Meu filho “adolesceu”, e agora? 8 dicas para lidar com essa fase

 

Crédito: Freepik.

São Paulo, 20 de janeiro de 2026 – Em um dia os filhos querem dormir agarrados ao ursinho, no outro pedem privacidade para tudo. De repente, a criança doce deu lugar a um adolescente que busca incansavelmente por independência, a qual passa mais tempo com os fones de ouvido e que, vez ou outra, questiona os limites da casa. A adolescência chega deste jeito mesmo: silenciosa, intensa, cheia de contradições; bagunçando a rotina, a casa e emoções da família inteira.

Segundo educadores, essa é uma fase de intensas transformações exige dos adultos – mãe, pai ou responsáveis, que muitas vezes se sentem perdidos e se perguntando se estão fazendo certo – uma dose extra de paciência, acolhimento, limites claros, carinho e, principalmente, uma mudança na forma como se conectam com os filhos em crescimento.

Contudo, a adolescência abre espaço para conversas mais profundas, descobertas, novos olhares e vínculos que se transformam e amadurecem. Para ajudar nessa travessia, quatro especialistas reuniram oito dicas afetuosas para aproximar adolescentes e seus responsáveis.

1. Escute seu filho e leve a sério seus sentimentos

Escutar de verdade um filho adolescente é mais do que ouvir palavras, é abrir espaço para que ele se expresse sem medo de ser julgado. Muitas vezes, os pais se esquecem de que também já passaram por essa fase no passado, e acabam romantizando a própria adolescência, lembrando apenas dos momentos bons e apagando as emoções e dores típicas desse período. No entanto, para o jovem que está vivendo a fase, as emoções são intensas, genuínas e profundamente reais.

Quando os adultos acolhem esses sentimentos com respeito, tentando compreender o ponto de vista do filho em vez de corrigi-lo imediatamente, criam um ambiente seguro no qual o jovem pode confiar, se abrir e aprender a navegar em suas próprias tempestades internas. A escuta com interesse verdadeiro, a conexão olho no olho e procurar a identificação da necessidade que está por trás do que o filho está contando, são passos fundamentais de uma linguagem empática. Muitas vezes os jovens não querem soluções imediatas nem conselhos, mas sentir que são compreendidos, importantes e acolhidos.

“É nessa escuta atenta, sem interrupções, pressa ou julgamento, que o diálogo encontra espaço para florescer”, afirma a psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville – EIA (Barueri/SP), Ana Claudia Favano.

2. Crie e explique as regras

Estabelecer limites claros é essencial para oferecer segurança emocional aos adolescentes. Um exemplo simples é a rotina de estudos: em vez de decretar que “o celular está proibido até terminar tudo”, o adulto pode se sentar com o adolescente, negociar horários possíveis e reforçar a importância do acordo. “A regra precisa existir, mas acompanhada de empatia; e os filhos precisam entender o porquê da existência de cada uma, que valor a sustenta, dessa forma haverá compreensão de fato das consequências aplicadas a uma eventual quebra de confiança, as quais, necessariamente precisam estar relacionadas diretamente ao ato, pois não faz sentido proibir o filho de ir à piscina se ele bateu em um colega no condomínio”. Nesse caso, deve deixar de conviver com os colegas do condomínio por um tempo até que retome a consciência dos seus atos.
Explicar o porquê das regras é importante e esse entendimento pode ser construído em pequenas conversas do dia a dia. Se a regra é não dormir tarde durante a semana, vale explicar que o sono interfere diretamente na memória, no humor e até no desempenho escolar. Se o combinado é não ir sozinho a determinadas festas, faz sentido contextualizar questões de segurança e responsabilidade. Quanto mais o jovem enxerga lógica e cuidado por trás das orientações e combinados, menor é a resistência, e maior é o vínculo com os responsáveis.

Os pais devem evitar o autoritarismo, com imposição de regras sem abertura para diálogo; nem a permissividade, que deixa o jovem sem direções. Combinados precisam ser fortalecidos e bem determinados. “A firmeza com gentileza deve ser prioridade e referência, e traz acolhimento. As duas coisas precisam caminhar juntas”, explica Ana Claudia.

