São Paulo registra 45 pedidos diários de proteção à criança e ao adolescente

 

São Paulo contabilizou 13.734 novos processos relacionados à aplicação de medidas de proteção à criança e ao adolescente entre janeiro e outubro de 2024. É o que aponta levantamento inédito com base no BI (Business Intelligence) do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por meio da consolidação dos dados e da verificação dos assuntos presentes nas tabelas de gestão processual do órgão. Esse número representa uma média de quarenta e cinco processos ajuizados por dia no estado.

Houve uma redução de 6,7%, em 2023 o estado registrou 14.792 novos processos no mesmo período.

O Brasil registrou, ao todo, 63.443 novas ações judiciais sobre o tema entre janeiro e outubro deste ano. Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais lideram o volume de casos. Em São Paulo, foram contabilizados 13.734 processos no período, com uma média de 45 novas ações por dia. Já no Rio Grande do Sul, foram 7.597 ações, uma média de 25 processos diários. Em terceiro lugar, Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 4.656 casos e uma média de 15 ações por dia.

As ações judiciais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes têm como objetivo garantir seus direitos em situações de vulnerabilidade, como negligência, violência física ou psicológica e outras formas de violação. Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), essas medidas buscam assegurar a proteção integral e incluem iniciativas previstas no artigo 101, como o encaminhamento para a família substituta ou acolhimento institucional, essenciais para promover a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes em situação de risco.

Luiz Vasconcelos Jr, especialista em Direito da Família do VLV Advogados, explica que “quando a gente fala em matéria de medidas de proteção para criança ou adolescente, analisando o artigo 101 do Estatuto da Criança ou Adolescente, a gente vai ter uma série de atitudes que podem ser tomadas pelo poder público para poder auxiliar uma criança ou adolescente que se encontre em situação de vulnerabilidade”.

Essas atitudes incluem desde o encaminhamento dos pais ou responsáveis, passando por orientações e apoio para a família, até programas de apoio e promoção da família, e até mesmo o acolhimento institucional ou a colocação em uma família substituta, quando necessário.

“Podemos citar também o encaminhamento do pai ou do responsável em uma legião de termos de responsabilidade, além de orientação e apoio para a família, matrícula e frequência em estabelecimento de ensino fundamental, envio para programas de apoio e promoção da família, requisição de tratamento médico ou psicológico, inclusão em programas sociais, ou até mesmo em um acolhimento institucional, um acolhimento familiar e, em medidas mais graves, até mesmo a colocação em família substituta”, ressalta o especialista.

Já de acordo com a Mayra Sampaio, advogada de família do Mayra Sampaio Advocacia e Consultoria Jurídica, as medidas são aplicáveis nos casos em que os direitos da criança ou adolescente forem ameaçados ou violados devido à ação ou omissão da sociedade, do Estado ou dos pais ou responsáveis. Ela explica que a escolha das medidas se baseia na necessidade pedagógica e deve ser sempre voltada para o melhor interesse da criança. “E a reintegração familiar, que por exemplo, só ocorre quando os familiares conseguem reverter as circunstâncias que levaram à aplicação das medidas de proteção”, acrescenta.

A advogada também destaca os desafios na implementação eficaz dessas medidas. “Há uma precariedade no investimento de políticas públicas para evitar que a criança ou o adolescente tenham sua dignidade, saúde e segurança atingidas. Não fosse só isso, até mesmo o judiciário falha na implementação dessas medidas. Muitas vezes, a criança não deve ficar com os pais, há todo um histórico de abuso, mas ainda assim, há muita resistência na destituição do poder familiar”, explica.

Caminho pela frente

Os especialistas apontam que o ECA traz garantias à criança e ao adolescente, mas ainda há o desafio de que elas realmente sejam efetivadas na maior parte dos casos. O principal desafio no Brasil é a falta de aparato estatal em meio à realidade das regiões mais periféricas e as dificuldades em alcançar as crianças que mais precisam. “Então, imagina que no Brasil já tem catalogado ali cerca de 100 mil crianças que vivem em situação de rua, que é uma situação de vulnerabilidade extrema”, aponta o advogado Luiz Vasconcelos Jr. “Só que além disso, a gente tem uma linha de pobreza muito grande. Então, em regiões mais periféricas, de grandes centros, ou mesmo em cidades pequenas, a gente vai ter muitas crianças que não vão ter acesso ao básico”, afirma.

Outro ponto ainda é que o Estado enfrenta desafios não só em termos de recursos, mas também em termos de visibilidade da situação de vulnerabilidade das crianças. “E muitas vezes o vizinho não denuncia, o tio não denuncia, as pessoas sabem da situação, mas preferem não se envolver. Em alguns casos, se tornam bastante graves. Mas a partir do momento que é cientificado, que se verifica a existência dessa situação, então a gente vai ter ali um conselho tutelar, por exemplo, que pode ser acionado”, finaliza.

(Foto: Valter Campanato)

 




Diocese de Assis

 

Em cada um de nós existe sempre uma inquietação em relação às coisas, às pessoas, aos acontecimentos, ao futuro, às decisões, às escolhas… em relação a tudo. Essa inquietude seria boa se não fosse a ‘bendita’ ansiedade que transforma tudo em insegurança, medo, inconstância e, por vezes, desespero.

A inquietude seria um dom se não fosse a culpa.

A inquietude seria uma motivação se não fossem as cobranças.

A inquietude seria um poder se não fosse o imediatismo.

A inquietude seria uma luz se não fosse o pessimismo.

A inquietude humana está adoecida de um mal chamado impaciência. Assim, ao invés de inquietas, as pessoas estão irrequietas (irrequieto significa: que nunca está sossegado; que não pára nunca; buliçoso; turbulento).

Dias atrás, ao fazer minhas orações com a liturgia das horas, encontrei um artigo que gostaria de compartilhar com você, amigo leitor. Espero que traga luzes para você, como trouxe para mim.

 

ESPERAMOS O QUE NÃO VEMOS

(Do Tratado sobre o bem da paciência, de São Cipriano, bispo e mártir)

 

“É este o preceito salvífico de nosso Senhor e Mestre: ‘Quem perseverar até o fim, será salvo’ (Mt 10,22). E ainda: ‘Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’ (Jo 8,31-32).

É preciso ter paciência e perseverar, irmãos caríssimos, para que, tendo sido introduzidos na esperança da verdade e da liberdade, possamos chegar à verdade e à liberdade. O fato de sermos cristãos exige que tenhamos fé e esperança, mas a paciência é necessária para que elas possam dar seus frutos.

Nós não buscamos a glória presente, mas a futura, como também ensina o Apóstolo Paulo: ‘Já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que se vê, como pode alguém esperar o que já vê? Mas se esperamos o que não vemos, é porque o estamos aguardando mediante a perseverança’ (Rm 8,24-25). A esperança e a paciência são necessárias para levarmos a bom termo o que começamos a ser e para conseguirmos aquilo que, tendo-nos sido apresentado por Deus, esperamos e acreditamos.

Noutro lugar, o mesmo Apóstolo ensina os justos, os que praticam o bem e os que acumulam para si tesouros no céu, na esperança da felicidade eterna, a serem também pacientes, dizendo: ‘Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, principalmente aos irmãos na fé. Não desanimemos de fazer o bem, pois no tempo devido haveremos de colher, sem desânimo’ (G1 6,9-10).

Ele recomenda a todos que não deixem de fazer o bem por falta de paciência; que ninguém, vencido ou desanimado pelas tentações, desista no meio do caminho do mérito e da glória, e venha a perder as boas obras já feitas, por não ter levado até o fim o que começou.

Finalmente, o Apóstolo, ao falar da caridade, une a ela a tolerância e a paciência. ‘A caridade’, diz ele, ‘é paciente, é benigna, não é invejosa, não se ensoberbece, não se encoleriza, não suspeita mal, tudo ama, tudo crê, tudo espera, tudo suporta’ (lCor 13,4-5). Ensina-nos, portanto, que só a caridade pode permanecer, porque é capaz de tudo suportar.

E noutra passagem diz: ‘Suportai-vos uns aos outros com amor, aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz’ (Ef  4,2-3). Provou deste modo que só é possível conservar a união e a paz quando os irmãos se suportam mutuamente e guardam, mediante a paciência, o vínculo da concórdia”.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Com a chegada das férias, parquinhos são opção de lazer para crianças, mas pais precisam atentar a fatores de segurança

 

 

São Paulo, dezembro de 2024 – Mesmo na era digital, em que as crianças ficam mais tempo dentro de casa e são atraídos, cada vez mais cedo, para a frente das telas dos smartphones, os parques infantis seguem sendo locais fundamentais para a sociabilização e para o desenvolvimento físico, motor e sensorial dos mais jovens, além, é claro, de proporcionarem alegria e diversão.

No período de férias, que se inicia no mês de dezembro, esses espaços públicos costumam ficar mais cheios. E é nesse momento que pais e cuidadores devem ficar alertas para os riscos de acidentes, alguns dos quais graves, sobretudo aqueles envolvendo quedas.

Uma pesquisa da Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, publicada neste ano, mostrou que ocorrências de acidentes com crianças de 10 a 14 anos envolvendo queda aumentaram 10,33% entre 2022 e 2023. O estudo ainda indicou que esses casos concentraram 45% do total das hospitalizações por acidentes envolvendo crianças e adolescentes no período.

“Um parquinho seguro é, inicialmente, aquele que foi instalado em conformidade com os regulamentos, bem como diretrizes estabelecidas por especialistas, como é o caso da Norma Técnica 16.071 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”, afirma Erika Tonelli, especialista em Entornos Seguros e Protetores da Aldeias Infantis SOS. No entanto, ela lembra que grande parte desses equipamentos públicos não está de acordo com as regras básicas para seu pleno funcionamento, enquanto outros não passam por manutenção periódica.

“É por isso que os adultos responsáveis pelas crianças devem fazer um checklist completo do parquinho para evitar a exposição ao risco. Eu recomendo que eles atentem à faixa etária indicada para cada brinquedo, o estado de conservação dos equipamentos e dos pisos anti-impacto, como o próprio gramado do parque, além, é claro, de permanecerem atentos ao movimento das crianças, orientando, mesmo à distância, a forma como brincam e interagem com os outros jovens”, destaca Erika.

A especialista ressalta, no entanto, que esses pequenos cuidados não devem constranger as crianças, colocando os adultos em uma posição superprotetora, de tal modo que elas tenham a total liberdade de interagir com a área de lazer.

“O importante é que os pais e outros responsáveis não percam o hábito de tirar as crianças do ambiente de casa, por algumas horas do dia, para levá-las para brincar ao ar livre com outras crianças. O contato com brinquedos com diferentes texturas, tamanhos e formas oferece estímulos diversificados para o desenvolvimento espacial e sensorial da criança, e a interação com outros jovens contribui para formar pessoas mais afetivas e abertas para o convívio em sociedade”, afirma Erika.

Correr perigo 

Recentemente, a imprensa internacional noticiou que um novo modelo de parquinhos virou tendência na Europa. São parques infantis propositalmente perigosos, concebidos para meninos e meninas desenvolverem noções de perigo e competências de risco.

Os defensores desse tipo de parquinho alegam que crianças precisam ser desafiadas para aprender a lidar com riscos. No entanto, segunda a especialista da Aldeias Infantis SOS, quem tem menos de 10 anos tem poucas condições de gerenciamento de risco por conta própria.

“Os brinquedos podem ser seguros, de acordo com a faixa etária, e, ao mesmo tempo, apoiarem o desenvolvimento de competências de risco, como no caso de escorregadores e brinquedos com cordas e escadas. Brinquedos seguros não são sinônimos de superproteção e não é preciso correr riscos reais para aprender a se defender”, esclarece Erika.

No entanto, a especialista pondera que os gestores públicos podem tirar lições a partir do estudo da arquitetura e dos serviços de zeladoria dos parques infantis europeus.

“Em muitos parques europeus, há placas com a indicação das faixas etárias, telefone do serviço de emergência e endereço da unidade de saúde mais próxima. Em geral, estão localizados em áreas cercadas e com portões, e possuem espaços para brincadeiras livres ou práticas esportivas. Além disso, são muito bem conservados, limpos, e tem uma variedade de brinquedos interessantes. Creio que temos muito a aprender com eles nos quesitos limpeza e conservação”, conclui.




Pets no verão: Especialista ensina como manter o bem-estar e cuidar da saúde dos animais em dias mais quentes

 

 

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, a saúde dos pets merece atenção redobrada. Isso porque os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, enquanto os gatos utilizam a saliva e o grooming, ou seja, o ato de se lamber. No entanto, quando o calor é extremo, esses mecanismos podem ser insuficientes, levando a problemas como a hipertermia, quando a temperatura corporal sobe geralmente acima de 40°C, o que pode levar à falência de órgãos se não tratada rapidamente.

Para Catia Massari, docente no Centro Universitário Facens – referência nacional em metodologias inovadoras de educação nas áreas de engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde –, há alguns sinais de que o animal pode estar sofrendo com o calor: respiração acelerada, língua e gengivas arroxeadas, salivação excessiva, letargia e, em casos mais graves, desmaios ou vômitos. “A prevenção passa por medidas simples, como manter água fresca, um ambiente confortável, com sombra e ventilado e evitar passeios nos horários de pico de calor. Além disso, nunca deixe seu pet sozinho dentro de carros, mesmo com janelas abertas, eles podem aquecer rapidamente, causando um golpe de calor fatal”, diz.

Cães e gatos também podem sofrer queimaduras nas patas ao caminhar em superfícies como asfalto ou areia. “O contato direto dos coxins palmares e plantares com essas superfícies pode causar lesões dolorosas, por isso, deve-se evitar sair em horários mais quentes do dia.”, orienta a especialista.

Algumas raças, devido às suas características físicas, são mais vulneráveis ao calor. A veterinária aponta cães e gatos braquicéfalos, que possuem vias respiratórias estreitas que dificultam a respiração e regulação da temperatura, como Bulldog Francês, Pug, Persa e Exotic Shorthair. Raças de pelagem densa, como Husky Siberiano e Chow Chow ou os felinos Maine Coon e Ragdoll. Além de cães maiores, como Dog Alemão e São Bernardo, que têm mais massa corporal e podem aquecer rapidamente. Entre os gatos, a raça Sphynx, conhecida popularmente por ser uma raça pelada, também pode sofrer mais.

Para estimular o consumo de água, Catia recomenda a utilização de fontes de água corrente para o gato ou colocar gelo, no caso dos cães, além de petiscos refrescantes, como pedaços de frutas seguras, como melancia e maçã, em pequenas porções. Oferecer alimentos úmidos, como sachês ou patês, também é uma boa opção para complementar a hidratação”, explica.

Se, mesmo com os cuidados, o pet apresentar sinais de insolação ou desidratação, é importante agir rapidamente. “Leve o animal para um local fresco e ofereça água. Também é possível resfriar o pet gradualmente com compressas de água fria para ajudar a estabilizar a situação até que o atendimento veterinário especializado seja realizado. Insolação e desidratação podem causar danos graves aos órgãos internos. O atendimento rápido por um especialista pode salvar vidas”, conclui.




Santuário do Pai das Misericórdias celebra 10 anos

 

 

O dia 5 de dezembro de 2024 marca os 10 anos da dedicação do Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Uma inspiração divina que nasceu no coração do fundador da Comunidade Canção Nova, padre Jonas Abib (in memorian), e que recebe anualmente mais de 1.5 milhão de fiéis.

Para tornar a data mais especial, a Quinta-feira de Adoração, realizada semanalmente, terá toda sua programação no Santuário, com a missa de abertura às 7h da manhã, presidida pelo  presidente da Comunidade Canção Nova, padre Wagner Ferreira. O arcebispo da Arquidiocese de Campinas (SP), Dom João Inácio Muller, presidirá a missa do meio-dia.

No decorrer da Quinta-feira, haverá duas pregações: a primeira com o vice-reitor do Santuário do Pai das Misericórdias, padre Ricardo Rodolfo, às 9h50 – tema: “Santuário, lugar da ação e da manifestação de Deus!” – e a segunda, com o administrador do Santuário, padre Bruno Costa, às 14h – tema: “Vós sois construção de Deus”.

Dom Benedito Beni, bispo emérito da Diocese de Lorena (SP), a qual pertence o Santuário, presidirá à missa às 16h, e padre Bruno Costa a última celebração eucarística, às 18h30. Em todas as missas deste dia, os sacerdotes abençoarão ícones e capelinhas do Pai das Misericórdias que os fiéis levarem.

O templo é um dos destinos da Região Turística da Fé, que fica no eixo Rio-São Paulo, e devido a sua localização e arquitetura, pode ser visto da Rodovia Presidente Dutra. Outro espaço no Santuário muito procurado pelos peregrinos é o túmulo do padre Jonas, que está aberto para visitação e oração todos os dias, das 7h30 às 20h.




Entrevias orienta ciclistas a pedalarem em segurança

 

Utilizada por muitos como meio de transporte, por outros apenas como esporte e diversão, a bicicleta é uma alternativa econômica, sustentável e faz bem para a saúde, mas trafegar com ela pelas rodovias requer atenção e cuidado redobrado. Atenta a este público, a Entrevias Concessionária de Rodovias traz algumas dicas de segurança e orientações de como os ciclistas devem se comportar quando estiverem em uma rodovia.

 

– Evite a rodovia. Utilize as vias marginais, sempre que possível. Nesses locais, a velocidade dos veículos é menor que na rodovia

 

– Os veículos em rodovia possuem velocidade maior que em vias urbanas, por isso, os ciclistas devem sempre trafegar no mesmo sentido da via e pelo acostamento à direita, nunca sobre a faixa de rolamento.

 

– Seja visto: utilize roupas claras, colete refletivo, faixas refletivas e luzes piscantes vermelhas e brancas. O ciclista na rodovia é um alvo vulnerável. Quanto mais visto for, melhor para a segurança.

 

– Não use fones de ouvido. A atenção deve estar 100% voltada para o deslocamento. O fone pode fazer com que o ciclista se distraia e impedir que ouça algum som que precisa durante a direção defensiva.

  

– Se precisar atravessar de um lado para o outro, nunca faça pela rodovia. Utilize sempre uma passarela.

 

De janeiro a outubro deste ano, foram registrados 15 acidentes envolvendo ciclistas. No mesmo período do ano passado, foram nove, o que representa um aumento de 67%.

“Nós orientamos porque o nosso principal objetivo é proporcionar um deslocamento seguro. Queremos que todos saiam de seus pontos e cheguem até seus destinos sem nenhum transtorno ou problema. A vida de todos que utilizam as nossas rodovias é o que importa para nós”, afirma Ariel Garavine, especialista em Segurança Viária.

 

Emergência

 

Em casos de emergência, os usuários das rodovias podem entrar em contato com a Entrevias pelo número 0800 3000 333 ou pela rede Wi-Fi Entrevias SOS. É possível ainda solicitar apoio nos terminais de autoatendimento em uma das 17 bases operacionais SAUs ao longo do trecho. Equipes de inspeção de tráfego também percorrem as rodovias atentas às ocorrências.




Diocese de Assis

 

Cristão alheio a seu mundo, aos fatos que rodeiam seu dia a dia, aos acontecimentos que permeiam a história, aos sonhos e ambições presentes na vida de todos, não pode se dizer cristão. A vida de fé, antes de tudo, é compromisso com a verdade. E esta emerge dos fatos e acontecimentos, dos sonhos e ambições que constituem a história de todos nós. Por isso a necessidade de vigilância também pede renovação, reposição de energias. Por isso a sintonia com a realidade também nos pede sintonia com Deus, oração. Daí o apelo de Jesus para se respeitar e tentar compreender os sinais dos tempos: vigiai e orai!

O tempo litúrgico nos conduz a uma nova expectativa de vida, através do milagre que se realiza em Belém. Não só aquele de dois mil anos passados, mas igualmente agora, no tempo presente, quando o advento cristão nos propõe renovação, vida nova, esperança redobrada no simbolismo de uma criança que nasce. É hora de refazer os propósitos, retomar projetos e intenções que o cansaço e as desilusões acumuladas deixaram no caminho até aqui. É hora da reformulação dos nossos itinerários de vida. “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida e esse dia não caia de repente sobre vós” (Lc 28,34). Belos conselhos do médico de nossas almas, o evangelista Lucas que tão bem nos reportou a mensagem desse novo tempo. Advento, novos dias, novo ano que há de vir.

Portanto, esse novo ciclo que iniciamos não é e não pode ser somente uma etapa no calendário. A vida é cíclica, mas o propósito do espírito visa a eternidade. Está atento a tudo, aos sinais positivos e negativos que rodeiam nosso dia a dia, às desilusões que marcam o comportamento humano, mas igualmente às suas conquistas mais belas e repletas de humanismo e solidariedade, as duas maiores virtudes presentes no indivíduo desse ser feito “à imagem e semelhança” dum Deus criador. Não importa os erros passados. O que vale são as correções do presente e os acertos futuros. O passado já passou. O futuro? Ah, esse sim, importa!

Então se chega ao desafio final, ao conselho quase apelo que o Mestre nos faz; “Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem” (Lc 28, 36). Melhor traduzindo para os ouvidos moucos: Se você deseja se apresentar de cabeça erguida diante de Deus, precisa estar atento a tudo que vai contra aquilo que acreditamos. É preciso vigilância. É preciso oração. Isso tudo é o mínimo que se espera de quem deposita suas esperanças nas promessas de um novo tempo, uma nova era advinda da estrebaria onde nasceu e se revelou a luz do mundo, o Messias sonhado e esperando por tantas gerações. Para não sermos surpreendidos com falsos profetas e falsas promessas, somos convidados à vigilância. Não faz sentido um soldado relapso, sonolento, desatento em sua função de defesa. Não faz sentido um cristão incapaz de exercer sua profissão de fé, aquilo que jura defender e testemunhar com sua própria vida, se preciso. Esse é nosso Credo. Essa é nossa missão! Portanto… Bate um sino, pequenino, sino de Belém! Uma criança vem aí.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




ESPAÇO  ESPÍRITA

 

Em seu apostolado entre nós, Jesus pregou, exemplificou, esclareceu, orientou, alimentou, auxiliou, perdoou, relevou, traçou rumos, ajudou, ressuscitou, amparou, reergueu, construiu, aliviou e curou.

Enfim, obedecendo à vontade do Pai e resignado aos espinhos de sua missão, Jesus legou-nos inesquecível ensinamento, segundo o qual toda a força vem de Deus, mas o trabalho depende de nós.

ANDRÉ LUIZ

Extraído do livro “Decisão” – Psicografia: Antônio Baduy Filho – Editora IDE

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 

 

 

 




Os animais colaboram na reabilitação dos deficientes

 

 

Até na reabilitação os animais de estimação fazem um bem enorme ao ser humano. São considerados o melhor remédio para o corpo e para a alma, pois fazem com que os seus tutores não se sintam sozinhos e inseguros. Há registros no mundo de vários casos de pessoas que superaram a depressão devido ao convívio com eles.

Segundo a editora da Revista Ecotour News, Vininha F. Carvalho, estudos científicos comprovam que a chance de sobreviver a um enfarte é quatro vezes maior para quem tem um animalzinho em casa comparado a quem vive só.

No trabalho de reabilitação de pessoas portadoras de deficiência, podemos contar com habilidade e as características de alguns animais. Um dos animais que pode garantir bons resultados é o cavalo, juntamente com a fisioterapeuta e o terapeuta de apoio, formam uma equipe de tratamento complementar chamada hippoterapia, que é indicado para o tratamento de vários tipos de patologia, como por exemplo: paralisia cerebral, traumatismo crânioencefálico, acidente vascular cerebral, síndrome de Down, esclerose múltipla, enfim, qualquer problema relacionado ao sistema nervoso central.

O ritmo mais indicado para a terapia é o passo, pois é através dele que o cavalo pode transmitir ao paciente o balanço anteroposterior, o lateral e o vertical, semelhante à ação de pelve humana durante a marcha. A terapia com cavalos, também estimula a orientação espacial, a autoestima e o poder de concentração.

O cão guia é treinado para conduzir com segurança as pessoas deficientes visuais em qualquer local, sendo capaz de parar no meio fio das calçadas, nos obstáculos, inclusive em desníveis e buracos no pavimento, em estradas, etc.

A comunicação entre o cão e seu tutor se dá através de uma coleira especial que permite o reconhecimento do cão, quando ele muda de direção para evitar um acidente ou quando diminui a velocidade num local de maior cuidado, informa Vininha F.Carvalho.

O cão é treinado para analisar o espaço que ele e seu tutor ocupam para agir corretamente, como por exemplo, calcular quando o espaço é insuficiente para a passagem de seu tutor.

Entre as raças de cães utilizados para essa tarefa, estão o Retriever do Labrador e Golden Retriever, por serem cães de aparência mais dócil facilita a socialização.

“Estes e outros animais, aliados às profissionais de reabilitação especializados, podem trazer muitos benefícios para crianças e adultos com deficiências físicas, sensoriais e emocionais”, finaliza Vininha F. Carvalho.




Distúrbios do sono: dormir mal acelera envelhecimento cerebral e aumenta o risco para doenças sistêmicas

Em meio à rotina agitada, é comum surgir a sensação de que uma boa noite de sono é um verdadeiro remédio para a mente. O que poucas pessoas sabem é que, na verdade, ela pode ser. Segundo um estudo recém-publicado pela revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, pessoas que enfrentam dificuldades para dormir ou permanecer dormindo podem sofrer um envelhecimento cerebral acelerado. Os resultados da pesquisa, que contou com a participação de 589 pessoas, na idade média de 40 anos, indicam que aqueles que têm sono de má qualidade apresentam, em média, quase três anos a mais de envelhecimento cerebral.

No Brasil, de acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 72% da população sofre de distúrbios do sono. “A privação de sono, mesmo que por apenas uma noite, tem efeitos imediatos sobre a atenção, concentração e a memória. Qualquer tarefa cognitiva passa a ser mais difícil. Ao mesmo tempo, o humor costuma ficar mais irritável”, explica o psiquiatra Ricardo Assmé.

Sono e saúde

É durante o sono que o corpo realiza processos vitais de recuperação, que auxiliam na manutenção da saúde, como a regulação hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico e a eliminação de diversas toxinas acumuladas. Distúrbios do sono podem prejudicar esses processos, aumentando o risco para pacientes com condições crônicas e, até mesmo, expondo pessoas saudáveis ao desenvolvimento de doenças. “A longo prazo, dormir mal aumenta a suscetibilidade a doenças, devido ao impacto na imunidade. Problemas como insônia e apneia obstrutiva do sono são fatores de risco para hipertensão, por exemplo. Também há um impacto sobre os hormônios que controlam o apetite, predispondo o indivíduo à obesidade”, explica o especialista.

Outros fatores, como o uso de telas e a posição ao dormir, podem influenciar o funcionamento do organismo. Dormir de lado, por exemplo, ativa o sistema linfático, facilitando a remoção de resíduos cerebrais associados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. O uso excessivo de telas, especialmente antes de dormir, também é prejudicial para uma boa noite de sono, dificultando o descanso pleno. “Limitar o uso antes de dormir e durante a noite é crucial para um sono de qualidade. Medidas como retirar os dispositivos do quarto e deixá-los carregar em um local central da casa, podem ser parte da solução para uma noite saudável”, reforça o psiquiatra. 

Relaxamento como tratamento

Na busca pela melhora nas noites de sono, estar relaxado, com corpo e mente em sintonia, é um componente essencial. Muitas pessoas buscam apoio ou ambientes que favoreçam a adoção dessas práticas.  “No Spa, são promovidas as técnicas de higiene do sono, além de práticas de relaxamento, massagem, meditação e tratamento do estresse com psicoterapia. Caso exista necessidade, são utilizados tratamentos farmacológicos, sempre com medicações seguras e nas menores doses possíveis, pelo menor tempo necessário”, explica Ricardo, que atua no Spa Estância do Lago, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. “Além disso, aplicamos um cronograma de exercícios físicos, que são um importante aliado contra a insônia, por promover relaxamento mental, gasto energético e pela atividade anti-inflamatória, o que contribui com a saúde cerebral como um todo”, completa.

Práticas como relaxamento muscular profundo, respiração, massagens e, principalmente, meditação de atenção plena (mindfulness), realizadas em spas, não apenas proporcionam uma pausa na rotina, mas ajudam a reduzir a ansiedade e a preparar corpo e mente para uma noite de sono mais tranquila. A integração entre cuidados diários e o auxílio profissional oferecido nesses locais proporciona um ambiente adequado ao sono, melhorando a qualidade do descanso e, consequentemente, a saúde em geral.

Higiene do sono 

O conjunto de práticas e hábitos que promovem um sono de qualidade e, consequentemente, um melhor bem-estar físico e mental, também conhecido como higiene do sono, contribui para garantir um descanso reparador. Os exercícios relacionados a esse conceito incluem desde estabelecer uma rotina regular de sono até criar um ambiente propício, como um quarto escuro e silencioso, além da adoção de hábitos relaxantes, que podem fazer toda a diferença na qualidade do sono. 

A clínica médica dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Larissa Hermann, explica que, embora o corpo cumpra automaticamente esse mecanismo, algumas práticas podem ajudar a otimizar o chamado ‘ciclo do sono’. “O que se pode fazer, é adotar medidas de higiene do sono, como dormir e acordar no mesmo horário sempre que possível, evitar bebidas estimulantes que tenham cafeína ou álcool próximo do horário de dormir, além de reduzir o uso de telas e iluminação no período noturno”, diz. Também é recomendado que, no período da manhã, logo após o despertar, haja exposição à luz solar. “Isso ajuda o corpo a entender que amanheceu e regular o ciclo circadiano, que melhora a qualidade do sono, resultando em um organismo mais funcional e saudável”, finaliza Larissa.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 1. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.