Diocese de Assis

 

Nós temos muita coisa a aprender com o coração. Muitos, já escreveram e falaram coisas muito profundas sobre o “fazer do coração” que vale a pena retomar:

Antoine de Saint-Exupéry, no livro ‘O Pequeno Príncipe’ dizia: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Blaise Pascal, dizia:“O coração tem razões que a própria razão desconhece e por isso a ciência e a técnica sempre ficarão aquém”.

A Bíblia, ao falar do coração, o vê como o centro do pensamento, dos projetos e do amor. Jesus dizia: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8); “De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Mt 6,21); “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, mas o homem mau tira do seu mal coisas más, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio” (Lc 6,45).

Sob este ponto de vista, para avaliar as razões do coração, só aprendendo, também, a amar. E, sobre isso, o Apóstolo Paulo tem muito a nos ensinar: “É acreditando de coração que se obtém a justiça, e é confessando com a boca que se chega à salvação” (Rm 10,10); “Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7); “Que a paz de Cristo reine no coração de vocês. Para essa paz vocês foram chamados” (Cl 3,15).

São João Crisóstomo, bispo, século IV, numa de suas homilias sobre a segunda carta aos Coríntios, olha para este tema do amor em Paulo. Vale a pena ler.

“Nosso coração se dilatou!

Aquilo que produz calor costuma dilatar. Assim, é próprio da caridade dilatar, pois é uma virtude cálida e fervente. Ela abria também a boca de Paulo e lhe dilatava o coração. ‘Não amo só de boca, diz ele; meu coração, em verdade, harmoniza-se com o amor; por isso falo confiante, com toda a voz e toda a mente’.

Nada de mais amplo do que o coração de Paulo que, à semelhança de um enamorado, abraçava a todos os fiéis com intenso amor, sem dividir e enfraquecer a amizade, mas conservando-a indivisa. Que há de admirar se era assim em relação aos homens piedosos, se até aos infiéis da terra inteira seu coração os abraçava? Por isto não diz apenas ‘Amo-vos’, mas, o faz com maior ênfase: ‘Nossa boca se abre, nosso coração se dilata’.

Guardamos a todos dentro de nós e não de qualquer jeito, mas com imensa amplidão. Pois aquele que é amado, sem temor passeia no íntimo do coração do que ama. Assim diz: ‘Não estais apertados em nós, mas sim em vossos corações’. Vê a censura temperada com não pequena indulgência. Isto é bem de quem ama. Não disse: ‘Vós não me amais’, e sim: ‘Não do mesmo modo’. De fato, não queria atormentá-los com maior severidade.

Em várias passagens, extraindo textos de cada epístola sua, pode-se ver de que amor incrível ardia para com os fiéis. Aos romanos escreve: ‘Desejo ver-vos’; e: ‘Muitas vezes fiz o propósito de ir até vós’; e também: ‘Se de qualquer modo puder ir fazer-vos boa visita’. Aos gálatas escreve: ‘Meus filhinhos, aos quais gero de novo’; e aos efésios: ‘Por esta razão dobro meus joelhos por vós’. E aos tessalonicenses: ‘Qual a minha esperança ou gáudio, ou coroa de glória? não sois vós?’ Dizia, também, carregá-los em suas cadeias e em seu coração.

Igualmente aos colossenses escreve: ‘Desejo que vejais, vós e aqueles que ainda não viram meu rosto, a grande luta que sustento por vós, para que vossos corações se fortaleçam’. Aos tessalonicenses: ‘À semelhança de uma mãe que acalenta seus filhos, assim amando-vos, desejávamos vos dar não só o Evangelho, mas nossas vidas. Não estais apertados em nós’. Não diz apenas que os ama, mas que é amado por eles, para deste modo atraí-los melhor.  Pois assim escreve: ‘Tito chegou e contou-nos vosso desejo, vossas lágrimas, vosso zelo’.”

E o seu coração, o que tem a dizer? O que tem a quer? O que tem desejar? O que tem a amar?

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Diocese de Assis

 

Está aí a pergunta que não quer calar: Quem dizeis que é Jesus Cristo? Personagem histórico, ficção ou mera invencionice do misticismo humano? Ou um louco varrido disposto a mudar o mundo? Ou mais um dos muitos profetas a denunciar a exploração dos ricos sobre a fragilidade dos pobres? Quem foi ou é Jesus para você?

Aposto que muitos dos meus leitores preferem o silêncio, a dar uma resposta  coerente com suas convicções pessoais. Isso porque a incerteza paira em meio às divergências que os pensadores humanos mantêm vivas. Entre teorias, práticas e crenças que abafam a espiritualidade e religiosidade nata das carências que temos, permanece a dúvida. Quem é o Filho do Homem?  Quem é, afinal, esse filho de Deus que também se diz Filho do Homem? Deus ou um pobre humano, um filho qualquer, mais um entre tantos que a aventura da vida colocou no seio da terra? Como vemos, a questão vai além da simples constatação de uma afirmativa pessoal e se compraz na pureza de uma resposta repleta de mistérios e verdade suprema: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” (Mt 16, 16). Respeitem-se as devidas pontuações, a tonalidade, a revelação pausada e bem urdida de uma resposta inspiradora: o Filho de Deus vivo! Quem lhe revelou tamanho mistério, ó velho Pedro, ó rude pescador, filho de Jonas, ó feliz tradutor dos mistérios do “Pai que está no céu”!

Vivo! O Filho de Deus (e do homem também) está vivo, vive entre nós. Querem revelação mais alvissareira para um povo que esperou tanto, que orou tanto, que nunca perdeu as esperanças em meio ao deserto de uma vida sem sentido? Pois Ele vive, está em nosso meio. É sobre o fundamento da Revelação, a base do reconhecimento de Pedro, que sua Igreja (não igrejas) é construída, edificada entre nós. Aqui está a chave: Tu és Pedro, Eu sou a Pedra em ti, em tua vida, em tua ação. A pedra, a base que muitos construtores rejeitaram. E ainda rejeitam. É sobre essa capacidade de discernimento e de reconhecimento que estaremos aptos a unir céus e terra, realidade humana e realidade divina, os filhos dos homens e o Filho de Deus! Esse é o grande mistério e ministério da Igreja que hoje somos. Igreja de Cristo, não dos homens. Unida ao Cristo, santificada por Ele, inserida na realidade de um mundo limitado, porém universal – esse é o significado do termo católico – e que segue a tradição apostólica. Sem essas chaves, esses detalhes da revelação feita a Pedro, nunca, jamais, entenderemos o valor e a importância de sermos membros de uma verdadeira vida eclesial, inserida no corpo místico de Jesus, unida a Ele.

“Eu te darei as chaves”, disse Jesus. Mas igualmente, alertou: “Sem mim, nada podeis fazer”. Essa é a missão da Igreja no mundo, o ministério que nos cabe como igreja que somos! Una, santa, mas também frágil e pecadora se considerarmos nossas incertezas e infidelidades. Porém esqueçamos o quão pequeninos somos, quando Cristo nos diz o contrário: tudo o que ligarmos ou desligarmos na terra ou no céu terá efeito em nossas vidas.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 

 




Espaço Espírita

 

Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.

Serve e caminha.

Não podemos construir os mínimos tópicos de alegria no próprio espírito, sem que nos rendamos com alegria ao trabalho que nos compete.

Somos material inteligente nas mãos sábias do Cristo. O Senhor, no entanto, não opera em nós através de constrangimento, porque o Reino de Deus deve realmente surgir nos recessos de nossas próprias almas.

Estuda os desafios que as circunstâncias te lançam em rosto.

É possível que todas as opiniões em derredor de ti se façam contrárias, entretanto, conserva a paciência e espera por Deus, porque a opinião dos Mensageiros de Deus pode ser diferente.

Amar sem exigir compensação.

Colaborar para o bem nos lugares onde o mal se nos afigure solidamente instalado.

Aguardar sempre o melhor, ainda mesmo nas piores situações.

Todos somos obreiros do progresso.

Todos estamos endereçados à perfeição.

EMMANUEL

      Extraído do livro “Caminho Iluminado”                                       

Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editora CEU

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ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




 População LGBTQIA+ atinge recorde de casamentos e mudanças de nome e gênero em Cartórios de São Paulo

 

 

 

Se há um lugar onde a população homoafetiva e transexual brasileira pode comemorar a conquista de direitos neste 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, é no Cartório de Registro Civil. Com mais de 4.5 mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo e mais de 1.6 mil alterações de gênero registradas, 2023 marcou o recorde de atos praticados por esta população em Cartórios de São Paulo.

Dados consolidados pelo Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados nacional administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que reúne os 7.488 Cartórios que realizam os atos de nascimento, casamento e óbito no país, mostram um total de 4.523 matrimônios entre pessoas do mesmo sexo e outras 1.619 alterações de gênero nos Cartórios de São Paulo em 2023.

O número de casamentos homoafetivos consolidado no último ano é 13,1% maior que os 3.999 registrados em 2022 e 132,5% maior que os 1.945 realizados em 2013, primeiro ano da norma nacional editada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – Resolução 175/2013 – que regulamentou a prática do ato em Cartórios de todo o Brasil, tendo como base a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos cinco primeiros meses de 2024 já foram realizados 1.737 casamentos, um novo recorde em comparação com o mesmo período dos anos anteriores.

Regulamentada em Cartório de todo o país desde 2018, as 1.619 mudanças de nome e sexo de pessoa transgênero registraram aumento de 10,1% em 2023 em relação aos 1.471 atos de 2022 e crescimento de 52,6% em comparação com as 1.061 mudanças ocorridas em 2019, primeiro ano completo da norma nacional editada pela Conselho Nacional de Justiça – Provimento nº 73 – que regulamentou a prática do ato em Cartórios de todo o Brasil, tendo como base uma decisão do STF sobre o tema em 2018. Nos cinco primeiros meses de 2024, já foram realizadas 754 mudanças de gênero em cartórios, outro novo recorde em comparação com o mesmo período dos anos anteriores.

“O Registro Civil é um serviço essencialmente inclusivo. Ele abrange toda a população brasileira, independentemente de classe social ou gênero, e o mesmo se aplica a este grupo significativo, cujos direitos pessoais e familiares são assegurados pelos Cartórios em nosso país”, destaca o presidente da Arpen/SP, Leonardo Munari de Lima.

Divisão por gênero

Com relação aos matrimônios homoafetivos, aqueles entre casais femininos representam 59,3% do total de casamentos homoafetivos em São Paulo, tendo sido realizadas 20.479 celebrações deste tipo em cartório até maio deste ano. Em 2023 foram realizados 2.680 matrimônios entre casais do sexo feminino, número 9,3% maior que os 2.451 realizados em 2022.

Já os matrimônios entre casais masculinos representam 40,7% do total de casamentos homoafetivos em São Paulo, tendo sido realizadas 14.065 celebrações deste tipo em cartório até maio deste ano. No ano passado foram 1.845 cerimônias entre casais do sexo masculino, número 19,2% maior que os 1.548 realizados em 2022.

Com 7.392 mudanças de gênero realizadas desde a regulamentação do ato em 2018, foram registradas 3.756 alterações do sexo masculino para o feminino, o que equivale a 50,8% do total de atos. Já as mudanças do sexo feminino para o masculino totalizaram 3.327 registros, o equivalente a 45% dos atos em cartório. Em 309 ocasiões, correspondente a 4,2% dos casos, houve mudança apenas de nome e não de gênero.

Como fazer

Para realizar o casamento civil é necessário que os noivos, acompanhados de duas testemunhas (maiores de 18 anos e com seus documentos de identificação), compareçam ao Cartório de Registro Civil da região de residências de um dos nubentes para dar entrada na habilitação do casamento. Devem estar de posse da certidão de nascimento (se solteiros), de casamento com averbação do divórcio (para os divorciados), de casamento averbada ou de óbito cônjuge (para os viúvos), além de documento de identidade e comprovante de residência. O valor do casamento é tabelado em cada Estado da Federação, podendo variar de acordo com a escolha do local de celebração pelos noivos – em diligência ou na sede do cartório.

Já para realizar o procedimento de alteração de gênero e nome em Cartório é necessário a apresentação de todos os documentos pessoais, comprovante de endereço e as certidões dos distribuidores cíveis, criminais estaduais e federais do local de residência dos últimos cinco anos, bem como das certidões de execução criminal estadual e federal, dos Tabelionatos de Protesto e da Justiça do Trabalho. Na sequência, o oficial de registro deve realizar uma entrevista com o (a) interessado. A Arpen-Brasil editou uma Cartilha completa de orientação aos interessados. Clique aqui e acesse.

Eventuais apontamentos nas certidões não impedem a realização do ato, cabendo ao Cartório de Registro Civil comunicar o órgão competente sobre a mudança de nome e sexo, assim como aos demais órgãos de identificação sobre a alteração realizada no registro de nascimento. A emissão dos demais documentos devem ser solicitadas pelo (a) interessado (a) diretamente ao órgão competente por sua emissão. Não há necessidade de apresentação de laudos médicos e nem é preciso passar por avaliação de médico ou psicólogo.

 




Diocese de Assis

 

A vida dos santos ilumina a vida da Igreja, em sua trajetória rumo ao Reino definitivo. E, é o dia da morte e, não o do nascimento, que conta para o memorial da vida dos santos. A morte do santo confirma aquela identificação com o Cristo morto e ressuscitado, conforme as palavras de São Paulo aos Romanos “Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Pelo batismo fomos sepultados com ele na morte, para que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos por meio da glória do Pai, assim também nós possamos caminhar numa vida nova. Se permanecermos completamente unidos a Cristo com morte semelhante à dele, também permaneceremos com ressurreição semelhante à dele” (Rm 6,3-5).

Pedro e Paulo são colunas da Igreja. A morte deles, não somente, ilumina a Igreja, em sua trajetória rumo ao Reino Definitivo, mas, a estabelece e a confirma.

Desde o século III que a Igreja une na mesma solenidade os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, as duas grandes colunas da Igreja.

Pedro, pescador da Galileia, irmão de André, foi escolhido por Jesus Cristo como chefe dos Doze Apóstolos, constituído por Ele como pedra fundamental da Sua Igreja e Cabeça do Corpo Místico. Foi o primeiro representante de Jesus sobre a terra.

Paulo, nascido em Tarso, na Cilícia, duma família judaica, não pertenceu ao número daqueles que, desde o princípio, conviveram com Jesus. Perseguidor dos cristãos, converte-se, pelo ano 36, a caminho de Damasco, tornando-se, desde então, Apóstolo apaixonado de Cristo. Ao longo de 30 anos, anunciará o Senhor Jesus, fundando numerosas Igrejas e consolidando na fé, com as suas Cartas, as jovens cristandades. Foi o promotor da expansão missionária, abrindo a Igreja às dimensões do mundo.

Figuras muito diferentes pelo temperamento e pela cultura, viveram, contudo, sempre irmanados pela mesma fé e pelo mesmo amor a Cristo.

  1. Pedro, na sua maravilhosa profissão de fé, exclamava: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E, no seu amor pelo Mestre, dizia: “Senhor, Tu sabes que eu Te amo”.
  2. Paulo, por seu lado, afirmava: “Eu sei em quem creio”, ao mesmo tempo que exprimia assim o seu amor: “A minha vida é Cristo!”

Depois de ambos terem suportado toda a espécie de perseguições, foram martirizados em Roma, durante a perseguição de Nero. Regando, com o seu sangue, no mesmo terreno, ‘plantaram’ a Igreja de Deus.

Após 2000 anos, continuam a ser ‘nossos pais na fé’. Honrando a sua memória, celebremos o mistério da Igreja fundada sobre os Apóstolos.

Na festa de São Pedro e São Paulo, a Igreja Católica comemora o “dia do Papa” e convida as suas comunidades, em todo o mundo, a fazerem oração pelo Sucessor de Pedro.

Dois momentos da vida de Pedro e Paulo sinalizam particularidades do seu seguimento ao Mestre.

Em Atos 12,1-11: Pedro é envolvido no mesmo destino de Jesus, primeiramente porque foi preso na festa dos pães sem fermento (a Páscoa). Além disso, o texto começa com a decisão do rei Herodes de tentar destruir a Igreja, prendendo e matando seus líderes. O rei deseja remover os pilares da casa para fazer a construção inteira ruir. A prisão de Pedro não é um fato isolado – na mesma época, Tiago (filho de Zebedeu) foi martirizado.

