A Lógica do descarte e a fragmentação polarizada: a perda da Totalidade

 

Continuando a série de 4 artigos, que dialoga e põe em questão o Humanismo do Encontro e a Crise do Século XXI, trago para você o terceiro artigo, pondo em relevo, elementos mais sensíveis que evidenciam nossa perda de horizonte.

Vamos fazer revisões pessoais?

 

A Lógica do descarte e a fragmentação polarizada: a perda da Totalidade

A lógica que rege grande parte do sistema global é a da eficiência e da obsolescência programada, que deu origem à terrível cultura do descarte.

O Papa Francisco critica veementemente essa mentalidade, que trata o ser humano como um bem de consumo: útil enquanto produz, descartável quando se torna um fardo ou não se encaixa nos padrões do mercado. Essa lógica atinge os extremos da vida, desvalorizando tanto o idoso quanto o nascituro, e marginaliza vastos contingentes de pessoas, as quais são invisibilizadas pelo sistema.

O efeito corrosivo dessa cultura se estende à esfera social e política, alimentando a polarização político-econômica-cultural. Quando as pessoas são tratadas como peças descartáveis, a ideologia adversária também é tratada como algo a ser “descartado” ou aniquilado. O diálogo e a busca por consensos são substituídos pela guerra cultural, onde o outro é visto como um inimigo absoluto, e não como um irmão com quem se discorda. A filósofa

Martha Nussbaum fala sobre a importância de cultivar a “imaginação narrativa”, a capacidade de se colocar no lugar do outro, uma capacidade que a polarização destrói ao insistir na fragmentação da realidade.

A resposta cristã é o reconhecimento da unidade e da totalidade da criação. A Igreja, como Corpo de Cristo, é chamada a ser o fermento da unidade em um mundo fragmentado. Não se trata de uma ingenuidade política, mas de uma fidelidade teológica. O Humanismo Cristão transcende as polaridades ideológicas, pois sua referência não é um partido ou uma doutrina econômica, mas a pessoa de Jesus Cristo, que se fez solidário com os descartados.

São Paulo, ao escrever aos Gálatas, derrubava as polarizações de sua época: “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem livre; nem homem nem mulher; pois todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gl 3, 28).

O cristão é, por vocação, um construtor de pontes, alguém capaz de ver o valor intrínseco de cada pessoa e de cada ideia (mesmo as opostas) para além da lógica utilitarista e polarizada. A cultura do descarte exige, como contraponto, a cultura da acolhida e da integralidade.

A lógica do descarte é o oposto da lógica de Deus, que resgata o que é marginalizado.

O cristão deve resistir à tentação da polarização, exercitando a “imaginação narrativa” e a fraternidade para ver no “outro” (político, econômico, cultural) não um inimigo a ser eliminado, mas um irmão a ser acolhido na totalidade da criação.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




ENDEREÇO EXATO

 

Anseias avidamente pelo socorro de Deus.

A oração te fortalece na procura.

A pregação de vozes iluminadas te orienta para o caminho.

Os Mensageiros do Senhor, no entanto, atendem a todos nas Áreas da Caridade.

Auxiliando a outros, obterás igualmente auxílio.

É por esta razão que no Serviço ao Próximo encontrarás sempre o endereço exato do Socorro Mais Urgente de Deus.

Emmanuel

Do “Livro de Respostas” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier –                  Editoras FEB e CEU

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Dia Mundial da Criança: um convite à reflexão sobre igualdade racial desde a infância

 

 
O Dia Mundial da Criança é uma ação anual do UNICEF para crianças e por crianças! Celebrada em 20 de novembro e criada pela ONU, a data busca promover a proteção, a educação e o bem-estar das infâncias em todo o mundo, com discussões desde mudança climática, educação e saúde mental ao fim do racismo e da discriminação. Crianças e jovens estão levantando suas vozes sobre as questões que importam para sua geração e pedindo aos adultos que criem um futuro melhor.

É mais do que uma data de homenagem — é um momento de reafirmar o compromisso com os direitos de todas as crianças, sem distinção. No entanto, para que esses direitos sejam plenos, é indispensável incluir na pauta a discussão sobre as desigualdades raciais que ainda marcam a vida de tantas crianças negras, indígenas e de outros grupos racializados.

Desde muito cedo, meninas e meninos negros enfrentam barreiras que vão muito além da infância. O racismo estrutural afeta o acesso à educação de qualidade, à saúde, à segurança e às oportunidades de desenvolvimento. Estudos mostram que crianças negras são mais expostas à pobreza, à violência e à evasão escolar, que são reflexos de uma sociedade que ainda precisa enfrentar seus preconceitos históricos.

Com o intuito de atender às Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatórios o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena em todas as escolas do país, sejam públicas ou particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, e propor novas diretrizes curriculares para esse estudo, a Editora Eiros foi fundada.

“Nossa intenção é trazer conteúdos que enriquecem o ensino das várias disciplinas, tanto os relativos às culturas afro-brasileiras, como africanas e indígenas. A seleção de obras literárias da Eiros valoriza as crianças e suas identidades, promove o combate ao preconceito e fortalece a representatividade no currículo escolar”, diz Odair Marques da Silva, diretor de pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade Zumbi dos Palmares, e fundador da Eiros.

Discutir pautas raciais no Dia Mundial da Criança é, dessa forma, um ato de responsabilidade coletiva. É importante reconhecer que a infância não é igual para todos, e que, para garantir uma infância digna, é necessário promover equidade racial, combater o racismo e valorizar as identidades e culturas diversas que formam nosso país.

Comemorar o Dia Mundial da Criança, portanto, é também celebrar o direito de toda criança — negra, branca, indígena, quilombola ou de qualquer origem — de sonhar, brincar e viver com liberdade, respeito e dignidade. É reafirmar o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e sensível às infâncias em toda a sua diversidade.

Mais do que uma data comemorativa, este dia nos convida à reflexão e à ação: a garantir que cada menina e menino tenham acesso à educação de qualidade, à saúde, à cultura e a um ambiente seguro e acolhedor.

(Odair Marques da Silva, diretor da Universidade Zumbi dos Palmares)




Dia Mundial do Diabetes: Especialista lista 3 alimentos para ajudar no controle da glicose

 

 

Minas Gerais – Novembro de 2025. Celebrado amanhã, 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes intensifica o debate sobre a prevenção e o controle da doença. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o número de pessoas com a condição pode chegar a 853 milhões até 2050.

No Brasil, o quadro também é alarmante. De acordo com dados do IBGE e do Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com diabetes, e um em cada três ainda desconhece o diagnóstico. A médica endocrinologista da Afya Educação Médica de Montes Claros, Dra Sayra Lacerda de Oliveira, comenta que quando o diagnóstico é feito antes que o excesso de açúcar no sangue cause danos, é possível agir rapidamente com mudanças no estilo de vida e tratamento adequado, prevenindo complicações nos rins, visão e coração.

“O diabetes acontece quando o nível de açúcar no sangue permanece alto por muito tempo. O açúcar, que deveria entrar nas células para ser usado como energia, não é aproveitado de forma adequada e acaba se acumulando na corrente sanguínea. Esse excesso pode machucar os vasos sanguíneos e os nervos, que são responsáveis por levar oxigênio e energia aos órgãos. Com o passar dos anos, se não houver tratamento e acompanhamento, o diabetes pode comprometer a visão, os rins, o coração e a circulação das pernas e dos pés.”

A especialista da Afya Educação Médica de Montes Claros ainda destaca que beber água ao longo do dia, praticar atividades físicas regularmente e evitar alimentos ultraprocessados são atitudes que contribuem significativamente para o controle da doença. Além disso, monitorar a glicose, seja com glicosímetro ou sensor, permite que a pessoa entenda como o corpo reage aos alimentos e aos hábitos, ganhando mais autonomia sobre o próprio tratamento.

Alimentação no controle da glicose

Diante desse panorama, a alimentação equilibrada é um dos pilares mais eficazes para o controle da glicose e para a qualidade de vida dos pacientes. Segundo a Associação Americana de Diabetes (ADA), o consumo diário de fibras, cerca de 25 a 30 gramas, contribui significativamente para o controle glicêmico.

A nutricionista e coordenadora de nutrição da Afya São João Del Rei, Fernanda Hermes, informa que a alimentação é parte fundamental do tratamento do diabetes, junto com o uso de medicamentos. “Como o diabetes envolve o aumento do açúcar no sangue, e a principal forma de fornecimento de glicose para o corpo é através da alimentação, é essencial ter cuidado com o que se consome. Alimentos ricos em fibras ajudam a formar um gel no estômago, retardando a absorção da glicose”.

A especialista destaca os três principais alimentos para controle da glicose:

1) Alimentos integrais: pão integral, macarrão integral e outros grãos. Eles são ricos em fibras e evitam picos de açúcar no sangue.

2) Frutas com casca: maçã, pêra, goiaba e outras frutas que podem ser consumidas com casca são ótimas opções, pois as fibras da casca auxiliam no controle da glicemia.

3) Vegetais crus: alface, tomate, couve e outros vegetais crus ajudam a manter a glicose estável, além de trazer vitaminas e minerais importantes para a saúde.

“A educação alimentar e nutricional estimula a mudança no estilo de vida, através da adoção de uma alimentação equilibrada. Estas mudanças são a maneira mais eficaz de prevenir o desenvolvimento do diabetes”, complementa a nutricionista da Afya São João Del Rei.

 




O Descompromisso Ético e a Banalização da Violência: A Ausência de Pensamento

Nesta semana, dentro da série de 4 artigos, que dialoga e põe em questão o Humanismo do Encontro e a Crise do Século XXI, trago para você o segundo artigo, ampliando a temática.

Vamos aprofundar a reflexão!?

A crise ética contemporânea atinge seu ponto mais crítico na banalização da violência e no crescente descompromisso ético frente à afirmação da dignidade humana. A violência, em suas múltiplas formas (estrutural, econômica, psicológica e física), deixou de ser uma anomalia chocante para se tornar um elemento esperado, quase um ruído de fundo na dinâmica social.

Essa perigosa normalização encontra explicação no conceito da “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt. Arendt, ao observar o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann, notou que o mal em escala industrial não era praticado por monstros ideológicos, mas por pessoas comuns que simplesmente “deixaram de pensar” nas implicações morais de seus atos. O mal, aqui, não reside na maldade profunda, mas na irreflexão. Aplicado ao nosso tempo, isso significa que a indiferença aos direitos humanos e a recusa em assumir a responsabilidade ética pela justiça social decorrem de uma ausência de questionamento sobre o status quo.

O descompromisso ético manifesta-se quando a urgência da justiça é substituída pela conveniência do individualismo. A ética se torna maleável, adaptável aos interesses econômicos ou políticos, e a verdade se transforma em uma questão de perspectiva particular, e não em um ideal a ser buscado. Essa postura é antitética ao Humanismo Cristão, que é fundamentalmente ético.

O Cristianismo se baseia no princípio de que a vida humana possui um valor transcendente, inegociável, pois cada pessoa é imagem de Deus (Gn 1, 27).

A defesa dos direitos e da dignidade humana não é uma agenda política opcional, mas o cerne da fé. O profeta Miqueias sintetiza o imperativo ético divino: “O que o Senhor exige de ti: praticar a justiça, amar a fidelidade e caminhar humildemente com o teu Deus.” (Mq 6, 8).

O caminho para desbanalizar o mal é, portanto, o caminho da responsabilidade pessoal e da ação refletida, um esforço contínuo para que a ética do Evangelho se materialize em estruturas justas e em atitudes corajosas, que se recusam a dar espaço à irreflexão.

A irreflexão é o maior inimigo da ética, pois permite que o mal se torne rotineiro. O desafio do cristão é resgatar a coragem de pensar e agir, recusando-se a ser um mero executor de sistemas injustos e assumindo o compromisso de traduzir a fé em uma justiça que honre a dignidade inegociável de cada pessoa.

