DISCIPLINAS  NECESSÁRIAS

 

            Não desanimes frente às pequenas contrariedades que permeiam os dias de tua existência, como se fosses implacável vítima do destino.

Dissabores, aflições, decepções ou perdas vividas no cenário terrestre podem ser catalogados como disciplinas necessárias no Educandário da Terra, para lograres obter o almejado diploma humano, que irá garantir o teu ingresso na Universidade do Espírito.

ALBINO DA SANTA CRUZ

Extraído do livro “Respostas ao Coração” – Psicografia: José Maria de Medeiros Souza – Editora EBM

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 




TERRA DA SANTA CRUZ

 

          A primeira edificação portuguesa em terras tupiniquins foi uma cruz. Uma cruz e um altar. Aqui aportaram num vinte e dois de abril. Num primeiro de maio, que ainda ignorava os dramas de nossos trabalhadores, celebraram entre os indígenas a primeira missa. Neste continente ainda por se revelar em suas riquezas, mistérios, belezas e grandiosidade, os portugueses foram se achegando, com mimos e gentilezas, comprando a confiança de seus habitantes. Como quem nada quer, celebraram com os nativos, deixando plantada em solo virgem uma cruz, um estranho estandarte de uma fé incompreensível para nossos índios, mas que a história futura revelar-lhes-ia em toda sua intensidade, tanto profética, quanto redentora. Ali começava a via crucis desse povo. Mas ninguém se deu conta do simbolismo desse momento.

Quinhentos anos depois, ali estava eu. Em férias, é verdade, mas curioso por conhecer aqueles logradouros históricos de Porto Seguro e arredores, visto estarmos em plena celebração do quinto centenário de nossa nação “brasilis”, a terra da madeira vermelha como fogo, o pau que não ardia, mas queimou como “brasa” as mãos de muitos indígenas e trabalhadores escravos, para fazer o escambo da preciosa madeira, símbolo do olhar ávido do velho mundo sobre as riquezas desse novo mundo. Caminhando pela orla da Coroa Vermelha, numa manhã luminosa de abril de 2000, vi ao longe a silhueta da cruz redentora – não a original, mas outra bem mais simbólica, talhada sobre madeira bruta pelos indígenas remanescentes da primeira missa… Como amavam aquele símbolo! Digo isso não pela massacre que aquele “Descobrimento” proporcionou a seu povo – isto seria contraditório – mas pela maneira com que aprenderam a aceitar aquele símbolo em suas vidas, a depositar a seus pés toda angústia da opressão que sofreram, a colher de seus braços um novo sentido de vida, bem mais amplo e reconfortante do que as espoliações que sofriam. Tinham na sombra daquela cruz o amparo mínimo de que necessitavam para sobreviver. Nela encontram conforto, forças e esperanças renovadas. A cruz ali plantada tornou-se refrigério para suas almas. Aprenderam a amá-la.

Estava chegando ao local histórico. Ainda ao longe, vejo um trator e um caminhão também se aproximando daquela cruz. Eram 07h00min. Estranhei aquele movimento na aurora de um dia cheio de luz. Mas os operários que ali estão, vieram determinados a um serviço rápido e eficiente. Com guinchos mecânicos e cordas grossas, em minutos, arrancam do solo a velha cruz de madeira, colocam-na sobre a carroceria do caminhão e saem a toda, tomando rumo desconhecido. Quando chego ao local, os indígenas estão alvoroçados. Correm de um lado a outro, noticiando a tragédia: “Roubaram nossa cruz; os brancos levaram nossa cruz”! Em minutos, toda aldeia está desperta e, os mais afoitos, munem-se de seus apetrechos de guerra, lanças, machadinhas, foices, e saem em disparada ao encontro da cruz roubada.

Tudo isso aconteceu bem à minha frente. Tudo para enaltecer e dar destaque à nova cruz de aço, erguida bem ao centro da praça recém-construída, que seria o marco dos nossos 500 anos. Quinhentos anos de abuso e exploração, de mando e desmando, de velhos e novos caciques, eleitos ou aclamados pela tribo dos brancos e pela tradição dos indígenas. Voltei ao local no ano passado. A cruz de metal lá está, enferrujada, abandonada, cercada pelo comércio de bugigangas e souvenires que a nossa cultura consome avidamente. Mas, ao fundo, bem num cantinho do outrora paradisíaco cenário da primeira missa, ainda pude ver, esbelta, portentosa, brilhando ao sol de um novo dia, a velha e tosca cruz de madeira do povo indígena. Então dei graças, pois nosso Brasil ainda é a Terra da Santa Cruz.

