Afaste o frio com saúde: Nutricionista ensina receitas de bebidas quentes funcionais para o inverno

 

 
O inverno não precisa estar associado apenas ao consumo de bebidas açucaradas, preparações excessivamente calóricas e pratos ricos em gordura. Quando bem planejadas, bebidas funcionais e refeições quentes oferecem conforto nos dias frios sem deixar de lado o equilíbrio nutricional.

Sopas, caldos, chás, preparações à base de vegetais, especiarias e ingredientes naturais contribuem para a hidratação, promovem maior saciedade e fornecem compostos antioxidantes, nutrientes com ação anti-inflamatória e substâncias importantes para o adequado funcionamento do organismo.

Além disso, receitas quentes e nutritivas favorecem o bem-estar, ajudam na manutenção da energia e contribuem para uma alimentação mais equilibrada durante o inverno.

A seguir, selecionei algumas receitas que, além de auxiliarem na hidratação, podem trazer mais conforto, saciedade e cuidado com a saúde nos dias mais frios.

 

Chá de Gengibre, Limão e Mel

Uma combinação clássica e reconfortante para os dias frios, com ingredientes associados à ação antioxidante e ao cuidado com a garganta.

Ingredientes

  • 1 fatia de 2 cm de gengibre fresco
  • 2 fatias de limão
  • Suco de 1 limão
  • 1 colher de café de mel
  • 1 xícara de água quente

Preparo

Deixe o gengibre e as fatias de limão em infusão na água quente por cerca de 5 minutos. Acrescente o suco de limão e o mel ao final.

Benefícios: O gengibre contém compostos bioativos com potencial antioxidante e anti-inflamatório. O limão contribui com vitamina C enquanto o mel proporciona sabor, conforto e suavidade à bebida.

 

Golden Milk com Cúrcuma

Uma bebida cremosa e aromática que combina especiarias tradicionalmente utilizadas em preparações reconfortantes no inverno.

Ingredientes

  • 1 xícara de bebida vegetal ou leite desnatado
  • 1/2 colher de chá de cúrcuma
  • 1/2 colher de café de canela
  • 1 pitada de pimenta-do-reino

Preparo: Aqueça a bebida escolhida e misture os demais ingredientes até incorporar bem.

Benefícios: A cúrcuma contém curcumina, composto bioativo com potencial antioxidante e anti-inflamatório. A pimenta-do-reino fornece piperina, substância que pode aumentar a biodisponibilidade da curcumina.

Chocolate Quente com Cacau

Uma versão mais equilibrada do chocolate quente tradicional, perfeita para trazer aconchego nos dias frios.

Ingredientes

  • 1 colher de sopa de cacau em pó sem açúcar
  • 1 colher de chá de mel ou maple syrup
  • 1 xícara de leite desnatado ou bebida vegetal

Preparo: Misture os ingredientes e aqueça em fogo baixo até obter uma bebida cremosa.

Benefícios: O cacau é fonte de flavonoides, compostos associados ao bem-estar e à saúde cardiovascular, além de conferir sabor intenso e contribuir para a sensação de saciedade.

Chá Verde com Canela e Hortelã

Uma bebida aromática que combina o frescor da hortelã com especiarias quentes e notas suaves de maçã.

Ingredientes

  • 1 pequeno ramo de hortelã
  • 4 paus pequenos de canela
  • 1 a 2 fatias finas de gengibre fresco
  • 6 xícaras de água
  • 4 sachês de chá verde
  • 6 colheres de sopa de suco de maçã concentrado sem açúcar

Preparo: Ferva a água com a hortelã, canela e gengibre por cerca de 3 minutos. Desligue o fogo, acrescente os sachês de chá verde e deixe em infusão por 5 minutos. Coe e finalize com o suco de maçã.

Benefícios: O chá verde é rico em compostos antioxidantes, enquanto canela, gengibre e hortelã tornam a bebida mais aromática e agradável para os dias frios.

Chá Quente de Maçã com Gengibre e Cúrcuma

Uma bebida quente e aromática que combina especiarias, compostos bioativos com potencial antioxidante e anti-inflamatório.

Ingredientes

  • 1 xícara de chá de maçã preparado
  • 1 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • 1 colher de chá de cúrcuma fresca ralada
  • 1 tira pequena de casca de limão
  • Canela em pó a gosto

Preparo: Misture todos os ingredientes em uma panela pequena e aqueça até começar a formar pequenas bolhas nas laterais. Desligue o fogo, tampe e deixe em infusão por 5 minutos. Coe e sirva quente.

Benefícios: O gengibre e a cúrcuma compostos bioativos com potencial antioxidante e anti-inflamatório, enquanto a maçã e a canela trazem sabor e conforto aos dias frios.

 

Adriana Stavro – Nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo

Curso de formação em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard Medical School

Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein 

Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto Valéria Pascoal (VP) Pós-graduada EM Fitoterapia pela Courses4U.

