PROFECIA É MISSÃO!

 

O anúncio do evangelho está profundamente alinhado com o “Eu vim para que todos tenham vida” e o “Afastai-vos de mim, malditos, porque tive fome e não me destes de comer…” pronunciados por Jesus. Ser cristão é ser sacerdote, profeta e pastor, e isso está associado não simplesmente à coragem e ao destemor, mas à escuta e à obediência à Palavra do Senhor.

Sem escuta não há obediência e sem palavra não existe profecia.

Ser profeta hoje não significa vestir a armadura dos grandes heróis do passado, mas assumir a coragem e a beleza de ser o porta-voz do Reino de Deus em meio às dores do mundo.

A verdadeira profecia nasce no silêncio da escuta íntima com o Criador e deságua na urgência inadiável da justiça social.

Quando Jesus proclama que veio para que todos tenham vida em abundância, Ele coloca a dignidade humana no centro de qualquer anúncio religioso autêntico. Não há pregação crível onde há fome crônica, exclusão sistemática e silenciamento dos oprimidos. Da mesma forma, não há fé verdadeira sem o respaldo da caridade porque, a “fé sem obras é morta!”

O sacramento do batismo nos insere irrevogavelmente nessa tríplice missão e responsabilidade de ser profeta, sacerdote e pastor.

Ser sacerdote é oferecer a própria existência como hospedagem viva para a graça divina.

Ser pastor é cuidar com ternura dos feridos caídos ao longo do caminho.

Ser profeta é denunciar sem medo as estruturas de morte que empurram os vulneráveis para as margens da história, anunciando simultaneamente a alternativa restauradora do amor e da solidariedade.

Essa postura exige discernimento constante, pois o verdadeiro profeta nunca busca o aplauso fácil do mundo, mas a fidelidade radical ao Evangelho.

A missão profética incomoda porque confronta diretamente a zona de conforto individualista e lembra que a fé desacompanhada de obras de justiça é estéril e morta.

Portanto, abraçar a profecia como missão quotidiana é aceitar o risco evangélico de ser semente que cai na terra para frutificar. É compreender de uma vez por todas que o anúncio da Boa Nova só possui credibilidade real quando se encarna na defesa intransigente da vida, transformando o altar do culto no compromisso concreto com o irmão que sofre.

 

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Feriado de Nossa Senhora Aparecida terá programação especial para peregrinos na Canção Nova

(Foto Larissa Ramos)

A Canção Nova, “a Casa de Maria”, como dizia seu fundador, padre Jonas Abib (in memoriam), preparou uma programação especial em Cachoeira Paulista (SP) para o fim de semana prolongado, de 10 a 12 de outubro de 2026. A entrada e o estacionamento são gratuitos.

No fim de semana, em comemoração ao Dia das Crianças, as atividades serão voltadas para a evangelização infantil, que também é parte da missão da Canção Nova. “E Tu, menino, serás profeta do Altíssimo” é o tema que norteará o “Acampamento Canção Nova Kids”, no Centro de Evangelização.

Além de música do início ao fim do programa, com o Ministério Canção Nova Kids, haverá pregações para as crianças conduzidas por sacerdotes já familiarizados com a dinâmica e a linguagem para o público infantil: padre Carlos Victal, da Comunidade Canção Nova; padre Eduardo Zanom (padre Dudu), da Arquidiocese de Palmas (TO), e padre Chrystian Shankar, reitor do Santuário São Frei Galvão, em Divinópolis (MG). Ele presidirá a missa no sábado (10), às 16h.

No roteiro elaborado, não poderia faltar a homenagem à Mãe do Céu. Este momento, no qual as crianças irão coroar Nossa Senhora, está programado para o domingo (11), às 9h30. A manhã segue animada com duas apresentações de teatro: a primeira feita pelo grupo “Sentinelas”, às 9h45, e a segunda pela “Tia Adelita”, do Cantinho da Criança, às 10h50. Na sequência, numa conversa de coração para coração, os pequenos farão suas orações diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, às 11h30.

Na parte da tarde, haverá encenação com o “Clubinho do Jonas” e contação de história – “Jesus, o bom pastor anunciado pelos profetas”. A missa de encerramento será às 15h30, presidida pelo padre Carlos Victal.

A programação completa do Acampamento Canção Nova Kids está disponível no link: https://eventos.cancaonova.com/acampamento-cancao-nova-kids-2026/

Kairós “Viva a Mãe de Deus e nossa”

No dia 12 de outubro, no Rincão do Meu Senhor, a Canção Nova realizará um dia de oração dedicado à devoção à Mãe Aparecida.

A missionária Sônia Venâncio, propagadora da espiritualidade mariana, fará a primeira pregação, às 9h40. Na sequência, às 10h40, irá conduzir a Adoração ao Santíssimo Sacramento, com o padre Bruno Antônio, e rezará o Terço Mariano às 18h, na Ermida Mãe Rainha.

Na programação da tarde, o missionário e seminarista da Comunidade Canção Nova, Clayton Soares, fará a segunda pregação do dia, às 13h35. O Terço da Misericórdia, às 15h, e a missa de encerramento do Kairós, às 15h30, acontecerão no Santuário do Pai das Misericórdias.

Padre Jonas Abib, ao longo de sua vida, sempre cultivou uma intensa devoção à Virgem Maria. No livro “Canção Nova: Uma Obra de Deus – Nossa História, Identidade e Missão”, ele conta: “Na Canção Nova foi Ela quem fez tudo; nada se fez sem Sua participação. É Ela quem nos vai conduzir à plena realização da missão para a qual o Pai nos criou Canção Nova”.

Serviço

Acampamento Canção Nova Kids 

Data: 10 e 11 de outubro de 2026

Evento: Kairós “Viva a Mãe de Deus e Nossa”

Data: 12 de outubro de 2026

Local: Canção Nova

Endereço: Av. João Paulo II, s/nº, Alto da Bela Vista – Cachoeira Paulista (SP)
Entrada:
Gratuita




AVISO DO TEMPO

 

O Tempo endereça às criaturas o seguinte aviso, em cada amanhecer:

– Certamente, Deus te concederá outros dias e outras oportunidades de trabalho, mas faze agora todo o bem que puderes, porque dia igual ao de hoje só terás uma vez.

                                                                EMMANUEL

Do “Livro de Respostas” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editoras FEB e CEU

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




11 de Outubro — Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

 

 
O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade é celebrado no Brasil em 11 de outubro. Seu objetivo é conscientizar a população sobre a importância da prevenção, a prevalência do excesso de peso e seus impactos na saúde. Também busca incentivar hábitos de vida saudáveis, combater o preconceito associado às pessoas que vivem com a doença e destacar a importância do acompanhamento médico e nutricional individualizado.

A obesidade é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica e recidivante, resultante de interações complexas entre genética, mecanismos de regulação do apetite, comportamento alimentar, dificuldades de acesso a uma alimentação saudável e condições sociais e ambientais.

Nas últimas décadas, mudanças nos sistemas alimentares, nas formas de trabalho, nos deslocamentos e nos hábitos de vida favoreceram ambientes que facilitam o ganho de peso.

Prevalência 

Segundo a OMS, em 2022, 2,5 bilhões de adultos apresentavam excesso de peso, incluindo mais de 890 milhões que viviam com obesidade. A doença atingia cerca de 16% da população mundial com 18 anos ou mais, e sua prevalência mais que dobrou entre 1990 e 2022.

O avanço também ocorreu entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos: nesse grupo, à proporção que vivia com obesidade passou de 2% para 8% no mesmo período, alcançando mais de 160 milhões de jovens em 2022.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de obesidade entre adultos das capitais e do Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, um aumento de aproximadamente 118%.

A situação de crianças e adolescentes também merece atenção. Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2026, da Federação Mundial de Obesidade, estima-se que, em 2025, cerca de 38% dos brasileiros de 5 a 19 anos apresentavam sobrepeso ou obesidade quase o dobro da média mundial, de 20,7%.

 

Classificação do sobrepeso e a obesidade?

Em adultos, o Índice de Massa Corporal (IMC) é calculado dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, multiplicada por ela mesma:

IMC = peso ÷ (altura × altura)

Resultados a partir de 25 e menores que 30 kg/m² indicam sobrepeso. Valores iguais ou superiores a 30 kg/m² indicam obesidade.

Em crianças e adolescentes, a avaliação considera a idade e o sexo, utilizando curvas de crescimento específicas. Dos 5 aos 19 anos, compara-se o IMC com os valores de referência para a idade. Nos menores de 5 anos, avalia-se o peso em relação à altura. Por isso, os valores usados para classificar sobrepeso e obesidade em adultos não se aplicam a essas faixas etárias.

Fatores de risco

O desenvolvimento da obesidade envolve a interação de diversos fatores, como:

  • Predisposição genética e histórico familiar: influenciam o apetite, o armazenamento e a distribuição da gordura corporal e a suscetibilidade ao ganho de peso.
  • Alimentação: padrões alimentares que favorecem a ingestão de energia acima das necessidades do organismo, incluindo o consumo frequente de bebidas açucaradas e alimentos de alta densidade energética, podem contribuir para o ganho de peso.
  • Pouca atividade física e comportamento sedentário: a prática insuficiente de atividade física e o tempo prolongado sentado são fatores distintos que podem favorecer o ganho de peso.
  • Sono insuficiente: está associado ao ganho de peso e pode influenciar a fome, as escolhas alimentares e a quantidade de alimentos consumidos.
  • Fatores psicológicos: estresse prolongado, depressão e episódios de compulsão alimentar podem contribuir, com efeitos que variam entre as pessoas.
  • Ambiente e condições sociais: preço e disponibilidade dos alimentos, condições de trabalho e acesso a espaços seguros para atividade física influenciam a possibilidade de manter hábitos saudáveis.
  • Medicamentos e algumas condições clínicas: determinados medicamentos e doenças podem favorecer o ganho de peso e devem ser considerados na avaliação individual.
Impactos na saúde

O excesso de peso e a obesidade estão associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, alguns tipos de câncer, doença renal e esteatose hepática.

Depressão e ansiedade também podem estar relacionadas à obesidade, em uma relação complexa que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Na infância e na adolescência, os impactos também incluem maior risco de desenvolver essas doenças precocemente e de permanecer com obesidade na vida adulta. Além das consequências físicas, o estigma, a discriminação e o bullying podem comprometer o bem-estar e a qualidade de vida.

Prevenção e cuidado ao longo da vida

A prevenção começa nos primeiros anos de vida e envolve estratégias que devem ser mantidas ao longo do tempo. Entre as medidas recomendadas pela OMS estão:

  • Gestação e primeiros anos de vida: acompanhar o ganho de peso na gravidez, apoiar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e sua continuidade até os dois anos ou mais.
  • Alimentação: priorizar frutas, hortaliças, leguminosas, grãos integrais e castanhas, além de limitar bebidas açucaradas e alimentos de alta densidade energética.
  • Movimento: praticar atividade física regularmente, reduzir o tempo sedentário e limitar o uso de telas, especialmente entre crianças e adolescentes.
  • Sono e bem-estar emocional: cuidar da duração e da qualidade do sono e oferecer apoio às dificuldades emocionais que interferem nos hábitos de vida.
  • Acompanhamento profissional: avaliar a evolução do peso, a pressão arterial, a glicemia e os lipídios, além de identificar condições associadas e definir o cuidado individualizado. Quando necessário, o tratamento pode incluir medicamentos ou cirurgia.

Além das calorias, o tipo de alimento importa

Além das calorias, o tipo de alimento importa

Na prevenção e no tratamento da obesidade, a atenção à alimentação precisa ir além da contagem de calorias. A composição das refeições e os tipos de alimentos consumidos também merecem atenção.

Um ensaio clínico de 2025, publicado na Nature Medicine, avaliou 55 adultos que receberam duas dietas por oito semanas cada: uma à base de alimentos minimamente processados e outra de ultraprocessados. Ambas seguiam orientações alimentares britânicas, e os participantes podiam comer livremente, sem uma meta fixa de calorias.

Houve perda de peso nas duas condições, mas a redução média foi maior com a dieta minimamente processada: 2,06% versus 1,05% do peso corporal.

Em outro ensaio clínico, publicado em 2019 na Cell Metabolism e realizado nos Estados Unidos, 20 adultos receberam uma dieta com ultraprocessados e outra sem ultraprocessados, por duas semanas cada. As refeições oferecidas foram planejadas para ter quantidades semelhantes de calorias, macronutrientes, açúcares, sódio e fibras, mas os participantes podiam comer quanto desejassem.

