Cuidados com a pele no outono: o que muda com a estação?

 

Com a chegada do outono, o clima mais seco e as temperaturas mais baixas impactam diretamente na saúde da pele. A dermatologista Giana Campoi explica o que acontece com a pele durante a estação. “Ressecamento, tanto do rosto quanto do corpo”, avisa.

Entre os sinais mais comuns estão a descamação e o surgimento de linhas finas, que indicam a necessidade de redobrar os cuidados. “Essa estação realmente é mais complicada para quem tem pele seca ou sensível, porque os sintomas pioram”, alerta a especialista.

Para prevenir e tratar esses efeitos, a recomendação principal é reforçar a hidratação. “Gosto de orientar meus pacientes a aplicarem um bom hidratante à base de ácido hialurônico antes do creme do dia e da noite”, afirma. Em alguns casos, também pode ser necessário diminuir a concentração de ácidos usados na rotina — mas essa indicação deve ser individualizada.

Mesmo quem tem pele oleosa não deve abrir mão da hidratação. “Óleo é uma coisa e água é outra. Quanto mais hidratamos uma pele oleosa, mais ela melhora a produção do óleo”, explica Giana.

Outras dicas importantes incluem evitar sabonetes agressivos, banhos muito quentes ou demorados e lavar o rosto com água morna ou fria. Os lábios também exigem atenção: devem ser hidratados com produtos mais espessos à noite e fórmulas mais leves durante o dia. Já para as mãos, a dica é substituir o álcool em gel sempre que possível por água, sabão e hidratante.

Máscaras de hidratação ganham destaque nesta época do ano, assim como o cuidado com doenças dermatológicas como dermatites e psoríase, que podem piorar com o ressecamento. “Hidratar mais do que o normal é prudente para não entrar em crise”, alerta a médica.

Por fim, é importante não esquecer do básico: “O filtro solar nunca deve ficar de fora dos cuidados diários, mesmo no outono. E a hidratação oral também faz toda a diferença na qualidade da pele”, finaliza a médica.

Giana Campoi




Maio Laranja: famílias têm papel importante para evitar e identificar crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes

 

São Paulo, 12 de maio de 2025 – Em 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, oportunidade para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da defesa dos direitos desses brasileiros. O mês de maio também ganhou a cor laranja, criando uma agenda de alerta sobre o tema.

Com a expansão do uso da internet entre crianças e adolescentes, cresceram também os crimes cibernéticos contra esse público, que se tornaram mais sofisticados e difíceis de detectar. Para se ter ideia da gravidade do tema, três em cada dez crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o Brasil (29% do total) já enfrentaram situações ofensivas ou discriminatórias na internet, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024.

Abusos sexuais virtuais, aliciamento, exposição indevida e cyberbullying são algumas das formas de violência que têm afetado milhares de jovens brasileiros. Para cometer os crimes, os criminosos virtuais se infiltram em jogos online, redes sociais e plataformas de mensagens com perfis falsos, fingindo ser crianças ou adolescentes para ganhar a confiança das vítimas.

Família tem papel importante de proteção

Segundo a psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, Ana Cláudia Favano, o ambiente digital se tornou parte do cotidiano infantil, mas muitas vezes os responsáveis não acompanham esse processo com o devido cuidado. “Isso cria um terreno fértil para que crianças e adolescentes sejam assediados no ambiente virtual, e seus pais nem fazem ideia disso. Monitorar por onde seus filhos navegam, quais ambientes frequentam e com quem se relacionam virtualmente é uma responsabilidade dos genitores. O abandono digital é muito frequente atualmente. Como as crianças e adolescentes não têm o repertório necessário para reconhecer situações de risco, a orientação de um adulto é essencial”, afirma.

Ana Claudia destaca ainda que, muitas vezes, os próprios pais contribuem — ainda que sem intenção — para a exposição dos filhos na internet. “Publicar fotos de crianças em redes sociais abertas, divulgar rotinas, locais que frequentam ou informações pessoais pode facilitar a ação de criminosos virtuais. A responsabilidade pela segurança digital começa com os adultos. É preciso refletir sobre o que se compartilha e entender que a superexposição pode colocar os filhos em risco”, alerta a especialista.

Proibir o uso não é o caminho, mas educar para o uso consciente é urgente

Para a diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, Fátima Lopes, em um mundo cada vez mais digitalizado — onde a internet atravessa não apenas telas, mas objetos e relações —, proibir o uso da tecnologia simplesmente não é viável. “A internet das coisas já é parte do nosso cotidiano. O que precisamos ensinar é o uso consciente e equilibrado da tecnologia, pois o excesso e o uso inadequado podem causar danos reais à saúde emocional, social e cognitiva das crianças e adolescentes”, afirma.

Inspirada em uma visão contemporânea sobre educação e tecnologia, Fátima defende que a orientação, o diálogo e a construção conjunta de regras são ferramentas muito mais eficazes do que a proibição pura. “O papel da família é ensinar, acompanhar e ajudar a estabelecer rotinas de uso, respeitando as fases da infância e da adolescência. Quando crianças e jovens participam da construção dessas rotinas, compreendem os limites como aliados do seu próprio bem-estar”, explica.

Ao mesmo tempo, a educadora enfatiza que a responsabilidade não deve ser apenas das famílias e escolas. “As plataformas e tecnologias também precisam se transformar, adaptando seus perfis e práticas para proteger todos os usuários, especialmente os mais vulneráveis. A segurança digital é uma responsabilidade compartilhada”, reforça.

Fátima acrescenta que, nesse contexto, a lei que restringiu o uso de celulares nas escolas surgiu como uma medida necessária e protetiva. “A escola é um espaço de convivência, de celebração da existência e da formação de vínculos reais. Precisamos garantir ambientes em que a atenção plena e o encontro humano sejam preservados.”

Crianças e jovens podem dar sinais

A diretora pedagógica do Brazilian International School (BIS), de São Paulo, Audrey Taguti, alerta que as crianças e adolescentes costumam dar sinais de que algo não vai bem, seja no mundo real ou no virtual. “Mudanças bruscas de humor e de comportamento, irritabilidade, isolamento repentino, perda de interesse por atividades que antes gostavam, queda no rendimento escolar ou alterações no sono e apetite podem ser indícios de que estão enfrentando alguma situação de estresse”, explica.

Outro ponto importante, segundo a especialista, é observar a forma como a criança lida com os dispositivos digitais. “Se ela começa a usar o celular de maneira excessiva, se esconde para acessar a internet, apaga conversas ou histórico de navegação com frequência, pode estar tentando ocultar algo que a incomoda ou assusta. Nessas horas, é fundamental que a família esteja emocionalmente disponível para acolher, sem julgamento, e conduzir a conversa de forma segura e aberta”, orienta Audrey.

Dicas práticas para prevenir e identificar crimes cibernéticos

As educadoras reuniram as dicas abaixo, que podem ajudar as famílias a lidarem melhor com o tema e, assim, protegerem seus filhos.

  • Converse com as crianças e adolescentes sobre segurança on-line. Explique que existem pessoas más na internet e que nem todo mundo é quem diz ser. O velho conselho “não converse com estranhos na rua” também vale para o ambiente digital;
  • Oriente sobre o que fazer em caso de contato com estranhos ou situações desconfortáveis. A criança precisa saber que pode contar com os adultos;
  • Mantenha os dispositivos em locais comuns da casa, principalmente para crianças menores;
  • Crie regras claras sobre tempo de uso, tipos de conteúdo permitidos e aplicativos utilizados. A criança precisa entender, por exemplo, que não deve extrapolar o limite combinado de uso diário do celular, ou que determinados conteúdos, games e aplicativos não podem ser baixados e usados por ela até que tenha maturidade suficiente;
  • Utilize controles parentais e configure a privacidade de contas nas redes sociais. Essas ferramentas ajudam os adultos a supervisionar o uso dos aparelhos;
  • Esteja presente nos ambientes digitais que seus filhos frequentam. Adicione-se às redes sociais, conheça os jogos e participe das conversas sobre o que acessam on-line;
  • Procure ajuda especializada se notar qualquer mudança brusca de comportamento.

As especialistas:

Ana Claudia Favano é gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva e Convivência Ética. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.

Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.

Fatima Lopes é pós-graduada em Gestão Escolar, especialista em Bilinguismo e apaixonada pela área da Educação. De sua primeira formação, em Enfermagem, ela mantém o dom de cuidar das pessoas: gosta de se relacionar com alunos, pais e colegas, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e acolhedor. Diz ter como missão contribuir para a formação integral dos estudantes, formando cidadãos mais conscientes e preparados para o futuro. É fundadora e diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo.




ALGO  PARA  NÓS

Não digas que a grandeza de Deus te dispensa do bem a realizar.

Deus é a luz do Universo, mas podes acender uma vela e clarear o caminho para muita gente dentro da noite.

Deus é o Amor, entretanto, onde a necessidade apareça, guardas o privilégio de oferecer a migalha de socorro que comece a restaurar o equilíbrio da vida.

Lembremo-nos de que Deus pode fazer tudo, mas reservou-nos algo para realizar, por nós mesmos, de modo a sermos dignos de Seu nome.

EMMANUEL

Extraído do “Livro de Respostas” – Editora CEU

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




PACTO DAS CATACUMBAS

 

 

Há quase meio século a revolução eclesiológica do Concílio Vaticano II ainda fervilhava com suas decisões finais. Inebriados e impulsionados pelo clima de transformações pelo qual passava a Igreja, no dia 16 de novembro de 1965, momentos antes do encerramento do concílio, cerca de 40 padres conciliares se reuniram nas catacumbas de Domitila. Naquele ambiente impregnado de recordações históricas, onde ecoava o clamor dos muitos mártires que a “revolução de Cristo” produziu, aqueles padres pretendiam apenas celebrar a fé, através da Eucaristia. Acabaram por assinar um pacto, um “desafio aos irmãos no Episcopado” ainda reunidos em Roma.

Diferentemente dos inúmeros documentos conciliares até então assinados sob um consenso evangélico transformador e unânime, o novo documento que brotava daquela catacumba era mais que alvissareiro. Era questionador. Como fluido santo que emana de todas as catacumbas, sejam estas ocultas no passado ou bem atuais, como as que surgem ostensivamente da nova onda de perseguições que vemos acontecer nos dias de hoje. O fato é que aquele “documento conciliar”, imprevisto e iluminado pela luz de um crescimento árduo, doloroso, inquietante, mas sempre vitorioso, chamou à razão muitos dos baluartes, pensadores e intelectuais, doutores e expertises que discutiam com esmero próprio o novo rumo da Igreja pós concilio. Afinal, o que possuía de tão precioso e transformador?

Nada. Apenas treze itens rascunhados à luz da “escuridão sepulcral” do calvário cristão, dentro de uma catacumba. Seu preâmbulo justificava a audácia daquelas linhas: “Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho… na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue”. Então enumeravam os treze propósitos, todos eles possuidores de uma singeleza evangélica até então destoante daquela vida de Igreja contaminada pelos sonhos de poder e glória, grandeza e ostentação, carreirismo acima da simplicidade vocacional, longe da pureza evangélica… Aquela Igreja que se reformava num concílio de corajosas conciliações!

Dentre esses itens se destacava o propósito de um novo modo de vida de seus pastores, “para renunciarmos à aparência e à realidade da riqueza”. Nem ouro, nem prata, lembravam. “Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome”. Tudo estaria vinculado aos bens diocesanos, “em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos”. As formas de tratamento cerimoniosas (eminência, excelência, monsenhor) seriam recusadas por eles, que preferiam a simplicidade do nome evangélico padre, e nada mais. Evitariam bajulações ou homenagens de cunho social (banquetes, títulos, etc.), bem como assim procederiam com seus fiéis leigos diante da comunidade. Dentre outras decisões, dariam mais força à colegialidade dos bispos, em especial à ajuda aos episcopados das nações pobres; comprometendo-se a partilhar mais na caridade pastoral, “procurando ser o mais humanamente presentes, acolhedores”. Concluíam suas resoluções contando com o apoio, a compreensão e as orações de seus próprios diocesanos.

Vingou tal pacto? Se você tem dúvidas, dentre eles estavam alguns brasileiros, como D. Hélder Câmara, por exemplo. Sua vida e sua história nos dizem tudo. Mas, passados cinquenta anos, sempre é bom recordar e reavivar o perfume sagrado que o Concílio Vaticano II lançou sobre as mais ocultas das dobraduras eclesiais. Dentre elas as catacumbas, que muito feriram e muito ainda ferem essa história de fé. Documentos temos, e muitos! Porém assinado com sangue e lágrimas, só um, o mais singelo deles, o pacto de amor entre Deus e os homens. Dessa paixão e morte ressurgiu e ressurge a luz!

20 anos de Palavras de Esperança. Publicado em 20 de maio de 2014.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Dia Mundial da Hipertensão: Nutrição é aliada fundamental no controle da hipertensão

 

 

O Dia Mundial da Hipertensão (17/05) reforça a importância da prevenção e do controle da pressão alta, uma condição que afeta mais de 30% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, e revela o maior percentual da população com pressão alta desde o início da série histórica, em 2006. O nutricionista clinico e esportivo Dereck Oak dá dicas de como a alimentação pode ser uma das grandes aliadas no controle da doença.

“A alimentação tem um impacto direto na saúde do coração, portanto, a escolha dos alimentos pode ajudar a reduzir o excesso de sódio no organismo, melhorar a circulação e evitar picos de pressão. Mesmo pequenas mudanças no dia a dia já fazem uma grande diferença na prevenção de problemas cardiovasculares”, explica Dereck.

Entre os pilares do tratamento, portanto, a alimentação equilibrada é uma das estratégias mais eficazes para manter a pressão arterial sob controle e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

“O ideal é adotar um estilo de vida saudável como um todo. Não se trata apenas de cortar sal, mas de entender como os nutrientes atuam no organismo e ajudam a prevenir doenças crônicas”, completa o nutricionista. Por isso, é necessário tomar alguns cuidados para que a alimentação seja uma grande parceira.

Alimentação amiga da pressão arterial:

Reduza o consumo de sal e alimentos ultraprocessados: embutidos, enlatados e fast-foods são grandes vilões. Embutidos, enlatados e fast-foods são grandes vilões para quem tem hipertensão. Esses produtos contêm altos níveis de sódio e aditivos que favorecem o aumento da pressão arterial. “O excesso de sódio presente nesses alimentos sobrecarrega os rins e contribui diretamente para o aumento da pressão. Optar por preparações frescas e naturais é essencial para quem busca saúde cardiovascular”, explica Dereck.

Invista em frutas, verduras e legumes frescos: ricos em potássio. “Os legumes desempenham um papel importante na prevenção de doenças cardíacas e hipertensão, principalmente devido ao teor de potássio e ao baixo teor de sódio. Além disso, as fibras presentes em legumes ajudam a controlar os níveis de colesterol e a manter a pressão arterial em níveis saudáveis, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares”, pontuou.

Prefira fontes magras de proteína: como peixes, frango sem pele e leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico). Essas fontes ajudam a manter o aporte proteico sem elevar os níveis de gordura saturada na dieta. “As proteínas magras contribuem para a manutenção da massa muscular e auxiliam no controle do peso — um fator-chave para o controle da pressão arterial”, destaca.

Evite o excesso de álcool e açúcares simples: O consumo exagerado de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em açúcares, como refrigerantes, doces e produtos industrializados, pode contribuir para o aumento da pressão arterial e outros problemas cardiovasculares. “O álcool e o açúcar em excesso favorecem inflamações, ganho de peso e descontrole metabólico — três fatores que aumentam significativamente os riscos para quem já tem predisposição à hipertensão”, alerta Oak.

Beba bastante água e pratique atividade física regularmente: Manter o corpo hidratado e em movimento é fundamental para a saúde cardiovascular. A água ajuda na regulação da pressão arterial, enquanto o exercício físico fortalece o coração e melhora a circulação. “A hidratação adequada melhora o funcionamento dos rins, que são essenciais no controle da pressão. Já a prática regular de atividades físicas, mesmo que leves, é uma aliada poderosa na prevenção e controle da hipertensão”, orienta Dereck Oak.

Com orientação adequada, pacientes hipertensos podem ter mais qualidade de vida e reduzir a dependência de medicamentos, reforçando a importância do acompanhamento profissional contínuo.

Sobre Dereck Oak

Nutricionista clínico e esportivo, formado pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) e pós-graduado em Nutrição, Metabolismo e Fisiologia do Exercício Físico pela USP. Atua há 7 anos no mercado de suplementos alimentares e esportivos, inicialmente trabalhando na área de marketing e depois como consultor de nutrição e de desenvolvimento de produtos. Atende em consultório presencial em São Paulo e Baixada Santista e online para todo o Brasil e no exterior. Atleta amador de fisiculturismo e entusiasta de outras modalidades como corrida e natação.




Casamentos em maio crescem 25% e reacendem tradição do “mês das noivas” no Brasil

 

Maio voltou a brilhar no calendário afetivo dos casais brasileiros. Tradicionalmente conhecido como o “mês das noivas”, o mês registrou um salto de 25% no número de casamentos em 2025, com quase 10 mil celebrações projetadas em todo o país, segundo dados do iCasei – plataforma líder em sites e listas de casamento na América Latina. Em 2024, o mesmo período contabilizou 7.375 uniões. O aumento sinaliza uma volta robusta no interesse por celebrações no primeiro semestre e reforça a retomada do mercado de casamentos. 

E os sinais positivos não param por aí. O primeiro trimestre de 2025 também apresentou alta: entre janeiro e março, foram realizados 17.908 casamentos, frente a 16.085 no mesmo intervalo de 2024 – um crescimento de 11%. 

Para Diego Magnani, CCO do iCasei, o crescimento está diretamente ligado a um conjunto de fatores: “A estabilidade econômica, a maior confiança dos consumidores e um cenário pós-pandemia mais amadurecido estão permitindo que os casais voltem a planejar suas cerimônias com mais liberdade e segurança. Soma-se a isso a diversidade de serviços personalizados que o mercado oferece hoje”, afirma. 

Apesar de os meses de setembro, outubro e novembro seguirem como os preferidos para cerimônias ao ar livre, maio continua sendo uma data simbólica para muitos casais. O crescimento registrado este ano pode indicar uma revalorização das tradições ou até mesmo um efeito prático de calendário — com feriados e clima mais estável em algumas regiões do país favorecendo as celebrações. 

O aquecimento no número de casamentos é visto com entusiasmo pelo setor, que inclui desde buffets e cerimonialistas até músicos, fotógrafos, decoradores e plataformas digitais especializadas. A expectativa é que o movimento siga em alta ao longo de 2025, com ainda mais celebrações concentradas no segundo semestre — historicamente o mais movimentado do ano. 




Gravidez e saúde: meias de compressão podem auxiliar na prevenção de doenças venosas


A gravidez é uma jornada repleta de expectativas para a chegada de uma nova vida. O período também requer uma atenção especial devido às significativas alterações fisiológicas que ocorrem no corpo das mães e impactam diretamente a saúde circulatória e, principalmente, o sistema venoso. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBAVC), 76% dos casos de varizes na população brasileira surgem em mulheres. Além das questões genéticas, idade e obesidade, o risco da doença aumenta durante a gestação. Por isso, é importante o acompanhamento médico adequado para o cuidado e prevenção.

Entre os principais impactos que ocorrem nas veias durante a gravidez estão a elevação natural dos níveis hormonais e as alterações do corpo, que deixam as mulheres mais suscetíveis a problemas como inchaços, sensação de pernas pesadas e o surgimento ou piora de varizes. Em casos graves, há o risco de Trombose Venosa Profunda (TVP), caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo nas veias profundas, geralmente nos membros inferiores, que podem bloquear a circulação e causar complicações severas, como embolia pulmonar.

Uma das estratégias de prevenção e cuidado com a saúde venosa ao longo da gestação é o uso de meias de compressão graduada. Elas são recomendadas por especialistas e pela SBAVC para uso durante a gravidez e no pós-parto, conforme orientações médicas. Neste período, as meias aceleram o retorno venoso, previnem a estagnação do sangue e combatem possíveis problemas nos vasos sanguíneos.

Dentre as mais bem avaliadas do mercado estão as meias da SIGVARIS GROUP, empresa Suíça especializada em soluções de compressão médica inovadoras e de alta qualidade. A companhia possui um amplo portfólio, com produtos que podem ser usados pelos mais variados perfis de pessoas. Um exemplo são as meias maternas em diversas compressões como 15-20 mmHg, 20-30 mmHg e 30-40 mmHg.

Dentre os principais benefícios dos modelos indicados estão a diversidade de modelos (meia calça com proteção para a barriga da gestante, meia calça normal, meia coxa e panturrilha), diversas cores e alta elasticidade promovendo maior alívio das dores e edemas, prevenção do aparecimento das varizes e redução do risco de trombose venosa profunda e de embolia pulmonar.

As meias de compressão Audace e Select Comfort Premium podem ser encontradas nas lojas revendedoras como casas cirúrgicas, farmácias e nos e-commerces especializados




Casamento, União Estável ou Namoro Qualificado? Entenda as Diferenças e os Riscos Jurídicos

 

Hoje em dia, os relacionamentos são cada vez mais fluidos. As pessoas se conhecem, se apaixonam, convivem, constroem histórias… mas raramente param para pensar nas consequências jurídicas dessa convivência.

E aí mora o perigo. Porque não é a sua intenção que define se há um compromisso formal, é a configuração dos fatos, a convivência e a percepção social do relacionamento.

“Como advogado especialista em direito de família, vejo muitos casais enfrentarem grandes conflitos porque não entenderam, lá no início, as diferenças entre casamento, união estável e o chamado namoro qualificado. A linha que separa cada situação é mais tênue do que parece.”. Destaca o Dr. Issei Yuki.

Vamos conversar sobre essas diferenças de forma clara e prática?

Casamento: o vínculo formal por excelência

O casamento é o modelo de união mais tradicional e, claro, mais formalizado. Ele precisa ser celebrado perante autoridade competente (juiz ou celebrante autorizado) e registrado em cartório.

O casamento gera uma série de efeitos jurídicos automáticos, como:

– Comunhão de bens (de acordo com o regime escolhido);

– Direitos sucessórios (herança);

– Deveres de assistência mútua, fidelidade, convivência e respeito;

– Direito à pensão alimentícia em caso de separação, em algumas situações.

Ou seja: casou, a lei entra junto. Não tem espaço para dúvidas.

União Estável: nem tão diferente assim

Muita gente acredita que a união estável é “um namoro que virou sério”, mas juridicamente ela se aproxima muito do casamento.

  • Para ser configurada união estável, é necessário que o casal tenha:
  • Convivência pública, contínua e duradoura;
  • Objetivo de constituir família (não é preciso ter filhos, mas deve existir o projeto de vida em comum).

Não precisa morar junto para configurar união estável. Acredite: existem decisões judiciais que reconheceram união estável em casais que mantinham duas residências distintas.

O risco aqui: a união estável pode ser reconhecida judicialmente mesmo sem contrato, sem registro em cartório e sem que o casal tenha formalizado nada. Basta que a relação tenha as características que a lei exige.

Se for reconhecida, a divisão de bens (em regra, comunhão parcial) e os direitos sucessórios entram em jogo automaticamente.

Namoro Qualificado: a nova zona de risco

Aqui entra a grande confusão moderna: o chamado namoro qualificado.

É aquele namoro intenso, duradouro, sério, com viagens em família, fotos de casal, presença constante um na vida do outro.

Mas sem a intenção real de constituir uma família naquele momento.

A Justiça já reconheceu que o namoro qualificado não é união estável, porém, se não houver clareza entre as partes e documentação para comprovar a ausência de intenção de família, um namoro qualificado pode ser interpretado como união estável no futuro.

Em caso de rompimento ou morte de um dos parceiros, o sobrevivente pode pedir reconhecimento de união estável e, com isso, pleitear divisão de bens, pensão ou herança.

Resumo prático:

  • Nem todo namoro é união estável;
  • Mas se o namoro parecer “casamento” aos olhos da sociedade (sem contrato, sem prova contrária), pode virar um problema jurídico.

Como se proteger de mal-entendidos jurídicos?

Prevenir é sempre mais fácil (e mais barato) do que remediar. Algumas medidas inteligentes para quem deseja proteger seu patrimônio e seus direitos:

Contrato de namoro: Um documento simples que deixa claro que o relacionamento é apenas um namoro, sem intenção atual de constituir família.

Formalizar a união estável: Se o casal realmente quiser efeitos jurídicos, o ideal é registrar a união e escolher o regime de bens desejado.

Organizar as finanças separadamente: Misturar patrimônios sem clareza pode gerar dúvidas na hora de uma eventual disputa.

Buscar orientação jurídica: Cada relação é única. Ter acompanhamento jurídico preventivo evita surpresas desagradáveis.

Nem tudo que parece é… mas pode virar

Vivemos tempos em que as relações mudaram, mas o direito continua acompanhando de perto a vida real. Casamento, união estável e namoro qualificado são institutos diferentes, mas a fronteira entre eles nem sempre é óbvia.

Quem não se informa e não se resguarda corre o risco de ver um namoro virar processo judicial, ou uma convivência leve se transformar numa disputa patrimonial.

O advogado Issei Yuki conclui: “Se você quer viver um relacionamento feliz e tranquilo, não basta cuidar do coração, é preciso também cuidar da sua segurança jurídica. E nisso, o direito de família, praticado com responsabilidade e humanidade, é seu maior aliado.”

Mais sobre Issei Yuki Júnior:

Yuki, Lourenço Sociedade de Advogados

Graduado em Direito pela Universidade São Francisco com especialização em Direito de Família e Sucessões, e mais de 25 anos de experiência como advogado nas áreas de Direito Civil e Processual Civil, Família e Sucessões, Direito Condominial, Direito do Consumidor e Consultoria empresarial e societária.




CADA UM É RESPONSÁVEL PELO PRÓPRIO DESTINO

Que mania é esta de, sempre, buscarmos justificativas para tudo? Que mau hábito é este de, sempre, procurarmos culpados para as nossas frustrações e derrotas? Que má inclinação é esta de, sempre, criarmos um bode expiatório para os nossos erros e pecados?

Nós não temos necessidade de usarmos subterfúgios para levar a vida em frente; isso é inútil… pior, ainda, é como colocar brasa sobre a própria cabeça.

Não assumir a vida por inteiro é suicídio existencial e, como consequência não aprendemos a ser responsáveis por completo; não vamos até às últimas consequências de nossos atos.

Eis o que nos diz a Palavra de Deus pelo Profeta Ezequiel (Ez 18,1-32).

«Recebi a seguinte mensagem de Javé: “Que sentido tem para vocês este ditado que se repete na terra de Israel: ‘Os pais comeram uva verde, e a boca dos filhos ficou amarrada’? (…) Vocês não vão repetir mais esse ditado em Israel.  Todas as vidas são minhas, tanto a vida do pai como a vida do filho. O indivíduo que pecar, esse é que deverá morrer.

Se o indivíduo é justo e pratica o direito e a justiça certamente permanecerá vivo.

Contudo, se esse indivíduo tiver um filho violento e assassino, mesmo que o pai não faça nada disso; é claro que não permanecerá vivo por ter praticado todas essas abominações: ele será responsável por seus próprios crimes.

Acontece, porém, que esse indivíduo tem um filho que vê tudo de errado que o seu pai faz. Ele vê, mas não faz igual. Esse indivíduo não vai morrer por causa dos pecados do seu pai. O pai dele, que praticou a violência, que roubou e maltratou o seu povo, este sim deverá morrer por causa do seu próprio pecado.

Mas vocês ainda perguntam: ‘Por que é que o filho não levará o castigo pelo pecado do seu pai?’ Ora, o filho praticou o direito e a justiça, guardou os meus estatutos e os colocou em prática. O indivíduo que peca, esse é que deve morrer. O filho nunca será responsável pelo pecado do pai, nem o pai será culpado pelo pecado do filho. O justo receberá a justiça que merece e o injusto pagará por sua injustiça.

Se o injusto se arrepende de todos os erros que praticou e passa a guardar os meus estatutos e a praticar o direito e a justiça, ele permanecerá vivo. Tudo de mau que ele praticou não será mais lembrado. Por acaso, eu sinto prazer com a morte do injusto? Contudo, se o justo renuncia à sua própria justiça e pratica o mal, será que ele vai fazer isso e continuar vivo? Não! Toda a justiça que ele praticou vai ser esquecida. Ele morrerá por causa das injustiças que passou a praticar.

Mas se vocês ainda disserem: ‘A maneira do Senhor agir não é justa!’ Escute aqui, casa de Israel: Será que não é justa a minha maneira de agir, ou é a maneira de agir de vocês que não é justa?

Se o justo deixa de ser justo e começa a praticar a injustiça, ele morrerá por causa da injustiça que praticou. Quando o injusto renuncia à sua injustiça e começa a praticar o direito e a justiça, ele está salvando a própria vida. Se ele perceber todo o mal que vinha praticando, viverá e não morrerá.

Assim, casa de Israel, eu vou julgar cada um de vocês de acordo com a própria maneira de viver. Convertam-se e abandonem toda a injustiça, e a injustiça não provocará mais a ruína de vocês. Libertem-se de todas as injustiças cometidas e formem um coração novo e um espírito novo. Por que vocês haveriam de morrer, casa de Israel? Eu não sinto prazer com a morte de ninguém. Convertam-se e terão a vida!”»

Que tal esta palavra?

Podemos continuar vivendo de costas para a vida ou andando de marcha à ré? Penso que não, pois, cada um é responsável pelo próprio destino.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Canção Nova apresenta novo filme “São Gabriel da Virgem Dolorosa” 

 

Estreia neste sábado (10) às 21 horas, na TV Canção Nova e na plataforma de streaming gratuita @CN Plus, o filme “São Gabriel da Virgem Dolorosa”.
Religioso dos Passionistas – como são chamados os membros da Congregação da Paixão de Jesus Cristo (CP), fundada por São Paulo da Cruz, em 1720 –, ele cultivava a devoção por Nossa Senhora das Dores.
A história do filme se passa no fim do século XIX, durante uma investigação para a causa de beatificação do jovem conhecido como Irmão Gabriel da Virgem Dolorosa, cuja fama de santidade perdurava 30 anos após sua morte.
No Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), há uma relíquia do santo depositada no altar central. O templo também abriga uma réplica em pó de mármore com resina da Pietà, Nossa Senhora das Dores, de Michelangelo.