Cirurgias estéticas em tendência: o que você precisa saber antes de aderir

 

 

Alguns procedimentos que prometem resultados rápidos e impactantes frequentemente viralizam, impulsionados por influenciadores e celebridades.

Apesar da popularidade, aderir a essas tendências pode representar um risco considerável, especialmente quando as decisões são tomadas sem critérios ou orientação médica adequada.

Ao optar por um procedimento estético, é fundamental entender que ele não é apenas uma solução rápida para uma mudança de aparência.

As tendências estéticas, como lipoaspiração de alta definição, bichectomias e preenchimentos marcantes, podem ser visualmente atraentes, mas nem sempre são a melhor escolha para todos os pacientes: é importante lembrar que cada caso é um caso.

Cada corpo é único e exige uma abordagem personalizada, respeitando proporções naturais e limitações físicas.

Por que os modismos são perigosos?

Modismos podem ser arriscados, porque, muitas vezes, desconsideram a individualidade dos pacientes e os impactos de longo prazo.

Um exemplo é a busca por características faciais extremamente delineadas, que podem não ser adequadas para determinados formatos de rosto, resultando em desarmonia.

Além disso, procedimentos mal realizados, especialmente em locais que não seguem normas de segurança, podem levar a sequelas graves, como infecções ou cicatrizes permanentes.

A importância de uma avaliação detalhada

Antes de qualquer cirurgia é indispensável passar por uma avaliação clínica minuciosa. Um cirurgião qualificado analisará fatores como saúde geral, expectativas e condições específicas do paciente.

Muitas vezes, o procedimento em alta pode não ser o mais indicado para que seja alcançado o resultado desejado, e o médico pode sugerir alternativas mais seguras e eficazes e que irão fazer sentido.

Os impactos psicológicos de seguir tendências

Seguir tendências estéticas pode afetar o psicológico. Resultados que não atendem às expectativas geram frustração e insatisfação, prejudicando a autoestima e resultando em uma experiência negativa (da qual a solução pode levar um bom tempo para ser encontrada).

Por isso, é importante que os pacientes tenham clareza sobre suas motivações e que busquem mudanças por razões próprias, e não para se encaixar em padrões impostos pelas redes sociais.

Como escolher um profissional capacitado?

Um dos maiores riscos está na escolha do profissional. O fato de os procedimentos serem realizados por pessoas não qualificadas ou em locais que não atendem às normas de segurança aumenta significativamente as chances de complicações.

Pensando nisso, é muito importante verificar se o médico é devidamente registrado em órgãos como Conselho Regional de Medicina (CRM) e se possui experiência comprovada no procedimento desejado.

Decisões fundamentadas em informações são essenciais

Cirurgias estéticas podem oferecer resultados incríveis, mas é essencial que a decisão seja baseada em critérios sólidos, não em tendências passageiras.

Fazer uma avaliação cuidadosa com base nas suas necessidades, consultar profissionais qualificados e entender os impactos do procedimento são passos indispensáveis para garantir segurança e satisfação.

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.




Outono: Ipem-SP orienta sobre o uso de aquecedores e ar-condicionado para economizar na conta de luz

 

A estação do outono, marcada por temperaturas mais amenas, traz consigo um aumento no uso de aquecedores e ar-condicionado. Para isso, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo promover a confiança nas relações de consumo, orienta os consumidores sobre a utilização correta destes equipamentos, fornecendo dicas e orientações para o uso consciente e uma compra segura, afinal, o equilíbrio entre conforto, qualidade de vida e consumo de energia elétrica é fundamental para evitar surpresas na hora de pagar a conta.

Eficiência energética ajuda na economia

Para ajudar no consumo racional de energia no país, o Inmetro criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), ferramentas que classificam os eletrodomésticos de acordo com o seu desempenho e a sua eficiência energética, permitindo que o consumidor conheça com precisão o verdadeiro consumo de energia dos produtos e auxilie a decisão na hora da compra. Os plugues dos eletrodomésticos também devem ser certificados e exibir o selo do Inmetro. Equipamentos mais eficientes são mais econômicos para o bolso do consumidor e causam menor impacto ao meio ambiente.

A principal informação presente na etiqueta dos eletrodomésticos é a classificação de eficiência energética, geralmente em escalas que vão de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). O consumo de energia apresenta uma estimativa de gasto de energia em kWh (quilowatt-hora), geralmente por mês ou ano, ajudando os consumidores a preverem os custos operacionais.

Considerar as informações das etiquetas do Inmetro é fundamental, mas mudanças de hábito no dia a dia também contribuem para evitar desperdícios e reduzir os gastos com energia elétrica.

Confira dicas e orientações sobre equipamentos de aquecimento e refrigeração

– Antes de comprar, calcule o efeito na economia de energia elétrica. Multiplique a energia consumida pelo aparelho em kWh pela tarifa de energia praticada em cada localidade. Por exemplo, na capital paulista, a média da tarifa residencial está em torno de R$ 0,72 por kWh. Assim, se o aquecedor ou ar-condicionado consome, por exemplo, 600 kWh por ano, o gasto anual será 600 x 0,72, resultando em R$ 432 por ano;

– Na dúvida entre dois modelos, compare o consumo de ambos e dê preferência ao que consome menos energia. Eventualmente, se esse produto for um pouco mais caro, pode ser que a diferença de preço se pague ao longo dos meses pela economia na conta de luz;

– Evite o abre e fecha de portas dos ambientes refrigerados;

– Feche as janelas e isole bem o ambiente para que o ar quente não escape;

– Cortinas e toldos diminuem a incidência de correntes de ar no ambiente, o que também contribui para o isolamento térmico.

– A manutenção preventiva e a utilização adequada do aparelho são fatores cruciais para garantir o desempenho ideal e prolongar a vida útil do seu equipamento. Fazer a limpeza dos filtros regularmente e seguir as instruções do fabricante corretamente evita sobrecarga e desgaste prematuro. Ao adotar essas medidas preventivas, você garante o funcionamento eficiente do seu equipamento por muito mais tempo.

– Nunca deixe o aquecedor ligado sem supervisão, principalmente perto de crianças e animais de estimação. Manter a distância de materiais inflamáveis, como cortinas e móveis, também é fundamental para prevenir acidentes.

– O Inmetro recomenda manter a temperatura dos aparelhos em 23ºC, resultando em uma rápida estabilização e economizando energia.




Mandíbula travada, estalos e dor ao mastigar: o que esses sinais dizem sobre estresse e excesso de telas

 

Foto Profissional. (Crédito: pexels.com)

Dor ao mastigar, estalos ao abrir a boca, sensação de cansaço na face, travamentos repentinos e desconforto que se espalha para ouvido, cabeça e pescoço costumam ser vistos como incômodos passageiros. Mas esse conjunto de sinais pode indicar algo maior: uma sobrecarga na articulação temporomandibular, a ATM, estrutura responsável por movimentos essenciais como falar, mastigar, bocejar e engolir.

Especialistas observam que esse tipo de queixa tem aparecido cada vez mais associado a uma combinação típica da vida atual: estresse persistente, bruxismo, má postura, excesso de telas e dificuldade real de desacelerar. Quando esses fatores se acumulam, a mandíbula passa a funcionar sob tensão constante e começa a dar sinais que nem sempre recebem a devida atenção.

Para a fisioterapeuta e mestre em Ciências Médicas Dra. Mariana Milazzotto, a ATM está entre as regiões do corpo que mais sentem os efeitos da rotina acelerada. “A mandíbula é muito sensível à forma como a pessoa vive. Estresse, cabeça projetada para frente, noites ruins, apertamento dentário e repetição de hábitos da boca criam um quadro de sobrecarga que o corpo nem sempre consegue compensar sem sintomas”, afirma.

Segundo ela, o processo costuma começar de forma discreta. O primeiro sinal pode ser um clique ao abrir a boca, uma rigidez ao acordar ou um desconforto leve ao mastigar. Com o tempo, porém, esse incômodo pode evoluir para dor persistente, limitação de movimento, alteração na mordida e episódios de travamento.

“Nem todo estalo significa gravidade, mas quando ele se repete e vem acompanhado de dor, cansaço ao mastigar ou sensação de rigidez, a articulação já está mostrando que algo não vai bem”, diz Mariana.

A especialista explica que a ATM não funciona sozinha. Seu desempenho depende do equilíbrio entre face, pescoço, ombros e respiração. Isso ajuda a entender por que hábitos posturais ligados ao uso prolongado de celular e computador podem influenciar tanto no problema. “Quando a cabeça fica muito para frente, a cervical entra em sobrecarga e a musculatura da face também muda de comportamento. Isso favorece tensão, menos estabilidade e mais desgaste na articulação”, afirma.

Outro fator importante é o bruxismo, condição em que a pessoa aperta ou range os dentes, muitas vezes sem perceber. Esse esforço repetitivo pode acontecer durante o sono ou ao longo do dia e costuma estar ligado a ansiedade, estresse acumulado e dificuldade de relaxar. Não por acaso, dor na mandíbula, dor de cabeça, fadiga facial e sensação de cansaço ao despertar costumam aparecer juntas.

Além disso, alguns hábitos do cotidiano contribuem para manter a ATM sob esforço constante, como morder caneta, roer unha, mascar chiclete com frequência, apoiar o queixo com a mão e forçar a abertura da boca em bocejos ou mordidas grandes.

Para a psicóloga clínica Dra. Mirela Borges, especialista em burnout e esgotamento profissional, o pano de fundo desse quadro vai além de episódios isolados de estresse. “O que aparece em muitos casos é um estilo de vida que mantém o corpo em estado de alerta constante. A pessoa passa o dia sendo estimulada por notificações, informação em excesso, cobrança, comparação e velocidade. O cérebro não encontra tempo para processar, desacelerar e realmente descansar”, afirma.

Segundo Mirela, o problema não está só no tempo de tela, mas no padrão de ativação que ele ajuda a sustentar. “O corpo deixa de alternar de forma saudável entre ativação e repouso. Ele continua ligado mesmo quando a pessoa tenta relaxar. E, quando esse padrão se torna crônico, a tensão começa a aparecer fisicamente: ombros contraídos, respiração curta, mandíbula pressionada”, diz.

Na avaliação da psicóloga, esse ciclo é cada vez mais comum e muitas vezes passa despercebido. “A pessoa acorda e já pega o celular, atravessa o dia em atenção fragmentada, emenda tarefas sem pausa real e, quando tenta descansar, continua se estimulando com mensagens, vídeos e redes sociais. Ela até para, mas não desacelera. O organismo permanece em vigilância”, afirma.

Com o tempo, esse padrão pode transformar a dor em um sinal de esgotamento mais amplo. “Dor, tensão e pequenos travamentos não são exagero nem fraqueza. São respostas coerentes de um organismo submetido a ativação constante, sem espaço suficiente de recuperação. Em muitos casos, mais do que tratar o sintoma, é preciso olhar para o ritmo em que a pessoa está vivendo”, diz Mirela.

Para Mariana Milazzotto, um dos principais problemas é a banalização desses sinais. “Há muita gente convivendo com dor ao mastigar, estalos, dor de cabeça e travamentos pequenos como se isso fosse normal. Não é. O corpo pode compensar por algum tempo, mas quando a articulação começa a emitir sinais repetidos, o ideal é investigar antes que o quadro se torne crônico”, afirma.

Os sinais de alerta mais importantes incluem travamento da boca aberta ou fechada, dor aguda que impede mastigar ou falar, mudança súbita na mordida e sensação de desalinhamento. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento especializado e evitar qualquer tentativa caseira de forçar a mandíbula.

“Pedir para alguém ‘colocar no lugar’ ou insistir na abertura da boca pode agravar o problema. A ATM é uma articulação delicada, próxima de músculos, ligamentos e nervos importantes”, diz Mariana.

Até a avaliação profissional, algumas medidas simples podem ajudar a conter a piora do quadro, como evitar mastigação forçada, não insistir na abertura ou no fechamento da boca, relaxar ombros e pescoço, usar compressa morna na lateral do rosto e tentar desacelerar a respiração. O tratamento depende da causa, da intensidade dos sintomas e do tempo de evolução, podendo envolver reorganização de hábitos, fisioterapia e, quando necessário, atuação conjunta com o dentista.

Na fisioterapia, explica Mariana, o objetivo é identificar o que levou a articulação à sobrecarga e o que está mantendo esse padrão. “Nem sempre a origem da dor está na mandíbula. Às vezes, ela está em uma cervical rígida, em um padrão postural repetido, em tensão sustentada ao longo do dia ou em hábitos que o paciente já nem percebe. O tratamento não é apenas aliviar a dor, mas ensinar o corpo a funcionar com mais eficiência e menos compensação”, afirma.

Prevenir novos episódios, segundo a especialista, depende menos da busca por uma postura perfeita e mais da redução de excessos. Dormir melhor, regular o estresse, rever hábitos repetitivos da boca, respeitar os limites da articulação e procurar avaliação ao primeiro sinal de piora são medidas que ajudam a interromper a progressão do quadro.

 

 

Sobre a Dra. Mariana Milazzotto

Fisioterapeuta com quase 20 anos de atuação, mestre em Ciências Médicas e especialista no tratamento clínico do lipedema. Criadora da Jornada Desvendando o Lipedema, programa que forma fisioterapeutas e terapeutas corporais no atendimento a mulheres com diagnóstico confirmado ou suspeita da doença. É referência no Brasil por sua abordagem humanizada e baseada em evidências científicas.

 

Sobre a Dra. Mirela Borges

Psicóloga clínica, especialista em burnout e esgotamento profissional (CRP 01/21968). Atua no acompanhamento de pacientes em processos de sobrecarga emocional, auxiliando na reconstrução de sentido, identidade e qualidade de vida.




Dietas da moda funcionam mesmo? Médica explica o que é mito e o que pode fazer mal

 

Jejum intermitente, low carb e detox continuam entre as dietas mais procuradas por quem quer emagrecer. Populares nas redes sociais, essas estratégias costumam ganhar força pelas promessas de resultado rápido, mas nem sempre são sinônimo de saúde.

Para a Dra. Mariana Wogel, especialista em nutrologia e medicina integrativa, o principal erro é adotar métodos restritivos sem considerar as necessidades do corpo e a possibilidade de manter a estratégia no longo prazo.

“Nem toda dieta que gera perda de peso inicial representa um processo saudável. Muitas vezes, a pessoa até emagrece, mas perde energia, massa muscular e entra em um ciclo de restrição e efeito rebote”, afirma.

Veja abaixo o que é mito e o que é verdade sobre algumas das dietas mais conhecidas do momento.

Jejum intermitente acelera o metabolismo?

Depende.

O jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas no controle do apetite e na organização alimentar. Em alguns casos, também pode favorecer a sensibilidade à insulina.

Mas a estratégia não serve para todo mundo. Longos períodos sem comer podem provocar irritabilidade, cansaço, compulsão e queda de rendimento.

Low carb emagrece mais rápido?

Depende.

A redução de carboidratos pode levar a uma perda de peso inicial. No entanto, isso não significa que o resultado será duradouro.

Além disso, cortes exagerados podem causar fadiga, ansiedade, irritabilidade, insônia e piora no desempenho físico. Segundo a especialista, o erro está em transformar o carboidrato em vilão.

Detox elimina toxinas do corpo?

Mito.

O corpo já tem mecanismos naturais para eliminar substâncias, com atuação de órgãos como fígado, rins e intestino.

Segundo a Dra. Mariana, um suco ou uma dieta detox não eliminam toxinas de forma isolada nem produzem esse efeito quase imediato que costuma ser prometido nas redes. “O que uma alimentação equilibrada faz é dar mais suporte nutricional para que o fígado funcione melhor e tenha condições adequadas de exercer seu papel na eliminação de substâncias. Não existe solução mágica em forma de suco ou protocolo rápido”, diz.

Para a médica, o que realmente ajuda é um padrão alimentar mais equilibrado, com menos ultraprocessados e maior presença de alimentos naturais, fibras, hidratação e regularidade na rotina.

Comer de 3 em 3 horas ajuda a emagrecer?

Mito.

Não há uma regra única para todos os casos. O intervalo ideal entre refeições varia de acordo com a rotina, a fome e a adaptação de cada pessoa.

O mais importante, segundo a especialista, é evitar extremos e manter um padrão alimentar possível de sustentar.

Dietas restritivas fazem mal?

Podem fazer, sim.

Planos muito restritivos podem causar cansaço, queda de cabelo, perda de massa muscular, compulsão alimentar, irritabilidade e efeito sanfona.

“O emagrecimento saudável precisa preservar a saúde metabólica, a disposição e a qualidade de vida. Não basta perder peso; é preciso sustentar o resultado com equilíbrio”, afirma a médica.

Como reconhecer um plano alimentar saudável?

Segundo a Dra. Mariana Wogel, alguns sinais ajudam a identificar uma estratégia mais segura:

  • equilíbrio entre proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis;
  • maior presença de alimentos naturais;
  • menos radicalismo;
  • possibilidade de manter a rotina no longo prazo;
  • acompanhamento profissional.

“Constância e equilíbrio continuam sendo mais eficientes do que promessas rápidas e restrições extremas”, conclui.

 

Sobre a Dra. Mariana Wogel

Médica nutróloga, especialista em Nutrologia pela ABRAN/AMB, com atuação em saúde feminina, emagrecimento, fertilidade e medicina integrativa. Autora de dois livros e criadora do Programa Ser Livre, atende em Três Rios e Itaipava com foco em cuidado integral, acompanhamento contínuo e saúde da mulher em diferentes fases da vida.

 




Botox a longo prazo causa flacidez? Especialista esclarece mitos sobre o uso contínuo da toxina botulínica

A percepção de flacidez após o uso do botox costuma estar relacionada a outros fatores do envelhecimento. (Imagem: Divulgação)

O uso da toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, se consolidou como um dos procedimentos estéticos mais realizados no mundo. Apesar da ampla utilização e dos resultados comprovados na suavização de rugas de expressão, ainda circulam dúvidas sobre seus efeitos a longo prazo, especialmente a ideia de que aplicações frequentes poderiam deixar a pele flácida com o passar do tempo.

Segundo a cirurgiã-dentista pós-graduada em Harmonização Orofacial, Dra. Adriana Fabres, essa associação não tem fundamento científico. “O botox age no músculo, não na pele. Ele bloqueia temporariamente a contração muscular responsável pelas rugas de expressão, como as da testa e ao redor dos olhos. Portanto, não há mecanismo que leve à flacidez cutânea”, explica.

A especialista destaca que a toxina botulínica tem efeito temporário, com duração média de três a seis meses, a depender da pessoa e que, após esse período, a musculatura retoma gradualmente sua atividade normal. “Quando o efeito passa, o rosto volta ao seu funcionamento habitual. Não existe ‘piora’ da pele por causa do botox. O que pode acontecer é o paciente perceber novamente as rugas que estavam suavizadas quando o efeito passar”, afirma.

De onde vem o mito da flacidez?

A percepção de flacidez após o uso do botox costuma estar relacionada a outros fatores do envelhecimento, como perda natural de colágeno, alterações hormonais e redução da sustentação da pele. “Esses processos acontecem independentemente do uso da toxina botulínica. Muitas vezes, o paciente associa a mudança ao procedimento, quando, na verdade, faz parte do envelhecimento natural”, esclarece a Dra. Adriana.

 

Outro ponto importante, segundo a especialista, é a técnica de aplicação. Doses excessivas ou mal indicadas podem gerar resultados artificiais ou sensação de “peso” em determinadas áreas, o que pode ser confundido com flacidez. “Por isso, a avaliação individual e o planejamento são fundamentais. O objetivo é sempre preservar a naturalidade e o equilíbrio facial”, reforça.

Como o botox age e quais são suas indicações

A toxina botulínica atua na comunicação entre o nervo e o músculo, impedindo que o músculo se contraia de forma intensa. Isso reduz a formação das chamadas rugas dinâmicas, que aparecem com movimentos repetitivos, como franzir a testa ou sorrir. “Ele não preenche, não estica a pele e não altera a estrutura do rosto. A ação é exclusivamente muscular”, pontua a Dra. Adriana.

Segundo a especialista, o procedimento é indicado principalmente para suavizar linhas de expressão e também pode ter aplicações terapêuticas, como no tratamento de bruxismo e hiperatividade muscular. Além disso, o uso preventivo tem sido cada vez mais discutido, com o objetivo de evitar que as rugas se tornem mais profundas ao longo do tempo.

