CALMA

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Se você está a ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.

ANDRÉ LUIZ

Do livro “Ideal Espírita” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editora CEC

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Saúde não se constroi de uma vez: pequenos hábitos podem transformar a qualidade de vida

 

Em meio a uma rotina marcada por compromissos, telas, cobranças e pouco tempo disponível, cuidar da saúde pode parecer uma tarefa que exige grandes mudanças. Mas nem sempre é assim. Uma caminhada, uma noite de sono mais regular, alguns minutos longe do celular, uma alimentação mais equilibrada ou até uma pausa durante o expediente são atitudes aparentemente simples que, quando incorporadas à rotina, podem contribuir para a saúde física, mental e cerebral.

A importância de colocar o corpo em movimento é reforçada pelos números. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 31% dos adultos no mundo não atingem os níveis recomendados de atividade física. Pessoas insuficientemente ativas apresentam risco de morte entre 20% e 30% maior em comparação com aquelas que mantêm níveis adequados de atividade. Além da prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer, a prática regular de exercícios está associada a benefícios para a saúde mental, cognição, sono e bem-estar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 31% dos adultos no mundo não atingem os níveis recomendados de atividade física. Foto: freepik

Para adultos, a recomendação da OMS é acumular entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa. Mas isso não significa que quem está longe dessa meta não tenha motivos para começar. Caminhar mais, utilizar escadas, realizar pequenos deslocamentos a pé e diminuir o tempo sentado também são maneiras de incorporar movimento ao cotidiano. Afinal, quando o assunto é saúde, alguma atividade é melhor do que nenhuma.

O cérebro também sente a rotina

Os efeitos desses hábitos não ficam restritos ao corpo. O cérebro responde diretamente à maneira como dormimos, nos alimentamos, nos movimentamos e administramos períodos de estresse e descanso.

A médica neurologista e docente do curso de Medicina da Afya de Pato Branco, Dra. Thamilee Pizzatto Queiroz, explica que qualidade de vida deve ser entendida como resultado de diferentes comportamentos que se complementam ao longo do tempo.

“Nosso cérebro não funciona de maneira isolada do restante do organismo. Atividade física, sono de qualidade, alimentação adequada, interação social e momentos de descanso fazem parte do cuidado com a saúde cerebral. Muitas vezes, as pessoas procuram grandes mudanças, quando pequenos hábitos, repetidos de forma consistente, já podem representar um importante investimento na saúde e na qualidade de vida”, destaca a neurologista.

O sono merece atenção especial nessa relação. É durante o descanso que acontecem processos fundamentais para o funcionamento cerebral, relacionados à memória, aprendizagem, equilíbrio emocional e recuperação do organismo. Por isso, manter horários relativamente regulares para dormir e acordar e reduzir estímulos antes de ir para a cama são medidas que podem ajudar a melhorar a qualidade do descanso.

“Dormir não é simplesmente desligar o organismo. O cérebro permanece desempenhando funções essenciais durante o sono. Quando as noites mal dormidas se tornam frequentes, podemos perceber reflexos na atenção, memória, disposição, humor e produtividade. Por isso, cuidar do sono precisa fazer parte de uma rotina saudável tanto quanto alimentação e exercício físico”, acrescenta a Dra. Thamilee.

Alimentação também é prevenção

Outro ponto importante é o que vai para o prato. A OMS destaca que uma alimentação saudável contribui para a prevenção de doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer. Para pessoas acima dos 10 anos, a recomendação é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais diariamente, priorizando também alimentos in natura ou minimamente processados e fontes de fibras.

Mais do que perseguir uma rotina perfeita, entretanto, especialistas reforçam a importância da constância. Mudanças radicais podem ser difíceis de sustentar, enquanto pequenas escolhas têm maior possibilidade de se transformar em hábitos.

Pequenas atitudes para uma vida mais leve

Algumas mudanças podem começar dentro da própria rotina: estabelecer horários mais regulares para dormir; incluir caminhadas ou outras atividades prazerosas durante a semana; fazer pequenas pausas em longos períodos sentado; aumentar o consumo de alimentos in natura; reservar momentos sem telas; manter vínculos sociais; buscar atividades de lazer; e compreender que descanso também faz parte do cuidado com a saúde.

Para a neurologista e docente da Afya de Pato Branco, um dos principais desafios é abandonar a ideia de que saúde depende de uma rotina perfeita.

“Qualidade de vida não significa cumprir uma lista de obrigações todos os dias. É encontrar equilíbrio e construir hábitos possíveis dentro da realidade de cada pessoa. Quando essas escolhas passam a fazer parte do cotidiano, cuidar da saúde deixa de ser algo pontual e se transforma em uma forma de viver”, finaliza a Dra. Thamilee.

No fim das contas, uma vida mais saudável pode começar de maneira muito mais simples do que parece. Não necessariamente com uma grande transformação na segunda-feira, mas com uma caminhada hoje, uma refeição mais equilibrada, uma hora a menos diante das telas ou uma noite de sono melhor. Pequenas escolhas que, somadas ao longo dos meses e dos anos, podem fazer diferença para viver não apenas mais, mas melhor.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.




Pele sofre com a mudança de temperatura? Veja 6 cuidados para evitar ressecamento e irritações

 

São Paulo, agosto de 2026- Com a oscilação das temperaturas, é comum enfrentar dias de calor e noites mais frias, o que também exige atenção com a saúde da pele. A mudança constante entre ambientes e temperaturas, somada ao vento e à baixa umidade do ar, pode comprometer a barreira natural de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e até pequenas fissuras, principalmente no rosto, lábios, mãos e pés. Segundo a American Academy of Dermatology (AAD), esse cenário pode dificultar a retenção natural de água pela pele e aumentar a necessidade de hidratação.

Para o biomédico Killian Cristoff, diretor técnico da Royal Face, os cuidados com a pele precisam acompanhar as mudanças do clima. “A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo. Quando ela perde água em excesso, essa defesa fica comprometida, favorecendo irritações, sensibilidade e desconforto. As mudanças de temperatura ao longo do dia podem contribuir para esse desequilíbrio, por isso pequenas mudanças na rotina fazem muita diferença para manter a pele saudável”, explica.

O especialista reuniu algumas orientações para proteger a pele diante da variação de temperatura e manter os cuidados ao longo do dia.

  1. Reforce a hidratação da pele – Com a variação de temperatura, não basta apenas usar um hidratante qualquer. É importante optar por produtos que ajudem a reconstruir a barreira de proteção da pele, como aqueles com ceramidas, pantenol, glicerina ou ácido hialurônico. Esses ativos reduzem a perda de água e deixam a pele mais resistente às agressões do clima. Para quem já apresenta ressecamento intenso ou percebe a pele sem luminosidade mesmo mantendo a hidratação em casa, procedimentos como skinbooster, que promove hidratação profunda com ácido hialurônico, podem ser indicados por um profissional para complementar os cuidados.
  2. O banho pode estar sabotando sua pele – Nada melhor do que um banho quente quando a temperatura cai, mas esse hábito remove parte da camada lipídica responsável por proteger a pele naturalmente. O ideal é manter o banho morno e breve. Uma técnica recomendável é a aplicação do hidratante nos primeiros três minutos após sair do chuveiro, com a pele ainda levemente úmida. Isso ajuda a manter sua hidratação.
  3. Os lábios merecem uma rotina própria – Os lábios não possuem glândulas sebáceas e, por isso, ficam muito mais vulneráveis às mudanças de temperatura, ao vento e ao ar mais seco. Além disso, fatores como baixa ingestão de água e o hábito de umedecer a boca com saliva podem agravar ainda mais o ressecamento. Quando a saliva evapora, ela leva junto parte da umidade dos lábios. É um alívio momentâneo que acaba piorando o problema poucas horas depois. A recomendação é manter um hidratante labial sempre por perto, reaplicando sempre que sentir necessidade e escolhendo fórmulas com manteiga de karité, vitamina E ou ácido hialurônico. Para pessoas que apresentam fissuras frequentes ou perda de volume associada ao envelhecimento, existem protocolos de revitalização labial focados na hidratação e melhora da qualidade da pele, sem alterar o formato natural dos lábios.
  4. Aproveite os períodos de menor exposição ao sol para tratar manchas e estimular colágeno – Em períodos com menor exposição ao sol, alguns tratamentos que promovem renovação da pele, como peelings químicos, microagulhamento e protocolos para melasma, podem ser indicados. Ele ressalta, no entanto, que qualquer procedimento deve ser precedido por avaliação individual e nunca dispensa os cuidados diários com limpeza, hidratação e proteção solar.
  5. Continue usando protetor solar – Existe um mito perigoso de que o protetor solar é um item de verão. A radiação ultravioleta, mesmo em dias nublados, continua sendo um dos principais fatores relacionados ao fotoenvelhecimento e ao câncer de pele. O uso do filtro solar deve ser mantido durante todo o ano, inclusive na região labial, para garantir a proteção contra manchas e a degradação das fibras de sustentação.
  6. O corpo também sofre – Braços, pernas, joelhos, cotovelos e pés costumam ser as regiões mais esquecidas durante os períodos de temperaturas mais baixas e, justamente por isso, acabam apresentando rachaduras e aspecto esbranquiçado. Além da hidratação diária, vale investir em esfoliação suave uma vez por semana para remover células mortas e facilitar a absorção dos hidratantes. Quando há flacidez ou perda de firmeza, o especialista explica que existem tecnologias capazes de estimular colágeno, como radiofrequência e ultrassom microfocado, mas reforça que esses tratamentos são complementares e indicados de acordo com cada caso.

Sobre Royal Face

Pioneira em harmonização facial, a Royal Face revolucionou o segmento de tratamentos estéticos corporais e faciais, com o diferencial de oferecer condições facilitadas de pagamento, democratizando o acesso a um atendimento de qualidade, eficiente e humanizado.




Bets: especialista diz que não existe “aposta responsável”

 

A expressão “aposta responsável” passou a ocupar espaço de destaque nas campanhas publicitárias das plataformas de apostas esportivas — as chamadas “bets” – e nas discussões sobre a regulamentação do setor no Brasil. A mensagem sugere que, com autocontrole e limites pessoais, seria possível manter uma relação segura com as bets. Mas, na avaliação do professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, essa ideia precisa ser analisada com cautela.

Segundo ele, embora o conceito possa contribuir para reduzir danos quando acompanhado de mecanismos efetivos de proteção, muitas vezes ele acaba transferindo ao consumidor uma responsabilidade que não é apenas individual.

“O conceito de aposta responsável pode ter utilidade quando está inserido em uma política séria de prevenção. O problema é quando ele se resume a uma mensagem publicitária enquanto todo o restante da plataforma é desenhado para incentivar que o usuário aposte mais, por mais tempo e com maior frequência”, afirma.

Para o especialista, existe uma contradição estrutural no modelo de negócios das casas de apostas. Enquanto a proteção do consumidor pressupõe limites, pausas e redução de comportamentos de risco, a receita das plataformas aumenta justamente quando o usuário permanece mais tempo conectado e realiza um número maior de apostas.

O problema vai além do autocontrole

Na avaliação de El Khatib, reduzir o debate à recomendação para que as pessoas “joguem com responsabilidade” pode ocultar fatores que exercem forte influência sobre o comportamento dos consumidores. Publicidade intensa, notificações constantes, bônus promocionais, micro apostas, apostas durante eventos esportivos e a facilidade de acesso pelo celular criam um ambiente altamente estimulante, que favorece decisões impulsivas.

“O comportamento do apostador não ocorre em um ambiente neutro. Ele é influenciado por estímulos tecnológicos, estratégias comerciais e fatores emocionais que aumentam o tempo de permanência na plataforma”, explica.

Por isso, o docente da FECAP defende que os danos associados às apostas sejam tratados de forma semelhante a outros problemas de saúde coletiva, considerando não apenas as escolhas individuais, mas também as características do mercado e dos produtos oferecidos.

Existe um limite realmente seguro?

Uma das dúvidas mais comuns entre consumidores é se existe um valor ou um tempo considerado seguro para apostar. Para Ahmed, a resposta é não. “Não existe um limite universal que transforme automaticamente a aposta em uma atividade saudável. O mesmo valor pode ser irrelevante para uma pessoa e comprometer completamente o orçamento de outra.”

Segundo o professor, mais importante do que estabelecer um número é observar a origem do dinheiro utilizado. Recursos destinados ao pagamento de contas, alimentação, aluguel, saúde, educação ou formação de reserva financeira jamais deveriam ser usados em apostas. Da mesma forma, recorrer a empréstimos, cheque especial ou cartão de crédito para apostar representa um importante sinal de risco.

O docente ressalta ainda que qualquer quantia destinada às apostas deve ser encarada como um gasto de entretenimento que pode ser totalmente perdido, e nunca como investimento ou alternativa para complementar a renda.

Quando a diversão se transforma em risco?

O desenvolvimento de um comportamento problemático costuma acontecer de forma gradual. Antes mesmo do endividamento aparecer, pequenas mudanças na rotina podem indicar perda de controle.

Entre os principais sinais estão a necessidade crescente de apostar valores maiores, a tentativa de recuperar rapidamente o dinheiro perdido, a dificuldade de interromper as apostas, a preocupação constante com resultados esportivos, alterações de humor, ocultação de perdas e o uso das apostas como forma de aliviar ansiedade, tristeza ou frustração. “Um erro frequente é esperar que apareçam grandes dívidas para reconhecer o problema. Muitas vezes, a perda de controle psicológico acontece antes do colapso financeiro.”

Segundo Ahmed, um dos mecanismos mais perigosos é a chamada “perseguição das perdas”, quando o apostador aumenta sucessivamente os valores apostados para tentar recuperar prejuízos anteriores. “Nesse momento, a decisão deixa de ser racional. A pessoa passa a apostar movida pela urgência emocional de voltar ao ponto em que estava.”

Nem todos estão expostos ao mesmo risco

Embora qualquer pessoa possa desenvolver problemas relacionados às apostas, alguns grupos apresentam vulnerabilidade maior. Entre eles estão adolescentes e adultos jovens, pessoas endividadas, indivíduos com ansiedade, depressão ou outras formas de sofrimento emocional, além daqueles que já possuem histórico de dependência química ou outros comportamentos compulsivos

Também aumentam o risco fatores como exposição constante à publicidade das bets, influência de amigos e influenciadores digitais, além de funcionalidades presentes nas próprias plataformas, como apostas ao vivo e micro apostas.

As ferramentas atuais são suficientes?

Hoje, diversas plataformas oferecem recursos como limites de depósito, alertas de tempo de uso e mecanismos de autoexclusão. Para o professor, essas ferramentas representam avanços importantes, mas possuem eficácia limitada quando dependem exclusivamente da iniciativa do próprio usuário. “Quem já perdeu o controle nem sempre consegue utilizar esses mecanismos no momento em que mais precisa.”

Segundo ele, uma política efetiva de proteção exige que as próprias empresas sejam capazes de identificar padrões objetivos de risco e interromper ações comerciais dirigidas a consumidores vulneráveis. “As plataformas não deveriam apenas disponibilizar ferramentas. Elas deveriam reconhecer comportamentos de risco, suspender incentivos comerciais, limitar determinadas funcionalidades e realizar intervenções proporcionais à gravidade da situação.”

Publicidade influencia a percepção do risco

Outro ponto destacado pelo professor é o papel da publicidade na normalização das apostas esportivas. Patrocínios de clubes, campanhas com atletas, transmissões esportivas e ações de influenciadores digitais acabam associando as apostas a entretenimento, sucesso e pertencimento. “A publicidade mostra as comemorações e as vitórias. As perdas, as dívidas e os impactos emocionais permanecem invisíveis.”

Na avaliação do especialista, advertências rápidas sobre jogo responsável dificilmente conseguem neutralizar campanhas publicitárias que estimulam continuamente o consumo. Por isso, as mensagens de risco deveriam ter destaque proporcional ao investimento em marketing.

Um mercado mais seguro exige responsabilidade compartilhada

Para o professor da FECAP, tornar o mercado de apostas mais seguro depende de uma combinação entre educação financeira, saúde mental, fiscalização e regulação. “O debate sobre apostas não pode ser reduzido à oposição entre liberdade individual e proibição. A responsabilidade precisa ser compartilhada entre consumidores, empresas e Estado.”

Entre as medidas que considera importantes estão a criação de limites financeiros vinculados ao CPF, restrições a modalidades de apostas mais impulsivas, maior controle sobre a publicidade, auditoria dos algoritmos utilizados pelas plataformas e mecanismos automáticos para identificar usuários em situação de risco.

Segundo ele, cabe aos usuários reconhecer sinais de perda de controle; às plataformas, reduzir práticas que estimulem comportamentos nocivos; ao poder público, fiscalizar e aperfeiçoar a regulação; e à sociedade abandonar a ideia de que problemas relacionados às apostas decorrem apenas de falta de disciplina.

“Apostar com responsabilidade não depende apenas da vontade do jogador. Também exige um ambiente que favoreça decisões conscientes e mecanismos capazes de proteger pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, conclui.

O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).




Parou a caneta. E agora? O reganho de peso pode se tornar o próximo grande problema

 

 
 

Para a médica Dra. Ana Luísa Vilela, especialista em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica, o maior desafio das canetas de incretina pode não estar no início do tratamento, mas justamente no momento em que ele termina. “O paciente celebra o resultado, para a medicação, e alguns meses depois começa a ver o peso voltar. Isso não é falha de força de vontade — é a doença retomando seu curso natural”, afirma.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no BMJ* reuniu 37 estudos, 63 braços de intervenção e 9.341 participantes para analisar o que acontece após a suspensão de medicamentos para controle de peso. O resultado: reganho médio de cerca de 0,4 kg por mês. Com base nesse ritmo, os autores projetaram retorno do peso ao valor basal em aproximadamente 1,7 ano, e dos marcadores cardiometabólicos ao basal em cerca de 1,4 ano.

“Não podemos pensar primeiro em como tirar a caneta. Precisamos pensar em como o paciente vai sustentar o resultado. A manutenção deveria começar no primeiro dia do tratamento, não no último”, resume a Dra. Ana Luísa Vilela.

Obesidade crônica exige plano crônico

Para a médica, o dado publicado no BMJ (um dos títulos de medicina mais respeitados no mundo) confirma algo que a prática clínica já mostrava: obesidade é uma condição crônica, e tratá-la como um episódio pontual — que se resolve e se encerra — é um erro de abordagem, não apenas de resultado.

“Quando a medicação é suspensa sem um plano estruturado de manutenção, o corpo volta a fazer exatamente o que fazia antes: preservar peso, reduzir gasto energético, aumentar fome. Isso está descrito na fisiologia da obesidade há décadas. O que os novos medicamentos trouxeram foi potência, não uma nova regra biológica”, explica.

Ana Luísa Vilela defende que a construção de um plano de manutenção — que envolve composição corporal, hábitos alimentares, atividade física, sono e, quando necessário, doses de manutenção ou terapias combinadas — não deveria ser deixada para o fim do tratamento. “É preciso desenhar a saída antes de dar o primeiro passo. Do contrário, o paciente entra em um ciclo de perder e reganhar peso que desgasta o corpo e a relação dele com o próprio tratamento”, completa.

“O sucesso não deveria ser medido pelo quanto o paciente perdeu, mas pelo quanto ele consegue manter. E manter é um projeto — não um acaso”, conclui a médica.

Sobre a Dra. Ana Luísa Vilela

Médica com formação em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica. Passou por instituições como o Hospital das Clínicas da USP (HC-USP), o Instituto Garrido e a Beneficência Portuguesa de São Paulo. Autora do livro Renascimento Metabólico, dedica-se ao estudo do metabolismo e à interpretação integrada do organismo, atendendo pacientes com sintomas persistentes mesmo diante de exames considerados normais.

Fonte científica West S, Scragg J, Aveyard P, et al. Weight regain after cessation of medication for weight management: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2026;392:e085304. DOI: 10.1136/bmj-2025-085304. Disponível em: https://www.bmj.com/content/392/bmj-2025-085304.long




Comer ovos 5 vezes por semana reduz em 27% o risco de Alzheimer, revela estudo

 

 
  

Crédito: Magnific

Minas Gerais – Agosto de 2026. Um alimento presente em diversas refeições do dia a dia pode estar associado a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Um estudo publicado em 2026 no The Journal of Nutrition, periódico da American Society for Nutrition, identificou que pessoas que consumiam ovos cinco ou mais vezes por semana apresentaram um risco 27% menor de diagnóstico de Alzheimer em comparação com aquelas que raramente ou nunca consumiam o alimento.

O estudo acompanhou 39.498 participantes por uma média de 15,3 anos e registrou 2.858 casos da doença durante o período. O efeito não apareceu apenas entre aqueles que comiam ovos com maior frequência. Segundo os dados publicados, o consumo de ovos de uma a três vezes por mês esteve associado a um risco 17% menor de Alzheimer; uma vez por semana, também a 17% menor; de duas a quatro vezes por semana, a uma redução de 20%; e cinco ou mais vezes por semana, a uma redução de 27%, sempre em comparação com o grupo que nunca ou raramente consumiam ovos.

O neurologista e professor da Afya Montes Claros, Dr Marcelo José da Silva de Magalhães, comenta que uma das hipóteses mais interessantes para explicar essa associação envolve a colina, um nutriente essencial encontrado em concentrações particularmente elevadas na gema do ovo.

“A colina desempenha diversas funções importantes no organismo. Ela é precursora da acetilcolina, um neurotransmissor fundamental para processos como memória, aprendizagem e atenção, além de participar da formação e manutenção das membranas celulares e do metabolismo lipídico”.

Em outra análise, os pesquisadores observaram que a ausência de consumo de ovos esteve associada a um risco 22% maior de Alzheimer quando comparada a uma ingestão de aproximadamente 10 gramas por dia. O neurologista explica que entre os fatores de risco não modificáveis, destacam-se aqueles relacionados à genética, como a presença do gene APOE ε4. A idade avançada, o antecedente de traumatismo cranioencefálico e o histórico familiar positivo para a doença também estão entre os fatores que não podemos modificar.

“Por outro lado, existem os fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles sobre os quais o indivíduo pode atuar por meio de mudanças no estilo de vida. Nesse grupo estão a perda auditiva, a baixa escolaridade, a hipertensão arterial sistêmica, a obesidade, o tabagismo, a inatividade física, o diabetes mellitus, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a depressão, o comprometimento visual, a exposição à poluição atmosférica e o isolamento social”, complementa o especialista.

Alimentação no combate do Alzheimer 

Segundo a Alzheimer’s Disease International, mais de 55 milhões de pessoas conviviam com demência no mundo em 2020, e uma nova pessoa desenvolve demência a cada três segundos. A estimativa é de que esse número alcance 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050. Atualmente, cerca de 60% das pessoas com demência vivem em países de baixa e média renda, até 2050, essa proporção deve chegar a 71%.

A médica geriatra e professora da Afya Contagem, Dra. Érica Abjaudi, esclarece que a nutrição atua diretamente na redução da inflamação sistêmica de baixo grau e do estresse oxidativo, dois dos principais mecanismos envolvidos no envelhecimento celular. “A microbiota intestinal também desempenha um papel fundamental na modulação do sistema imunológico e na síntese de neurotransmissores. Nesse contexto, uma dieta rica em fibras prebióticas favorece uma microbiota saudável, com impactos positivos na cognição e no humor dos idosos”.

Os cuidados devem começar o mais cedo possível, idealmente ainda no início da vida adulta. De acordo com Dra Érica Abjaudi, alterações patológicas no cérebro, como o acúmulo de placas amiloides na doença de Alzheimer e as lesões microvasculares, podem começar a se desenvolver de 20 a 30 anos antes do surgimento dos primeiros sintomas clínicos de perda de memória. A docente da Afya destaca:

Jovens e adultos (20–40 anos): é a fase de consolidação das reservas cognitiva e física. Estabelecer bons hábitos vasculares e de estilo de vida nessa etapa reduz significativamente o risco metabólico futuro.

Meia-idade (40–65 anos): representa uma janela crítica para o monitoramento da saúde vascular, incluindo pressão arterial, glicemia e colesterol. Também ganham importância o cuidado com a audição, uma vez que a perda auditiva não tratada é um fator de risco relevante para demência, e a manutenção da massa muscular.

Terceira idade (65+ anos): nunca é tarde para começar. Mesmo em idades mais avançadas, intervenções podem proporcionar ganhos na neuroplasticidade, melhorar a marcha, prevenir quedas e contribuir para a preservação da autonomia.

“Como precauções para reduzir o risco de Alzheimer, é importante manter uma rotina de atividade física regular, investir em estímulos cognitivos constantes (como aprender um novo idioma ou tocar um instrumento), priorizar um sono reparador e cultivar atividades sociais e conexões com pessoas reais, para além do mundo virtual”, conclui a médica.




NINGUÉM CABE EM UM INSTANTE

 

 

Vivemos com tanta pressa que até nossos julgamentos parecem precisar ser instantâneos. Vemos uma atitude, ouvimos uma frase, recebemos uma mensagem e, em poucos segundos, já temos uma opinião sobre alguém. Como se conhecer uma pessoa fosse tão simples quanto interpretar um acontecimento.

O problema é que ninguém cabe em um instante. Nenhuma pessoa pode ser reduzida ao que fez, disse ou deixou de fazer em determinado momento. Há sempre uma história maior acontecendo por trás daquilo que conseguimos enxergar.

Cada pessoa carrega uma história que não vemos inteira. Há preocupações escondidas, perdas ainda doloridas, medos que não foram contados, noites difíceis, responsabilidades silenciosas e batalhas que acontecem longe dos nossos olhos. Muitas vezes, conhecemos apenas um gesto e acreditamos conhecer a pessoa que o realizou.

Quantas vezes julgamos alguém sem saber o que estava acontecendo dentro daquela vida?

Talvez uma resposta tenha sido mais curta porque aquela pessoa estava exausta. Talvez um afastamento tenha sido uma tentativa de se proteger. Talvez uma atitude que nos pareceu fria tenha sido apenas o jeito encontrado para atravessar um dia difícil.

Isso não significa justificar tudo. Há erros que precisam ser reconhecidos, atitudes que precisam ser questionadas e limites que precisam ser estabelecidos. Mas discernir não é o mesmo que condenar. Podemos discordar de uma atitude sem transformar aquela atitude na identidade de uma pessoa.

A maturidade talvez esteja justamente em aprender a deixar algum espaço entre o que vemos e aquilo que concluímos.

Nesse espaço pode nascer uma pergunta: “Será que existe alguma coisa que eu ainda não sei?”

Essa pequena pergunta pode mudar muita coisa.

Ela nos impede de transformar impressão em certeza. Faz com que a curiosidade substitua a suspeita e que a escuta tenha oportunidade de chegar antes do julgamento. Nem sempre descobriremos uma explicação capaz de mudar nossa opinião. Mas teremos oferecido ao outro algo que todos nós precisamos: a oportunidade de sermos compreendidos antes de sermos definidos.

A vida já é difícil demais para acrescentarmos uns aos outros o peso de julgamentos apressados.

Talvez não possamos conhecer toda a história de ninguém. Mas podemos escolher não inventar o que desconhecemos. Podemos esperar um pouco mais, perguntar antes de concluir, ouvir antes de responder e olhar novamente antes de fechar uma porta.

No fundo, a maturidade não está em nunca julgar. Está em reconhecer que nosso olhar é limitado.

Entre o que aconteceu e aquilo que pensamos sobre o que aconteceu existe um espaço. E é justamente ali, quando a pressa diminui, que a compreensão pode começar.

Talvez seja por isso que algumas pessoas precisem menos de um julgamento e mais de alguém disposto a olhar uma segunda vez.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Canção Nova participa de encontro internacional dedicado à evangelização digital na Costa Rica

A Comunidade Canção Nova participará do Hechos 29 Costa Rica 2026, encontro internacional voltado à missão da Igreja no ambiente digital, realizado entre os dias 17 e 23 de agosto, em San José, Costa Rica. Trata-se da sexta edição deste evento que pela primeira acontece na América Central com o respaldo do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam) e do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé (organismo responsável pela estratégia de comunicação do Vaticano).

Estarão presentes sacerdotes, religiosos, membros de comunidades, casais, jovens leigos, comunicadores, músicos, criadores de conteúdo, podcasters, missionários digitais e influenciadores católicos de 20 países, com o objetivo de compartilhar experiências sobre o uso de plataformas digitais como espaços de diálogo, formação e construção de comunidades.

O missionário e jornalista Rodrigo Luiz dos Santos representará a Canção Nova no encontro, levando a experiência da Comunidade na integração entre espiritualidade, vida comunitária, formação e comunicação a serviço da evangelização. A participação da Canção Nova acontece a partir de um convite da organização do evento, que reconhece a Comunidade como experiência inspiradora de evangelização na América Latina. 

Inspirado na continuidade da missão narrada no livro dos Atos dos Apóstolos, que tem 28 capítulos, o Hechos 29 parte da convicção de que a história da evangelização continua sendo escrita também no continente digital.

Ao longo da programação, os participantes vivenciarão momentos de formação, intercâmbio de experiências e reflexões sobre os desafios de se comunicar na era digital para ser e fazer Igreja, em um contexto no qual as redes sociais se converteram em um dos principais espaços de interação entre as novas gerações. O encontro será encerrado com o Festival Hechos 29, evento aberto ao público que reunirá jovens, famílias e agentes pastorais em torno da evangelização e do testemunho da fé.

Consolidado como um espaço de encontro e articulação da missão digital na América Latina, o Hechos 29 conta com a colaboração de organismos eclesiais, entre eles o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM), o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, conferências episcopais e redes continentais de evangelização. Em edições anteriores, o encontro passou por países como México, Colômbia, Portugal e Itália, chegando, em 2026, à Costa Rica.




ORAÇÃO EM FAMÍLIA

 

Filhos, que felicidade sentimos ao ver a família reunida no lar para orar com Jesus!

É uma ocasião das mais ditosas para o grupo, porque os familiares se reúnem, dialogam fraternalmente, meditam e oram com o inolvidável Mestre do Amor.

Com tantos desencontros que se alastram na experiência doméstica, fomentando crimes, traumas, inimizades e ódios que se arrastarão por milênios, com graves prejuízos para a família e para a sociedade, a reunião do Evangelho no lar é sublime e urgente terapêutica de amparo à família, e por isso mesmo foi recomendada por Jesus há mais de dois mil anos.

Não esqueçamos que Nosso Mestre deu início ao primeiro culto cristão na Terra na casa de Pedro, e, desde então, continua visitando os lares necessitados de luz e entendimento que lhe abram as portas através do culto do Evangelho no lar.

BEZERRA DE MENEZES

Do livro “Recados do meu Coração” – Psicografia: José Carlos De Lucca

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Homenagem ao Dia dos Pais reforça o cuidado e a qualidade de vida na Unimed Assis 

 

 

Em comemoração ao Dia dos Pais, a Medicina Preventiva da Unimed Assis realizou, no dia 6 de agosto de 2026, um encontro especial na Academia da Unimed Assis, reunindo participantes dos programas Vida Ativa e Doce Vida. 

A programação contou com a participação do educador físico Eduardo Lima, que conduziu atividades de mobilidade e exercícios voltados à promoção da saúde, incentivando a prática de hábitos saudáveis e destacando a importância da atividade física para a manutenção da qualidade de vida. 

Para tornar a celebração ainda mais especial, o encontro também contou com a presença dos Doutores do Bem, que participaram das atividades e proporcionaram momentos de descontração, interação e socialização entre os participantes, contribuindo para um ambiente acolhedor e repleto de alegria. 

Mais do que celebrar uma data comemorativa, a iniciativa reforçou o compromisso da Unimed Assis com a promoção da saúde de forma integral, valorizando ações que estimulam o bem-estar físico, emocional e social. O encontro proporcionou um momento de convivência e integração, fortalecendo vínculos e evidenciando a importância do cuidado contínuo para uma melhor qualidade de vida.