Psiquiatra alerta: prevenção do suicídio começa em casa e pede apoio profissional

 

Com o tema “Se precisar, peça ajuda”, a campanha Setembro Amarelo de 2025 reforça a urgência de abordar o suicídio como um grave problema de saúde pública. Os números são alarmantes: mais pessoas tiram a própria vida anualmente do que a soma de vítimas de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Globalmente, a cada 45 segundos, uma vida é perdida; no Brasil, são, em média, 38 óbitos por dia, conforme dados da OMS. Para Lucas Benevides, psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a prevenção começa com um olhar atento para diferenciar a tristeza passageira de um sofrimento mental persistente.

Embora as campanhas de conscientização sejam vitais para reduzir o estigma da saúde mental, o reconhecimento dos sinais de alerta é primordial, sinaliza o especialista. Mudanças de humor repentinas, isolamento social, verbalização do desejo de morrer e comportamento impulsivo são indicativos importantes. Em paralelo, Benevides observa um aumento significativo de pessoas que se sentem à vontade para buscar ajuda e compartilhar abertamente suas experiências, o que é um avanço.

“A tristeza geralmente tem um gatilho específico e tende a melhorar com o tempo ou com mudanças nas circunstâncias, enquanto o sofrimento mental pode persistir e afetar a qualidade de vida de maneira mais abrangente”, explica o docente do CEUB. Ele enfatiza que conversas abertas e sem julgamentos são o melhor caminho para auxiliar quem enfrenta desafios emocionais. “O suporte emocional e o encaminhamento para ajuda profissional muitas vezes começam por meio de familiares e amigos”, acrescenta.

O primeiro passo para tratar problemas desordens mentais envolve uma avaliação profissional detalhada para determinar o plano de tratamento mais adequado, que pode incluir psicoterapia, medicação antidepressiva ou estabilizadores de humor. “Terapia e medicação frequentemente funcionam melhor em conjunto, proporcionando estratégias de enfrentamento e correção de desequilíbrios químicos”, considera o especialista.

Já nos casos de autoextermínio, a terapia de luto, grupos de apoio e aconselhamento familiar são recursos indicados para lidar com as complexidades e sensibilidades dessas situações. “Devemos sempre multiplicar essas iniciativas e fornecer ajuda e compreensão a quem precisa. O Estado também precisa aprimorar seu papel, garantindo financiamento adequado para a saúde mental e legislação que apoie o tratamento e a prevenção”, reivindica Benevides.

 




Melasma e depilação a laser: riscos e cuidados para evitar piora da mancha

 

 

Foto: Adobe Stock

A depilação a laser é a solução para muitos que querem se livrar dos pelos, mas para quem tem melasma, a atenção deve ser redobrada. Isso porque, segundo a fisioterapeuta e esteticista Gabriela Fachini (@gabrielafachinilaser no Instagram), o calor e a inflamação gerados pelo laser podem piorar as manchas escuras na pele.

A condição, que afeta até 35% das mulheres brasileiras em idade fértil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), exige cautela, especialmente por ter um impacto emocional e estético significativo na autoestima das pacientes.

Melasma: o que é e por que a cautela é essencial?

O melasma é uma condição crônica, sem cura, caracterizada por manchas acastanhadas que surgem principalmente no rosto, mas podem aparecer em braços e colo. Os principais fatores que o desencadeiam são a predisposição genética, alterações hormonais e, principalmente, a exposição ao sol.

O cuidado com o melasma é crucial porque, como define a especialista Gabriela Fachini, a mancha é sensível. “Qualquer estímulo de calor ou de processo inflamatório vai piorar essa mancha. E se eu gerar esse processo inflamatório em cima da mancha do melasma, posso tanto piorar o quadro quanto queimar a paciente, porque existe melanina ativa ali”, explica.

O laser é proibido para quem tem melasma?

Apesar dos riscos, a resposta é não. A depilação a laser não é totalmente proibida, mas precisa ser feita com inteligência.

Segundo a especialista, a aplicação do laser deve ser feita em áreas que não tenham manchas. Se for próximo, o ideal é manter uma “borda de segurança” ao redor da região afetada. Em outras áreas do corpo, a depilação a laser não tem restrições para quem tem melasma.

Cuidados essenciais no procedimento

Para garantir a segurança e evitar que a condição se agrave, a especialista recomenda os seguintes passos:

  • Avaliação prévia: Antes de qualquer sessão, o profissional deve avaliar o histórico de pele do paciente.
  • Evitar a mancha: O laser não deve ser aplicado diretamente sobre as manchas ativas.
  • Acompanhamento dermatológico: Em casos mais avançados, é fundamental que o paciente seja acompanhado por um dermatologista.
  • Pós-procedimento: O uso de filtro solar e barreiras físicas é obrigatório para proteger a pele no período pós-laser.



Setembro Amarelo: como lidar com crises emocionais no ambiente de trabalho

 

 

Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental e à prevenção do suicídio, reforça a importância de um olhar atento para os sinais de sofrimento psíquico. No ambiente corporativo, esse cuidado é ainda mais urgente: crises emocionais graves — como surtos, ataques de pânico e episódios de descontrole — têm se tornado cada vez mais frequentes. O que antes era visto como exceção hoje já faz parte da rotina de muitas empresas, trazendo impactos humanos, sociais e econômicos.

A saúde mental dos trabalhadores brasileiros vive uma situação crítica. Em 2024, foram registrados mais de 472 mil afastamentos por transtornos psicológicos, o maior número da década, com um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Ansiedade, depressão e síndrome de burnout despontam como os principais diagnósticos.

Segundo o psiquiatra Vicente Beraldi Freitas, médico e gestor de saúde conhecido como Dr. Estresse, “o cenário atual é consequência de uma combinação de fatores sociais, econômicos e culturais — e agravado pela pandemia, que desestruturou completamente a relação das pessoas com o trabalho e com elas mesmas”.

Esse contexto revela a urgência de uma mudança na forma como as empresas encaram a saúde mental. Mais do que oferecer benefícios pontuais ou campanhas de conscientização, é necessário criar protocolos concretos para lidar com situações de emergência psicológica — os chamados Primeiros Socorros Psicológicos (PSP).

O que são Primeiros Socorros Psicológicos?

Os Primeiros Socorros Psicológicos são um conjunto de atitudes simples e imediatas, aplicadas no momento em que uma pessoa apresenta sinais de crise emocional aguda. O objetivo é oferecer acolhimento, segurança e apoio inicial até que o atendimento especializado possa ser feito.

Vicente Beraldi explica que esses primeiros momentos são decisivos. “Uma abordagem errada, mesmo que bem-intencionada, pode agravar a situação. As pessoas precisam entender que acolher não é resolver o problema, é estabilizar o emocional de quem está em colapso.”

Como agir em uma crise emocional no trabalho?

A atuação em casos de crise exige sensibilidade e preparo. Algumas orientações básicas são consideradas essenciais:

  • Mantenha a calma. Falar em tom tranquilo ajuda a estabilizar o ambiente.
  • Ouça sem julgamento. Não pressione a pessoa a falar mais do que quer.
  • Garanta privacidade. Afaste outras pessoas para evitar exposição e desconforto.
  • Não minimize o sofrimento. Frases como “isso vai passar” ou “você está exagerando” devem ser evitadas.
  • Ajude na respiração. Sugira que a pessoa respire profundamente, em um ritmo lento e constante.
  • Torne o ambiente seguro. Elimine estímulos que possam agravar a crise.
  • Acione suporte especializado. Psicólogos, médicos ou serviços de emergência devem ser chamados imediatamente.

Esses procedimentos não substituem o tratamento médico, mas atuam como uma ponte crucial entre a crise e a assistência profissional.

Prevenção e estrutura: por que a empresa precisa estar preparada?

Para além da contenção imediata, a organização deve olhar para o problema com seriedade estratégica. “Agir com rapidez salva vidas, reduz afastamentos prolongados e evita acidentes de trabalho. Mas é ainda mais importante criar uma cultura de saúde mental, onde os riscos psicossociais sejam reconhecidos e enfrentados desde a base,” afirma Beraldi.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a vigorar em maio de 2025, obriga as empresas a incluírem a avaliação de riscos psicossociais no seu processo de gestão de saúde e segurança. Pressão por metas excessivas, assédio moral e sobrecarga de trabalho passam a ser, formalmente, passíveis de fiscalização e sanção.

“O momento exige das empresas uma revisão profunda nas relações de trabalho. O perfil dos problemas mudou: se antes afastamentos eram por lesões físicas, hoje, são por esgotamento emocional,” reforça Tatiana Gonçalves, da Moema Medicina do Trabalho.

O impacto humano e econômico da negligência

Os dados da Organização Mundial da Saúde indicam que os transtornos mentais geram uma perda global de US$ 1 trilhão por ano em produtividade. No Brasil, a crise afeta principalmente mulheres, que respondem por 64% dos afastamentos. A maioria delas enfrenta dupla jornada, pressão por desempenho e pouco reconhecimento.

Além dos custos econômicos, há um impacto direto no clima organizacional: aumento da rotatividade, queda na motivação e conflitos interpessoais

O que as empresas podem fazer além da emergência?

Vicente Beraldi destaca que o cuidado com a saúde mental precisa ser contínuo, não reativo. Ele sugere a criação de grupos de escuta e vivência emocional, ambientes de trabalho colaborativos e estruturas permanentes de acompanhamento psicológico dentro das empresas. “Estamos falando de uma responsabilidade ética, não apenas de gestão. As empresas são parte do problema e precisam ser parte da solução.”

Diante da complexidade e da frequência dos surtos emocionais no ambiente corporativo, não basta mais esperar. Estar preparado para agir com empatia, respeito e orientação correta pode ser a diferença entre o agravamento e a recuperação de um trabalhador. E, em tempos de crise silenciosa, o silêncio e a omissão são os maiores riscos.




Sistema Canção Nova de Comunicação transmite canonização de Carlo Acutis e Giorgio Frassati

 

Neste domingo (7), a partir das 4h52 da madrugada, horário de Brasília, o Sistema Canção Nova de Comunicação irá transmitir a celebração de canonização dos beatos Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. Haverá reprise no mesmo dia, às 16h30.
Essa será a primeira cerimônia de canonização feita pelo Papa Leão XIV.
Carlo Acutis, conhecido como “padroeiro da internet”, será proclamado o primeiro santo da geração millennial, termo que designa os nascidos aproximadamente entre 1981 e 1996.

O beato italiano Giorgio Frassati, alpinista e membro da Ordem Terceira Dominicana, morreu aos 24 anos, em 1925. Reconhecido por suas obras de caridade, foi beatificado em 1990 pelo então papa João Paulo II, hoje santo.

O sinal da TV Canção Nova está disponível no território nacional com 367 retransmissoras. Nas TVs por assinatura está presente na Sky, canal: 408; Net TV, canal: 194, Oi TV, canal: 15, Claro TV: 12, Vivo TV: 531. Também pode ser assistida no Youtube @tvcancaonova e pelo CN Plus,  streaming gratuito da emissora.

 




Este mês acontece a 48ª Jornada de Confraternização Espírita de Assis

 

A USE Intermunicipal de Assis, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, realizará a sua tradicional Jornada de Confraternização, que acontece anualmente, agora em sua 48ª edição, com palestras nos sábados de setembro, às 20 horas, na sede da Associação Filantrópica “A Caminho da Luz”, à Rua Santos Dumont, 1477, Vila Tênis Clube, em Assis.

A abertura ocorrerá no dia 6 com o 3º Encontro de Arte Espírita “Jessé Pereira de Carvalho”.

No dia 13 haverá palestra com Pedro Bonilha, de Jales/SP, que abordará o tema “Lucas, o evangelista”.

No dia 20 o palestrante será Donizete Pinheiro, de Marília/SP, desenvolvendo o assunto “Temor da morte”.

O encerramento acontecerá no dia 27 com a palestra de Alessandro Viana, de Itapetininga/SP, falando sobre o tema “160 anos da obra O Céu e o Inferno”.

Haverá apresentações musicais durante toda a Jornada.

Os organizadores convidam a todos para participarem. A entrada é franca.

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 

 

 




O BRASIL CARECE DE UM VERDADEIRO PATRIOTISMO

 

Sem apelar para nenhum saudosismo barato, precisamos reconhecer que, antigamente, éramos mais patriotas.  Nas escolas, eu me lembro, se ensinava e se aprendia o amor à pátria; o respeito aos símbolos nacionais; o cultivo e a comemoração das datas cívicas. Quantos Dias da Bandeira! Quantas Semanas da Pátria! Não foram poucos os jogos, concursos, poesias, jograis, redações, teatros, declamações, hasteamentos da bandeira, execuções do hino nacional. Talvez, quem sabe, um civismo militarista, com vista à justificação do poder. Mas, o importante é que se aprendia o amor à pátria.

E hoje, o que se sabe e o que se ensina sobre o amor à pátria?  Muito pouco! Pouquíssimo.

É verdade que o verde-amarelo, predominante de nossa bandeira, agita estádios de futebol, forma torcidas, encanta turistas, embeleza fachadas, decora objetos, incita a moda, colore roupas… Patriotismo? Sim, é patriotismo! Mas, esse mesmo verde-amarelo, símbolo do orgulho nacional é alvo de depredações, vandalismos, desmatamentos, expropriação da Amazônia, corrupções, desigualdades sócio-econômicas, clientelismo político e por ai afora.

E, como se não bastasse, pesa sobre nós, brasileiros, medos, vergonha e, até mesmo, sentimentos de inferioridade que nos levam a viver à sombra cultural do imperialismo norte-americano (principalmente). Isso é mal porque de PATRIOTISMO os americanos nada têm. O que eles têm, e conseguem emplacar muito bem, é o culto a si mesmos misturado com xenofobia. Disto resulta todo o processo de imposição cultural pela mídia (cinema), pela economia, pelo belíssimo, pela política, pela polícia, pelo direito internacional…

O Brasil carece do verdadeiro patriotismo porque carece do ideal de povo;

O Brasil carece do ideal de povo porque carece de seriedade política;

O Brasil carece de seriedade política porque carece de justiça social;

O Brasil carece de justiça social porque carece de distribuição igualitária de bens;

O Brasil carece de distribuição igualitária de bens porque carece de ética

O Brasil carece de ética porque carece de princípios unívocos;

O Brasil carece de princípios unívocos porque carece do Temor a Deus

O Brasil carece do Temor a Deus porque carece de amor

O Brasil carece de amor porque carece de fraternidade

O Brasil carece de fraternidade porque carece do espírito verdadeiramente cristão;

O Brasil carece do espírito verdadeiramente cristão porque, precisa ser re-fundado.

Eu acredito num Brasil novo: patriota, idealista, sério politicamente, justo socialmente, igualitário na distribuição de rendas, ético, formado por princípios inequívocos, temente a Deus, fundamentado no amor, fraterno e de espírito verdadeiramente cristão. Eu acredito num Brasil novo porque sei que ele pode ser re-fundado, re-descoberto, re-feito, re-pensado, re-trabalhado, re-lançado.

O 7 de setembro está ai e, agora é a hora. A hora de consolidar valores… então, sóbrios, longe da “festa”, todos nós, brasileiros e brasileiras, podemos gritar um grito de amor e indignação. Não podemos nos apassivar frente a um país remendado, remexido, retalhado, rebuscado. Precisamos querer e lutar por um Brasil inteiro, um Brasil total!

Brasileiros e Brasileiras unamo-nos! Eis o significado do verdadeiro patriotismo!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Núcleo de Dança aplica aulas de bolero a iniciantes

O Núcleo de Dança de Salão de Assis, em parceria com o Arepas Culinaria Venezuelana, está nos preparativos finais para o início do curso de bolero! As vagas são limitadas e restam apenas alguns dias para garantir as inscrições.
Com turma voltada para quem quer aprender ou praticar bolero do zero, o curso promete transformar a relação dos alunos com a música, a dança e a conexão a dois.
Curso de Bolero – Módulo 1
Se você sempre sonhou em dançar um bolero, mas nunca deu o primeiro passo ou se sente inseguro, este curso é para você!
•Início das aulas: 09 de setembro
•Dia e horário: Terças-feiras, das 19h30 às 21h
•Local: Rua André Perini, 110 – Assis/SP (próximo ao Florença)



Sociedade de Pedriatria de SP alerta para os riscos da obesidade infantil

 

Os dados sobre o aumento da obesidade na população pediátrica são alarmantes e, por isso, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), empenhada para que esse número seja drasticamente reduzido, criou a campanha Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil. Promovida pelo Departamento de Nutrição, a ação visa alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância de práticas alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas entre crianças e adolescentes.

Conforme ressalta Mauro Fisberg, presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenador da campanha, o Setembro Laranja é extremamente importante para os dias atuais, uma vez que se tem observado um aumento significativo da obesidade em crianças e adolescentes. “Se não abordado desde cedo, o ganho de peso na criança pode se prolongar e se manter de forma cada vez mais intensa, levando a diversos prejuízos na sua saúde futura e até mesmo à mortalidade mais precoce”, alerta o médico, salientando que, por isso, atuar na prevenção da obesidade infantil é essencial para se obter êxito na manutenção de uma vida saudável.

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, revela que a obesidade é um problema cada vez mais prevalente na faixa etária pediátrica, trazendo sérios riscos à saúde da criança e do adolescente. “A campanha Setembro Laranja não pretende apenas alertar para um dos problemas nutricionais cada vez mais prevalentes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas, sobretudo, desenvolver e implementar ações que contemplem a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o seu enfrentamento”, afirma.

Para ele, a consulta médica com o pediatra deve sempre abordar o tema, com a apresentação dos riscos e fatores relacionados à obesidade, além de orientação para uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos. “Isso é fundamental para que se evitem novos casos de obesidade e, consequentemente, repercussões tardias e graves para a saúde futura destas crianças e adolescentes”, enfatiza Barsanti. Fisberg esclarece que a criança com obesidade possui um risco grande de se transformar em um adolescente com excesso de peso e, posteriormente, em um adulto também obeso. “Como pediatras, é nossa missão atuar de forma muito ativa na promoção de uma alimentação adequada e também na prática de atividade física, fundamentais na prevenção da obesidade na infância e adolescência”, conclui.




Quer perder peso até o Natal? Descubra como em 7 dicas de especialista

 

Ainda não é Natal, mas a promessa de ter uma vida ativa e incluir a atividade física na rotina ainda pode se concretizar. Para garantir um estilo de vida saudável e equilibrado, o exercício é um grande aliado no emagrecimento e no ganho de massa muscular. A boa notícia é que dá para alcançar resultados de forma sustentável, sem dietas mirabolantes ou treinos impossíveis. Para a professora de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Leandra Batista, entrar no ritmo e perder peso é uma jornada de pequenas escolhas consistentes. Confira 7 dicas da especialista e entre no foco ainda em agosto.

  1. Treine algumas vezes por semana – não precisa viver na academia

Três ou quatro treinos já bastam para sentir diferença. Misture força e aeróbico, escolha atividades que te deem prazer e lembre-se: não é sobre quantidade, mas sobre constância. De três a quatro treinos por semana já são suficientes para bons resultados. “O ideal é mesclar treinamento de força (ao menos duas vezes na semana, focando em grandes grupos musculares) e exercícios aeróbicos. A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos semanais de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade”, destaca Leandra.

  1. Coloque a musculação como aliada

Ela não é só para quem quer “crescer”. A musculação mantém os músculos ativos, acelera o metabolismo e ajuda na queima de gordura mesmo quando você está descansando. “Ela preserva a massa muscular, aumenta a densidade muscular e acelera o metabolismo de repouso, facilitando a queima de gordura.”

  1. Aeróbico também tem seu papel

Uma caminhada acelerada, corrida, bicicleta ou até dançar na sala. O importante é mexer o corpo, aumentar a frequência cardíaca e sentir aquele gás extra de energia. “O aeróbico é essencial para saúde cardiovascular, mas isoladamente não gera o mesmo impacto metabólico”.

  1. Crie metas que caibam na sua vida

“Nada de promessas impossíveis. Ajuste horários, celebre pequenas conquistas e vá passo a passo. Cada treino conta, e cada semana é uma chance de recomeçar”, destaca a especialista. Segundo ela, variar os treinos, planejar horários e inserir recompensas ajudam a manter a regularidade. Outra estratégia é se inserir em ambientes motivadores, como academias coletivas ou grupos de treino, que aumentam a adesão.

  1. Encontre companhia

Treinar em grupo ou com amigos dá outra motivação. O fator social faz diferença: um incentiva o outro, a diversão aumenta e a disciplina aparece quase sem perceber. “Estudos mostram que pessoas que treinam em grupo ou com acompanhamento personalizado apresentam maior taxa de comparecimento e resultados mais consistentes”, afirma.

  1. Evite os sabotadores silenciosos

Leandra afirma que dormir pouco, viver estressado, pular treinos e confiar só na balança podem minar seus resultados. Comer proteína de menos também atrapalha. São detalhes que, no fim, pesam muito e interferem no progresso.

  1. Lembre-se do tripé da saúde

Não existe mágica. O emagrecimento saudável vem de três pilares: alimentação equilibrada, movimento regular e sono de qualidade. Quando os três caminham juntos, os resultados aparecem e ficam. “O importante é entender que saúde não se constrói da noite para o dia. Mas cada treino, cada refeição equilibrada e cada noite bem dormida são tijolinhos que sustentam esse processo. E a recompensa é sentir-se melhor consigo mesmo”, reforça a docente do CEUB.




5/9, Dia do Irmão: pedagogas analisam a importância do vínculo afetivo e dão dicas para os pais

 

São Paulo, 01 de setembro de 2025 — Celebrado em 5 de setembro, o “Dia do Irmão” tem origem associada à memória de Madre Teresa de Calcutá, cuja morte em 1997 passou a ser lembrada como um dia de homenagem e reflexão sobre vínculos de fraternidade. Mas, além das homenagens e posts dedicados aos irmãos que costumam inundar as redes na data, qual é o simbolismo desse laço sanguíneo e afetivo?

Essa dinâmica é complexa: mistura afeto, competição, cumplicidade e disputa por atenção — dinâmicas que mudam ao longo do desenvolvimento e podem influenciar o comportamento social e emocional desde a infância até a vida adulta. Segundo educadores é importante que famílias e profissionais entendam quando a competição é saudável e quando sinaliza demanda por intervenção dos adultos.

A relação entre irmãos

Ter irmãos significa aprender, desde cedo, a conviver com diferenças: dividir espaços e brinquedos, negociar regras de brincadeira e lidar com pequenas frustrações do dia a dia. Na prática pedagógica, isso se traduz em ganhos importantes para o desenvolvimento socioemocional, já que crianças que crescem com irmãos têm mais oportunidades de assumir papéis, resolver conflitos e exercitar a empatia. Esses aprendizados acontecem tanto nos momentos de afeto quanto nas disputas rotineiras.

“Muitas vezes o irmão é o primeiro indivíduo com quem a criança testa limites e aprende a considerar o ponto de vista do outro”, explica Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS (São Paulo/SP). Ela acrescenta que, no caso de irmãos gêmeos, é fundamental que a escola também reflita sobre como favorecer a identidade individual de cada um. “Há situações em que sugerimos que gêmeos estudem em turmas diferentes. Essa experiência ajuda cada criança a desenvolver sua autonomia, especialmente quando percebemos que um deles tende a ser mais passivo diante do outro.”

Além disso, a convivência fraterna favorece habilidades comunicativas e estratégias de cooperação que se transferem para a sala de aula. Professores costumam observar que crianças habituadas a negociar entre si apresentam maior facilidade em trabalhos em grupo. Mas, como ressalta Beatriz, os benefícios não são automáticos: “O contexto familiar, com suas regras, modelos parentais e oportunidades de reparação após os conflitos, é o que determina se a relação entre irmãos será fonte de aprendizagem ou de tensão persistente”.

Brigas: até quando a competição é comum e saudável?

Conflitos entre irmãos são parte do repertório normal do desenvolvimento e, muitas vezes, funcionam como um laboratório para aprender sobre limites e autonomia. “A disputa pode estimular a criança a se esforçar, a negociar e a testar capacidades, representando um espaço seguro para treinar emoções”, afirma Jacqueline de Freitas Cappellano, coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville (Barueri/SP). Essa competição se mostra saudável quando permite que os irmãos experimentem vencer e perder, contornar impasses e reconstruir vínculos após o atrito.

O alerta vem quando as brigas se repetem em padrões agressivos ou quando um dos irmãos passa a sofrer constrangimento ou isolamento. Nesses casos, a frequência, a intensidade e o tipo de agressão (se física ou verbal) são sinais de que a família precisa intervir de forma estruturada. Jacqueline orienta: “observe se há escalada para violência, se há recuo emocional de uma das crianças ou se o conflito serve para mascarar outras questões, como excesso de tensão em casa, ciúmes persistentes ou mudanças na rotina”.

Nessas situações, é essencial que os adultos ajustem limites, promovam momentos de diálogo e cooperação, fortaleçam rotinas seguras e, quando necessário, busquem apoio de profissionais especializados. Afinal, os conflitos entre irmãos podem ser oportunidades de crescimento — desde que acompanhados e mediados com sensibilidade.

Como tratar os filhos com equilíbrio: dicas práticas para pais

Tratar os filhos com equidade não significa tratá-los exatamente igual — significa oferecer atenção e cuidados de acordo com suas necessidades, sem criar comparações de valor entre eles. Pequenas ações ajudam nessa construção: dedicar um tempo individual com cada filho, explicar razões por trás de decisões (por exemplo, por que um pode sair mais tarde por estar em idade diferente) e evitar comparações diretas que possam gerar competições desnecessárias. “Transparência e consistência são chaves: quando a criança entende o porquê das escolhas, a sensação de desigualdade diminui”, explica Renata Alonso, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo/SP).

Na rotina prática, ferramentas simples fazem a diferença: estabelecer regras claras que valham para todos, criar rituais de atenção individual (um café da manhã, uma leitura por semana) e usar linguagem que separa comportamento de identidade, como por exemplo, comentar sobre uma ação específica em vez de rotular a criança. Renata também recomenda momentos de conversa em família para definir combinados e permitir que os filhos expressem incômodos — isso reforça a mensagem de que cada voz tem espaço, atenuando uma possível sensação de favoritismo.

E o filho único?

Ser filho único traz características próprias: maior disponibilidade de atenção e recursos parentais, o que pode favorecer autonomia e investimento em atividades individuais; ao mesmo tempo, a criança pode ter menos oportunidades cotidianas de negociar conflitos fraternos e aprender a dividir no contexto mais íntimo do lar. “É comum que se rotule o filho único como uma criança mimada, mas essa é uma ideia errônea. A criança pode ter um desenvolvimento perfeitamente normal, tudo depende de como os pais ensinam limites, frustrações e responsabilidades”, afirma Luciane Moura, diretora do colégio Progresso Bilíngue (Vinhedo/SP).

Para equilibrar as vantagens e minimizar lacunas, Luciane sugere ampliar a rede social da criança: incentivar convívios com primos, amigos, clubes e oficinas; promover atividades em grupo e ensinar explicitamente habilidades como espera, troca e negociação. “Introduzir responsabilidades adequadas à idade e oferecer situações controladas de frustração ajudam a preparar o filho único para contextos sociais mais amplos”. A diretora do colégio Progresso Bilíngue lembra ainda que a qualidade das relações — mais do que o número de irmãos — é o fator que mais influencia o desenvolvimento socioemocional.

Quando a decisão de não ter outro filho é tomada pelo casal — seja por escolha consciente, seja por limitações de saúde, financeiras ou profissionais — é importante explicá-la ao filho com clareza, sensibilidade e respeito à sua faixa etária, sem transferir culpa ou insegurança.

“É preciso explicar que se trata de uma decisão da família, que o casal decidiu construir ou manter o núcleo familiar daquela forma, por tais motivos, e que a criança não tem nada a ver com você a decisão”. A especialista do Progresso Bilíngue também recomenda convidar a criança a fazer perguntas e dizer como ela se sente. “Validar emoções como a tristeza, curiosidade e ciúmes é tão necessário quanto oferecer informações. Mantenha o diálogo aberto ao longo do tempo, pois os sentimentos mudam com a idade. Posteriormente, revisitar a conversa mostra que a família respeita e acompanha as necessidades emocionais da criança”, finaliza Luciane.

Os especialistas:

Beatriz Martins é educadora inquieta, apaixonada por gente e por transformação. Atua há mais de 30 anos de atuação na educação, sendo 18 deles na liderança pedagógica, formando times, projetos e, principalmente, pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente é coordenadora pedagógica no Brazilian International School (BIS).

Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.

Luciane Moura possui graduação em Pedagogia e Psicopedagogia e MBA em Gestão Escolar. Acumula mais de 20 anos de experiência na educação, atuando como professora, coordenadora e, há mais de 11 anos, como diretora do Colégio Progresso Bilíngue Vinhedo/SP.

Renata Alonso é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experiência em educação bilíngue. Sua grande paixão são as crianças bem pequenas, e seus estudos são voltados à primeira infância, crianças de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida é crucial para a formação de indivíduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confiança. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto.