Arroz branco todo dia aumenta o risco de diabetes? A resposta não é tão simples
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Por décadas, a carne foi tratada como uma das vilãs da saúde, especialmente quando o assunto é colesterol e risco cardiovascular. No entanto, novas evidências científicas começam a desafiar essa visão. Um estudo recente, Heath and Retirement Study, com mais de 42 mil idosos, reforça um contraponto importante: o consumo adequado de proteína animal pode ser um dos principais aliados do envelhecimento saudável. De acordo com o médico nutrólogo Dr. Marcio Passos, na prática, os dados mostram que dietas com maior ingestão proteica estão diretamente associadas a ganhos relevantes em três frentes essenciais para a longevidade: Massa muscular e autonomia Para o médico, a proteína é fundamental no sentido de prevenir a sarcopenia, condição que pode atingir até 1 em cada 3 idosos acima dos 60 anos, impactando diretamente mobilidade e independência; Saúde mental e cognitiva Na opinião dele, o consumo adequado está relacionado à redução do risco de demência, condição que já atinge mais de 55 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); Metabolismo mais ativo Dr. Passos afirma que dietas ricas em proteína contribuem para uma maior taxa metabólica, auxiliando no controle de peso e na composição corporal. “A associação negativa entre carne e saúde precisa ser contextualizada. Durante muito tempo, a carne foi vista como vilã, principalmente pelo impacto no colesterol. Mas, o que a ciência vem mostrando é que, dentro de uma alimentação equilibrada, a proteína animal é essencial, especialmente para preservar massa muscular, função cognitiva e qualidade de vida com o avanço da idade”, explica ele. O especialista reforça que o foco do risco cardiovascular está, muitas vezes, em outro ponto da dieta. “O problema não é a proteína animal em si, mas o excesso de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, que favorecem processos inflamatórios e desregulação metabólica. Quando ajustamos essa base, a proteína passa a atuar como um combustível de alta eficiência para o organismo”, afirma. Diante do envelhecimento populacional e do aumento de doenças crônicas, a discussão sobre alimentação ganha ainda mais relevância. Para especialistas, o desafio agora é rever conceitos e alinhar recomendações com base em evidências mais recentes. “A proteína animal não é inimiga, pelo contrário, pode ser uma grande aliada para envelhecer com saúde, autonomia e melhor desempenho físico e mental”, conclui o médico. Dr. Marcio Passos Médico nutrólogo com atuação focada em saúde metabólica, longevidade e performance. Ao longo da carreira, tem se dedicado ao estudo da relação entre alimentação, composição corporal e prevenção de doenças crônicas, com abordagem baseada em evidências científicas e prática clínica. Atua no acompanhamento de pacientes com foco em qualidade de vida, emagrecimento saudável e envelhecimento ativo. |
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Alguns procedimentos que prometem resultados rápidos e impactantes frequentemente viralizam, impulsionados por influenciadores e celebridades. Apesar da popularidade, aderir a essas tendências pode representar um risco considerável, especialmente quando as decisões são tomadas sem critérios ou orientação médica adequada. Ao optar por um procedimento estético, é fundamental entender que ele não é apenas uma solução rápida para uma mudança de aparência. As tendências estéticas, como lipoaspiração de alta definição, bichectomias e preenchimentos marcantes, podem ser visualmente atraentes, mas nem sempre são a melhor escolha para todos os pacientes: é importante lembrar que cada caso é um caso. Cada corpo é único e exige uma abordagem personalizada, respeitando proporções naturais e limitações físicas. Por que os modismos são perigosos? Modismos podem ser arriscados, porque, muitas vezes, desconsideram a individualidade dos pacientes e os impactos de longo prazo. Um exemplo é a busca por características faciais extremamente delineadas, que podem não ser adequadas para determinados formatos de rosto, resultando em desarmonia. Além disso, procedimentos mal realizados, especialmente em locais que não seguem normas de segurança, podem levar a sequelas graves, como infecções ou cicatrizes permanentes. A importância de uma avaliação detalhada Antes de qualquer cirurgia é indispensável passar por uma avaliação clínica minuciosa. Um cirurgião qualificado analisará fatores como saúde geral, expectativas e condições específicas do paciente. Muitas vezes, o procedimento em alta pode não ser o mais indicado para que seja alcançado o resultado desejado, e o médico pode sugerir alternativas mais seguras e eficazes e que irão fazer sentido. Os impactos psicológicos de seguir tendências Seguir tendências estéticas pode afetar o psicológico. Resultados que não atendem às expectativas geram frustração e insatisfação, prejudicando a autoestima e resultando em uma experiência negativa (da qual a solução pode levar um bom tempo para ser encontrada). Por isso, é importante que os pacientes tenham clareza sobre suas motivações e que busquem mudanças por razões próprias, e não para se encaixar em padrões impostos pelas redes sociais. Como escolher um profissional capacitado? Um dos maiores riscos está na escolha do profissional. O fato de os procedimentos serem realizados por pessoas não qualificadas ou em locais que não atendem às normas de segurança aumenta significativamente as chances de complicações. Pensando nisso, é muito importante verificar se o médico é devidamente registrado em órgãos como Conselho Regional de Medicina (CRM) e se possui experiência comprovada no procedimento desejado. Decisões fundamentadas em informações são essenciais Cirurgias estéticas podem oferecer resultados incríveis, mas é essencial que a decisão seja baseada em critérios sólidos, não em tendências passageiras. Fazer uma avaliação cuidadosa com base nas suas necessidades, consultar profissionais qualificados e entender os impactos do procedimento são passos indispensáveis para garantir segurança e satisfação. Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp. |
A estação do outono, marcada por temperaturas mais amenas, traz consigo um aumento no uso de aquecedores e ar-condicionado. Para isso, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo promover a confiança nas relações de consumo, orienta os consumidores sobre a utilização correta destes equipamentos, fornecendo dicas e orientações para o uso consciente e uma compra segura, afinal, o equilíbrio entre conforto, qualidade de vida e consumo de energia elétrica é fundamental para evitar surpresas na hora de pagar a conta.
Eficiência energética ajuda na economia
Para ajudar no consumo racional de energia no país, o Inmetro criou o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), ferramentas que classificam os eletrodomésticos de acordo com o seu desempenho e a sua eficiência energética, permitindo que o consumidor conheça com precisão o verdadeiro consumo de energia dos produtos e auxilie a decisão na hora da compra. Os plugues dos eletrodomésticos também devem ser certificados e exibir o selo do Inmetro. Equipamentos mais eficientes são mais econômicos para o bolso do consumidor e causam menor impacto ao meio ambiente.
A principal informação presente na etiqueta dos eletrodomésticos é a classificação de eficiência energética, geralmente em escalas que vão de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). O consumo de energia apresenta uma estimativa de gasto de energia em kWh (quilowatt-hora), geralmente por mês ou ano, ajudando os consumidores a preverem os custos operacionais.
Considerar as informações das etiquetas do Inmetro é fundamental, mas mudanças de hábito no dia a dia também contribuem para evitar desperdícios e reduzir os gastos com energia elétrica.
Confira dicas e orientações sobre equipamentos de aquecimento e refrigeração
– Antes de comprar, calcule o efeito na economia de energia elétrica. Multiplique a energia consumida pelo aparelho em kWh pela tarifa de energia praticada em cada localidade. Por exemplo, na capital paulista, a média da tarifa residencial está em torno de R$ 0,72 por kWh. Assim, se o aquecedor ou ar-condicionado consome, por exemplo, 600 kWh por ano, o gasto anual será 600 x 0,72, resultando em R$ 432 por ano;
– Na dúvida entre dois modelos, compare o consumo de ambos e dê preferência ao que consome menos energia. Eventualmente, se esse produto for um pouco mais caro, pode ser que a diferença de preço se pague ao longo dos meses pela economia na conta de luz;
– Evite o abre e fecha de portas dos ambientes refrigerados;
– Feche as janelas e isole bem o ambiente para que o ar quente não escape;
– Cortinas e toldos diminuem a incidência de correntes de ar no ambiente, o que também contribui para o isolamento térmico.
– A manutenção preventiva e a utilização adequada do aparelho são fatores cruciais para garantir o desempenho ideal e prolongar a vida útil do seu equipamento. Fazer a limpeza dos filtros regularmente e seguir as instruções do fabricante corretamente evita sobrecarga e desgaste prematuro. Ao adotar essas medidas preventivas, você garante o funcionamento eficiente do seu equipamento por muito mais tempo.
– Nunca deixe o aquecedor ligado sem supervisão, principalmente perto de crianças e animais de estimação. Manter a distância de materiais inflamáveis, como cortinas e móveis, também é fundamental para prevenir acidentes.
– O Inmetro recomenda manter a temperatura dos aparelhos em 23ºC, resultando em uma rápida estabilização e economizando energia.
O cansaço faz parte da vida. Ele chega depois de um dia intenso de trabalho, de uma rotina cheia de compromissos ou até mesmo de momentos de alegria vividos com intensidade. Nesse sentido, é natural. O corpo sente, a mente pede pausa, e o descanso se torna necessário. Esse tipo de cansaço, embora desconfortável, é saudável, pois revela que estamos vivos, ativos e em movimento.
Mas existe um outro tipo de cansaço, mais silencioso e profundo, que merece atenção. É o cansaço das lutas que parecem não ter fim, das responsabilidades que se acumulam, das esperas que se prolongam além do suportável. É aquele desgaste que não se resolve apenas com uma boa noite de sono. Ele atinge o coração, enfraquece a esperança e, aos poucos, pode roubar o sentido da vida.
Quando o cansaço deixa de ser apenas físico e passa a ser existencial, algo precisa ser revisto. Não é normal viver constantemente esgotado por dentro, sem ânimo, sem perspectiva, sem força para sonhar. Muitas vezes, seguimos no automático, tentando dar conta de tudo, ignorando os sinais de que algo não vai bem. E é justamente aí que mora o perigo: o de se perder de si mesmo.
Vivemos em uma cultura que valoriza o excesso, a produtividade sem limites e a ideia de que parar é sinônimo de fraqueza. Mas essa lógica cobra um preço alto. O ser humano não foi feito para viver no limite o tempo todo. Há uma necessidade real de equilíbrio, de pausas, de respiro. Cuidar de si não é egoísmo, é responsabilidade.
Aprender a cuidar de si é, antes de tudo, é reconhecer os próprios limites; é saber dizer “não” quando necessário, reorganizar prioridades, buscar ajuda quando o peso se torna grande demais; é reservar tempo para o descanso verdadeiro, para aquilo que alimenta a alma, para os encontros que fazem bem e para os silêncios que restauram.
Mais do que uma escolha, o autocuidado é uma necessidade urgente. Ele preserva a saúde, protege a esperança e mantém vivos os sonhos. Porque quando a pessoa se cuida, ela se fortalece para continuar enfrentando a vida com mais leveza e sentido.
Se o cansaço está roubando sua paz, talvez seja hora de parar e olhar com mais carinho para si mesmo. Nem tudo precisa ser carregado sozinho, nem tudo precisa ser resolvido de uma vez. Às vezes, o primeiro passo para seguir em frente é simplesmente se permitir descansar e recomeçar. Porque mais vale uma parada estratégica para o descanso que refaz as energias, de cada dia, do que persistir sem fôlego e desistir de tudo e até mesmo da própria vida.
PE. Edvaldo Pereira dos Santos
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Com a atenção cada vez mais disputada por telas e conteúdos instantâneos, formar leitores tem se tornado um dos principais desafios de pais e educadores. Em abril, mês em que é celebrado o Dia Mundial do Livro (23/04), especialistas apontam que o caminho não está em combater o ambiente digital, mas em criar estratégias que tornem a leitura relevante, prazerosa e presente na rotina de crianças e adolescentes. Muito além da alfabetização, o contato com os livros desde a infância é determinante para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Em um cenário marcado pelo avanço das tecnologias e pela redução do tempo dedicado à leitura, incentivar o hábito de ler, com equilíbrio entre o físico e o digital, é essencial para formar indivíduos críticos, criativos e preparados para o futuro. Veja os conselhos de 16 especialistas sobre o tema: 1. Facilite ao máximo o acesso aos livros O estímulo precoce à leitura não antecipa a alfabetização formal, mas prepara o cérebro para que esse processo aconteça de forma mais natural e eficiente. Segundo Maria Cardoso, diretora da Educação Infantil do Programa Regular na Escola Móbile, o contato com livros desde cedo contribui para o desenvolvimento do vocabulário, da consciência fonológica e sobretudo do interesse espontâneo pela leitura, o “gosto de ler”. “Uma criança que tem acesso aos livros desde bebê desenvolve um interesse natural pela alfabetização, e essa motivação é um dos maiores preditores de sucesso. Oralmente, ela produz frases mais completas e entende melhor o que escuta, o que facilita bastante o início da leitura”, afirma. Além dos impactos na infância, o hábito se estende para a vida adulta. Crianças leitoras tendem a se tornar indivíduos mais críticos, com maior capacidade de interpretação, argumentação e articulação de ideias. 2. Comece pela identificação Para despertar o interesse genuíno pela leitura, é fundamental que os livros dialoguem com o universo do leitor. Laís Martins, coordenadora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental do Fibonacci Sistema de Ensino, destaca que a leitura deve estar conectada às experiências da criança. “Quando os pais demonstram entusiasmo pelos livros, incentivam naturalmente o gosto pela leitura, já que as crianças aprendem principalmente pela observação”, explica a profissional da educação. A representatividade também tem papel central nesse processo. De acordo com Fabiana Santana, assessora pedagógica do Líder em Mim, histórias com personagens e contextos familiares ajudam a criança a se reconhecer nas narrativas, fortalecendo autoestima e senso de pertencimento. “Quando a literatura reflete a realidade do pequeno leitor, ela valida suas experiências e transforma a leitura em um exercício de reconhecimento e acolhimento”, afirma a especialista. Luiz Cláudio de Araujo Pinho, professor de Filosofia e Sociologia e autor da Rede Pitágoras, corrobora essa visão. “Para estimular o hábito da leitura entre crianças e jovens, é fundamental criar experiências envolventes, como a leitura de trechos marcantes, a conexão com filmes e temas atuais, além de promover espaços de troca, como podcasts e o contato frequente com autores e ambientes literários”, diz ele. 3. Envolva a família e dê o exemplo A formação de leitores críticos depende também de uma atuação conjunta entre família e escola. Para Beatriz Tostes, coordenadora da Biblioteca da Beacon School, o exemplo dentro de casa é determinante. “Quando crianças e jovens observam o consumo literário por prazer, o livro deixa de ser um objeto distante e se torna um mediador de diálogos”, afirma a profissional. Rosane Cesari, coordenadora de Língua Portuguesa do Colégio Rio Branco, reforça que o desafio atual não é eliminar as telas, mas equilibrar o consumo. “A família é a base afetiva da leitura. Se a criança não vê os pais lendo, dificilmente entenderá o livro como fonte de prazer”, diz ela. Cesari também alerta para a necessidade de diferenciar a leitura superficial — comum nas redes sociais –, da leitura profunda, que exige concentração e desenvolve a capacidade de pensamento crítico. 4. Não elimine o digital, mas o integre Especialistas concordam que o ambiente digital pode e deve ser incorporado ao processo de formação de leitores. Jalman Lima, gestor de Negócios Acadêmicos da Casio Educação, explica que o desafio é manter a leitura relevante no contexto atual. “O digital amplia o acesso, facilita a descoberta de obras e multiplica as formas de contato com o texto”, afirma. Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, destaca que o uso consciente da tecnologia deve ser ensinado. “Começamos com o livro físico para desenvolver o hábito e, depois, introduzimos a leitura no ambiente digital, mostrando que a tecnologia também pode ser ferramenta de aprendizagem”, explica. Na mesma linha de pensamento, Vinícius Fernandes, assessor pedagógico do programa de educação bilíngue da SOMOS Educação, Eduall, aponta que integrar livros ao universo digital pode aumentar o interesse dos jovens, inclusive em outros idiomas. “O alcance da leitura virtual é enorme, pode-se encontrar livros de diversos assuntos e idiomas. Para prática do bilinguismo, em muitos desses dispositivos é possível utilizar ferramentas que ajudam na definição de palavras e até mesmo na pronúncia”, afirma ele. Já para Talita Fagundes, gerente pedagógica da plataforma par, a educação midiática amplia o conceito de leitura. “Hoje, ler também significa interpretar imagens, vídeos e narrativas digitais, compreendendo seus contextos e intenções”, destaca. 5. Respeite a faixa etária e escolha livros adequados para cada momento A escolha adequada das obras é essencial para manter o interesse ao longo do desenvolvimento. Especialistas do grupo editorial Multiverso das Letras explicam que, nos primeiros anos, os livros estimulam conexões neurais e o desenvolvimento da linguagem, enquanto entre os 4 e 6 anos as obras devem equilibrar ludicidade e aprendizado. A partir dos 7 anos, as narrativas mais complexas ajudam a desenvolver autonomia e pensamento crítico. Já na pré-adolescência, temas como identidade, diversidade e questões sociais passam a ganhar relevância. Alessandra Santos, pedagoga e gerente pedagógica na Amplia Plataforma de Ensino, ressalta que não basta considerar apenas a idade. “É fundamental observar o repertório cultural e as experiências da criança. Um bom livro é aquele que provoca curiosidade e convida à reflexão”, afirma. Thiago Braga, autor de língua portuguesa do Sistema de Ensino pH, complementa que o desalinhamento entre livro e maturidade pode prejudicar o hábito. “Quando o conteúdo está muito além ou aquém da capacidade de compreensão, a leitura pode gerar frustração ou desinteresse”, comenta ele. 6. Incentive: concursos e prêmios de literatura podem motivar futuros escritores Estratégias como clubes de leitura, debates e até concursos literários podem estimular o engajamento, desde que não sejam centrados apenas na competição. Para Vinicius de Paula, diretor do Colégio Liceu Paster Start Trilingual School, o foco deve estar no processo. “As iniciativas precisam ser apresentadas como desafios positivos, priorizando o desenvolvimento da leitura e da escrita”, afirma ele. É nessa lógica que iniciativas do próprio mercado editorial têm buscado ir além da publicação para se aproximar da formação de leitores e escritores. Um exemplo é o Prêmio Multiverso de Literatura, criado pelo grupo editorial Multiverso das Letras como forma de incentivar a produção literária e entender melhor os novos perfis de leitores no país. Para Nicolau Youssef, diretor-executivo do grupo, oferecer uma premiação dedicada à literatura também é uma forma de reafirmar seu valor cultural. “Não queremos ser entendidos apenas como fazedores de livros; queremos compreender melhor quem são as pessoas que estão consumindo nossos livros, tanto no público geral quanto dentro das escolas. O prêmio Multiverso de Literatura veio também para isso”, afirma. 7. Leitura é prazer, não obrigação Associar a leitura apenas a demandas escolares pode gerar rejeição ao hábito. Jessica Lindhorst, professora do 1º ano e Líder dos anos iniciais do Ensino Fundamental I na The British College of Brazil, escola internacional em São Paulo, reforça que o incentivo deve vir acompanhado de liberdade de escolha. “Permitir que crianças e adolescentes escolham o que desejam ler é essencial para tornar o hábito consistente”, afirma a educadora. Eduardo Calbucci, autor do Sistema Anglo de Ensino, destaca que o interesse pela leitura começa pela identificação com o conteúdo e evolui gradualmente. Ele indica que crianças do Ensino Fundamental I, por exemplo, tendem a ser atraídas por obras que as levem ao mundo da fantasia. “A literatura é um dos territórios da ficção, que projeta o leitor a novos mundos e mostra realidades diferentes da cotidiana. A possibilidade de experimentar sensações por meio das obras literárias estimula o hábito de ler”, destaca. “Ninguém começa a ler por meio de grandes clássicos. O leitor se forma aos poucos, aumentando o nível de complexidade ao longo do tempo”, conclui. |
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Foto Profissional. (Crédito: pexels.com)
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A percepção de flacidez após o uso do botox costuma estar relacionada a outros fatores do envelhecimento. (Imagem: Divulgação)
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