Diocese de Assis

 

          Interessante observar na parábola do rico e o pobre, contada em Lucas, 16,10-31, que somente o pobre tem seu nome revelado, enquanto o rico permanece um ilustre desconhecido. É a única parábola em que Jesus cita um nome. Interessante também é a coincidência do nome, o mesmo do amigo ressuscitado por Jesus, Lázaro, que etimologicamente também significa aquele que sofre de lepras, morfético…Mesmo assim, Jesus o dignifica, colocando-o num patamar capaz de fazer inveja aos mais afortunados dessa vida. Olhando para os dias atuais, a parábola tem muito a nos ensinar.

          O conflito social é latente. Não exclui regime político, nem religioso. Sequer nações poderosas ou mesmo subdesenvolvidas. As diferenças de classes estão em qualquer sociedade humana. Mesmo assim, a fé cristã ainda prega a igualdade e a fraternidade como pilares de sustentação do mundo novo que sonhamos. Não se vá esperar a morte, o julgamento final, para se concluir que as desigualdades entre nós são fatores dos muitos conflitos que desestabilizam nossas relações pessoais. O rico da parábola percebeu tardiamente a desgraça que seu egoísmo lhe proporcionou na eternidade. Nosso problema é exatamente esse. Demoramos a enxergar a realidade do outro lado e, quando nos damos conta, clamamos por misericórdia, suplicando até mesmo a caridade dos lazarentos que um dia ignoramos ao redor de nossos pretensos palácios, nossa arrogância existencial. Os pedestais que construímos em vida tornar-se-ão os abismos a nos separar na realidade das graças celestiais. O que aqui plantamos, lá colheremos.

          São muitos os Lázaros ao nosso redor. Pagam o preço da nossa possível salvação, pois são eles os instrumentos que Deus enviou para nos ajudar na redenção humana e no nosso aprimoramento espiritual. Não podemos ignorá-los. Nem os condenar. Lázaros hoje caminham conosco numa mesma calçada, adentram nossas igrejas, prédios públicos ou áreas de lazer, à cata de nossas sobras. Integram movimentos sociais na esperança de mudanças. Gritam por igualdade em muitas de nossas ruas ou praças. Agitam suas bandeiras em passeatas ou entregam suas esperanças no uso de drogas e vícios que anestesiam suas dores e decepções. Lázaros também ocupam cargos políticos e religiosos, na tentativa de nos despertar. Lázaros estão nas trincheiras dos muitos conflitos entre povos e nações… sentem o cheiro mórbido da pólvora nos canhões e visualizam o clarão insano de nossas armas nucleares. Lázaro pode ser eu ou você, um dia…

          O perigo das riquezas é o pecado por omissão. Ou seja: não é o fator riqueza que condena, mas a negligência do rico com relação à pobreza que grassa ao redor de sua mesa, sua casa, suas posses… O rico da parábola, tardiamente, se deu conta dessa sua omissão. Desejou avisar aos seus, alertá-los quanto a esse perigo, mas já era tarde. Cada qual deveria prestar contas segundo o alerta que lhes fora dado em vida, pela lei, pelos profetas, pela palavra que lhes fora proclamada… A consciência dos deveres estava embutida em suas vidas pelo conhecimento da Palavra. E isto lhes era suficiente, se quisessem realmente agradar a Deus. Simplesmente cumprir seus desejos de solidariedade, fraternidade, responsabilidade social. Eis aqui o único e fatal perigo que o mau uso das riquezas é capaz de proporcionar. Quem faz de seus bens instrumentos de opressão e humilhação aos menos favorecidos despreza um privilégio que poucos conseguem: ser útil no processo de crescimento de muitos que rodeiam nossa vida, nosso trabalho, nossa profissão neste mundo.

          O crescimento das virtudes é a multiplicação das verdadeiras riquezas. Essas, necessariamente, não exaltam o nome do rico, mas dá-lhe dignidade na medida que dignifica os Lázaros que o cercam. Serão eles que exaltarão e revelarão esse nome na presença de Deus. Que o nosso seja um destes.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 

 

         




Sistema nas rodovias detecta veículo lento e ajuda a evitar colisões traseiras em Assis

 

 

 

A combinação de tráfego pesado e aclive em trechos rodoviários sempre foi um risco potencial de colisões traseiras, uma realidade que se tornou um desafio para equipes de operações e engenharia da CART Concessionária de Rodovias. O objetivo era evitar as ocorrências deste tipo de acidente em dois trechos considerados críticos das rodovias SP-225 João Baptista Cabral Rennó, em Santa Cruz do Rio Pardo, e SP-270 – Rodovia Raposo Tavares, em Assis. O uso de tecnologia foi a solução encontrada, um sistema capaz de identificar e alertar sobre a presença de veículo em velocidade lenta na pista. 

