O vazio existencial no labirinto digital

Neste mês de novembro, dentro de uma série de 4 artigos, quero dialogar com você, leitor, alguns elementos de discussão que põem em questão o Humanismo do Encontro e a Crise do Século XXI.

Nosso olhar é o contexto do tempo presente, que mostra a perda de sentido da vida, a banalização da violência, a indiferença social, a polarização político-econômica-cultural, a cultura do descarte e o crescente descompromisso ético frente à urgente afirmação dos direitos e dignidade humana, da solidariedade, da justiça e da paz, para um humanismo cristão.

Vamos começar a jornada!?

 

1. O Vazio Existencial no Labirinto Digital: A Globalização da Indiferença

O nosso século, paradoxalmente chamado de “Era da Comunicação”, testemunha a mais profunda e silenciosa das crises: a perda de sentido para a vida. Enquanto a tecnologia nos oferece a ilusão de conexão instantânea, o indivíduo moderno se afoga em um mar de superficialidade, onde a busca por significado foi substituída pela ânsia por gratificação imediata e entretenimento incessante. O silêncio, espaço vital para a introspecção e a descoberta do sentido, é preenchido pelo ruído algorítmico.

O filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua análise da “Modernidade Líquida”, descreveu essa realidade com precisão. A solidez das referências éticas e sociais do passado esvaiu-se, deixando o indivíduo flutuando em incertezas, obrigado a reconstruir sua identidade a cada novo like ou a cada nova tendência de consumo. Sem âncoras sólidas, a vida corre o risco de se tornar um mero inventário de bens e experiências efêmeras.

A consequência mais trágica desse vazio é a indiferença social, que o Papa Francisco qualificou como a “globalização da indiferença”. O sofrimento alheio é enquadrado, rapidamente consumido nas manchetes e logo descartado, como se fosse um produto com prazo de validade. As pessoas se tornam capazes de desviar o olhar do mendigo na calçada ou do refugiado no noticiário, pois tratar o outro como não-próximo é a maneira mais fácil de evitar a responsabilidade. O psicólogo austríaco Viktor Frankl, sobrevivente do Holocausto e fundador da Logoterapia, afirmava que a busca primária do ser humano não é por prazer, mas pela descoberta de um sentido. E esse sentido, em sua essência, está sempre orientado para algo ou alguém que não somos nós mesmos.

O Humanismo Cristão responde a essa crise reafirmando o valor absoluto da vida e propondo o Humanismo do Encontro. O Evangelho nos chama a uma atitude radical de presença: a presença de Deus em nós e a presença concreta no sofrimento do outro. Como nos recorda a Escritura: “Não amemos com palavras nem com a língua, mas com ações e em verdade.” (1 Jo 3, 18). Romper com a indiferença é um ato de fé e de coragem; é entender que o sentido só é pleno quando é doado no serviço e na partilha. É nesse ser-para-o-outro que o cristão encontra a solidez de que a sociedade líquida carece.

Se a tecnologia nos oferece a miragem da plenitude no individual, o Humanismo Cristão nos convida a desativar as notificações da alma. O verdadeiro sentido não está na tela, mas na atitude de nos fazermos próximos, resgatando a nossa própria humanidade ao reconhecermos e acolhermos a dor do irmão.

 

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




“Mais de 420 mil pessoas morrem ao ano por alimentos contaminados”, alerta especialista em segurança nutricional

 

A cada ano, 420 mil pessoas morrem no mundo devido ao consumo de alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O dado alarmante escancara um problema muitas vezes invisível: quem realmente garante que os alimentos que chegam ao nosso prato são seguros?

No Brasil, os surtos de intoxicação alimentar são mais frequentes do que se imagina – e 35% deles acontecem dentro das próprias casas, de acordo com a Vigilância Epidemiológica de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), do Ministério da Saúde. Falta de higiene, armazenamento inadequado e consumo de produtos fora da temperatura segura estão entre as principais causas.

Nos estabelecimentos comerciais, o problema também persiste. Especialistas alertam que o controle inadequado de tempo e temperatura na manipulação de alimentos pode transformar um prato aparentemente fresco em um verdadeiro risco para a saúde pública.

“O perigo nem sempre é visível. Muitas pessoas acreditam que, se o alimento está com boa aparência e cheiro, ele está seguro para consumo. Mas vírus, bactérias e fungos podem estar presentes mesmo sem sinais de deterioração”, explica Paula Eloize, especialista em Inspeção de Alimentos e mestre em Segurança dos Alimentos pela Universidade de Lisboa.

O perigo mora na cozinha

Muita gente acredita que intoxicação alimentar é um problema exclusivo de restaurantes e indústrias, mas a verdade é que a falta de cuidados na preparação e conservação dos alimentos dentro de casa também coloca a saúde em risco.

“A geladeira não é cofre. Um alimento que foi mal armazenado ou passou muito tempo na temperatura errada pode se tornar um terreno fértil para a multiplicação de bactérias”, alerta Paula.

Entre os erros mais comuns que podem levar à contaminação alimentar dentro de casa, especialistas apontam:

  • Descongelar carnes em temperatura ambiente: O correto é fazer isso na geladeira ou no micro-ondas, nunca sobre a pia.
  • Armazenar alimentos crus junto com cozidos: Isso aumenta o risco de contaminação cruzada.
  • Consumir ovos crus ou mal cozidos: Pode levar à contaminação por Salmonella, uma das principais causadoras de intoxicações graves.
  • Reaproveitar alimentos sem o devido reaquecimento: Comida que ficou fora da geladeira por muito tempo precisa ser descartada.
  • Beber água não filtrada ou sem tratamento adequado: A água contaminada pode ser um dos principais vetores de doenças.

Além dos cuidados na manipulação e armazenamento, o controle da temperatura dos alimentos também é essencial para evitar a proliferação de microrganismos:

Acima de 60°C: para manter alimentos quentes expostos ao consumo.

Abaixo de 5°C: para alimentos prontos frios ou armazenados na geladeira.

Entre 2°C e 8°C: temperatura ideal para alimentos perecíveis em preparo.

“O intervalo entre 5°C e 60°C é o mais perigoso para a proliferação de bactérias. Ou seja, quanto mais tempo um alimento permanece nessa faixa, maior o risco de contaminação”, explica a especialista.

Responsabilidade técnica: o que a indústria e os restaurantes precisam fazer?

Se dentro de casa o risco já é alto, em cozinhas industriais e grandes redes de alimentação a responsabilidade deve ser ainda maior. Estabelecimentos precisam seguir normas rígidas para garantir que o consumidor não esteja ingerindo um alimento contaminado.

“A segurança dos alimentos não é apenas uma questão de boas práticas, mas de compromisso com a vida do consumidor. Restaurantes e indústrias precisam investir em controle de qualidade, treinamento e fiscalização para evitar surtos de intoxicação alimentar”, reforça Paula.

Entre as medidas obrigatórias estão a implementação do sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) para monitoramento dos processos, o treinamento contínuo de funcionários sobre manipulação segura de alimentos, o armazenamento adequado para evitar contaminação cruzada, o controle rigoroso de fornecedores para garantir a procedência dos insumos e, claro, o monitoramento da temperatura dos alimentos ao longo de toda a cadeia produtiva.

“Além disso, a transparência com o consumidor é um fator cada vez mais valorizado no mercado. Empresas que demonstram compromisso com a segurança dos alimentos e seguem protocolos rigorosos tendem a conquistar mais confiança e fidelidade do público”, conta.

O que o futuro reserva para a segurança dos alimentos?

Com o avanço das tecnologias, a tendência é que o controle da qualidade dos alimentos seja cada vez mais rigoroso. Métodos inovadores como rastreabilidade digital, inspeção com apoio da inteligência artificial e sensores térmicos já estão sendo implementados para garantir maior transparência e segurança para os consumidores.

Ainda assim, a especialista reforça que a informação continua sendo a melhor ferramenta para evitar problemas. Quanto mais consumidores, empresas e profissionais da área estiverem atentos à segurança dos alimentos, menos casos de intoxicação alimentar serão registrados.

