5,8 milhões de toneladas para o produto em caroço, o que resulta em 4,1 milhões de toneladas de pluma. A colheita, iniciada em junho, atinge 43,7% da área destinada para a cultura. O índice é inferior à média dos últimos cinco anos, porém superior ao registrado no ano passado, quando no mesmo período estava em 39%. As condições climáticas, de modo geral, favoreceram o bom desenvolvimento das lavouras.

Já o feijão deve registrar uma produção total próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.O volume estimado atualmente representa uma redução de 3,2% comparado com o ciclo 2024/25. Ainda assim, a produção garante o abastecimento no mercado interno. Na primeira safra do grão no ciclo 2025/26, a Conab estima que foram colhidas 973,9 mil toneladas. No segundo ciclo da leguminosa, a colheita está em fase final e a estimativa é de uma produção de 1,3 milhão de toneladas. Na terceira safra, predominantemente cultivada em áreas irrigadas no Centro-Sul e em áreas de sequeiro no Nordeste, a produção esperada é de 681 mil toneladas.

Produtos da safra de verão, soja e arroz têm produção estimada em 180,5 milhões de toneladas e 11,1 milhões de toneladas, respectivamente. No caso da oleaginosa, destaques para o Mato Grosso, maior produtor do grão no país, com 51,6 milhões de toneladas, e para a Bahia, estado com a maior produtividade média estimada em 4.260 kg/ha. Para o arroz, a Conab identificou uma redução na produção devido ao plantio da cultura ter sido realizado em uma área 14% inferior em relação ao ciclo 2025/26. Mesmo com a queda, o volume colhido atende a demanda do mercado doméstico.

Dentre os produtos de inverno, a semeadura das culturas foi finalizada. Principal produto cultivado, o trigo deve registrar uma produção de  5,8 milhões de toneladas, redução de 26,2% em relação à safra de 2025. Essa redução na produção está relacionada à retração de 20,4% na área.

Mercado – Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2025/26 para o milho. A Companhia aumentou em 152,2 mil toneladas o consumo interno do cereal, atualmente estimado em 95 milhões de toneladas. Mesmo com esse ajuste, o estoque de passagem do cereal ao final do ciclo está previsto em 15,58 milhões de toneladas.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 11º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26