ESTABILIDADE

 

Não te esqueças:

Paixão é um incêndio que passa.

O poder se transfere de residência.

O dinheiro caminha para endereços que ignoramos.

Somente o bem persiste.

                                                                Emmanuel

 

Do “Livro de Respostas” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editoras FEB e CEU

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




O PROFETISMO DA PÁSCOA PARA AS NEGAÇÕES DA VIDA

 

O mundo não está bem. E quem ainda tem coragem de olhar para isso sabe que não se trata de pessimismo — trata-se de honestidade.

Guerras que não terminam. Crianças que morrem antes de aprender a sonhar. Povos inteiros empurrados para as margens da história enquanto outros debatem frivolidades em salões climatizados. A indiferença virou estilo de vida. A injustiça ganhou nome técnico para parecer inevitável. E a mentira, repetida vezes suficientes, passou a disputar espaço com a verdade como se fossem iguais.

Em meio a tudo isso, a Páscoa chega. E ela não chega em silêncio.

A Páscoa é, em sua essência mais radical, um ato profético. Não no sentido de prever o futuro, mas no sentido mais antigo e mais verdadeiro da palavra: dizer a verdade que o poder não quer ouvir. Confrontar o que está errado. Anunciar que o mundo pode — e deve — ser diferente.

Jesus não foi crucificado por acaso. Ele foi eliminado porque incomodava. Porque curava quem o sistema descartava. Porque sentava à mesa com quem a sociedade excluía. Porque dizia, com palavras e com gestos, que a dignidade humana não é privilégio de poucos — é direito de todos. Isso era demais para os que tinham interesse em manter tudo como estava. E continua sendo.

A ressurreição, então, não é apenas um milagre de ordem espiritual. É uma declaração política, social e humana: o último recurso dos que detêm o poder — o silêncio definitivo — não funcionou. A vida venceu. A verdade resistiu. E o projeto de um mundo mais justo e mais humano não foi enterrado junto com aquele corpo na pedra fria de um sepulcro em Jerusalém.

Esse é o profetismo da Páscoa. E ele fala diretamente ao nosso tempo. Fala para quem naturaliza a guerra como se fosse inevitável — e lembra que a paz é possível e que lutar por ela é sagrado. Fala para quem desviou os olhos da miséria alheia por cansaço ou por conforto — e provoca: a indiferença também é uma escolha. Fala para quem acredita que uma voz sozinha não muda nada — e lembra que tudo que existe de bom no mundo começou com alguém que decidiu não se calar.

A Páscoa não é uma festa para quem está satisfeito com o estado das coisas. Ela é um chamado para quem ainda se incomoda. Para quem ainda sente aquela inquietação no peito diante da injustiça. Para quem ainda acredita, contra todas as evidências do cinismo, que o amor é uma força capaz de mover a história.

O mundo nega, mas a Páscoa afirma; nega a dignidade e a Páscoa a restaura; nega a esperança e a Páscoa a ressuscita; nega o futuro e a Páscoa o abre de par em par.

Celebrar a Páscoa, hoje, é um ato de resistência. É recusar o fatalismo. É anunciar, com a vida e não apenas com palavras, que outro mundo é possível — porque já foi prometido, já foi inaugurado e já não pode mais ser desfeito.

Avante! Que a páscoa nos faça profetas do tempo em que vivemos.

 

PE. Edvaldo Pereira dos Santos

 




Tão eficaz quanto remédio? Tese sobre exercício físico ganha força no tratamento da saúde mental

 

 

A relação entre atividade física e saúde mental tem sido cada vez mais respaldada por evidências científicas consistentes. Um dos exemplos mais relevantes é uma recente e ampla revisão científica publicada no British Journal of Sports Medicine, considerada pelos próprios autores como a maior já realizada sobre o tema. O estudo analisou 1.079 pesquisas conduzidas em diferentes países, reunindo dados de quase 80 mil participantes, e apontou que a prática regular de exercícios físicos está associada a reduções significativas nos sintomas de depressão e ansiedade.

Segundo a pesquisa, os maiores benefícios foram observados em pessoas com quadros leves a moderados, especialmente com a adoção de atividades aeróbicas e de intensidade moderada. Os resultados sugerem que o exercício pode ter eficácia comparável a de intervenções como medicamentos e psicoterapia nesses casos, reforçando seu papel como uma estratégia acessível e complementar no cuidado com a saúde mental.