  1. Aceite que seu filho vai preferir os amigos

Na adolescência, os amigos ganham um protagonismo que, para muitos pais, pode parecer brusco ou até doloroso. De repente, o filho que queria passar o sábado inteiro em casa prefere a companhia do grupo da escola, do time ou da internet. Isso não significa rejeição familiar, mas um movimento natural do desenvolvimento, em que o jovem testa sua identidade fora do núcleo familiar.

“Os vínculos de amizade, no âmbito da experiência escolar, desempenham papel central na formação emocional e relacional dos estudantes”, explica a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo/SP), Renata Lima. “É nesse espaço que o adolescente aprende a negociar posições, conviver com a discordância, construir pertencimento e elaborar, de forma progressiva, as frustrações próprias da vida em grupo.”

Para os pais, a dica é acolher essas novas escolhas sem ironias ou cobranças e, sempre que possível, mostrar interesse pelas amizades do filho: perguntar quem são, como se conheceram, o que gostam de fazer juntos. Essa aproximação, sem invasão, faz com que o jovem entenda que há espaço para crescer com os pais, e não longe deles. Do contrário, o jovem se fecha e passa a não apresentar os amigos, nem compartilhar as atividades e descobertas que faz com eles.

  1. Jamais faça ameaças ou comparações

Quando o clima esquenta e o adolescente testa os limites, é comum que, na tentativa de retomar o controle, pais recorram a frases duras como “se continuar assim, vai perder tudo” ou “olha como seu irmão é diferente”. No entanto, ameaças e comparações fragilizam a relação, aumentam a sensação de inadequação e fazem o jovem se fechar.

A orientação é substituir o impulso punitivo por conversas firmes e objetivas, com foco no comportamento, não no indivíduo. Em vez de comparar, descreva o impacto do que aconteceu. “Quando você não avisa que vai se atrasar, eu fico preocupado e não sei se você está seguro”. Esse tipo de comunicação, direta e sem humilhação, ensina responsabilidade sem corroer a autoestima. “Estratégias fundamentadas na ameaça tendem a gerar obediência pontual, mas fragilizam os vínculos de confiança no processo educativo”, reforça Renata.

  1. Seu filho talvez não seja tão especial

Apesar de parecer uma verdade dura de aceitar, reconhecer que o filho é um ser humano comum, com qualidades e limitações, é um presente emocional. Muitos pais, na tentativa de proteger, acabam elogiando de forma exagerada ou criando expectativas irreais em relação aos filhos. O problema é que o adolescente, ao notar que não é perfeito, pode se sentir fraudulento ou insuficiente.

A dica é celebrar conquistas reais, valorizar o esforço e acolher as dificuldades sem supervalorizar ou minimizar. Se ele receber uma nota baixa, por exemplo, não é necessário dizer que ‘a prova estava injusta’ ou que ‘o professor pegou pesado’. Em vez disso, vale perguntar como foi o processo, o que dificultou e o que pode ser feito diferente na próxima vez. “Quando os pais reconhecem a realidade, o adolescente aprende a reconhecer a própria força e a lidar com frustrações sem desmoronar”, diz a pedagoga e diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS (São Paulo/SP), Audrey Taguti.

  1. Deixe que o jovem erre e aprenda com os erros

Errar faz parte da construção da autonomia. Ainda assim, muitos pais, por medo do sofrimento do filho, tentam resolver tudo: ligam para professores, intervêm em brigas de amigos, organizam tarefas atrasadas. Essa proteção excessiva, embora bem-intencionada, impede que o adolescente desenvolva responsabilidade e senso de consequência.

Uma boa prática é permitir pequenos erros seguros: esquecer o material da escola, perder o horário da lição, atrasar-se para uma atividade. São situações incômodas, mas que ensinam mais do que longas explicações. O papel dos pais é estar por perto, ajudar a refletir e ajustar a rota, não evitar todo obstáculo. “A autonomia nasce quando o jovem percebe que é capaz de resolver problemas reais. Lembre-se de que a adolescência é uma fase de mudanças e desafios, mas com amor, paciência, compreensão e apoio, a família pode ajudar o seu filho a navegar por essa fase com sucesso”, afirma Audrey.

  1. Tenha tempo de qualidade — que seja simples, mas constante

Com agendas lotadas e rotinas corridas, muitas famílias acreditam que tempo de qualidade precisa ser um evento especial. Mas, para o adolescente, momentos curtos e consistentes podem ser mais valiosos do que eventos grandiosos. Cozinhar juntos uma vez por semana, caminhar até a padaria, assistir a um episódio de série, ou revisar horários da semana no domingo à noite são situações cotidianas, que podem reforçar a relação de apoio e escuta.

