Outono acende alerta para depressão sazonal; entenda como a mudança de estação pode afetar o humor

 

Com a chegada do outono e os dias progressivamente mais curtos, algumas pessoas começam a perceber mudanças sutis no comportamento: mais sono, cansaço frequente, dificuldade de concentração ou até uma sensação maior de desânimo. Embora muitas vezes atribuídos apenas ao clima mais ameno ou à rotina, esses sinais podem estar relacionados a um fenômeno conhecido pela medicina como depressão sazonal.

Chamado clinicamente de Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), o quadro, alerta a psiquiatra Verena Simonetti Bacellar Pinheiro Chagas (foto), da Hapvida, é um tipo de depressão que tende a surgir em determinadas épocas do ano, especialmente durante o outono e o inverno, quando há menor exposição à luz natural e maior variação de temperatura.

Com dias mais curtos, ocorrem alterações em mecanismos biológicos que influenciam diretamente o humor, o sono e o apetite.

“A depressão sazonal não é apenas uma tristeza de inverno. Em algumas pessoas, a redução da luz solar realmente interfere em mecanismos do cérebro que regulam o humor, o sono e a energia”, explica a psiquiatra.

Ela destaca que a luz natural tem papel central nesse processo, pois influencia diretamente o relógio biológico, localizado no hipotálamo, região do cérebro responsável por regular diversos ritmos do organismo. Com menos exposição ao sol, podem ocorrer alterações na produção de serotonina, neurotransmissor associado ao bem-estar, e de melatonina, hormônio responsável por regular o sono.

“A luz natural é fundamental para o equilíbrio do relógio biológico. Quando a exposição ao sol diminui, podem ocorrer alterações em substâncias como serotonina e melatonina, que impactam diretamente o bem-estar”, detalha a especialista.

Como consequência, algumas pessoas podem apresentar maior sonolência, sensação de baixa energia, mudanças no apetite, especialmente aumento do consumo de carboidratos, e dificuldade de concentração.

Na maioria dos casos, essas alterações são leves e temporárias. Porém, quando os sintomas se intensificam e passam a interferir na rotina, é importante ficar atento.

Sinais de atenção

Entre os sintomas que podem indicar depressão sazonal estão cansaço excessivo, humor deprimido ou irritabilidade persistente, aumento da necessidade de sono, dificuldade para acordar, maior desejo por alimentos ricos em carboidratos, ganho de peso, dificuldade de concentração e perda de interesse por atividades antes prazerosas.

“Muitas vezes, esses sinais são interpretados apenas como ‘cansaço do frio’ ou desânimo passageiro. Mas, quando se repetem todos os anos no mesmo período e começam a prejudicar o funcionamento diário, é importante buscar orientação profissional”, alerta a psiquiatra.

Mulheres mais suscetíveis

Alguns fatores podem aumentar a suscetibilidade ao transtorno, como histórico pessoal ou familiar de depressão, presença de transtornos de ansiedade, menor exposição à luz natural no dia a dia e viver em regiões com períodos prolongados de baixa luminosidade.

Estudos indicam ainda que mulheres são mais frequentemente afetadas, representando cerca de 70% a 75% dos casos, embora os motivos ainda não sejam totalmente compreendidos.

Adultos jovens também apresentam maior prevalência do quadro em comparação com pessoas mais velhas.

Prevenção

A psiquiatra orienta algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a depressão sazonal ou amenizar seus sintomas. Entre elas estão: buscar exposição diária à luz natural, especialmente pela manhã; manter atividade física regular; preservar uma rotina de sono equilibrada; e manter o contato social e a realização de atividades prazerosas, mesmo em dias mais frios.

“Pequenas mudanças de hábito, como aumentar a exposição à luz natural, manter atividades físicas e de lazer e preservar uma boa rotina de sono, podem ajudar muito na prevenção”, orienta.

Quando os sintomas são persistentes ou mais intensos, o ideal é procurar avaliação com um profissional de saúde mental. Existem abordagens terapêuticas eficazes, que podem incluir psicoterapia e, em alguns casos, tratamento medicamentoso.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.    Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 365 clínicas médicas e 306 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.




Quatro dicas para manter o hábito da atividade física e fugir do sedentarismo

 

O encerramento do primeiro trimestre costuma ser um período de revisão de muitas das promessas feitas na virada do ano. É comum que muitas pessoas se comprometam a realizar mais atividades físicas, cuidar mais da alimentação e guardar dinheiro, por exemplo. Ao longo dos meses seguintes, porém, muitos desses compromissos precisam ser revistos porque não estão sendo cumpridos.

No caso da prática de exercícios físicos, um levantamento da Opinion Box, empresa especializada em pesquisas de mercado e comportamento do consumidor, revela que 63% dos alunos desistem da academia nos primeiros meses do ano. Esse fenômeno de abandono precoce reforça o desafio de transformar o entusiasmo inicial em uma rotina sustentável a longo prazo.

A falta de atividade física gera impactos diretos na saúde pública e atinge cerca de 40% da população adulta brasileira, conforme os dados da Pesquisa Vigitel 2024 e projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Ministério da Saúde, o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, insuficiência venosa e trombose. A atenção deve ser redobrada a partir dos 40 anos, idade em que o metabolismo e o sistema circulatório exigem cuidados específicos.

Para quem busca manter o ritmo e evitar os perigos associados à inatividade, existem quatro estratégias essenciais que auxiliam ao longo deste processo:

  1. Ajuste de expectativas: o foco no bem-estar diário e treinos mais curtos, de 30 a 45 minutos, evitam a frustração por falta de tempo.
  2. Constância: seguir o cronograma é fundamental. A frequência na atividade é uma das etapas mais importantes para colher resultados positivos em médio e longo prazo.
  3. Resultados além do estético: uma das ilusões mais comuns é a espera por mudanças físicas imediatas. No entanto, é importante notar que outros benefícios surgem mais rápido, como a melhora do sono e da disposição.
  4. Conforto físico e suporte: o surgimento de dores musculares e o desconforto nas pernas são causas frequentes de desistência. O alongamento adequado, orientações corretas para a execução das atividades e o uso da compressão graduada favorecem a recuperação muscular e o melhor desempenho nos exercícios.

Saúde vascular fortalecida

Os principais benefícios da atividade física são os reflexos positivos na saúde das pernas. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) destaca que o exercício ativa a musculatura da panturrilha, essencial para o retorno venoso e para a prevenção de inchaços.

Neste contexto, a recomendação para o uso de compressão graduada ganha relevância. Diferente de uma meia comum, ela exerce uma pressão controlada que auxilia as veias no transporte do sangue de volta ao coração. Para quem luta contra a fadiga nas pernas e busca cumprir o cronograma de exercícios, a terapia de compressão oferece vantagens como redução da fadiga, recuperação acelerada, suporte e conforto ao longo do dia.

A SIGVARIS GROUP, referência no tratamento de doenças circulatórias, desenvolve soluções médicas de alta qualidade que unem suporte técnico e bem-estar. O portfólio da marca apresenta modelos com diferentes texturas e cores que se adequam à rotina da prática esportiva.

Escute suas Pernas

Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP lançou a campanha “Escute Suas Pernas”, que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.




Estudo aponta que açaí pode ajudar a proteger o cérebro contra ansiedade e depressão

 
Cada vez mais presente na rotina alimentar dos brasileiros, o açaí tem despertado o interesse de pesquisadores e especialistas em saúde por seus possíveis efeitos positivos sobre o cérebro e o equilíbrio emocional. Estudos realizados por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) indicam que compostos bioativos presentes na fruta amazônica podem ter efeito neuroprotetor, auxiliando na prevenção de sinais associados à ansiedade e à depressão.

De acordo com os estudos experimentais, os antioxidantes naturais do açaí atuam na proteção de áreas do cérebro relacionadas ao controle do estresse e das emoções. Os resultados sugerem que o consumo regular da fruta, especialmente quando iniciado ainda na infância e na adolescência, pode contribuir para a manutenção da saúde cerebral ao longo da vida.

É importante destacar que o açaí não substitui tratamentos médicos ou psicológicos para ansiedade e depressão. No entanto, os pesquisadores apontam que a fruta pode atuar como um complemento alimentar saudável dentro de um estilo de vida equilibrado. Os estudos ainda estão em fase pré-clínica e precisam de testes mais amplos em humanos, mas reforçam o potencial nutricional da biodiversidade amazônica.

Para o empresário e chef Pedro Amaral, dono do restaurante Namazônia, em São Paulo, a valorização do açaí em sua forma mais natural também tem relação direta com saúde e qualidade de vida.

“O açaí é uma das coisas mais procuradas no Namazônia. A gente trabalha com um açaí puro, sem aditivos, servido da mesma forma como é consumido na região Norte. As pessoas procuram exatamente isso, um alimento verdadeiro, nutritivo e que faz parte da cultura amazônica. É um tipo de açaí que o público valoriza cada vez mais quando busca algo saudável no dia a dia”, afirma.

Originário da região amazônica, o açaí é rico em antioxidantes, fibras, gorduras boas e compostos fenólicos, nutrientes que vêm sendo estudados por seu potencial impacto positivo no organismo. Além de fornecer energia, a fruta também tem sido associada à melhora da saúde cardiovascular, à redução de processos inflamatórios e ao fortalecimento das defesas naturais do corpo.




Academias e centros esportivos ampliam adesão ao Protocolo Não se Cale

 

 

Uma parceria entre o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher, e o 4º Conselho Regional de Educação Física (CREF4-SP) está capacitando profissionais para combate ao assédio e violência contra a mulher em academias, centros esportivos e em trabalho particular com personal trainer. Criado no início de 2023 pela atual gestão estadual, o Protocolo Não Se Cale é uma iniciativa de capacitação, acolhimento e proteção a mulheres vítimas de assédio ou violência sexual.

A meta é alcançar os mais de 230 mil profissionais cadastrados no CREF4-SP para garantir a segurança das mulheres em qualquer ambiente. A parceria inclui uma série de ações de apoio e acolhimento a vítimas de assédio, ampliando o enfrentamento a violência contra mulher em academias e espaços esportivos e de bem-estar.

Para a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, “o momento pede um reforço dos compromissos já assumidos, como parte da rede de proteção e cuidados com as mulheres. Trabalhamos para que todas possam se sentir protegidas em todos os espaços que frequentam e que, caso sejam vítimas de importunação, assédio e violência, os profissionais estejam preparados e saibam como agir”.

A capacitação é gratuita, com 15 horas de treinamento online pela plataforma de Ensino à Distância da Fundação Procon-SP. Nas aulas desenvolvidas pela Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), os profissionais aprendem a identificar comportamentos de risco e a preservar provas, como imagens de câmeras de segurança. Todos os funcionários podem ser agentes de uma rede de acolhimento capaz de agir antes mesmo da chegada da polícia.

Para quem deseja se capacitar, o curso do Protocolo Não se Cale está disponível nos portais da Secretaria da Mulher e do Procon-SP. Acesse: https://www.mulher.sp.gov.br/sec_mulheres/nao_se_cale. Além da capacitação, os estabelecimentos devem fixar cartazes informativos da iniciativa em locais de fácil visualização, como balcões, caixas e banheiros femininos. O material pode ser baixado gratuitamente no site da SP Mulher.

Balanço positivo

Em março de 2026, o Protocolo Não se Cale chega à marca de 100 mil profissionais capacitados e 147 mil inscritos. A iniciativa do Governo de São Paulo foi inicialmente voltada à capacitação a trabalhadores de bares, restaurantes, casas noturnas e grandes eventos, criando um padrão de atuação para equipes de atendimento, segurança e gestão desses espaços. Desde então, a rede de proteção também se estendeu a profissionais de educação física, farmacêuticos e dentistas.

O protocolo estabelece orientações claras sobre como agir diante de sinais de violência ou assédio, com prioridade para acolhimento da vítima, preservação da segurança e acionamento da rede de proteção. A iniciativa recomenda a condução da mulher para um local reservado, a escuta qualificada, o oferecimento de apoio para contato com familiares ou amigos e a orientação sobre canais de denúncia, como o Disque 190, a DDM Online e o aplicativo SP Mulher Segura.

A adesão também é feita por profissionais autônomos e produtores de eventos culturais, ampliando a rede de proteção em ambientes de lazer e convivência social. Não é preciso estar vinculado a nenhuma empresa para realizar a capacitação. Além disso, profissionais de outras áreas podem fazer o curso como aperfeiçoamento de habilidades para atendimento ao público.

O que muda em um estabelecimento com o Protocolo Não Se Cale:

– Funcionários capacitados: equipes passam por curso obrigatório, gratuito e online, com orientações sobre como identificar situações de assédio, acolher a mulher e agir de forma adequada, sem revitimização.

– Acolhimento em local seguro: ao identificar ou receber um pedido de ajuda, o estabelecimento deve levar a mulher para um espaço reservado, afastado do agressor e de terceiros, garantindo segurança física e emocional.

– Oferta de auxílio prevista em lei: após o acolhimento, a mulher pode escolher entre as alternativas legais de apoio, como acompanhamento até o carro, oferta de outro meio de transporte ou acionamento da polícia.

– Identificação visual obrigatória: cartazes do Protocolo devem estar afixados em locais de fácil visualização e nos banheiros femininos, informando direitos, orientações e o gesto de pedido de ajuda.

– Registro e responsabilidade: é recomendável manter livro de ocorrências para registrar atendimentos, inclusive em casos de recusa de ajuda, reforçando a transparência e a responsabilidade do estabelecimento.

– Atuação preventiva: se funcionários presenciarem situações de assédio ou violência, devem intervir, oferecer ajuda à mulher e informar que aquele comportamento não é tolerado no local.

Sinal de socorro

Na prática, o Não se Cale funciona como um botão de emergência silencioso. Se uma mulher estiver em perigo, ela pode fazer o sinal universal de socorro com a mão ou pedir ajuda verbalmente. A partir desse momento, o funcionário capacitado deve retirá-la imediatamente do alcance do agressor até a chegada da polícia ou do socorro médico.

“Cada vez mais as pessoas estão se conscientizando e reconhecendo a importância do Sinal Universal de Socorro – que é o gesto de levantar a mão aberta, dobrar o polegar sobre a palma e fechar os demais dedos por cima. É um gesto curto, com resultado largo na prevenção à segurança das mulheres”, observa o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti.

SP Por Todas

SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para elas. Todas essas iniciativas e orientações estão agregadas no site: https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas.

 

 




Melatonina desperta dúvidas sobre eficácia e segurança

A melatonina, conhecida como “hormônio do sono”, tem ganhado espaço nas prateleiras e nas conversas sobre saúde e bem-estar. Mas afinal, ela é realmente indicada para todos? Segundo a nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi, “a melatonina não é uma solução mágica para insônia ou cansaço. É um hormônio naturalmente produzido pelo nosso corpo e sua suplementação deve ser avaliada caso a caso”.

O papel da melatonina é regular o ciclo circadiano, ajudando o organismo a entender quando é hora de dormir e acordar. Ela age como um sinalizador biológico, preparando o corpo para o repouso. Apesar de parecer inofensiva, o uso indiscriminado pode trazer riscos. “Nem todo mundo precisa suplementar. Em pessoas jovens e saudáveis, a produção natural costuma ser suficiente”, alerta.

A suplementação pode ser útil em situações específicas, como em trabalhadores noturnos, pessoas com jet lag ou em casos de distúrbios diagnosticados do sono. Nesses cenários, a melatonina pode ser uma ferramenta importante, mas sempre com orientação profissional.

A dosagem e o tempo de uso devem ser individualizados. “O excesso pode desregular ainda mais o ciclo do sono e causar efeitos indesejados, como sonolência diurna”, afirma. Outro ponto relevante é que a melatonina não substitui hábitos saudáveis. “Dormir bem depende de rotina, ambiente adequado e alimentação equilibrada. O suplemento pode ajudar, mas não resolve sozinho”, diz Thainara.

A melatonina é uma aliada quando bem indicada, mas não deve ser vista como solução universal. “O ideal é buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer suplementação”, conclui.

(Foto: internet)




12 nutrientes que ajudam a proteger a pele dos efeitos do Sol

 

 
 

Mais do que o uso diário do protetor solar, a alimentação pode ser uma grande aliada contra os danos causados pelos raios ultravioletas (UV), graças a nutrientes que atuam como antioxidantes, que ajudam a  combater os radicais livres e reduzem o envelhecimento precoce.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de pele é o tipo mais comum no mundo, representando cerca de 1 em cada 3 diagnósticos de câncer. Embora o uso do filtro solar seja indispensável, a ciência mostra que determinados alimentos podem potencializar a defesa natural da pele.

“A fotoproteção é multifatorial. Não se trata apenas de passar protetor solar, mas também de fortalecer o organismo de dentro para fora. Nutrientes antioxidantes ajudam a neutralizar os radicais livres gerados pela exposição solar, prevenindo manchas, rugas e até alguns danos celulares mais profundos”, explica Dra. Lorena, médica e professora de dermatologia  da Afya Ribeirão Preto.

A nutrologia também reforça essa conexão entre prato e pele. Segundo a Dra Marcela Reges, nutróloga da Afya Goiânia, muitas pessoas buscam cápsulas milagrosas de vitaminas, mas esquecem que o melhor caminho é a alimentação equilibrada. “A base para uma pele saudável e protegida sempre será a alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, boas fontes de proteínas e gorduras. Cápsulas não substituem a nutrição natural que vem dos alimentos, elas podem complementar, mas nunca ocupar o lugar da comida de verdade”, explica a médica.

Os  nutrientes mais recomendados pelas especialistas para a saúde da pele em tempos quentes:

As médicas destacaram os principais nutrientes que, segundo elas, são essenciais para fortalecer a proteção natural da pele e mantê-la saudável nos períodos de maior incidência solar. A grande maioria destes componentes ajudam a prevenir os danos causados pelos raios UV, contribuem para a regeneração celular e favorecem uma aparência mais firme e luminosa. São eles:

1.Vitamina C

Presente em frutas cítricas, acerola, kiwi e pimentão.Auxilia na produção de colágeno e tem forte ação antioxidante.a

2.Vitamina E

Encontrada em oleaginosas (castanhas, amêndoas), sementes e azeite de oliva. Protege as membranas celulares contra danos oxidativos.

3 Licopeno

Nutriente presente no tomate, melancia e goiaba. Tem efeito fotoprotetor, ajudando a reduzir a vermelhidão após a exposição solar.

4. Betacaroteno

Abundante em cenoura, abóbora e manga. Contribui para a pigmentação da pele e aumenta a resistência contra os raios UV.

5.Polifenóis

Encontrados no chá-verde, cacau e frutas vermelhas. Combatem processos inflamatórios e reduzem os danos oxidativos causados pelo sol.

6.Ômega-3

Presente em peixes de água fria (salmão, sardinha), linhaça e chia. Ajuda na integridade da barreira cutânea, prevenindo inflamações e ressecamento.

7.Selênio

Potente antioxidante que atua em enzimas de defesa celular (glutationa peroxidase). Contribui na redução de danos causados por radicais livres.

8.Astaxantina

Carotenoide com forte ação antioxidante e anti-inflamatória. Possui efeito protetor contra fotoenvelhecimento, contra rugas e manchas.

9.Polypodium leucotomos

Extrato de samambaia tropical com ação antioxidante e imunomoduladora, adjuvante na fotoproteção.

10.Luteína: carotenoide 

Encontrado em vegetais verdes e ovos, protege a pele e também os olhos contra a luz visível e a radiação azul.

11.Nicotinamida (vitamina B3)

 Atua na reparação do DNA celular, reduz o risco de queratoses actínicas e até de câncer de pele não melanoma em grupos de risco.

12.Picnogenol (extrato do pinheiro marítimo francês)

Rico em polifenóis, melhora a microcirculação, aumenta a elasticidade da pele e auxilia na proteção contra radiação UV.




Saiba quais alimentos ajudam a manter a saúde íntima e quais atrapalham

 

 

O que você come pode afetar sua saúde, inclusive a íntima. Quando saudável, a vagina tem um pH naturalmente ácido e é rica em bactérias benéficas que ajudam a combater infecções. A alimentação tem papel importante para manter o equilíbrio vaginal.

“No nosso organismo existem bactérias benéficas e bactérias potencialmente prejudiciais e, dependendo do que ingerimos, favorecemos o crescimento de uma ou de outra. Ou seja, a alimentação influencia diretamente o equilíbrio da microbiota do nosso corpo. Por isso, o sobrepeso ou uma alimentação rica em açúcares, gorduras de baixa qualidade e excesso de carboidratos refinados pode favorecer a proliferação de microrganismos indesejáveis, contribuindo para o desequilíbrio da microbiota — inclusive da microbiota vaginal — criando um ambiente favorável para a proliferação da Candida”, explica a nutricionista, pós-graduada em Nutrição Clínica e funcional, Gabriela Souza.

A especialista afirma que uma alimentação limpa e anti-inflamatória é fundamental. Ela listou alimentos que ajudam na saúde íntima.

Alimentos ricos em fibras (prebióticos): Aveia, alho, cebola e banana ajudam a nutrir as bactérias benéficas do intestino.

Frutas e vegetais ricos em antioxidantes: Frutas vermelhas, folhas verdes, cenoura e abóbora ajudam a modular processos inflamatórios e fortalecem o sistema imunológico.

Gorduras boas:

Abacate, azeite de oliva e oleaginosas contribuem para a saúde metabólica e para a redução de processos inflamatórios no organismo.

Esses fatores também estão associados à melhora do estilo de vida como um todo, incluindo melhor composição corporal, redução de gordura e melhora da saúde metabólica.

De acordo com Gabriella, alguns hábitos alimentares podem favorecer o desequilíbrio da microbiota e estimular o crescimento de fungos. Entre eles:

• Excesso de açúcar e doces

• Alimentos ultraprocessados

• Produtos industrializados ricos em aditivos e conservantes

• Gorduras de baixa qualidade

• Excesso de carboidratos refinados

“Esses alimentos podem contribuir para picos glicêmicos e processos inflamatórios, o que impacta negativamente o equilíbrio da microbiota intestinal e, indiretamente, da microbiota vaginal.Além disso, o consumo frequente de álcool e excesso de café também pode contribuir para esse desequilíbrio”, acrescenta.

Além da alimentação, suplementos ajudam a manter a saúde íntima e te deixar protegida de infecções, como a Candidíase. “No consultório, sempre deixo muito claro que a suplementação vem para somar, mas ela não substitui a base. Não adianta apenas “comer saudável”. É necessário comer de forma estratégica e alinhada às necessidades do organismo. Quando conseguimos ajustar a base — especialmente com foco na modulação intestinal — a suplementação passa a atuar em um cenário muito mais favorável, potencializando os resultados. Se a base não é ajustada, muitas vezes a suplementação não consegue entregar todos os benefícios esperados”.

Gabriella destaca que algumas formulações modernas, como as desenvolvidas pela MaxFem, trazem nutrientes concentrados e direcionados para diferentes objetivos da saúde feminina. “Antes, era comum prescrever diversas suplementações separadas, fazendo com que a paciente precisasse consumir várias cápsulas diferentes ao longo do dia. Com formulações mais completas, é possível oferecer uma suplementação mais otimizada, prática e segura, facilitando a adesão ao tratamento. Os resultados costumam ser ainda melhores quando a suplementação está associada a mudanças no estilo de vida e a um manejo nutricional adequado”, aponta.

A nutricionista acrescenta que muitas pacientes relatam dificuldade em manter uma rotina de suplementação, principalmente quando precisam consumir várias cápsulas ao longo do dia. Pensando nessa praticidade, surgiram formatos mais modernos de suplementação, como as gomas mastigáveis, que facilitam muito a adesão ao uso. Um exemplo é o Imunofem Gummy, desenvolvido para oferecer uma forma prática e agradável de consumir probióticos no dia a dia.

O Imunofem Gummy é o primeiro e único probiótico em goma mastigável do Brasil, trazendo uma proposta inovadora dentro da suplementação voltada para a saúde feminina.

Entre os diferenciais do produto estão:

• Formato em goma mastigável, que facilita o consumo diário

• Zero açúcar, pensado para quem busca reduzir o consumo de açúcares na rotina

• Tabela nutricional limpa, com uma formulação cuidadosamente desenvolvida

“Esse formato torna o consumo mais simples e prático, ajudando muitas mulheres a manterem uma rotina mais consistente de cuidado com a saúde.Como sempre reforço para minhas pacientes: a suplementação funciona melhor quando vem associada a uma base bem ajustada, com alimentação equilibrada, manejo nutricional adequado e mudanças no estilo de vida. Quando esses fatores caminham juntos, o cuidado com a saúde intestinal e íntima tende a se tornar muito mais eficiente e sustentável ao longo do tempo”, conclui.




Brasil avança no uso de canetas emagrecedoras e especialista alerta para a importância de um tratamento completo

 

Dados recentes mostram que o Brasil enfrenta um crescimento expressivo dos índices de sobrepeso e obesidade. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, aproximadamente 68% da população brasileira adulta está acima do peso, sendo que 31% vivem com obesidade (Índice de Massa Corporal ≥ 30) e 37% têm sobrepeso, proporções com tendência de crescimento nos próximos cinco anos.

Dados da pesquisa Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, mostram que a obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, refletindo mudanças profundas nos hábitos alimentares, estilo de vida e fatores ambientais. Esses números estão alinhados às projeções globais de que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo, com tendência de atingir 1,5 bilhão até 2030.

A obesidade é considerada uma doença crônica e multifatorial, associada a fatores genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais. Além disso, pode ser o ponto de partida para outros problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer.

Diante deste cenário, no Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o debate sobre tratamentos para perda de peso ganha mais relevância. Nos últimos anos, medicamentos injetáveis conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, passaram a ocupar espaço central nas discussões sobre o controle da obesidade, tendo como atrativo a “promessa de emagrecimento rápido”.

O que são as canetas e como elas agem? 

As canetas emagrecedoras estão na categoria dos peptídeos e são análogos de hormônios produzidos pelo próprio organismo. Tanto o Ozempic, que tem a semaglutida como princípio ativo, quanto o Mounjaro, que é a tirzepatida, são análogos do GLP-1, que é um hormônio produzido pelas nossas células intestinais.

Explicando de forma simplificada, segundo a nutricionista Elaine Henzel, quando estamos nos alimentando e começamos a mastigar, o hormônio GLP-1 já começa a ser produzido e é ele o responsável por nos dar a saciedade. Só que este hormônio dura pouco tempo no nosso corpo, cerca de 5 minutos e logo depois baixa na corrente sanguínea e nos faz sentir fome novamente. Ou seja, ele atua neste circuito fome/saciedade.

Já as canetas emagrecedoras vão fazer a mesma função deste hormônio, porém com uma durabilidade muito maior, que pode ser de até 7 dias. Isso significa que a pessoa vai se sentir saciada por muito mais tempo.

“Imagina ir de algo que dura minutos, para algo que dura dias. É o que acontece com quem usa a caneta. Além de mexer neste centro da fome e da saciedade, ela também age em centros do cérebro, que acabam tendo uma enxurrada de dopamina quando são ligados à comida. Já que a comida também é um mecanismo dopaminérgico, pois comer é prazeroso!”, comenta Elaine Henzel, Nutricionista e Comunicadora Científica  da True.

A especialista esclarece que o fato destes “análogos” agirem tanto promovendo a saciedade por muito mais tempo, quanto atuando também reduzindo a vontade de busca pelo prazer por meio da comida, é extremamente positivo para quem enfrenta problemas neste sentido. A comida passa a não ser mais uma ameaça, o que é muito importante para muitas pessoas que têm problemas em relação ao peso.

“O ato de comer envolve muito mais coisas, é muito mais emoções e sentimentos que estão ligados àquele comportamento. Então os análogos de uma forma bem resumida agem tanto aumentando a saciedade e reduzindo a fome, quanto também diminuindo o desejo pela procura de comida. E é por isso que eles têm tanto sucesso.”, completa.

 Julgamento x Acompanhamento

Muito utilizadas nos tratamentos de obesidade, diabetes tipo 2 e síndromes metabólicas, a eficiência e a importância das canetas não podem ser negadas.

“Apesar de inicialmente serem desenvolvidas para o tratamento de diabetes tipo 2, em estudos “off label”, observou-se que elas atuavam com a redução de peso drasticamente, algo que pode, por exemplo, significar a retirada de uma pessoa para indicação de cirurgia bariátrica”, observa a profissional.

Mais do que julgar os motivos, ou até mesmo questionar quem opta pelas canetas por questões estéticas, mesmo que seja para perder poucos quilos, a nutricionista reforça que o principal papel dos profissionais de saúde é estarem prontos para acolher e orientar estes pacientes. Existem alguns casos que é preciso ficar em alerta: pessoas que têm problemas no pâncreas, alguma alteração hepática ou intestinal, ou ainda para quem faz o uso de hormônios, como anticoncepcional ou para a tireoide, com o risco inclusive de interferir em outros tratamentos. E por ser algo relativamente novo, efeitos e sintomas a longo prazo, ainda não são totalmente conhecidos.

Por agir de forma semelhante ao hormônio que o corpo já produz, é uma categoria de medicamento considerada segura. Porém sua procedência é um fator determinante para garantir que realmente este seja um tratamento seguro. Além disso, uma pré-avaliação médica é que vai determinar a dosagem ideal e o tempo de tratamento. Da mesma forma é necessário um acompanhamento ao longo do processo, tanto para que o paciente possa lidar com possíveis sintomas, quanto consiga fazer a “manutenção” correta e não corra o risco de posteriormente, ao deixar de fazer o uso do remédio, tenha uma regressão ou até ganhe mais peso do que estava antes.

A nutricionista explica que a maioria dos obesos é desnutrida, na verdade são obesos porque comem uma alta quantidade de comidas calóricas e energéticas, porém baixa densidade nutricional. Por isso é importante fazer um acompanhamento pré-uso de medicamento, para saber como está o padrão nutricional dessa pessoa, já que elas tendem a ter muito mais carências nutricionais. E através desta deficiência, surgem vários outros sinais e sintomas: fraqueza, memória fica ruim, não conseguem ter uma boa cognição, a imunidade fica fraca, o paciente começa a ter vários problemas em consequência de uma má nutrição.

Outro ponto de atenção é o baixo consumo de proteína. Naturalmente se é um paciente que  já não consumia proteína direito, ao tomar a medicação e não sentir fome, a tendência é comer menos ainda e isso pode levá-lo a perder massa muscular, o metabolismo fica mais lento do que já era e corre-se o risco de terminar o tratamento pior do que quando começou. A proteína tem que estar dentro da dieta dessa pessoa, por isso a necessidade de um acompanhamento com o nutricionista, para fazer o cálculo bem direitinho.

“Não é simplesmente comer um pratão de frango e de carne, senão isso vai ficar ali parado, porque esse medicamento causa uma “paralisia”, uma lentidão do movimento do estômago e do intestino. A gente causa uma gastroparesia, o estômago fica cheio durante muito mais tempo e por isso inclusive às vezes pode-se ter azia, eructação fétida (arroto com cheiro), o intestino pode ficar mais preguiçoso, porque ele está se movimentando de forma muito lenta. Precisamos pensar em toda técnica dietética, em como eu vou ofertar essas proteínas e nestes casos os nutrientes em forma de suplementos vão ser ótimos para esses pacientes”, conclui a nutricionista da True.

Sobre a True

A True é uma marca brasileira de suplementos alimentares criada em 2019 pelos sócios Patrick Schilte e Cristina Ferraz, com foco em produtos de alta pureza e ingredientes naturais voltados para performance e bem-estar.

A marca se diferenciou no mercado ao unir o conceito clean label a uma experiência sensorial superior, liderada pelo lançamento do True Whey, que rompeu padrões com sabores gourmet e um rótulo limpo. Essa filosofia avançou para o bem-estar mental com o True Magnésio + Inositol, referência em relaxamento e sono, e expandiu-se para a saúde integrada com a linha Family Care. Nela, o True Iron é o destaque, oferecendo ferro bisglicinato de alta absorção que elimina o sabor metálico e desconfortos gástricos, garantindo uma suplementação agradável para todas as idades.




Mais da metade dos brasileiros vive com excesso de peso

 

 

A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica e representa um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. No Brasil, dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, apontam que cerca de 22% dos adultos vivem com obesidade e mais de 57% apresentam excesso de peso, índices que vêm crescendo nos últimos anos.

Diante do cenário crescente, a endocrinologista do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Fernanda Magalhães, reforça que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e informação.

“A obesidade já afeta mais da metade da população adulta brasileira e aumenta o risco de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Falar sobre obesidade é falar sobre saúde, não apenas sobre estética”, destaca a especialista.

O que é obesidade e como ela é diagnosticada?

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que pode comprometer a saúde. O diagnóstico é feito principalmente por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), sendo considerado obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m². A avaliação médica também inclui análise da circunferência abdominal e investigação de comorbidades associadas.

Quais são os principais riscos para a saúde?

De acordo com a endocrinologista, o excesso de peso está relacionado a diversas complicações.

“A obesidade aumenta significativamente o risco de diabetes tipo 2, pressão alta, infarto, AVC, apneia do sono, problemas articulares e alterações hormonais. Além disso, impacta diretamente na qualidade e na expectativa de vida”, explica Fernanda.

Obesidade é apenas falta de disciplina?

A médica reforça que a doença não pode ser reduzida a uma questão comportamental.

“Obesidade não é falta de força de vontade. É uma doença multifatorial, que envolve fatores genéticos, hormonais, ambientais, emocionais e sociais. O tratamento exige olhar individualizado e acompanhamento profissional.”

Quais são as formas seguras e eficazes de tratamento?

O tratamento inclui mudança de hábitos alimentares, prática regular de atividade física, acompanhamento psicológico quando necessário e, em alguns casos, uso de medicações específicas ou indicação de cirurgia bariátrica, conforme critérios médicos.

“Obesidade tem tratamento e acompanhamento adequado faz toda a diferença. Procure orientação profissional e cuide da sua saúde com responsabilidade. Informação é o primeiro passo para a mudança”, finaliza Fernanda Magalhães.




Na onda das canetas emagrecedoras: como emagrecer de forma sustentável e permissiva?

 

Março é considerado o mês da obesidade, sendo o dia 4 instituído como o Dia Mundial da Obesidade. A data é um movimento global liderado pela World Obesity Federationgg (WOF), que tem como objetivo conscientizar e apoiar ações práticas para combater essa doença.

Segundo dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde  (OMS), cerca de 16% dos adultos do planeta têm obesidade e outros 43% têm sobrepeso. O levantamento anual realizado pelo Ministério da Saúde (pesquisa Vigitel), mostrou que a obesidade no Brasil saltou 118% de 2006 a 2024, chegando a uma proporção de 1 a cada 4 adultos, o que representa 25,7% dos brasileiros. Já com relação ao sobrepeso, os números chamam ainda mais a atenção, pois é algo que acomete a maioria da população brasileira, 62,6%.

Diante do cenário alarmante, a busca por dietas e alternativas “milagrosas” também é algo que cresce cada vez mais entre aqueles que enfrentam algum tipo de problema relacionado ao peso. Entre as opções mais recentes, que têm despertado a atenção  de muita gente e gerado debates, estão as chamadas “canetas emagrecedoras”.

Geovana Orlando, que é nutricionista da Lowçucar,  explica que estes medicamentos são da classe dos agonistas do GLP-1, que é um hormônio natural produzido no intestino após a ingestão de alimentos. Originalmente elas  foram desenvolvidas para o tratamento do diabetes tipo 2, porém posteriormente, estudos clínicos demonstraram impacto significativo na perda de peso.

De forma simplificada, o que as canetas causam no organismo é: uma redução significativa do apetite, um  retardo do esvaziamento gástrico, maior sensação de saciedade, redução da preferência por alimentos altamente calóricos e melhora no controle glicêmico.

Não existe milagre é preciso ter estratégias

Que as canetas emagrecedoras são eficientes nos tratamentos de obesidade, diabetes tipo 2 e de forma geral ajudam a emagrecer, não restam dúvidas. Porém, a profissional faz um alerta, tanto com relação a este tipo de medicamento, quanto para outras dietas e soluções que se popularizam entre as pessoas que estão em busca da redução de peso: não existe solução milagrosa.

“As canetas ajudam, mas se você não mudar sua relação com a alimentação o peso pode voltar. Sem adaptação alimentar, o corpo responde e depois cobra. É aqui que entra a estratégia, não é preciso cortar tudo, só é necessário escolher melhor”.

De acordo com a nutricionista da Lowçucar, mesmo usando caneta emagrecedora, picos glicêmicos podem atrapalhar a estabilidade energética e o controle do apetite. Uma boa dica, por exemplo, é combinar um carboidrato com proteína e gordura boa, isso reduz picos de glicemia e mantém energia estável por mais tempo.

Um estudo da Diabetes Obes Metab (2022) mostrou que um ano após a suspensão da semaglutida 2,4 mg, participantes recuperaram aproximadamente dois terços do peso perdido, junto com parte das alterações cardiometabólicas. Isso reforça que a medicação facilita a perda, mas a manutenção depende do ambiente metabólico que a pessoa constrói.

Existe um período mínimo de adaptação, o cérebro precisa reaprender e o paladar precisa mudar, o que não acontece do dia para a noite. Produtos zero ajudam nessa transição, pois reduzem o impacto do açúcar e facilitam a adaptação do paladar, o que ajuda a sustentar o processo. Restrição extrema aumenta compulsão e nestes casos o ideal é trabalhar a consciência alimentar, a redução da vontade exagerada por doce e fazer escolhas “menos piores” dentro da realidade.

“O objetivo não é apenas perder peso, é perder com qualidade metabólica e isso exige escolha inteligente. Se você mantém açúcar tradicional na rotina, mantém o mesmo estímulo no cérebro. Trocando o açúcar comum por versões zero, você reduz a carga glicêmica e facilita a adaptação do paladar. Além disso, priorize proteína e micronutrientes, preserve o músculo, evite deficiência nutricional e pratique atividade física com regularidade. A caneta começa o processo, mas as escolhas inteligentes mantêm o resultado”, complementa Geovana.