Em 2Tm 4,6-8.17-18: Paulo, também, estava preso e pensava que seria condenado à morte. Suas palavras não revelam nenhuma amargura, mas a serenidade de quem se abandonou nas mãos de Deus. O apóstolo estava pronto para ser imolado, isto é, estava à disposição para ser morto por causa do evangelho. Além disso, considera que a morte por causa do evangelho é aceita por Deus como verdadeira oferta ou sacrifício.

Diante de Pedro e Paulo, somos desafiados ao profetismo do seguimento!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Diocese de Assis

Basta uma olhadela no caos da corrupção e corrosão moral, social e ou comportamental pela qual passa a humanidade, para concluir: estamos afundando num mar de lamas!  O pior é constatar que nesse naufrágio nem sequer a possibilidade de salvação seja algo viável, posto que todos os recursos possíveis e imagináveis Deus já nos ofereceu e agora “Jesus está dormindo” na retaguarda do barco. Descansa no sono dos justos! Sua parte nessa história Ele já cumpriu. Merece descanso.
Em suma, essa é a história que Marcos nos conta (4, 35-41), para nos dizer que a salvação agora nos pertence. Depende de nós. Está em nossas mãos o destino que traçamos ou queremos atingir. Se o outro lado dessa história possui um porto seguro, se a preservação de nossa integridade depende da confiança que ainda temos na misericórdia divina, se é forte a ventania e a borrasca das tentações ainda constituem ameaças, se a barca de Cristo – sua Igreja – sente a força das ondas a penetrar em seus átrios, acordem Jesus! Orem, orem, clamem a Deus por sua misericórdia! Eis a força que nos resta…
“Mestre, estamos perecendo e tu não de importas?” O apelo crucial daqueles que tomam consciência das ameaças a seu redor é a maior expressão de fé duma alma sedenta por salvação. É impossível que o Senhor não ouça esse grito de misericórdia. A força dessa oração é capaz de ferir os tímpanos de Jesus, que se levanta de imediato  e se opõe às ameaças contra nossa integridade, sejam estas físicas ou espirituais. O aparente sono do Senhor é apenas um hiato para provar nossa fé, nossas dúvidas e inseguranças. “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”
Essa é a pergunta que hoje nos questiona. Quem acredita na presença de Cristo no barco de nossa existência, nada teme. Não há força alguma capaz de destruir nossa integridade quando temos Jesus no mesmo barco de nossa existência. Aparentemente, Ele dorme às vezes, mas seu Espírito jamais. Apenas nos prova, momentaneamente, pondo em xeque nossa fé. Dá-nos a consciência da fragilidade de nossas vidas, do medo que nos domina quando nossa fé se deixa abalar pelas circunstâncias e ameaças que circundam nossa existência. Essa tomada de consciência, ao mesmo tempo em que nos mostra o quão pequenos somos diante dos desafios da travessia da vida, também nos mostra o quão grande é o poder da fé que tem em sua retaguarda a proteção divina. Não há o que temer quando Cristo caminha, viaja conosco. Mesmo que aparentemente esteja dormindo, sua presença é a força que nos sustenta.
Eis porque o selo da fé é o escudo cristão. “Não temas, pequenino rebanho!” Mesmo que o mundo se levante contra todos seus princípios e convicções de fé, nada temas! Mesmo que ironizem suas posições contrárias ao comportamento da grande maioria, que questionem suas regras de conduta moral e social, que ridicularizem sua defesa aos princípios éticos e basilares da preservação da vida, em especial os contrários ao aborto, eutanásia ou qualquer outro modismo que se venha a inventar sob os argumentos da liberdade do indivíduo, mesmo que tudo se volte contra sua fé, não temas! Jesus navegou neste mesmo barco. E ainda navega, apesar de seu aparente sono… Basta uma atitude nossa: orar! Pois quem dorme somos nós.
WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]



Espaço Espírita

 

Aceite-se, tal qual é, buscando melhorar-se.

Suporte com paciência as provas do caminho.

Se você caiu, erga-se logo para seguir adiante.

Se já conhece o que seja tentação, já sabe claramente como evitá-la.

Deixe de criar motivações a sofrimentos de que não têm necessidade.

Abstenha-se de relações que lhe prejudiquem a paz.