É fundamental que esse tempo seja sem distrações: sem celular, sem pressa, sem julgamentos. “Quando o adulto se faz presente de fato, mesmo que por 15 minutos por dia, o adolescente entende que é visto e importante”, destaca Lívia Martins, diretora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue. Esses rituais fortalecem o vínculo e criam uma memória emocional que acompanhará o jovem pela vida adulta.

  1. Busque apoio: você também está aprendendo

A adolescência não é um desafio apenas para os jovens; é também um período de transformação para os adultos. Muitos pais se cobram em serem perfeitos e sentem culpa ao perder a paciência ou não saber o que fazer diante de uma crise emocional do filho. Por isso, buscar apoio é um ato de coragem, não de incompetência.

Conversar com outros pais, buscar apoio da escola, procurar orientação profissional, ler sobre o tema ou trocar experiências com quem já lidou com essas situações pode trazer novas perspectivas e aliviar a pressão. “Pais que se cuidam conseguem cuidar melhor”, afirma Lívia. Ao reconhecer seus limites, o adulto se torna um exemplo vivo de saúde emocional para o adolescente, mostrando que ninguém precisa enfrentar a vida sozinho.

As especialistas

Ana Claudia Favano é fundadora e atual gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva, Convivência Ética e Dependência Digital. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.

Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.

Lívia Martins é pedagoga formada pela Unicamp, com MBA em Gestão Escolar pela USP-Esalq e especializações nas áreas de Tecnologia Educacional (USP-ICMC) e Neurociência e Psicologia Positiva (PUC-PR), Lívia tem mais de 10 anos de experiência em sala de aula como professora. Em 2015, iniciou sua trajetória na gestão, atuando em diferentes papéis. É diretora pedagógica das unidades Progresso Bilíngue.

Renata Lima é coordenadora do Ensino Médio, leitora ávida e entusiasta da cultura, com mais de 20 anos de experiência na educação básica e internacional. Ao longo de sua trajetória, liderou projetos acadêmicos que articulam currículo, competências socioemocionais e experiências de aprendizagem de excelência conectadas à vida real, à cultura popular e ao território. Atuou em instituições de renome, nas quais desenhou e implementou programas inovadores voltados ao protagonismo juvenil, à dupla certificação e à formação integral.




ESTADO  DE  PRECE

 

            Que cada dia em tua vida seja um momento novo e muito especial.

Mesmo que seja conturbado, que em teu coração nunca esmoreça a certeza de que podes fazer dele o melhor.

Para isso se torna necessário que reserves alguns instantes para orar.

Esquece o mundo físico e recolhe-te porta adentro de tua alma, mesmo que por poucos minutos a sós com o Criador.

Escuta as palavras abençoadas a soar como intuições divinas com a condição de esclarecer, fortalecer e iluminar.

Jamais te creias ao desamparo.

Exerce com disciplina o hábito amorável de orar até que transformes os teus dias, pensamentos, palavras e atitudes em verdadeiro e amplo estado de prece, dádiva conquistada por todos aqueles que aprenderam a buscar mais e mais a Jesus em todos os momentos.

MARIA DO ROSÁRIO DEL PILAR

Do livro: “A Melhor Vida” – Psicografia: Eulália Bueno – Editora EME

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




A TRISTEZA FAZ PARTE, MAS NÃO PODE OCUPAR A SUA VIDA INTEIRA

 

Sentir tristeza não é um erro, não é um defeito e, muito menos, um problema em si. No mundo de hoje, onde as redes sociais parecem exigir que estejamos sorrindo o tempo todo, fomos ensinados a ter medo de ficar tristes. Mas a verdade é que a tristeza é uma resposta natural da nossa alma. Ela chega sem pedir licença diante de uma perda irreparável, de um luto difícil, de um fracasso profissional ou daquela decepção profunda com alguém que amamos. Sentir o peso do mundo nessas horas não é doença; é humanidade.

O grande perigo, porém, não está em sentir tristeza, mas no que fazemos com ela. Existe um limite perigoso entre o “estar triste” por algo que aconteceu e o “tornar-se a própria tristeza”. Quando não tratamos esse sentimento a partir das situações concretas que o geraram, ele começa a vazar para todas as outras áreas da nossa existência. É como uma mancha de óleo que cai em um ponto do mar e, se não for contida, acaba poluindo todo o oceano, arrastando a vida para um abismo de desânimo que pode ser fatal.

O Risco da Generalização

Espalhar a tristeza para todos os cantos da vida é uma falta grave contra o dom de estar vivo. Precisamos aprender a dar nome aos nossos bois: se você está triste porque perdeu o emprego, isso é um fato. Mas isso não significa que seu casamento seja ruim, que seus amigos não prestem ou que o pôr do sol tenha perdido a cor. O erro acontece quando permitimos que o luto por uma coisa específica mate a nossa capacidade de enxergar as conquistas que ainda temos, as convivências que nos sustentam e a esperança que mora no amanhã.

A vida não é feita de uma nota só. Ela é uma melodia complexa que inclui alegria e tristeza, saúde e doença, fartura e escassez. Quando abraçamos apenas a dor e ignoramos o resto, estamos vivendo uma mentira, pois a vida continua oferecendo pequenos milagres diários, mesmo enquanto choramos uma perda.

A Cura pela Humanidade

A cura da tristeza não significa o fim do sofrimento, mas a capacidade de integrá-lo à nossa história sem deixar que ele escreva o livro inteiro. Viver uma vida verdadeiramente humana é ter a coragem de sofrer o que precisa ser sofrido, mas manter os olhos abertos para o que ainda há de bom. É entender que podemos estar com o coração partido por um motivo e, ainda assim, dar um sorriso sincero ao abraçar um filho ou ao sentir o gosto de uma comida feita com carinho.

Precisamos aprender a “viver o muito” quando ele chega, mas também a encontrar dignidade e sentido no “pouco”. A vida é maior do que qualquer problema. Não permita que uma nuvem passageira, por mais escura que seja, convença você de que o sol deixou de existir. Trate a sua dor com respeito, procure ajuda se o fardo estiver pesado demais, mas não entregue os seus dias ao abismo. Afinal, a nossa missão é atravessar todas as estações — as de flores e as de gelo — com a certeza de que viver plenamente exige aceitar os dois lados da moeda.

Estar triste é humano; deixar que a tristeza apague todas as suas outras alegrias é uma injustiça com a sua própria história.

 

PE. Edvaldo Pereira dos Santos




Canetas emagrecedoras podem comprometer a eficácia dos anticoncepcionais?

 

 
O uso de medicamentos para controle do peso e do diabetes, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, tem levantado dúvidas importantes entre mulheres em idade reprodutiva e profissionais de saúde: afinal, essas medicações podem interferir na eficácia dos métodos contraceptivos? A resposta, segundo especialistas, exige atenção às diferenças entre os fármacos disponíveis, ao tipo de contraceptivo utilizado e ao momento do tratamento.

De acordo com a professora de Ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira, não há evidências de que as canetas emagrecedoras interfiram diretamente nos hormônios sexuais ou no mecanismo de ação dos contraceptivos. “Essas medicações não atuam anulando o anticoncepcional de forma direta. O principal ponto de atenção está nos efeitos gastrointestinais, especialmente no retardo do esvaziamento gástrico”, explica. Esse efeito pode reduzir a absorção dos anticoncepcionais orais em situações específicas, como no início do tratamento ou durante o aumento da dose.

Atualmente, duas classes de medicamentos são utilizadas com a finalidade de perda de peso: a semaglutida e a tirzepatida. . Segundo a ginecologista, estudos recentes mostram que a semaglutida não altera de forma relevante a concentração sérica dos hormônios dos anticoncepcionais orais. “No caso da semaglutida, os métodos hormonais orais podem ser mantidos, desde que haja acompanhamento médico”, afirma.

O cenário é diferente com a tirzepatida. Ainda não há evidências conclusivas de que ela aumente falhas contraceptivas. No entanto, um estudo sobre o impacto da substância na contracepção hormonal oral publicado Journal of the American Pharmacists Association, aponta uma redução de cerca de 20% na exposição plasmática aos hormônios dos anticoncepcionais orais quando os medicamentos são usados em associação.

“Essa redução não ocorre por interação medicamentosa clássica, como acontece com anticonvulsivantes, mas sim pela lentificação do esvaziamento gástrico, que diminui a absorção do contraceptivo oral”, esclarece a professora de Ginecologia. Diante dessa incerteza, a recomendação atual é cautela. “Enquanto não temos estudos definitivos, evitamos contraceptivos orais em usuárias de tirzepatida. Se a paciente optar por mantê-los, é fundamental associar um método de barreira”, orienta.

