Espaço Espírita

  

Não obstante exclamares, muitas vezes, desconsoladamente, “como me sinto só!…” – Deus está contigo em todos os lugares.

Habitua-te a senti-lo porque através de todas as coisas que te rodeiam, a Sua bondade infinita se manifesta, ofertando-te luz e alegria.

O seu amor palpita em toda a parte, numa torrente de harmonias benditas!…

A Sua misericórdia imensa está na terra que pisas, no ar que te circunda, nas leis inteligentes e sábias da Natureza que te prodigaliza incalculáveis benefícios.

E nunca te esqueças que Deus é o Amor sem limites.

Enquanto maldizes o sofrimento, algumas vezes, lamentando o teu dia atual que deve ser de proveitoso trabalho, a flor te oferece perfume, a árvore compassiva te dá os seus melhores frutos, a estrela envolve-te de esperança com cintilações e sorrisos, o sol te dá saúde, a terra te oferta inumeráveis tesouros!…

É a bondade inexcedível do Criador que se manifesta em toda a sua intensidade e grandeza, perdoando-nos os ímpetos de revolta e olvidando-nos a cólera, indiferente aos nossos errôneos julgamentos, estimulando-nos para o progresso e animando-te para a elevação.

Acostuma-te a ver e a sentir devidamente todas estas coisas!…

E jamais te enfraqueças, porque Deus encontra-se em toda a parte e, ao invés de te desesperares, escuta a Natureza, a segredar-te sem palavras: Deus está contigo.

EMMANUEL

       Extraído do livro “Viajor”  –  Psicografia: Francisco Cândido Xavier

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Diocese de Assis

 

Por causa da dureza do coração humano, Moisés tolerou que o divórcio conjugal fosse aceito pelos israelitas. Essa tolerância ia contra os mandamentos que ele próprio havia promulgado naquela travessia de longos anos. Jesus, o novo Moisés, aquele que não veio abolir a lei, “mas levá-la à perfeição”, ratifica: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira” (Mc 10,11). E vice e versa. Antes, reafirmou: “já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem, o que Deus uniu”.

Estão aí as mais objetivas palavras a favor da indissolubilidade da vida conjugal. Para muitos – talvez grande maioria – são essas prerrogativas cristãs um grande empecilho para a adesão e o seguimento incondicional ao mestre nazareno. Diria até ser este o motivo maior que impede um crescimento exponencial do cristianismo no mundo, nos dias de hoje. A vida dissoluta e prazerosa de muitos não combina com um compromisso de fidelidade, em especial quando esse compromisso diz respeito à vida a dois, à instituição familiar. E fidelidade é questão de observância à lei, de respeito à sua sacralidade. E sagrado é o caminho da santidade, da fidelidade também a Deus.

Assusta-nos essa tomada de consciência, que aponta nossa infidelidade não apenas ao cônjuge traído ou repudiado, mas igualmente a Deus. Se houve total adesão à vontade divina, se a bênção nupcial recebida foi algo divino, fruto de seu plano de amor, projeto de vida familiar e conjugal, então não se corta ao meio aquilo que “Deus uniu”. Eis a questão. Houve ou não o dedo de Deus naquela vida a dois? Foi Deus ou a volúpia carnal que os fez “marido e mulher”? Como diferenciar o fato do ato, a união plena e real de uma atração e ilusão momentâneas? Para diagnosticar essa verdade existem os tribunais da Igreja, que atestam ou não uma validade sacramental. Mas o fato primeiro é que não nos cabe aqui qualquer julgamento. Essa questão só Deus pode julgar.

A lição maior desse posicionamento radical de Jesus está no peso da lei de Deus. Não à toa a denominamos Lei do Amor. Nela residem todos os elementos da autenticidade, da fidelidade, da tolerância e do diálogo que caracterizam uma união plena e perfeita aos olhos de Deus. Assim como na pureza e no amor infantil, que circundam os passos de Jesus com alegria e simplicidade, “porque o Reino de Deus é dos que são como elas” (Mc 10,14). Ou seja, ninguém conserva um relacionamento perfeito, de amor pleno e duradouro, se não possuir a autenticidade de uma criança diante de Deus. Porque ela confia na proteção divina. Porque ela se submete aos seus ensinamentos. Porque ela não se deixa levar pelos turbilhões da maldade e do desamor. Antes, procura estar sempre próxima e moldar-se à perfeição dos mandamentos que a fé, só a fé, as ensina a praticar.

Tornar-se uma só carne é o ápice da vida conjugal perfeita. É sentir o que o outro sente, sonhar o que o outro sonha, viver o que o outro vive. Para quem vive ou viveu uma paixão verdadeira, sabe perfeitamente quão real são essas afirmativas. Assumir, pois, o tecido da unidade plena e total numa vida a dois não é acreditar em contos de fadas ou ilusões adolescentes. É repetir diuturnamente para o amado ou a amada, o mesmo que Adão exclamou ao acordar de um sono profundo e contemplar a beleza de sua amada: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne”! (Gn 2,23).

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Espaço Espírita

 

– Estou indignado. Falaram mal de mim.

– É verdade?

– Tudo mentira.

– Então, por que a indignação?

– Vão me julgar mal…

– Tem a consciência tranquila?

– Inteiramente.

– Se nada deve, relaxe.

– Não posso. Devo zelar por minha integridade.

– Desde quando ela depende de opiniões alheias?

– É duro receber crítica sendo inocente.

– Preferiria ser culpado?

– Não; mas como superar a indignação? 

– Experimente exercitar a compreensão.

RICHARD  SIMONETTI

Extraído do livro “Trinta Segundos” – CEAC Editora

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Supremo Tribunal Federal Defende os Direitos dos Pacientes

Em 25 de setembro de 2024, o STF decidiu por unanimidade que pacientes adultos e capazes têm o direito de recusar transfusões de sangue por motivos religiosos e optar por tratamentos médicos comprovados que não envolvam o uso de sangue. Esta decisão defende os direitos dos pacientes para todos os brasileiros.
O STF analisou dois casos envolvendo Testemunhas de Jeová que tiveram o direito de tomar suas próprias decisões médicas negado, devido às suas crenças religiosas. Em um dos casos, o ministro Gilmar Mendes enfatizou a importância da autonomia do paciente: “Em razão da liberdade religiosa e da autodeterminação, mostra-se legítima a recusa pelas Testemunhas de Jeová de tratamento que envolva transfusão de sangue.” No outro caso, o ministro Luís Roberto Barroso mencionou que “o direito à recusa de transfusão de sangue por convicção religiosa tem fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da liberdade de religião.”
Essas decisões estão de acordo com decisões de tribunais internacionais. Dias antes do julgamento do STF, a Grande Câmara do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (CEDH) confirmou que os pacientes têm o direito fundamental de escolher seus próprios cuidados médicos no caso Pindo Mulla vs. Espanha.
Comentando sobre procedimentos e tratamentos médicos que evitam o uso de sangue, o ministro André Mendonça observou que a decisão do STF “derruba qualquer preconceito” contra tratamentos médicos que evitam o uso de transfusão de sangue. Ele destacou que existem “numerosos documentos e estudos nacionais e internacionais que demonstram claramente a eficácia desses tratamentos, tanto que não só a comunidade internacional, mas também o Sistema Único de Saúde (SUS) reconheceu sua eficácia.”
Kleber Barreto, porta-voz das Testemunhas de Jeová no Brasil, afirma: “Estamos felizes que, em ambos os casos, o STF tenha defendido unanimemente os direitos dos pacientes de tomar decisões médicas informadas com base em suas crenças.”

 

Porta-voz das Testemunhas de Jeová
Gilberto dos Santos
Contato: [email protected]




Nova norma nacional deve impulsionar registro de uniões estáveis em cartórios

A recente resolução nacional editada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que permitiu a prática de atos de divórcios, separações, inventários e partilhas mesmo com filhos menores em Cartórios de Notas de todo o Brasil trouxe uma importante mudança para quem vive em união estável: a segurança de ser considerado herdeiro do companheiro sem a necessidade de ingresso na Justiça.

De acordo com o artigo 18 da Resolução nº 571/24, publicada neste mês de setembro, em caso de falecimento do companheiro, o convivente sobrevivente será considerado herdeiro quando reconhecida a união estável pelos demais sucessores ou quando for o único sucessor e a união estável estiver previamente reconhecida por escritura pública de união estável, feita em Cartórios de Notas, e devidamente registrada.

A novidade deve fazer com que muitos casais heteroafetivos e homoafetivos que há anos vivem juntos, mas não possuem comprovação da união, busquem formalizar a relação para garantir os direitos de herança de seu companheiro. Em 2023, segundo dados do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), os Cartórios de Notas paulistas realizaram 19,8 mil uniões estáveis, enquanto até agosto deste ano foram feitos outros 13,4 mil documentos deste tipo, número que deve aumentar a partir da entrada em vigor do novo regramento nacional.

“A nova regulamentação trouxe uma segurança ainda maior e deverá aumentar a busca deste serviço em Cartórios de Notas, principalmente para aqueles casais que não possuem herdeiros, e que os problemas de herança eram muitos frequentes”, afirmou o presidente do CNB/SP, André Medeiros Toledo. “Agora, basta ao casal formalizar a escritura de união estável que esta fará prova plena daquela relação, garantindo a segurança do companheiro sobrevivente contra investidas de terceiros”.

O documento, que pode ser feito de forma física ou digital pela plataforma eletrônica nacional do e-Notariado, comprova ainda o início da relação, pode definir o regime de bens, facilita eventual alteração do nome, bem como pode garantir direitos junto ao INSS, convênios médicos, odontológicos, clubes, etc.

Para fazer a escritura de união estável presencialmente o casal interessado deve comparecer ao Cartório de Notas portando os documentos pessoais originais e declarar a data de início da união, bem como o regime de bens aplicável à relação. Já no caso do ato online, o casal deve acessar a plataforma e-Notariado, e seguir o passo a passo para solicitar a videoconferência com o tabelião de notas.

Desde 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a reconhecer a união estável como núcleo familiar, configurado pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituição de família. O instituto traz consequências jurídicas, inclusive sucessórias, aos casais. Aplicam-se à união estável os deveres de lealdade, respeito, assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos. Por esse motivo, é importante que os casais formalizem a existência da união mediante escritura pública declaratória.




Diocese de Assis

 

Não era verde. Nem azul. Simplesmente, ao tocar do Mestre, não só o dedo do menino, mas todo seu corpo se iluminou. Assim entenderemos melhor esse momento de graça no colo do Senhor. Por extensão, também melhor entenderemos a poesia e a grande mensagem de Michelangelo no teto da Capela Sistina, onde bem representou a obra denominada A Criação de Adão. Tanto lá quanto cá, o gesto divino de estender a mão para acolher e dar vida à sua criatura estão presentes. O toque do dedo de Deus.  A vida sendo irradiada e transmitida como uma luz divina. O colo paterno acolhendo e embalando a sempre carente criança humana e sua alma ainda infantil.

Jesus tocou aquela criança e a colocou no colo, declarando seu amor por ela. “Quem acolher em meu nome uma dessas crianças é a mim que estará acolhendo” (Mc 9,37). Como não enxergar uma nova criação divina na ternura desse momento?

Temos aqui um belo exemplo da força que irradia do simples toque divino. Imagine então do colo… Imagine o milagre da vida nova que toma conta da pessoa que se deixa tocar, seja aqui uma criança ou não. Foi para esses “pequeninos” de alma e coração que Jesus foi enviado. O que conta não é a estatura humana, mas a pureza e simplicidade dos que se deixam por Ele serem acolhidos. Sem os truques da falsidade. Sem as mazelas dos interesses pessoais. Sem a maldade dos corações entorpecidos pelo egoísmo pessoal. Aproximar-se de Jesus como criança. Com o dedo verde de esperança, azul de saudades do infinito ou mesmo vermelho de vergonha pelos pecados. Aproximar-se de Jesus reconhecendo nossa pequenez diante dele. Nada mais. Então o toque do acolhimento torna-se um momento mágico, único, especial. Não a pessoa humana de Cristo, mas o próprio Deus entre nós é quem nos acaricia e embala em seu colo santo.

Penetrar na dinâmica desses gestos e contextos é algo revelador. Nos faz pensar. Não será a prepotência humana um instrumento de salvação. Nunca. Ao contrário, a soberba, o orgulho, a arrogância de muitos continuam como pedras de tropeço da fé cristã. Antes, é necessário um desarmar-se dos muitos conceitos e sentimentos negativos que dominam mentes e corações entulhados pela falsa sabedoria humana. O intelecto exacerbado pelo pensamento materialista será causa de condenação de grande maioria. A fé exige um desnudar-se das lógicas “dos homens”, que rejeita qualquer possibilidade de “ressurreição”. A morte é certa para todos. Mas, para muitos, não é utopia acreditar num sonho de eternidade, de vida além desta. “Os discípulos, porém, não compreendiam essas palavras… e tinham medo de perguntar”> (Mc 9,32). Criança que é criança desconhece esse medo. A pergunta é sua forma de aprendizado. Mesmo que se repitam essas perguntas ao longo de suas vidas. Perguntar, perguntar, perguntar. Um dia Deus responde com clareza.

Eis a razão do ceticismo de muitos. Medo de fazer perguntas. Só a criança aceita com naturalidade o colo de Deus, o conforto do Pai, o toque divino do Mestre que o acolhe com seu sorriso sempre cativante. Só a criança faz perguntas certeiras, objetivas. Só a simplicidade da alma ingênua, porém sedenta da verdade, afasta a insegurança, dá-nos o destemor de enfrentar a vida como crianças sonhadoras. Mas jamais ignorantes na fé que professam. Se você se sentir embalado por Jesus, neste momento, aproveite. Olhe fundo nos olhos misericordiosos do Mestre, afague seu rosto, toque também seus dedos, sua mão disposta sempre a abençoar; encoste sua cabeça em seus ombros. Então tudo será luz em sua vida!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 




ESPAÇO  ESPÍRITA

 

Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.

Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.

Cabeça ociosa é perigo à vista.

Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.

Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.

Se, por alguma circunstância, surge-­te uma hora vazia, preenche-­a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer…

O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as ideias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso.

Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz.

Hora vazia, nunca!

JOANNA DE ÂNGELIS

  Do livro “Episódios Diários” – Psicografia: Divaldo Pereira Franco – Editora LEAL

Setembro Amarelo – Valorizemos a Vida                                                                                                                     USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

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Diocese de Assis

 

Para tudo existe uma medida, referência ou parâmetro. Ninguém precisa viver às tontas, batendo cabeça, errando o rumo e a direção.

Sempre nos baseamos em algo para nos movimentarmos, nos decidirmos e enfrentar a vida. E isso é fundamental.

Quando a medida, referência ou parâmetro deixa a desejar, tudo o que vem pela frente, inclusive, nós mesmos, correm sério risco de desagregação.

O livro do Eclesiástico, no capítulo 4, nos ajuda a repensar nossa posição diante da vida e nossas atitudes frente às situações, sejam elas cotidianas ou circunstanciais.

A autoreferencialidade não é uma boa medida para agir; pelo contrário, conduz ao esgotamento das fontes e das possibilidades porque ninguém se basta a si mesmo.

Como é um livro sapiencial, o Eclesiástico nos permite fazer ponderações importantes quanto ao nosso modo de ser e agir.

Advertências importantes (vv. 1-10)

Meu filho, não recuse ajudar o pobre, e não seja insensível ao olhar dos necessitados. Não faça sofrer aquele que tem fome, e não piore a situação de quem está em dificuldade. Não perturbe mais ainda a quem já está desesperado, e não se negue a dar alguma coisa ao necessitado. Não rejeite a súplica de um pobre, e não desvie do indigente o seu olhar. Não desvie o olhar daquele que pede alguma coisa para você, e não dê ocasião para que alguém o amaldiçoe, porque se uma pessoa amaldiçoa você com amargura, o Criador atenderá ao pedido dela. Seja simpático para a comunidade, e diante de um grande abaixe a cabeça. Incline o ouvido ao pobre e responda com delicadeza à saudação dele. Arranque o oprimido do poder do opressor, e não seja covarde em fazer justiça. Seja como um pai para os órfãos e como um marido para a mãe deles. Desse modo, você será como um filho do Altíssimo, e o Altíssimo amará você mais do que a sua própria mãe.

A sabedoria educa o homem (vv. 11-19)

A sabedoria educa os seus filhos e cuida daqueles que a procuram. Quem tem amor a ela, ama a vida, e os que madrugam para procurá-la, ficarão cheios de alegria. Quem a possui, terá como herança a honra, e aonde quer que vá, o Senhor o abençoará. Aqueles que servem a ela prestam culto ao Santo, e o Senhor ama aqueles que a amam. Quem a escuta, julga com justiça, e quem lhe dá atenção viverá tranqüilo. Quem nela confia, a receberá como herança, e seus descendentes a conservarão como propriedade. Primeiro, ela o conduzirá por caminhos tortuosos, causando-lhe medo e tremor, e o atormentará com sua disciplina, até que o homem confie nela e até que ela o tenha provado com suas exigências. Depois, ela o reconduzirá pelo caminho reto, o alegrará e lhe manifestará os seus segredos. Se ele se desviar, ela o abandonará e o entregará ao sabor do próprio destino.

Autenticidade e coerência (vv. 20-31)

Observe as circunstâncias, mas guarde-se do mal e não se envergonhe de si mesmo. Existe uma vergonha que conduz ao pecado, e existe uma vergonha que traz honra e graça. Não seja muito severo consigo mesmo, e não se envergonhe do seu erro. Não deixe de falar no momento oportuno, e não esconda a sua sabedoria, porque é pelo falar que se reconhece a sabedoria, e é pela palavra que se percebe a instrução. Não contradiga a verdade, mas envergonhe-se de sua própria ignorância. Não se envergonhe de confessar os próprios pecados, e não se oponha à correnteza de um rio. Não se submeta a um insensato, e não seja parcial em favor de um poderoso. Lute até à morte pela verdade, e o Senhor Deus combaterá por você. Não seja arrogante no falar, nem preguiçoso e covarde no agir. Não seja um leão para a sua família, nem suspeite de seus dependentes. Não tenha a mão aberta para receber e fechada na hora de dar.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Diocese de Assis

 

          Todo seguimento tem um custo. E um benefício. Até nas ideologias ditas mundanas, nas divisões político-sociais, no campo da produção versus consumo, em todos os setores onde o ser humano atua e constrói sua história exige-se a defesa de um ideal a seguir. Seu custo-benefício.

Também na prática da fé cristã. Aliás, exatamente nesta encontramos o mais alto preço a se pagar por seu seguimento. Seguir Jesus não é nada fácil, sequer agradável, pois exige renúncias e sacrifícios. Não pense você que uma vida de fé possa lhe render lucros e dividendos, quando o próprio mestre foi bem claro e suscinto ao dizer a que veio. Antes de cumprir sua missão, deveria sofrer muito, ser rejeitado por todos os poderes religiosos e políticos, ser acusado injustamente, humilhado publicamente, condenado e morto da forma mais vil e dolorosa e sepultado às pressas para não estragar a festa dos que comemoravam a libertação terrena de um povo que se dizia escolhido, privilegiado. Ele não. Ele seria tão somente um rejeitado do próprio povo!

Só depois viria a ressurreição, a vitória final. “Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: ‘Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga’, pois esse era o seu preço… (Mc 8, 34). Seu benefício? A salvação eterna!

Eis aqui os parâmetros que qualquer cristão deveria ter sempre presentes em sua prática de fé. Injustiça, perseguição e incompreensão é o mínimo que o mundo nos oferece pelo simples fato de nos dizermos seguidores de Jesus de Nazaré. Tentar fazer discípulos e levar adiante a necessária difusão dos Evangelhos é quase um crime, atualmente. O mundo não nos vê com bons olhos. O cristianismo não combina com a vida dissoluta e sem compromissos da grande maioria. A perversão, o liberalismo, a devassidão, a imoralidade sem freios tornaram-se sinônimos de modernidade. Contra isso tudo a fé cristã não deve, não pode se posicionar, pois vai contra direitos adquiridos ou conquistas sociais do dito livre arbítrio humano. Ah, triste liberdade! Quem retomará as rédeas desse trotear para a perdição geral? “Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho”, nos responde Jesus.

Portanto, fé e razão não se dissociam da realidade que vivemos. Se o caos parece nos amedrontar, nos destruir, por outro lado a razão da fé cristã ainda é o lastro de luz, o único, capaz de apontar outro caminho. Não há por que sepultar a esperança de salvação, quando a vida dissoluta sempre dá sinais de cansaço e decepção. Muitos já não toleram tantos desvios de conduta e perversão. A grande maioria busca mudanças, palavras de um conforto maior, uma luz, uma esperança renovada. Só Jesus tem essas palavras. Só Ele para devolver ao mundo as promessas de eternidade que a falácia dos homens enterrou nas desilusões de uma vida passageira. Só o cristão que vive sua fé ao preço da cruz que carrega é capaz de devolver ao mundo essa esperança perdida! Coragem, pequenino rebanho… “porque não fostes vós que me escolheste, mas fui eu, para irdes fazer discípulos todos os povos”, até que tudo aqui se acabe. E se renove a face da Terra. Façam-se novas criaturas de Deus! Porque a salvação do mundo está em nossas mãos, depende de nós.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Espaço Espírita

 

Somente de Deus pode vir a solução para os intrincados problemas que nos envolvem em decorrência da Justiça Divina atuando em nossa consciência.

Como Deus é amor, conforme nos apresentou o Evangelista João (I João, 4:8), é forçoso concluir que somente o amor tem o poder de nos libertar do sofrimento que se abateu sobre nós.

Um pedaço de pão a quem passa forme na rua pode ser a porta que se abre aos canais da provisão divina atenuando nossas dores.

Jamais nos esqueçamos, filhos, das palavras liberadoras do apóstolo Pedro: “A caridade cobrirá a multidão de pecados” (I Pedro, 4:8).

BEZERRA DE MENEZES

Do livro “Recados do meu Coração” – Psicografia: José Carlos De Lucca

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