Instagram – @nutriadrianastavro – Mais informações https://lattes.cnpq.br/




Cuidados com a pele no inverno: porque hidratação, protetor solar e alimentação fazem a diferença nos meses mais frios

 

 

O inverno, que se inicia no próximo dia 21 de junho, traz consigo um conjunto de condições que desafiam a saúde da pele: ar mais seco, temperaturas baixas, banhos mais quentes e demorados e redução da ingestão de água. O resultado, para muitas pessoas, é pele ressecada, descamação, coceira e piora de condições como dermatite e psoríase.

Camilee Tostes, dermatologista e alergista, afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada, explica o que acontece com a pele no frio, como montar uma rotina eficiente para cada tipo de pele e por que o protetor solar não tem estação.

Por que o inverno agrava o ressecamento e doenças de pele

Durante o inverno, o ar fica mais seco, as temperaturas caem e as pessoas tendem a tomar banhos mais quentes e demorados, o que remove a proteção natural da pele. Com a barreira cutânea mais fragilizada, aumentam sintomas como coceira, descamação, vermelhidão e sensibilidade. Condições como dermatite e psoríase, que dependem da integridade dessa barreira, tendem a piorar justamente nesse período.

Os cuidados básicos que fazem a diferença: evitar água muito quente no banho, usar hidratante diariamente de preferência logo após o banho, escolher sabonetes mais suaves e manter boa hidratação do organismo ao longo do dia.

Rotina de hidratação para cada tipo de pele

A hidratação no inverno deve ser individualizada. De forma geral, o ideal é aplicar o hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, para ajudar a reter água e fortalecer a barreira cutânea. Para peles secas e sensíveis, Camilee recomenda hidratantes mais nutritivos, ricos em ceramidas, manteigas vegetais e agentes reparadores. Peles oleosas também precisam de hidratação no inverno, mas com produtos de textura mais leve, como séruns ou loções oil free com ácido hialurônico, niacinamida ou pantenol.

Protetor solar: o cuidado que não tem estação

Mesmo com sensação de frio e dias nublados, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele e contribuindo para o envelhecimento precoce, o surgimento de manchas e o aumento do risco de câncer de pele. Parte da radiação atravessa as nuvens, o que significa que a pele permanece exposta mesmo sem sol aparente. “O protetor solar não deve ser visto como um produto de verão, mas como um cuidado diário de saúde”, orienta a dermatologista.

Essa orientação é ainda mais importante para pessoas com melasma, rosácea, histórico de câncer de pele ou que realizam procedimentos dermatológicos, já que a exposição acumulada ocorre todos os dias, independentemente da estação.

Alimentação e hidratação interna: a saúde da pele começa no que se come

A saúde da pele não depende apenas dos cuidados externos. Durante os meses mais frios, muitas pessoas reduzem a ingestão de água por sentirem menos sede, o que pode contribuir para uma pele mais ressecada, opaca e sensível. A alimentação também exerce papel importante na manutenção da barreira cutânea e no controle da inflamação.

Uma dieta rica em proteínas de qualidade, frutas, verduras, legumes e gorduras boas, como as encontradas em peixes, azeite de oliva, castanhas e abacate, fornece nutrientes essenciais para a renovação celular e para a integridade da pele. Nutrientes como vitaminas A, C e E, zinco, selênio e ômega-3 participam diretamente da renovação celular, da produção de colágeno e dos mecanismos de proteção cutânea. Por outro lado, o excesso de ultraprocessados, açúcar e bebidas alcoólicas pode favorecer processos inflamatórios e comprometer a qualidade da pele.

“Uma pele saudável é resultado da soma de fatores: hidratação, alimentação equilibrada, sono adequado, proteção solar e uma rotina de cuidados compatível com as necessidades de cada pessoa”, afirma Camilee. “Uma pele bonita e saudável começa muito antes dos cremes e procedimentos: ela começa no que colocamos diariamente no prato”, finaliza.

Camilee Tostes, dermatologista e alergista, afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada. Médica Dermatologista Clínica-Cirúrgica, pós-graduada pela Faculdade Souza Marques e Instituto Pele Saudável, Alergologista e Imunologista pós graduada pela PUC-RIO. Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. CRM: 5289149-5. RQE N°: 28479.




Festa Junina: nutricionista dá dicas para aproveitar as comidas típicas sem exageros

 

 
Pamonha, canjica, milho verde, cachorro-quente, quentão e doces típicos fazem parte das tradicionais festas juninas e costumam marcar esta época do ano com muita fartura. Apesar das delícias características das comemorações, o excesso no consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio pode impactar a saúde e o bem-estar.

Segundo a nutricionista Ariane Brasil, do Hospital Edmundo Vasconcelos, é possível aproveitar as festas sem abrir mão do equilíbrio alimentar. A recomendação é adotar escolhas mais conscientes e manter atenção às quantidades consumidas. Ela destaca que 5 estratégias simples que podem fazer diferença durante as confraternizações:

1.      Não chegar às festas com muita fome

“Ficar muitas horas sem comer pode aumentar a vontade de consumir alimentos mais calóricos e dificultar o controle das porções. Fazer pequenas refeições ao longo do dia ajuda a manter a saciedade e favorece escolhas mais equilibradas.”

2.      Comer devagar e evitar repetir prato

“A alimentação mais lenta contribui para a percepção da saciedade, já que o cérebro leva alguns minutos para entender que o organismo está satisfeito. Evitar repetir pratos também reduz o consumo excessivo de calorias, gorduras e açúcares”.

