Emagreci, e agora? Perda rápida de peso pode afetar pele e cabelos, alerta dermatologista

 

 
O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” cresceu no Brasil nos últimos anos, impulsionado pela alta prevalência de sobrepeso e obesidade no país. Segundo dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mais de 57% dos brasileiros estão acima do peso e cerca de 22% já vivem com obesidade.

Com a popularização desses medicamentos, a dermatologia passou a observar um efeito colateral frequente: alterações na pele e nos cabelos após a perda rápida de peso.

De acordo com a dermatologista Dra. Stéphany Aragão, o emagrecimento acelerado pode desencadear queda capilar intensa, conhecida como eflúvio telógeno, além de flacidez, perda de viço e maior evidência de linhas de expressão.

“Quando há redução brusca de peso, o organismo passa por um estresse metabólico. Isso pode alterar o ciclo de crescimento dos fios e reduzir a sustentação da pele, especialmente quando há perda de gordura facial e corporal em pouco tempo”, explica.

Estudos clínicos internacionais já apontam aumento significativo de queixas como queda de cabelo e alterações cutâneas em pacientes submetidos a emagrecimento acelerado. No consultório, a dermatologista relata crescimento na procura por tratamentos para reposição de colágeno, bioestimuladores, terapias capilares e protocolos de recuperação da qualidade da pele.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia também alerta que a queda capilar após processos de estresse físico, como cirurgias, dietas restritivas ou perdas rápidas de peso, pode surgir de dois a três meses após o início do emagrecimento.

Segundo a médica, o acompanhamento dermatológico deve fazer parte do cuidado durante o processo.

“Não é apenas perder peso. É preservar a saúde da pele e do cabelo durante essa mudança. Avaliação individualizada, estímulo de colágeno, tratamentos capilares e orientação adequada fazem diferença no resultado final”, reforça.

A orientação é que pacientes que utilizam medicações para emagrecimento mantenham acompanhamento médico regular e procurem avaliação dermatológica diante de sinais como queda capilar excessiva, afinamento da pele, flacidez acentuada ou surgimento de manchas.

Stéphany Aragão




“Secar a barriga” com laxante? Nova moda ou ilusão perigosa de emagrecimento

 

Nos últimos meses, uma prática perigosa tem reaparecido nas redes sociais com uma nova roupagem: o uso de laxantes para “desinchar”, “secar a barriga” ou “emagrecer rápido”.

Vídeos com milhões de visualizações sugerem que o intestino “limpo” significa corpo mais magro. Comentários reforçam a ideia de que evacuar mais é sinônimo de eliminar gordura. Mas a fisiologia humana não funciona assim.

“O laxante não atua no metabolismo da gordura. Ele atua no intestino. O que se perde é água e conteúdo fecal, não gordura corporal”, explica o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima.

A diferença parece simples, mas é crucial e ignorá-la pode trazer consequências sérias.

A falsa sensação de emagrecimento

Quando uma pessoa usa laxante, o peso na balança pode até diminuir temporariamente. Isso acontece porque há eliminação de líquidos e resíduos intestinais.

Mas essa redução não representa perda de gordura, que depende de déficit calórico sustentado e de ajustes metabólicos reais.

“O problema é que essa falsa perda de peso gera reforço psicológico. A pessoa acredita que encontrou um atalho e passa a repetir o comportamento, muitas vezes sem perceber o risco”, afirma o médico.

Essa dinâmica pode abrir caminho para comportamentos compensatórios e distorções na relação com o próprio corpo.

O que o laxante realmente faz no organismo

Laxantes estimulam o intestino a eliminar fezes mais rapidamente ou aumentam o teor de água no conteúdo intestinal. O uso frequente pode causar:

  • Desidratação
  • Perda de eletrólitos como potássio e sódio
  • Cãibras e fraqueza muscular
  • Alterações no ritmo cardíaco
  • Dependência intestinal
  • Piora da constipação a longo prazo
  • Desequilíbrio da microbiota

A perda de potássio, por exemplo, pode interferir diretamente no funcionamento do coração. “Quando o uso se torna repetitivo, o intestino pode perder a capacidade de funcionar sozinho. A pessoa entra num ciclo de dependência que compromete não só a digestão, mas a absorção de nutrientes essenciais”, alerta Dr. Gustavo.

 

Gordura abdominal não se resolve no banheiro

A ideia de que o abdômen “estufado” é resultado apenas de fezes acumuladas é um mito.