Diante do aumento expressivo dos transtornos mentais, evidenciado pelos relatórios “Saúde Mental Mundial Hoje” e “Atlas da Saúde Mental 2024”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam mais de 1 bilhão de pessoas vivendo com condições como ansiedade e depressão, a atividade física se consolida como uma estratégia preventiva, além de um relevante recurso terapêutico complementar. Nesse contexto, a própria OMS recomenda a prática de, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade física moderada, associada a benefícios significativos para a saúde mental e o bem-estar geral.

Segundo o Dr. Rodrigo Schettino, professor da pós-graduação em psiquiatria da Afya Itaperuna, baixos níveis de atividade física estão associados a maiores taxas de ansiedade e depressão. “O movimento regular libera endorfinas, melhora a autoestima e contribui para a regulação emocional”, explica. Ele ressalta que a prática consistente de exercícios pode gerar benefícios relevantes para a saúde mental, chegando, em alguns casos, a apresentar efeitos comparáveis aos da psicoterapia na redução de sintomas leves a moderados.

O especialista pondera, entretanto, que quadros mais graves, como depressão moderada a grave, transtorno bipolar e esquizofrenia, demandam tratamento medicamentoso como abordagem principal. Ainda assim, a atividade física atua como importante aliada no cuidado, contribuindo para a estabilização do humor e para a melhora da qualidade de vida.

A Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, complementa as falas do Dr. Rodrigo, destacando que  a integração entre corpo e mente é uma relação essencial, embora ainda subestimada. Segundo a especialista, o que sentimos impacta o organismo, assim como nossas ações corporais influenciam emoções e pensamentos. Dessa forma, a atividade física passa a ocupar um papel relevante no cuidado emocional.

A prática regular também favorece a organização da rotina e traz mais previsibilidade ao dia a dia, além de fortalecer a percepção de autocuidado. Para a Dra. Mariana, o exercício pode funcionar como um momento de reconexão consigo mesmo. “Ao se engajar em uma prática corporal, a pessoa cria um espaço de pausa e escuta interna, o que é fundamental para a saúde emocional”, explica. Esse movimento contribui para que o indivíduo assuma uma postura mais ativa e consciente em relação ao próprio bem-estar.

Outro aspecto importante, segundo a especialista, não está na intensidade, mas na consistência e no significado da prática. Respeitar limites, preferências e a própria história é o que sustenta a continuidade ao longo do tempo. Quando a atividade faz sentido, ela deixa de ser uma obrigação e se torna parte da rotina. Além disso, práticas em grupo podem ampliar esses benefícios. “O coletivo fortalece vínculos, reduz o isolamento e cria uma rede de apoio que favorece a motivação e a manutenção do hábito”, conclui, ressaltando o sentimento de pertencimento como um fator relevante para a saúde mental.




Outono acende alerta para depressão sazonal; entenda como a mudança de estação pode afetar o humor

 

Com a chegada do outono e os dias progressivamente mais curtos, algumas pessoas começam a perceber mudanças sutis no comportamento: mais sono, cansaço frequente, dificuldade de concentração ou até uma sensação maior de desânimo. Embora muitas vezes atribuídos apenas ao clima mais ameno ou à rotina, esses sinais podem estar relacionados a um fenômeno conhecido pela medicina como depressão sazonal.

Chamado clinicamente de Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), o quadro, alerta a psiquiatra Verena Simonetti Bacellar Pinheiro Chagas (foto), da Hapvida, é um tipo de depressão que tende a surgir em determinadas épocas do ano, especialmente durante o outono e o inverno, quando há menor exposição à luz natural e maior variação de temperatura.

Com dias mais curtos, ocorrem alterações em mecanismos biológicos que influenciam diretamente o humor, o sono e o apetite.

“A depressão sazonal não é apenas uma tristeza de inverno. Em algumas pessoas, a redução da luz solar realmente interfere em mecanismos do cérebro que regulam o humor, o sono e a energia”, explica a psiquiatra.

Ela destaca que a luz natural tem papel central nesse processo, pois influencia diretamente o relógio biológico, localizado no hipotálamo, região do cérebro responsável por regular diversos ritmos do organismo. Com menos exposição ao sol, podem ocorrer alterações na produção de serotonina, neurotransmissor associado ao bem-estar, e de melatonina, hormônio responsável por regular o sono.

“A luz natural é fundamental para o equilíbrio do relógio biológico. Quando a exposição ao sol diminui, podem ocorrer alterações em substâncias como serotonina e melatonina, que impactam diretamente o bem-estar”, detalha a especialista.

Como consequência, algumas pessoas podem apresentar maior sonolência, sensação de baixa energia, mudanças no apetite, especialmente aumento do consumo de carboidratos, e dificuldade de concentração.

Na maioria dos casos, essas alterações são leves e temporárias. Porém, quando os sintomas se intensificam e passam a interferir na rotina, é importante ficar atento.

Sinais de atenção

Entre os sintomas que podem indicar depressão sazonal estão cansaço excessivo, humor deprimido ou irritabilidade persistente, aumento da necessidade de sono, dificuldade para acordar, maior desejo por alimentos ricos em carboidratos, ganho de peso, dificuldade de concentração e perda de interesse por atividades antes prazerosas.

“Muitas vezes, esses sinais são interpretados apenas como ‘cansaço do frio’ ou desânimo passageiro. Mas, quando se repetem todos os anos no mesmo período e começam a prejudicar o funcionamento diário, é importante buscar orientação profissional”, alerta a psiquiatra.

Mulheres mais suscetíveis

Alguns fatores podem aumentar a suscetibilidade ao transtorno, como histórico pessoal ou familiar de depressão, presença de transtornos de ansiedade, menor exposição à luz natural no dia a dia e viver em regiões com períodos prolongados de baixa luminosidade.

Estudos indicam ainda que mulheres são mais frequentemente afetadas, representando cerca de 70% a 75% dos casos, embora os motivos ainda não sejam totalmente compreendidos.

Adultos jovens também apresentam maior prevalência do quadro em comparação com pessoas mais velhas.

Prevenção

A psiquiatra orienta algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a depressão sazonal ou amenizar seus sintomas. Entre elas estão: buscar exposição diária à luz natural, especialmente pela manhã; manter atividade física regular; preservar uma rotina de sono equilibrada; e manter o contato social e a realização de atividades prazerosas, mesmo em dias mais frios.

“Pequenas mudanças de hábito, como aumentar a exposição à luz natural, manter atividades físicas e de lazer e preservar uma boa rotina de sono, podem ajudar muito na prevenção”, orienta.

Quando os sintomas são persistentes ou mais intensos, o ideal é procurar avaliação com um profissional de saúde mental. Existem abordagens terapêuticas eficazes, que podem incluir psicoterapia e, em alguns casos, tratamento medicamentoso.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.    Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 365 clínicas médicas e 306 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.




CONFIA  EM  DEUS

 

            Confia sempre na ajuda divina.

Quando te sentires sitiado, sem qualquer possibilidade de liberação, o socorro te chegará de Deus.

Nunca duvides da paternidade celeste.

Deus vela por ti e te ajuda, nem sempre como queres, porém, da melhor forma para a tua real felicidade.

Às vezes, tens a impressão de que o auxílio superior não virá ou chegará tarde demais.

Passado o momento grave, constatarás que o recebeste alguns minutos antes, caso tenhas perseverado à sua espera.

JOANNA DE ÂNGELIS

Extraído do livro “Vida Feliz” – Psicografia: Divaldo P. Franco – Editora LEAL

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




A PÁSCOA NOS CHAMA À RENOVAÇÃO!

 

Em um mundo acelerado, marcado por excessos de informação, tensões sociais e relações cada vez mais frágeis, a Páscoa de Cristo se apresenta como um convite urgente à renovação interior. Mais do que uma celebração religiosa, ela revela um caminho possível para restaurar aquilo que temos de mais essencial: nossa humanidade.

A experiência pascal — paixão, morte e ressurreição — não é apenas um acontecimento do passado, mas uma realidade que se atualiza na vida de cada pessoa. Ela fala diretamente à mente, ao coração e ao espírito, propondo uma transformação profunda que começa dentro e se reflete no modo como vivemos e nos relacionamos.

Renovar a mente, à luz da Páscoa, significa rever pensamentos, abandonar julgamentos precipitados e abrir-se à verdade que liberta. Em tempos de polarização e intolerância, somos constantemente levados a pensar de forma rígida e defensiva. A ressurreição de Cristo, porém, nos convida a um novo olhar: mais amplo, mais humilde e mais disposto ao diálogo.

A renovação do coração passa pelo aprendizado do amor que acolhe, perdoa e reconstrói. Jesus, mesmo diante da dor e da injustiça, escolheu amar até o fim. Sua atitude nos inspira a romper com ciclos de ressentimento e indiferença, tão presentes na sociedade atual. Um coração renovado é capaz de enxergar o outro como irmão, e não como ameaça.

Já a renovação do espírito nos reconecta com o sentido da vida. Em meio a tantas distrações e superficialidades, a Páscoa nos chama a redescobrir o que realmente importa. Ela nos recorda que somos mais do que nossas preocupações diárias, mais do que nossas perdas e limitações. Há em cada ser humano uma dimensão profunda que busca sentido, paz e plenitude.

Essa transformação interior tem consequências concretas. Quando a mente se abre, o coração se humaniza e o espírito se fortalece, o mundo ao redor também começa a mudar. Relações são restauradas, gestos de solidariedade se multiplicam e a convivência se torna mais justa e fraterna.

A Páscoa, portanto, não é apenas um símbolo de fé, mas um chamado à reconstrução do humano em nós. Em tempos em que a indiferença e a violência parecem crescer, ela nos lembra que ainda é possível recomeçar. Renovar-se é também restaurar o olhar sobre o outro, reconhecer sua dignidade e valor.

Que esta Páscoa inspire uma verdadeira mudança de dentro para fora. Porque, ao renovar a mente, o coração e o espírito, também reconstruímos o sentido de humanidade que o mundo tanto precisa.

 

PE.EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Chocolate é altamente tóxico para os cães

 

Como a Páscoa se aproxima e com ela aumenta o consumo de chocolate. Comer chocolate pode ser fatal para um cão, dependendo do tamanho do animal, da quantidade e do tipo que ele ingerir.

Embora o chocolate possa ser tão gostoso e convidativo para os pets como para seus tutores, ele contém uma substância conhecida como theobromine, um alcalóide amargo relacionado com a cafeína, que pode ter efeitos perigosos no animal.

“Nessa época do ano, a presença de um chocolate esquecido sobre a mesa ou mesmo alguns pedaços oferecidos ingenuamente aos cães podem gerar um grave problema de saúde no animal”, alerta Vininha F. Carvalho, ambientalista, defensora dos direitos dos animais e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Segundo o veterinário Fabiano Faria, os sintomas dessa intoxicação surgem horas depois da ingestão e são similares a aqueles que acompanham muitas infecções gastro intestinais, incluindo vômitos, diarreia, hiperitividade, respiração pesada, ritmo acelerado na batida cardíaca, tremores musculares, acessos, distúrbios no controle de bexiga e até o coma. A dose tóxica de teobromina para cães é em torno de 100-150 mg por kg de peso e a dose letal situa-se entre 250-500 mg por kg de peso.

A rapidez com que o tratamento veterinário for procurado é fundamental, podendo este profissional ser capaz de provocar vômito para impedir a absorção massiva de theobromine ou remover a toxina do organismo do animal através de outras formas que ele tem conhecimento.

“Escolher bem os alimentos para seu animal é ter certeza que ele será sempre saudável. Lembre-se que em hipótese nenhuma, devem ser estimulados nele hábitos de comer com os seus tutores, pois ele tem necessidades específicas em sua dieta. Além disso, não existe nada mais desagradável do que um animal que fica mendigando comida à mesa”, finaliza Vininha F. Carvalho.




Quando o coração volta a arder

 

Poucos textos bíblicos traduzem tão bem a experiência humana quanto o relato dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). Ali se narra a tristeza de dois discípulos, até então desconhecidos, que partem de Jerusalém com seus corações abatidos após a paixão e morte de Jesus. No caminho, Jesus se aproxima deles e explica-lhes a realidade, fazendo seus corações arderem com suas palavras. Por fim, aceita entrar na casa deles para que o reconhecessem ao partir o pão.

Não se pode julgar esses discípulos, porque todos nós, em algum momento da vida, já tivemos de lidar com expectativas não correspondidas que nos levam a pensar se vale a pena seguir adiante, se já não chegou ao fim aquela estrada, especialmente, quando nos sentimos incapazes de enfrentar a realidade. O pensamento de retornar a Emaús é fruto da busca de refúgio, de silêncio, do cansaço ou mesmo do ceticismo, quando o sol das nossas esperanças parece ter se posto definitivamente. A tristeza, a desilusão e a decepção geravam naqueles homens um rosto abatido. Eram pessoas boas, mas transpassadas pelo peso da realidade e por sentimentos que os impediam de enxergar além da dor. Eles não são “incrédulos”, são apenas pessoas cansadas pelas exigências da vida que lhes exigem mais do que podiam dar naquele momento. Mas aqui está um dos detalhes mais bonitos da Páscoa que, às vezes, deixamos passar: Jesus já estava lá também.

Antes de qualquer oração bonita ou reconhecimento teológico, Jesus se aproxima. Ele não espera que os discípulos recuperem a fé para aparecer. Ele entra na conversa enquanto eles ainda estão reclamando, duvidando e sofrendo. É bonito perceber que eles não sabiam, mas Jesus caminhava com eles. Muitas vezes, achamos que Deus só está conosco quando tudo brilha, quando tudo funciona. Mas a verdade das Escrituras é mais concreta: Jesus é o companheiro de estrada que caminha conosco. Ele ouve o nosso desabafo, respeita o nosso passo lento e não nos atropela com respostas prontas. Ele está ali, incógnito, dividindo a poeira do caminho.

No meio daquela conversa desanimada, o “Estrangeiro” começou a falar. Escutava-os, orientava-os e conduzia seus corações. Assim, a viagem ficou mais leve e o caminho que os levaria à desistência, tornou-se um caminho de ressurreição. Ele foi ligando os pontos para demonstrar que aquilo que parecia um fim de linha era, na verdade, parte de um plano muito maior.

O interessante na pedagogia de Jesus é que Ele não interrompe a tristeza deles com um prodígio retumbante. Ele se aproxima como um estrangeiro, isto é, faz-se distante para tornar-se próximo. Jesus respeita o passo lento de quem está ferido. Ele não exige alegria imediata, ao contrário, pede apenas o relato da dor: “O que vocês vêm conversando pelo caminho?” Assim como no relato da criação, em Gênesis 1 ou no belo texto de Ezequiel 37,1-14, suas palavras foram organizando o caos que havia naqueles corações, revitalizando os ossos ressequidos pelos desafios e pelas dores da vida, aquecendo o coração daqueles discípulos e lhes dando novo ânimo. Mostrando que nada havia saído do controle de Deus.

A passagem continua lembrando que Jesus fez menção de ir adiante. Ele é educado e não invade a nossa vida; espera o nosso convite. Quando aqueles homens dizem: “Fica conosco, pois a noite cai”, eles estão abrindo a porta para que a presença, que já era real, se tornasse visível. Aquele que eles julgavam estar morto era o único que estava realmente vivo, sustentando os passos deles durante todo o trajeto.

A grande mensagem da Páscoa para nós é que o Ressuscitado não é alguém que está apenas no final da linha. Ele é quem nos trouxe até aqui. Mesmo quando não percebemos sua presença, Ele sempre esteve nos acontecimentos da nossa vida. Dor, tristeza e coração frio não são barreiras para sua presença. É justamente isto que parece atraí-lo para perto de nós. Ele está sempre soprando as brasas em nossa alma.

A Páscoa não é apenas sobre um túmulo vazio em um lugar distante. É a certeza de que não existe estrada solitária para quem se deixa encontrar por esse “Estrangeiro” que, no fundo, já é o dono da nossa casa. Celebrar a Páscoa é ter a coragem de refazer o caminho. É transformar a desolação em missão. Não somos chamados a viver em Emaús, mas a retornar para a Jerusalém das nossas cidades, das nossas famílias, dos nossos compromissos e dos nossos desafios, às vezes, lugares onde morte e dor ainda nos assustam, anunciando que a Vida venceu. Cristo não nos livra das estradas longas, mas garante que nenhuma delas será percorrida na solidão.

Que nesta Páscoa o nosso coração também volte a arder ao ouvir sua voz e que, olhando para nossa própria história, consigamos perceber que Ele sempre esteve no meio de nós.

 

Padre Antônio Xavier é missionário da comunidade Canção Nova.




Dia da Mentira: saiba como agir se o seu filho mente muito

 

Imagem Freepik

Barueri, 30 de março de 2026 – No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, o tema costuma aparecer em tom de brincadeira. No cotidiano das famílias, porém, quando uma criança começa a negar fatos evidentes ou inventar histórias para escapar de uma bronca, o assunto pode gerar preocupação. Qual pai, mãe ou responsável nunca ouviu de uma criança frases como “não fui eu”, “eu já fiz a lição” ou “o cachorro comeu o chocolate”? Mas afinal, mentir é um sinal de problema no comportamento infantil?

De acordo com Jacqueline Cappellano, coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), as primeiras mentiras costumam aparecer por volta dos três ou quatro anos de idade, fase em que o indivíduo começa a desenvolver habilidades como imaginação, linguagem e compreensão das regras sociais, e percebe que pode manipular informações para evitar punições ou obter algum benefício.

“Esse é um passo importante no amadurecimento cognitivo”, explica. “Na maioria das vezes, a mentira infantil não está ligada à malícia ou à intenção de enganar de forma grave. Muitas vezes, ela surge por medo de punição, para agradar aos adultos ou simplesmente como extensão do universo imaginativo da criança.” A criança muitas vezes mente por receio de perder o amor do adulto, pois não sabe como será sua reação ao contar a verdade sobre algo “errado” que fez.

Segundo a especialista, nessa etapa o “faz de conta” é um recurso importante para o desenvolvimento emocional e criativo. Por isso, nem sempre o que os adultos interpretam como mentira é uma tentativa deliberada de enganar: a criança não faz para manipular, até porque nem teria condições cognitivas para isso. Em determinadas situações, a mentira aparece como forma de autoproteção: a criança pode negar que quebrou um objeto ou que não fez a tarefa de casa por receio da reação dos adultos.

“É importante lembrar que a criança ainda está aprendendo a lidar com regras sociais e emoções. Mentir pode ser uma tentativa de resolver um problema imediato, sem que ela compreenda totalmente as consequências”, destaca Capellano.

Como os adultos devem reagir?

Diante de uma mentira, a reação dos adultos influencia diretamente a frequência do comportamento. Castigos severos ou humilhações, por exemplo, tendem a produzir o efeito contrário ao desejado. “Quando a mentira é descoberta, o ideal é manter a calma e conversar com a criança. Reações muito duras podem aumentar o medo e fazer com que ela minta ainda mais para evitar punições”, orienta a docente.

Em vez de focar apenas no erro, a recomendação é transformar o episódio em um momento de aprendizado. Algumas estratégias incluem: explicar por que a verdade é importante nas relações; reforçar que todos podem cometer erros; e valorizar quando a criança fala a verdade, mesmo em situações difíceis.

Em uma situação hipotética em que uma criança diga que foi à Disney no feriado, por exemplo, ao ouvir a história, o adulto não deve reagir com repreensão imediata ou constrangimento. O mais adequado é acolher o relato e ajudar a criança a diferenciar imaginação e realidade. Pode-se dizer à criança algo como: “A Disney parece um lugar muito divertido mesmo, que muita gente sonha em conhecer. Mas o que você fez mesmo no final de semana?”.

Essa abordagem ajuda a criança a refletir sobre o que disse sem se sentir envergonhada e transforma a situação em aprendizado, mostrando que fantasias podem fazer parte das brincadeiras, mas que, nas conversas do dia a dia, a honestidade é fundamental.

Outro ponto importante é dar o exemplo dentro de casa, como em episódios em que o adulto mente que não está em casa para não receber uma visita indesejada. “As crianças observam o comportamento dos adultos o tempo todo. Quando veem pais ou responsáveis mentindo em situações cotidianas, podem entender que isso é aceitável”, afirma Capellano.

A educadora aponta a necessidade de a família refletir sobre o clima da casa, a forma como os conflitos são resolvidos e a abertura para o diálogo – aspectos que influenciam diretamente o comportamento das crianças. Ambientes em que os pequenos se sentem seguros para falar, errar e aprender tendem a reduzir a necessidade de recorrer à mentira como mecanismo de defesa.

Para os pais, o episódio de uma mentira pode ser também um convite à reflexão sobre como anda a dinâmica da família e quais oportunidades existem para fortalecer vínculos, confiança e escuta dentro de casa. “A criança precisa sentir que pode dizer a verdade sem medo de humilhação ou punições desproporcionais. Quando o ambiente familiar é acolhedor, o diálogo acontece com mais naturalidade e os valores, como a honestidade, são construídos no cotidiano”, afirma Jacqueline Capellano.

Quando é preciso ficar atento?

Embora a mentira faça parte do desenvolvimento infantil, existem situações que exigem mais atenção dos responsáveis. Quando o comportamento se torna frequente e compulsivo, se prejudica a criança ou um terceiro envolvido, ou envolve histórias muito elaboradas e distantes da realidade, pode ser um sinal de alerta.

Em casos extremos, o comportamento pode estar associado a dificuldades emocionais ou algum outro problema mais sério. “Se a criança mente de forma persistente, mesmo sem motivo aparente, ou usa a mentira como principal forma de lidar com conflitos, é importante buscar orientação de profissional especializado como um terapeuta infantil que possa orientar a família”, finaliza Cappellano.

A especialista: Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.




Quatro dicas para manter o hábito da atividade física e fugir do sedentarismo

 

O encerramento do primeiro trimestre costuma ser um período de revisão de muitas das promessas feitas na virada do ano. É comum que muitas pessoas se comprometam a realizar mais atividades físicas, cuidar mais da alimentação e guardar dinheiro, por exemplo. Ao longo dos meses seguintes, porém, muitos desses compromissos precisam ser revistos porque não estão sendo cumpridos.

No caso da prática de exercícios físicos, um levantamento da Opinion Box, empresa especializada em pesquisas de mercado e comportamento do consumidor, revela que 63% dos alunos desistem da academia nos primeiros meses do ano. Esse fenômeno de abandono precoce reforça o desafio de transformar o entusiasmo inicial em uma rotina sustentável a longo prazo.

A falta de atividade física gera impactos diretos na saúde pública e atinge cerca de 40% da população adulta brasileira, conforme os dados da Pesquisa Vigitel 2024 e projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Ministério da Saúde, o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, insuficiência venosa e trombose. A atenção deve ser redobrada a partir dos 40 anos, idade em que o metabolismo e o sistema circulatório exigem cuidados específicos.

Para quem busca manter o ritmo e evitar os perigos associados à inatividade, existem quatro estratégias essenciais que auxiliam ao longo deste processo:

  1. Ajuste de expectativas: o foco no bem-estar diário e treinos mais curtos, de 30 a 45 minutos, evitam a frustração por falta de tempo.
  2. Constância: seguir o cronograma é fundamental. A frequência na atividade é uma das etapas mais importantes para colher resultados positivos em médio e longo prazo.
  3. Resultados além do estético: uma das ilusões mais comuns é a espera por mudanças físicas imediatas. No entanto, é importante notar que outros benefícios surgem mais rápido, como a melhora do sono e da disposição.
  4. Conforto físico e suporte: o surgimento de dores musculares e o desconforto nas pernas são causas frequentes de desistência. O alongamento adequado, orientações corretas para a execução das atividades e o uso da compressão graduada favorecem a recuperação muscular e o melhor desempenho nos exercícios.

Saúde vascular fortalecida

Os principais benefícios da atividade física são os reflexos positivos na saúde das pernas. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) destaca que o exercício ativa a musculatura da panturrilha, essencial para o retorno venoso e para a prevenção de inchaços.

Neste contexto, a recomendação para o uso de compressão graduada ganha relevância. Diferente de uma meia comum, ela exerce uma pressão controlada que auxilia as veias no transporte do sangue de volta ao coração. Para quem luta contra a fadiga nas pernas e busca cumprir o cronograma de exercícios, a terapia de compressão oferece vantagens como redução da fadiga, recuperação acelerada, suporte e conforto ao longo do dia.

A SIGVARIS GROUP, referência no tratamento de doenças circulatórias, desenvolve soluções médicas de alta qualidade que unem suporte técnico e bem-estar. O portfólio da marca apresenta modelos com diferentes texturas e cores que se adequam à rotina da prática esportiva.

Escute suas Pernas

Para conscientizar a sociedade sobre os riscos e a importância de se prevenir doenças venosas, a SIGVARIS GROUP lançou a campanha “Escute Suas Pernas”, que visa compartilhar informações de saúde em todos os seus canais. Saiba mais no site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e no perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.