Os locais selecionados foram os quilômetros 300 da SP-225, no perímetro de Santa Cruz do Rio Pardo, pista sentido interior-capital (Leste), e 436 da SP-270, perímetro de Assis, pista sentido capital-interior (Oeste).  Os trechos são em aclive e o tráfego de caminhões é frequente nas rotas para a capital, bem como para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Em cinco anos, foram registradas nestes segmentos 23 colisões traseiras.

O sistema, batizado de Rampa Segura, possui um sensor de tráfego capaz de detectar veículos com velocidade abaixo de 55 km/h. A passagem de veículo lento aciona o sistema de focos de led, instalados às margens da pista, indicando ao motorista que vem atrás, em velocidade superior, da necessidade de mudar de pista para seguir viagem.

Aprovação

Em uma pesquisa realizada com usuários deste trecho da rodovia, 80% deles reconheceram o problema da circulação constante de veículos lentos no local. Dos veículos comerciais abordados, o mesmo índice percentual trafegava em velocidade baixa.

Para 75% dos entrevistados, a sinalização do Rampa Segura é facilmente notada e eficiente para alertar ao motorista de que há risco à frente. “Este é o resultado de um trabalho de integração entre setores da CART com o objetivo de salvar vidas. Esta sinergia possibilita a tomada de decisões para solucionar diferentes desafios para a segurança viária neste corredor que é a rota para diferentes atividades econômicas”, afirma João Tarciso Rodrigues, coordenador de Engenharia da CART, um dos idealizadores do Rampa Segura.

Outros fatores

Levantamento do setor Planejamento de Operações da CART aponta que ocorreram 302 colisões traseiras com veículos pesados entre 2017 e 2021. Somente na Raposo Tavares foram registrados 207 acidentes deste tipo.

Grande parte dos veículos envolvidos transportava soja, adubo, cana-de-açúcar, milho e carne. As ocorrências tiveram maior incidência no período noturno, das 18h às 23h. Além da velocidade reduzida em aclive, outros fatores foram determinantes para estes acidentes.

“Identificamos muitas vezes problemas nas lanternas e faróis dos caminhões, falta de material refletivo. E na outra ponta, a imprudência de motoristas que falham com a atenção ao volante”, reforça João Tarciso.

Inovação

A solução com o Rampa Segura é um projeto-piloto que deve ser levado para outros trechos rodoviários. Integra uma iniciativa da Concessionária de estímulo ao trabalho intersetorial para boas práticas de inovação e soluções para desafios internos e externos.

“Entre as ideias estruturadas pela CART no âmbito do ESG, formatamos e implantamos um programa de inovação que coloca o colaborador no protagonismo da idealização de propostas que são a saída para problemas que eles próprios enfrentam no dia a dia de suas jornadas. O Rampa Segura é um dos 77 projetos apresentados em uma rodada de ideias que integraram 14 equipes. São atitudes que estimulam a criatividade e que refletem na qualidade dos serviços da CART”, conclui René Silva, diretor-presidente da Concessionária.

 




Estado de SP investe na segurança de atividades ligadas ao turismo de natureza e aventura

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur) e o Sebrae lançaram, nesta quarta-feira (14), a 3ª fase do Programa SP Ecoaventura, etapa que marca o início da assessoria para a implantação da norma técnica de sistema de gestão de segurança em mais de 100 empresas do estado, que operam atividades como tirolesa, rapel, rafting, arvorismo, caminhada e bicicleta, todas ligadas ao turismo de natureza e aventura. Essa fase será executada pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura a (ABETA). 