“Afinal, o que está em jogo não é apenas a qualidade do alimento, é a saúde e a vida de milhões de pessoas”, alerta Paula.




É por isso que você não emagrece: o corpo não é uma calculadora

 

Se fosse apenas matemática, bastaria comer menos e se mexer mais. E, ainda assim, vemos pessoas que seguem dietas à risca, treinam, dormem pouco, e não perdem um grama. O motivo? O corpo não é uma calculadora, é um organismo vivo, com mecanismos complexos que reagem a muito mais do que números.

O déficit calórico existe, mas não é tudo

“Sim, o déficit calórico é real e necessário para perder peso. Sem ele, o corpo simplesmente não acessa os estoques de gordura. Mas o que a maior parte das pessoas não entende é que o metabolismo se adapta rapidamente. Quando há redução calórica prolongada, o corpo entra em modo de economia, reduzindo o gasto energético para se proteger.”. explica o nutrólogo Dr. Francisco Saracuza.

Esse “modo de sobrevivência” é um dos grandes vilões do emagrecimento moderno. Ele desacelera o metabolismo, aumenta a fome e reduz a disposição, criando o cenário perfeito para o efeito sanfona.

Hormônios, sono e estresse: os sabotadores invisíveis

O déficit calórico pode até existir, mas se o corpo estiver em desequilíbrio hormonal, ele simplesmente não obedece. Cortisol elevado (hormônio do estresse), resistência à insulina, alterações de tireoide e queda de testosterona são alguns dos fatores que dificultam o emagrecimento, mesmo com dieta e treino adequados.

Além disso, dormir mal ou viver sob constante estresse eleva os níveis de grelina (hormônio da fome) e reduz a leptina (hormônio da saciedade). O resultado é o ciclo vicioso: cansaço, compulsão e estagnação.

O corpo também emagrece pela cabeça

A perda de peso sustentável depende tanto do estado mental quanto do físico. Quando o organismo está inflamado e o cérebro em alerta constante, o corpo entende que precisa reter energia, não liberar. É por isso que dietas muito restritivas ou “modismos de 30 dias” geralmente falham, elas tratam o sintoma, não a causa.

A abordagem integrativa do emagrecimento busca justamente identificar esses bloqueios: por que o corpo está resistindo? O foco não é apenas no prato, mas no organismo como um todo: metabolismo, hormônios, sono, intestino e até estado emocional.

Tirzepatida e os avanços no tratamento da obesidade

Nos últimos anos, a medicina tem evoluído rapidamente no entendimento de como o corpo regula o apetite, a glicose e o metabolismo energético. Um dos principais avanços é a tirzepatida, uma molécula que atua simultaneamente sobre dois receptores hormonais: GLP-1 e GIP.

Originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, a tirzepatida tem se mostrado uma das mais eficazes ferramentas para controle de peso em pacientes com resistência metabólica, dificuldade de saciedade e desregulação hormonal.

Com o acompanhamento médico adequado, ela auxilia na redução do apetite, melhora da sensibilidade à insulina e controle da inflamação metabólica, proporcionando resultados consistentes e sustentáveis. É um exemplo de como a medicina moderna pode potencializar o emagrecimento de forma inteligente e segura, sem recorrer a dietas extremas ou promessas irreais.

Emagrecer não é castigar o corpo, é reprogramá-lo para funcionar como deveria. Isso envolve ajustar hormônios, restaurar o sono, equilibrar nutrientes, reduzir inflamações e, sim, gerar um déficit calórico real e saudável.

O Dr. Francisco Saracuza conclui: “Se você não está emagrecendo, não é falta de força de vontade, é falta de diagnóstico. Antes de cortar mais calorias, vale investigar o que está impedindo seu corpo de responder. Às vezes, o que parece um “erro de cálculo” é, na verdade, um corpo tentando se proteger. E é justamente aí que a medicina de precisão, com acompanhamento individualizado e tratamentos como a tirzepatida, redefine o que significa emagrecer de verdade.

Dr. Francisco Saracuza – CRM 192628 

Reconhecido por sua atuação de destaque em saúde integrativa, Dr. Francisco Saracuza é referência no uso de implantes subcutâneos, oferecendo tratamentos modernos e eficazes para seus pacientes.




Saúde muscular em todas as fases da vida: especialistas do CEJAM explicam como preservar força, equilíbrio e bem-estar    

 

São Paulo, novembro de 2025 – Manter os músculos fortes é essencial não apenas para o desempenho físico, mas também para a prevenção de doenças, lesões e para a preservação da autonomia nas atividades diárias. Segundo o fisioterapeuta do  CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) Kainã Silva, os cuidados com a musculatura devem começar desde a infância e se adaptar conforme cada fase da vida.

“Todos os exercícios devem respeitar o estágio de desenvolvimento e as necessidades individuais. Em cada fase, o corpo demanda estímulos diferentes para se fortalecer e se manter saudável”, explica o especialista.

O fisioterapeuta esclarece que na infância, a prioridade é estimular a coordenação motora e a força de maneira lúdica, com atividades como pular corda, correr e brincar com bola. E na adolescência, o foco passa a ser a conscientização corporal e o fortalecimento muscular, com esportes coletivos e treinos resistidos, sempre com suporte de um profissional.

Já na fase adulta, o objetivo é prevenir lesões e manter ou aumentar a massa muscular, com práticas como musculação, pilates e treino funcional. Na terceira idade, a meta é preservar força, flexibilidade e equilíbrio, prevenindo quedas e garantindo autonomia. Nessa fase, ele indica exercícios com peso corporal, elásticos, halteres leves, treino de equilíbrio e alongamentos.

“Em qualquer idade, o ideal é contar com a orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta, especialmente para quem está iniciando. Esse acompanhamento é fundamental para adaptar as cargas, respeitar os limites do corpo e evitar lesões”, pontua Kainã.

Ele alerta que alguns dos erros mais frequentes são o uso de cargas excessivas, técnica incorreta, ignorar dores ou desconfortos e seguir treinos prontos da internet sem supervisão profissional. “Cada pessoa tem uma estrutura e um ritmo diferente. O excesso de carga e a má execução podem causar sobrecarga articular e lesões musculares”.

Em casos de dor, limitação de movimento ou recuperação após imobilização, é essencial adaptar os exercícios para evitar sobrecarga. Atividades de baixo impacto, como hidroginástica, bicicleta ergométrica e exercícios de apoio, são boas opções. “A fisioterapia ajuda a preservar a massa muscular, melhorar a circulação e reduzir inchaços, permitindo que o paciente retome a rotina com o mínimo de perda funcional”.

O ideal é praticar atividades físicas de duas a três vezes por semana, intercalando os dias. “A regularidade é mais importante que a intensidade, especialmente para quem está começando. O alongamento deve fazer parte da rotina, pois contribui para a flexibilidade, redução da tensão muscular, alívio de dores crônicas e complementa o treino de força, prevenindo lesões”, enfatiza Silva.

Alimentação: o combustível essencial para fortalecer os músculos 

De acordo com a nutricionista Dayse Moreira, do Hospital Geral de Itapevi, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a alimentação é determinante para a construção e manutenção da massa muscular. “Proteínas, carboidratos, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais atuam em conjunto para garantir o bom funcionamento e o desempenho dos músculos”.

As proteínas fornecem os aminoácidos necessários para a síntese muscular; os carboidratos geram energia; as gorduras boas ajudam na produção hormonal; e micronutrientes, como vitamina D, cálcio e magnésio.

“A vitamina D é essencial para a função muscular e para a absorção de cálcio, que atua diretamente na contração muscular. Já o magnésio participa da síntese proteica e da função muscular adequada”, detalha a nutricionista.

Dayse orienta que o consumo de proteínas deve ser ajustado conforme a fase da vida:

  • Infância: quantidades adequadas para o crescimento e desenvolvimento;
  • Vida adulta: cerca de 0,8 a 1 g/kg/dia para manutenção da massa muscular e do metabolismo;
  • Terceira idade: entre 1 e 1,2 g/kg/dia, ajudando a prevenir a perda de massa magra.

Ela ressalta que as proteínas de origem animal são completas, pois contêm todos os aminoácidos essenciais. Já as proteínas vegetais podem ser combinadas. Leguminosas com cereais, por exemplo, ajudam a alcançar o mesmo valor nutricional.

Para uma alimentação equilibrada, é preciso incluir no cardápio fontes de proteína, como ovos, carnes magras, iogurtes e leguminosas; carboidratos complexos, como arroz integral, aveia e batata; além de inserir frutas e verduras, que fornecem antioxidantes e minerais essenciais.

A especialista também destaca a importância da hidratação adequada. “A desidratação pode comprometer a força, o desempenho e até o processo de recuperação muscular. Após os exercícios, é fundamental consumir alimentos que favoreçam a regeneração dos músculos”.

Sobre a suplementação, Moreira explica que nem todos precisam recorrer a produtos como whey protein ou creatina. “Eles podem ser úteis em casos de treinos intensos ou quando há dificuldade em atingir as necessidades proteicas, mas a alimentação equilibrada deve vir em primeiro lugar. Além disso, o uso deve ser avaliado individualmente por um nutricionista ou médico, especialmente em crianças e idosos”, lembra.

Ela acrescenta que dietas muito restritivas podem comprometer a ingestão de nutrientes, levando à perda de massa e força muscular e prejudicando o desempenho físico. “Para idosos com dificuldade em consumir proteínas, o ideal é fracionar as refeições ao longo do dia e priorizar alimentos de fácil digestão, como ovos, queijos, iogurtes, leite e leguminosas.” Quando necessário, a suplementação deve ser feita com acompanhamento profissional.

“Manter músculos fortes é resultado de um conjunto de hábitos: alimentação equilibrada, hidratação constante, atividade física regular e descanso adequado. Não existe fórmula rápida, mas sim constância e cuidado”, conclui.

Sobre o CEJAM    

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.




LIBERTA-TE

 

“Levanta-te e anda”: com estas palavras, envolvidas nas energias superiores que caracterizam os espíritos sublimados, Jesus devolveu os movimentos a inúmeros paralíticos que padeciam na antiga Galileia.

Entretanto, aquelas palavras não buscavam apenas os portadores de limitações físicas.

Ainda hoje, elas se dirigem às criaturas paralisadas pelos pensamentos inferiores.

Jesus ainda busca reerguer aqueles que se encontram imobilizados pelas ideias fixas:

Os que não conseguem erguer-se para o bem, amarrados que estão à ignorância.

Os que estão algemados aos pensamentos infelizes, padecendo todo tipo de perturbação.

Se, porventura, te encontras em situação semelhante, ouve o convite do Mestre.

Levanta-te do desânimo e anda para o progresso.

Reúne, em ti mesmo, as energias para começar vida nova.

Rompe as amarras do rancor e do ressentimento, a fim de seguires, livre, para a paz que te espera.

AUGUSTO

    Extraído do livro “Sublime Convite” – Psicografia: Clayton B. Levy – Editora EME

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ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




ESPERANÇA PARA VENCER O VAZIO E O MEDO DA MORTE

 

O dia de Finados nos convida, anualmente, a parar. Diante dos túmulos, a grande questão da vida e da morte nos confronta. A correria cede lugar a um silêncio pesado, onde a fragilidade da nossa existência se revela. É neste ambiente que a reflexão sobre o sentido da vida se torna urgente: para que lutamos? Qual é o alicerce que nos sustenta?

Muitos tentam preencher o vazio existencial com consumo, ruído e atividades incessantes. Mas a verdadeira resposta não está no acúmulo, e sim na luta diária para dar significado a cada pequeno gesto.

O Medo da Morte e a Batalha pelo Absoluto

A morte é o grande medo da humanidade. É o medo do fim, do desconhecido, da perda total de controle. Mas o Evangelho de Jesus Cristo não nos oferece apenas uma promessa para o futuro; ele nos dá uma Esperança ativa e presente que desarma o medo.

Essa esperança não é um otimismo ingênuo, mas uma convicção profunda: nossa vida, longe de ser um acidente ou um caminho para o nada, está destinada à plenitude em Cristo.

A nossa conversão diária, a busca contínua por viver o Absoluto em nossas escolhas, é a forma de vencer o medo da morte. A cada ato de caridade, de perdão, de honestidade, de obediência aos valores do Reino, estamos afirmando que a vida vale a pena e que ela tem uma direção Eterna.

A verdadeira felicidade: nas pequenas vitórias

A esperança cristã não nos condena a uma vida de luto ou sofrimento resignado, mas nos chama a um cotidiano feliz. Esta felicidade reside nas pequenas superações do medo e do egoísmo. É o sorriso sincero que oferecemos apesar da dificuldade, é a paciência exercida no trânsito, é a força para perdoar a ofensa antes que o dia termine. Cada vez que escolhemos a paz em vez da raiva, a partilha em vez da ganância, estamos celebrando a vitória da vida em nós e, sutilmente, diminuindo o poder do medo sobre a nossa alma. São esses fragmentos de luz que constroem a alegria inabalável.

O Alimento da Esperança: Evangelho e Comunhão

Como sustentar essa luta e não desfalecer na jornada? O cristão tem duas âncoras inabaláveis:

  • A Palavra Viva (O Evangelho): O Evangelho é o manual da vida com sentido. Ele nos mostra o caminho que Jesus trilhou e nos ensina a amar e a servir. Meditar o Evangelho diariamente não é um luxo; é a bússola que impede a nossa vida de se perder no caos. É a voz do Mestre que nos chama à obediência amorosa, à busca constante da vontade de Deus em lugar da nossa.
  • A Comunhão com Cristo: A nossa esperança se firma na certeza de que Jesus venceu a morte. A comunhão com Ele – na Eucaristia, na oração silenciosa, na presença dos irmãos – é o que torna a Ressurreição uma realidade em nosso presente. Em Cristo, a vida já é mais forte que a morte. O corpo de Cristo comungado é a garantia de que a nossa luta não é vã.

Neste tempo de Finados, ao invés de apenas chorar a ausência, somos convidados a viver intensamente o presente com os olhos fixos na Esperança.

Que a reflexão sobre a brevidade da vida nos impulsione a abraçar a luta diária pela santidade, pela verdade e pelo amor.

A esperança cristã é esta: a morte não é um ponto final, mas um reencontro, e o sentido da nossa vida se constrói na obediência e na entrega total ao Mestre.

A cada manhã, levantemo-nos com a coragem de quem sabe que a sua vida está firmemente sustentada nas mãos de Deus.

A perseverança na fé e na esperança mantém os horizontes da vida abetos e iluminados, fazendo-nos viver como buscadores da alegria verdadeira e não do simulacro.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Carboidrato pode ser aliado em dietas saudáveis e equilibradas

 

A cada nova dieta “da moda”, o carboidrato é frequentemente colocado no banco dos réus e acusado de ser o principal responsável pelo ganho de peso. No entanto, especialistas alertam: esse é um mito perigoso, pois a eliminação completa desses alimentos pode trazer prejuízos à saúde. Para Bianca Naves, nutricionista e embaixadora da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), a chave está em olhar para a qualidade e o equilíbrio da dieta como um todo, não apenas para um nutriente isolado.

“A verdade é que o excesso de calorias, de qualquer fonte, carboidrato, proteína ou gordura, é que causa o ganho de peso, não o nutriente em si. A recomendação para adultos é que o carboidrato represente de 45% a 65% do Valor Energético Total (VET) da dieta, isso mostra seu papel central como principal fonte de energia do corpo”, explica a especialista.

Apenas um em cada quatro adultos consome a recomendação diária de frutas e hortaliças, e a taxa de obesidade subiu de 12,5%, em 2006, para 21,9%, em 2023, segundo dados recentes do Ministério da Saúde publicados por meio da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Para Bianca, “isso reforça que o problema não está no carboidrato, mas no desequilíbrio geral da dieta combinado ao sedentarismo”.

Pão e macarrão são aliados

Tem quem evite o consumo de pão e massas por medo de engordar, mas segundo a nutricionista, essa é uma visão simplista. “Pão e macarrão, quando escolhidos nas versões integrais, fortificadas e até com proteínas, são fontes importantes de energia, vitaminas, minerais e, principalmente, fibras, especialmente se equilibrados com outros grupos alimentares”, afirma Bianca. “As fibras promovem maior saciedade e ajudam no controle glicêmico, por exemplo”, explica.

O carboidrato de qualidade tem um papel fundamental que vai além da energia, já que sustenta a saúde intestinal e o bem-estar mental. Bianca Naves aponta que as fibras prebióticas, presentes nos cereais integrais e leguminosas, nutrem as bactérias benéficas do intestino, garantindo o equilíbrio da microbiota. “Além disso, os carboidratos estimulam a síntese de triptofano e serotonina, neurotransmissores ligados ao bem-estar e ao humor, fatores cruciais para a adesão à dieta saudável no longo prazo.”

Para transformar o pão e o macarrão em protagonistas de pratos saudáveis, a estratégia é incluí-los no contexto de uma refeição completa, por exemplo: macarrão integral, acompanhado de frango desfiado, carne moída ou legumes, como abobrinha, brócolis e cenoura; pão integral para fazer um sanduíche com ovos mexidos, queijo e vegetais, como tomate, alface ou rúcula.

“Rejeitar grupos alimentares centrais em nossa cultura, como o pão e o macarrão, não só compromete a ingestão de nutrientes importantes, mas também torna a dieta insustentável e a adesão muito mais difícil”, conclui a especialista, que abordou o assunto na comemoração de um ano do projeto Comer Com Ciência, liderado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e apoiado pela Abimapi.

Comer Com Ciência

O objetivo do Comer Com Ciência é ampliar o acesso da população a informações técnico-científicas sobre alimentação, incluindo esclarecimentos sobre o processamento de alimentos e o combate à desinformação para escolhas alimentares mais conscientes e equilibradas.

A participação de entidades setoriais é importante para termos um olhar mais próximo do setor produtivo e do consumidor”, ressalta Luis Madi, coordenador da Plataforma de Inovação Tecnológica do Ital, responsável pelo projeto.

No aniversário da iniciativa, em 15 de outubro, foi lançado o site comercomciencia.com.br, durante encontro entre profissionais do setor de alimentos para promover a troca de conhecimento, inovação e experiência. Também é possível acompanhar o projeto no Instagram comercomcienciaoficial, onde são abordados desde abril de 2024 temas como qualidade nutricional, segurança alimentar, processos produtivos e mitos sobre os alimentos.




SINAIS DA DEPRESSÃO

 

            Completa de afabilidade e doçura o tempo que Deus te concede na presente jornada no carreiro terrestre.

O mundo encontra-se tão sequioso de afeição, carinho e ternura, que todo aquele que oferta uma migalha de amor ao semelhante jamais sofrerá de melancolia e solidão, os dois maiores sinais da depressão, esta enfermidade que é um verdadeiro cárcere, aprisionando o espírito imortal na vestimenta carnal.

ALBINO DA SANTA CRUZ

Extraído do livro “Respostas ao Coração” – Psicografia: José Maria de Medeiros Souza – Editora EBM

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ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Sebrae-SP ensina como a Inteligência Artificial fortalece marcas no agronegócio

 

O Sebrae-SP está recebendo inscrições para uma palestra sobre inovação no setor de agronegócios. A ação ocorre às 19 horas do dia 17 de novembro, na avenida Antônio Zuardi, 970, Vila Cambuí. A iniciartiva irá explicar como a embalagem do produto pode se tornar uma ferramenta de marketing para o agronegócio e, também, como construir a marca com a Inteligência Artificial. A inscrição gratuita é pelo link https://forms.office.com/r/kPzeSrS4GS?origin=lprLink . 

A palestra vai destacar a importância das embalagens e dos rótulos para a comercialização de produtos. Faz ainda uma análise de como é possível construir uma identidade utilizando a IA e como uma embalagem aliada à IA pode construir e fortalecer a marca no agronegócio. 

 Trata-se de uma parceria com a prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Associação Comercial e Industrial, Sindicato do Comercio Varejista, Fundação Educacional do Município e Sebrae Aqui.  

Serviço

Público: Produtores Rurais e expositores da Vila Agro

Data: 17 de novembro

Horário:19h

Local: Associação Comercial de Assis – Av. Antônio Zuardi, 970 – Vila Cambuí

Inscrição no link: https://forms.office.com/r/kPzeSrS4GS?origin=lprLink




MISSIONÁRIOS DE ESPERANÇA SOB A FORÇA DO ESPÍRITO SANTO

 

Outubro nos convoca, mais uma vez, a reavivar a chama batismal que nos faz Igreja Missionária. Em 2025, esta convocação ganha um acento especial, ecoando o tema do Mês Missionário: “Missionários de Esperança entre os povos”.

O tema não é apenas uma frase bonita; é um apelo urgente e um roteiro para a ação em um mundo complexo, marcado por sombras, incertezas e crises. Ser missionário de esperança é, antes de tudo, ser um mensageiro da ressurreição, que se sabe peregrino, mas guiado por uma certeza inabalável, conforme o lema deste ano: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5), pois ela é infundida em nossos corações pela presença atuante do Espírito Santo.

O Batismo: A Fonte de Toda Missão

Nossa consciência missionária não é um acessório da vida cristã, mas a própria essência dela. A missão nasce no Batismo, que nos incorpora a Cristo e nos unge com o Espírito. Por esta graça, cada cristão, leigo ou consagrado, é um agente de evangelização. A Igreja, como Povo de Deus, não tem uma missão; ela é missão.

Este Mês Missionário, portanto, é um convite a olhar para dentro – para a fonte do nosso Batismo – e a sentir a força motriz que nos impulsiona: o Espírito Santo. Ele não é apenas o Consolador, mas o grande Animador da Missão. Foi o Espírito que impeliu a Igreja nascente, dispersou os apóstolos por todos os cantos e os revestiu de ousadia (parresia) para anunciar o Evangelho. Hoje, Ele continua a nos guiar para as periferias geográficas e existenciais.

A Força do Espírito e o Compromisso com o Evangelho

O compromisso com o Evangelho não é apenas teórico; ele se traduz em atos concretos de esperança. Em um mundo onde a desesperança se manifesta na violência, na desigualdade e na indiferença, o cristão é chamado a ser o sinal de que a vida nova é possível.

O Espírito Santo nos capacita para este testemunho de múltiplas formas:

  • Dando-nos a coragem: Para ir ao encontro, dialogar e não temer o diferente (o entre os povos).
  • Sustentando nossa fidelidade: Onde o anúncio se torna difícil e o sacrifício é exigido.
  • Inspirando a Criatividade: Para encontrar novas formas de levar o Evangelho a culturas e realidades que nunca o ouviram.

O engajamento na causa missionária exige, pois, uma docilidade profunda ao Espírito. Não se trata de uma ação isolada, mas de uma sinergia eclesial, onde a oração, a solidariedade e o testemunho de vida se unem para sustentar as igrejas mais jovens e necessitadas nos territórios de missão.

O tema “Missionários de esperança entre os povos” nos recorda que somos peregrinos, caminhando juntos (sinodalidade), sustentados pela vela da Cruz de Cristo, com a certeza de que a força que nos move – a Terceira Pessoa da Trindade – nos permite ser, de fato, reflexos da alegria e da presença viva de Jesus Cristo.

Que, neste Outubro Missionário, renovemos nossa vocação batismal, deixando que o Espírito Santo nos torne missionários e missionárias capazes de semear a esperança onde quer que a vida clame por ela. Temos claro e resolvido em nossos corações que “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5), superando definitivamente o ditado popular que asseverava que “a esperança é a última que morre!”.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS