Diocese de Assis

Na vida e na fé para lidar com as situações, com os acontecimentos, com as pessoas, consigo mesmo e com Deus, nenhuma atitude é mais acertada, mais autêntica e mais verdadeira do que a gratidão. Dizer muito obrigado; fazer as coisas de graça; ir de graça; dar de graça; receber de graça… tudo isso expressa gratidão.

A gratidão é a sensibilidade de quem vê, pensa, sente, contempla, escolhe, decide e age com o coração. Por isso, quem é grato, faz a gratuidade perpassar todas as relações interpessoais, como ensina Jesus em Lucas 6,27-45:

“Mas, eu digo a vocês que me escutam: amem os seus inimigos, e façam o bem aos que odeiam vocês. Desejem o bem aos que os amaldiçoam, e rezem por aqueles que caluniam vocês. Se alguém lhe dá um tapa numa face, ofereça também a outra; se alguém lhe toma o manto, deixe que leve também a túnica. Dê a quem lhe pede e, se alguém tira o que é de você, não peça que devolva.

O que vocês desejam que os outros lhes façam, também vocês devem fazer a eles. Se vocês amam somente aqueles que os amam, que gratuidade é essa? Até mesmo os pecadores amam aqueles que os amam. Se vocês fazem o bem somente aos que lhes fazem o bem, que gratuidade é essa? Até mesmo os pecadores fazem assim. E se vocês emprestam somente para aqueles de quem esperam receber, que gratuidade é essa? Até mesmo os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amem os inimigos, façam o bem e emprestem, sem esperar coisa alguma em troca. Então, a recompensa de vocês será grande, e vocês serão filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, como também o Pai de vocês é misericordioso.”

Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons; porque toda árvore é conhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem se apanham uvas de plantas espinhosas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, mas o homem mau tira do seu mal coisas más, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio.”

A gratidão é um componente de fé para quem descobriu a grandeza do coração de coração de Deus e, por isso, conserva puro o coração, mesmo diante da ingratidão. Por que descer ao nível do ingrato? O ingrato é, sempre, uma pessoa ignorante, cega, descontente, insatisfeita, infeliz. Só é possível ser feliz e fazer os outros felizes em permanente atitude de ação de graças.

Eis o que diz, ainda, a palavra de Deus a este respeito:

Jeremias 33,11: “‘Agradeçam a Javé dos exércitos, porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre’. Pois eu mudarei a sorte deste país, farei voltar ao que era antes, diz Javé.”

Daniel 3,89: “Dêem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia é para sempre.”

2 Coríntios 2,14: “Graças sejam dadas a Deus, que nos faz participar do seu triunfo em Cristo e que, através de nós, espalha o perfume do seu conhecimento no mundo inteiro.”

Colossenses 1,12: “Com alegria, dêem graças ao pai, que permitiu a vocês participarem da herança dos cristãos, na luz.”

1 Tessalonicesnses 5,18: “Dêem graças em todas as circunstâncias, porque esta é a vontade de Deus a respeito de vocês em Jesus Cristo.”

Apocalipse 7,12: “E diziam: ‘Amém! O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus, para sempre. Amém!’”

Dia 26 de novembro foi o dia universal de ação de graças. Sejamos agradecidos, sempre, para tudo realizarmos na gratuidade.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Diocese de Assis

 

A arte cinematográfica estava apenas começando, quando, em 1927, se produziu o primeiro filme bíblico com o título de Rei dos Reis. Era uma versão com cenários bem-produzidos, mas ainda mudo. Só em 1961 é que o diretor Nicholas Ray usou o carisma do ator Jeffrey Hunter para representar Jesus Cristo no mais sofisticado longa metragem sob o mesmo título, em quase três horas de ação e emoção. Esse segundo filme conquistou um público universal, tornando-se a película épica de maior audiência na história cinematográfica. Até hoje é visto como obra prima inigualável não só pela beleza do enredo, como também pela fidelidade de sua trama aos Evangelhos.

Passados quase cem anos desde a primeira versão, o título original continua assunto polêmico e universal. Afinal, existe ou não um Rei dos reis capaz de governar o mundo com seu cetro de poder e glória? O próprio Cristo tentou acalmar os ânimos daqueles que o perseguiam, dizendo: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue…” (Jo 18, 36). Mesmo assim o condenaram e crucificaram, temendo alguma subversão aos poderes constituídos no reino dos homens. Nesse assunto, nunca é bom arriscar, pagar um custo desconhecido. Poder é poder, sempre foi!

“Mas o meu reino não é daqui”. Porventura, existiriam domínios desconhecidos, longínquos, que os tentáculos de Roma ainda não tivessem alcançado? Se não é daqui, donde será? Eis a questão que a lógica dos poderes terrenos não conseguiu e nunca consegue penetrar. A realidade dum reino além daquilo que vemos, tocamos, conferimos com nossos olhos e sentidos carnais não combina com a utopia de um reino invisível.

Mesmo assim, Jesus ainda responde: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto…” De nada adiantou a preocupação dos reis desse mundo, para se preservar seus reinados. A verdade continua límpida e bem evidente: os poderes que a humanidade julga possuir em nada altera o poder de Deus sobre tudo que Ele criou. Até mesmo sobre os maiores impérios e dominações conquistadas pelos poderes humanos. Aqui nada nos pertence. Daqui nada levaremos. Só mesmo a certeza de que nossas conquistas serão filtradas sob o peso da verdade de Cristo, o único Rei dos reis com autoridade de avaliar, ponderar, julgar tudo o que amealhamos neste mundo. Separar o joio do trigo, o que poderemos ou não levar para o outro lado, o Reino Definitivo. Lá, sim, teremos oportunidade de nos sentirmos soberanos, senhores e diretores das verdadeiras riquezas aqui conquistadas, aquelas que nos farão herdeiros universais, filhos do Rei.

Então um novo ciclo terá início. Então as muralhas desse reino ilusório e passageiro cairão como cascatas borbulhantes e nos apontarão um novo horizonte, uma nova realidade. Um novo tempo na liturgia da vida! Virá então não o príncipe desse mundo, mas o verdadeiro Rei, o Herdeiro Universal, entronizado em sua cátedra de poder e glória, com seu cetro de amor e paz: “Este é meu Filho amado, ouçam-no”! E, sorrindo, o Rei dos reis nos dirá: “Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18, 37).  Essa é a Verdade!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




ESPAÇO  ESPÍRITA

 

A vida é uma caminhada de mão dupla e estás sempre a cruzar com os que, mesmo involuntariamente, venham a prejudicar-te, muitas vezes motivados pela ignorância.

Do mesmo modo, apesar de tudo o que já aprendeste, poderás também estar a criar constrangimentos ou dores naqueles que te cruzam os passos.

De cada problema que surja, esforça-te por aprender alguma lição.

De cada momento difícil, esforça-te por buscar atitudes diferentes, mas sempre direcionadas para o bem.

Observa o que fazes e o que dizes, para não vires a te arrepender, pois, em consequência, teus problemas poderão se agravar.

A vida ensina, tu sabes disso e, o que não aprenderes por amor, aprenderás pela dor.

IRMÃ  MARIA  DO  ROSÁRIO

        Do livro “Movendo Montanhas” – Psicografia: Lúcia Cominatto – Editora IDE

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 




Cabelos | O Blunt Bob volta à cena

 

 

Atenta às tendências em cortes e colorações, Ingrid Desirée, megarrista e visagista, tem visto, em seu salão, uma procura crescente por um corte prático, simples na estrutura mas, sofisticado no visual.

Esse é o Blunt Blob, corte reto e bem definido, na altura do queixo, que valoriza a simetria do rosto e cria uma imagem mais forte e decidida. De acordo com a especialista, “no visagismo, o Blunt Bob é ideal para quem deseja destacar a linha do maxilar ou transmitir uma personalidade mais arrojada. Preferencialmente que o cabelo seja monocromático ou com mechas leves, com pouco contraste de cores. É perfeito para quem busca praticidade sem abrir mão do estilo, e pode ser adaptado para várias texturas de cabelo – desde os lisos até os cacheados”.

Pode ser usado liso ou em ondas. E. para quem tem poucos fios, a solução é, segundo Desirée, “colocar um pouco de fios de mega hair nas laterais, para preencher e compor um visual do corte com mais volume. Nesse caso, vale lembrar que a dica são extensões que usem técnicas de preenchimento com microcápsula de queratina ou fita adesiva somente. As outras técnicas ficam artificiais e deixam o visual pesado”, explica a especialista em fios.

Ingrid Desirée complementa sugerindo que para manter o Blunt Bob impecável, visitas regulares ao salão são essenciais, já que o crescimento dos fios pode comprometer o visual reto. “O ideal é cortar a cada 20 dias”.

Para manter o visual, a dica é lavar e secar com naturalidade usando escovas e secadores para dar volume. Fazer ondas com babyliss proporcionam um ar mais natural. “Além disso, tratamentos de hidratação e reconstrução são indispensáveis para garantir o brilho e a saúde dos cabelos”, finaliza Desirée.

 

Sobre “A Rainha do Mega Hair” – Situado em Guarulhos, na Grande São Paulo, o salão de beleza, é fruto do empreendedorismo da cabeleireira Ingrid Desirée, perita judicial em mega hair e profissional com mais de 30 anos de experiência no ramo de visagismo, cortes, coloração e técnicas de mega hair em oito países, entre eles em institutos renomados como o de Claude Juillard, academia Jacques Dessange, Jean Louis David, Franck Provost, Alexandre de Paris e L’Oréal francesa, Euro SOCAP da Itália, Mermaid Hair Brasil e Great Lenghths (de Lisboa), além de Hotheads, nos Estados Unidos. Em 2019, Ingrid foi eleita o Melhor Mega Hair do Brasil, pela CICESP (Centro de Integração Cultural e Empres arial de São Paulo) e Sindicato Pro Beleza. Atualmente, o salão recebe clientes de todo Brasil, incluindo celebridades do mundo da moda e arte. Saiba mais no site A Rainha do Mega Hair.




Em defesa da autoajuda

 

A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” revelou um fenômeno alarmante. Pela primeira vez na história, a maioria dos brasileiros declarou não ter lido sequer parte de um livro nos últimos três meses. Essa constatação representa uma perda de quase sete milhões de leitores em relação à última edição da pesquisa, realizada em 2019, indicando um afastamento crescente da leitura em nosso país. Os dados, que refletem uma tendência de longo prazo, apontam para uma crise multifacetada com raízes profundas.

O sistema educacional brasileiro enfrenta desafios estruturais que comprometem a formação de leitores desde a infância. A ausência de incentivos à leitura, aliada a currículos que muitas vezes não dialogam com a realidade dos alunos, cria barreiras ao desenvolvimento do hábito literário. Soma-se a isso a desvalorização cultural da leitura, vista por muitos como algo supérfluo, em contraste com as demandas imediatas da vida cotidiana. Políticas públicas insuficientes para democratizar o acesso aos livros, especialmente em comunidades carentes, também contribuem para agravar o problema.

Outro aspecto que merece destaque é a influência das tecnologias digitais. Redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de streaming têm moldado novos padrões de consumo cultural, oferecendo entretenimento rápido e superficial. Isso reduz o tempo e a disposição das pessoas para leituras mais profundas e reflexivas, como as que os livros proporcionam. Paralelamente, a literatura popular – que poderia servir como uma porta de entrada para novos leitores – é frequentemente desdenhada pelas elites culturais. Livros de autoajuda e de temática religiosa, por exemplo, são vistos com preconceito, apesar de seu impacto positivo em muitos segmentos da população.

A literatura de autoajuda, em particular, desempenha um papel fundamental na formação individual e coletiva. Suas mensagens de superação, disciplina e autorresponsabilidade promovem valores que transcendem o indivíduo, ao incentivar a construção de estruturas sociais mais inclusivas e colaborativas. É importante ressaltar que, ao estimular a individualidade – o reconhecimento das características únicas de cada pessoa – esses livros não promovem o individualismo, que se caracteriza pelo egoísmo e pela desconexão social. Pelo contrário, eles ajudam a fortalecer vínculos coletivos ao mostrar como talentos e limitações individuais podem se complementar para alcançar objetivos comuns.

Os livros religiosos, por sua vez, têm a capacidade de transmitir valores éticos e morais que favorecem a convivência social e o bem-estar coletivo. Ao desvalorizar essas formas de literatura, as elites intelectuais acabam não apenas restringindo o acesso das massas à leitura, mas também perpetuando um ciclo de exclusão cultural. Reconhecer a importância dessas obras é fundamental para resgatar o hábito da leitura em um país onde ela está em declínio.

Para reverter esse cenário, é essencial adotar uma abordagem inclusiva e abrangente. É preciso valorizar todos os gêneros literários, reconhecendo o potencial transformador de cada um, e investir em políticas públicas que incentivem o hábito de ler, em todos os níveis. Reformular a educação, integrando práticas pedagógicas que estimulem o prazer pela leitura e a diversidade literária, é um passo crucial. Além disso, aproveitar as tecnologias digitais para ampliar o acesso a e-books e audiolivros pode ajudar a atrair novos públicos.

O declínio da leitura no Brasil não é apenas um reflexo dos problemas educacionais e culturais, mas também um alerta sobre a necessidade de promover uma transformação coletiva. Livros de autoajuda e livros religiosos têm um papel indispensável nesse processo, ao oferecer ferramentas que incentivam tanto o crescimento individual quanto a coesão social.

Resgatar a leitura como hábito cultural é mais do que um desafio; é uma oportunidade de construir uma sociedade mais justa, equilibrada e solidária.

 

André Naves é defensor público federal formado em Direito pela USP; especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social e mestre em Economia Política pela PUC/SP; Cientista Político pela Hillsdale College; doutor em Economia pela Princeton University; Comendador Cultural, Escritor e Professor (Instagram: @andrenaves.def).

 

 




Entre os BRICS e o G20: a ambígua postura brasileira

 

O G20, ou Grupo dos 20, é um fórum internacional formado pelas principais economias do mundo, que reúne tanto economias avançadas quanto emergentes. Criado em 1999 em resposta às crises financeiras dos anos 1990, especialmente a crise asiática de 1997, o G20 inclui 19 países e a União Europeia, representando aproximadamente 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e cerca de dois terços da população global. Seus membros são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia.

O G20 tem como principal objetivo promover a cooperação econômica internacional e discutir temas que impactam a estabilidade econômica e financeira global. Embora o grupo não possua um secretariado fixo ou sede permanente, suas atividades ocorrem por meio de reuniões anuais entre chefes de Estado dos países membros, além de encontros entre ministros de finanças e presidentes de bancos centrais. O G20 opera com uma presidência rotativa anual, na qual o país anfitrião define a agenda de discussões. Essa estrutura informal e sem exigências jurídicas rígidas permite que o G20 responda rapidamente a crises e questões emergentes na economia global, tornando-o um fórum estratégico para negociações.

De dezembro de 2023 a dezembro de 2024, a presidência do grupo está a cargo do Brasil. Na pauta, Brasília colocou como temas centrais o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global. Essas prioridades refletem as posições e preocupações do atual governo brasileiro.

A ênfase do Brasil em temas como justiça social, sustentabilidade e reforma institucional pode ser vista como uma tentativa de reposicionar o país como líder na agenda de desenvolvimento e ponte entre o Norte e o Sul globais. Essa postura alinha o Brasil a outras nações emergentes que buscam uma ordem internacional mais multipolar e representa uma crítica indireta à forma como as economias desenvolvidas têm tratado questões de desigualdade e meio ambiente. A estratégia brasileira de fomentar discussões inclusivas e envolver a sociedade civil — como na iniciativa do “G20 Social” — reforça seu posicionamento como defensor de uma governança global mais democrática e acessível, ao menos em teoria.

Entretanto, essa pauta para a presidência do G20 pode parecer inconsistente frente à participação brasileira nos BRICS — que recentemente expandiu-se para incluir regimes autoritários com baixo comprometimento com os direitos humanos. A postura do Brasil reflete uma tentativa de equilibrar sua influência em dois blocos com ideologias e visões distintas: o G20, mais alinhado com democracias liberais e valores ocidentais, e os BRICS, um agrupamento diverso que inclui Estados que desafiam normas de direitos humanos e governança.

Do ponto de vista realista, a aproximação com regimes autoritários pode ser vista como uma estratégia pragmática em que o Brasil busca maximizar seus interesses nacionais, diversificar alianças e ampliar sua influência global. Contudo, essa postura coloca o país em uma posição ambígua, especialmente ao se apresentar como defensor da democracia e dos direitos humanos em fóruns como o G20. Críticos observam que, ao estreitar relações com governos que violam direitos civis e políticos, o Brasil arrisca diluir sua credibilidade em pautas democráticas, comprometendo sua imagem de defensor de valores dados como universais. Um exemplo crescente é o reconhecimento, pelo partido do presidente Lula, da vitória do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em eleições amplamente contestadas.

Geopolíticos como Zbigniew Brzezinski argumentam que alianças com regimes autoritários podem resultar em afastamento de aliados ocidentais e marginalização em fóruns que priorizam os direitos democráticos. Ao se aproximar de países como Irã, Arábia Saudita e Rússia, o Brasil pode perder parte do apoio das potências ocidentais em temas como sustentabilidade e desenvolvimento inclusivo, gerando uma tensão entre seus discursos sobre justiça social e o apoio a regimes opressivos.

Independentemente da presidência brasileira e sua postura ambígua, o G20 enfrenta desafios e limitações. Como fórum informal, suas decisões, embora influentes, não têm poder vinculante. A implementação das resoluções depende da vontade política e da capacidade dos países membros, limitando a eficácia do G20 na resolução de questões globais urgentes, como o combate às desigualdades econômicas e às mudanças climáticas, já que seus compromissos se baseiam no consenso, sem garantias de cumprimento.

Além disso, as crescentes tensões geopolíticas entre os membros do G20, como a rivalidade entre Estados Unidos e China e as questões ligadas à invasão russa da Ucrânia, representam obstáculos à construção de consensos. As diferenças políticas e econômicas, bem como os interesses divergentes entre economias desenvolvidas e emergentes, dificultam soluções conjuntas para desafios globais. Apesar dessas limitações, o G20 permanece um fórum influente, cuja presidência o Brasil parece não aproveitar plenamente para estreitar laços comerciais com outras nações.

João Alfredo Lopes Nyegray é doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais. Advogado, graduado em Relações Internacionais. Coordenador do curso de Comércio Exterior e do Observatório Global da Universidade Positivo (UP). Instagram: @janyegray




Contratação de novos delegados alivia, mas não estanca evasão na Polícia Civil de SP, alerta Sindicato

A contratação, nesta semana, de 305 novos delegados de Polícia por parte do governo paulista, para o trabalho em diversas regiões do estado, alivia, mas ainda não é o suficiente para recompor o déficit da instituição e, principalmente, “estagnar” a perda de profissionais que deixam a função em razão dos baixos salários e da falta de plano de progressão atrativo para a carreira. O alerta é do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp).
Apesar das recentes admissões, no mês de setembro deste ano, para se ter ideia, 767 vagas para delegado estavam em aberto no estado, segundo dados do Sindpesp. A presidente do Sindicato, delegada Jacqueline Valadares, teme que as desistências, nas mais diversas funções da Polícia Civil, ao longo dos próximos meses, se acentuem:
“As contratações, em número expressivo, são mais do que bem-vindas para a Polícia Civil. Dos 353 novos delegados nomeados, 305 concluíram o curso e foram designados para Delegacias de todo o estado, que, aliás, há tempos estavam desfalcadas. Outros, embora nomeados, desistiram da formação para seguir diferentes caminhos, carreiras ou, até mesmo, atuar em estados que oferecem melhores condições de trabalho e remuneração”, destaca.
Diversos são os fatores que concorrem para esta situação, de acordo com Jacqueline. Por exemplo: não de hoje, São Paulo, campeão de arrecadação de tributos, estado mais rico do País e, também, com o maior custo de vida, é o 22º no ranking dos subsídios pagos aos seus delegados:
“Pesa, ainda, para a evasão constante do quadro de Recursos Humanos da Polícia Civil, o péssimo plano de progressão na carreira. A maioria dos delegados se aposenta sem conseguir chegar à classe especial, ou seja, ao topo, após uma vida inteira dedicada à Segurança Pública”.
Para a presidente do Sindpesp, chegou a hora de o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), apresentar um plano de reestruturação salarial e de progressão na carreira, a fim de estimular a admissão de novos delegados e a permanência dos efetivos:
“Sem isso, novas nomeações, como as dos 305 novos delegados, que ocorreram há poucos dias, serão apenas paliativas”, alerta.
Jacqueline lembra, ainda, que a perda constante de profissionais impacta diretamente na eficiência das investigações e incentiva a sensação de impunidade:
“A valorização dos profissionais da Polícia Civil é fundamental para atrair mais talentos, reduzir a sobrecarga dos agentes em atividade e garantir uma resposta rápida e eficaz à sociedade”, frisa a delegada.
Defasômetro
Dos 41.912 cargos em funções diversas da Polícia Civil bandeirante, apenas 27.323 estavam ocupados em setembro deste ano, resultando em 14.589 vagas em aberto. Os números são do Defasômetro, do Sindpesp.
Mesmo com a nomeação de 4.017 novos agentes em maio de 2024, a instituição segue enfrentando constante debandada de profissionais. Dois meses atrás, 132 policiais pediram baixa, o que, para a presidente do Sindicato é preocupante:
“Se as saídas continuarem neste ritmo, até o final de 2026 poderemos ter quase 4 mil policiais civis a menos, anulando, assim, a eficiência dos recentes concursos, treinamentos e nomeações”, enfatiza.



Polícia prende casal contrabandeando vinho

 

A Polícia Rodoviária prendeu na manhã desta quinta-feira (21) no quilômetro 451 da rodovia Raposo tavares, município de Assis, um casal acusado de contrabandear vinho de fabricação argentina.

O rapaz, de 23 anos e sua acompanhante, de 21, ocupavam uma pick-up Fiat Strada, placas de Maringá (PR), em cuja caçamba transportavam a carga da bebida sem documentação fiscal.

Ambos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, em Marília.

 




Diocese de Assis

Não tem medida os avanços e as inumeráveis conquistas biotecnológicas, médicas, tecno-científicas, genéticas, espaciais… feitas pela humanidade. Contraditoriamente, não tem medida, também, a concentração de renda e de poder, a miséria, a fome, a pobreza, a discriminação, o preconceito, a segregação… Será que o desenvolvimento sócio-econômico só serve para ampliar as desigualdades? Não seria possível usarmos tudo isso para promovermos a justiça?

O Brasil é o país da diversidade, da pluralidade, da multiplicidade e da miscigenação. Não obstante, ostenta a contradição; convive passivamente com os extremos gritantes e carece de iniciativas conseqüentes para mudanças estruturais significativas.

Em nossa pátria amada e idolatrada, nem todos os filhos são tratados com amor, dignidade e respeito; o berço esplêndido é privilégio; a igualdade é utopia; a paz no futuro é minguada e a glória do passado foi sepultada com seus verdadeiros heróis.

Não podemos continuar vivendo com a consciência morta. É preciso acordar! Em nosso país muitos dormem o sono alheio.

Estamos no mês de novembro e, precisamente, na semana nacional da consciência negra.  Acontece que, todo dia 20 de novembro é o dia de Zumbi dos Palmares, uma das figuras históricas mais importantes da resistência negra contra a escravidão e o racismo.

A consciência negra não é um reduto, nem um gueto racial, mas uma convocação geral para recriarmos relações verdadeiramente humanas. A consciência negra é o caminho para restaurar os valores, a força, a identidade, a beleza, a dignidade, os direitos… do povo brasileiro e revitalizar as raízes culturais que lhes são mais profundas e próprias.

Somente através da luta conquista-se espaço e direito. A maior parte das conquistas do nosso povo, foram fruto do heroísmo e da resistência, desde os quilombos; desde “os Zumbis”. Outras tantas conquistas só chegaram por força de lei e, permanentemente combatidas. A lei das cotas e da obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira são exemplos disso.

Os negros trazidos para América ficaram submetidos ao sistema de produção econômico; primeiro como escravos, no trabalho, e, depois, como escravos do passado. Dentro disso é que nasceram e se reproduziram as condições de marginalização e empobrecimento.

Entre tantas situações que pesam sobre o povo negro e são como um clamor de oprimidos, destacamos: 1) a exclusão de negros e negras dos altos postos nas diferentes esferas, governamentais, militar, universitária, eclesiástica, etc; 2) o peso da cultura dominante que arrisca a sufocar “o negro”, manipulando-se os censos ou estatísticas e tornando-se invisível o povo negro de cada país; 3) a marginalização geográfica com a imposição das favelas e das periferias, o que equivale à exclusão dos centros de produção; 4) a luta pela sobrevivência, em nível pessoal e comunitário, dificulta os processos de organização do Povo Negro; 5) as dificuldades no mercado de trabalho agravam a situação dos negros e as negras; 6) a negação da história específica do Povo Negro e o desconhecimento da contribuição dos seus líderes à história nacional impede a existência de um programa multirracial de educação; 7) a falta de compromisso serio da sociedade civil que impede a possibilidade de políticas afirmativas.

A desigualdade de condições políticas, econômicas, sociais e culturais reproduz racismo, discriminação racial, xenofobia e formas intolerantes de relacionamentos, que constituem a negação dos propósitos e princípios fundamentais dos direitos humanos.

É fundamental a criação de meios para uma sociedade mais livre e justa.

É preciso ampliar as ações proféticas em nosso meio para que a riqueza do pluralismo cultural não seja debilitada pela cultura dominante. Pelo contrário, seja expressão da “fraternidade” e do “ecumenismo” radicado da utopia cristã.

Queremos um mundo de irmãos!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS

 




ESPAÇO ESPÍRITA

 

Ama e serve com Jesus.

Amar significa: compreender, esperar, perdoar, alegrar, consolar, reerguer.

Servir representa: impulsionar, doar, auxiliar, advertir, fortalecer.

O amor sem o serviço, muitas vezes, acaba se limitando a teoria vazia.

O serviço sem o amor, muitas vezes, pode descambar para a tarefa mercenária.
A soma do amor e do serviço resulta na verdadeira caridade.

Quem ama e serve, colhe para si os resultados da caridade que semeia, sentindo nascer em seu íntimo a árvore do progresso e da paz.

Quem foge ao amor e ao serviço, se ilude e perde tempo, retardando a felicidade que todos buscam.

Amemos e sirvamos, na certeza de que, em assim agindo, segundo nossa capacidade, estaremos fortalecendo nossos espíritos no exercício da caridade.

UM AMIGO

Extraído do livro “Diretrizes Espíritas” – Psicografia: Clayton Levy – Editora EMEUSE INTERMUNICIPAL DE ASSIS
ÓRGÃO DA UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS DO ESTADO DE SÃO PAULO