Salto alto pode comprometer a saúde do quadril, alerta especialista

 

 
O uso frequente de salto alto pode comprometer a saúde do quadril, já que altera a postura e o equilíbrio do corpo, além de gerar sobrecarga na articulação. Essa combinação favorece dores lombares, inflamações e até desgastes como a osteoartrite.

De acordo com o ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, especializado em quadril, o salto alto força o corpo a adotar uma postura semelhante a “andar na ponta dos pés”. Isso provoca rotação anterior da pelve, aumenta o ângulo da articulação do quadril e reduz o espaço entre os ossos, favorecendo o atrito entre o fêmur e a bacia.

“Essa postura também pode enfraquecer a musculatura do quadril, deixando a articulação menos estável e mais vulnerável a problemas como bursite e artrose”, explica o médico.

Para reduzir os riscos, o especialista recomenda moderação no uso, preferência por saltos mais baixos — até 3 a 4 centímetros —, alternância de calçados e exercícios de fortalecimento dos músculos do glúteo médio e do abdômen, que oferecem suporte ao quadril.

“Se a dor persistir, é fundamental procurar um especialista para avaliar a saúde do quadril”, conclui o ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, referência em prótese total do quadril no Brasil.

Dr. Mateus Jerônimo

Especializado em prótese total do quadril e realiza cirurgias em hospitais de excelência como Sírio-Libanês, Vila Nova Star, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Santa Casa de Santos.

É membro titular da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).




MISSIONÁRIOS DE ESPERANÇA EM UM MUNDO SEDENTO

 

Com a Igreja celebrando o Jubileu da Esperança em 2025, o Mês Missionário de Outubro adquire um significado singular. Somos convocados a refletir e agir sob o tema poderoso: “Missionários de Esperança entre os povos.” Este tema não é apenas um convite; é um reconhecimento de nossa identidade mais profunda e da urgência do nosso tempo. O Mês Missionário é, portanto, o momento de ouro para desenvolver e enraizar a cultura missionária em nossas comunidades.

Batismo: Fonte da Consciência Missionária. A missão não é uma atividade opcional para alguns; ela é a natureza essencial da própria Igreja. Essa verdade começa em nosso batismo. Pelo Sacramento, somos inseridos no Corpo de Cristo e recebemos o mandato de anunciar a Boa Nova. Cada fiel – leigo, religioso, sacerdote – é, por direito e vocação, um discípulo missionário.

O Mês Missionário de 2025 nos chama a despertar a consciência missionária que nos foi dada. Nossa fé se atrofia se nossa vida não for doada. É preciso passar do mero “eu creio” para o ativo “nós anunciamos e partilhamos”. O objetivo é transformar a missão de um evento anual para um estilo de vida – como cultura missionária.

O Compromisso com o Evangelho e a Esperança. O Evangelho de Jesus Cristo é a única fonte inesgotável de Esperança. Onde há injustiça, violência, desesperança ou o grito da Terra, o Missionário de Esperança se faz presente para testemunhar a vitória da Cruz e da Ressurreição.

Ser Missionário de Esperança entre os povos significa um compromisso que se manifesta em três dimensões:

Testemunho de Vida: Ser sinal visível de que a conversão é possível e que o amor fraterno é a força transformadora do mundo.

Profecia: Denunciar, com coragem, as estruturas de morte e injustiça que roubam a dignidade e a esperança de nossos irmãos e irmãs.

Partilha: Levar o Evangelho de forma integral, cuidando da alma e do corpo, e compartilhando os recursos da fé e da caridade.

O nosso compromisso com o Evangelho é, portanto, um compromisso radical com a esperança do mundo. Levamos a única mensagem capaz de transformar a secura do desespero em vida nova.

O Engajamento Missionário: Cultivando a Ação

O engajamento na causa missionária começa em nossa própria casa, em nossa paróquia e se estende aos confins da Terra. O Mês Missionário é um convite triplo ao engajamento que cultiva a missão diariamente:

Oração: Sustentar os missionários em todo o mundo, rezando pelo sucesso do anúncio e pela conversão dos povos.

Formação: Aprofundar o conhecimento da fé para um testemunho mais eficaz.

Caridade: Contribuir com a coleta missionária, sustentando as estruturas da missão que levam o Evangelho, dignidade e assistência a lugares onde a Igreja ainda não chegou ou é muito pobre.

Neste Mês Missionário de 2025, assumamos nosso batismo como o ponto de partida para a ação. Que a nossa vida seja uma peregrinação de esperança, espalhando a luz do Evangelho e construindo a fraternidade universal. A Missão é nossa, e ela é a Esperança de todos!

Oração do Mês Missionário. Uma importante oportunidade de comunhão é a prática da Oração do mês missionário: “Deus Pai, Filho e Espírito Santo, comunhão de amor,/ compaixão e missão. Nós te suplicamos: Derrama a luz da tua esperança sobre a humanidade que padece a solidão, a pobreza, a injustiça, agravadas pela pandemia. Concede-nos a coragem para testemunhar, com ousadia profética e crendo que ninguém se salva sozinho, tudo o que vimos e ouvimos de Jesus Cristo, missionário do Pai. Maria, mãe missionária, e São José, protetor da família, inspirem-nos a sermos missionários da compaixão e da esperança. Amém.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Canção Nova transmite celebração dos 380 anos dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

 

Nesta sexta-feira, 3 de outubro de 2025, a Igreja Católica celebrará a Festa dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Na festividade que acontece no Santuário dos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, Rio Grande do Norte, padre Alexsandro de Lima Freitas, da Comunidade Canção Nova, presidirá a primeira missa do dia, às 5h.

A TV Canção Nova transmitirá a missa celebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, às 7h, e a oração do Terço da Misericórdia, às 15h. A programação da festa pode ser conferida no link: Festa dos Santos Mártires.

“Mártires de Cunhaú e Uruaçu” é o título dado pela Igreja Católica aos cristãos católicos  (sacerdotes e leigos, mulheres e crianças) assassinados no ano de 1645 durante as invasões holandesas no Rio Grande do Norte. No ano 2000, eles foram beatificados pelo Papa João Paulo II e nomeados ‘Protomártires do Brasil’. Papa Francisco, em 2017, canonizou os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, o camponês Mateus Moreira e seus companheiros leigos, sendo os primeiros santos mártires do Brasil.

Para saber mais sobre a história do martírio e os locais deste acontecimento, a plataforma @CnPlus disponibiliza gratuitamente o documentário História dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, produzido pela Central de Jornalismo Canção Nova.




Dia do Vegetariano: os benefícios da soja na dieta de quem não consome carne

 

 

O vegetarianismo cresce a cada ano. Segundo dados do Ibope, mais de 14% da população brasileira já se declara vegetariana, e esse número tende a aumentar com a busca por uma alimentação mais saudável e sustentável. Nesse cenário, a soja ganha destaque como uma das principais fontes de proteína vegetal.

Isso porque o grão é um dos poucos que fornece uma proteína com ótimo valor nutricional e sua versão isolada é completa, ou seja, contém todos os aminoácidos essenciais necessários em quantidades suficientes para que o corpo realize a manutenção ou o reparo de músculos e de outros tecidos do corpo. “Além disso, a leguminosa é rica em fibras, vitaminas e minerais — nutrientes que contribuem para a alimentação de quem não consome carne”, coloca Ana Cristina Gutiérrez, nutricionista, Mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.

No Dia do Vegetariano, 1º de outubro, entenda as vantagens desse alimento, usado como principal ingrediente em muitos suplementos proteicos:

Benefícios para a saúde

Além de colaborar na manutenção da massa muscular, a proteína de soja contribui para a saúde cardiovascular e óssea:

• Saúde cardiovascular: 25 g de proteína de soja por dia, como parte de uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol, podem reduzir o risco de doença cardiovascular.

• Ossos fortes: As proteínas ajudam a manter os ossos em condições normais.

Suplementos turbinados 

Os suplementos à base de proteína isolada de soja podem ser grandes aliados para contribuir com a ingestão adequada desse nutriente no dia a dia, ajudando a complementar a dieta de vegetarianos de forma equilibrada. No entanto, é importante conhecer os produtos que se consome.

De acordo com a nutricionista, alguns aspectos são essenciais no momento da escolha:

• Dê preferência a produtos elaborados com proteína isolada de soja, que oferece maior teor proteico e melhor digestibilidade.

• Avalie a lista de ingredientes: a proteína de soja deve aparecer como primeiro ingrediente, o que indica que está em maior proporção.

• Verifique se a marca conta com certificação e rastreabilidade: produtos com garantia de qualidade, origem e controle de pureza são mais seguros. A Herbalife, por exemplo, possui o programa “Da Semente ao Alimento”, que assegura rastreabilidade desde o cultivo até o produto final, garantindo segurança, pureza e padronização dos ingredientes. A marca também conta com a ISO 17025, que certifica a competência técnica de seus laboratórios para realizar análises segundo padrões internacionais de qualidade e confiabilidade.

• Verifique o aporte por porção: é preciso considerar se a quantidade de proteína é significativa. Por isso, vale a pena comparar as opções.

 




Casamento grisalho: a importância do amor na terceira idade

 

 

Envelhecer não significa abrir mão do amor, da intimidade ou do prazer. As estatísticas mostram isso. Com o aumento da expectativa de vida, o Brasil vem registrando um crescimento no número de “casamentos grisalhos” nos últimos anos.

Dados nacionais divulgados pela Associação do Registro Civil das Pessoas Naturais do Estado do Paraná (Arpen-PR) mostram que o matrimônio entre pessoas com mais de 60 anos passou de 60,5 mil em 2018 para 74,7 em 2022, um salto de 23,5%.

Essa nova dinâmica social desafia preconceitos e revela que o relacionamento amoroso continua a ter papel importante na terceira idade. Lançado recentemente pela Netflix, o reality show “Casamento às Cegas Brasil: Nunca é tarde” reúne, pela primeira vez, um elenco com participantes 50+ e coloca em evidência o fato de que a procura pelo parceiro ideal não tem idade.

“Se a sexualidade na juventude é marcada pela exploração e descoberta, os relacionamentos na maturidade são mais estáveis, pautados no compromisso e na conexão emocional que trazem mais conforto e segurança para o relacionamento. A intimidade nessa fase da vida está muito ligada ao afeto, ao diálogo e ao autoconhecimento”, explica a psicóloga Eliane Mion, professora do curso de Psicologia da UniCuritiba.

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis) em 2023 revelou que as pessoas com idade entre 50 anos e 65 anos correspondem a 37% do público que frequenta esses locais. “Embora muitas pessoas acreditem que a sexualidade diminui com a idade, manter uma vida sexual ativa pode trazer diversos benefícios para a saúde física e emocional, pois se constitui em uma estratégia eficaz para a diminuição do estresse”, diz a professora

Entre os benefícios dos vínculos amorosos e da sexualidade na terceira idade estão o bem-estar emocional, melhora na circulação sanguínea e fortalecimento do sistema imunológico. Estar com quem se ama também combate a solidão e melhora o senso de autorrealização.

Segundo a psicóloga, o namoro ou casamento após os 60 anos ainda é um tabu e a sociedade tende a silenciar o debate. “Normalmente associamos a velhice à assexualidade e a tendência de infantilizar os idosos reforça o preconceito e a ideia de que eles não possuem desejos, ignorando suas necessidades emocionais.”

 

Desafios do amor maduro

A professora do curso de Psicologia do UniCuritiba, Eliane Mion, diz que colocar em discussão o amor na terceira idade envolve diálogo aberto, reflexão e o entendimento de que a sexualidade na maturidade é muito mais do que o ato físico; abrange a intimidade emocional, o afeto e a conexão.