20 anos de Palavras de Esperança. Publicado em 26 de abril de 2016.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Governo de SP reforça sinal de socorro para mulheres sujeitas a violência com o Protocolo Não se Cale

 

 

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher, divulga em seu curso de capacitação gratuito do Protocolo Não Cale, o gesto de pedido de ajuda #SignalForHelp, uma medida para ampliar o alcance da comunicação não verbal para mulheres em situação de violência.

“O gesto de pedido de ajuda é um instrumento poderoso de proteção, pois permite que qualquer mulher em risco sinalize discretamente seu pedido de socorro, mesmo quando não pode manifestar-se verbalmente”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Valéria Bolsonaro. “Nossa meta é que esse sinal seja reconhecido em todos os ambientes — público e privado — e que cada vez mais mulheres saibam usá-lo”.

O gesto em três passos

  • 1)Palma da mão aberta, voltada para fora;
  • 2)Polegar fechado como se estivesse fazendo o número 4;
  • 3)Os quatro dedos se fecham cobrindo o polegar.

Conteúdo didático e gratuito

O Protocolo Não se Cale, instaurado em 2023, estabelece diretrizes claras para o acolhimento e suporte às vítimas de assédio, assegurando um atendimento ágil, seguro e eficiente. Em conformidade com a Lei nº 17.621/2023 e os Decretos nº 67.856 e 68.477, profissionais dos setores de entretenimento, lazer e gastronomia devem ser capacitados para reconhecer sinais de socorro e agir prontamente diante de situações suspeitas de assédio.

O curso de capacitação é obrigatório para funcionários de estabelecimentos como bares, restaurantes e casas de eventos, tendo como objetivo orientar os profissionais sobre as formas de identificar e acolher mulheres em situação de violência. A formação é oferecida de forma online e gratuita, com conteúdo didático voltado à prevenção, acolhimento e encaminhamento adequado das vítimas.

Para se inscrever no curso, basta preencher o formulário de inscrição com o nome completo, e-mail, CPF, telefone, data de nascimento, sexo, e responder se está empregado no momento. É individual e leva aproximadamente cinco minutos, no site do Procon-SP (https://www.ead.procon.sp.gov.br/moodle/login/index.php), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da lei em todo o Estado de São Paulo.

Após a conclusão do curso, o certificado oficial é emitido na hora. Além disso, o cartaz do Protocolo Não se Cale deve ser fixado em local de fácil visualização (por exemplo, balcão, caixa) e no interior de todos os banheiros destinados ou disponíveis às mulheres, sejam elas clientes ou funcionárias. O cartaz pode ser impresso gratuitamente no site da SP Mulher: www.mulher.sp.gov.br/sec_mulheres/nao_se_cale.

Fiscalização

A fiscalização dos estabelecimentos quanto à adequação ao Protocolo Não se Cale, de responsabilidade da Fundação Procon-SP, já faz parte das rotinas do órgão de defesa do consumidor em todo o Estado. Na Capital, desde dezembro de 2023 até janeiro de 2025, mais de 2 mil estabelecimentos foram orientados e 236 fiscalizados pelas equipes do Procon-SP. No interior e no litoral, até março deste ano, 1.984 fornecedores orientados em mais de 114 cidades, sendo 123 em 2023 e 1.529 em 2024 e, neste ano, 332. Até o momento, o curso do Protocolo Não se Cale conta com mais de 87 mil inscritos.

São Paulo por Todas

São Paulo Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas do estado para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira exclusivamente disponíveis para elas.

 

 

 




Meu filho caiu na trend: e agora? Perigos da busca por pertencimento entre crianças e adolescentes

 

Com o uso das redes sociais começando cada vez mais cedo, os desafios se tornaram fonte de preocupação para pais, educadores e especialistas. Protagonizando tragédias, as “trends” virtuais se tornam um perigo silencioso, vivido dentro de casa. Izabella Melo, professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), aponta que o risco vai além da exposição a conteúdos impróprios, afetando a formação da identidade, da moralidade e da visão de mundo de crianças e adolescentes.

Embora a internet facilite o contato com pessoas da mesma faixa etária ou com interesses semelhantes, também potencializa riscos físicos, psicológicos e morais. “A web reproduz e, muitas vezes, amplifica dinâmicas de opressão que já existem fora dela, como racismo, misoginia, LGBTfobia e intolerância religiosa. Para crianças e adolescentes de grupos marginalizados, os ambientes digitais são ainda mais violentos. É nesse período que se constrói quem somos e o que entendemos como certo ou errado”, explica Melo.

Segundo a docente do CEUB, a busca por aceitação em um grupo social torna esses públicos mais vulneráveis a trends online. Izabella explica que, ao aceitar um desafio, muitas vezes a criança ou adolescente está, na verdade, tentando garantir seu pertencimento social e evitar a exclusão, mecanismo ainda relacionado ao fenômeno do bullying.

“Existe uma necessidade muito forte de ser aceito. Às vezes, aceitar participar de um desafio é visto como ‘prova de lealdade’. Este grupo incentiva ou silencia diante de comportamentos violentos, já que quem está em volta fará de tudo para não ser o próximo alvo, inclusive se submeter a comportamentos arriscados.”

Proteção, legislação e presença familiar

Na avaliação da psicóloga, o enfrentamento dessa questão exige uma abordagem multissetorial. No campo das políticas públicas, ela sugere a regulamentação mais rigorosa das redes sociais, em consonância com as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Crianças e adolescentes ainda não têm as habilidades cognitivas completamente formadas. O cérebro termina seu desenvolvimento por volta dos 24 ou 25 anos. Até lá, o pensamento é mais concreto e menos capaz de avaliar riscos abstratos”.

No âmbito familiar, a docente do CEUB chama atenção para a necessidade de acompanhamento ativo da vida digital dos filhos. Segundo a psicóloga, é comum entre os pais a liberação do uso irrestrito da internet por falta de tempo, fruto de rotinas sobrecarregadas: “Nestes casos melhorar condições de trabalho, transporte público e segurança financeira das famílias também é uma forma indireta de proteger essas crianças”.

Mais do que proibir o uso do celular e das redes sociais entre crianças e adolescentes, a especialista defende a construção de relações baseadas em diálogo, atividades em família e presença ativa. “A melhor proteção é garantir adultos presentes, atentos e dialogando constantemente. Isso diminui não só o tempo de tela, mas a exposição a conteúdos nocivos”, finaliza a especialista do CEUB.




Beleza de estação: tratamentos ideais para cuidar da pele no outono

 

 

Com os dias mais curtos, a radiação UV menos intensa e a intenção natural de cobrir mais a pele com roupas, o outono se torna ideal para tratamentos que demandam proteção solar e um período de recuperação. Em 2025, as tendências estéticas para a estação trazem uma combinação de tecnologias avançadas e abordagens personalizadas, garantindo resultados naturais e duradouros.

Pensando nisso,  Gisele Costa, especialista técnica de Estética e Cosmetologia da Eh Medical — empresa referência na distribuição de tecnologia para saúde e estética — comenta os 5 procedimentos must-have da temporada. Confira:

Luz pulsada para rejuvenescimento e uniformização 

A luz pulsada é um tratamento versátil que utiliza flashes de luz para tratar diversas imperfeições da pele, como manchas, vasinhos dilatados e sinais de envelhecimento. O procedimento é feito com um aparelho que emite diferentes comprimentos de onda, atingindo as camadas mais profundas da pele sem danificar a superfície. Ele estimula a produção de colágeno, promovendo um efeito de rejuvenescimento natural e uniformizando o tom do tecido.

“A luz pulsada é um dos tratamentos mais procurados no outono, por aliar eficiência e segurança. Com a tecnologia atual, os resultados são visíveis já nas primeiras sessões, e a estação é perfeita para evitar complicações relacionadas ao sol, como hiperpigmentação, garantindo resultados mais eficazes e seguros”, comenta Gisele.

Peeling ultrassônico para limpeza profunda e renovação celular 

Esse é um procedimento não invasivo que utiliza ondas sonoras de alta frequência para realizar uma limpeza profunda da pele, removendo células mortas, impurezas e resíduos de poluição. Ele também estimula a renovação celular, deixando a pele mais luminosa e suave, combatendo o ressecamento típico da estação. O tratamento é indolor e não requer tempo de recuperação, sendo ideal para quem deseja uma pele revitalizada sem precisar de cuidados após o procedimento.

Endolaser para redução de gordura localizada  

Sendo mais um procedimento minimamente invasivo, o endolaser utiliza laser para derreter gordura localizada e estimular a produção de colágeno, promovendo o firmamento da pele e diminuindo a flacidez. O laser é aplicado por meio de uma fina cânula inserida sob a pele, garantindo precisão e segurança. O tratamento pode ser realizado em áreas como abdômen, coxas e braços, e não requer cortes ou pontos.

“O endolaser é uma das tecnologias mais avançadas para redução de gordura e tratamento de flacidez. Nessa época do ano ele se torna ainda mais eficaz, pois o corpo está naturalmente mais protegido do sol, o que é essencial para uma recuperação tranquila”, explica a especialista.

Radiofrequência para firmamento e estímulo de colágeno 

A radiofrequência utiliza ondas eletromagnéticas para aquecer as camadas profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e promovendo o firmamento e o rejuvenescimento facial e corporal. O procedimento é indolor e não invasivo, podendo ser feito em áreas como rosto, pescoço, colo e braços, reduzindo a gordura localizada, tratando a flacidez e melhorando a elasticidade da pele.

A técnica é especialmente indicada em estações frias porque é quando a pele tende a ficar mais ressecada e flácida; dessa forma, o tratamento já ajuda a combater esses efeitos.

Microagulhamento para rejuvenescimento e tratamento de cicatrizes

Esse tratamento utiliza um dispositivo com microagulhas para criar pequenas perfurações na pele, estimulando a produção de colágeno e elastina. Ele é indicado para tratar cicatrizes de acne, rugas finas, estrias e poros dilatados, além de promover uma melhora geral na textura e na firmeza da pele. Para potencializar resultados, pode ser combinado com ativos como ácido hialurônico ou vitaminas.

“O microagulhamento é um dos procedimentos mais versáteis da estética moderna. Ele é ideal para as baixas temperaturas, visto que a menor exposição ao sol facilita a recuperação da pele, reduzindo o risco de manchas e garantindo resultados mais uniformes”, conclui Gisele.

Eh Medical 

A Eh Medical é uma distribuidora de produtos e equipamentos de tecnologia para profissionais de saúde e estética. A empresa oferece um atendimento com consultoria personalizada, além de treinamento e educação continuada para profissionais  da área. Fundada em 2013 no Rio de Janeiro, conta com produtos de marcas renomadas como a Medical San, Ibramed, HTM, KLD, Bioset, Smart GR e Bel Col.




Imesc inova com Teleperícia e moderniza avaliações médicas judiciais em SP

 

 

São Paulo, abril de 2025 – O Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado, deu um passo decisivo na modernização das perícias médicas judiciais com a adoção da Teleperícia. A tecnologia já foi utilizada em mais de 50 avaliações e tem se mostrado eficaz ao agilizar os trâmites judiciais, reduzir custos operacionais e garantir maior eficiência nos atendimentos.

Aplicada inicialmente em casos de cessação de periculosidade, a Teleperícia otimiza os processos sem abrir mão do rigor técnico exigido pela Justiça. “A Teleperícia representa um marco na modernização das perícias médicas no Estado de São Paulo. Estamos utilizando tecnologia de ponta para transformar o atendimento pericial”, afirma o superintendente do Imesc, Alexandre Silveira Pessôa.

O modelo adotado envolve dois médicos peritos atuando simultaneamente: um presente fisicamente no local da avaliação e outro conectado de forma remota a partir da sede do Imesc. O perito presencial acompanha o exame clínico, enquanto o remoto conduz a entrevista e contribui com a análise técnica.

A estrutura utilizada conta com quatro câmeras de monitoramento, incluindo uma com visão 360 graus, e o uso de um formulário padronizado, preenchido por ambos os peritos, garantindo maior uniformidade, precisão e transparência nos laudos. “Nesta fase, estamos comparando os escores fornecidos pelos dois peritos. O objetivo é avaliar a viabilidade de realizar, futuramente, a perícia de forma totalmente remota”, explica o diretor médico do Imesc, Dr. Luiz Felipe Rigonatti.

A Teleperícia já foi aplicada em mutirões realizados em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo, abrangendo diversas Regiões Administrativas Judiciárias (RAJs) e beneficiando cidades como Bauru, Registro, Guarulhos, Campinas, Marília e Assis.

Marco interinstitucional

Em fevereiro de 2025, o Imesc oficializou a implantação da Teleperícia com a assinatura do Termo de Provimento de Telemedicina, em ato conjunto com o secretário da Justiça e Cidadania, Fábio Prieto, e representantes da Corregedoria Geral da Justiça, Procuradoria Geral de Justiça, Secretaria de Administração Penitenciária, Defensoria Pública do Estado, OAB-SP e Tribunal de Justiça de São Paulo.

De acordo com o médico perito Dr. Ângelo Vattino, a Teleperícia pode ser adotada em situações específicas, desde que siga as diretrizes do Conselho Federal de Medicina. “O modelo apresentado pelo Imesc é promissor. Desde que respeite as normas médicas, não há impedimentos para sua implementação”, destacou.

Com essa iniciativa, o Imesc reafirma seu compromisso com a inovação, a ampliação do acesso à Justiça e o uso inteligente da tecnologia em prol da sociedade.




A PÁSCOA CONTINUA!

 

Quando pensamos o tempo para além do relógio e do calendário, descobrimos coisas maravilhosas no âmbito da vida e da fé. E, isso pode mudar não só a vertente dos nossos pensamentos, mas, o conceito das coisas, a visão e a mentalidade que temos sobre tudo.

Estamos, no tempo pascal!

Estamos com o cheiro e o gosto da páscoa-da-ressurreição de Jesus na boca e no coração. Ainda ecoam em nós as palavras, os gestos e os símbolos litúrgicos das celebrações que pudemos participar no final de semana dos dias 19 e 20 de abril. Estamos na oitava da páscoa até sábado, dia 26 de abril.

Mas, afinal, o que vem a ser oitava da páscoa?

A oitava da páscoa, na liturgia, é o tempo que não se mede com as horas e nem com os dias; é o tempo vivido e celebrado dentro de uma perspectiva de Kairós; dentro de um tempo oportuno que gira em torno de um único fato: a ressurreição de Jesus.

A oitava da páscoa, é uma semana como se fosse um dia. Porque, para Deus: “Um dia é como mil anos e mil anos são como um dia”. (2Pd 3,8).

O significado de uma “oitava” não é puramente ritual mas, antropo-cosmológica. Quer dizer atinge o homem e o cosmo. O tempo, de certa formra, “pára”, cessa o seu movimento para permitir que o mundo contemple a ação daquele que é o Senhor do Tempo: todas as horas desta semana terão como referencial “aquela madrugada”; todos os dias da semana terão como referencial o “primeiro dia da semana”, o domingo.

Por conseguinte, os homens “param” para experimentarem o inaudito tesouro do Eterno Pai. Pois Deus diz na Escritura: “Eu escutei você no tempo favorável, e no dia da salvação vim em seu auxílio. É agora o momento favorável. É agora o dia da salvação” (2Cor 6,2).

A oitava da páscoa é, na liturgia, o prolongamento dos efeitos da ação de Deus para além daquilo que o tempo e as horas marcam e com mais precisão do que aquilo que a história registra. A oitava da páscoa é um olhar mais demorado para o bem que Deus nos tem dado. A oitava da páscoa é a chance dada aos que “chegaram” atrasados e não puderam “ver” e experimentar no dia da páscoa a ressurreição de Jesus.  A oitava da páscoa é a memória prolongada da libertação primordial.

Que tal você parar, também, para contemplar este tempo da morte e ressurreição de Jesus que, é a boa nova para o seu dia e, para a sua vida!?

Vamos à Palavra de Deus!

“No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. Encontraram a pedra do túmulo removida. Mas ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus, e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens, com roupas brilhantes, pararam perto delas. Cheias de medo, elas olhavam para o chão. No entanto, os dois homens disseram: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo?  Ele não está aqui! Ressuscitou! Lembrem-se de como ele falou, quando ainda estava na Galiléia: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado, e ressuscitar no terceiro dia’. Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus.  Voltaram do túmulo, e anunciaram tudo isso aos Onze, bem como a todos os outros. Eram Maria Madalena, Joana, e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos” (Lc 24,1-10).

É preciso parar!

Mas, se por ventura, a pressa não lhe permite parar, aprenda a esperar… se a correria faz as horas se tornarem escassas, aprenda a priorizar… se as muitas escolhas lhe enchem de dúvidas, aprenda a discernir… se a ansiedade faz a dedicação se cansar, aprenda a consagrar os tempos e os momentos porque, “debaixo do céu há momento para tudo, e tempo certo para cada coisa (…) tudo o que Ele (Deus) fez é apropriado para cada tempo. Também colocou o senso da eternidade no coração do homem, mas sem que o homem possa compreender a obra que Deus realiza do começo até o fim. (…) Tudo o que Deus fez dura para sempre. (Ecle 3,1.11.14).

Aproveite este tempo da graça!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




A influência das mídias digitais na saúde mental dos adolescentes: reflexões a partir da série ‘Adolescência’

 

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, nas quais os jovens buscam compreender a própria identidade e estabelecer conexões significativas com o mundo ao seu redor. Em tempos modernos, as mídias digitais desempenham um papel central nesse processo, oferecendo tanto oportunidades quanto riscos ao desenvolvimento psíquico e social. Para muitos adolescentes, as redes sociais não são apenas um espaço de convivência, mas um refúgio emocional e uma plataforma para construir e expressar suas identidades. É nesse contexto que surge um delicado paradoxo: ao mesmo tempo em que as mídias digitais proporcionam um espaço para expressão e conexão, também podem desencadear processos de isolamento, radicalização e prejuízos à saúde mental.

A série da Netflix ‘Adolescência’ provoca uma reflexão contundente sobre os impactos da radicalização e do uso problemático das redes sociais entre jovens. Para entender melhor esse processo, podemos nos basear no livro ‘Handbook of Adolescent Digital Media Use and Mental Health’, organizado por Nesi, Telzer e Prinstein (2022), que apresenta uma análise teórica aprofundada sobre como as plataformas digitais podem influenciar a saúde mental dos adolescentes. A convergência entre a ficção e a realidade evidencia como os adolescentes podem ser tragados por dinâmicas digitais que moldam identidades frágeis e em formação.

O livro explora como as mídias digitais influenciam a formação identitária por meio de processos psicológicos fundamentais: introspecção, narrativa pessoal e diálogo. A introspecção, que deveria ser um exercício de autoconhecimento, torna-se nas redes sociais, muitas vezes, um ciclo de ruminação e reforço de pensamentos negativos, especialmente quando realizada em espaços digitais permeados por discursos extremistas. Fóruns radicais e comunidades fechadas reforçam preconceitos e ampliam sentimentos de revolta e inadequação, validando percepções distorcidas e intensificando emoções negativas. A narrativa pessoal, por sua vez, envolve a construção de histórias que representam a forma como os jovens se percebem e se apresentam ao mundo. Contudo, quando essa expressão depende excessivamente de curtidas, comentários e validações digitais, há o risco de consolidar identidades frágeis e suscetíveis à manipulação externa. O diálogo digital é um espaço para o confronto de ideias e a construção de perspectivas diversas. No entanto, muitas vezes ele se transforma em bolhas de opinião e câmaras de eco que reforçam convicções perigosas, reduzindo a capacidade de empatia e comprometendo o desenvolvimento saudável da identidade.

A série ‘Adolescência’ traz à tona a jornada de Jamie Miller, um adolescente que, ao enfrentar o isolamento social e o bullying, busca refúgio nas redes digitais. No entanto, em vez de encontrar suporte, ele se depara com conteúdos que reforçam uma masculinidade tóxica e discursos de ódio, levando-o a um processo de radicalização. Uma cena mostra Jamie criando um diário digital onde compartilha pensamentos sombrios, expressando sua frustração e seu desejo de aceitação. A presença constante de mensagens extremistas distorce sua capacidade de reflexão crítica e alimenta um senso de injustiça e ressentimento. A criação de vídeos e textos em fóruns radicais reforça uma identidade negativa e fortalece um ciclo de ódio e isolamento, enquanto o contato com colegas e amigos se torna cada vez mais distante e conflituoso.

Esse processo reflete diretamente as teorias discutidas no livro, mostrando como o diálogo digital, quando restrito a bolhas de opinião, se converte em um ambiente de eco que reforça convicções perigosas e limita a empatia. O ambiente digital se torna um terreno fértil para a radicalização, onde as emoções são manipuladas por discursos polarizados e narrativas agressivas. No entanto, a realidade mostrada na série não é apenas um alerta sobre os perigos das mídias digitais, mas também uma reflexão sobre a falta de apoio emocional e intervenções adequadas que poderiam ter evitado o aprofundamento do sofrimento de Jamie, tanto em casa, quanto na escola e nos lugares da comunidade frequentado pelo jovem.

Para profissionais da saúde mental, pediatras e educadores, a análise conjunta da série e do livro evidencia a urgência de criar estratégias que favoreçam o uso responsável das mídias digitais pelos adolescentes. Isso inclui fomentar discussões abertas com jovens e suas famílias sobre os riscos e as armadilhas emocionais das redes sociais, incentivando práticas que valorizem a autenticidade e o senso crítico. Também é fundamental compreender os sinais de isolamento e comportamentos radicais como possíveis manifestações de um processo de vulnerabilidade emocional agravada pelas interações digitais.

Assim, somos todos desafiados a repensarmos o papel das mídias digitais na vida dos adolescentes, enfatizando que a tecnologia, em si, não é um vilão ou uma solução mágica, mas um recurso que precisa ser compreendido e manejado com cautela. Para mitigar os danos e potencializar os benefícios, é essencial que educadores, pais e profissionais de saúde promovam o diálogo aberto, a escuta ativa e o apoio emocional, para que as experiências digitais possam ser aproveitadas de maneira positiva e segura.

Texto produzido pela pediatra Bianca Seixas Soares Sgambatti, do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

(Foto: internet).




Como a suplementação, tecnologia e exercícios podem ser grandes aliados para a saúde articular

O uso de suplementos no tratamento de doenças articulares tem mostrado resultados promissores. A creatina, por exemplo, tem benefícios no fortalecimento muscular e, de forma indireta, pode proporcionar alívio da dor articular. No entanto, além da suplementação, novas abordagens, como o uso de tecnologias e a prática de exercícios específicos, também se destacam como aliados poderosos na gestão dessas condições.

Segundo a Dra. Fernanda Rodrigues, “o avanço no tratamento das doenças articulares vai além da simples medicação. Hoje, contamos com um conjunto de estratégias, como a suplementação, os exercícios e o monitoramento por tecnologias, para proporcionar aos pacientes uma melhora significativa na qualidade de vida.”

O avanço das terapias para doenças articulares tem sido um dos maiores focos da medicina nas últimas décadas. Com o aumento da prevalência de condições como osteoartrite e artrite reumatoide, é crucial buscar alternativas que melhorem a qualidade de vida dos pacientes, aliviando a dor e preservando as funções articulares. Dentre as estratégias inovadoras, o uso de suplementos alimentares, incluindo a creatina, tem mostrado benefícios no tratamento dessas condições. A creatina, amplamente utilizada por atletas e praticantes de musculação, atua no aumento da força muscular e melhora do desempenho físico. Recentemente, pesquisas sugerem que ela pode ser útil para pacientes com doenças articulares, como osteoartrite e artrite reumatoide, ajudando no fortalecimento muscular e no controle da função articular. No entanto, os mecanismos envolvidos e as implicações clínicas mais amplas desses efeitos ainda necessitam de maior esclarecimento por meio de ensaios clínicos bem delineados.

A Dra. Fernanda Rodrigues explica: “A creatina é muito mais do que um suplemento para ganho de massa muscular em atletas. Para pacientes com doenças articulares, ela pode ser uma aliada importante na melhora da função muscular e redução da dor nas articulações, fatores essenciais para o bem-estar de quem sofre com condições como a artrite reumatoide.”

Além da creatina, muitos outros suplementos estão sendo estudados por seus efeitos na saúde articular, como glucosamina, condroitina, ácidos graxos ômega-3 e vitamina D. Embora os resultados ainda sejam incertos, novos dados sobre sua eficácia podem surgir em breve. A suplementação deve ser feita de maneira individualizada e sempre acompanhada por um profissional de saúde, para garantir que o tratamento seja eficaz e seguro para cada paciente.

Nos últimos anos, a tecnologia se consolidou como uma importante aliada no cuidado com a saúde articular, especialmente no monitoramento e personalização do tratamento. Dispositivos vestíveis, como relógios e pulseiras inteligentes, têm revolucionado o acompanhamento da saúde dos pacientes. Estes dispositivos fornecem dados valiosos sobre a atividade física, frequência cardíaca, padrões de sono e até níveis de glicose e hidratação, permitindo um acompanhamento detalhado da saúde do paciente. “Esses dispositivos não apenas ajudam os pacientes a monitorarem sua saúde, mas também permitem detectar possíveis exacerbações das condições articulares de forma precoce”, comenta a Dra. Fernanda. “A detecção antecipada de mudanças nos padrões de saúde pode resultar em intervenções mais eficazes, evitando o agravamento da doença e lesões articulares irreversíveis.”

No entanto, é importante lembrar que o monitoramento constante pode gerar ansiedade em alguns pacientes, especialmente quando os dados não são claros ou indicam variações inesperadas. Por isso, a recomendação do uso de wearables deve ser individualizada, levando em conta o perfil psicológico e as necessidades específicas de cada paciente. “Embora a tecnologia seja extremamente útil, ela deve ser usada de forma equilibrada, para não causar estresse adicional nos pacientes”, alerta Dra. Fernanda.

A prática regular de atividades físicas também desempenha um papel crucial na saúde articular. A reumatologia evoluiu significativamente, reconhecendo que o repouso excessivo não é mais a abordagem ideal no tratamento das doenças articulares. A prática de exercícios, como o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), tem se mostrado eficaz na melhoria da função musculoesquelética, flexibilidade e resistência muscular, componentes essenciais no manejo das doenças articulares. A Dra. Fernanda ressalta: “Os exercícios são fundamentais para o fortalecimento da musculatura e a manutenção da função das articulações. A adaptação dos treinos ao perfil de cada paciente é essencial para garantir que os exercícios tragam benefícios sem causar danos.”

O HIIT, que alterna períodos curtos de esforço intenso e períodos de recuperação, pode trazer benefícios significativos para pacientes com doenças reumáticas, desde que adaptado às limitações articulares e ao risco cardiovascular do paciente. O HIIT aquático, por exemplo, oferece maior segurança e conforto, pois a resistência e a flutuabilidade da água reduzem o impacto sobre as articulações. “O HIIT aquático é uma excelente alternativa, pois permite que o paciente melhore sua força e resistência sem sobrecarregar as articulações comprometidas”, afirma Dra. Fernanda.

Além disso, atividades de baixo impacto, como bicicletas estacionárias, esteiras e máquinas elípticas, são excelentes alternativas para pacientes com articulações comprometidas. O importante é que os exercícios sejam supervisionados e personalizados para evitar sobrecarga nas articulações, garantindo a eficácia do tratamento.

A combinação de suplementação adequada, como a creatina, com um programa de exercícios físicos bem orientado, pode oferecer grandes benefícios no tratamento de doenças articulares. A creatina fortalece a musculatura, ajudando a reduzir a dor e melhorar a mobilidade articular, enquanto os exercícios auxiliam na melhoria da resistência e flexibilidade, sem sobrecarregar as articulações. Além disso, o uso de tecnologias de monitoramento permite que o tratamento seja ajustado de forma mais precisa e eficaz.

A Dra. Fernanda Rodrigues enfatiza que o acompanhamento médico contínuo é essencial para garantir que os tratamentos sejam ajustados conforme as necessidades individuais de cada paciente. “A abordagem integrativa, que combina suplementos, exercícios e tecnologias, é uma estratégia promissora para melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças articulares, proporcionando alívio da dor, melhora da funcionalidade e controle da progressão das condições articulares.”

Sobre a SPR

A Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR), fundada em 1953, é uma associação civil científica de direito privado e sem fins lucrativos, dedicada a representar os reumatologistas do Estado de São Paulo. Com o objetivo de promover os avanços científicos da Reumatologia, a SPR atua ativamente na atualização de profissionais da saúde e no compartilhamento de novas descobertas com o público. A sociedade possui sede própria e é afiliada à Associação Paulista de Medicina e à Sociedade Brasileira de Reumatologia / Associação Médica Brasileira.




Santuário do Pai das Misericórdias terá momentos de oração pelo falecimento do Papa Francisco

No Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), todas as missas (12h, 15h30 e 18h30) desta segunda-feira, 21 de abril de 2025, além do Terço da Misericórdia, às 15h, e do Terço Mariano, às 18h, são na intenção do Papa Francisco, que voltou para os braços do Pai no dia de hoje.
Ao lado do altar, está exposta uma foto de Francisco. Os fiéis que visitarem o Santuário do Pai das Misericórdias neste feriado, também poderão fazer seu momento de oração pela alma do Sumo Pontífice.