Não tente sanar amarguras da alma com medicações que lhe criem exagerada dependência.

Cultive fortaleza de ânimo e acolha a realidade, tal como se apresenta.

Faça todo bem que puder, auxiliando a todos, mesmo quando não possa estar com todos.

Trabalhe sempre, confiando em Deus.

Não diga que isso é óbvio ou que você sabe tudo isso, porque os planos do Bem devem ser infinitamente repetidos e a construção mais simples é sempre a mais difícil de se fazer.

ANDRÉ LUIZ

Do Livro “Sinais de Rumo” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier

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ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

A perseverança é fundamental e necessária na vida! Sem perseverança não há caminho: nem começo e nem fim; não há esperança: nem sentido e nem motivos; não há projeto: nem objetivo e nem meta; não há sonho: nem horizontes e nem utopia. Sem perseverança não há vida, porque a vida se faz de caminho, de esperança e de projeto e de sonho.

Ora, viver não pode ser uma mera sucessão de dias e de acontecimentos; viver não pode ser um malfadado cumprimento do destino – uma vida de cartas marcadas; viver não pode ser uma sombra de uma luz que já nem existe mais; viver não pode ser um acaso; viver não pode ser um nascer, um crescer, um desenvolver e um morrer.

Viver tem que ser um recomeçar permanente, um redescobrir cada dia, um renovar sempre, um renunciar constante, um retomar persistente, é reconciliação diária. Viver é assumir-se obra inacabada que precisa ser aperfeiçoada cada dia, até chegar à plenitude, em Deus.

Santo Agostinho, bispo, século V., num de seus sermões chama-nos a atenção, exatamente, sobre esta questão da perseverança.

É ler e gostar!

“Qualquer angústia ou tribulação que sofremos é para nós aviso e também correção. As Sagradas Escrituras não nos prometem paz, segurança e repouso; o Evangelho não esconde as adversidades, os apertos, os escândalos; mas ‘quem perseverar até o fim, esse será salva’ (Mt 10,22).

O que de bom teve esta vida desde o primeiro homem, desde que mereceu a morte e recebeu a maldição, maldição de que Cristo Senhor nos libertou?

Não há então, irmãos, por que murmurar , como alguns deles murmuraram, como disse o Apóstolo, e pereceram pelas serpentes (l Cor 10,10).

Que tormento novo sofre hoje o gênero humano que os antepassados já não tenham sofrido? Ou quando saberemos nós que sofremos o mesmo que eles já sofreram? No entanto, encontras homens a murmurar contra seu tempo como se o tempo de nossos pais tivesse sido bom.

Se pudessem retroceder até os tempos de seus avós, será que não murmurariam? Julgas bons os tempos passados porque já não são os teus, por isto são bons.

Se já foste liberto da maldição, se já crês no Filho de Deus, se já estás impregnado ou instruído das Sagradas Escrituras, admiro-me de que consideres bons os tempos de Adão.

Esqueces que teus pais traziam consigo o mesmo Adão? Aquele Adão a quem foi dito: ‘No suor de teu rosto comerás teu pão e lavrarás a terra donde foste tirado; germinarão para ti espinhos e abrolhos’ (cf. Gn 3,19 e 18). Mereceu isto, aceitou-o, como vindo do justo juízo de Deus. Por que então pensas que os tempos antigos foram melhores que os teus? Desde aquele Adão até o Adão de hoje, trabalho e suor, espinhos e cardos. Caiu sobre nós o dilúvio? Vieram os difíceis tempos de fome e de guerra, que foram escritos para não murmurarmos agora contra Deus?

Que tempos aqueles! Só de ouvir, só de ler, não nos horrorizamos todos? Mais razões temos para nos felicitar que para murmurar contra o nosso tempo.”

Agora, diga a verdade: não é por precipitação que jogamos fora a maior parte (pra não dizer tudo) das melhores coisas, das melhores experiências, das melhores oportunidades, das melhores ocasiões? Diz a sabedoria popular que, “o apressado como cru e quente” e nunca consegue saborear, com bom paladar aquilo que vai para a mesa; porque o tempo da mesa nunca chega a ser permitido, por pura precipitação.

Controlemos, pois, os nossos impulsos para não desperdiçarmos a hora da graça, no tempo de Deus.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Cicatricure amplia portfólio e lança linha inédita antimarcas

 

 

Cicatricure, segunda maior marca no mercado brasileiro de cuidados faciais antissinais*, acaba de lançar uma novidade no segmento de antimarcas.

A nova linha Cicatricure Porcelana está chegando às farmácias brasileiras com dois produtos que combinam inovação e eficácia: o Peeling Facial e o Gel Creme Facial, especialmente desenvolvidos para unificar o tom, reduzir marcas e devolver a luminosidade à pele.

A grande novidade é o Peeling Facial, que age desde a primeira aplicação reduzindo marcas escurecidas, promovendo hidratação imediata e proporcionando uma pele mais radiante**.

O Gel Creme combina o poder da Niacinamida e do exclusivo Pear Glow Complex, uma combinação única de Pérolas Hidrolisadas e Ácido Hialurônico de 7 pesos moleculares diferentes capazes de penetrar nas diferentes camadas da epiderme.

“Cicatricure Porcelana foi desenvolvido para ajudar as consumidoras com uma rotina mais prática de autocuidado com a pele, ajudando-as a se sentirem mais confiantes e radiantes, independentemente da idade ou tipo de pele”, explica Camila Fogaça, gerente de marketing da marca.

Com o lançamento da linha Cicatricure Porcelana, a marca quer promover a inovação neste segmento, que é o terceiro do mercado de cuidados com a pele e o que mais cresce, segundo levantamento recente realizado pela CloseUp International.

Outra novidade é a apresentação do novo logotipo da marca nas embalagens da nova linha, primeira a trazer a renovação da marca que em breve estará nas demais linhas de cuidados faciais.  “Cicatricure busca sempre se diferenciar no segmento de cuidados com a pele. Esta nova linha é o reflexo do constante aperfeiçoamento e aposta de Cicatricure na qualidade de seus produtos, características que também queríamos refletir na sua nova imagem de marca, que foi renovada”, conta Camila.

Comunicação do produto destacará modo correto de usar

A divulgação da nova linha contará com comerciais na TV aberta e comunicação no ponto de venda. Além de apresentar a novidade, o objetivo é informar sobre o uso correto dos produtos.

Enquanto o uso do Gel Creme é indicado para uso diário, pela manhã e à noite, o Peeling Facial deve ser usado somente uma vez por semana, deixando agir por apenas 10 minutos.

O produto deve ser aplicado sobre a pele limpa, aplicando uma quantidade adequada no rosto, pescoço e colo, evitando o contato com os olhos. Após 10 minutos, o peeling ser totalmente retirado com água em abundância.

Devido à alta concentração de ácidos esfoliantes, o uso fora das especificações indicadas pela marca pode levar a irritação ou dano à barreira cutânea, especialmente em peles sensíveis ou não acostumadas a tais tratamentos.

Outra recomendação durante o uso deste produto é não esquecer de usar protetor solar em ambientes externos, já que após a exfoliação química, a pele fica mais vulnerável aos danos causados pelo sol, tornando o uso de um protetor solar de amplo espectro essencial.

Mais informações sobre este lançamento e a linha completa Cicatricure podem ser encontradas no site https://www.cicatricure.com.br/ e no instagram @cicatricure_brasil.

 

* CloseUp, 12M vsLP, fev/24

**Estudos de eficácia cosmética instrumental e sensorial. Medições a partir das 4 semanas. A 6 semanas, reduz 10,9% da cor e 18,6% do tamanho das marcas.




Espaço Espírita

 

– Estou infeliz. 

– O que houve?

– Fiquei assim depois do casamento de uma amiga.

– Isso é inveja.

– Absurdo! É minha melhor amiga!

– Amizade não é antídoto para a inveja.

– Como chegou à conclusão de que sou invejosa?

– Não ficou feliz com o casamento de sua amiga?

– Então o motivo da infelicidade é a inveja?

– É um deles.

– Como fazer para evitar esse sentimento negativo?

– Aprendendo a alegrar-se com o sucesso alheio.

– Mesmo quando nos pareça imerecido?

– Desmerecer o sucesso alheio é assunto de invejoso.

RICHARD  SIMONETTI

Extraído do livro “Trinta Segundos” – CEAC Editora

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ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO