Síndrome do dedo podre: quando relacionamentos tóxicos colocam a vida em risco

 

Setembro é conhecido como o mês de conscientização pela vida, marcado pela campanha Setembro Amarelo, a maior mobilização nacional de prevenção ao suicídio. Embora os debates frequentemente abordem depressão, ansiedade e isolamento, um tema ainda pouco discutido chama a atenção da psicologia: o impacto dos relacionamentos tóxicos na saúde mental feminina.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres em relacionamentos abusivos têm risco até cinco vezes maior de tentativa de suicídio em comparação com aquelas que vivem vínculos saudáveis. É um alerta que reforça a necessidade de olhar para os vínculos afetivos como potenciais gatilhos de sofrimento extremo.

“Quando o amor adoece, pode se tornar um gatilho de morte silenciosa”, resume a psicóloga Danny Silva.

A síndrome do dedo podre – o padrão invisível

Popularmente chamada de “síndrome do dedo podre”, a tendência de sempre escolher parceiros abusivos não é azar, mas consequência de padrões emocionais enraizados.

Segundo Danny Silva, esses vínculos são formados ainda na infância, quando a criança aprende que amor pode estar associado a rejeição, abandono ou dor.

“O sistema emocional busca familiaridade, não segurança. Por isso, mesmo que racionalmente a pessoa diga ‘nunca mais vou me envolver com alguém assim’, o inconsciente a leva para o mesmo padrão — só que em nova embalagem”, explica.

Quando o vínculo se torna ameaça à vida

Os relacionamentos tóxicos corroem a autoestima, geram isolamento e criam a sensação de que não existe saída. Muitas mulheres passam a acreditar que não merecem mais do que aquilo, ou que não são capazes de recomeçar.

Nesses casos, a dor emocional pode ser tão intensa que a ideia de desistir da própria vida surge como um “escape”.

“A prevenção do suicídio também passa por discutir vínculos adoecidos. Muitas mulheres não querem morrer, querem apenas se libertar da prisão emocional em que vivem”, pontua a psicóloga.

Por que é tão difícil romper o ciclo?

O apego a relacionamentos abusivos tem raízes profundas:

  • Repetição de traumas antigos – tentativa inconsciente de “curar” dores vividas na infância.
  • Padrões de vinculação – o cérebro associa amor ao que já conhece, mesmo que seja destrutivo.
  • Dependência emocional – sensação de incapacidade de viver sem o outro.

Caminhos de reconstrução

A boa notícia é que é possível romper esse ciclo. Danny Silva destaca terapias eficazes para reprogramar vínculos e ressignificar traumas:

  • Terapia Sistêmica Familiar – identifica padrões herdados de gerações anteriores.
  • Terapia do Esquema – cura feridas emocionais ligadas a abandono e rejeição.
  • Terapia Focada no Apego (EFT) – fortalece vínculos seguros.
  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) – ajuda a reconstruir pensamentos e percepções sobre o amor.

Mais do que técnicas, o processo envolve recuperar o amor-próprio e a noção de merecimento emocional.

Esperança e prevenção

Para Danny Silva, o ponto de partida é entender que a vida vale mais do que qualquer vínculo.

“Relacionamento nenhum vale a sua vida. É possível quebrar ciclos e construir vínculos saudáveis, começando pelo amor-próprio”, afirma.

 

 

Sobre Danielle Silva

Danielle Silva é psicóloga e especialista em terapia sistêmica familiar. Com uma abordagem humanizada, atua no acompanhamento de famílias e indivíduos, ajudando-os a superar desafios emocionais e comportamentais. Seu trabalho tem impactado a vida de diversos pacientes, promovendo o autoconhecimento e o fortalecimento das relações interpessoais.

CRP:05/67277




PARTIU  ALGUÉM  QUE  AMAVAS

 

Se partiu alguém que amavas, não o creias desfeito nas brumas do nada.

O infinito é a casa suprema do Pai e nela ninguém se encontra ao desabrigo, muito menos tu que agora choras um amor que se foi.

Concede àquele que partiu o melhor de ti e, mergulhado nas lembranças alegres dos dias de convivência, povoa-lhe estes instantes com a gratidão por tudo que te ofereceu.

Lembra-te que, aquele que parte, permanece ligado a ti, rogando o teu amparo de amor.

Não turbes a tua alma com as ondas revoltas do desespero, mas confia ao Pai o ente que se foi, pois na realidade ele não te deixou, apenas retornou à casa primeira de todos nós.

E antes que a solidão e o abandono te assaltem a alma, busca na prece tranquila e nas mãos operosas um ponto de encontro entre vós.

E nunca te esqueças que um dia, fatalmente, no transcorrer da tua existência, tu também retornarás.

Faze tudo que puderes para encontrar, por primeira paisagem no mundo espiritual, a luz dos olhos que te antecederam a te acolher com o mesmo amor.

MARIA DO ROSÁRIO DEL PILAR

Do livro: “A Melhor Vida” – Psicografia: Eulália Bueno – Editora EME

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




FÉ BÍBLICA: uma chama brilha na escuridão; uma força para o vendaval!

 

 

Em nosso tempo, temos dificuldades de nos relacionar na base da confiança. Somos uma geração de desconfiados e ensinamos a desconfiança. Consagramos, em nosso vocabulário pessoal, expressões como: “dormir com um olho aberto e o outro fechado”; “confiar desconfiando”.

Em muitos casos, a desconfiança é tão grave que, as “neuras” se tornam excêntricas, a ponto de as pessoas viverem achando que tudo e todos estão contra ela, a ponto de se expressar com manias de perseguição, complexos de inferioridade etc.

De onde nasce este clima de desconfiança generalizada? O que a produz?

Podemos dizer que nasce das frustrações, das decepções e das derrotas vividas nas inúmeras experiências e relacionamentos interpessoais. Mas, também, da insegurança frente à exacerbação da violência e da banalização da vida. Parece não ser mais, tão possível, confiar em outro ser humano. Estamos sempre na defensiva, armados, preparados contra os outros.

O pior de tudo isso é que as experiências de desconfiança se generalizam e acabam contaminando relações e pessoas que estão acima de qualquer suspeita em termos de confiança; por exemplo, a relação com os pais e com Deus.

Precisamos restaurar o ambiente de confiança, enfrentando de modo maduro as experiências negativas e particulares de quebra do pacto de confiança. Não assumindo tais situações traumaticamente como frustração, decepção ou derrota. Tal comportamento só permite obsessões. É preciso viver de modo realista cada situação, enfrentando, conscientemente, o problema, a(s) pessoas em questão, os sentimentos feridos e os pontos a serem restaurados.

Não existe meio termo na relação interpessoal: ou se confia, ou não se confia.

Na relação de fé, quem confia em Deus, espera em Deus, se abandona em Deus e vence em Deus. Isso traduz a Fé Bíblica que, no fundo é um PROCESSO permanente de COMUNHÃO e CONVERSÃO. Tem como eixo central a ALIANÇA entre Deus e o homem, desde Abraão até Jesus Cristo.

Formada pelo Amor e pela Fidelidade, esta Aliança estabelece os fundamentos e os alicerces para uma vida bem estruturada e equilibrada ao nível das relações humanas e das relações com Deus, em todas as possíveis situações da vida.

Fé Bíblica é o estágio profundo de MATURIDADE CRISTÃ. É fruto de uma longa caminhada de lutas e labutas: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Esta caminhada é assegurada e mantida pelo Temor a Deus, pela Esperança, pela Caridade e pela Perseverança.

Para quem foi amadurecendo na fé, a postura diante de qualquer situação ou necessidade é, igualmente, madura e, transborda no silêncio orante, na confiança alegre, na gratidão sincera, na perseverança fiel e no amor filial e fraterno.

O amadurecimento, na fé, não é um acontecimento uniforme e, apesar das similaridades, na forma, na conjuntura, no contexto e, até mesmo, nos condicionamentos é, sempre, algo único pois se forma dentro e a partir do complexo humano de cada indivíduo.

É por isso que devemos respeitar o estágio pessoal, como marca registrada do processo de cada um. Ninguém está mais adiantado ou mais atrasado. Cada um está no seu tempo, de acordo com as suas possibilidades.

A fé bíblica é como uma chama que brilha na escuridão; é como força que para o vendaval!

Para ampliar os horizontes de compreensão e visão madura da fé, não deixe de ler: Nm 14,1-19: “Até quando esse povo vai me desprezar apesar de todos os sinais que tenho feito?”; Ez 37,1-14: “Profetize sobre esses ossos secos…”; Sl 111(110): “Eu celebro a Javé de todo o coração”; Rm 8,31-39: “Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?”; Mt 14,22-33: “Homem fraco na fé porque duvidou?”

 

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Ancorados na esperança da graça

 

Com a graça de Deus estamos caminhando neste ano jubilar, proposto pelo saudoso papa Francisco, com muitas iniciativas de reflexões, peregrinações e atividades movimentadas pelas nossas dioceses, a fim de acender no coração do povo de Deus a certeza que o Senhor é a nossa verdadeira e plena esperança, e Nele precisamos estar “ancorados”.

A figura da âncora é muito emblemática quando relacionada à virtude da esperança. O papa Francisco apresenta esta imagem no final da Bula de proclamação do Ano Santo no parágrafo 25: “No caminho rumo ao Jubileu, voltemos à Sagrada Escritura e sintamos, dirigidas a nós, estas palavras: ‘Nós que procuramos refúgio n’Ele, encontramos grande estímulo agarrando-nos à esperança proposta. Nessa esperança, temos como que uma âncora segura e firme da alma, que penetra até ao interior do véu, onde Jesus entrou como nosso precursor’ (Hb 6, 18-20). É um forte convite a nunca perder a esperança que nos foi dada, a mantê-la firme, encontrando refúgio em Deus.”

Hoje vemos na sociedade um cenário de insegurança e medo. São as enfermidades, a instabilidade financeira que gera divisões e diferenças sociais gritantes, a falta de cuidado com os mais fragilizados, a indiferença da parte daqueles que deveriam ter um olhar mais cuidadoso e responsável com o povo. Além disso, a guerra, a fome, a miséria e, por fim, cada vez mais uma dessacralização e perda do sentido da vida. Tais realidades fazem com que o coração humano se torne um barco à deriva, levado às maiores tempestades.

Em meio às tormentas da vida, o ser humano precisa ser restaurado na sua capacidade de confiar. Confiança que foi se perdendo por conta das decepções e frustrações que todos nós somos passíveis de experimentar. Mas não podemos perder a visão que tais decepções são apenas as provas que precisamos passar. Infelizmente, hoje, raramente estamos dispostos a sofrer, a perceber que o Senhor permite que vivamos certas provações e privações porque a forja nos possibilita crescer na fé, em santidade, a fim de alcançarmos a promessa do Céu.

Vemos inclusive, uma geração de jovens muito capacitados no que diz respeito às novas tecnologias e redes sociais, porém, afetivamente muito fragilizados, inconstantes e superficiais nas relações que estabelecem. Quando se deparam com as provas que a vida impõe, não são capazes de suportar a angústia e o sofrimento, e o resultado, muitas vezes, é o adoecimento psíquico.

É preciso retomar a confiança, a certeza de que temos um Deus que cuida de nós. Como o Papa nos fala, temos confiança e esperança que as tempestades da nossa vida não irão prevalecer. Maior é o nosso Deus, é a esperança que precisa ser reavivada em nossos corações, que supera a tristeza, a insegurança, o pecado e a morte.

Precisamos, sim, recorrer às pessoas, ao acompanhamento clínico, porque Deus também se utiliza de meios e pessoas para nos auxiliar. Contudo, como refletido na Carta aos Hebreus anteriormente, nas horas de tempestade é no Senhor que precisamos encontrar refúgio, não nas coisas, nas pessoas, no trabalho. O nosso auxílio e confiança precisam estar no Senhor e na sua graça que não nos abandona.

A esperança na graça de Deus nos impulsiona a prosseguir corajosamente e decididamente, mesmo se o caminho se apresenta tortuoso e escuro. A esperança na graça nos coloca como totalmente dependentes do cuidado de Deus, na certeza de que tudo vai passar e não precisamos cair no desespero que, inclusive, é a maior investida do inimigo de Deus contra nós.

Que neste percurso do Ano Jubilar o Senhor renove a nossa alegria, fé, o nosso desejo de nos levantar, mesmo, muitas vezes, sem forças. Não estamos à deriva, conosco está a nossa “âncora”, a certeza de que não vamos perecer em meio às tempestades. É o próprio Senhor que nos olha e diz: “Não tenha medo, coragem, sou Eu!” Que o Senhor nos ajude, pois a esperança não decepciona! Deus abençoe!

Padre Leonardo Ribeiro é missionário da Comunidade Canção Nova.




Coluna sob pressão: por que a geração das telas tem mais dores do que os pais

 

 

Foto: pexels.com

 

O que antes era um problema mais comum após os 40 anos hoje aparece cada vez mais cedo: dores intensas na coluna, hérnias de disco e alterações posturais em jovens com menos de 30 anos. O estilo de vida moderno, marcado por longas horas diante do computador e do celular, associado ao sedentarismo, está mudando o perfil dos pacientes nos consultórios médicos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial terá dor nas costas ao longo da vida. No Brasil, o problema já representa uma das principais causas de afastamento do trabalho. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que, em 2023, mais de 24 mil trabalhadores foram afastados por hérnia de disco, sendo a segunda maior causa de concessão de auxílio-doença no país.

Segundo a neurocirurgiã Dra. Ingra Souza, a juventude não está imune a esse cenário. “Cada vez mais, recebemos pacientes com menos de 30 anos apresentando dores lombares e cervicais intensas. O uso prolongado de telas, sem pausas e sem cuidado com a postura, somado à falta de atividade física, acelera o desgaste da coluna e antecipa problemas que antes eram mais frequentes em adultos mais velhos”, explica.

Sintomas que acendem o alerta

As dores podem surgir de forma gradual ou em crises agudas, muitas vezes confundidas com fadiga muscular passageira. No entanto, quando persistem ou vêm acompanhadas de formigamento, perda de força ou dor irradiada para braços e pernas, podem indicar alterações estruturais. “Uma lombalgia recorrente em um jovem não deve ser ignorada. Se houver sinais de compressão nervosa, há risco de evolução para protusões e hérnias de disco”, ressalta a Dra. Ingra.

O papel da prevenção

A especialista destaca que a prevenção é possível e deve começar cedo. Entre os principais cuidados estão:

  • Pausas durante o uso de telas: a cada 50 minutos, levantar, alongar e mudar de posição;
  • Atenção à postura: evitar permanecer curvado sobre celulares e notebooks;
  • Fortalecimento muscular: manter a musculatura das costas e abdômen ativa para proteger a coluna;
  • Acompanhamento médico: procurar avaliação quando houver dor persistente ou repetitiva.

A Dra. Ingra reforça que a cultura de “normalizar” dores em jovens precisa mudar. “Dor não é normal em nenhuma idade. Quanto mais cedo identificamos a causa, maiores são as chances de evitar complicações graves e tratamentos invasivos”, conclui.

 

Sobre a Dra. Ingra Souza

Neurocirurgiã, com atuação em cirurgias de crânio, coluna e dor. É coautora do estudo “Therapeutic anticoagulation for venous thromboembolism after recent brain surgery” (Clin Neurol Neurosurg, 2020). Aprovada na Prova de Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) em 2025, atende no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.




Uso indiscriminado de suplementos pode ameaçar a saúde renal, alerta especialista do CEJAM

 

São Paulo, setembro de 2025 – O Brasil ocupa hoje o posto de terceiro maior mercado de suplementos do mundo. Em 2024, o setor movimentou R$ 4,6 bilhões no país, enquanto o mercado global chegou a US$ 28 bilhões, conforme dados da Euromonitor. A expectativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri) é de que o segmento atinja R$ 9,6 bilhões até 2028, um crescimento acumulado de 120%. Estima-se que dois em cada três lares brasileiros tenham pelo menos uma pessoa utilizando algum tipo de suplemento.

Por trás dos números expressivos, no entanto, a Dra. Alessandra Bonilha, médica nefrologista da Santa Casa de São Roque, unidade administrada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), em parceria com a prefeitura da cidade , faz um alerta importante: o uso excessivo ou indiscriminado desses produtos pode comprometer a função renal. Segundo ela, a sobrecarga nos rins causada pelo consumo inadequado de proteínas, creatina, vitamina D e outras substâncias têm se tornado cada vez mais frequente, especialmente entre os jovens.

“Já observamos casos de lesões renais graves causadas por suplementação sem acompanhamento profissional. Há relatos de pacientes que desenvolveram cálculos renais e, em situações mais críticas, evoluíram para quadros de insuficiência renal aguda, precisando recorrer à hemodiálise”, afirma a especialista.

Os rins funcionam como filtros do organismo e são responsáveis por eliminar pela urina as substâncias ingeridas. Quando há excesso de proteínas, seja de origem animal ou vegetal, de creatina ou algum outro suplemento, o órgão precisa trabalhar mais para filtrar os resíduos metabólicos, o que pode levar à disfunção renal temporária ou permanente.

“Entre os principais sinais de que algo não vai bem com os rins estão alterações na coloração e na quantidade de urina. A orientação é que quem consome suplementos de forma regular realize exames de creatinina, uréia e urina tipo I, além de ultrassom de rins e vias urinárias, especialmente em casos com predisposição a doenças renais”, explica Dra. Alessandra.

Além disso, suplementos contendo cafeína ou vasodilatadores, comuns em fórmulas pré-treino, podem influenciar negativamente a função renal, se usados incorretamente. “A cafeína, por seu efeito diurético, pode aumentar a produção de urina e favorecer a eliminação de toxinas. No entanto, em doses elevadas ou em indivíduos com problemas renais prévios, pode causar sobrecarga nos rins e trazer prejuízos à saúde. Já os vasodilatadores, ao promoverem o relaxamento dos vasos sanguíneos, tendem a melhorar o fluxo sanguíneo renal e reduzir a pressão arterial. Mas em excesso, podem interferir na autorregulação do órgão”, pondera.

Apesar da água ser primordial para quem ingere suplementos, a ingestão de grandes volumes também pode representar um risco. “A hiper-hidratação pode causar hiponatremia, condição caracterizada por baixos níveis de sódio no sangue, com sintomas como confusão mental, convulsões e, em casos graves, coma. O excesso de água pode mascarar os sintomas de sobrecarga renal. Beber água é importante, mas sempre com equilíbrio”, acrescenta.

A médica destaca, ainda, que a suplementação pode ser segura quando feita corretamente e com supervisão de especialistas. A atuação integrada de nefrologistas, nutricionistas e médicos do esporte é essencial para garantir essa segurança, principalmente para atletas ou pessoas que buscam melhorar o desempenho físico.

“Para indivíduos saudáveis, produtos como whey protein e creatina, nas doses indicadas, geralmente não causam danos. O problema é o uso por conta própria, sem avaliação médica. Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental checar se ela é realmente necessária e segura para aquele organismo”, reforça.

O risco se agrava quando os suplementos são combinados com outras substâncias, como anabolizantes ou termogênicos. “O uso de anabolizantes está associado ao aumento da pressão arterial e a danos celulares nos rins. Já os termogênicos podem agravar problemas gastrointestinais e são contraindicados para pessoas com doenças renais, hepáticas ou distúrbios da tireoide”, exalta a médica.

Sendo assim, antes de ingerir qualquer tipo de suplemento, é primordial solicitar a um especialista uma análise, por meio de exames clínicos. “Muitos desses suplementos são possíveis de ingerir, na quantidade ideal para o corpo, por meio de uma alimentação equilibrada. Apenas quando identificada uma deficiência nutricional ou necessidade específica é indicado suplementar. Mas nunca por conta própria. A orientação profissional é indispensável”, conclui a nefrologista.

Sobre o CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.




Sistema Canção Nova transmite celebração dos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt 

 

Neste domingo (14) às 10h, o Sistema Canção Nova de Comunicação – TV, Rádio, Youtube e CN Plus – transmite da Basílica Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, em Santa Maria (RS), a missa do Jubileu da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Na celebração, presidida pelo arcebispo local, Dom Leomar Antônio Brustolin, acontecerá a renovação da coroação das imagens peregrinas. O Jubileu marca os 75 anos da Campanha iniciada pelo Servo de Deus, diácono João Luiz Pozzobon, recentemente declarado “Venerável” pelo Papa Leão XIV.

Um dos pontos de peregrinação na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), é marcado pela espiritualidade  de Schoenstatt: a Ermida Mãe Rainha.

O telhado desse espaço de devoção segue o padrão de todas as capelas erguidas em homenagem a Nossa Senhora de Schoenstatt, cuja imagem está estampada na parede de 6,70m de altura por 4,90m de largura. Diante dela os fiéis se recolhem em oração.

Schoenstatt tem um lugar especial na história da Canção Nova, pois o Padre Jonas Abib, seu fundador, também selou a Aliança de Amor, Mãe três vezes admirável no ano de 2000. Seu desejo inicial era construir um santuário da mãe Rainha, dentro da sede da comunidade, mas, após orientação do então Diretor Nacional do Movimento de Schoenstatt, Padre Antônio Bracht, compreendeu que cada Santuário precisa ser assumido por uma comunidade própria do movimento. Assim, nasceu a opção pela Ermida Mãe Rainha, que mantém viva a inspiração de Schoenstatt e o carinho particular de Padre Jonas por essa espiritualidade mariana.

Mais informações sobre o Jubileu da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt estão disponíveis no site oficial Jubileu 75 anos e no @75peregrina.




PARTIU  ALGUÉM  QUE  AMAVAS

 

Se partiu alguém que amavas, não o creias desfeito nas brumas do nada.

O infinito é a casa suprema do Pai e nela ninguém se encontra ao desabrigo, muito menos tu que agora choras um amor que se foi.

Concede àquele que partiu o melhor de ti e, mergulhado nas lembranças alegres dos dias de convivência, povoa-lhe estes instantes com a gratidão por tudo que te ofereceu.

Lembra-te que, aquele que parte, permanece ligado a ti, rogando o teu amparo de amor.

Não turbes a tua alma com as ondas revoltas do desespero, mas confia ao Pai o ente que se foi, pois na realidade ele não te deixou, apenas retornou à casa primeira de todos nós.

E antes que a solidão e o abandono te assaltem a alma, busca na prece tranquila e nas mãos operosas um ponto de encontro entre vós.

E nunca te esqueças que um dia, fatalmente, no transcorrer da tua existência, tu também retornarás.

Faze tudo que puderes para encontrar, por primeira paisagem no mundo espiritual, a luz dos olhos que te antecederam a te acolher com o mesmo amor.

MARIA DO ROSÁRIO DEL PILAR

Do livro: “A Melhor Vida” – Psicografia: Eulália Bueno – Editora EME

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70ª Festa do Peão de Barretos movimentou R$ 545 milhões e recebeu 990 mil visitas

 

 

A iniciativa reuniu milhares de frequentadores (Foto: Éric Ribeiro/ Setur-SP)

A Festa do Peão de Barretos, maior do gênero na América Latina, completou 70 anos e alcançou outro marco histórico: movimentou diretamente R$ 545 milhões, valor acima do estimado para esta última edição da Festa. É o que revela a pesquisa de campo realizada no evento pelo CIET (Centro de Inteligência da Economia do Turismo), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).

De acordo com dados da organização, foram registradas cerca de 990 mil visitas à Festa do Peão de Barretos neste ano. O evento contabiliza acessos registrados ao Parque, levando em conta que o ingresso permite a saída e o retorno do visitante.

Para ajudar a traçar o perfil deste visitante, o CIET entrevistou 1.036 participantes durante o evento. Os frequentadores de Barretos são homens (51%) e mulheres (49%), com cerca de 36 anos de idade. Além disso, a maioria possui ensino Superior Completo (45%) e têm renda familiar média de R$ 14 mil. São frequentadores assíduos que já foram a cinco edições da Festa e que tem como principal motivação os shows e as opções de lazer.

Os participantes costumam ir em cinco dias de evento e gastam, em média, R$ 605,60 por dia. As despesas estão relacionadas ao turismo, que inclui ingresso, transporte, hospedagem, alimentação, compras e lazer, impulsionando significativamente a economia local.

A pesquisa também revela que a maioria (55%) dos visitantes da Festa do Peão de Barretos é do Estado de São Paulo, seguidos por moradores de Minas Gerais, Paraná e Goiás. Ao todo, a Festa recebeu visitantes de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, o que demonstra a relevância do evento em âmbito nacional. Mas não para por aí, pois turistas estrangeiros, vindos dos Estados Unidos, Itália e Uruguai, também marcaram presença na Festa.

“A Festa do Peão de Boiadeiro é sempre fantástica, e esta edição foi particularmente inesquecível, pois celebrou os 70 anos de uma Festa que valoriza a cultura sertaneja. O melhor rodeio do mundo movimenta toda a cadeia do turismo e gera emprego e renda, além de ter um forte caráter social. É um orgulho para o nosso Estado sediar um evento como este”, disse o secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena.

“A festa atingiu todas as nossas expectativas. Preparamos uma edição histórica para os 70 anos e ficamos muito felizes da entrega que realizamos para os visitantes e, mais uma vez, com a grande movimentação financeira que impacta a região e beneficia tantas pessoas”, afirmou o presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzeti, responsável pela organização do evento.

A pesquisa ainda aponta que a grande maioria do público (81%) é formada por turistas ou excursionistas, que costumam viajar em grupos de amigos (33%) ou em família (29%). O principal meio de transporte utilizado para chegar a Barretos foram os carros (73%), próprios ou de carona. Além das excursões (29%), os principais meios de hospedagem escolhidos pelos visitantes foram hotel/pousada (28%) e o camping do Parque do Peão (20%).

Como os visitantes avaliaram o turismo na cidade e a Festa?

Os turistas e moradores que frequentaram a Festa avaliaram positivamente o evento (9,4 de 10). No turismo em Barretos, destacaram a boa hospedagem (95,5%), opções de alimentação, com restaurantes, bares e outros (94,6%), a oferta de informações turísticas no site oficial (90,1%), além de sinalização turística na cidade (91,6%).

Outro dado positivo é que 89,5% se sentiram seguros na cidade e 84,1% comentaram que Barretos é acessível para pessoas com deficiência. Para 90% dos visitantes, a hospitalidade dos moradores se destaca e a cidade atendeu às expectativas de 92,4% dos turistas.

Na Festa do Peão de Barretos, a programação cultural/shows (97,4%), as competições (96,5%), a segurança (94,4%), o camping (94,3%) e a limpeza (94%) foram os mais lembrados pelos turistas. Palavras como “tradição”, “inesquecível”, “diversão”, “espetáculo”, “alegria” e “rodeio” foram recorrentes na fala dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 23 de agosto e 28 e 30 de agosto de 2025 no Parque do Peão. A distribuição do campo foi setorizada em sete locais do evento para abordar o máximo de perfis de público.

Mais que um encontro: o impacto social e ambiental da Festa do Peão de Barretos

A 70ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos também se destaca por diversas ações sociais e iniciativas de sustentabilidade. O programa firmou uma parceria de mais de 30 anos com o Hospital de Amor, uma instituição de tratamento de câncer na cidade que oferece atendimento gratuito. A Festa do Peão de Barretos é uma das principais fontes de arrecadação de fundos para o hospital, e em 2025, a parceria arrecadou mais de R$ 8 milhões por meio de doações de artistas sertanejos, como a dupla Hugo & Guilherme, que doou o cachê integral de seu show.

Já a apresentação de Frei Gilson, que aconteceu na noite de 25 de agosto, resultou na arrecadação de mais de 30 toneladas de alimentos. A iniciativa foi promovida por Os Independentes e o volume arrecadado será repassado ao Fundo Social de Solidariedade, que fará a distribuição entre famílias em situação de vulnerabilidade, e a entidades assistenciais de Barretos.

Já o Universo Eco, projeto do Instituto de Compromisso com o Desenvolvimento Humano (ICDH) em parceria com Os Independentes, promoveu ações de cuidado, autoestima e dignidade para os mais de 90 agentes ambientais que atuaram na coleta seletiva de resíduos do evento. Os agentes receberam kits de autocuidado, com itens de higiene e beleza, além de ter uma “Tarde de Beleza” com cortes de cabelo, manicure, massagem e barbearia, realizada por voluntários.

O Parque do Peão também implementou uma série de melhorias em sua rede elétrica para aumentar a segurança, eficiência e sustentabilidade do evento. As mudanças incluíram a troca de postes de madeira por postes de concreto; a substituição de cabeamento nu por cabos protegidos e a instalação de totens de ligação de alvenaria para barracas e trailers.

 

 

 




ENCARNAÇÃO: em Jesus, Deus se comunica plenamente com o seu povo.

 

Jesus Cristo foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria.

Assim nos expressamos no CREIO porque esta afirmação é um MISTÉRIO DA FÉ. Quer dizer, é algo que vai além das nossas especulações, explicações, definições e teologias. É Herança e Revelação. É um Dom de Deus que abrange toda pessoa e a pessoa toda.

A plena verdade sobre Deus nós encontramos em Jesus; ele revela quem realmente Deus é! A Encarnação de Jesus é a comunicação máxima de Deus com o seu povo. É a CHAVE para abrir o ENTENDIMENTO sobre o Plano de Deus: seu amor, seu poder, sua misericórdia, sua presença, sua fidelidade, sua morte e ressurreição.

Jesus diminui a distância entre Deus e os Homens.  Jesus quebra as barreiras, derruba os muros e forma um povo novo para o coração de Deus. Por Jesus, aprendemos que Deus é Pai e somos irmãos.

A ENCARNAÇÃO é o Mistério de Deus que se faz homem; vivendo, em tudo, a nossa condição humana, menos o pecado. Vendo Jesus que se encarna aprendemos a gostar mais da vida humana e de ser gente.

Falamos de Encarnação não como um fato material e mecânico, onde enxergamos, tão somente, gravidez e nascimento. É muito mais do que isso.  É uma espiritualidade, um modo de vida. Tem implicações concretas no discipulado cristão.  Serve, até, como “régua” de medida de nossa vida cristã e como convite permanente à conversão e à revitalização de nosso compromisso com a vida e a fé.

A Encarnação se deu em Nazaré! Por que? Que é Nazaré? Qual a importância de Nazaré? Que valores existem em Nazaré? Que pessoas vivem ai? Qual a cultura desse lugar? Quais são os sonhos, as visões e os desafios que se cultivam em Nazaré? Que significou para Jesus este lugar para sua formação e missão?

Nazaré é o lugar da Encarnação. É onde a Palavra de Deus foi concebida, onde o Verbo cresce.  É o lugar no qual se aprende a responder à Palavra de Deus. À medida que o Verbo cresce, cresce a Encarnação.  De fato é o lugar do crescimento de Deus, do desenvolvimento de Deus na pessoa humana de Jesus.  Aqui Jesus aprendeu, ouviu, observou.  Foi no espaço onde atingiu a maior percepção de sua missão.  Em Nazaré ele aprofundou seu compromisso e sua entrega.

A Encarnação de Deus começa com o SIM de Maria.  Ela confia na graça, no poder, no Espírito e na Providência de Deus para realizar o difícil, o impossível. Ela acolhe a graça de poder responder ao Espírito Santo e escutar a Palavra.

Embora seja iniciativa e interesse de Deus, requer nossa resposta pessoal. A encarnação começa, também, com o nosso SIM.

Eis o texto de são João sobre a encarnação:

“No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus. No começo ela estava voltada para Deus. Tudo foi feito por meio dela, e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. Essa luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram apagá-la. 6 Apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz. A luz verdadeira, aquela  que ilumina todo homem, estava chegando ao mundo. A Palavra estava no mundo, o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a conheceu. Ela veio para a sua casa, mas os seus não a receberam. Ela, porém, deu o poder de se tornarem filhos de Deus a todos aqueles que a receberam, isto é, àqueles que acreditam no seu nome. Estes não nasceram do sangue, nem do impulso da carne, nem do desejo do homem, mas nasceram de Deus. E a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade” (Jo 1,1-14).

Mas, podemos ler, também, em Lucas 1,26-38 e Mateus 1,18-25.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS