Afaste o frio com saúde: Nutricionista ensina receitas de bebidas quentes funcionais para o inverno
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O inverno, que se inicia no próximo dia 21 de junho, traz consigo um conjunto de condições que desafiam a saúde da pele: ar mais seco, temperaturas baixas, banhos mais quentes e demorados e redução da ingestão de água. O resultado, para muitas pessoas, é pele ressecada, descamação, coceira e piora de condições como dermatite e psoríase. Camilee Tostes, dermatologista e alergista, afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada, explica o que acontece com a pele no frio, como montar uma rotina eficiente para cada tipo de pele e por que o protetor solar não tem estação. Por que o inverno agrava o ressecamento e doenças de pele Durante o inverno, o ar fica mais seco, as temperaturas caem e as pessoas tendem a tomar banhos mais quentes e demorados, o que remove a proteção natural da pele. Com a barreira cutânea mais fragilizada, aumentam sintomas como coceira, descamação, vermelhidão e sensibilidade. Condições como dermatite e psoríase, que dependem da integridade dessa barreira, tendem a piorar justamente nesse período. Os cuidados básicos que fazem a diferença: evitar água muito quente no banho, usar hidratante diariamente de preferência logo após o banho, escolher sabonetes mais suaves e manter boa hidratação do organismo ao longo do dia. Rotina de hidratação para cada tipo de pele A hidratação no inverno deve ser individualizada. De forma geral, o ideal é aplicar o hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está levemente úmida, para ajudar a reter água e fortalecer a barreira cutânea. Para peles secas e sensíveis, Camilee recomenda hidratantes mais nutritivos, ricos em ceramidas, manteigas vegetais e agentes reparadores. Peles oleosas também precisam de hidratação no inverno, mas com produtos de textura mais leve, como séruns ou loções oil free com ácido hialurônico, niacinamida ou pantenol. Protetor solar: o cuidado que não tem estação Mesmo com sensação de frio e dias nublados, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele e contribuindo para o envelhecimento precoce, o surgimento de manchas e o aumento do risco de câncer de pele. Parte da radiação atravessa as nuvens, o que significa que a pele permanece exposta mesmo sem sol aparente. “O protetor solar não deve ser visto como um produto de verão, mas como um cuidado diário de saúde”, orienta a dermatologista. Essa orientação é ainda mais importante para pessoas com melasma, rosácea, histórico de câncer de pele ou que realizam procedimentos dermatológicos, já que a exposição acumulada ocorre todos os dias, independentemente da estação. Alimentação e hidratação interna: a saúde da pele começa no que se come A saúde da pele não depende apenas dos cuidados externos. Durante os meses mais frios, muitas pessoas reduzem a ingestão de água por sentirem menos sede, o que pode contribuir para uma pele mais ressecada, opaca e sensível. A alimentação também exerce papel importante na manutenção da barreira cutânea e no controle da inflamação. Uma dieta rica em proteínas de qualidade, frutas, verduras, legumes e gorduras boas, como as encontradas em peixes, azeite de oliva, castanhas e abacate, fornece nutrientes essenciais para a renovação celular e para a integridade da pele. Nutrientes como vitaminas A, C e E, zinco, selênio e ômega-3 participam diretamente da renovação celular, da produção de colágeno e dos mecanismos de proteção cutânea. Por outro lado, o excesso de ultraprocessados, açúcar e bebidas alcoólicas pode favorecer processos inflamatórios e comprometer a qualidade da pele. “Uma pele saudável é resultado da soma de fatores: hidratação, alimentação equilibrada, sono adequado, proteção solar e uma rotina de cuidados compatível com as necessidades de cada pessoa”, afirma Camilee. “Uma pele bonita e saudável começa muito antes dos cremes e procedimentos: ela começa no que colocamos diariamente no prato”, finaliza. Camilee Tostes, dermatologista e alergista, afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada. Médica Dermatologista Clínica-Cirúrgica, pós-graduada pela Faculdade Souza Marques e Instituto Pele Saudável, Alergologista e Imunologista pós graduada pela PUC-RIO. Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. CRM: 5289149-5. RQE N°: 28479. |
| Pamonha, canjica, milho verde, cachorro-quente, quentão e doces típicos fazem parte das tradicionais festas juninas e costumam marcar esta época do ano com muita fartura. Apesar das delícias características das comemorações, o excesso no consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio pode impactar a saúde e o bem-estar.
Segundo a nutricionista Ariane Brasil, do Hospital Edmundo Vasconcelos, é possível aproveitar as festas sem abrir mão do equilíbrio alimentar. A recomendação é adotar escolhas mais conscientes e manter atenção às quantidades consumidas. Ela destaca que 5 estratégias simples que podem fazer diferença durante as confraternizações: 1. Não chegar às festas com muita fome “Ficar muitas horas sem comer pode aumentar a vontade de consumir alimentos mais calóricos e dificultar o controle das porções. Fazer pequenas refeições ao longo do dia ajuda a manter a saciedade e favorece escolhas mais equilibradas.” 2. Comer devagar e evitar repetir prato “A alimentação mais lenta contribui para a percepção da saciedade, já que o cérebro leva alguns minutos para entender que o organismo está satisfeito. Evitar repetir pratos também reduz o consumo excessivo de calorias, gorduras e açúcares”. 3. Priorizar alimentos assados em vez de fritura “Preparações assadas costumam conter menos gordura saturada e menor valor calórico quando comparadas às frituras. Essa escolha ajuda a reduzir a sobrecarga digestiva e o risco de desconfortos gastrointestinais”. 4. Escolher apenas um doce “As sobremesas típicas das festas juninas geralmente possuem altas quantidades de açúcar e leite condensado. Limitar o consumo a uma opção ajuda a evitar picos glicêmicos e o excesso de calorias em uma única refeição.” 5. Aumentar a ingestão de água durante e após as festas “A hidratação adequada auxilia no funcionamento do organismo, favorece a digestão e ajuda a reduzir sintomas como inchaço, retenção de líquidos e cansaço após excessos alimentares.” A nutricionista também alerta para os alimentos que merecem mais atenção devido ao excesso de açúcar, gordura e sódio, como doces à base de leite condensado, frituras, embutidos, caldos industrializados e bebidas típicas açucaradas. “Quando consumidos em excesso, esses alimentos podem favorecer o aumento da retenção de líquidos, da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue, além de causar desconfortos digestivos”, explica a nutricionista Ariane Brasil. A nutricionista também traz sugestões simples de substituições saudáveis, como trocar refrigerantes por água saborizada, reduzir o açúcar das receitas, optar por carnes magras e milho cozido sem excesso de manteiga. Outro ponto importante é o cuidado após possíveis exageros. “A recomendação é retomar rapidamente a rotina alimentar equilibrada, aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes ricos em fibras e manter a prática regular de atividade física”, finaliza. |
| São Paulo, maio de 2026 – A preocupação com a aparência e o medo de envelhecer estão surgindo cada vez mais cedo. Entre jovens da Geração Z, o interesse por procedimentos estéticos vem crescendo, inclusive antes dos 25 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que a toxina botulínica já é o procedimento estético mais realizado entre pessoas de 18 a 30 anos, com crescimento de 300% nos últimos três anos.
No cenário global, o último levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) aponta que o Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais realizam o procedimento, com mais de 433 mil aplicações. Em todo o mundo, mais de 2,2 milhões de pacientes entre 18 e 34 anos recorreram à técnica, número superior até mesmo ao de pessoas entre 51 e 64 anos, que registraram cerca de 2,1 milhões de aplicações de botox. Dentro desse cenário, uma abordagem mais sutil tem ganhado espaço entre os mais jovens: o chamado “baby botox”, que consiste em microdoses da toxina botulínica aplicadas em mais pontos do rosto, com o objetivo de suavizar as expressões sem comprometer a naturalidade, o que tem atraído especialmente quem busca resultados discretos ou está iniciando nos procedimentos estéticos. A técnica é indicada principalmente para pessoas com expressões faciais mais intensas, que já começam a notar as primeiras marcas, ou para quem busca um resultado mais natural, sem aspecto artificial. Também pode ser uma alternativa para quem está iniciando nos procedimentos estéticos e prefere uma abordagem mais gradual. Mas, afinal, quando o chamado “botox preventivo” é realmente indicado? De acordo com a especialista em harmonização facial da Clínica Omint Odonto e Estética, Fabiana Corrêa Mostafa, o botox preventivo consiste na aplicação da toxina botulínica antes que as rugas se tornem permanentes. “A ideia não é paralisar o rosto, mas reduzir levemente a força das contrações musculares, evitando que as marcas de expressão se tornem estáticas ao longo do tempo”, explica. Embora a faixa entre 25 e 30 anos seja frequentemente usada como referência, não existe uma idade ideal universal, conforme explica Fabiana. Fatores como genética, tipo de pele, exposição solar e até a intensidade das expressões faciais são determinantes para a indicação ou não do procedimento. Quando realizar o botox? O principal sinal de que o botox pode ser indicado está na transição das chamadas “rugas dinâmicas”, aquelas que aparecem ao sorrir ou franzir a testa, para as “rugas estáticas”, visíveis mesmo com o rosto em repouso. “Se a marca demora para desaparecer ou já pode ser percebida mesmo sem a expressão, é um indicativo de que o colágeno começou a ceder. Esse é o momento em que o procedimento pode fazer mais sentido”, orienta a especialista. Uso precoce pode trazer efeitos indesejados Apesar de ser considerado seguro quando bem indicado, o uso da toxina botulínica sem necessidade pode trazer consequências ao longo do tempo. Segundo a especialista, o uso excessivo e contínuo por muitos anos pode levar a uma leve perda de volume muscular. Isso porque o músculo que é pouco estimulado pode encolher com o tempo. Além disso, há um ponto de atenção comportamental. A busca precoce por procedimentos, segundo a especialista, muitas vezes pode não estar relacionada a uma necessidade real, mas sim à comparação constante com padrões determinados pelas redes sociais. “Por isso, o acompanhamento de um profissional habilitado é fundamental. Menos é mais: doses adequadas, intervalos respeitados e uma abordagem individualizada garantem resultados mais naturais”, afirma. A especialista reforça ainda que o envelhecimento faz parte do processo natural e não deve ser encarado como algo a ser corrigido, mas sim respeitado em sua individualidade. |
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São Paulo, maio de 2026 – Se tem uma fase da vida que traz mudanças silenciosas, e muitas vezes inesperadas para a pele, é a perimenopausa e a menopausa. O que antes funcionava na rotina de cuidados já não entrega os mesmos resultados, e sinais como ressecamento, perda de firmeza e manchas começam a aparecer com mais frequência.
A explicação está nos hormônios. Com a queda do estrogênio, a pele perde colágeno, fica mais fina e tem mais dificuldade de reter água. O resultado é uma pele mais sensível, menos viçosa e que exige novos cuidados. Não apenas no rosto, mas também no corpo, onde a flacidez, o ressecamento e a perda de elasticidade se tornam mais evidentes.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele e o bem-estar nessa fase da vida. Esse movimento acompanha uma mudança maior no comportamento feminino. Segundo o IBGE, o Brasil já soma cerca de 59 milhões de pessoas com mais de 50 anos, um público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde, autoestima e qualidade de vida. Não por acaso, avança a chamada “economia da longevidade”, que inclui cuidados estéticos e corporais.
Na prática, isso significa que a rotina precisa mudar e começar pelo básico. “Limpeza suave, hidratação intensa e proteção solar diária são fundamentais. Nessa fase, a pele perde capacidade de retenção de água e fica mais suscetível a danos externos, então reforçar a barreira cutânea é prioridade”, explica o responsável técnico da Royal Face, Dr. Killian Cristof.
Esse cuidado deve se estender também ao corpo, com o uso de hidratantes mais potentes, estímulo à circulação e tratamentos que ajudem a manter a firmeza e a textura da pele em regiões como braços, abdômen e colo, áreas que também sofrem com as alterações hormonais.
Outro ponto importante é rever os produtos usados. Fórmulas muito agressivas tendem a sensibilizar ainda mais a pele, enquanto ativos hidratantes e regeneradores passam a fazer mais sentido. “A rotina passa a ser mais voltada à reparação e à manutenção da estrutura da pele, com antioxidantes, estimuladores de colágeno, hidratantes e fotoproteção”, orienta o especialista.
Esse novo olhar sobre o cuidado acompanha o crescimento do setor de estética, um dos mais fortes no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país está entre os líderes globais em procedimentos estéticos, com destaque para técnicas não cirúrgicas, como toxina botulínica e preenchimentos.Mas, diferente de anos atrás, o objetivo mudou. “Hoje, as pacientes buscam melhora da qualidade da pele e não transformação facial. Naturalidade é um dos principais critérios de sucesso”, destaca.
Entre os tratamentos mais procurados nessa fase, tanto para o corpo quanto para o rosto, estão os bioestimuladores de colágeno (que ajudam a recuperar a firmeza da pele ao estimular a produção natural dessa proteína); os skinboosters (indicados para hidratação profunda e melhora da qualidade da pele); além de tecnologias como ultrassom microfocado, que atua na flacidez e ajudam a dar mais sustentação aos tecidos.
“Para melhores resultados, o mais indicado é combinar técnicas diferentes, que atuam em camadas e funções distintas da pele, proporcionando resultados progressivos e mais duradouros”, explica.
Com mais informação, as mulheres também chegam mais conscientes aos consultórios e com expectativas diferentes. A busca agora é por resultados sutis, progressivos e que respeitem a individualidade de cada rosto e corpo. Além disso, o autocuidado deixou de ser visto apenas como estética e passou a ocupar um lugar importante na saúde emocional e na qualidade de vida. Nesse cenário, a prevenção ganha força. Cada vez mais mulheres começam a cuidar da pele antes mesmo da menopausa, apostando em protocolos que ajudam a preservar a firmeza e a hidratação ao longo do tempo.
E, mais do que um cuidado pontual, a lógica agora é de continuidade. “O envelhecimento é um processo contínuo, então o tratamento também deve ser. O acompanhamento permite ajustar protocolos e manter resultados naturais ao longo do tempo”, conclui o Dr. Killian.
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Por décadas, a carne foi tratada como uma das vilãs da saúde, especialmente quando o assunto é colesterol e risco cardiovascular. No entanto, novas evidências científicas começam a desafiar essa visão. Um estudo recente, Heath and Retirement Study, com mais de 42 mil idosos, reforça um contraponto importante: o consumo adequado de proteína animal pode ser um dos principais aliados do envelhecimento saudável. De acordo com o médico nutrólogo Dr. Marcio Passos, na prática, os dados mostram que dietas com maior ingestão proteica estão diretamente associadas a ganhos relevantes em três frentes essenciais para a longevidade: Massa muscular e autonomia Para o médico, a proteína é fundamental no sentido de prevenir a sarcopenia, condição que pode atingir até 1 em cada 3 idosos acima dos 60 anos, impactando diretamente mobilidade e independência; Saúde mental e cognitiva Na opinião dele, o consumo adequado está relacionado à redução do risco de demência, condição que já atinge mais de 55 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); Metabolismo mais ativo Dr. Passos afirma que dietas ricas em proteína contribuem para uma maior taxa metabólica, auxiliando no controle de peso e na composição corporal. “A associação negativa entre carne e saúde precisa ser contextualizada. Durante muito tempo, a carne foi vista como vilã, principalmente pelo impacto no colesterol. Mas, o que a ciência vem mostrando é que, dentro de uma alimentação equilibrada, a proteína animal é essencial, especialmente para preservar massa muscular, função cognitiva e qualidade de vida com o avanço da idade”, explica ele. O especialista reforça que o foco do risco cardiovascular está, muitas vezes, em outro ponto da dieta. “O problema não é a proteína animal em si, mas o excesso de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, que favorecem processos inflamatórios e desregulação metabólica. Quando ajustamos essa base, a proteína passa a atuar como um combustível de alta eficiência para o organismo”, afirma. Diante do envelhecimento populacional e do aumento de doenças crônicas, a discussão sobre alimentação ganha ainda mais relevância. Para especialistas, o desafio agora é rever conceitos e alinhar recomendações com base em evidências mais recentes. “A proteína animal não é inimiga, pelo contrário, pode ser uma grande aliada para envelhecer com saúde, autonomia e melhor desempenho físico e mental”, conclui o médico. Dr. Marcio Passos Médico nutrólogo com atuação focada em saúde metabólica, longevidade e performance. Ao longo da carreira, tem se dedicado ao estudo da relação entre alimentação, composição corporal e prevenção de doenças crônicas, com abordagem baseada em evidências científicas e prática clínica. Atua no acompanhamento de pacientes com foco em qualidade de vida, emagrecimento saudável e envelhecimento ativo. |