Durante as duas semanas com ultraprocessados, consumiram, em média, 508 calorias a mais por dia e ganharam cerca de 900 gramas. Nas duas semanas sem ultraprocessados, perderam aproximadamente 900 gramas. A velocidade de ingestão também foi maior na primeira condição, mostrando que as características dos alimentos podem influenciar a forma e a quantidade que comemos.

Isso mostra que o déficit calórico faz parte do processo de emagrecimento, mas os alimentos escolhidos influenciam a quantidade que consumimos. Por isso, uma orientação alimentar precisa considerar tanto a quantidade quanto a qualidade do que vai ao prato.

 

Escrita por:

Adriana Stavro – Nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo

Curso de formação em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard Medical School

Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein 

Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto Valéria Pascoal (VP) Pós-graduada EM Fitoterapia pela Courses4U.

Instagram – @nutriadrianastavro – Mais informações https://lattes.cnpq.br/

 




Envelhecer bem: exercícios ajudam a preservar força, mobilidade e autonomia

 

Manter-se fisicamente ativo é uma das principais estratégias para chegar à velhice com saúde e independência, já que o corpo passa por diversas mudanças ao longo da vida.

“Há uma tendência de redução da massa e da força muscular, além de alterações no equilíbrio, na mobilidade e na capacidade cardiorrespiratória. Por isso, um programa de exercícios diversificado ajuda a minimizar essas perdas e, principalmente, a preservar capacidades necessárias para atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio diante de um tropeço”, explica Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.

Portanto, o ideal é combinar exercícios ou modalidades que trabalhem diferentes capacidades físicas. Veja:

1. Exercícios aeróbicos: para ter fôlego e um coração forte

Caminhar, pedalar, nadar ou dançar são exemplos de atividades que aumentam a frequência cardíaca e respiratória e tornam coração, pulmões e sistema circulatório mais eficazes para fornecer oxigênio aos músculos.

Esse tipo de exercício ajuda a prevenir e controlar fatores associados às doenças cardiovasculares e metabólicas. Além disso, um bom condicionamento permite realizar tarefas cotidianas, como caminhar, fazer compras ou subir escadas, com menos cansaço.

Boas opções: caminhada em ritmo acelerado, bicicleta, natação, hidroginástica, dança, corrida, bicicleta ergométrica, escada e elíptico são ótimas opções.

A recomendação da OMS é acumular de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, podendo também combinar as duas intensidades.

2. Fortalecimento muscular: para ter independência 

O envelhecimento está associado à perda progressiva de massa muscular e à diminuição da força (sarcopenia), além da deterioração das articulações, o que pode comprometer a realização de tarefas simples e a autonomia.

“Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência. Eles ajudam a preservar a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas, agachar para pegar alguma coisa no chão e realizar outras tarefas do dia a dia”, reforça Ulloa.

O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional.

Boas opções: musculação, exercícios com faixas elásticas, pilates, exercícios com o peso do próprio corpo (calistenia) — como agachamentos adaptados e flexões na parede — e treinamento funcional.

A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior envolvendo os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.

3. Equilíbrio: para evitar quedas

À medida que envelhecemos, o equilíbrio ganha importância, pois depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso para controlar o corpo e reagir rapidamente a mudanças no ambiente.

Na prática, essa capacidade é acionada quando uma pessoa pisa em uma superfície irregular, desvia de um obstáculo ou recupera a estabilidade depois de um tropeço.

Boas opções: tai chi chuan, ioga, exercícios funcionais, caminhar em diferentes direções, ficar apoiado em um pé e exercícios que envolvam mudanças de direção, transferência do peso corporal e coordenação.

“Podem ser realizados com acessórios que criam diferentes níveis de instabilidade, como bosu, discos e almofadas de equilíbrio, plataformas de equilíbrio (balance board), bolas suíças e step, com o grau de dificuldade adaptado à capacidade de cada pessoa e progressão gradual”, comenta Ulloa.

A recomendação da OMS é praticar em três ou mais dias por semana atividades multicomponentes que enfatizem equilíbrio funcional e treinamento de força.

4. Alongamento e mobilidade: para manter liberdade de movimento

Exercícios voltados a essas capacidades ajudam a manter a amplitude dos movimentos e facilitar tarefas cotidianas, especialmente quando integrados a uma rotina que também inclua força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

A flexibilidade está relacionada à capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem, enquanto a mobilidade envolve a capacidade de uma articulação se movimentar adequadamente e com controle.

Boas opções: Sessões de alongamento, ioga, pilates, exercícios de mobilidade articular e movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

“As diretrizes atuais da OMS não estabelecem uma quantidade semanal específica de alongamentos para pessoas idosas, mas eu recomendo incluir mobilidade e alongamento antes de iniciar qualquer treino ou modalidade”, orienta o médico do esporte.

Não é preciso escolher apenas um

Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade simultaneamente. Uma aula de dança, por exemplo, pode oferecer estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio; já determinados exercícios funcionais podem combinar força, mobilidade e equilíbrio.

“O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida”, finaliza Ulloa.




Sedentarismo entre os jovens pode aumentar risco de doenças cardíacas no futuro

 

Mais de 80% dos adolescentes em todo o mundo não praticam atividade física suficiente para manter a saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A recomendação da entidade é que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos diários de atividade física.

Ao mesmo tempo, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) alerta que a inatividade física está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e obesidade. Pessoas sedentárias apresentam risco de morte entre 20% e 30% maior do que aquelas que mantêm níveis adequados de atividade física.

Diante desse cenário, a médica cardiologista Fernanda Douradinho chama atenção para a necessidade de iniciar a prevenção cardiovascular ainda na infância.O sedentarismo entre crianças e adolescentes têm impacto direto na saúde presente e futura.

“O sedentarismo na infância e na adolescência pode ter consequências que acompanham o indivíduo até a vida adulta. A falta de atividade física favorece o ganho de peso, o aumento da pressão arterial, alterações do colesterol e maior risco de resistência à insulina e diabetes”, explica.

Os hábitos adquiridos durante essa fase tendem a ser levados para o resto da vida. Uma criança ou adolescente sedentário pode chegar à idade adulta já acumulando fatores de risco para doenças cardiovasculares. A prevenção precisa começar cedo. Estimular o movimento e a atividade física desde a infância é uma forma de cuidar do coração não apenas hoje, mas também no futuro.

O crescimento do tempo de tela, a redução das atividades ao ar livre, a piora da qualidade do sono e a alimentação baseada em produtos ultraprocessados estão entre os fatores que preocupam os especialistas.

“O que mais preocupa é observarmos cada vez mais cedo fatores de risco que antigamente eram associados principalmente aos adultos. Crianças e adolescentes podem apresentar excesso de peso e obesidade, pressão arterial elevada, alterações do colesterol, resistência à insulina e até diabetes tipo 2”, afirma Fernanda.

Doenças do coração começam antes dos sintomas

A crença de que doenças cardiovasculares são um problema exclusivo da terceira idade já não corresponde à realidade. Embora infartos, AVCs e outras complicações sejam mais frequentes em pessoas mais velhas, a construção do risco cardiovascular inicia-se muito antes.

As doenças cardiovasculares geralmente se manifestam clinicamente na vida adulta, mas o processo que leva a elas pode começar muito antes. A Dra. Fernanda Douradinho faz um alerta para a mudança do estilo de vida das novas gerações que mudou bastante. “Temos mais tempo de tela, menos brincadeiras e atividades ao ar livre, maior consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além de alterações na qualidade do sono”.

O mais importante é transformar hábitos saudáveis em parte da rotina familiar. Incentivar crianças e adolescentes a se movimentarem diariamente, praticarem esportes, brincarem ao ar livre e reduzirem o tempo sedentário diante das telas é fundamental.

Sobre Fernanda Douradinho

Fernanda Douradinho da Rocha Silva é médica cardiologista, formada em 2007 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Universitário Lusíadas). Realizou residência em Clínica Médica (2008–2010) e Cardiologia (2010–2012) no Hospital Ana Costa, em Santos.

Possui título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 2013. Atualmente, atua como médica diarista nas Unidades de Terapia Intensiva de Cardiologia do Hospital Guilherme Álvaro, e também coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Guilherme Álvaro, professora da disciplina de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UNAERP e mantém seu consultório de cardiologia na Av. Ana Costa, em Santos.




Ludopatia: o transtorno do jogo e os riscos das apostas online para a saúde mental

 

O vício em apostas, hoje reconhecido como transtorno do jogo, deixou de ser visto apenas como um problema de comportamento para se tornar uma condição de saúde com impactos profundos na vida financeira, familiar e psicológica. A classificação, adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID-11, define a ludopatia como um transtorno relacionado a comportamentos aditivos, no qual a pessoa perde o controle sobre o ato de apostar e continua jogando mesmo diante de consequências negativas.

A psicóloga Carol França explica que a ludopatia é considerada uma condição de saúde porque pode produzir prejuízos significativos no funcionamento financeiro, familiar, profissional, social e psicológico. Ela destaca também que nem toda pessoa que aposta desenvolve um transtorno e que o problema está relacionado ao padrão de comportamento, à perda de controle e aos prejuízos associados.

O alerta ganha ainda mais relevância com a expansão das apostas online, que facilitam o acesso contínuo ao jogo e intensificam o risco de dependência. Segundo a OMS, os danos relacionados às apostas podem incluir problemas de saúde mental e até suicídio.

“O transtorno do jogo pode estar associado a sofrimento psicológico importante, incluindo ansiedade, depressão, estresse, vergonha e conflitos familiares e financeiros. A facilidade de acesso às apostas online também permite que a pessoa aposte de maneira praticamente contínua, o que pode favorecer a manutenção do comportamento problemático. A associação com comportamento suicida merece atenção especial. Percebe-se maior frequência de ideação e tentativas de suicídio entre pessoas com problemas relacionados ao jogo, embora, os estudos disponíveis não permitam afirmar que o jogo, isoladamente, seja a causa do comportamento suicida. Por isso, quando existe desesperança, pensamentos de morte ou fala sobre suicídio, a situação deve ser tratada como uma urgência em saúde mental”, alertou a psicóloga.

Sinais de alerta

Entre os sinais de que uma pessoa pode estar desenvolvendo dependência, a especialista Carol França destacou: apostar valores maiores ou por mais tempo do que o planejado, dificuldade de parar, pensamento constante em apostas, tentar recuperar perdas apostando novamente, esconder o quanto aposta, comprometer recursos essenciais e deixar de lado trabalho, estudos e relacionamentos. A irritabilidade e a ansiedade quando não se pode apostar também são indicativos importantes.

O peso do endividamento

O endividamento provocado pelas “bets” costuma gerar um ciclo de estresse, culpa, vergonha e desesperança, de acordo com a psicóloga. Ela afirmou que muitas pessoas escondem as perdas da família, fazem novos empréstimos para tentar recuperar o dinheiro e agravam ainda mais o problema.

“Para a família, isso pode significar perda de confiança, conflitos conjugais, dificuldades para pagar despesas básicas e mudanças importantes na dinâmica familiar. A OMS reconhece entre os danos associados ao jogo problemas financeiros, conflitos e rupturas familiares, violência familiar e sofrimento psicológico. É importante evitar uma abordagem baseada apenas na culpa. O endividamento precisa ser enfrentado, mas também é necessário compreender e tratar o comportamento de aposta que está contribuindo para a manutenção desse ciclo”.

Jovens em risco

Adolescentes e jovens formam um grupo especialmente vulnerável. Carol França, que coordena o curso de psicologia da Estácio, afirma que nessa fase de desenvolvimento, marcada pela busca por novidades e pela influência dos pares, as apostas apresentadas como entretenimento ou associadas ao esporte tendem a ser normalizadas. Segundo ela, no ambiente online, a facilidade de acesso e a exposição constante à publicidade reforçam esse cenário, o que torna essenciais a prevenção, a educação financeira e a supervisão dos adultos responsáveis.

Como a família deve agir

A orientação da profissional é conversar de forma direta, mas sem julgamento ou humilhação. “A família pode estimular a busca por avaliação profissional; ajudar a pessoa a interromper o acesso às apostas; estabelecer limites claros para o uso de recursos financeiros, quando necessário; não assumir ou encobrir repetidamente as dívidas para que o problema continue invisível; acompanhar o tratamento, quando a pessoa desejar e quando isso fizer parte da proposta terapêutica; cuidar também da própria saúde mental. É importante lembrar que a família não consegue tratar sozinha um transtorno do jogo. Ela pode ser uma importante fonte de apoio, mas o cuidado profissional é fundamental”, salientou.

Existe tratamento

De acordo com a psicóloga Carol França, o acompanhamento pode envolver psicoterapia, avaliação médica e psiquiátrica quando necessária, intervenções voltadas ao controle do comportamento de apostar, manejo de ansiedade e outros sintomas, prevenção de recaídas e tratamento de possíveis transtornos associados. O Ministério da Saúde informa que o cuidado pode ser realizado por equipe multiprofissional e incluir atendimentos individuais e em grupo e, em alguns casos, medicação.

“No Brasil, a pessoa pode procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Os CAPS são serviços públicos de saúde mental com equipes multiprofissionais e podem acolher pessoas em sofrimento psíquico e organizar o cuidado de acordo com a necessidade. Atualmente, o Ministério da Saúde também disponibiliza orientação específica sobre problemas relacionados a jogos e apostas, inclusive teleatendimento em saúde mental pelo Meu SUS Digital.

Além do cuidado em saúde, medidas práticas para reduzir o acesso às apostas podem fazer parte do plano de proteção. O Ministério da Saúde informa, por exemplo, a existência de uma plataforma de autoexclusão, que permite solicitar o bloqueio das contas em plataformas de apostas autorizadas”.

E a especialista fez um alerta: “Se houver pensamentos de morte ou intenção suicida, não se deve esperar pelo tratamento ambulatorial: é necessário procurar atendimento de urgência, como uma UPA ou serviço de emergência, ou acionar o SAMU pelo 192”. (Foto internet).




A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS

 

De repente, surge diante de todos: uma pessoa comum, de um lugar comum, com uma vida comum. Ninguém a conhecia até ontem. Não tinha sobrenome de peso, nem endereço de destaque, nem currículo que chamasse atenção. E, no entanto, ali está ela, revelando um talento extraordinário capaz de impactar o mundo, perto e longe dela. É a revolução dos anônimos, e ela acontece com mais frequência do que imaginamos.

A história sempre foi generosa com essas surpresas, mas o nosso tempo parece multiplicá-las. Um vídeo caseiro revela uma voz que emociona milhões. Um pequeno negócio, nascido numa garagem ou num fundo de quintal, se transforma em referência internacional. Um gesto de solidariedade, gravado por acaso, inspira campanhas em países que a pessoa jamais visitou. O anonimato, antes sinônimo de invisibilidade, hoje pode ser o ponto de partida de uma trajetória que ninguém esperava.

Essa revolução carrega uma lição incômoda para os que insistem em medir valor pela origem: talento e capacidade não escolhem endereço, nem classe social, nem grau de instrução. Eles nascem onde a vida os planta, muitas vezes em terrenos áridos, distantes dos holofotes, longe das grandes oportunidades. E, mesmo assim, florescem.

Mas seria ingenuidade achar que basta esperar sentado pela oportunidade repentina. Por trás de quase toda revelação súbita existe um histórico invisível de esforço, persistência e fidelidade ao próprio dom, exercido muitas vezes no silêncio, sem plateia e sem aplausos. A revolução não nasce do acaso puro, mas do encontro entre um talento cultivado com paciência e uma oportunidade que, cedo ou tarde, aparece.

Há, nessa realidade, um convite silencioso a todos nós: parar de subestimar o próprio potencial só porque ele ainda não foi reconhecido. Quantos dons permanecem escondidos por falta de coragem para começar, ou por excesso de comparação com quem já está em evidência? A revolução dos anônimos nos lembra que grandeza não é sinônimo de visibilidade prévia, mas de autenticidade cultivada com constância.

Também é um convite a olhar o outro com outros olhos. Quantas pessoas simples cruzam nosso caminho diariamente, carregando talentos que talvez nunca sejam descobertos, apenas porque ninguém parou para enxergá-los?

No fim, a revolução dos anônimos não é sobre sorte, mas sobre a certeza de que a grandeza humana não depende de onde se nasce, mas de quanto se cultiva, em silêncio, aquilo que um dia poderá transformar o mundo.

 

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




CONSTANTE  APRENDIZADO

 

Procura respeitar a opinião alheia, ouvindo com atenção a crítica desfavorável que te dirigem.

De maneira geral, uma crítica é sempre portadora de bons ensinamentos para todo aquele que se encontra em constante aprendizado.

Entretanto, não se deve deixar de realizar uma tarefa endereçada ao bem comum, tão somente por ter sido o alvo de uma crítica qualquer.

É preferível continuar fazendo, enquanto se busca melhorar.

