Brasil avança no uso de canetas emagrecedoras e especialista alerta para a importância de um tratamento completo
Com o crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade, a pauta estético-científica ganha mais destaque

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| Dados recentes mostram que o Brasil enfrenta um crescimento expressivo dos índices de sobrepeso e obesidade. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, aproximadamente 68% da população brasileira adulta está acima do peso, sendo que 31% vivem com obesidade (Índice de Massa Corporal ≥ 30) e 37% têm sobrepeso, proporções com tendência de crescimento nos próximos cinco anos.
Dados da pesquisa Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, mostram que a obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, refletindo mudanças profundas nos hábitos alimentares, estilo de vida e fatores ambientais. Esses números estão alinhados às projeções globais de que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo, com tendência de atingir 1,5 bilhão até 2030. A obesidade é considerada uma doença crônica e multifatorial, associada a fatores genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais. Além disso, pode ser o ponto de partida para outros problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Diante deste cenário, no Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o debate sobre tratamentos para perda de peso ganha mais relevância. Nos últimos anos, medicamentos injetáveis conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, passaram a ocupar espaço central nas discussões sobre o controle da obesidade, tendo como atrativo a “promessa de emagrecimento rápido”. O que são as canetas e como elas agem? As canetas emagrecedoras estão na categoria dos peptídeos e são análogos de hormônios produzidos pelo próprio organismo. Tanto o Ozempic, que tem a semaglutida como princípio ativo, quanto o Mounjaro, que é a tirzepatida, são análogos do GLP-1, que é um hormônio produzido pelas nossas células intestinais. Explicando de forma simplificada, segundo a nutricionista Elaine Henzel, quando estamos nos alimentando e começamos a mastigar, o hormônio GLP-1 já começa a ser produzido e é ele o responsável por nos dar a saciedade. Só que este hormônio dura pouco tempo no nosso corpo, cerca de 5 minutos e logo depois baixa na corrente sanguínea e nos faz sentir fome novamente. Ou seja, ele atua neste circuito fome/saciedade. Já as canetas emagrecedoras vão fazer a mesma função deste hormônio, porém com uma durabilidade muito maior, que pode ser de até 7 dias. Isso significa que a pessoa vai se sentir saciada por muito mais tempo. “Imagina ir de algo que dura minutos, para algo que dura dias. É o que acontece com quem usa a caneta. Além de mexer neste centro da fome e da saciedade, ela também age em centros do cérebro, que acabam tendo uma enxurrada de dopamina quando são ligados à comida. Já que a comida também é um mecanismo dopaminérgico, pois comer é prazeroso!”, comenta Elaine Henzel, Nutricionista e Comunicadora Científica da True. A especialista esclarece que o fato destes “análogos” agirem tanto promovendo a saciedade por muito mais tempo, quanto atuando também reduzindo a vontade de busca pelo prazer por meio da comida, é extremamente positivo para quem enfrenta problemas neste sentido. A comida passa a não ser mais uma ameaça, o que é muito importante para muitas pessoas que têm problemas em relação ao peso. “O ato de comer envolve muito mais coisas, é muito mais emoções e sentimentos que estão ligados àquele comportamento. Então os análogos de uma forma bem resumida agem tanto aumentando a saciedade e reduzindo a fome, quanto também diminuindo o desejo pela procura de comida. E é por isso que eles têm tanto sucesso.”, completa. Julgamento x Acompanhamento Muito utilizadas nos tratamentos de obesidade, diabetes tipo 2 e síndromes metabólicas, a eficiência e a importância das canetas não podem ser negadas. “Apesar de inicialmente serem desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, em estudos “off label”, observou-se que elas atuavam com a redução de peso drasticamente, algo que pode, por exemplo, significar a retirada de uma pessoa para indicação de cirurgia bariátrica”, observa a profissional. Mais do que julgar os motivos, ou até mesmo questionar quem opta pelas canetas por questões estéticas, mesmo que seja para perder poucos quilos, a nutricionista reforça que o principal papel dos profissionais de saúde é estarem prontos para acolher e orientar estes pacientes. Existem alguns casos que é preciso ficar em alerta: pessoas que têm problemas no pâncreas, alguma alteração hepática ou intestinal, ou ainda para quem faz o uso de hormônios, como anticoncepcional ou para a tireoide, com o risco inclusive de interferir em outros tratamentos. E por ser algo relativamente novo, efeitos e sintomas a longo prazo, ainda não são totalmente conhecidos. Por agir de forma semelhante ao hormônio que o corpo já produz, é uma categoria de medicamento considerada segura. Porém sua procedência é um fator determinante para garantir que realmente este seja um tratamento seguro. Além disso, uma pré-avaliação médica é que vai determinar a dosagem ideal e o tempo de tratamento. Da mesma forma é necessário um acompanhamento ao longo do processo, tanto para que o paciente possa lidar com possíveis sintomas, quanto consiga fazer a “manutenção” correta e não corra o risco de posteriormente, ao deixar de fazer o uso do remédio, tenha uma regressão ou até ganhe mais peso do que estava antes. A nutricionista explica que a maioria dos obesos é desnutrida, na verdade são obesos porque comem uma alta quantidade de comidas calóricas e energéticas, porém baixa densidade nutricional. Por isso é importante fazer um acompanhamento pré-uso de medicamento, para saber como está o padrão nutricional dessa pessoa, já que elas tendem a ter muito mais carências nutricionais. E através desta deficiência, surgem vários outros sinais e sintomas: fraqueza, memória fica ruim, não conseguem ter uma boa cognição, a imunidade fica fraca, o paciente começa a ter vários problemas em consequência de uma má nutrição. Outro ponto de atenção é o baixo consumo de proteína. Naturalmente se é um paciente que já não consumia proteína direito, ao tomar a medicação e não sentir fome, a tendência é comer menos ainda e isso pode levá-lo a perder massa muscular, o metabolismo fica mais lento do que já era e corre-se o risco de terminar o tratamento pior do que quando começou. A proteína tem que estar dentro da dieta dessa pessoa, por isso a necessidade de um acompanhamento com o nutricionista, para fazer o cálculo bem direitinho. “Não é simplesmente comer um pratão de frango e de carne, senão isso vai ficar ali parado, porque esse medicamento causa uma “paralisia”, uma lentidão do movimento do estômago e do intestino. A gente causa uma gastroparesia, o estômago fica cheio durante muito mais tempo e por isso inclusive às vezes pode-se ter azia, eructação fétida (arroto com cheiro), o intestino pode ficar mais preguiçoso, porque ele está se movimentando de forma muito lenta. Precisamos pensar em toda técnica dietética, em como eu vou ofertar essas proteínas e nestes casos os nutrientes em forma de suplementos vão ser ótimos para esses pacientes”, conclui a nutricionista da True. Sobre a True A True é uma marca brasileira de suplementos alimentares criada em 2019 pelos sócios Patrick Schilte e Cristina Ferraz, com foco em produtos de alta pureza e ingredientes naturais voltados para performance e bem-estar. A marca se diferenciou no mercado ao unir o conceito clean label a uma experiência sensorial superior, liderada pelo lançamento do True Whey, que rompeu padrões com sabores gourmet e um rótulo limpo. Essa filosofia avançou para o bem-estar mental com o True Magnésio + Inositol, referência em relaxamento e sono, e expandiu-se para a saúde integrada com a linha Family Care. Nela, o True Iron é o destaque, oferecendo ferro bisglicinato de alta absorção que elimina o sabor metálico e desconfortos gástricos, garantindo uma suplementação agradável para todas as idades. |