Cabe, portanto, a cada um, pessoalmente, o imperioso desejo e a nobre atitude de voltar o olhar, a mente e o coração para aquilo que lhe compete como testemunha do Evangelho, por outro lado, comunitariamente, todos devemos nos mover, solidariamente, na busca de todos por todos, em qualquer situação que afete a dignidade de qualquer pessoa e da própria comunidade.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Meu cachorro é carinhoso e gosta de me beijar com lambidas, mas será que eu deveria deixar?

O gesto que muitos tutores interpretam como uma prova de amor, o famoso lambeijo, pode não ser tão inofensivo quanto parece. Embora as lambidas sejam uma forma natural de comunicação e afeto entre cães, elas também podem representar riscos à saúde humana. A professora Fabiana Volkweis, do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica que o hábito deve ser evitado, mesmo em animais aparentemente saudáveis e com as vacinas em dia.

De acordo com a especialista, a lambedura é um comportamento instintivo e social, herdado dos ancestrais selvagens. Os cães lambem para expressar carinho, aliviar o estresse e reforçar laços dentro do grupo. “É uma forma de interação que remete ao convívio em matilha, onde o gesto representa respeito e vínculo”, afirma Fabiana. Apesar disso, a veterinária alerta que não é recomendável permitir que o cão lamba o rosto, a boca ou o nariz do tutor: “A boca do cão é porta de entrada para vírus, bactérias, fungos e protozoários”.

Isso ocorre porque os cães realizam sua higienização por meio da lambedura, inclusive em áreas íntimas, feridas e até em locais contaminados, como poças de água e superfícies sujas. Com isso, a cavidade oral do animal pode abrigar microrganismos potencialmente perigosos. Mesmo cães vacinados não estão livres de transmitir infecções. “As vacinas protegem contra doenças virais específicas, mas não impedem o contato com parasitas intestinais, bactérias e protozoários que podem ser transmitidos pela saliva”, completa a docente do CEUB.

Entre as infecções que podem ser transmitidas pelas lambidas estão bactérias, fungos, verminoses e protozoários. Um dos casos mais comuns é o da giardíase, causada por um protozoário que pode provocar diarreia intensa, dor abdominal e vômitos. “O cão pode, por exemplo, lamber o próprio ânus após defecar e, em seguida, lamber o tutor. Assim, ele acaba transmitindo parasitas e outros agentes patogênicos”, alerta Fabiana.

Cuidados com a saúde do pet e do tutor

Para reduzir os riscos, a professora reforça que a prevenção começa com a higiene e os cuidados diários. A escovação dental, idealmente diária, ajuda a reduzir o acúmulo de bactérias e a prevenir doenças periodontais. O acúmulo de tártaro, segundo Fabiana, merece atenção: “As placas bacterianas podem liberar bactérias na corrente sanguínea, afetando coração, rins e outros órgãos. Cães com mau hálito, gengivas inflamadas ou perda dentária devem ser avaliados por um veterinário especialista em odontologia”.

Outro ponto é garantir o acesso a água potável e limpa, evitando que o animal beba de poças ou recipientes contaminados. Avaliar o caso de vermifugação também é necessário para cada indivíduo. “Ela elimina parasitas presentes no organismo, mas não impede novas infecções. Por isso, o acompanhamento veterinário é indispensável”, explica Volkweis.

Como ensinar o cão a demonstrar carinho

Para quem tem um pet carinhoso e insistente, a veterinária recomenda redirecionar o comportamento de forma positiva. A veterinária recomenda ao tutor ignorar as lambidas e oferecer outras formas de interação, como afagos, brincadeiras e comandos de reforço. “Com o tempo, o cão aprende que o afeto do tutor não depende da lambedura e passa a expressar amor de outras maneiras, tão carinhosas quanto, e muito mais seguras”, garante a docente do CEUB.




Número de divórcios aumenta 4,9% e parte disso se deve à falta de dinheiro

 

Foto Freepig

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atual mostrou que o número de casamentos registrados recuou em 3% em relação a 2022. As Estatísticas do Registro Civil também contabilizaram 440,8 mil divórcios, número 4,9% maior em 2025 do que em 2022. A maior redução de casamentos se concentrou na Região Sudeste (-5,0%). Já em relação aos divórcios, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores variações, de 16,8% e 13,1%, respectivamente.

De acordo com o especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, Caio Bittencourt, a imaturidade dos homens, a instabilidade financeira e a falta de comunicação entre o casal influenciam nas causas. “É importante entender que, por trás desses números, existem várias questões complexas que podem levar ao fim de um casamento. A imaturidade dos homens mais jovens é um fator que complica qualquer relacionamento, e quando isso se junta à falta de estabilidade financeira e emocional, a situação piora”, afirmou Caio.

Migrando para relacionamentos Sugar

Em meio ao aumento de divórcios, surge a tendência de relacionamentos Sugar, que tem crescido expressivamente nos últimos anos como resposta às dificuldades financeiras que os relacionamentos tradicionais possuem. A relação Sugar exclui esse tipo de adversidade pois é composta por um homem rico e experiente, o Sugar Daddy, que proporciona conforto e uma vida de luxo à sua parceira, a Sugar Baby. A estabilidade financeira é um pilar.

Cerca de 89% dos usuários divorciados do MeuPatrocínio revelam ter a esperança de encontrar uma relação séria e duradoura, com as “cartas na mesa” e objetivos transparentes, sem tempo para joguinhos. “Depois de enfrentarem as dores de cabeça da separação, essas pessoas passam a buscar praticidade. Evitam complicações, preferindo a simplicidade e a leveza que são facilmente encontradas nos relacionamentos Sugar”, afirma o especialista.

Afinal, quais são os principais motivos por trás de um divórcio?

Uma pesquisa publicada no Journal of Social and Personal Relationships revelou que muitos dos problemas que acabam resultando em divórcio já estão presentes desde o início do namoro. Confira:

1 – Problemas Econômicos: A falta de dinheiro é uma das principais causas de divórcio, pois o dinheiro afeta diretamente questões como segurança e expectativas de vida. Quando há dificuldades financeiras, os casais podem se sentir frustrados.

2 – Problemas de Comunicação: Quando a comunicação falha, surgem mal-entendidos e fica difícil resolver os conflitos. Sem um diálogo aberto, as frustrações vão se acumulando e o distanciamento emocional só cresce.

3 – Falta de sexo: Outra razão comum para o divórcio é a falta de sexo, já que a intimidade física é super importante para a conexão emocional entre o casal. Quando a vida sexual fica de lado, o distanciamento acaba acontecendo, o que enfraquece a relação.

4 – Vícios: Quando um dos parceiros tem comportamentos destrutivos, como vícios, isso cria instabilidade e afeta a confiança. Com o tempo, isso vai dificultando e enfraquecendo relação.

“A combinação de dinheiro, felicidade e um bom casamento realmente existe. Ao contrário disso, problemas financeiros podem ser responsáveis por separações e frustrações. É por isso que percebemos que casais financeiramente estáveis são mais felizes, não se preocupar com dinheiro causa menos frustrações e isso aumenta a satisfação e bom humor”, finaliza o especialista, Caio Bittencourt.




TERRENO FÉRTIL

Amados filhos, quando a doença nos tisnar o pensamento de sombras, pensemos no amor de Jesus, revigoremo-nos nas bênçãos da prece e recuperemos nosso bem-estar íntimo no trabalho de amor ao próximo, tanto quanto as forças nos permitam, pois somente assim os mensageiros espirituais encontrarão em nós o terreno fértil para que o amor de Deus nos preencha de paz e equilíbrio.

O Socorro Divino jamais nos faltará.

BEZERRA DE MENEZES

Do livro “Recados do meu Coração” – Psicografia: José Carlos De Lucca

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Envelhecer com saúde: como viver mais e melhor em todas as fases da vida

 

 
 

No Brasil, o número de pessoas com mais de 60 anos cresce de forma acelerada. Segundo dados do IBGE, em 2030, haverá mais idosos do que crianças no país. O aumento da expectativa de vida é uma conquista importante, mas também traz um novo desafio sobre como envelhecer com qualidade e autonomia. Envelhecer com saúde vai muito além de evitar doenças, tratando-se, na realidade, de manter funcionalidade física, emocional e social ao longo dos anos. A medicina já reconhece que um estilo de vida saudável ao longo da vida faz toda a diferença na longevidade e no bem-estar na terceira idade.

Segundo a Dra Karoline Fiorotti, médica geriatra e professora de Geriatria da Afya Educação Médica de Vitória (ES), o envelhecimento saudável é o processo em que o indivíduo continua capaz de realizar suas atividades, manter sua autonomia e também suas conexões sociais, além da espiritualidade e do senso de propósito. “Não se trata de parar o tempo, mas de aproveitar melhor cada fase da vida”, enfatiza a geriatra.

De acordo com a profissional, fatores como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade, estímulo cognitivo, socialização e prevenção médica são essenciais. “Não existe fórmula mágica, mas há escolhas que ajudam a envelhecer com mais saúde, e isso  é resultado de decisões diárias, que devem ser feitas desde a infância e ao longo de toda a vida. Afinal, o que fazemos aos 40 ou 50 impacta diretamente como estaremos aos 70 ou 80, reforça Dra Karoline, destacando a importância de hábitos como a prática de atividade física regular, dieta adequada, sono de qualidade, controle de estresse, cultivo de boas relações, redução do uso de álcool e não fumar.

Além disso, o cuidado com a saúde mental é parte fundamental do processo. Solidão, ansiedade e depressão são desafios silenciosos enfrentados por muitos idosos, especialmente após perdas ou mudanças bruscas na rotina. Criar vínculos, manter hobbies e buscar apoio emocional são atitudes que fazem a diferença.

Outro ponto destacado pela médica é o risco da chamada ‘polifarmácia’ , ou seja,  o uso excessivo e, muitas vezes, desnecessário de medicamentos. Segundo ela, os idosos têm maior prevalência de doenças crônicas, e, portanto, necessitam do uso concomitante de mais medicações para controle. Nesse sentido, o problema da polifarmácia é o risco de interações medicamentosas, efeitos colaterais, dificuldade na adesão do tratamento e maior risco de complicações, como quedas e hospitalizações.

“É importante, em toda consulta, revisar as medicações em uso, entender os medicamentos desnecessários ou que não sejam apropriados para idosos, estimular abordagens não farmacológicas para cada caso e rever os alvos do tratamento de forma individualizada. Por isso, o acompanhamento com um geriatra é fundamental para revisar prescrições e promover um cuidado integral”, alerta.

 

Um novo olhar para o envelhecimento

A boa notícia é que, cada vez mais, as pessoas estão vivendo não apenas mais tempo, mas com mais autonomia, propósito e vitalidade. Muitas seguem estudando, trabalhando, viajando e aprendendo novas habilidades após os 60, 70 e até 80 anos.

“Envelhecer não precisa ser sinônimo de limitações. Com cuidados ao longo da vida e uma atitude ativa, é possível alcançar uma velhice com dignidade, energia e realização. O envelhecimento com saúde é uma construção contínua que começa muito antes da aposentadoria, baseada na prevenção, na escuta do próprio corpo e na valorização da experiência acumulada”, finaliza a geriatra.

Para auxiliar na adoção de práticas saudável para envelhecer bem, a Dra Karoline compartilha algumas dicas fundamentais:

 

Mantenha a mente ativa: leia, faça palavras-cruzadas, jogue xadrez ou aprenda algo novo. Atividades cognitivamente desafiadoras ajudam a prevenir ou retardar o declínio cognitivo.

Pratique exercícios físicos regularmente: atividades como caminhada, natação, musculação e pilates ajudam na mobilidade, na  força muscular, no  equilíbrio e na saúde cardiovascular.

Alimente-se de forma equilibrada: o ideal é seguir uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas e evitar excesso de sal, açúcar e alimentos ultraprocessados.

Acompanhe a saúde com regularidade: visite  o médico de confiança periodicamente e mantenha o calendário de vacinação em dia.

Durma bem: tente sempre manter uma rotina de sono regular evitando estimulantes (como café e telas) no fim do dia.

Tome sol com moderação: exposição ao sol por 10–15 minutos ao dia (preferencialmente antes das 10h ou após as 16h) ajuda na produção de vitamina D. É importante, porém, a utilização do protetor solar com FPS adequado.

Cuide da saúde emocional: mantenha contato com amigos e familiares e participe de atividades sociais, grupos ou voluntariado.

Tenha propósito e prazer de viver: envelhecer com qualidade também significa manter hobbies, paixões e metas.Ter um senso de propósito está associado a maior longevidade e bem-estar.

 

Sobre a Afya   

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.




Escalda-pés: mitos e verdades sobre o alívio para pés inchados

 

Essa prática recomendada até mesmo pelo Ministério da Saúde. Foto: Freepik

Após um dia cansativo, chegar em casa e mergulhar os pés em uma bacia de água morna pode ser sinônimo de alívio imediato. Essa recomendação antiga atravessa gerações e culturas em todo o mundo. Por isso, mais do que relaxamento, esse cuidado é considerado uma Prática Integrativa e Complementar (PIC) reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS), com benefícios e precauções que devem ser consideradas.

As PICs são definidas pelo Ministério da Saúde como um conjunto de diferentes recursos terapêuticos que se baseiam no modelo de cuidado focado na saúde do indivíduo de forma global. Ela considera os aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais. Neste contexto, saiba agora o que é mito ou verdade sobre o escalda-pés.

Mitos: ‘Trata-se de uma terapia recomendada para todos’. Esta afirmação está errada. Há grupos de risco que devem evitar a prática, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e do MS. Dentre eles estão:

  • Diabéticos: os portadores da neuropatia conhecida como “pé diabético” devem evitar esse tipo de terapia, seja com água fria ou quente. Devido à perda de sensibilidade nos membros inferiores, estes pacientes possuem risco maior para o surgimento de queimaduras e lesões podem se transformar em úlceras.
  • Feridas abertas, micoses ativas ou infecções: a água morna pode ser o ambiente ideal para propagar a infecção e piorar o quadro. Por isso, é seguir a recomendação médica para o tratamento destes quadros.
  • Gestantes, hipertensos e pacientes oncológicos com metástase: a terapia não é indicada para esses grupos, pois o procedimento afeta a circulação sanguínea na região, que já está alterada devido às condições citadas. Em caso de inchaço e dores nos pés, procure orientação médica.

Verdades: para os demais grupos, a água morna é uma prática que auxilia no alívio de inchaços e edemas nas regiões dos pés e tornozelos.

  • Fluxo: a água quente ajuda a dilatar os vasos sanguíneos, facilita a circulação e promove a eliminação de líquidos. Isso cria a sensação de alívio e leveza nos pés.
  • Varizes: por dilatar os vasos, escalda-pés é considerada uma terapia complementar para o tratamento da insuficiência venosa e das varizes.
  • Compressão: o escalda-pés é uma terapia complementar, isso significa que ele não substitui o tratamento clínico recomendado. A prática deve ser integrada a abordagens comprovadas, como o uso de meias de compressão graduadas, fundamentais para apoiar o fluxo e o retorno do sangue venoso, conforme diretrizes da SBACV e Ministério da Saúde.

Meias de compressão

A terapia de compressão colabora para a circulação saudável em diferentes situações do cotidiano, auxiliam na prevenção de doenças venosas e no tratamento de problemas vasculares. Existem diversos tipos que podem ser usados diariamente e modelos que são recomendados conforme avaliação médica. Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP, empresa especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas.