Verão e Piscina: como proteger a pele durante os dias de lazer
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Com o verão, a pele passa a enfrentar um período de maior exposição ao sol, ao calor e à umidade, fatores que exigem cuidados redobrados antes, durante e depois dos dias mais quentes.
Se, por um lado, a estação convida a atividades ao ar livre e ao contato mais frequente com o sol, por outro, aumenta os riscos de queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e desidratação cutânea.
Preparar a pele, adotar estratégias eficazes de proteção e investir nos cuidados pós-sol são passos essenciais para manter a saúde e a aparência da pele ao longo do verão, sem abrir mão do prazer da estação.
Camilee Tostes, dermatologista e alergista e afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada, traz recomendações de cuidados. Confira:
Fases do Cuidado
• Preparação:
– Esfoliação Corporal: uma esfoliação suave semanal remove células mortas e prepara a pele para um bronzeado mais uniforme.
A esfoliação corporal pode ajudar na preparação da pele para o verão. Ela remove o excesso de células mortas da superfície da pele, deixando-a mais uniforme e com melhor capacidade de absorver hidratantes.
Quando feita de forma suave, uma vez por semana, contribui para um bronzeado mais homogêneo e reduz o aspecto opaco e áspero da pele. Porém é importante evitar esfoliações agressivas ou muito frequentes, pois isso pode sensibilizar a pele e aumentar o risco de irritações e manchas.
– Hidratação Intensa: use cremes ricos em ureia ou manteigas antes da temporada para criar uma barreira protetora;
A hidratação é muito importante. Uma pele bem hidratada apresenta uma barreira cutânea mais íntegra, o que ajuda a reduzir a perda de água, a sensibilidade e a descamação após a exposição solar.
Antes da exposição, é indicado o uso de hidratantes corporais mais potentes, com ativos como ureia em baixas concentrações, manteigas vegetais, ceramidas e pantenol.
Esse cuidado prepara a pele para resistir melhor às agressões solares e manter a aparência saudável por mais tempo.
• Proteção (Durante o Sol):
– Dicas e Escolha do FPS :
– Dia a dia/Cidade: FPS 30;
– Praia/Piscina/Atividade Física: FPS 50 ou superior, resistente à água;
– Reaplicação: o protetor deve ser reaplicado a cada 2 horas ou imediatamente após entrar na água ou suar excessivamente.
A escolha do protetor solar deve considerar o tipo de exposição. Para o dia a dia na cidade, um FPS 30 é suficiente, desde que tenha proteção contra os raios UVA e seja reaplicado corretamente. Já para praia, piscina ou atividades físicas ao ar livre, o ideal é FPS 50 ou superior, com resistência à água e ao suor. Além do fator de proteção, é fundamental aplicar a quantidade adequada e não esquecer áreas como orelhas, pés, pescoço e couro cabeludo.
O protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas ou sempre após entrar na água, suar excessivamente ou se secar com toalha. Mesmo produtos resistentes à água perdem eficácia ao longo do tempo.
É importante também o uso de chapéus, viseiras, barracas, roupas com proteção UV e a ingestão constante de água para evitar a desidratação.
• Pós-Sol (Recuperação):
– Calmantes: loções com aloe vera (babosa) e água termal (spray) ajudam a acalmar a pele queimada e a reduzir a vermelhidão, diminuindo a inflamação. Pedir mais 1 ou 2 dicas de calmante caseiros naturais.
Após o sol, a pele entra em um processo inflamatório e precisa de cuidados calmantes e reparadores. Produtos com aloe vera, água termal, pantenol, calêndula e camomila ajudam a aliviar a vermelhidão, o ardor e a sensação de calor, além de acelerar a recuperação da barreira cutânea.
Quanto mais rápido esse cuidado é iniciado, menor tende a ser o dano residual à pele.
FONTE:
Camilee Tostes, dermatologista e alergista e afiliada do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais)/RJ, especialista em estética avançada.