O objetivo da ação é apoiar as empresas na implementação da norma técnica ISO NBR 21101 – Sistema de Gestão da Segurança, para que estejam de acordo com os requisitos e aptas a receberem a auditoria da certificação pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “O turismo de ecoaventura é uma tendência no pós-pandemia e precisa estar ajustado às normas de segurança. Temos de melhorar o ambiente de negócios de modo a desenvolver, de forma sustentável, os empreendimentos do setor”, afirma o secretário de Turismo e Viagens, Vinicius Lummertz.   

“O avanço da vacinação e a diminuição de casos graves de Covid-19 geram novas oportunidades para a retomada do turismo em ambientes naturais. Queremos capacitar esses pequenos negócios para que consigam aproveitar esse momento propício ao ecoturismo e ao turismo de aventura de forma segura, resultando em mais competitividade, renda e empregos”, comenta o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Marco Vinholi. 

No encontro, estiveram presentes dezenas de empresas, de um total de mais de cem que receberão a consultoria em oficinais virtuais e presenciais, previstas para acontecer até o primeiro semestre de 2023. Todas já participaram de seminários e cursos de gestão com o Sebrae. Nesta terceira fase, elas terão acesso ao conteúdo da norma técnica, que será apresentado durante o processo de assessoria. 

Em fases anteriores, a Setur já realizou ações para mobilizar o público-alvo, diagnosticar o segmento, além de campanhas, ações promocionais, feiras e eventos estratégicos para gerar novos negócios. Exemplo disso foi a Adventure Week, no Vale do Ribeira.  

O segmento de turismo de natureza e aventura vem sendo alvo de uma série de ações da Secretaria de Turismo e Viagens. De acordo com dados da Adventure Travel Trade Association, o mercado global de turismo de aventura representa US$ 683 bilhões em negócios. Em 2013 o valor estimado era de US$ 375 bilhões. O setor cresce cerca de 20% ao ano, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT). 

Segundo levantamento da US News & World Report, o Brasil é o país número um do mundo quando o assunto é turismo de aventura. O ranking leva em consideração atributos como hospitalidade, clima, divertimento e cenário. A próxima ação prevista é a participação no ABETA Summit, principal encontro nacional do segmento, que acontecerá de 30 de novembro a 02 de dezembro na capital paulista. 

 




RECICLAGEM · Sede e Farmácia ganham ponto de coleta de reciclados

 

 

Incentivado pelo programa Mude 1 Hábito, o Instituto Unimed de Assis desenvolveu dois tótens que servirão para coleta de mate­riais que podem ser reciclados, e muitas vezes são descartados em lixo comum por falta de um local apropriado para descarte.

A partir de segunda-feira, 08 de agosto, a Farmácia Unimed disponibiliza um ponto de coleta com quatro tubos sendo: o primeiro para cartelas de remédios vencidos, o segundo para frascos de xarope inutilizados, o terceiro para arrecadação de lacres de alumínio visando o programa “Eu Ajudo na Lata”, e por último o papa pilhas para itens que já foram utilizados e estão sem carga.  

A Sede fica com um ponto de coleta dedicado aos itens de alumínio, lacres, e o papa pilhas. Os dois tótens estão instalados ao lado do Balcão de Informações na Unimed Assis.

Já o Departamento Comercial disponibiliza para seus beneficiários uma máquina que tritura cartões no “Projeto Recicla”. Até hoje, o projeto já recebeu aproximadamente 6kg de cartões inativos.

#Mude1Hábito #Reduzir #Reutilizar #Reciclar #AtitudesSustentáveis #InstitutoUnimed #UnimedAssis

 

(Na imagem, os colaboradores João e Mariana ao lado dos quatro tótens dispostos na Farmácia Unimed)

 

Fonte: Comunicação e Marketing | Unimed Assis
Fotografia/Imagem: Unimed Assis




Estresse no trabalho? 7 dicas para fazer o manejo emocional

Uma rotina lotada de atribuições, sem pausas e imersa em tecnologia. Nossos corpos estão hoje mais estressados do que nunca – também como consequência de um estilo de vida muitas vezes frenético que desrespeita as regras básicas de funcionamento do corpo humano.

Mais do que apenas ficar calmo e tentar controlar circunstâncias externas, especialistas garantem: é preciso incluir o manejo do estresse na rotina diária, sob pena de reflexos irreversíveis ao corpo, a curto, médio e longo prazo.

Muito prazer, cortisol!

Protagonista no mecanismo do estresse dentro do organismo, o cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que estão localizadas acima dos rins. Dentre suas funções, ele auxilia a reduzir inflamações, contribui para o funcionamento do sistema imune, mantém os níveis de açúcar no sangue e pressão arterial constantes. Porém, a sua função mais conhecida está relacionada à mediação das respostas fisiológicas ao estresse.

A neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci, explica que a reação do organismo chamada estresse tem, na verdade, um propósito evolutivo: “é em essência uma resposta ao perigo, sendo que no seu primeiro estágio, quando identificamos um perigo, o corpo reconhece o estressor, que pode ser algo físico, ambiental ou mental, e ativa o sistema neuroendócrino”.

Segundo ela, a partir disso as glândulas suprarrenais passam então a liberar os hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão, contraem o baço (que expulsa mais hemácias, ou glóbulos vermelhos, para a circulação sanguínea, o que amplia o fornecimento de oxigênio aos tecidos) e causa imunossupressão (ou seja, redução das defesas do organismo).

A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de luta ou fuga ao estresse.

“O problema não é ter momentos de estresse ao lidar com situações da vida, isso faz parte do funcionamento normal. O problema está no estresse crônico, quando os níveis de cortisol se mantêm altos por muito tempo”, alertou.

O cortisol ao longo da vida

Todos temos o cortisol atuando na regulação endócrina. O ritmo circadiano dele, em condições normais, mostra taxas altas já no início da manhã e vai diminuindo à noite.  O seu ponto máximo (20ug) ocorre 1h antes da pessoa acordar pela manhã e o mínimo (5ug) cerca das 00h. Porém, ele pode ser produzido em rajadas e a sua concentração aumenta rapidamente em resposta ao estresse. 

O cortisol no cérebro e as consequências para o organismo

O cortisol em níveis elevados é prejudicial para várias estruturas cerebrais responsáveis por funções superiores – de raciocínio e memória – e controle emocional. 

Segundo a neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci, muitas pesquisas mostram que há inclusive perdas celulares ocasionadas pelo estresse principalmente no sistema límbico, provocando a retração de processos dendríticos, a inibição da neurogênese, e até mesmo a morte de neurônios, diminuindo o volume do hipocampo (área essencial para consolidação de memórias).

“Várias regiões do córtex pré-frontal – área que regula o comportamento e toma decisões –  também sofrem considerável remodelação com a exposição ao cortisol alto. Essas alterações afetam diretamente funções executivas, como a memória de trabalho, que é a responsável por processarmos várias informações durante uma tarefa”, alertou.

Os altos níveis de cortisol têm efeitos neuro tóxicos no cérebro, independentemente da idade. Inclusive, o alto cortisol por estresse crônico nas gestantes pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro dos bebês.

“Os efeitos fisiológicos do cortisol no estresse crônico mais discutidos se referem aos aspectos imunológicos, uma vez que a ação imunossupressora do hormônio facilita o surgimento e agravamento de doenças. Mentalmente, a pessoa cronicamente estressada apresenta cansaço mental, dificuldade de concentração, perda de memória imediata, apatia e indiferença emocional, alterações que comprometem as relações do sujeito com o mundo”, concluiu a especialista.

Eis 7 dicas para fazer o manejo do estresse no dia a dia:

  • Invista em autoconhecimento, só assim poderá entender seus limites e estabelecer metas adequadas na vida;
  • Seja realista ao gerenciar o tempo, se uma tarefa demora 5 horas, não diga aos outros que fará em 2;
  • Aprenda alguns exercícios de alongamentos e respiração para acalmar nos momentos de tensão e ansiedade;
  • Tenha hobbies e respeite os momentos de lazer e cuidados pessoais; não alimente pensamentos “workaholics”;
  • Estude e pratique técnicas de comunicação clara e assertiva, é um bom caminho para evitar conflitos com pessoas, principalmente no ambiente de trabalho;
  • Planeje e já deixe agendados os momentos do ano que fará consultas e exames preventivos de saúde;
  • Não centralize todos os problemas para você e não hesite em buscar ajuda psicológica profissional.

 

 

 




Energisa destina cobertores a famílias carentes de Palmital

 

 

 

 Apesar de o inverno deste ano estar sendo marcado por oscilações de temperaturas, famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social precisam de uma atenção especial para enfrentar os dias mais frios. Por esse motivo, a Energisa Sul-Sudeste destinou, na última semana, 100 cobertores ao Fundo Social de Solidariedade de Palmital, para repasse aos mais necessitados. 

Por meio dessas parcerias com Fundos Sociais, a empresa tem auxiliado famílias em diferentes municípios nas áreas onde atua na distribuição de energia. Na região, por meio de Campanha do Agasalho, a iniciativa beneficiou famílias de Assis, Cândido Mota e Tarumã. 

Gabriel Alves Pereira Junior, diretor-presidente da Energisa Sul-Sudeste, ressalta que a responsabilidade social da distribuidora se materializa em diversas ações visando, inclusive, o bem-estar das pessoas que mais precisam de ajuda.   

“Temos um compromisso com o desenvolvimento econômico e social das cidades onde atuamos, que vai além de oferecer os serviços de energia elétrica, com qualidade e segurança. Por isso, é um prazer colaborar em ações como essa e fazer parte de uma rede de apoio às pessoas que mais precisam”, enfatiza. 

Representando a Energisa Sul-Sudeste, o gestor de Clientes, Rodrigo Botelho, entregou as doações ao Fundo Social que, por acompanhar de perto as pessoas em situação de vulnerabilidade social, poderá distribuir os cobertores de acordo com as necessidades de cada família.   




ARTESP alerta: redobre a atenção na rodovia ao se aproximar de locais de atendimento de ocorrências 

 

Os cuidados dos motoristas devem ser redobrados nas rodovias quando se deparam com trechos onde há atendimento de ocorrências, seja de acidentes de trânsito, socorro mecânico ou qualquer outro fato relevante. A segurança viária dos usuários, dos funcionários e das equipes operacionais envolvidas no atendimento às ocorrências nas rodovias estaduais concedidas é prioridade para o Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo e suas concessionárias, sob gestão da ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo.

Quando há um acidente em um trecho da rodovia, uma viatura de inspeção fica posicionada de forma que resguarde a integridade dos colaboradores durante todo atendimento. Além disso, o local é devidamente sinalizado e isolado por cones, reforço na orientação através de sinalização (cones e bandeirinha), luzes de emergência das viaturas e “homem bandeira”. Essas práticas têm por objetivo deixar visível para os usuários da rodovia o atendimento em andamento. No período noturno, esse trabalho é reforçado com a utilização de sinalização especial, lanternas e bastão luminoso.  A operação é necessária para evitar que ocorram novos acidentes.

O usuário em trânsito pode ter acesso a informações sobre as ocorrências, também, através de comunicação disponibilizada pela concessionária, através de divulgação de mensagens nas praças de pedágio, painéis de mensagens variáveis fixos e móveis (os painéis eletrônicos instalados nas rodovias) e também nos perfis das operadoras nas redes sociais.

Nos casos das ocorrências de alta complexidade, além do atendimento operacional propriamente dito, são acionadas equipes multidisciplinares com ambulâncias (Concessionária, SAMU e Corpo de Bombeiros), guincho, caminhão pipa, Polícia Militar Rodoviária, entre outros. Os recursos humanos e materiais são posicionados em pontos estratégicos buscando sinalizar aos usuários para que fiquem atentos e diminuam a velocidade.

“Os procedimentos de segurança, como a colocação de cones e a interdição do local, garantem a integridade física dos profissionais e a agilidade no atendimento do sinistro, porém, é necessário também que os motoristas mantenham a atenção  para prevenir acidentes. Além disso,  seguir os protocolos vigentes na via durante a ocorrência é fundamental”, explica o diretor de Operações da ARTESP, Walter Nyakas.   

Em situações dentro dos túneis, antes da entrada, existem balizadores (seta “X”) instalados no teto dos túneis, que indicam as faixas que estão bloqueadas. O Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária realiza a alteração indicativa das faixas conforme o monitoramento do tráfego à frente, permitindo que o usuário adeque a velocidade e a mudança de faixa com a devida brevidade. 

Além disso, o CCO da concessionária coordena as informações enviadas pelas equipes que estão atendendo a ocorrência na rodovia, e, assim, também são utilizados os equipamentos tecnológicos, como as câmeras de monitoramento (CFTV), distribuídas ao longo da rodovia, para a atualização dos canais de comunicação com o usuário – as redes sociais e os painéis eletrônicos, por exemplo.

É importante ressaltar que as equipes operacionais utilizam equipamentos de proteção individual como uniformes refletivos, que ajudam na visualização principalmente à noite.

Concessionárias fazem campanhas

Um bom exemplo de prática inovadora para a segurança é o movimento iniciado pela concessionária CCR AutoBAn denominado “Afaste-se”, com foco na segurança das equipes de atendimento nas rodovias. A campanha consiste no reforço da sinalização e comunicação aos condutores sobre a importância do ato de afastar-se dos socorristas de emergência e outros veículos de serviço, ou seja,  reduzir a velocidade e mudar de faixa de rolamento para dar espaço adequado para a realização do trabalho, e reduzir o risco de atropelamentos. Ao longo do Sistema Anhanguera-Bandeirantes foram implantadas  faixas com as seguintes mensagens: “Ao observar viatura em atendimento, mude de faixa” e “Ao observar viatura em atendimento, reduza a velocidade”.  

As mesmas mensagens também são veiculadas nos painéis eletrônicos, site e em banners instalados em todas as bases operacionais, além de  material impresso  distribuído aos motoristas nas praças de pedágio. 

Outro caso de boa prática de segurança dos colaboradores dentro do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo é o das concessionárias Intervias e ViaPaulista, ambas do Grupo Arteris. Essas operadoras  implementaram, em 2020, o “Programa Caminho Seguro – Atitudes Salvam Vidas”, que traz orientações e ações focadas em reforçar, junto às equipes, que a segurança vem sempre em primeiro lugar durante a jornada de trabalho e fora dela também.

Entre as iniciativas já realizadas com o público interno da Intervias e ViaPaulista estão: uma websérie para reforçar ações que contribuem com a segurança individual e coletiva; a ação “Regras de Ouro” para equipes de obras, tráfego e praças, com orientações que podem evitar acidentes e salvar vidas; alertas focados em segurança; o “Passaporte da Segurança”, que estimula os colaboradores a se aprofundarem em temas estratégicos, e o concurso anual Melhores Práticas, que incentiva a troca de experiências que deram certo entre as concessionárias do grupo, entre outras ações.

Importante destacar que diariamente as equipes operacionais recebem orientações dos técnicos de segurança das concessionárias antes do início dos trabalhos e  serviços de inspeção rodovia.

Motorista, atenção!

A ARTESP reforça os cuidados que o motorista deve tomar ao se deparar com uma  ocorrência em atendimento na rodovia:

  • Em caso de acidente na rodovia, reduza a velocidade.
  • Mude a faixa de rolamento. Em caso de pista simples, obedeça a sinalização vigente e as orientações das equipes da concessionária.
  • Redobre a atenção ao se aproximar de trecho onde há atendimento de ocorrência ou acidente de trânsito.
  • Ao observar um guincho em atendimento a um veículo com pane mecânica no acostamento, mantenha distância segura. 
  • Ao avistar as equipes  de manutenção realizando serviços  nos canteiros, às margens ou na faixa de rolamento, respeite a sinalização e mantenha uma distância segura.

 




Levantamento do Detran.SP aponta que multas por uso de celular ao volante cresceram 61% no Estado

 

 

Dados do Detran.SP apontam que houve aumento de 61% na quantidade de multas aplicadas no Estado de São Paulo por uso de celular ao volante, no comparativo entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2021. No total, foram 140.451 autuações por esse tipo de infração nos primeiros seis meses de 2022, contra 53.964 no ano passado.

Só na capital, 109.121 condutores levaram multa por manusear, utilizar ou segurar o telefone celular ao volante entre janeiro e junho deste ano, o equivalente a 77,7% das infrações do tipo registradas em todo o Estado.

Esse índice representa 12,5% do total de multas aplicadas pelo departamento de trânsito no Estado no primeiro semestre de 2022. No mesmo período em 2018 esse tipo de infração representava 6,1% do total no Estado; em 2019, 6,5%; em 2020, 7,4%; e em 2021, 6,9%.

 “É preciso que os motoristas entendam que, assim como a bebida alcoólica, o telefone móvel não combina com direção. Um trânsito mais seguro depende do engajamento de todos”, afirma Neto Mascellani Neto, diretor-presidente do Detran.SP.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do celular, além de gerar multa aos condutores, aumenta em 400% o risco de acidentes. Classificada como infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa por uso de celular ao volante é de R$ 293,47, além de resultar em sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A autuação pode ainda ser combinada com outro tipo de infração, a condução de veículo sem as duas mãos ao volante, com valor de R$ 130,16 e que rende mais cinco pontos na carteira.

Dicas sobre os riscos do celular ao volante

1 – Manusear o celular dirigindo é perigoso para todos que compartilham a via, como o motorista, o pedestre, o ciclista e outros, pois causa distração. Ao desviar a atenção para o aparelho, o condutor pode se envolver em acidentes.

2 – Ao tirar a mão do volante para mexer no celular o condutor não terá o mesmo controle físico do veículo.

3 – É importante verificar as mensagens antes de sair de casa e depois de chegar ao destino, pois ao digitar uma mensagem o cérebro focará apenas nessa ação, e a direção ficará em segundo plano.

4 – Ouvir mensagens de voz enquanto dirige também traz riscos ao motorista porque causa distração, desviando a atenção de sons do trânsito como buzina e sirene.

5 – Colocar o aparelho no meio das pernas também não é indicado pois distrairá o condutor quando tocar.

6 – Dirigir mexendo no celular é uma infração gravíssima, com 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47.




RODOVIAS CONCEDIDAS SOMAM MAIS DE 1.300 PONTOS ABASTECIDOS POR ENERGIA SOLAR

 

 

 Rodovias sustentáveis são uma realidade no Estado de São Paulo e vão de encontro à busca por energias limpas que contribuem para a diminuição dos impactos ambientais, metas debatidas desde a Conferência de Estocolmo (1972).  Nos mais de 11.100 quilômetros de rodovias concedidas no Estado, fiscalizados pela ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a energia solar abastece as operações de mais de 1.300 pontos entre praças de pedágio, call boxes, Painéis de Mensagem Variável (PMV), rede wi-fi, postos de Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU), lombadas eletrônicas e câmeras de monitoramento

 
 

Embora não seja premissa contratual, o uso de políticas sustentáveis é um dos itens de destaque na avaliação mensal feita pela Agência Reguladora sobre o desempenho das empresas, que concorrem ao prêmio de concessionária do Ano.

“A energia solar é uma fonte totalmente limpa que evita o uso de qualquer outro componente que possa gerar gases de efeito estufa na atmosfera.  Além dos benefícios ao meio ambiente, as ações de sustentabilidade empregadas nas rodovias concedidas impactam também na economia de recursos, que podem ser aplicados em outros benefícios aos usuários”, reforça Pedro Humberto Romanini, da área de meio ambiente da Diretoria de Investimentos da ARTESP.

Na Rodovia Carvalho Pinto, em São José dos Campos, a usina solar instalada no km 92 pela Ecopistas opera com 240 painéis de captação solar e tem previsão de gerar 11.656,20 kWh/mês e 135,7 MWh ao ano, o que seria semelhante ao consumo de 77 casas. Com isso, a concessionária deixará de emitir aproximadamente 15,5 toneladas de CO² na atmosfera por ano, o equivalente a plantar 230 árvores. Também no Vale do Paraíba, na Rodovia dos Tamoios, a unidade do Serviço de Atendimento ao Usuário, instalada no km 48, é totalmente sustentável e é abastecida por 65 painéis solares com capacidade de geração de 22,440 KWp.

Na principal ligação da capital paulista com o litoral, o Sistema SAI (Anchieta/Imigrantes) emprega dois tipos de energia solar: o on grid – quando a geração está conectada à rede pública e, no caso de se produzir mais energia do que o necessário, parte é devolvida e transformada em créditos para uso futuro. Já o off grid não possui conexão com a rede pública e é utilizada para alimentação de equipamentos nas rodovias, como painéis eletrônicos. No sistema SAI, os recursos sustentáveis são utilizados em cerca de 260 pontos.

Já nas rodovias concedidas das regiões de Marília e Ribeirão Preto, a energia limpa sustenta 100% de toda necessidade energética dos equipamentos em operação nos 570 quilômetros da malha administrada pela Entrevias, que inclui oito praças de pedágio, além de câmeras de monitoramento (CFTV) e sistemas de análise de tráfego (SATs), com a geração de até 2,2 mil MW/ano, equivalente ao consumo de mais de 1.200 residências. 

 

 

 

 

Na região Centro Norte do Estado, que soma 380 km de rodovias sob gestão da concessionária Intervias é utilizado 100% de energia limpa na operação de 414 pontos. Outros 573 pontos da SP 255, entre Araraquara e Riversul, geridos pela Via Paulista, também já operam de forma totalmente sustentável. 

Os painéis solares fotovoltaicos usados para gerar a energia solar também fazem parte da tecnologia das rodovias sob gestão da AB Triângulo,  a Rodovia Washington Luís (SP 310), de São Carlos a Mirassol, a Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), de Matão a Bebedouro, e a SP 333 – Rodovia Carlos Tonani / Nemésio Cadetti / Laurentino Mascari / Dr. Mario Gentil, de Sertãozinho a Borborema. Anualmente são captados cerca de 200 MWh de energia por meio de painéis fotovoltaicos, que são utilizados na operação da malha.

Na região de Campinas, onde estão localizadas as rodovias D. Pedro I (SP-065) e Magalhães Teixeira (SP-083), operadas pela Rota das Bandeiras, mais de 540 pontos, entre bases do Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU), call boxes e equipamentos para contagem e análise do fluxo de veículos, funcionam somente à base de energia solar.

 

 

Como é gerada a energia solar

Para produzir a energia solar é necessário a implantação de painéis fotovoltaicos nos pontos específicos em que atuará. A energia é gerada pelas placas e conduzida a um equipamento que a transformará em corrente elétrica, que será distribuída para os pontos de consumo e equipamentos, como, no caso das rodovias, as redes de wi-fi, telefones de emergência e praças de pedágio, por exemplo. Esse tipo de energia é gerado inclusive em dias nublados ou frios pois os painéis captam a radiação dos raios solares e que não dependem totalmente do calor.

Benefícios da energia limpa

  • Menor impacto ambiental pois não emite ou libera em menor quantidade gases como CO² (efeito estufa) e resíduos
  • É renovável, não se esgota, diferente dos combustíveis fósseis
  • Fornece total autonomia ao país em questões energéticas 
  • Economia de até 80% em relação ao valor da energia elétrica 

Sobre a ARTESP

A ARTESP – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – regula o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo há mais de 20 anos. Sob sua gerência, estão 20 concessionárias, que atuam em 11,1 mil quilômetros de rodovias, o que representa quase 41,1% da malha estadual, abrangendo 335 municípios.

A Agência também fiscaliza o Transporte Intermunicipal de Passageiros, exceto nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, de Campinas, da Baixada Santista, do Vale do Paraíba/Litoral Norte e Sorocaba. Dentre as ações, realiza auditoria de frota, garagem e instalações, ações fiscais na operação das linhas regulares, nos terminais rodoviários e nas rodovias. Além disso, a ARTESP é responsável pela regulação da concessão de 27 aeroportos regionais. 

 

 

 




Casamentos homoafetivos paulistas crescem 69% entre 2013 e 2021

 

 

 

Entre 2013 e 2021, os casamentos homoafetivos cresceram 69% no Estado de São Paulo. Em relação a 2022, até março, dos 51.125 casamentos realizados, 991 foram de casais homoafetivos, de acordo com dados do Painel Seade com base nas informações dos Cartórios de Registro Civil.

O Painel de Estatísticas Vitais, da Fundação Seade, traz dados mensais sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, de 2013 até março de 2022, para todos os municípios e regiões do Estado de São Paulo.

Após contínuo crescimento desde a regulamentação em 2013, volume de casamentos homoafetivos se reduziu em 2019 e mais fortemente em 2020, também com o impacto da pandemia. Entretanto, em 2021 ocorreu expressiva recuperação de 23,2% em relação a 2020, e o total de eventos ficou muito próximo ao de 2019. A participação dos casamentos homoafetivos aumentou de 0,7% (2013) para 1,4% (2021) e totalizou 24.300 uniões celebradas nesse período, sendo 62,3% entre mulheres e 37,7% entre homens.

O Seade Painel é uma plataforma interativa de consulta de dados sociais, econômicos e demográficos.