A gordura abdominal está associada principalmente a:

  • Resistência à insulina
  • Inflamação crônica
  • Excesso calórico
  • Desequilíbrio hormonal
  • Estresse e privação de sono

Nenhum desses fatores é corrigido com laxante. “Secar a barriga não é sobre acelerar o intestino. É sobre melhorar o metabolismo como um todo”, explica o nutrólogo.

O alerta para a saúde mental

O uso de laxantes com finalidade estética também acende um alerta maior. Esse comportamento pode estar associado a distúrbios alimentares ou a uma relação distorcida com o corpo. A pressão estética, combinada com promessas de resultados rápidos, cria um terreno fértil para práticas de risco.

Quando a busca por emagrecimento começa a envolver métodos extremos, é sinal de que o cuidado precisa ir além da dieta. É necessário olhar para o comportamento alimentar e para a saúde emocional.

O caminho real para reduzir gordura abdominal

Não há atalhos seguros. A redução de gordura corporal exige:

  • Ajuste alimentar estruturado
  • Controle de ingestão calórica
  • Aumento de massa muscular
  • Sono adequado
  • Manejo do estresse
  • Avaliação hormonal quando necessário

Em muitos casos, o abdômen saliente não é apenas excesso de gordura, mas inflamação, retenção hídrica ou disfunção metabólica que precisam ser investigadas.

A promessa de “emagrecer rápido” sempre existiu. O problema é quando ela ignora princípios básicos da fisiologia e coloca a saúde em risco.

Laxantes não queimam gordura. Não aceleram metabolismo. Não tratam resistência à insulina. Eles apenas aceleram o trânsito intestinal e podem desacelerar a saúde.

“Emagrecimento saudável não é sobre esvaziar o intestino. É sobre reorganizar o metabolismo. Qualquer solução que ignore isso está vendendo ilusão”, conclui Dr. Gustavo de Oliveira Lima.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima

Médico CRM/SP 207.928

 

Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.




Três maneiras de perder gordura abdominal

 

Perder gordura abdominal, ou gordura da barriga, é uma meta comum para muitas pessoas. Sabemos inclusive que é por esse motivo que muitos recorrem a cirurgias plásticas, porém nem todos os procedimentos proporcionam essa perda de gordura abdominal.

Pensando nisso, separamos três dicas para ajudar a diminuir a medida dessa região:

  • Proteínas
  • Alimentos ricos em fibras
  • Exercícios regulares

Confira!

Coma mais proteína!

A proteína pode ser o macronutriente mais importante para a perda de peso. Pesquisas mostram que ela pode reduzir os desejos em 60% e aumentar o metabolismo em 80 a 100 calorias por dia.

  • Se a perda de peso é sua meta, adicionar proteína pode ser a mudança mais eficaz em sua dieta.

Experimente aumentar a ingestão de alimentos ricos em proteínas, como ovos inteiros, peixes, legumes, nozes, carnes e laticínios. Essas são as melhores fontes de proteína para a sua dieta.

Coma alimentos ricos em fibras

A fibra dietética é principalmente matéria vegetal indigesta.

  • Um estudo de revisão descobriu que 14 gramas adicionais de fibra por dia estavam associadas a uma redução de 10% na ingestão de calorias e, consequentemente, na perda de peso de cerca de 2kg em quatro meses.

A melhor maneira de obter mais fibras é comer alimentos como vegetais e frutas. As leguminosas também são uma boa fonte, assim como alguns cereais, como aveia integral.

  • É importante conversar com seu médico antes de introduzir esse ou qualquer suplemento em seu regime alimentar. Procure um nutricionista para lhe acompanhar nessa jornada de perda de peso.

Pratique exercícios regularmente

Os exercícios estão entre as melhores coisas que você pode fazer para aumentar suas chances de ter uma vida longa e saudável e para evitar doenças.

  • Isso não significa fazer apenas exercícios abdominais. O treinamento com pesos e exercícios cardiovasculares também reduzem a gordura em todo o corpo.

Os exercícios aeróbicos (como caminhar, correr e nadar) também podem permitir grandes reduções na gordura abdominal.

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.




Por Que Algumas Pessoas Chegam aos 50 com Aparência de 35?: Os avanços do Gerenciamento do Envelhecimento

 

Nas redes sociais, um tipo de imagem tem chamado atenção: fotos de duas pessoas com a mesma idade cronológica, mas com aparências completamente distintas. Enquanto uma demonstra sinais avançados de flacidez, manchas e perda de contorno, a outra aparenta vitalidade, firmeza e expressão preservada.

A pergunta surge quase automaticamente: o que faz duas pessoas da mesma idade envelhecerem de forma tão diferente?

A resposta, segundo especialistas, está em um conceito que vem ganhando força nos últimos anos: o gerenciamento do envelhecimento.

O envelhecimento deixou de ser passivo

Durante décadas, envelhecer foi tratado como um processo inevitável e praticamente intocável. Rugas, flacidez e manchas eram vistas como consequências naturais e sem grandes possibilidades de intervenção além de cirurgias tardias.

Hoje, esse cenário mudou. A ciência passou a entender o envelhecimento como um processo biológico, progressivo e, em grande parte, gerenciável.

“Envelhecer não é apenas contar anos. É um processo que envolve perda de colágeno, alterações hormonais, inflamação, exposição solar, alimentação, sono e hábitos de vida”, explica a farmacêutica bioquímica e especialista em estética avançada Carla Caixeta.

“Quando esses fatores são acompanhados e tratados ao longo do tempo, o envelhecimento acontece de forma muito mais equilibrada.”

A diferença entre tratar rugas e gerenciar o envelhecimento

O conceito de gerenciamento do envelhecimento parte de uma lógica diferente da estética tradicional. Em vez de esperar os sinais aparecerem para tentar corrigi-los, o foco está na prevenção, manutenção e estímulo biológico contínuo.

Isso significa:

  • estimular colágeno antes da flacidez avançar
  • tratar manchas ainda em estágios iniciais
  • preservar contornos faciais e corporais
  • manter a qualidade da pele ao longo dos anos

“O objetivo não é transformar o rosto de alguém, mas preservar sua identidade ao longo do tempo”, afirma Carla. “Quando o cuidado é feito de forma gradual e estratégica, o resultado é natural.”

As ferramentas que mudaram a forma de envelhecer

O avanço tecnológico ampliou as possibilidades de tratamento sem necessidade de cirurgias agressivas. Hoje, o gerenciamento do envelhecimento pode incluir:

  • Bioestimuladores de colágeno, que ativam a produção natural da proteína responsável pela firmeza da pele
  • Ultrassom micro e macrofocado, que atua nas camadas profundas, promovendo efeito lifting progressivo
  • Radiofrequência, que melhora a qualidade da pele e a circulação
  • Lasers e tecnologias regenerativas, que tratam manchas, textura e viço

Essas ferramentas não atuam apenas na superfície, mas na estrutura biológica da pele, estimulando processos naturais do organismo.

O tempo não passa igual para todos

A diferença entre duas pessoas da mesma idade está diretamente ligada a fatores como:

  • exposição solar acumulada
  • tabagismo e alimentação
  • qualidade do sono
  • níveis de estresse
  • genética
  • acesso a tratamentos preventivos

“O envelhecimento não é democrático. Ele responde aos estímulos que o corpo recebe ao longo da vida”, explica a especialista.

Estética como ferramenta de longevidade

O conceito de gerenciamento do envelhecimento não está ligado à busca por juventude eterna, mas sim à qualidade do processo de envelhecer.

Hoje, a estética bem feita não cria rostos artificiais. Ela preserva, estrutura e rejuvenesce com naturalidade. É um cuidado contínuo, quase como a manutenção de um organismo vivo, que responde melhor quando recebe estímulos corretos ao longo do tempo.

O gerenciamento do envelhecimento reflete uma mudança cultural. A ideia não é negar o tempo, mas envelhecer com vitalidade, identidade e equilíbrio. “Porque, no fim das contas, a diferença entre duas pessoas da mesma idade não está apenas nos anos vividos, mas na forma como esses anos foram cuidados”, conclui a especialista Carla Caixeta.

Sobre a especialista

Farmacêutica bioquímica, Carla Caixeta é referência em estética avançada, naturalidade e estímulo de colágeno. À frente da Clínica Orphia, seu trabalho se destaca pela abordagem personalizada e pelo cuidado em alinhar tecnologia, saúde da pele e bem-estar.




Entenda as mudanças na pele durante a menopausa

 

 
 

Você está na menopausa e tem aquela sensação de que o creme que funcionava há dois anos parou de funcionar? De que a pele parece papel? De que o rosto está mais flácido do que deveria para sua idade? Não é impressão. E não é “da idade”.

A médica Isabel Martinez explica que o estrogênio — aquele hormônio que a gente associa com menstruação e fertilidade — é, na verdade, o grande arquiteto da pele feminina.

“Ele está em todo lugar: nas células que fabricam colágeno, nas que formam a barreira protetora, nas que produzem a oleosidade natural, até nos vasinhos que nutrem a pele por dentro. Quando o estrogênio cai, tudo cai junto. E cai rápido”

De acordo com Dra. Isabel, uma das descobertas mais impactantes da dermatologia é esta: nos primeiros cinco anos de menopausa, a pele pode perder até 30% do seu colágeno total.

“Não em décadas. Em cinco anos. E esse número não depende da sua idade — depende de quanto tempo faz que a menopausa começou. Uma mulher de 42 com menopausa precoce pode ter a mesma perda de colágeno que uma de 58.

É por isso que a menopausa não é “envelhecimento”. É uma transição. O corpo todo muda de regime — e a pele é o primeiro lugar onde isso aparece. Na prática, o que acontece é um efeito dominó: a pele fica mais fina (menos colágeno), mais seca (menos oleosidade natural e menos ácido hialurônico), mais sensível (a barreira enfraquece), mais flácida (as fibras elásticas se desorganizam) e cicatriza mais devagar (porque o fluxo sanguíneo na derme diminui). Tudo ao mesmo tempo”.

As “células-zumbi” que ninguém te contou

Em 2025, pesquisadores da Mayo Clinic e da Charité de Berlim publicaram uma revisão mostrando que existe outro vilão no envelhecimento da pele — além do sol, além do tempo, além dos hormônios. São as células senescentes.

“Toda célula do seu corpo tem um ciclo de vida. Nasce, trabalha, morre, é substituída. As células senescentes são as que pararam de trabalhar, mas não morrem. Ficam ali, ocupando espaço, e — pior — soltando substâncias inflamatórias que danificam as células vizinhas. É como um colega de trabalho que desistiu, mas fica na sala de reunião atrapalhando todo mundo”;

De acordo com Dra. Isabel, os cientistas chamam essas substâncias de SASP — um perfil inflamatório que degrada o colágeno, gera estresse oxidativo e recruta mais inflamação.

“Um ciclo que se retroalimenta. E aqui entra a menopausa: o estrogênio tinha um papel protetor contra o acúmulo dessas células. Sem ele, a pele acumula “zumbis celulares” mais rápido”

A médica esclarece que ciência já está desenvolvendo substâncias que eliminam essas células (os senolíticos) ou que silenciam suas emissões inflamatórias (os senomórficos). Algumas delas são naturais — como a fisetina, encontrada em morangos e maçãs, e a apigenina, do chá de camomila. “Ainda estamos no estágio de pesquisa, mas o conceito é poderoso: não basta repor o que se perdeu. É preciso limpar o que está inflamando”.

Sua pele tem um ecossistema. E ele também muda na menopausa

Você provavelmente já ouviu falar em microbioma intestinal — as bactérias que vivem no nosso intestino e influenciam tudo, de imunidade a humor. O que é menos conhecido: a pele também tem o seu próprio ecossistema de microrganismos. E ele muda com a menopausa.

Um estudo publicado recentemente mostrou que mulheres pós-menopausa têm significativamente menos Lactobacillus na superfície da pele facial — o mesmo fenômeno que acontece na mucosa vaginal. O mais interessante: os pesquisadores concluíram que o status menopausal é um indicador melhor do que a idade cronológica para prever o perfil microbiano da pele.

“O que isso significa na prática? Que tratar a pele na menopausa sem considerar o seu ecossistema microbiano é tratar metade do problema. Produtos muito agressivos, com excesso de ingredientes antibacterianos, podem estar piorando a situação. O futuro da dermatologia menopausal passa por cuidar também das bactérias boas”, destaca Martinez.

“Por que minha pele ficou tão seca?”

Dra. Isabel conta que essa é a queixa número um no consultório. E a resposta não é “use mais hidratante”. Ela afirma que a pele seca da menopausa é diferente da pele seca de quem não bebe água ou usa sabonete errado. É fisiopatológica — tem múltiplas causas simultâneas:

“O ácido hialurônico — que é a principal “esponja” de água da pele — diminui porque o estrogênio era quem mandava produzi-lo. As glândulas sebáceas produzem menos óleo, então aquele manto protetor natural que impedia a água de evaporar fica insuficiente. A epiderme fica mais fina e menos eficiente como barreira. E, como acabamos de ver, o microbioma se desorganiza, reduzindo espécies que ajudavam a manter a acidez e a hidratação da superfície”.

Não é uma causa. São quatro. Ao mesmo tempo.

A médica esclarece que o tratamento inteligente trabalha em camadas: primeiro, reconstruir a barreira (emolientes com ceramidas, óleos vegetais que imitam os lipídios naturais da pele, limpeza suave com pH 5,0-5,5). Depois, reter a água que já está ali (ácido hialurônico tópico, glicerina, ureia). E, quando possível, tratar a causa — que é hormonal.

O que realmente funciona?

Dra. Isabel Martinez explica que é preciso honestidade para responder o que realmente funciona, porque existe o que é popular, o que é promissor e o que tem ciência de verdade. Ela elencou os três.

O que já tem evidência forte:

Retinoides (tretinoína, retinol) continuam sendo o padrão-ouro para estimular colágeno novo. O problema? A pele na menopausa muitas vezes não tolera. Está mais fina, mais seca, com a barreira fragilizada. É preciso começar devagar, com concentrações mínimas e muito suporte de hidratação.

Vitamina C é mais do que antioxidante — é literalmente a matéria-prima que o corpo precisa para fabricar colágeno. Sem vitamina C, a enzima que monta as fibras de colágeno não funciona. Para pele sensibilizada, prefira versões estabilizadas (menos irritantes que o ácido puro).

Niacinamida (vitamina B3) é talvez o ativo mais versátil e gentil para a pele madura. Ela faz algo essencial: ensina a pele a produzir mais ceramidas — que são os “tijolos” da barreira cutânea. Quando a barreira funciona, tudo melhora: hidratação, sensibilidade, inflamação. Funciona bem em concentrações de 2 a 5%.

Ácido hialurônico tópico em diferentes tamanhos de molécula. O grande forma um filme protetor. O pequeno penetra e hidrata mais fundo. Os dois juntos funcionam melhor do que qualquer um sozinho.

Colágeno hidrolisado oral (2,5 a 10 gramas por dia). Não é modismo. Uma meta-análise — que é o nível mais alto de evidência científica — mostrou melhora consistente em hidratação, elasticidade e firmeza da pele. Os peptídeos não viram colágeno direto: eles funcionam como mensageiros que dizem aos fibroblastos “produza mais”. A combinação com vitamina C potencializa o efeito.

O que é promissor (mas precisa de mais pesquisa):

Bakuchiol — chamado de “retinol botânico”. Um estudo publicado no British Journal of Dermatology mostrou que ele melhora rugas e pigmentação tanto quanto o retinol, mas sem a irritação. Para quem não tolera retinoides, é a melhor alternativa que temos hoje. E tem um bônus: ele também age como fitoestrógeno, ativando receptores de estrogênio na pele. Mas atenção: a maioria dos estudos usou formulações combinadas — ainda precisamos de mais pesquisa com bakuchiol isolado.

Fitoestrógenos tópicos (como a genisteína da soja). Estudos brasileiros, da UNIFESP, mostraram que um gel de genisteína aplicado por 24 semanas aumentou colágeno e ácido hialurônico na pele de mulheres pós-menopausa. Não é tão potente quanto o estrogênio tópico, mas funciona — e sem efeito sistêmico.

O que está chegando (mas ainda não é hora de usar):

Segundo a médica, os senolíticos e senomórficos são substâncias que eliminam ou silenciam as células-zumbi. Mas eles estão em fase de ensaios clínicos. “Os pré e pós-bióticos específicos para o microbioma da pele madura. Tudo isso é ciência em movimento. Vale acompanhar. Mas não vale se medicar com base nisso — ainda”

 

Dra. Isabel Martinez (CRM-SP 115398 | Coren-SP 89562) Médica com mais de 20 anos de atuação em saúde feminina. Com passagens por Harvard e University of Chicago. Fundadora da CLIMEX Academy e criadora do conceito Climex®️. Palestrante no IMCAS World Congress 2026 (Paris). Entrou na menopausa aos 38 anos — e fez disso ciência. CEO | Climex®️ | Clínica Martinez®️ Procure sempre seu médico de confiança. Siga @draisabelmartinez




Terapia de compressão graduada é aliada fundamental no tratamento do linfedema

 

O tratamento com suporte da compressão, entre outras terapias, auxilia no processo de redução dos edemas causados pela doença. Foto: SIGVARIS GROUP.

  • O linfedema provoca inchaços desproporcionais, dores e limitações de movimento que comprometem o bem-estar dos pacientes. A doença pode ter origem em malformações congênitas no sistema linfático ou consequências de intervenções externas.
  • A terapia de compressão é uma das abordagens indispensáveis para auxiliar o sistema linfático no escoamento do excesso de líquido e prevenir o aumento do volume no membro afetado.
  • Entre os principais grupos atingidos por essa condição estão as mulheres.

O manejo eficaz do linfedema exige uma abordagem que une cuidados diários e o uso indispensável de compressão. Caracterizada pelo acúmulo de líquido linfático nos tecidos, a doença provoca inchaços desproporcionais, dores e limitações de movimento. Para combater esses sintomas e evitar complicações graves, como infecções e edemas persistentes, o diagnóstico precoce e a aplicação de pressão externa tornam-se essenciais para a qualidade de vida do paciente.

A doença ocorre quando o sistema linfático, responsável por drenar os fluidos corporais e filtrar impurezas, enfrenta dificuldades devido a obstruções ou danos aos vasos. Ao perceber os primeiros sintomas, o paciente deve procurar imediatamente um médico angiologista ou cirurgião vascular. O diagnóstico ocorre por meio de exame clínico e pode ser complementado por exames como a linfocintilografia e a ultrassonografia Doppler.

Entre as várias abordagens multidisciplinares do tratamento está o uso de compressão graduada a aplicação de pressão externa é indispensável para auxiliar o sistema linfático no escoamento do excesso de líquido e prevenir o aumento do volume no membro afetado. Como resultado, há a melhoria da circulação local e o alívio dos sintomas.

Tecnologia de compressão a serviço do paciente

A eficácia do tratamento reside na aplicação de uma pressão externa que compensa a falha dos vasos no transporte dos fluidos. Esse mecanismo reduz o espaço entre os tecidos, ação que acelera a velocidade do fluxo e impede que o excesso de líquido se acumule nos membros. Para que esse processo ocorra com precisão, o uso de dispositivos com tecnologias específicas é fundamental, pois eles permitem que a pressão exercida seja adequada para cada estágio da doença.

Além da compressão, conheça cinco cuidados essenciais para manter ao longo do tratamento:

  1. Higiene rigorosa da pele: manter a área hidratada e limpa previne fissuras que servem de porta de entrada para bactérias.
  2. Prática de exercícios terapêuticos: atividades de baixo impacto estimularão a circulação linfática e favorecerão a drenagem natural.
  3. Manutenção do peso corporal: o controle da obesidade diminui a pressão sobre os vasos linfáticos.
  4. Prevenção de traumas: evitar ferimentos no membro afetado reduzirá o risco de infecções graves.
  5. Elevação do membro afetado: repousar com a perna ou braço elevado ajudará a gravidade a reduzir o acúmulo de fluidos.

Mulheres são as mais afetadas

Conforme estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o linfedema primário atinge cerca de uma a cada seis mil pessoas desde o nascimento. A doença também se manifesta de forma precoce em 1,8% dos homens e 12,4% das mulheres. Já o quadro secundário afeta majoritariamente as mulheres e está presente em 20% das pacientes operadas por câncer de mama. A condição surge frequentemente como uma consequência de cirurgias oncológicas, radioterapia ou infecções.

Experiência em compressão médica

Nesse cenário, as soluções da SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade, oferecem suporte técnico por meio de dispositivos inelásticos e de baixa elasticidade. O Compreflex, por exemplo, permite o ajuste imediato da compressão conforme a redução do inchaço ocorre, aumentando o resultado positivo do tratamento e a qualidade de vida do paciente.

Escute suas Pernas

Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP lançou a campanha “Escute Suas Pernas”, que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.




Campanha alerta a população sobre os malefícios da exposição solar sem proteção

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove, durante todo este mês, a campanha Janeiro Bronze: cuidados com as crianças no verão!, organizada pelo Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. O objetivo da ação é alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância da prevenção dos efeitos da exposição solar, que pode trazer sérias complicações à saúde dos pequenos, como desidratação, queimaduras, envelhecimento precoce, entre outros problemas. 

Conforme explica Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da SPSP e coordenadora da campanha, o Janeiro Bronze visa alertar pais, cuidadores e profissionais de saúde para os riscos da exposição solar na infância e adolescência, enfatizando a importância da fotoproteção desde cedo. “O intuito dessa conscientização é prevenir tanto os efeitos imediatos (como queimaduras, brotoejas, desidratação, infecções de pele e dermatoses) quanto os efeitos tardios — especialmente o risco aumentado de lesões pigmentadas, nevos e câncer de pele na vida adulta”, revela a médica.

Para Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, a ação é bastante oportuna, pois o verão eleva as temperaturas e há um aumento da exposição solar das crianças, inclusive por ser período de férias escolares, momento de diversão dos pequenos, seja em casa, na praia, no clube ou no parque. “Mas é preciso ter muita atenção com as crianças durante o verão. Os cuidados devem ser redobrados em relação à hidratação, alimentação, vestuário e horário de exposição ao sol”, orienta o pediatra.

Segundo Silmara, a fotoproteção regular evita queimaduras, danos agudos ou cumulativos, risco de lesões pigmentadas e futuro câncer de pele. “As recomendações de rotina — protetor solar, roupas, chapéu, sombra, evitar sol entre 10h–15h, hidratação, alimentação leve — continuam como pilares do Janeiro Bronze. “A campanha também incentiva a realização de exames dermatológicos periódicos para avaliação de nevos e lesões pigmentadas, pois algumas podem evoluir para malignidade se não monitoradas”, afirma. De acordo com Barsanti, os pediatras têm papel importante no que diz respeito aos cuidados durante a estação mais quente do ano, não só por fazerem o acompanhamento desde o momento do nascimento até a adolescência, mas também por serem os principais orientadores em relação à saúde da população pediátrica. “Com o calor, deve-se aumentar a oferta de líquidos, para evitar desidratação, e sempre lembrar do uso dos protetores solares, fundamentais para barrar os malefícios dos raios ultravioleta”, conclui o médico.




Pediatra orienta sobre o uso correto de protetor solar e repelente em crianças

 

Com o aumento do tempo ao ar livre, chegam também dúvidas frequentes entre os pais de crianças: bebê pode usar protetor solar? E repelente? Qual produto aplicar primeiro? Para orientar as famílias, o pediatra Dr. Miguel Liberato reforça os cuidados essenciais para garantir uma estação mais segura para as crianças.

Segundo o especialista, o uso de repelentes é seguro na infância, desde que respeitadas a idade e a formulação adequada. “Bebês menores de seis meses não devem usar repelente. Nessa fase, a proteção deve ser feita com roupas leves, mosquiteiros, telas e evitando horários com maior presença de insetos”, explica. A partir dos seis meses, porém, o uso já é permitido. “Os repelentes à base de icaridina são uma excelente opção, pois são bem tolerados pela pele infantil e eficazes contra diferentes insetos”, afirma. Dos seis meses aos dois anos, a aplicação costuma ser de uma vez ao dia e, após essa idade, pode chegar a duas aplicações diárias, sempre seguindo o rótulo. Ele também orienta atenção à composição do produto. “Prefira produtos infantis, hipoalergênicos, sem perfume e, de preferência, sem desreguladores endócrinos”, ressalta.

Em relação ao protetor solar, o cuidado também varia conforme a idade. “Crianças menores de seis meses não devem usar protetor solar. A recomendação é evitar sol direto, priorizar sombra, chapéus e roupas com proteção UV”, detalha o pediatra. Após essa idade, o produto já pode ser incluído na rotina. “O ideal é escolher protetor solar infantil com FPS 30 ou mais, filtros físicos ou minerais, resistente à água e sem álcool ou fragrâncias fortes”, orienta. A aplicação deve ser feita antes de sair de casa e reaplicada a cada duas horas, ou após contato com água e suor, sem esquecer áreas como orelhas, pescoço, mãos e pés.

Por fim, o Dr. Miguel esclarece a dúvida mais comum do verão: a ordem de aplicação. “A regra é simples: primeiro o protetor solar, depois o repelente. Assim, protegemos a pele contra os danos do sol e, ao mesmo tempo, prevenimos doenças como dengue, zika e chikungunya”, conclui.




Atividade física ativa “farmácia natural” do cérebro e fortalece saúde mental, aponta médico

 

A prática regular de atividade física vai muito além da estética ou da perda de peso

Ao se movimentar, o corpo aciona uma complexa resposta bioquímica no cérebro, com liberação de neurotransmissores e substâncias neuroprotetoras que impactam diretamente o humor, a cognição, o sono, o controle do estresse e a saúde mental a longo prazo.
 
 

 

Durante o exercício, o cérebro aumenta a produção de serotonina, dopamina, noradrenalina, endorfinas, GABA e fatores neurotróficos, além de estimular novas conexões sinápticas. O resultado é uma melhora global do funcionamento cerebral e do equilíbrio emocional.

De acordo com o médico nutrólogo Dr. Adriano Faustino, especialista em metabolismo e medicina funcional, “a atividade física é uma das ferramentas mais poderosas que temos hoje para modular a química cerebral de forma natural, segura e sustentável”.

Essas substâncias liberadas durante o movimento atuam como verdadeiros “medicamentos naturais” produzidos pelo próprio organismo:

– Endorfina: reduz a percepção da dor e promove sensação de prazer e bem-estar

– Dopamina: está associada à motivação, foco, disciplina e sensação de recompensa

– Serotonina: contribui para a melhora do humor, do sono e do controle da ansiedade

– Noradrenalina: aumenta energia, atenção, estado de alerta e desempenho mental

– GABA: ajuda a reduzir a hiperatividade cerebral, promovendo relaxamento

– Fatores neurotróficos, como o BDNF: estimulam a neuroplasticidade, a memória e a proteção dos neurônios

Segundo o Dr. Adriano Faustino, “quando o exercício se torna regular, o cérebro passa a funcionar de forma mais eficiente, com melhor resposta ao estresse, mais clareza mental e maior estabilidade emocional”.

Estudos científicos mostram que esse estímulo neuroquímico contínuo está associado a uma série de benefícios práticos no dia a dia:

– Redução do estresse e da ansiedade

– Melhora do humor e da qualidade do sono

– Aumento da concentração e da memória

– Mais disposição física e mental

– Menor risco de depressão e declínio cognitivo

– Proteção contra doenças metabólicas e neurodegenerativas

Quanto de exercício é necessário para obter os benefícios

As diretrizes internacionais de saúde indicam que os efeitos positivos do exercício sobre o cérebro e o metabolismo podem ser alcançados com:

– 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhadas rápidas ou pedaladas

– ou 75 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos intervalados

– Treinos de força pelo menos duas vezes por semana, fundamentais para a saúde muscular, metabólica e neurológica.

Sobre esse ponto, o especialista ressalta que “não é a intensidade extrema que gera resultados, mas a constância. Seguir essas recomendações já é suficiente para ativar mecanismos profundos de proteção cerebral, equilíbrio hormonal e prevenção de doenças”.

Não importa qual atividade, importa que faça sentido para você

Outro aspecto essencial é que não existe um único tipo de exercício ideal. O mais importante é encontrar uma atividade que traga prazer, bem-estar e seja possível manter ao longo do tempo. Caminhada, musculação, corrida, mas também natação, hidroginástica, dança, pilates, yoga ou atividades funcionais são capazes de ativar esses mesmos mecanismos neuroquímicos quando praticadas com regularidade.

 

 
Segundo o Dr. Adriano Faustino, “o melhor exercício é aquele que a pessoa consegue manter. Quando há prazer e identificação com a atividade, a adesão aumenta e os benefícios para o cérebro e para a saúde se consolidam”.



Alimentação leve e hidratação são aliadas da saúde durante o verão

 

As altas temperaturas do verão impõem desafios extras ao organismo, relacionados ao gasto energético e à hidratação. Com o aumento da transpiração, há maior perda de água e minerais, o que torna a alimentação um fator decisivo para a manutenção da saúde e do bem-estar nessa época do ano. De acordo com a professora de Nutrição da Estácio, Camila Crivelli, a escolha dos alimentos deve considerar leveza, fácil digestão e alto índice de hidratação.

Durante os dias mais quentes, o corpo direciona parte de sua energia para a regulação da temperatura corporal, o que pode resultar em sensação de cansaço, indisposição e redução do apetite. “Alimentos pesados, muito gordurosos e frituras exigem mais do sistema digestivo, aumentando a sensação de mal-estar, sonolência e indisposição no calor. Além disso, podem agravar o enjoo, refluxo e desconforto abdominal, comuns nessa época do ano”, explica a especialista. Em contrapartida, preparações mais leves favorecem o conforto gastrointestinal e a disposição ao longo do dia.

Entre os principais aliados da alimentação no verão estão as frutas e as hortaliças com alto teor de água, como melancia, melão, abacaxi, laranja, morango, pepino, alface, tomate e abobrinha. Esses alimentos ajudam na hidratação e no fornecimento de vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do organismo. A ingestão regular de água, sucos naturais, água de coco e chás gelados preferencialmente sem açúcar, complementa esse cuidado e ajuda a manter o equilíbrio do organismo.

A desidratação é uma das principais preocupações no período e pode se manifestar por sinais como sede intensa, ressecamento da boca e dos lábios, diminuição do volume urinário, urina escura, dor de cabeça, tontura e fadiga. “É importante olhar com mais atenção para crianças e idosos, pois a percepção da sede pode ser menor entre eles”, alerta Camila. O consumo excessivo de alimentos ou bebidas muito geladas também são grandes vilões nessa estação do ano, podendo causar desconfortos, como dores abdominais, gases e até alterações no funcionamento do intestino, especialmente em pessoas mais sensíveis. O ideal é consumir alimentos frescos ou levemente gelados, evitando extremos.

Para enfrentar o verão com mais saúde e disposição, a professora explica sobre a importância de uma alimentação equilibrada e variada. “A alimentação ideal no verão deve ser leve, colorida e variada, com destaque para os alimentos ricos em água, frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, carnes magras, peixes e ovos, além de boa ingestão de líquidos ao longo do dia. Isso ajuda a manter o corpo hidratado, disposto e saudável”, conclui.