Médica Dermatologista Clínica-Cirúrgica, pós-graduada pela Faculdade Souza Marques e Instituto Pele Saudável, Alergologista e Imunologista pós graduada pela PUC-RIO. Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. CRM: 5289149-5. RQE N°: 28479.
| O Brasil vive um aumento significativo de casos de intoxicação alimentar em 2025. Entre janeiro e agosto, os atendimentos hospitalares por ingestão de alimentos contaminados já somam 64 mil, o que corresponde a 56,6 por cento de todo o volume registrado em 2024, segundo dados obtidos pela CBN junto ao Ministério da Saúde.
Para a especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize, o cenário acende um alerta sobre as condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos no país. “Os números mostram que a população está adoecendo por motivos que poderiam ser evitados. Falta cuidado, falta informação e falta vigilância no ponto certo”, afirma. Dados nacionais reforçam a gravidade da situaçãoA Organização Mundial da Saúde estima que 200 doenças podem ser causadas pela ingestão de alimentos contaminados. Globalmente, há 600 milhões de casos por ano e 420 mil mortes. No Brasil, o problema é subnotificado. Muitos casos nunca chegam ao sistema de saúde porque os sintomas se confundem com outras doenças e grande parte da população opta pela automedicação. O farmacologista Lucas Ferreira Alves reforça que os sintomas podem aparecer entre 30 minutos e 72 horas após o consumo, e que sinais como febre, vômitos, diarreia e dores abdominais devem motivar procura imediata por atendimento. Falta de educação sanitária aumenta o riscoO estudo da UVV com Ohio State University (PLOS ONE, 2024) mostrou hábitos que favorecem a contaminação: • armazenamento inadequado de hortaliças; • uso da mesma tábua de corte para alimentos crus e prontos; • higienização incompleta das folhas; • falta de controle de temperatura no preparo de carnes. Para Paula, esses dados ajudam a explicar a escalada de intoxicações. “Uma comida mal armazenada, um salgado comprado às pressas, uma planta não identificada, um restaurante sem boas práticas. Tudo isso se soma e cria o cenário que vemos hoje.” Como o consumidor pode se protegerPaula orienta cuidados simples, mas essenciais: • observar limpeza do local antes de comprar ou consumir alimentos; • evitar folhas verdes sem procedência conhecida; • não consumir alimentos com odor alterado ou embalagem estufada; • higienizar frutas e verduras com solução clorada; • manter carnes refrigeradas e nunca recongelar alimento descongelado; • denunciar irregularidades à vigilância sanitária ou ao Procon. “Intoxicação alimentar não é azar. É consequência direta de práticas inseguras. A prevenção depende de todos: poder público, empresas e consumidores”, afirma. |
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Minas Gerais – Novembro de 2025. Celebrado amanhã, 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes intensifica o debate sobre a prevenção e o controle da doença. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o número de pessoas com a condição pode chegar a 853 milhões até 2050. No Brasil, o quadro também é alarmante. De acordo com dados do IBGE e do Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com diabetes, e um em cada três ainda desconhece o diagnóstico. A médica endocrinologista da Afya Educação Médica de Montes Claros, Dra Sayra Lacerda de Oliveira, comenta que quando o diagnóstico é feito antes que o excesso de açúcar no sangue cause danos, é possível agir rapidamente com mudanças no estilo de vida e tratamento adequado, prevenindo complicações nos rins, visão e coração. “O diabetes acontece quando o nível de açúcar no sangue permanece alto por muito tempo. O açúcar, que deveria entrar nas células para ser usado como energia, não é aproveitado de forma adequada e acaba se acumulando na corrente sanguínea. Esse excesso pode machucar os vasos sanguíneos e os nervos, que são responsáveis por levar oxigênio e energia aos órgãos. Com o passar dos anos, se não houver tratamento e acompanhamento, o diabetes pode comprometer a visão, os rins, o coração e a circulação das pernas e dos pés.” A especialista da Afya Educação Médica de Montes Claros ainda destaca que beber água ao longo do dia, praticar atividades físicas regularmente e evitar alimentos ultraprocessados são atitudes que contribuem significativamente para o controle da doença. Além disso, monitorar a glicose, seja com glicosímetro ou sensor, permite que a pessoa entenda como o corpo reage aos alimentos e aos hábitos, ganhando mais autonomia sobre o próprio tratamento. Alimentação no controle da glicose Diante desse panorama, a alimentação equilibrada é um dos pilares mais eficazes para o controle da glicose e para a qualidade de vida dos pacientes. Segundo a Associação Americana de Diabetes (ADA), o consumo diário de fibras, cerca de 25 a 30 gramas, contribui significativamente para o controle glicêmico. A nutricionista e coordenadora de nutrição da Afya São João Del Rei, Fernanda Hermes, informa que a alimentação é parte fundamental do tratamento do diabetes, junto com o uso de medicamentos. “Como o diabetes envolve o aumento do açúcar no sangue, e a principal forma de fornecimento de glicose para o corpo é através da alimentação, é essencial ter cuidado com o que se consome. Alimentos ricos em fibras ajudam a formar um gel no estômago, retardando a absorção da glicose”. A especialista destaca os três principais alimentos para controle da glicose: 1) Alimentos integrais: pão integral, macarrão integral e outros grãos. Eles são ricos em fibras e evitam picos de açúcar no sangue. 2) Frutas com casca: maçã, pêra, goiaba e outras frutas que podem ser consumidas com casca são ótimas opções, pois as fibras da casca auxiliam no controle da glicemia. 3) Vegetais crus: alface, tomate, couve e outros vegetais crus ajudam a manter a glicose estável, além de trazer vitaminas e minerais importantes para a saúde. “A educação alimentar e nutricional estimula a mudança no estilo de vida, através da adoção de uma alimentação equilibrada. Estas mudanças são a maneira mais eficaz de prevenir o desenvolvimento do diabetes”, complementa a nutricionista da Afya São João Del Rei. |
Essa prática recomendada até mesmo pelo Ministério da Saúde. Foto: Freepik
Após um dia cansativo, chegar em casa e mergulhar os pés em uma bacia de água morna pode ser sinônimo de alívio imediato. Essa recomendação antiga atravessa gerações e culturas em todo o mundo. Por isso, mais do que relaxamento, esse cuidado é considerado uma Prática Integrativa e Complementar (PIC) reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS), com benefícios e precauções que devem ser consideradas.
As PICs são definidas pelo Ministério da Saúde como um conjunto de diferentes recursos terapêuticos que se baseiam no modelo de cuidado focado na saúde do indivíduo de forma global. Ela considera os aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais. Neste contexto, saiba agora o que é mito ou verdade sobre o escalda-pés.
Mitos: ‘Trata-se de uma terapia recomendada para todos’. Esta afirmação está errada. Há grupos de risco que devem evitar a prática, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e do MS. Dentre eles estão:
Verdades: para os demais grupos, a água morna é uma prática que auxilia no alívio de inchaços e edemas nas regiões dos pés e tornozelos.
Meias de compressão
A terapia de compressão colabora para a circulação saudável em diferentes situações do cotidiano, auxiliam na prevenção de doenças venosas e no tratamento de problemas vasculares. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas.
| A cada ano, 420 mil pessoas morrem no mundo devido ao consumo de alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O dado alarmante escancara um problema muitas vezes invisível: quem realmente garante que os alimentos que chegam ao nosso prato são seguros?
No Brasil, os surtos de intoxicação alimentar são mais frequentes do que se imagina – e 35% deles acontecem dentro das próprias casas, de acordo com a Vigilância Epidemiológica de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), do Ministério da Saúde. Falta de higiene, armazenamento inadequado e consumo de produtos fora da temperatura segura estão entre as principais causas. Nos estabelecimentos comerciais, o problema também persiste. Especialistas alertam que o controle inadequado de tempo e temperatura na manipulação de alimentos pode transformar um prato aparentemente fresco em um verdadeiro risco para a saúde pública. “O perigo nem sempre é visível. Muitas pessoas acreditam que, se o alimento está com boa aparência e cheiro, ele está seguro para consumo. Mas vírus, bactérias e fungos podem estar presentes mesmo sem sinais de deterioração”, explica Paula Eloize, especialista em Inspeção de Alimentos e mestre em Segurança dos Alimentos pela Universidade de Lisboa. O perigo mora na cozinhaMuita gente acredita que intoxicação alimentar é um problema exclusivo de restaurantes e indústrias, mas a verdade é que a falta de cuidados na preparação e conservação dos alimentos dentro de casa também coloca a saúde em risco. “A geladeira não é cofre. Um alimento que foi mal armazenado ou passou muito tempo na temperatura errada pode se tornar um terreno fértil para a multiplicação de bactérias”, alerta Paula. Entre os erros mais comuns que podem levar à contaminação alimentar dentro de casa, especialistas apontam:
Além dos cuidados na manipulação e armazenamento, o controle da temperatura dos alimentos também é essencial para evitar a proliferação de microrganismos: Acima de 60°C: para manter alimentos quentes expostos ao consumo. Abaixo de 5°C: para alimentos prontos frios ou armazenados na geladeira. Entre 2°C e 8°C: temperatura ideal para alimentos perecíveis em preparo. “O intervalo entre 5°C e 60°C é o mais perigoso para a proliferação de bactérias. Ou seja, quanto mais tempo um alimento permanece nessa faixa, maior o risco de contaminação”, explica a especialista. Responsabilidade técnica: o que a indústria e os restaurantes precisam fazer?Se dentro de casa o risco já é alto, em cozinhas industriais e grandes redes de alimentação a responsabilidade deve ser ainda maior. Estabelecimentos precisam seguir normas rígidas para garantir que o consumidor não esteja ingerindo um alimento contaminado. “A segurança dos alimentos não é apenas uma questão de boas práticas, mas de compromisso com a vida do consumidor. Restaurantes e indústrias precisam investir em controle de qualidade, treinamento e fiscalização para evitar surtos de intoxicação alimentar”, reforça Paula. Entre as medidas obrigatórias estão a implementação do sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) para monitoramento dos processos, o treinamento contínuo de funcionários sobre manipulação segura de alimentos, o armazenamento adequado para evitar contaminação cruzada, o controle rigoroso de fornecedores para garantir a procedência dos insumos e, claro, o monitoramento da temperatura dos alimentos ao longo de toda a cadeia produtiva. “Além disso, a transparência com o consumidor é um fator cada vez mais valorizado no mercado. Empresas que demonstram compromisso com a segurança dos alimentos e seguem protocolos rigorosos tendem a conquistar mais confiança e fidelidade do público”, conta. O que o futuro reserva para a segurança dos alimentos?Com o avanço das tecnologias, a tendência é que o controle da qualidade dos alimentos seja cada vez mais rigoroso. Métodos inovadores como rastreabilidade digital, inspeção com apoio da inteligência artificial e sensores térmicos já estão sendo implementados para garantir maior transparência e segurança para os consumidores. Ainda assim, a especialista reforça que a informação continua sendo a melhor ferramenta para evitar problemas. Quanto mais consumidores, empresas e profissionais da área estiverem atentos à segurança dos alimentos, menos casos de intoxicação alimentar serão registrados. “Afinal, o que está em jogo não é apenas a qualidade do alimento, é a saúde e a vida de milhões de pessoas”, alerta Paula. |
Se fosse apenas matemática, bastaria comer menos e se mexer mais. E, ainda assim, vemos pessoas que seguem dietas à risca, treinam, dormem pouco, e não perdem um grama. O motivo? O corpo não é uma calculadora, é um organismo vivo, com mecanismos complexos que reagem a muito mais do que números.
O déficit calórico existe, mas não é tudo
“Sim, o déficit calórico é real e necessário para perder peso. Sem ele, o corpo simplesmente não acessa os estoques de gordura. Mas o que a maior parte das pessoas não entende é que o metabolismo se adapta rapidamente. Quando há redução calórica prolongada, o corpo entra em modo de economia, reduzindo o gasto energético para se proteger.”. explica o nutrólogo Dr. Francisco Saracuza.
Esse “modo de sobrevivência” é um dos grandes vilões do emagrecimento moderno. Ele desacelera o metabolismo, aumenta a fome e reduz a disposição, criando o cenário perfeito para o efeito sanfona.
Hormônios, sono e estresse: os sabotadores invisíveis
O déficit calórico pode até existir, mas se o corpo estiver em desequilíbrio hormonal, ele simplesmente não obedece. Cortisol elevado (hormônio do estresse), resistência à insulina, alterações de tireoide e queda de testosterona são alguns dos fatores que dificultam o emagrecimento, mesmo com dieta e treino adequados.
Além disso, dormir mal ou viver sob constante estresse eleva os níveis de grelina (hormônio da fome) e reduz a leptina (hormônio da saciedade). O resultado é o ciclo vicioso: cansaço, compulsão e estagnação.
O corpo também emagrece pela cabeça
A perda de peso sustentável depende tanto do estado mental quanto do físico. Quando o organismo está inflamado e o cérebro em alerta constante, o corpo entende que precisa reter energia, não liberar. É por isso que dietas muito restritivas ou “modismos de 30 dias” geralmente falham, elas tratam o sintoma, não a causa.
A abordagem integrativa do emagrecimento busca justamente identificar esses bloqueios: por que o corpo está resistindo? O foco não é apenas no prato, mas no organismo como um todo: metabolismo, hormônios, sono, intestino e até estado emocional.
Tirzepatida e os avanços no tratamento da obesidade
Nos últimos anos, a medicina tem evoluído rapidamente no entendimento de como o corpo regula o apetite, a glicose e o metabolismo energético. Um dos principais avanços é a tirzepatida, uma molécula que atua simultaneamente sobre dois receptores hormonais: GLP-1 e GIP.
Originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, a tirzepatida tem se mostrado uma das mais eficazes ferramentas para controle de peso em pacientes com resistência metabólica, dificuldade de saciedade e desregulação hormonal.
Com o acompanhamento médico adequado, ela auxilia na redução do apetite, melhora da sensibilidade à insulina e controle da inflamação metabólica, proporcionando resultados consistentes e sustentáveis. É um exemplo de como a medicina moderna pode potencializar o emagrecimento de forma inteligente e segura, sem recorrer a dietas extremas ou promessas irreais.
Emagrecer não é castigar o corpo, é reprogramá-lo para funcionar como deveria. Isso envolve ajustar hormônios, restaurar o sono, equilibrar nutrientes, reduzir inflamações e, sim, gerar um déficit calórico real e saudável.
O Dr. Francisco Saracuza conclui: “Se você não está emagrecendo, não é falta de força de vontade, é falta de diagnóstico. Antes de cortar mais calorias, vale investigar o que está impedindo seu corpo de responder. Às vezes, o que parece um “erro de cálculo” é, na verdade, um corpo tentando se proteger. E é justamente aí que a medicina de precisão, com acompanhamento individualizado e tratamentos como a tirzepatida, redefine o que significa emagrecer de verdade.
Dr. Francisco Saracuza – CRM 192628
Reconhecido por sua atuação de destaque em saúde integrativa, Dr. Francisco Saracuza é referência no uso de implantes subcutâneos, oferecendo tratamentos modernos e eficazes para seus pacientes.
São Paulo, novembro de 2025 – Manter os músculos fortes é essencial não apenas para o desempenho físico, mas também para a prevenção de doenças, lesões e para a preservação da autonomia nas atividades diárias. Segundo o fisioterapeuta do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) Kainã Silva, os cuidados com a musculatura devem começar desde a infância e se adaptar conforme cada fase da vida.
“Todos os exercícios devem respeitar o estágio de desenvolvimento e as necessidades individuais. Em cada fase, o corpo demanda estímulos diferentes para se fortalecer e se manter saudável”, explica o especialista.
O fisioterapeuta esclarece que na infância, a prioridade é estimular a coordenação motora e a força de maneira lúdica, com atividades como pular corda, correr e brincar com bola. E na adolescência, o foco passa a ser a conscientização corporal e o fortalecimento muscular, com esportes coletivos e treinos resistidos, sempre com suporte de um profissional.
Já na fase adulta, o objetivo é prevenir lesões e manter ou aumentar a massa muscular, com práticas como musculação, pilates e treino funcional. Na terceira idade, a meta é preservar força, flexibilidade e equilíbrio, prevenindo quedas e garantindo autonomia. Nessa fase, ele indica exercícios com peso corporal, elásticos, halteres leves, treino de equilíbrio e alongamentos.
“Em qualquer idade, o ideal é contar com a orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta, especialmente para quem está iniciando. Esse acompanhamento é fundamental para adaptar as cargas, respeitar os limites do corpo e evitar lesões”, pontua Kainã.
Ele alerta que alguns dos erros mais frequentes são o uso de cargas excessivas, técnica incorreta, ignorar dores ou desconfortos e seguir treinos prontos da internet sem supervisão profissional. “Cada pessoa tem uma estrutura e um ritmo diferente. O excesso de carga e a má execução podem causar sobrecarga articular e lesões musculares”.
Em casos de dor, limitação de movimento ou recuperação após imobilização, é essencial adaptar os exercícios para evitar sobrecarga. Atividades de baixo impacto, como hidroginástica, bicicleta ergométrica e exercícios de apoio, são boas opções. “A fisioterapia ajuda a preservar a massa muscular, melhorar a circulação e reduzir inchaços, permitindo que o paciente retome a rotina com o mínimo de perda funcional”.
O ideal é praticar atividades físicas de duas a três vezes por semana, intercalando os dias. “A regularidade é mais importante que a intensidade, especialmente para quem está começando. O alongamento deve fazer parte da rotina, pois contribui para a flexibilidade, redução da tensão muscular, alívio de dores crônicas e complementa o treino de força, prevenindo lesões”, enfatiza Silva.
Alimentação: o combustível essencial para fortalecer os músculos
De acordo com a nutricionista Dayse Moreira, do Hospital Geral de Itapevi, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a alimentação é determinante para a construção e manutenção da massa muscular. “Proteínas, carboidratos, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais atuam em conjunto para garantir o bom funcionamento e o desempenho dos músculos”.
As proteínas fornecem os aminoácidos necessários para a síntese muscular; os carboidratos geram energia; as gorduras boas ajudam na produção hormonal; e micronutrientes, como vitamina D, cálcio e magnésio.
“A vitamina D é essencial para a função muscular e para a absorção de cálcio, que atua diretamente na contração muscular. Já o magnésio participa da síntese proteica e da função muscular adequada”, detalha a nutricionista.
Dayse orienta que o consumo de proteínas deve ser ajustado conforme a fase da vida:
Ela ressalta que as proteínas de origem animal são completas, pois contêm todos os aminoácidos essenciais. Já as proteínas vegetais podem ser combinadas. Leguminosas com cereais, por exemplo, ajudam a alcançar o mesmo valor nutricional.
Para uma alimentação equilibrada, é preciso incluir no cardápio fontes de proteína, como ovos, carnes magras, iogurtes e leguminosas; carboidratos complexos, como arroz integral, aveia e batata; além de inserir frutas e verduras, que fornecem antioxidantes e minerais essenciais.
A especialista também destaca a importância da hidratação adequada. “A desidratação pode comprometer a força, o desempenho e até o processo de recuperação muscular. Após os exercícios, é fundamental consumir alimentos que favoreçam a regeneração dos músculos”.
Sobre a suplementação, Moreira explica que nem todos precisam recorrer a produtos como whey protein ou creatina. “Eles podem ser úteis em casos de treinos intensos ou quando há dificuldade em atingir as necessidades proteicas, mas a alimentação equilibrada deve vir em primeiro lugar. Além disso, o uso deve ser avaliado individualmente por um nutricionista ou médico, especialmente em crianças e idosos”, lembra.
Ela acrescenta que dietas muito restritivas podem comprometer a ingestão de nutrientes, levando à perda de massa e força muscular e prejudicando o desempenho físico. “Para idosos com dificuldade em consumir proteínas, o ideal é fracionar as refeições ao longo do dia e priorizar alimentos de fácil digestão, como ovos, queijos, iogurtes, leite e leguminosas.” Quando necessário, a suplementação deve ser feita com acompanhamento profissional.
“Manter músculos fortes é resultado de um conjunto de hábitos: alimentação equilibrada, hidratação constante, atividade física regular e descanso adequado. Não existe fórmula rápida, mas sim constância e cuidado”, conclui.
Sobre o CEJAM
O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A cada nova dieta “da moda”, o carboidrato é frequentemente colocado no banco dos réus e acusado de ser o principal responsável pelo ganho de peso. No entanto, especialistas alertam: esse é um mito perigoso, pois a eliminação completa desses alimentos pode trazer prejuízos à saúde. Para Bianca Naves, nutricionista e embaixadora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), a chave está em olhar para a qualidade e o equilíbrio da dieta como um todo, não apenas para um nutriente isolado.
“A verdade é que o excesso de calorias, de qualquer fonte, carboidrato, proteína ou gordura, é que causa o ganho de peso, não o nutriente em si. A recomendação para adultos é que o carboidrato represente de 45% a 65% do Valor Energético Total (VET) da dieta, isso mostra seu papel central como principal fonte de energia do corpo”, explica a especialista.
Apenas um em cada quatro adultos consome a recomendação diária de frutas e hortaliças, e a taxa de obesidade subiu de 12,5%, em 2006, para 21,9%, em 2023, segundo dados recentes do Ministério da Saúde publicados por meio da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Para Bianca, “isso reforça que o problema não está no carboidrato, mas no desequilíbrio geral da dieta combinado ao sedentarismo”.
Pão e macarrão são aliados
Tem quem evite o consumo de pão e massas por medo de engordar, mas segundo a nutricionista, essa é uma visão simplista. “Pão e macarrão, quando escolhidos nas versões integrais, fortificadas e até com proteínas, são fontes importantes de energia, vitaminas, minerais e, principalmente, fibras, especialmente se equilibrados com outros grupos alimentares”, afirma Bianca. “As fibras promovem maior saciedade e ajudam no controle glicêmico, por exemplo”, explica.
O carboidrato de qualidade tem um papel fundamental que vai além da energia, já que sustenta a saúde intestinal e o bem-estar mental. Bianca Naves aponta que as fibras prebióticas, presentes nos cereais integrais e leguminosas, nutrem as bactérias benéficas do intestino, garantindo o equilíbrio da microbiota. “Além disso, os carboidratos estimulam a síntese de triptofano e serotonina, neurotransmissores ligados ao bem-estar e ao humor, fatores cruciais para a adesão à dieta saudável no longo prazo.”
Para transformar o pão e o macarrão em protagonistas de pratos saudáveis, a estratégia é incluí-los no contexto de uma refeição completa, por exemplo: macarrão integral, acompanhado de frango desfiado, carne moída ou legumes, como abobrinha, brócolis e cenoura; pão integral para fazer um sanduíche com ovos mexidos, queijo e vegetais, como tomate, alface ou rúcula.
“Rejeitar grupos alimentares centrais em nossa cultura, como o pão e o macarrão, não só compromete a ingestão de nutrientes importantes, mas também torna a dieta insustentável e a adesão muito mais difícil”, conclui a especialista, que abordou o assunto na comemoração de um ano do projeto Comer Com Ciência, liderado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e apoiado pela Abimapi.
Comer Com Ciência
O objetivo do Comer Com Ciência é ampliar o acesso da população a informações técnico-científicas sobre alimentação, incluindo esclarecimentos sobre o processamento de alimentos e o combate à desinformação para escolhas alimentares mais conscientes e equilibradas.
A participação de entidades setoriais é importante para termos um olhar mais próximo do setor produtivo e do consumidor”, ressalta Luis Madi, coordenador da Plataforma de Inovação Tecnológica do Ital, responsável pelo projeto.
No aniversário da iniciativa, em 15 de outubro, foi lançado o site comercomciencia.com.br, durante encontro entre profissionais do setor de alimentos para promover a troca de conhecimento, inovação e experiência. Também é possível acompanhar o projeto no Instagram comercomcienciaoficial, onde são abordados desde abril de 2024 temas como qualidade nutricional, segurança alimentar, processos produtivos e mitos sobre os alimentos.