3.      Priorizar alimentos assados em vez de fritura

“Preparações assadas costumam conter menos gordura saturada e menor valor calórico quando comparadas às frituras. Essa escolha ajuda a reduzir a sobrecarga digestiva e o risco de desconfortos gastrointestinais”.

4.      Escolher apenas um doce

“As sobremesas típicas das festas juninas geralmente possuem altas quantidades de açúcar e leite condensado. Limitar o consumo a uma opção ajuda a evitar picos glicêmicos e o excesso de calorias em uma única refeição.”

5.      Aumentar a ingestão de água durante e após as festas

“A hidratação adequada auxilia no funcionamento do organismo, favorece a digestão e ajuda a reduzir sintomas como inchaço, retenção de líquidos e cansaço após excessos alimentares.”

A nutricionista também alerta para os alimentos que merecem mais atenção devido ao excesso de açúcar, gordura e sódio, como doces à base de leite condensado, frituras, embutidos, caldos industrializados e bebidas típicas açucaradas.

“Quando consumidos em excesso, esses alimentos podem favorecer o aumento da retenção de líquidos, da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue, além de causar desconfortos digestivos”, explica a nutricionista Ariane Brasil.

A nutricionista também traz sugestões simples de substituições saudáveis, como trocar refrigerantes por água saborizada, reduzir o açúcar das receitas, optar por carnes magras e milho cozido sem excesso de manteiga.

Outro ponto importante é o cuidado após possíveis exageros. “A recomendação é retomar rapidamente a rotina alimentar equilibrada, aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes ricos em fibras e manter a prática regular de atividade física”, finaliza.




Botox preventivo cresce 300% entre jovens, mas uso precoce exige cautela

 

 
 
São Paulo, maio de 2026 – A preocupação com a aparência e o medo de envelhecer estão surgindo cada vez mais cedo. Entre jovens da Geração Z, o interesse por procedimentos estéticos vem crescendo, inclusive antes dos 25 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que a toxina botulínica já é o procedimento estético mais realizado entre pessoas de 18 a 30 anos, com crescimento de 300% nos últimos três anos.

No cenário global, o último levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que o Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais realizam o procedimento, com mais de 433 mil aplicações. Em todo o mundo, mais de 2,2 milhões de pacientes entre 18 e 34 anos recorreram à técnica, número superior até mesmo ao de pessoas entre 51 e 64 anos, que registraram cerca de 2,1 milhões de aplicações de botox.

Dentro desse cenário, uma abordagem mais sutil tem ganhado espaço entre os mais jovens: o chamado “baby botox”, que consiste em microdoses da toxina botulínica aplicadas em mais pontos do rosto, com o objetivo de suavizar as expressões sem comprometer a naturalidade, o que tem atraído especialmente quem busca resultados discretos ou está iniciando nos procedimentos estéticos.

A técnica é indicada principalmente para pessoas com expressões faciais mais intensas, que já começam a notar as primeiras marcas, ou para quem busca um resultado mais natural, sem aspecto artificial. Também pode ser uma alternativa para quem está iniciando nos procedimentos estéticos e prefere uma abordagem mais gradual.

Mas, afinal, quando o chamado “botox preventivo” é realmente indicado?

De acordo com a especialista em harmonização facial da Clínica Omint Odonto e Estética, Fabiana Corrêa Mostafa, o botox preventivo consiste na aplicação da toxina botulínica antes que as rugas se tornem permanentes. “A ideia não é paralisar o rosto, mas reduzir levemente a força das contrações musculares, evitando que as marcas de expressão se tornem estáticas ao longo do tempo”, explica.

Embora a faixa entre 25 e 30 anos seja frequentemente usada como referência, não existe uma idade ideal universal, conforme explica Fabiana. Fatores como genética, tipo de pele, exposição solar e até a intensidade das expressões faciais são determinantes para a indicação ou não do procedimento.

Quando realizar o botox?

O principal sinal de que o botox pode ser indicado está na transição das chamadas “rugas dinâmicas”, aquelas que aparecem ao sorrir ou franzir a testa, para as “rugas estáticas”, visíveis mesmo com o rosto em repouso. “Se a marca demora para desaparecer ou já pode ser percebida mesmo sem a expressão, é um indicativo de que o colágeno começou a ceder. Esse é o momento em que o procedimento pode fazer mais sentido”, orienta a especialista.

Uso precoce pode trazer efeitos indesejados

Apesar de ser considerado seguro quando bem indicado, o uso da toxina botulínica sem necessidade pode trazer consequências ao longo do tempo. Segundo a especialista, o uso excessivo e contínuo por muitos anos pode levar a uma leve perda de volume muscular. Isso porque o músculo que é pouco estimulado pode encolher com o tempo.

Além disso, há um ponto de atenção comportamental. A busca precoce por procedimentos, segundo a especialista, muitas vezes pode não estar relacionada a uma necessidade real, mas sim à comparação constante com padrões determinados pelas redes sociais. “Por isso, o acompanhamento de um profissional habilitado é fundamental. Menos é mais: doses adequadas, intervalos respeitados e uma abordagem individualizada garantem resultados mais naturais”, afirma.

A especialista reforça ainda que o envelhecimento faz parte do processo natural e não deve ser encarado como algo a ser corrigido, mas sim respeitado em sua individualidade.




Sol, pele e longevidade: por que os cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão

 

Em um país de alta incidência solar como o Brasil, a exposição ao sol ocorre durante todo o ano, e não apenas nos meses mais quentes. Ainda assim, é comum que a atenção aos cuidados com a pele diminua fora do verão. Na terceira idade, essa redução pode representar um risco adicional, já que o envelhecimento natural da pele, aliado à exposição acumulada ao longo da vida, aumenta a probabilidade de alterações e, principalmente, de câncer de pele, o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no país.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma segue como o tipo mais frequente no país, com estimativa média anual de 263 mil novos casos para o triênio 2026–2028, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

Na terceira idade, a pele passa por alterações fisiológicas naturais, como redução da elasticidade, afinamento, menor produção de colágeno e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças tornam a pele mais sensível e suscetível a lesões, inclusive às associadas ao sol. Por isso, medidas simples como uso diário de protetor solar, hidratação adequada e avaliação médica periódica são fundamentais ao longo de todo o ano.

Conforme explica a Dra. Luana Vieira Mukamal, dermatologista da MedSênior, a proteção solar deve ser encarada como um cuidado contínuo de saúde e não apenas algo restrito ao verão. “Pessoas com mais de 60 anos acumulam ao longo da vida maior quantidade de danos solares, o que reforça a necessidade de prevenção constante e de acompanhamento especializado para detecção precoce de alterações”.

Confira as dicas e recomendações para cuidar o ano todo da pele:

  • uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
  • reaplicação a cada duas ou três horas quando houver exposição direta;
  • utilização de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • atenção a manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam;
  • consulta dermatológica periódica, mesmo na ausência de sintomas.

A especialista ressalta que o envelhecimento saudável também passa pela atenção à saúde da pele. “Muitas pessoas associam o cuidado com a pele apenas à estética, mas ele está diretamente relacionado à funcionalidade e à integridade do organismo. A pele é uma barreira de proteção do corpo e, na maturidade, torna-se mais vulnerável. Cuidar da saúde da pele significa preservar conforto, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento”, finaliza.

O tema também é abordado na terceira temporada do podcast Bem Envelhecer, da MedSênior, que dedica um episódio ao debate “Sol, pele e longevidade”. O conteúdo destaca a importância da prevenção ao longo de todo o ano e orienta sobre sinais de alerta, como manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que apresentam crescimento progressivo.

Sobre a MedSênior

A MedSênior é uma operadora de saúde especializada no atendimento ao público a partir dos 49 anos, com foco em medicina preventiva e no conceito do Bem Envelhecer. Seu modelo de cuidado é baseado na excelência do atendimento humanizado, personalizado e multidisciplinar, tendo como compromissos a promoção da autonomia, qualidade de vida e da longevidade saudável – tudo isso aliado à inovação e ao acompanhamento integrado da jornada do paciente.




Chegada do frio exige atenção redobrada com saúde e bem-estar na prática de exercícios físicos

 

O inverno é um período que exige atenção redobrada com a saúde e o bem-estar. As temperaturas mais baixas costumam reduzir a disposição para a prática de atividades físicas, mas manter uma rotina de exercícios nessa época do ano é fundamental para fortalecer o sistema imunológico, melhorar a circulação sanguínea e contribuir para a saúde mental. Quem afirma é o personal trainer Silvio Prado, especialista em performance e esportes de Endurance, fundador da Vibe Sport Concept Lab.

“O sedentarismo no inverno pode aumentar riscos de doenças respiratórias, dores musculares e queda na qualidade de vida”, ressalta Silvio. De acordo com ele, entre as atividades mais recomendadas para os dias frios estão os exercícios realizados em academias e a corrida. Nas academias, a prática orientada permite um treino seguro, adaptado às necessidades e limitações de cada pessoa, além de oferecer um ambiente preparado e confortável para a realização das atividades. Já a corrida, quando feita com os devidos cuidados, ajuda no condicionamento físico, no controle do peso e na liberação de hormônios ligados à sensação de bem-estar.

“Apesar dos benefícios, é importante adotar alguns cuidados antes de iniciar qualquer atividade física no inverno. O aquecimento ganha ainda mais relevância, já que as baixas temperaturas provocam maior rigidez muscular e aumentam o risco de lesões. O uso de roupas adequadas, a hidratação constante, mesmo com a menor sensação de sede, e a atenção aos horários mais frios do dia também são recomendações essenciais”, remenda o especialista.

Outro ponto importante é o acompanhamento profissional. “A orientação de educadores físicos garante que os exercícios sejam executados corretamente, respeitando o condicionamento e os objetivos de cada praticante. Além disso, profissionais conseguem ajustar intensidade, frequência e tipo de treino, tornando a prática mais segura e eficiente, especialmente para iniciantes ou pessoas com restrições de saúde”, pondera o personal.

Silvio comenta que manter o corpo em movimento durante o inverno também traz impactos positivos para a saúde emocional. “A prática regular de exercícios ajuda no combate ao estresse, à ansiedade e aos sintomas de desânimo mais comuns em períodos de frio e menor exposição solar. A disciplina da rotina de treinos contribui ainda para a melhora da autoestima, da disposição e da qualidade do sono”, orienta.

Nesse sentido, manter uma rotina com a prática de exercícios físicos é mais do que uma questão estética. “A atividade física nos períodos de temperaturas mais baixas deve ser encarada como um investimento em saúde e qualidade de vida. Com orientação adequada e cuidados simples, é possível transformar os dias frios em um incentivo para manter hábitos saudáveis e garantir mais energia e bem-estar durante toda a estação”, conclui.




Nem Todo Emagrecimento Melhora o Corpo do Mesmo Jeito

 

 

A cultura do emagrecimento ensinou uma regra simples demais para um problema complexo: perder peso é sempre bom, e quanto mais rápido, melhor. Mas essa lógica começou a envelhecer mal. Hoje, a medicina metabólica já sabe que o número na balança pode esconder realidades muito diferentes, algumas positivas, outras nem tanto. Uma pessoa pode emagrecer e melhorar profundamente seu risco cardiometabólico. Outra pode perder a mesma quantidade de peso e, ainda assim, sair desse processo com mais fragilidade muscular, pior capacidade funcional e um corpo metabolicamente menos protegido do que deveria.

Em outras palavras: nem todo emagrecimento entrega o mesmo tipo de benefício.

Segundo o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima, esse é um dos erros mais comuns na forma como o emagrecimento ainda é discutido. “O foco excessivo no peso total faz muita gente ignorar o que realmente importa: quanto daquela perda veio de gordura, quanto veio de músculo, quanto da gordura visceral foi reduzida e se houve melhora real do metabolismo”, explica.

O problema de medir o sucesso só pela balança

A balança registra massa total, mas não informa composição. Ela não diferencia se o corpo perdeu gordura abdominal profunda, líquido, glicogênio ou tecido magro. E isso não é um detalhe técnico: é justamente essa distinção que ajuda a definir se a perda de peso foi protetora ou empobrecedora do ponto de vista metabólico. Revisões recentes vêm reforçando que a chamada “qualidade do emagrecimento” é determinante para os desfechos clínicos de longo prazo, porque a melhora metabólica não depende apenas de pesar menos, mas de preservar ou melhorar a relação entre músculo e gordura.

Esse debate ganhou ainda mais força porque as terapias modernas para obesidade passaram a produzir perdas ponderais maiores, o que é uma ótima notícia. Ao mesmo tempo, aumentou o interesse sobre quanto de massa livre de gordura acompanha esse processo e quais estratégias são necessárias para protegê-la. Uma revisão recente destacou que reduções de massa magra são interpretadas de forma simplista demais e precisam ser avaliadas junto de função muscular, composição corporal e resultados metabólicos, e não apenas como um número solto em um exame.

O que realmente melhora o corpo quando alguém emagrece

Em termos de saúde, a perda de peso mais valiosa costuma estar associada a alguns elementos específicos:

  • redução de gordura visceral, que é a gordura inflamatória ao redor dos órgãos;
  • melhora da sensibilidade à insulina;
  • redução de triglicerídeos e melhora de parâmetros cardiovasculares;
  • preservação de massa magra e funcionalidade;
  • redução da circunferência abdominal e da carga inflamatória do organismo.

Um estudo publicado em 2025 no JAMA Network Open mostrou que melhora de qualidade da dieta e aumento da atividade física se associaram não só a menor aumento de gordura total, mas especificamente a menor aumento de gordura visceral, um dos marcadores mais relevantes de risco metabólico. Esse efeito se manteve mesmo após ajustes para adiposidade total, o que reforça que a distribuição e a qualidade da gordura importam tanto quanto, ou mais do que, o peso isolado.

Dois pacientes, a mesma perda de peso, resultados diferentes

Esse é o tipo de cenário que começa a aparecer com mais frequência na prática clínica. Imagine duas pessoas que perdem 12 quilos. Na superfície, parecem histórias equivalentes. Mas, por dentro, podem ser trajetórias muito diferentes.

Uma delas reduz sobretudo gordura visceral, melhora glicemia, mantém força muscular e ganha saúde cardiovascular. A outra perde parte importante de massa magra, sente queda de desempenho, não corrige a inflamação de base e acaba com um corpo mais leve, porém metabolicamente menos robusto. É justamente por isso que o emagrecimento moderno está deixando de ser avaliado só em quilos e começando a ser medido também em composição corporal e função.

Um estudo publicado em 2026 no JAMA Network Open comparou mudanças de composição corporal após cirurgia bariátrica e terapia medicamentosa com agonistas de GLP-1 e observou, nos dois contextos, uma mudança global favorável de composição corporal, mas com perfis diferentes na distribuição entre massa gorda e massa livre de gordura. A mensagem não é que um tratamento “estraga” o corpo e outro “salva”, mas que os caminhos do emagrecimento não são metabolicamente idênticos e exigem monitoramento mais cuidadoso..

 

O que define um emagrecimento de qualidade

Na prática clínica, um emagrecimento de qualidade costuma reunir quatro características:

1. Reduz gordura visceral, e não apenas peso total.

É essa gordura profunda que mais conversa com resistência à insulina, esteatose hepática, inflamação e risco cardiovascular. Há inclusive novas terapias em desenvolvimento mirando exatamente esse diferencial de “perder mais gordura do que músculo”, como mostram resultados preliminares recentes de fármacos experimentais voltados para obesidade.

2. Preserva massa magra e, idealmente, melhora função muscular.

Músculo não é só estética. Ele participa do controle glicêmico, do gasto energético, da proteção metabólica e da autonomia funcional.

3. Melhora indicadores metabólicos objetivos.

Glicemia, insulina, triglicerídeos, circunferência abdominal e marcadores inflamatórios precisam acompanhar a história contada pela balança.

4. É sustentável.

Perder peso e recuperar rapidamente, especialmente com retorno desproporcional de gordura, não representa a mesma vitória clínica do que uma redução mais estável e bem estruturada.

O papel do exercício e da dieta nessa conversa

Se a qualidade do emagrecimento importa, dieta e exercício deixam de ser ferramentas apenas para “gastar mais e comer menos” e passam a ter uma função mais estratégica. O estudo do JAMA Network Open já citado mostrou que a combinação de melhora da dieta e da atividade física foi associada aos melhores perfis de adiposidade ao longo do tempo.

Além disso, uma meta-análise publicada em 2024 no JAMA Network Open concluiu que treino aeróbico em níveis de pelo menos 150 minutos por semana se associou a reduções clinicamente importantes de circunferência abdominal e gordura corporal. Isso reforça que o emagrecimento mais saudável não depende só de restrição, mas de reorganização metabólica e estímulo corporal adequado.

O que essa pauta muda na prática

Ela muda tudo. Porque obriga o paciente e o médico a saírem de uma pergunta pobre “quantos quilos perdeu?”, e entrarem numa pergunta muito melhor: “o seu corpo ficou melhor depois de emagrecer?”

Segundo Dr. Gustavo de Oliveira Lima, esse deveria ser o eixo central de qualquer tratamento sério. “Emagrecer não é o fim. É um meio para melhorar saúde, vitalidade e longevidade. Se a pessoa perde peso, mas sai mais fraca, metabolicamente instável ou com baixa chance de manter o resultado, o processo precisa ser revisto.”

No futuro próximo, a pergunta mais relevante talvez deixe de ser “quanto você emagreceu?” e passe a ser “o que seu emagrecimento fez com o seu metabolismo, seu músculo e sua chance de viver melhor?”.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima

Médico CRM/SP 207.928

 

Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.




Por que sua pele perde firmeza na menopausa e o que fazer agora?

 

São Paulo, maio de 2026 – Se tem uma fase da vida que traz mudanças silenciosas, e muitas vezes inesperadas para a pele, é a perimenopausa e a menopausa. O que antes funcionava na rotina de cuidados já não entrega os mesmos resultados, e sinais como ressecamento, perda de firmeza e manchas começam a aparecer com mais frequência.

A explicação está nos hormônios. Com a queda do estrogênio, a pele perde colágeno, fica mais fina e tem mais dificuldade de reter água. O resultado é uma pele mais sensível, menos viçosa e que exige novos cuidados. Não apenas no rosto, mas também no corpo, onde a flacidez, o ressecamento e a perda de elasticidade se tornam mais evidentes.

Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele e o bem-estar nessa fase da vida. Esse movimento acompanha uma mudança maior no comportamento feminino. Segundo o IBGE, o Brasil já soma cerca de 59 milhões de pessoas com mais de 50 anos, um público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde, autoestima e qualidade de vida. Não por acaso, avança a chamada “economia da longevidade”, que inclui cuidados estéticos e corporais.

Na prática, isso significa que a rotina precisa mudar e começar pelo básico. “Limpeza suave, hidratação intensa e proteção solar diária são fundamentais. Nessa fase, a pele perde capacidade de retenção de água e fica mais suscetível a danos externos, então reforçar a barreira cutânea é prioridade”, explica o responsável técnico da Royal Face, Dr. Killian Cristof.

Esse cuidado deve se estender também ao corpo, com o uso de hidratantes mais potentes, estímulo à circulação e tratamentos que ajudem a manter a firmeza e a textura da pele em regiões como braços, abdômen e colo, áreas que também sofrem com as alterações hormonais.

Outro ponto importante é rever os produtos usados. Fórmulas muito agressivas tendem a sensibilizar ainda mais a pele, enquanto ativos hidratantes e regeneradores passam a fazer mais sentido. “A rotina passa a ser mais voltada à reparação e à manutenção da estrutura da pele, com antioxidantes, estimuladores de colágeno, hidratantes e fotoproteção”, orienta o especialista.

Esse novo olhar sobre o cuidado acompanha o crescimento do setor de estética, um dos mais fortes no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país está entre os líderes globais em procedimentos estéticos, com destaque para técnicas não cirúrgicas, como toxina botulínica e preenchimentos.Mas, diferente de anos atrás, o objetivo mudou. “Hoje, as pacientes buscam melhora da qualidade da pele e não transformação facial. Naturalidade é um dos principais critérios de sucesso”, destaca.

Entre os tratamentos mais procurados nessa fase, tanto para o corpo quanto para o rosto, estão os bioestimuladores de colágeno (que ajudam a recuperar a firmeza da pele ao estimular a produção natural dessa proteína); os skinboosters (indicados para hidratação profunda e melhora da qualidade da pele); além de tecnologias como ultrassom microfocado, que atua na flacidez e ajudam a dar mais sustentação aos tecidos.

“Para melhores resultados, o mais indicado é combinar técnicas diferentes, que atuam em camadas e funções distintas da pele, proporcionando resultados progressivos e mais duradouros”, explica.

Com mais informação, as mulheres também chegam mais conscientes aos consultórios e com expectativas diferentes. A busca agora é por resultados sutis, progressivos e que respeitem a individualidade de cada rosto e corpo. Além disso, o autocuidado deixou de ser visto apenas como estética e passou a ocupar um lugar importante na saúde emocional e na qualidade de vida. Nesse cenário, a prevenção ganha força. Cada vez mais mulheres começam a cuidar da pele antes mesmo da menopausa, apostando em protocolos que ajudam a preservar a firmeza e a hidratação ao longo do tempo.

E, mais do que um cuidado pontual, a lógica agora é de continuidade. “O envelhecimento é um processo contínuo, então o tratamento também deve ser. O acompanhamento permite ajustar protocolos e manter resultados naturais ao longo do tempo”, conclui o Dr. Killian.

 




Arroz branco todo dia aumenta o risco de diabetes? A resposta não é tão simples

 

O arroz branco talvez seja um dos alimentos mais injustamente simplificados da nutrição. Para uns, ele continua sendo apenas a base tradicional da alimentação brasileira. Para outros, virou sinônimo de pico glicêmico, barriga e diabetes. No meio desse duelo entre nostalgia e medo alimentar, o que se perde é justamente o que mais importa: a fisiologia real.

Sim, há evidências associando o consumo regular de arroz branco a um maior risco de diabetes tipo 2, especialmente quando ele aparece em grandes quantidades, com alta frequência, e substitui fontes de carboidrato mais ricas em fibras, como grãos integrais. Mas isso não significa que uma colher de arroz no almoço seja, por si só, um atalho para a doença.

Segundo o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima, o maior erro é discutir o arroz fora do prato real. “O problema raramente está em um alimento isolado. O que pesa de verdade é o padrão alimentar repetido, o estado metabólico da pessoa e o que acompanha esse arroz todos os dias.”

O que a ciência realmente diz

A associação entre arroz branco e diabetes não surgiu do nada. Estudos observacionais de grande porte, incluindo análises de Harvard e meta-análises publicadas em revistas médicas, mostraram que o consumo mais frequente de arroz branco está ligado a maior risco de diabetes tipo 2, enquanto a substituição por arroz integral e outros grãos integrais se associa a risco menor.

A explicação mais aceita passa por três pontos:

  • o arroz branco é um grão refinado, com menos fibras e micronutrientes do que a versão integral;
  • ele costuma ter índice glicêmico mais alto, o que significa que pode elevar a glicose sanguínea mais rapidamente, dependendo da variedade e do preparo;
  • quando entra em uma dieta pobre em vegetais, fibras e proteínas, tende a favorecer picos glicêmicos mais intensos e menor saciedade.

Mas aqui entra o detalhe que muda tudo: associação não é condenação universal.

O arroz branco não age sozinho

Pouca gente come arroz branco puro. E isso importa mais do que parece.

Um prato com arroz branco, feijão, salada, azeite e uma proteína magra se comporta metabolicamente de forma muito diferente de um prato com arroz branco em grande volume, pouca fibra, pouca proteína e excesso calórico total. A presença de fibras, leguminosas e proteínas pode retardar o esvaziamento gástrico, modular a resposta glicêmica e reduzir a velocidade com que a glicose sobe no sangue. A própria American Diabetes Association recomenda reduzir carboidratos refinados e dar preferência a padrões alimentares mais ricos em fibras e grãos integrais.

 

Quem precisa prestar mais atenção

Embora o arroz branco não precise ser excluído da alimentação da maioria das pessoas, alguns grupos merecem mais cautela:

  • pessoas com resistência à insulina
  • indivíduos com pré-diabetes
  • quem já tem diabetes tipo 2
  • pessoas com obesidade visceral
  • pacientes com esteatose hepática
  • indivíduos sedentários com dieta de alta carga glicêmica

Nesses casos, a frequência, a quantidade e a combinação do arroz branco no prato deixam de ser um detalhe e passam a fazer parte da estratégia terapêutica.

“O arroz branco pode continuar existindo, mas ele precisa ser reposicionado. Em quem já tem vulnerabilidade metabólica, a margem de tolerância é menor”, explica Dr. Gustavo de Oliveira Lima.

Arroz branco todo dia é igual para todo mundo?

Essa é uma das partes mais importantes da conversa. O risco não é igual para todos, porque o metabolismo humano não é igual para todos.

Uma pessoa fisicamente ativa, com boa massa muscular, sono adequado, alimentação equilibrada e sem resistência à insulina responde de um jeito. Outra, sedentária, inflamada, com excesso de gordura abdominal e picos glicêmicos frequentes, responde de outro. O mesmo alimento entra em corpos diferentes e produz efeitos diferentes.

Por isso, a pergunta “arroz branco causa diabetes?” é simples demais para um tema que exige nuance.

O que pode ser feito na prática

Em vez de transformar o arroz branco em inimigo, a estratégia mais útil costuma ser:

  • reduzir a quantidade, quando necessário
  • evitar que ele seja a maior parte do prato
  • associá-lo a feijão, vegetais e proteína
  • alternar com arroz integral e outros grãos
  • melhorar o padrão alimentar como um todo
  • olhar para o contexto metabólico individual

Harvard destaca que substituir ao menos parte dos grãos refinados por grãos integrais pode ajudar a reduzir o risco de diabetes tipo 2. Isso não significa abolir tradições alimentares, mas sim reposicioná-las com mais inteligência.

Existe um equívoco comum na nutrição moderna: culpar um alimento específico por um estilo de vida inteiro.

O arroz branco ganhou esse papel em muitos debates, mas ele raramente é o centro do problema. O que mais pesa é a repetição de um padrão: muito refinado, pouca fibra, pouco movimento, muito ultraprocessado, sono ruim, excesso de peso e metabolismo desorganizado. Nesse cenário, o arroz branco pode se tornar um agravante. Mas não costuma ser o autor principal da história.

Arroz branco todo dia pode, sim, aumentar o risco de diabetes em alguns contextos especialmente quando consumido em excesso, em dietas pobres em fibras e em pessoas com maior vulnerabilidade metabólica. Mas tratar o alimento como vilão isolado é simplificar demais uma questão que depende de frequência, quantidade, composição do prato e saúde metabólica de quem o consome.

“O arroz branco não precisa ser demonizado. O que precisa ser revisto é o padrão alimentar em que ele está inserido. A pergunta certa não é se ele pode aparecer no prato, mas como, quanto e para quem”, resume o Dr. Gustavo de Oliveira Lima.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima

Médico CRM/SP 207.928

 

Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.




Carne em geral faz mal ao coração? Estudos recentes com idosos desafiam crença e apontam efeito positivo no envelhecimento

 

 

Por décadas, a carne foi tratada como uma das vilãs da saúde, especialmente quando o assunto é colesterol e risco cardiovascular. No entanto, novas evidências científicas começam a desafiar essa visão.

Um estudo recente, Heath and Retirement Study, com mais de 42 mil idosos, reforça um contraponto importante: o consumo adequado de proteína animal pode ser um dos principais aliados do envelhecimento saudável.

De acordo com o médico nutrólogo Dr. Marcio Passos, na prática, os dados mostram que dietas com maior ingestão proteica estão diretamente associadas a ganhos relevantes em três frentes essenciais para a longevidade:

Massa muscular e autonomia

Para o médico, a proteína é fundamental no sentido de prevenir a sarcopenia, condição que pode atingir até 1 em cada 3 idosos acima dos 60 anos, impactando diretamente mobilidade e independência;

Saúde mental e cognitiva

Na opinião dele, o consumo adequado está relacionado à redução do risco de demência, condição que já atinge mais de 55 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS);

Metabolismo mais ativo

Dr. Passos afirma que dietas ricas em proteína contribuem para uma maior taxa metabólica, auxiliando no controle de peso e na composição corporal.

“A associação negativa entre carne e saúde precisa ser contextualizada. Durante muito tempo, a carne foi vista como vilã, principalmente pelo impacto no colesterol. Mas, o que a ciência vem mostrando é que, dentro de uma alimentação equilibrada, a proteína animal é essencial, especialmente para preservar massa muscular, função cognitiva e qualidade de vida com o avanço da idade”, explica ele.

O especialista reforça que o foco do risco cardiovascular está, muitas vezes, em outro ponto da dieta.

“O problema não é a proteína animal em si, mas o excesso de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, que favorecem processos inflamatórios e desregulação metabólica. Quando ajustamos essa base, a proteína passa a atuar como um combustível de alta eficiência para o organismo”, afirma.

Diante do envelhecimento populacional e do aumento de doenças crônicas, a discussão sobre alimentação ganha ainda mais relevância. Para especialistas, o desafio agora é rever conceitos e alinhar recomendações com base em evidências mais recentes.

“A proteína animal não é inimiga, pelo contrário, pode ser uma grande aliada para envelhecer com saúde, autonomia e melhor desempenho físico e mental”, conclui o médico.

Dr. Marcio Passos

Médico nutrólogo com atuação focada em saúde metabólica, longevidade e performance. Ao longo da carreira, tem se dedicado ao estudo da relação entre alimentação, composição corporal e prevenção de doenças crônicas, com abordagem baseada em evidências científicas e prática clínica. Atua no acompanhamento de pacientes com foco em qualidade de vida, emagrecimento saudável e envelhecimento ativo.