ALBINO DA SANTA CRUZ

Do livro “Respostas ao Coração”

Psicografia: José Maria de Medeiros Souza – Editora EBM

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Novo guia gratuito orienta pais sobre uso de telas por crianças de até 6 anos

 

Capa do guia gratuito (Imagem: Divulgação INCT-ECCE)
Um guia digital gratuito com orientações práticas sobre o uso de telas nos seis primeiros anos de vida foi lançado no dia 4 de setembro por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Baseado em evidências científicas, o livro “Crescendo em um mundo digital: Um guia para o uso saudável de telas por crianças pré-escolares” tem 32 páginas, linguagem acessível e design de fácil leitura. O objetivo é apoiar famílias que têm dificuldade em estabelecer limites e monitorar o uso de telas, especialmente em dispositivos móveis. O material está disponível no Portal de Livros Abertos da Universidade de São Paulo (USP).

O guia foi desenvolvido por Andréia Schmidt, professora do Departamento de Psicologia da USP, junto a sua equipe do Laboratório de Estudos Básicos e Aplicados em Análise do Comportamento (LEBAC), no âmbito do INCT-ECCE. Apoiado em estudos conduzidos em diferentes países, inclusive pelo LEBAC, e em diretrizes de organizações de saúde e pediatria de todo o mundo, o material recomenda estratégias práticas para evitar o excesso de telas.

Algumas medidas sugeridas são mais restritivas, como estabelecer limites e rotinas, reservar horários livres de telas e evitar seu uso durante as refeições e antes de dormir. O livro, porém, reconhece a sobrecarga dos pais, o contato cada vez mais precoce das crianças com dispositivos e o apelo das plataformas, que favorecem o uso. Os autores, então, não propõe eliminá-las, mas explicam que os mecanismos de controle das próprias plataformas digitais, embora importantes, não substituem o acompanhamento humano.

“A segurança digital das crianças depende de uma parceria: a tecnologia faz a filtragem inicial, mas são os pais e professores, no dia a dia, que orientam o olhar das crianças para transformar a tela em uma ferramenta de lazer seguro e conhecimento”, resume Rafael Julio Magrini Cunha, doutorando em Psicobiologia e coautor do guia. Outras estratégias incluem a seleção criteriosa de conteúdos adequados à idade – com ritmo moderado e sem violência ou publicidade – e a mediação ativa, em que os pais assistem aos programas e interagem com a criança. O guia propõe ainda critérios práticos e perguntas para avaliar vídeos e verificar se o conteúdo rotulado como “educativo” realmente ensina algo substancial.

Por que o guia foi criado

O guia explica que o uso excessivo de telas pode reduzir interações sociais e físicas essenciais ao desenvolvimento infantil, prejudicando a aquisição de linguagem, habilidades cognitivas, motoras, socioemocionais, além do sono. Outro problema discutido é o conteúdo. Vídeos com violência, ritmo acelerado, publicidade velada e formatos de poucos segundos, como Shorts do YouTube e TikTok, podem afetar atenção e memória, incentivar o consumo, prejudicar o controle de impulsos e dificultar a tolerância à frustração.

Segundo Ana Julia do Nascimento Silva, doutoranda em Psicobiologia na USP e coautora do guia, a publicação nasceu da experiência de pesquisa acumulada pelo LEBAC e de três dificuldades identificadas nas famílias na era digital. A primeira é conciliar a tecnologia com a rotina familiar. “Ao longo de nossas pesquisas, identificamos que equilibrar a rotina e garantir um uso saudável da tecnologia é um desafio constante para os pais”, afirma.

A segunda é encontrar orientações confiáveis. “Cuidadores se preocupam e buscam se informar, mas diante do volume de conteúdo disponível na internet, pode ficar difícil para eles selecionarem orientações e informações baseadas em ciência”, acrescenta Janine Albuquerque Nogueira, mestranda em Psicobiologia na USP e também coautora. Nascimento observa ainda que além de muitas famílias não terem acesso direto à produção acadêmica, muitas delas não sabem como aplicar essas informações no dia a dia. Daí a terceira dificuldade que o guia busca solucionar: transformar informação em ação.

O guia está disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP, mantido pela Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP. Baixe agora e leve essas orientações para o dia a dia da sua família: https://doi.org/10.11606/9786588082287.

Texto produzido por Vanessa Ayres Pereira – bolsista de Jornalismo Científico financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e vinculada ao INCT-ECCE (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comportamento, Cognição e Ensino).