Além dos esforços para acabar com o tabu, os idosos ainda enfrentam outros desafios nessa fase, como as mudanças hormonais que acarretam diminuição da libido, alterações na lubrificação vaginal e dificuldades de ereção. Somado a isso estão doenças como diabetes, hipertensão e artrite, que podem impactar a saúde sexual.

“O acompanhamento multidisciplinar com especialistas pode auxiliar na gestão desses desafios, tratando os problemas de saúde e promovendo o autocuidado. Alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e sono de qualidade são estratégias eficazes para garantir o bem-estar geral e a satisfação sexual”, ensina a professora especialista em sono.

Vivência Premiada

O UniCuritiba defende a ideia de que é preciso manter o público sênior socialmente ativo. Recentemente, a instituição de ensino lançou o Vivência Premiada. O programa voltado à terceira idade concede bolsas de estudo e facilita o acesso desse público a um curso superior.

Os descontos do Programa Vivência Premiada do UniCuritiba são proporcionais à idade do candidato. Para quem tem entre 50 e 59 anos, o desconto é de 50%; já para os que têm 60 anos ou mais, o desconto é de 60%.

Os detalhes estão disponíveis no site https://www.unicuritiba.edu.br/bolsas-e-financiamentos/vivencia-premiada/. “Aprender e conviver transformam a experiência da terceira idade, estimulam a mente e favorecem novas amizades. O Vivência Premiada mostra que nunca é tarde para começar algo novo”, diz a vice-reitora do UniCuritiba, Marcela Xavier.




A PALAVRA É SAGRADA E EDIFICA O MUNDO

 

Nada de brincar com a palavra; a palavra é sagrada e edifica o mundo: tanto as relações, como as realizações. Se a palavra é sem crédito tudo o que a ela se relaciona fica, da mesma forma, sem crédito.

Deus fez tudo com a força de sua Palavra e, ao mesmo tempo, chama a todos os que Dela se aproximam, a se tornarem testemunhas e anunciadores.

O texto de São João (1,1-14), nos lança para dentro dos horizontes da Palavra:

“No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus. No começo ela estava voltada para Deus. Tudo foi feito por meio dela, e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

Apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz. A luz verdadeira, aquela que ilumina todo homem, estava chegando ao mundo.

A Palavra estava no mundo, o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a conheceu. Ela veio para a sua casa, mas os seus não a receberam. Ela, porém, deu o poder de se tornarem filhos de Deus a todos aqueles que a receberam, isto é, àqueles que acreditam no seu nome.

E a Palavra se fez homem e habitou entre nós! E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade.”

O homem e a mulher de fé são, por natureza, pessoas da Palavra e de palavra. Quer dizer, vivem da Palavra, estando intimamente unidos a Ela e, são de palavras porque, fazem o que falam. Nesse sentido, são iluminadoras as palavras do evangelho de São Mateus (7,21-27) que nos exortam:

“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que põe em prática a vontade do meu Pai, que está no céu….

Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha.

Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e a casa caiu, e a sua ruína foi completa!”

O discípulo missionário de Jesus Cristo é, portanto, alguém transformado e convertido pela Palavra e para a Palavra. Enquanto transformado e convertido pela a Palavra, nutre-se dela, todos os dias, e, dela haure o sustento necessário para manter-se na fidelidade e obediência ao Senhor. Enquanto transformado e convertido para a Palavra, está a serviço da vida, colocando a própria vida em missão porque descobriu que a vida é missão; como a Palavra é missão, o Amor é missão, Deus é missão….

Este é o testemunho de São Paulo: “Lembre-se de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou dos mortos. Esse é o meu Evangelho, e por causa do qual eu sofro, a ponto de estar acorrentado como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está algemada. É por isso que tudo suporto por causa dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Jesus Cristo, com a glória eterna. Estas palavras são certas: Se com ele morremos, com ele viveremos; se com ele sofremos, com ele reinaremos. Se nós o renegamos, também ele nos renegará. Se lhe formos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode renegar a si mesmo” (2Tm 2,8-13).

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




VITRINES DO MUNDO

 

            Permanece fiel ao trabalho sob tua responsabilidade, sem descurares da vigilância e da oração, a fim de que as facilidades e concessões da vida, tão habituais nas relações sociais da Terra, não te afastem do trabalho na Seara de Jesus.

Sucesso, fama e exposição em demasia nas vitrines do mundo costumam cobrar alto preço de quem se propôs ser anônimo tarefeiro nas rotas de amor aos semelhantes.

ALBINO DA SANTA CRUZ

Do livro “Respostas ao Coração” – Psicografia: José Maria de Medeiros Souza – Editora EBM

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Buscas por remédios para dormir sem receita crescem 1.450% e acendem alerta sobre automedicação

 

 
 

O perigoso hábito da automedicação entre os jovens atingiu um nível alarmante, impulsionado pela busca de soluções rápidas para a ansiedade e a insônia. Um reflexo direto desse cenário é o aumento de 1.450% nas buscas online por  “remédios para dormir que não precisam de receita” nos últimos cinco anos, segundo pesquisa da Timelens, empresa especializada em inteligência de dados. O número expõe uma crescente e arriscada tendência de contornar o diagnóstico médico em favor de soluções imediatas, mas perigosas.

Essa procura autônoma por medicamentos ocorre em um contexto de ampla medicalização da saúde mental. Dados da Anvisa, por exemplo, mostram que o consumo de ansiolíticos como o Lorazepam cresceu mais de 50% na última década. A popularização desses fármacos contribui para a normalização do uso, incentivando jovens a buscar alívio para o sofrimento emocional por conta própria, sem a devida orientação profissional.

A endocrinologista da Afya Ipatinga, Dra Cristiana Sampaio Mota Souza, esclarece que o uso indiscriminado de medicamentos pode causar toxicidade aguda ou efeitos cumulativos, afetando especialmente o fígado e os rins, responsáveis pela metabolização e excreção dos fármacos.“A condição pode levar à insuficiência hepática, por sobrecarga e necrose dos hepatócitos, e a insuficiência renal aguda. Além disso, há riscos cardiovasculares, como arritmias decorrentes de alterações eletrolíticas , e respiratórios, como a depressão do centro respiratório em casos de uso abusivo de sedativos e opioides. Os órgãos mais vulneráveis ao uso inadequado são o sistema nervoso central, o fígado, os rins e o coração.”

A especialista reforça que automedicação para problemas psicológicos, como ansiedade e insônia, pode causar danos físicos graves porque os medicamentos comumente utilizados como benzodiazepínicos, antidepressivos e hipnóticos, atuam diretamente no sistema nervoso central modulando neurotransmissores como GABA, serotonina e noradrenalina. “A saúde mental está intimamente ligada ao funcionamento do corpo, quadros crônicos de ansiedade e insônia alteram o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, favorecendo distúrbios como hipertensão, hiperglicemia e dislipidemia. Ao tentar aliviar esses sintomas por conta própria, o indivíduo pode agravar o desequilíbrio físico e psíquico, aumentando os riscos à saúde geral”, complementa a médica da Afya Ipatinga.

Efeitos e dependência da automedicação no Brasil

O Brasil registra cerca de 20 mil mortes por ano devido à automedicação, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma). A psicóloga da Afya Contagem, Andréa Chicri Matiassi, informa que a automedicação entre jovens costuma ser uma tentativa de silenciar o sofrimento emocional sem recorrer à escuta terapêutica. “Angústia, desamparo e sensação de inadequação estão no centro desta escolha, muitas vezes guiada pela crença de que é preciso “funcionar” o tempo todo, sem espaço para fragilidades. Há também a ideia de que a terapia é demorada ou inacessível, enquanto os medicamentos prometem alívio imediato.”

A psicóloga também esclarece que a banalização da medicalização da saúde mental, reforça uma cultura de alívio imediato que enfraquece a elaboração simbólica do sofrimento. Ao reduzir experiências subjetivas complexas, como ansiedade ou angústia, a sintomas fáceis de serem eliminados, promove-se a ideia de que o mal-estar deve ser silenciado e não compreendido.

“Esse fenômeno tem impactos em dois níveis. No individual, pode gerar dependência não só química, mas simbólica, ao reforçar a busca de soluções externas e enfraquecer a autonomia do sujeito diante de seu sofrimento. No coletivo, contribui para uma sociedade que normaliza a medicalização como resposta padrão, refletindo um ideal de produtividade constante e intolerância à pausa ou à escuta”, conclui a especialista da Afya Contagem.




Viagens de moto: Setur-SP lança Guia de Mototurismo do Estado de São Paulo

 

 

Sexta-feira passada (19), a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) lançou o “Guia de Mototurismo do Estado de São Paulo”, um material inédito com foco nos viajantes de moto. O lançamento aconteceu no 2º Congresso Brasileiro de Mototurismo, em Socorro. O guia é resultado do trabalho de um grupo especial criado pela Setur-SP para atender demandas do segmento, fortalecer ações de promoção e de estruturação do mototurismo no Estado. A publicação tem apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), da Confederação Brasileira de Mototurismo, do Congresso Brasileiro de Mototurismo e de seu idealizador Carlãozinho.

O Guia é um verdadeiro almanaque para os mototuristas, pois reúne 118 atrativos e serviços em 57 cidades paulistas. A seleção vai desde eventos temáticos para motociclistas até atrativos que complementam a viagem, como mirantes, museus, monumentos, parques, postos de combustível, restaurantes, entre outros.

No ano passado, a Setur-SP lançou as “Rotas de Mototurismo no Estado de São Paulo”, destacando as cinco principais do Estado. Agora, o Guia complementa a experiência do viajante sobre duas rodas, revelando tudo o que ele pode conhecer durante seu percurso.

“São Paulo tem as 20 melhores estradas e rodovias do país. Além disso, o Estado tem infraestrutura hoteleira, diversos bares e restaurantes e atrativos prontos para receber todos os perfis de visitantes, incluindo os viajantes de moto. O mototurismo é uma atividade que movimenta toda a cadeia turística, dos postos de combustível até as lojas de artesanato, e gera emprego e renda para os municípios”, disse Roberto de Lucena, titular da pasta de Turismo e Viagens.

Mototurismo por São Paulo: conheça alguns destinos e atrações

Entre os atrativos, está o município de Apiaí, no Vale do Ribeira, que conta com a Rota Rastro da Serpente, apelido da Rodovia Sebastião Camargo. Ela começa em Capão Bonito, passa por outras cidades do Vale do Ribeira, e vai até Curitiba, no Paraná.

Logo na entrada do município, há a Praça Rastro da Serpente onde os motociclistas se sentem em casa. Isso porque há um dos 29 monumentos da “Rota Biker”, movimento que celebra a cultura motociclística no Brasil e conecta destinos por meio de monumentos distribuídos pelo país. Além disso, há o Café da Serpente, loja de artesanato e souvenirs. No local, ainda há um Centro de Informações Turísticas (CIT) e turismo receptivo, com atendimento aos motociclistas e indicação de atrativos. Apiaí também conta com restaurantes, postos de combustível e conveniências.

Já em Caraguatatuba, os viajantes de moto podem fazer o passeio da Orla Porto Novo ao Mirante do Camaroeiro, com aproximadamente 7 km de pista à beira-mar. O passeio começa na Avenida José Herculano e vai até a Avenida Arthur Costa Filho (orla central). No caminho, podem sentir o vento no rosto e ter vista para o Rio Juqueriquerê, a praia central e os principais pontos turísticos da cidade.

Para quem gosta de estrada mais aberta, a orla de Massaguaçu é ideal. Com avenidas largas, mar aberto, brisa marinha no rosto e vista para Ilhabela, o passeio de Orla Massaguaçu até o Morro Santo Antônio é excelente para fazer de moto, especialmente no fim de tarde. São aproximadamente 5 km pela Avenida Marginal, finalizando no extremo norte da Praia de Massaguaçu, também em Caraguatatuba.

Em Garça, existe o Zapata Garage, museu de motocicletas clássicas restauradas. Administrado pelo casal Mário e Lucia Zapata, o museu tem motos raras de 1916 a 1980 e os veículos estão expostos em um espaço de dois andares para comportar a quantidade de motos restauradas. Na área externa, há um globo da morte adquirido da família circense Robattini.

Por sua vez, em Socorro, existe o Centro Cultural Movimento, com área museológica que conta a história da motocicleta e da bicicleta no Brasil; além de restaurante, banheiros, guarda volumes e estacionamento para motos. O local também é o monumento 12 da Rota Biker.

O crescimento das viagens de moto e as novidades do Congresso

O mototurismo é um fenômeno que ganhou força após a pandemia. Ao viajar de moto, os turistas percebem a sensação de liberdade e aventura, descobrem novos destinos, podem viajar sozinhos, em família ou grupo de amigos, ou mesmo participar de um motoclube. Além disso, a economia é outro fator que chama a atenção dos visitantes, pois muitas estradas não cobram pedágio de motos ou o valor é menor.

Este ano, o 2º Congresso Brasileiro de Mototurismo (CBM), que aconteceu entre 19 e 21 de setembro, trouxe como tema “Liberdade e Liberdade – a de andar de moto e a de viajar!” e foi totalmente gratuito. O Congresso contou com fóruns, rodas de conversa, apresentações e a presença de autoridades, líderes e profissionais do setor. Entre os pontos altos, estão o lançamento do Selo Moto Friendly – Socorro Destino Duas Rodas; o 1º Rally de Mototurismo da CBM; a comemoração de 1 ano do Monumento Rota Biker nº 12, entre outras atrações.




Saúde mental: Tempo de tela prejudica a qualidade de vida

 

 

Corpos perfeitos, viagens paradisíacas e conquistas espetaculares. Nas redes sociais, ninguém parece triste. Só que enquanto a vida online parece brilhar, uma parcela crescente da população se sente mais solitária, ansiosa e “insuficiente”.

No Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a saúde mental e prevenção ao suicídio, um questionamento se impõe: como o uso das redes sociais está moldando nosso bem-estar psicológico?

De acordo com a psicóloga Alexia Soares Montingelli Lopes, professora do curso de Psicologia do UniCuritiba – instituição da Ânima Educação –, o ambiente digital exerce forte influência sobre o comportamento humano.

“Na Análise do Comportamento, entendemos que o ambiente funciona como contexto de reforçamento. No caso das redes sociais, trata-se de um espaço que oferece recompensas rápidas e constantes, alterando a probabilidade de repetição do comportamento de uso, muitas vezes em prejuízo da saúde mental e das relações presenciais”, explica.

A primeira grande preocupação é o número de horas gastas diariamente nas plataformas. Segundo o Relatório Digital 2024: 5 billion social media users, da We Are Social em parceria com a Meltwater, o tempo que os brasileiros ficam conectados, por dia, é de 9 horas e 13 minutos.

“Esse tempo, que muitas vezes substitui momentos de descanso, convívio presencial e lazer offline, cria um ciclo de comparação social e superestimulação. Sob a ótica da Análise do Comportamento, estamos diante de contingências que reforçam padrões disfuncionais e aumentam comportamentos de evitação, o que pode resultar em ansiedade, irritabilidade e sensação de exaustão”, observa Alexia.

Segundo a professora do curso de Psicologia, o cérebro não foi feito para processar a quantidade de informações, interações e estímulos de recompensa (como likes e comentários) que circulam nas redes. “Isso gera uma saturação que se manifesta como irritabilidade, dificuldade de concentração e uma sensação constante de cansaço, mesmo após horas de ‘descanso’ online”, explica.

 

Algoritmos criam bolhas perigosas

Se o tempo excessivo é o combustível, o conteúdo tóxico é a faísca. Os algoritmos das redes sociais são programados para manter o engajamento, direcionando o usuário a conteúdos que podem distorcer a realidade corporal, reforçar padrões de comparação ou intensificar discursos extremistas.

“O indivíduo compara sua vida real, com altos e baixos, às versões idealizadas e aparentemente perfeitas exibidas online. Esse processo gera distorções cognitivas, fragiliza a autoestima e aumenta a probabilidade de respostas de autocrítica e insatisfação, reduzindo o bem-estar psicológico”, comenta Alexia.

Outro aspecto que ajuda a entender a dificuldade de “largar o celular” é o chamado reforço rápido. “Nas redes sociais, o reforço vem de forma imediata, uma curtida, um comentário, uma notificação ou um novo vídeo a cada deslizar da tela. Esse padrão mantém o comportamento de permanecer online, porque o cérebro aprende que sempre existe uma recompensa possível.”

Segundo a professor, esse processo é semelhante ao funcionamento de uma máquina caça-níqueis: nem sempre há um ganho, mas a expectativa do próximo reforço mantém a pessoa engajada. “O problema é que essa dinâmica aumenta o tempo de consumo digital, reduz o interesse por atividades offline e favorece sintomas de ansiedade, irritabilidade e insatisfação constante”, destaca a psicóloga.

Os efeitos mais comuns do uso desmedido das redes incluem alterações no sono, prejuízos na autoestima e elevação nos níveis de ansiedade.

·        Sono: a luz azul das telas inibe a produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono. Além disso, o fear of missing out (medo de perder algo) e as interações online mantêm o organismo em estado de alerta.

“Esse padrão dificulta a extinção das atividades ao final do dia e prejudica o ciclo natural de sono e a regulação emocional”, aponta a professora.

·        Autoestima: a busca por validação por meio de curtidas e comentários torna a autoconfiança instável.

“Quando o engajamento é baixo, o indivíduo pode interpretar a situação como punição social. Nesse contexto, a autoestima fica condicionada a reforços externos, tornando-se frágil e dependente”, explica.

·        Ansiedade: a pressão por estar sempre disponível, responder mensagens rapidamente e manter-se atualizado gera um estado de hipervigilância.

“Trata-se de um ambiente de reforçamento aversivo, que mantém comportamentos de checagem constante e aumenta a probabilidade de respostas ansiosas”, acrescenta Alexia.

Sinais de alerta: quando buscar ajuda

A professora do curso de Psicologia do UniCuritiba diz que é importante diferenciar o uso eventualmente excessivo de um padrão de uso patológico das redes sociais.

“Pergunte-se: ‘Como me sinto depois de 20 minutos no TikTok ou no Instagram? Melhor, pior ou igual?’. Se a resposta for ‘pior’, é um sinal claro de que aquele conteúdo não é saudável para você”, alerta a psicóloga.

Para avaliar se o uso das redes sociais está comprometendo a saúde mental, Alexia lista alguns pontos de alerta. “Fique atento a esses sinais e, se for o seu caso, procure ajuda especializada.”

1.   Ansiedade ou irritabilidade quando não é possível acessar as redes.

2.   Privação de sono ou abandono de atividades importantes para permanecer online.

3.   Sensação de mal-estar após o uso.

4.   Isolamento das relações presenciais.

5.   Busca recorrente por validação online acompanhada de sofrimento diante da baixa interação.

“As redes sociais não são, em si, boas ou más. São ferramentas. O problema surge quando o uso deixa de ser intencional e se torna compulsivo. A Análise do Comportamento nos mostra que a chave está no automonitoramento: observar como seu comportamento é controlado pelo ambiente digital, estabelecer limites de tempo e escolher conscientemente os estímulos aos quais deseja se expor”, finaliza a professora e psicóloga Alexia Lopes.

O UniCuritiba oferece suporte na área de Psicologia. A clínica escola fica no Campus Milton Vianna, rua Chile, 1.678, bairro Rebouças. Os atendimentos são realizados de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 21h, mediante agendamento pelo forms Agendamentos Psicologia.

Crédito da foto

Freepik