Quando bem indicado e aplicado por profissional habilitado, o botox tende a preservar a qualidade da pele justamente por reduzir a repetição dos movimentos que marcam a face. “Ao diminuir a contração muscular ao longo dos anos, conseguimos evitar que a pele seja constantemente ‘dobrada’, o que contribui para um envelhecimento mais suave”, explica a especialista.

Dicas para resultados naturais e progressivos

A especialista reforça ainda que a aplicação da toxina botulínica deve ser sempre orientada por um profissional habilitado, com planejamento individualizado e foco em resultados naturais e progressivos. Para isso, a Dra. Adriana Fabres orienta:

  • Procurar profissional com formação específica e registro ativo no conselho;
  • Respeitar os intervalos entre as aplicações, evitando excessos;
  • Alinhar expectativas e objetivos antes do procedimento;
  • Seguir corretamente as orientações no pós-aplicação;
  • Evitar comparações com resultados de outras pessoas;
  • Associar o botox a cuidados com a pele, como proteção solar e skincare;
  • Realizar avaliações periódicas para ajuste do plano de tratamento.

 




Busca por rejuvenescimento facial cresce entre mulheres 50+ e revela nova relação com a própria imagem

 

Aos 50+, muitas mulheres vivem uma fase marcada por autonomia, estabilidade profissional e uma rotina ativa. Mas, para algumas, o incômodo começa quando o reflexo no espelho deixa de acompanhar essa percepção interna.

Foi o que aconteceu com a administradora Silvania Estela Radin, de 59 anos. Apesar de se sentir bem e produtiva, passou a notar um descompasso entre como se sentia e a imagem que via. “Eu estava em um momento ótimo da vida, cheia de energia, mas meu rosto parecia sempre cansado. Aquilo começou a me incomodar”, relata.

Esse tipo de percepção tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios. Mulheres maduras, hoje mais ativas e conscientes, não buscam apenas rejuvenescer, mas alinhar a aparência ao momento de vida que vivem.

Segundo o cirurgião plástico Vinicius Julio Camargo, o incômodo vai além da estética superficial. “Essa paciente está em uma fase de realização. O desconforto surge quando o rosto passa uma imagem de cansaço ou envelhecimento que não corresponde ao que ela sente”, explica.

Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery colocam o Brasil entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo, com milhões de intervenções por ano. Dentro desse cenário, especialistas observam um aumento na procura por abordagens faciais mais completas, especialmente entre mulheres acima dos 50.

Mas, antes de optar por uma mudança mais estrutural, o caminho costuma ser outro.

“Eu fiz alguns procedimentos ao longo dos anos, mas eram coisas pontuais. Melhorava um detalhe, mas o conjunto continuava me incomodando”, conta Silvania.

De acordo com o especialista, esse padrão é recorrente. “Com o avanço da idade, não estamos lidando apenas com rugas ou perda de volume. Existe flacidez e queda das estruturas faciais. Quando tratamos só pontos isolados, o resultado tende a ser limitado”, afirma.

Do pontual ao global: a mudança de abordagem

A virada acontece quando a paciente passa a enxergar o rosto como um todo. Nesse contexto, procedimentos como o lifting facial ganham espaço por oferecerem um reposicionamento mais amplo das estruturas.

“É possível promover um rejuvenescimento de 10 a 15 anos com naturalidade, respeitando as características individuais. O objetivo não é transformar, mas recuperar o equilíbrio”, explica Dr. Vinicius.

Após optar por uma abordagem mais completa, a percepção também muda. “Hoje eu me reconheço no espelho. Não é sobre parecer mais jovem, é sobre parecer comigo mesma de novo”, relata a administradora.

Para especialistas, o movimento revela uma mudança mais profunda no comportamento das pacientes.

“Elas não querem mudar quem são. Querem que a imagem acompanhe a fase que estão vivendo”, conclui o cirurgião.

Sobre Vinicius Camargo:

Dr. Vinicius Julio Camargo é médico cirurgião plástico, empreendedor e escritor. Atua como diretor técnico do Alda Instituto de Saúde. É sócio-fundador da Oxyneo® (primeira clínica de medicina hiperbárica do sudoeste do Paraná) e idealizador da plataforma Átrio, voltada à gestão de rotinas de atendimento e administrativas para clínicas multidisciplinares. É autor de dois livros e defensor da integração entre ética, gestão e excelência médica.




Massagem facial realmente funciona para tirar rugas? Especialista explica o que é mito e o que é benefício real

 

Massagem facial pode ajudar a reduzir inchaço, mas não substitui procedimentos estéticos como o botox. (Crédito: Freepik)

A massagem facial, incluindo técnicas como yoga facial e o uso de acessórios como o gua sha, ganhou espaço nas rotinas de skincare e nas redes sociais como alternativa natural para suavizar rugas e melhorar a aparência da pele. Prometendo resultados como efeito lifting, redução de inchaço e melhora da circulação, a prática se popularizou entre quem busca soluções menos invasivas para o envelhecimento cutâneo. Mas afinal, ela realmente funciona para tratar rugas?

Segundo a cirurgiã-dentista pós-graduada em Harmonização Orofacial, Dra. Adriana Fabres, é importante diferenciar benefício estético imediato de tratamento efetivo. “A massagem facial pode melhorar a circulação sanguínea, reduzir o inchaço e proporcionar sensação de relaxamento, o que já traz um aspecto mais descansado para a pele. Mas ela não tem capacidade de tratar rugas profundas ou substituir procedimentos com comprovação científica mais robusta”, explica.

Estudos recentes apontam que técnicas de massagem podem contribuir para a melhora da tonicidade da pele e da circulação local, o que pode refletir em um aspecto mais viçoso e saudável. No entanto, não há evidências consistentes de que a prática isolada seja capaz de reverter rugas estabelecidas ou promover mudanças estruturais significativas na pele, especialmente aquelas relacionadas à perda de colágeno e flacidez.

Para que a massagem facial realmente serve?

Apesar de não ser um tratamento para rugas, a massagem facial tem benefícios importantes dentro de uma rotina de cuidados com a pele. Ela pode auxiliar na drenagem linfática, reduzir retenção de líquidos e melhorar a absorção de dermocosméticos. “É uma prática complementar, que ajuda na qualidade da pele e no bem-estar, mas não deve ser vista como solução única para envelhecimento”, pontua a Dra. Adriana.

A especialista também chama atenção para um ponto frequentemente negligenciado: a higiene. “As mãos precisam estar sempre limpas antes de qualquer manipulação no rosto. A pele do rosto é sensível, e o contato com bactérias pode causar irritações, acne ou até infecções”, alerta.

A especialista também orienta que outro cuidado importante é a forma de execução. Movimentos muito intensos ou realizados de maneira incorreta podem, ao contrário do esperado, causar irritação ou até contribuir para a flacidez ao longo do tempo. Por isso, a orientação de um profissional ou o aprendizado de técnicas corretas faz diferença na segurança da prática.

O que realmente funciona para tratar rugas?

Quando o objetivo é tratar rugas e sinais mais avançados do envelhecimento, a abordagem precisa ir além das técnicas manuais. Segundo a especialista, procedimentos estéticos como toxina botulínica (botox), preenchimentos com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno apresentam resultados mais consistentes, por atuarem diretamente nas causas das rugas, como contração muscular, perda de volume e redução da produção de colágeno.

“A massagem pode fazer parte da rotina de autocuidado, mas não substitui tratamentos que atuam em camadas mais profundas da pele. O ideal é combinar hábitos saudáveis, cuidados diários e, quando necessário, procedimentos realizados por profissionais habilitados”, afirma a Dra. Adriana. Segundo ela, a escolha do tratamento deve ser sempre individualizada, considerando idade, características da pele e expectativas do paciente.

Dicas para prevenir rugas

A prevenção do envelhecimento precoce envolve uma combinação de hábitos diários com a pele, que ajudam a preservar sua qualidade, firmeza e aparência ao longo do tempo. Confira as orientações da Dra. Adriana Fabres:

  • Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, e evitar exposição solar excessiva sem proteção;
  • Manter uma rotina de skincare com produtos adequados a sua pele;
  • Não fumar, reduzir o consumo de álcool e manter alimentação equilibrada, rica em antioxidantes;
  • Dormir bem e cuidar da qualidade do sono;
  • Evitar forçar as expressões de forma exagerada, como franzir a testa com frequência ou quando estiver fazendo musculação;
  • Beber água na quantidade ideal (35 x peso = quantidade de água em ml)
  • Procurar avaliação profissional para indicação de tratamentos preventivos.

 

Dra. Adriana Fabres Barcellos é cirurgiã-dentista em Vitória (ES), com 28 anos de atuação e pós-graduação em Harmonização Orofacial pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO-ES). Após trajetória na odontopediatria e no serviço público, passou a atuar com harmonização facial a partir de 2019, com foco em atendimento humanizado, redução de dor e resultados graduais, preservando a individualidade de cada paciente.



Outono: como usar aquecedores e ar-condicionado para economizar na conta de luz

 

A estação do outono, marcada por temperaturas mais amenas, traz consigo um aumento no uso de aquecedores e ar-condicionado. Para isso, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo promover a confiança nas relações de consumo, orienta os consumidores sobre a utilização correta destes equipamentos, fornecendo dicas e orientações para o uso consciente e uma compra segura, afinal, o equilíbrio entre conforto, qualidade de vida e consumo de energia elétrica é fundamental para evitar surpresas na hora de pagar a conta.

Eficiência energética ajuda na economia

Para ajudar no consumo racional de energia no país, o Inmetro criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), ferramentas que classificam os eletrodomésticos de acordo com o seu desempenho e a sua eficiência energética, permitindo que o consumidor conheça com precisão o verdadeiro consumo de energia dos produtos e auxilie a decisão na hora da compra. Os plugues dos eletrodomésticos também devem ser certificados e exibir o selo do Inmetro. Equipamentos mais eficientes são mais econômicos para o bolso do consumidor e causam menor impacto ao meio ambiente.

A principal informação presente na etiqueta dos eletrodomésticos é a classificação de eficiência energética, geralmente em escalas que vão de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). O consumo de energia apresenta uma estimativa de gasto de energia em kWh (quilowatt-hora), geralmente por mês ou ano, ajudando os consumidores a preverem os custos operacionais.

Considerar as informações das etiquetas do Inmetro é fundamental, mas mudanças de hábito no dia a dia também contribuem para evitar desperdícios e reduzir os gastos com energia elétrica.

Confira dicas e orientações sobre equipamentos de aquecimento e refrigeração

– Antes de comprar, calcule o efeito na economia de energia elétrica. Multiplique a energia consumida pelo aparelho em kWh pela tarifa de energia praticada em cada localidade. Por exemplo, na capital paulista, a média da tarifa residencial está em torno de R$ 0,72 por kWh. Assim, se o aquecedor ou ar-condicionado consome, por exemplo, 600 kWh por ano, o gasto anual será 600 x 0,72, resultando em R$ 432 por ano;

– Na dúvida entre dois modelos, compare o consumo de ambos e dê preferência ao que consome menos energia. Eventualmente, se esse produto for um pouco mais caro, pode ser que a diferença de preço se pague ao longo dos meses pela economia na conta de luz;

– Evite o abre e fecha de portas dos ambientes refrigerados;

– Feche as janelas e isole bem o ambiente para que o ar quente não escape;

– Cortinas e toldos diminuem a incidência de correntes de ar no ambiente, o que também contribui para o isolamento térmico.

– A manutenção preventiva e a utilização adequada do aparelho são fatores cruciais para garantir o desempenho ideal e prolongar a vida útil do seu equipamento. Fazer a limpeza dos filtros regularmente e seguir as instruções do fabricante corretamente evita sobrecarga e desgaste prematuro. Ao adotar essas medidas preventivas, você garante o funcionamento eficiente do seu equipamento por muito mais tempo.

– Nunca deixe o aquecedor ligado sem supervisão, principalmente perto de crianças e animais de estimação. Manter a distância de materiais inflamáveis, como cortinas e móveis, também é fundamental para prevenir acidentes.

– O Inmetro recomenda manter a temperatura dos aparelhos em 23ºC, resultando em uma rápida estabilização e economizando energia.




Menopausa não é só calorão: insônia, ansiedade, e dor no corpo podem ser sinais

 

Foto Profissional. (Crédito: pexels.com)

A menopausa ainda costuma ser resumida a ondas de calor e fim da menstruação. Mas, na prática, essa transição hormonal pode se manifestar de formas muito mais amplas e silenciosas, afetando corpo, mente, rotina e qualidade de vida de milhares de mulheres. Insônia, irritabilidade, ansiedade, lapsos de memória, palpitações, dores musculares e articulares, queda da libido, ganho de peso, secura vaginal, infecção urinária recorrente e até alterações na pele, na boca e na gengiva estão entre os sintomas descritos por fontes clínicas e de saúde pública sobre perimenopausa e menopausa.

Segundo a médica nutróloga Dra. Mariana Wogel, um dos maiores problemas é que muitas mulheres não associam esses sinais à menopausa e acabam convivendo com o desconforto por meses ou anos sem investigação adequada. “Nem toda mulher vai chegar ao consultório falando de calorão. Muitas chegam dizendo que não se reconhecem mais, que estão exaustas, irritadas, com dificuldade para dormir, com o corpo mudando e sem entender o que está acontecendo. E, muitas vezes, isso já tem relação com a menopausa”, afirma.

A literatura médica mostra que os sintomas mais clássicos da menopausa incluem fogachos, suores noturnos, alterações do sono e desconfortos geniturinários, como secura vaginal e dor na relação. Mas o quadro é mais amplo e também pode envolver mudanças de humor, névoa mental, piora da concentração, aumento da gordura abdominal, alterações metabólicas, baixa autoestima e sintomas urinários progressivos.

Entre os sintomas menos óbvios, e que costumam surpreender as pacientes, estão palpitações, dores articulares, coceira na pele, sensibilidade nos dentes, dor na gengiva e problemas urinários recorrentes. Também são descritos em estudos sintomas somáticos e psicológicos como esquecimento, cefaleia, tontura, sensação de formigamento, alterações de humor e dificuldade para manter o mesmo rendimento físico e mental de antes.

Para a Dra. Mariana, o risco está em tratar cada queixa como se fosse um problema separado. “A mulher começa a receber um remédio para dormir, outro para ansiedade, outro para dor, e segue sem entender o quadro como um todo. Quando ela percebe que o sono mudou, o humor mudou, a libido caiu, a energia desapareceu e o corpo já não responde como antes, isso não pode ser banalizado”, diz.

“Recentemente, atendi uma mulher que convivia havia muito tempo com dores no corpo, tristeza, cansaço e perda importante de qualidade de vida. Ela já tinha tratado sintomas isolados, mas nunca tinha recebido uma investigação mais ampla para menopausa porque não tinha fogachos como principal queixa. E isso acontece com mais frequência do que se imagina”, reforça.

Outro ponto importante é que esses sintomas podem surgir ainda na perimenopausa, fase em que a mulher continua menstruando, mas já enfrenta oscilações hormonais importantes. Isso significa que mulheres na faixa dos 40 anos, e às vezes até antes, podem começar a sentir cansaço, ansiedade, alterações de memória, dificuldade de concentração, mudanças corporais e desconfortos urinários sem perceber que já estão entrando na transição menopausal.

A especialista ressalta que o impacto vai além do desconforto físico e pode afetar relações, autoestima e desempenho profissional. “Muitas mulheres acham que estão falhando, que perderam disciplina, força ou produtividade. Mas, em vários casos, o que existe é uma mudança hormonal real, que precisa ser avaliada com seriedade. Não é frescura, não é exagero e não deve ser tratado como algo que a mulher simplesmente precisa suportar”, afirma.

O alerta, segundo a médica, é procurar avaliação quando os sintomas começam a interferir no bem-estar e na vida diária. “Se você sente que não está se reconhecendo mais, que seu corpo mudou, seu humor mudou, seu sono mudou e sua disposição caiu, isso merece investigação. Menopausa não precisa ser sinônimo de sofrimento silencioso”, conclui Dra. Mariana Wogel.

 

Sobre a Dra. Mariana Wog

Médica nutróloga, especialista em Nutrologia pela ABRAN/AMB, com atuação em saúde feminina, emagrecimento, fertilidade e medicina integrativa. Autora de dois livros e criadora do Programa Ser Livre, atende em Três Rios e Itaipava com foco em cuidado integral, acompanhamento contínuo e saúde da mulher em diferentes fases da vida.

 




Fome fora de hora e queda de energia? Saiba quando isso pode indicar risco de diabetes tipo 2

 

Cansaço constante, dificuldade de concentração, fome fora de hora, sonolência depois das refeições e irritabilidade costumam ser atribuídos à correria do dia a dia. Em muitos casos, são reflexo de noites ruins, excesso de trabalho e estresse acumulado. Mas nem sempre. Quando esses sinais se repetem, persistem e passam a fazer parte da rotina, também podem indicar alterações metabólicas que merecem investigação.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2006 e 2024, a prevalência de diagnóstico médico de diabetes entre adultos das capitais dos 26 estados e do Distrito Federal passou de 5,5% para 12,9%, alta de 135%. No mesmo período, o excesso de peso passou de 42,6% para 62,6%, e a obesidade, de 11,8% para 25,7%.

Para a nutricionista Bela Clerot (@bela_nutricao no Instagram), um dos erros mais comuns é esperar apenas um sintoma mais evidente ou um exame muito alterado para procurar ajuda. “Muita gente não percebe que o problema começa bem antes do diagnóstico. O corpo vai dando pistas, como fome frequente, energia instável, sono ruim, dificuldade de concentração, vontade constante de beliscar. Só que, como isso foi sendo normalizado, a pessoa chama tudo de estresse, idade ou rotina corrida”, afirma.

De acordo com a especialista, a piora metabólica costuma acontecer aos poucos. A resistência à insulina pode surgir primeiro, o pré-diabetes aparece como um sinal de alerta nos exames e o diabetes tipo 2 corresponde ao quadro já estabelecido. Na prática, segundo Bela, a investigação muitas vezes só começa quando o incômodo aumenta ou quando o resultado laboratorial sai fora do esperado.

Veja 4 sinais que merecem atenção

1. Cansaço fora do padrão

Se a fadiga vira rotina e não melhora nem com descanso, vale investigar. Quando persiste, a queda de energia merece atenção, especialmente se vier acompanhada de outros sinais ou fatores de risco.

2. Fome exagerada ou vontade constante de beliscar

Quando a fome aparece fora de hora e a saciedade parece não durar, o organismo pode já estar lidando mal com glicose e insulina

3. Sonolência depois das refeições

Aquela moleza frequente depois de comer é um sinal inespecífico, mas merece atenção quando passa a se repetir no dia a dia.

4. Aumento da barriga e dificuldade para perder peso

O acúmulo de gordura abdominal é um marcador de piora metabólica e aumento de risco e costuma aparecer cedo.

Quando vale investigar

Segundo a nutricionista, a atenção deve aumentar quando os sintomas deixam de ser pontuais e passam a se repetir por dias ou semanas, quando dois ou mais sinais aparecem juntos, ou quando há fatores de risco como histórico familiar de diabetes, sobrepeso, gordura abdominal, sedentarismo ou antecedente de diabetes gestacional.

Entre os exames mais usados nesta investigação estão a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada, insulina basal – que poucos médicos se importam em solicitar, e muitas vezes não sabem analisar da forma devida – e, quando há indicação clínica, o teste oral de tolerância à glicose.

“O mais perigoso é que esses sinais parecem comuns demais. E justamente por parecerem comuns, deixam de ser investigados com a seriedade que merecem”, diz Bela.

Em muitos casos, o corpo não avisa com um susto. Ele começa por sinais pequenos, repetidos e facilmente banalizados. Por isso, de acordo com a especialista, quando o cansaço foge do padrão, a fome exagerada vira rotina, o peso se torna difícil de controlar, ou a energia oscila ao longo do dia, investigar mais cedo pode ajudar a identificar alterações metabólicas antes da progressão do quadro.

 

 

Quem é Bela Clerot?  
Isabela Clerot, conhecida como Bela, é nutricionista formada pelo UniCEUB, com pós-graduação lato sensu em Alimentos, Nutrição e Saúde e registro no CRN-DF 17718. Atua com foco em saúde metabólica, prevenção e controle do pré-diabetes e do diabetes tipo 2 por meio da alimentação e da mudança de estilo de vida. Ao longo da sua trajetória, já ajudou milhares de pessoas a melhorar a relação com a comida, entender os efeitos da resistência à insulina e buscar mais controle sobre exames, peso, energia e qualidade de vida.