A professora de Endocrinologia da Afya Vitória, Alana Rocha Puppim, reforça que as canetas emagrecedoras não interferem nos hormônios sexuais nem no funcionamento de métodos contraceptivos que não dependem da absorção intestinal. “DIU, implante subdérmico, anticoncepcionais injetáveis, adesivo e anel vaginal não sofrem esse tipo de interferência e são considerados opções seguras para mulheres em tratamento com essas medicações”, explica.

Outro aspecto que merece atenção é o impacto da perda de peso sobre a fertilidade. Segundo Alana, o excesso de peso pode comprometer a ovulação e a função hormonal. “Quando a paciente está acima do peso ideal, há um impacto negativo na fertilidade. Com a perda de peso, esse cenário pode se reverter”, afirma. Na prática clínica, isso se traduz em um aumento da chance de gravidez. “É relativamente comum vermos mulheres que tinham dificuldade para engravidar passarem a ovular e conceber após o ajuste do peso”, relata a endocrinologista.

Por esse motivo, ambas as especialistas reforçam que mulheres que iniciam o uso dessas medicações devem receber orientação adequada sobre contracepção. “A perda de peso por si só já pode aumentar a fertilidade, e isso eleva o risco de uma gestação não planejada”, alerta Alana. Além disso, mulheres que desejam engravidar devem suspender o uso das canetas com antecedência. “A recomendação é interromper o medicamento pelo menos 30 a 60 dias antes de tentar engravidar, já que não há segurança para o uso dessas drogas durante a gestação”, complementa a ginecologista.

Diante desse contexto, a orientação é de que a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e feita em conjunto com o médico, levando em conta o tipo de medicação utilizada, o perfil da paciente e seus planos reprodutivos. Segundo as especialistas, nenhuma mulher deve suspender ou modificar seu método contraceptivo por conta própria ao iniciar o uso das canetas emagrecedoras. Nesse sentido, informação de qualidade e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir segurança reprodutiva, prevenir gestações não planejadas e assegurar a eficácia do tratamento para controle do peso ou do diabetes.




Atividade física ativa “farmácia natural” do cérebro e fortalece saúde mental, aponta médico

 

A prática regular de atividade física vai muito além da estética ou da perda de peso

Ao se movimentar, o corpo aciona uma complexa resposta bioquímica no cérebro, com liberação de neurotransmissores e substâncias neuroprotetoras que impactam diretamente o humor, a cognição, o sono, o controle do estresse e a saúde mental a longo prazo.
 
 

 

Durante o exercício, o cérebro aumenta a produção de serotonina, dopamina, noradrenalina, endorfinas, GABA e fatores neurotróficos, além de estimular novas conexões sinápticas. O resultado é uma melhora global do funcionamento cerebral e do equilíbrio emocional.

De acordo com o médico nutrólogo Dr. Adriano Faustino, especialista em metabolismo e medicina funcional, “a atividade física é uma das ferramentas mais poderosas que temos hoje para modular a química cerebral de forma natural, segura e sustentável”.

Essas substâncias liberadas durante o movimento atuam como verdadeiros “medicamentos naturais” produzidos pelo próprio organismo:

– Endorfina: reduz a percepção da dor e promove sensação de prazer e bem-estar

– Dopamina: está associada à motivação, foco, disciplina e sensação de recompensa

– Serotonina: contribui para a melhora do humor, do sono e do controle da ansiedade

– Noradrenalina: aumenta energia, atenção, estado de alerta e desempenho mental

– GABA: ajuda a reduzir a hiperatividade cerebral, promovendo relaxamento

– Fatores neurotróficos, como o BDNF: estimulam a neuroplasticidade, a memória e a proteção dos neurônios

Segundo o Dr. Adriano Faustino, “quando o exercício se torna regular, o cérebro passa a funcionar de forma mais eficiente, com melhor resposta ao estresse, mais clareza mental e maior estabilidade emocional”.

Estudos científicos mostram que esse estímulo neuroquímico contínuo está associado a uma série de benefícios práticos no dia a dia:

– Redução do estresse e da ansiedade

– Melhora do humor e da qualidade do sono

– Aumento da concentração e da memória

– Mais disposição física e mental

– Menor risco de depressão e declínio cognitivo

– Proteção contra doenças metabólicas e neurodegenerativas

Quanto de exercício é necessário para obter os benefícios

As diretrizes internacionais de saúde indicam que os efeitos positivos do exercício sobre o cérebro e o metabolismo podem ser alcançados com:

– 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhadas rápidas ou pedaladas

– ou 75 minutos semanais de atividade intensa, como corrida ou treinos intervalados

– Treinos de força pelo menos duas vezes por semana, fundamentais para a saúde muscular, metabólica e neurológica.

Sobre esse ponto, o especialista ressalta que “não é a intensidade extrema que gera resultados, mas a constância. Seguir essas recomendações já é suficiente para ativar mecanismos profundos de proteção cerebral, equilíbrio hormonal e prevenção de doenças”.

Não importa qual atividade, importa que faça sentido para você

Outro aspecto essencial é que não existe um único tipo de exercício ideal. O mais importante é encontrar uma atividade que traga prazer, bem-estar e seja possível manter ao longo do tempo. Caminhada, musculação, corrida, mas também natação, hidroginástica, dança, pilates, yoga ou atividades funcionais são capazes de ativar esses mesmos mecanismos neuroquímicos quando praticadas com regularidade.

 

 
Segundo o Dr. Adriano Faustino, “o melhor exercício é aquele que a pessoa consegue manter. Quando há prazer e identificação com a atividade, a adesão aumenta e os benefícios para o cérebro e para a saúde se consolidam”.



Cidades Digitais do Centro-Oeste Paulista, incluindo Assis, abrem agenda de programação da RCD

Um encontro virtual nesta terça-feira (20), às 10 horas, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD), vai reunir gestores e servidores da região do Centro-Oeste Paulista, às 10 horas, para tratar da transformação digital dos serviços públicos.

O primeiro WebinarRCD do ano, que abre as atividades da Rede Cidade Digital em 2026, vai mostrar como as prefeituras paulistas investem na melhoria dos serviços públicos através de investimentos em tecnologia.

Entre os convidados estão o coordenador de programas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, Sirlei Gonçalves, que apresenta o Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM, a prefeita de Assis, Telma Spera, o secretário de Tecnologia e Inovação da Prefeitura de Marília, Rodrigo Ramos dos Santos e o diretor de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Tupã, Alvino de Oliveira Junior.

Outro convidado confirmado é o doutor em Engenharia Elétrica e Computação, mestre em Ciência da Computação e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rodolfo Miranda de Barros, que fala sobre a importância do Plano Diretor de TI e da Governança em TI para a Administração Municipal. Segundo ele, a tecnologia precisa ser colocada como eixo estratégico aos interesses de desenvolvimento das administrações municipais.

Barros argumenta que o planejamento estratégico em TI é um passo importante para a implantação das cidades inteligentes. “Com esse Plano Diretor, a Prefeitura permite a definição de projetos e de prioridades, o acompanhamento das ações e o controle dos investimentos”, argumenta.

O diretor da RCD, José Marinho, explica que o encontro virtual, apresentado pela jornalista Jeniffer Amaral, busca trazer ideias, políticas públicas disponíveis e modelos implantados nas cidades visando estimular o investimento em tecnologia e inovação.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo https://sympla.com.br/rcd

Desde 2020, durante a pandemia de covid-19, o WebinarRCD mostra, de norte a sul do país, a evolução das cidades digitais e inteligentes. Reconhecido como um dos principais espaços virtuais para a troca de experiências sobre o tema, já envolveu mais de 2.800 prefeituras de todos os estados brasileiros. A TVRCD, o canal oficial da Rede Cidade Digital no YouTube se tornou o maior acervo sobre o tema. As edições anteriores estão disponíveis pelo YouTube: https://youtube.com.br/redecidadedigital.




Alimentação leve e hidratação são aliadas da saúde durante o verão

 

As altas temperaturas do verão impõem desafios extras ao organismo, relacionados ao gasto energético e à hidratação. Com o aumento da transpiração, há maior perda de água e minerais, o que torna a alimentação um fator decisivo para a manutenção da saúde e do bem-estar nessa época do ano. De acordo com a professora de Nutrição da Estácio, Camila Crivelli, a escolha dos alimentos deve considerar leveza, fácil digestão e alto índice de hidratação.

Durante os dias mais quentes, o corpo direciona parte de sua energia para a regulação da temperatura corporal, o que pode resultar em sensação de cansaço, indisposição e redução do apetite. “Alimentos pesados, muito gordurosos e frituras exigem mais do sistema digestivo, aumentando a sensação de mal-estar, sonolência e indisposição no calor. Além disso, podem agravar o enjoo, refluxo e desconforto abdominal, comuns nessa época do ano”, explica a especialista. Em contrapartida, preparações mais leves favorecem o conforto gastrointestinal e a disposição ao longo do dia.

Entre os principais aliados da alimentação no verão estão as frutas e as hortaliças com alto teor de água, como melancia, melão, abacaxi, laranja, morango, pepino, alface, tomate e abobrinha. Esses alimentos ajudam na hidratação e no fornecimento de vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do organismo. A ingestão regular de água, sucos naturais, água de coco e chás gelados preferencialmente sem açúcar, complementa esse cuidado e ajuda a manter o equilíbrio do organismo.

A desidratação é uma das principais preocupações no período e pode se manifestar por sinais como sede intensa, ressecamento da boca e dos lábios, diminuição do volume urinário, urina escura, dor de cabeça, tontura e fadiga. “É importante olhar com mais atenção para crianças e idosos, pois a percepção da sede pode ser menor entre eles”, alerta Camila. O consumo excessivo de alimentos ou bebidas muito geladas também são grandes vilões nessa estação do ano, podendo causar desconfortos, como dores abdominais, gases e até alterações no funcionamento do intestino, especialmente em pessoas mais sensíveis. O ideal é consumir alimentos frescos ou levemente gelados, evitando extremos.

Para enfrentar o verão com mais saúde e disposição, a professora explica sobre a importância de uma alimentação equilibrada e variada. “A alimentação ideal no verão deve ser leve, colorida e variada, com destaque para os alimentos ricos em água, frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, carnes magras, peixes e ovos, além de boa ingestão de líquidos ao longo do dia. Isso ajuda a manter o corpo hidratado, disposto e saudável”, conclui.




A DIGNIDADE DE CAMINHAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS

Existe uma máxima que o tempo, com sua sabedoria silenciosa, acaba por nos impor: ninguém é nada à sombra dos outros. Por mais que busquemos abrigo sob a proteção de figuras que admiramos ou nas quais depositamos nossas inseguranças, a vida, em algum momento, exigirá de nós o brilho próprio. Viver sob o reflexo alheio pode parecer seguro, um esconderijo contra as intempéries do mundo, mas é, em essência, uma forma de anular a própria existência.

É indiscutível que a vida humana é um exercício de cooperação. Todos nós precisamos uns dos outros para navegar em um cotidiano repleto de desafios, incertezas e demandas. A interdependência é a base de qualquer comunidade funcional; é o que nos permite ir mais longe e suportar fardos que seriam pesados demais para um único par de ombros. No entanto, é fundamental não confundir apoio com dependência. Existe um abismo perigoso entre o ato de dar as mãos e o ato de se deixar carregar.

Não podemos, sob pretexto algum, criar relações de dependência absoluta. Quando delegamos ao outro a responsabilidade por nossa felicidade ou por nossas decisões, silenciamos as potências que nos definem como seres humanos: somos inerentemente criativos, resilientes e capazes.

A criatividade nos dá o poder de inventar novas rotas; a resiliência nos permite absorver o impacto das quedas sem nos despedaçar; e a capacidade é a ferramenta que temos para intervir na realidade e transformá-la. Abrir mão dessas faculdades é abrir mão da nossa própria dignidade.

É evidente que o caminho não é pavimentado apenas com flores. Pelo contrário, as situações difíceis e as frustrações pesam — e muitas vezes pesam muito. Mas é preciso fazer um exercício de realidade: quem, neste mundo, não as tem? A frustração não é um defeito de fabricação da nossa trajetória, mas um componente pedagógico da experiência de viver. O problema nunca é a frustração em si, mas o cárcere que construímos ao redor dela.

Não devemos viver aprisionados pelo que não aconteceu, pelo plano que fracassou ou pela expectativa que foi frustrada. Aprender com o erro é o que diferencia o sábio do teimoso. Cada revés traz consigo uma lição que, se bem interpretada, fortalece a musculatura da nossa autoconfiança. A confiança em si mesmo não nasce da ausência de falhas, mas da certeza de que somos maiores do que qualquer obstáculo que a vida nos apresente.

Seguir adiante exige coragem para abandonar as sombras e caminhar sob a luz do sol, arcando com o custo e a beleza da autonomia. O mundo não precisa de cópias ou de seres dependentes, mas de indivíduos autênticos que reconheçam seu valor. Ser protagonista da própria história é aceitar que, embora o apoio do outro seja bem-vindo, a bússola e o passo devem ser sempre nossos.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




DISTANTES  DE  JESUS  

 

Que os nossos irmãos não se enganem quanto à necessidade que ainda temos de socorrer as misérias físicas dos que continuam passando pela prova das carências materiais.

Apesar dos inegáveis avanços sociais e da melhoria da qualidade de vida da população, milhares de pessoas ainda sofrem os horrores da fome, da miséria e da doença.

Quem faz pregação contra a caridade material faz tempo que não visita as comunidades carentes, os locais retirados da cidade e as ruas centrais das metrópoles, onde centenas de irmãos vivem em condições desumanas.

O ensino espiritual é, de fato, de grande valia, e não pode ser esquecido em nossas tarefas socorristas, mas como falar da vida espiritual se a criatura humana mal consegue desempenhar a vida material com um mínimo de dignidade?

O cristão que se distancia dos pobres mais pobres está mais distante de Jesus.

BEZERRA DE MENEZES

 Do livro “Recados do meu Coração” – Psicografia: José Carlos De Lucca

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

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Saúde mental: como hobbies podem melhorar a qualidade de vida em 2026  

Em um cenário onde a saúde mental ganha cada vez mais destaque, a busca por métodos complementares e acessíveis para promover o bem-estar tem impulsionado a valorização de práticas que, antes, eram vistas apenas como hobbies. Longe de substituir as abordagens terapêuticas tradicionais, a arte, a música, o esporte e o contato com a natureza surgem como ferramentas de apoio para questões emocionais. Seja através da expressão em uma tela, da melodia de uma canção, da descarga de energia em uma atividade física ou da serenidade de uma caminhada em um parque, esses elementos oferecem caminhos alternativos para a autoconexão e o alívio do estresse, provando que o cuidado com a mente pode florescer em diversos ambientes.

De acordo com a professora do curso de Psicologia da Estácio, Carol França, a expressão artística permite que sentimentos e pensamentos difíceis de verbalizar sejam colocados para fora de forma simbólica e criativa, atuando como um canal de autoconhecimento. Essa prática favorece a elaboração de emoções e proporciona alívio emocional, além de estimular a criatividade e reforçar a autoestima ao transformar experiências internas em produções visíveis e significativas.

A psicóloga destaca que essas atividades podem ser utilizadas isoladamente como recursos de autocuidado e promoção de qualidade de vida, oferecendo alívio de estresse e bem-estar. No entanto, afirma que, quando integradas a um processo terapêutico formal, tendem a potencializar os resultados, pois são orientadas dentro de um contexto clínico que favorece a compreensão e a transformação mais profunda das questões emocionais.

“Essas ferramentas são especialmente benéficas em situações de estresse, ansiedade, depressão leve, luto, dificuldades de autoestima, sobrecarga emocional e em processos de reabilitação. Também podem ser úteis para melhorar habilidades sociais, estimular a motivação, favorecer a resiliência e ampliar o bem-estar em contextos preventivos de saúde mental. É interessante que, para exercer essas atividades, não se exige talento ou habilidade. O foco não está na performance ou no resultado estético, mas na vivência, na expressão e no processo. São práticas acessíveis a todos, justamente porque valorizam a espontaneidade, o prazer e o bem-estar que podem surgir do ato de criar, movimentar-se ou conectar-se com a natureza, independentemente de aptidão técnica”, salientou.

Iniciar 2026 experimentando novos hobbies pode ser uma maneira poderosa de cultivar bem-estar emocional e ampliar a qualidade de vida. Seja redescobrindo uma paixão antiga ou se permitindo entrar em contato com algo totalmente novo, como pintar, aprender um instrumento ou praticar ioga, são pequenas escolhas que podem gerar transformações. Incorporar hobbies à rotina não apenas ajuda a aliviar o estresse do dia a dia, mas também promove autoconhecimento, criatividade e momentos de pausa necessários em um mundo tão acelerado.

Sobre a Estácio

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