Canção Nova transmite show de Frei Gilson na Festa do Peão de Piracicaba

O Sistema Canção Nova de Comunicação realiza na próxima terça-feira (11), a transmissão do show de Frei Gilson, direto da Festa do Peão de Piracicaba. A cobertura especial vai ao ar das 20h às 22h, levando ao público momentos de fé e louvor.

O sinal da emissora está disponível em todo o território nacional com 365 retransmissoras. Nas TVs por assinatura, está presente na Sky: 8; Oi TV: 27; Claro TV: 19; Vivo TV: 233. A transmissão também pode ser acompanhada no Canção Nova Oficial – YouTube e pelo CN Plus, streaming gratuito da emissora. Outros canais podem ser conferidos na página: Como Sintonizar. 

Foto: Daniel Xavier / Canção Nova.




Você ainda acha que cenoura só faz bem para os olhos? O que a ciência descobriu sobre câncer, coração e cérebro

 

Durante muito tempo, tudo o que se dizia sobre a cenoura cabia em uma frase repetida por pais e avós: “coma, porque faz bem para os olhos”.

A fama tem fundamento. Sua cor alaranjada denuncia a presença do betacaroteno, pigmento que pode ser convertido pelo organismo em vitamina A, nutriente indispensável para a visão, a imunidade e a manutenção dos tecidos.

O que pouca gente sabe é que, por trás desse benefício conhecido, existe uma composição química muito mais intrigante.

A cenoura produz substâncias naturais para se defender de fungos e doenças enquanto cresce debaixo da terra. Entre elas está o falcarinol, um composto que passou a despertar o interesse de pesquisadores por sua ação sobre inflamação, proliferação celular e mecanismos envolvidos no desenvolvimento do câncer colorretal.

A raiz que parecia nutricionalmente simples começou, então, a ser observada de outra maneira.

“A cenoura não chama atenção apenas pelas vitaminas. Ela contém fibras, carotenoides e compostos bioativos que atuam em diferentes processos do organismo. É essa combinação que torna o alimento tão interessante”, explica o médico nutrólogo Dr. Cláudio Mutti.

Falcarinol, a arma de defesa da cenoura

O falcarinol integra um grupo de compostos conhecidos como poliacetilenos. Na natureza, ajuda a proteger a cenoura contra fungos que poderiam danificar sua raiz. Quando os cientistas levaram essa substância para o laboratório, descobriram que ela também conseguia interferir no comportamento de determinadas células.

Em estudos com células humanas de câncer colorretal, o falcarinol e outros poliacetilenos presentes na cenoura reduziram a proliferação celular e estimularam mecanismos relacionados à apoptose, um processo natural de morte programada utilizado pelo organismo para eliminar células danificadas ou anormais.

É como se a célula recebesse uma ordem interna para interromper sua multiplicação e iniciar o próprio processo de descarte.

O achado não transforma a cenoura em tratamento contra o câncer, mas revela um mecanismo biológico importante, alguns alimentos carregam compostos capazes de interagir com processos celulares muito mais complexos do que se imaginava.

“O alimento não substitui o diagnóstico, o tratamento ou os exames preventivos. Mas conhecer esses compostos ajuda a entender por que uma alimentação rica em vegetais está associada à proteção da saúde no longo prazo”, afirma Dr. Mutti.

O que aconteceu quando pesquisadores acompanharam 57 mil pessoas

A relação entre cenoura e intestino também foi investigada fora dos laboratórios.

Um estudo prospectivo acompanhou 57.053 pessoas na Dinamarca durante mais de 18 anos. Entre aquelas que consumiam regularmente mais de 32 gramas de cenoura crua por dia, quantidade equivalente a aproximadamente duas a quatro cenouras por semana, o risco de câncer colorretal foi 17% menor em comparação com quem não consumia o alimento.

Outro grande estudo norte-americano também encontrou associação entre o consumo moderado de cenoura e menor incidência de câncer colorretal. Os pesquisadores observaram, porém, que o efeito não aumentava indefinidamente conforme a ingestão, reforçando que saúde não depende de exageros, mas de constância e equilíbrio.

A possível proteção não parece vir apenas do falcarinol.

A cenoura também fornece fibras, que ajudam a aumentar o volume das fezes, favorecem o trânsito intestinal e servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota. Ao fermentar essas fibras, os microrganismos produzem substâncias que participam da manutenção da barreira intestinal e do controle da inflamação.

Ou seja: enquanto os poliacetilenos atuam em determinadas vias celulares, as fibras ajudam a construir um ambiente intestinal mais equilibrado. “A proteção não está em um único ingrediente isolado. Ela surge da interação entre o alimento, a microbiota, o metabolismo e o restante da rotina da pessoa”, ressalta o médico.

 

Uma raiz simples com efeitos sobre o coração

A cenoura também passou a ser estudada pela possível relação com a saúde cardiovascular.

Em uma pesquisa realizada nos Países Baixos, com acompanhamento de aproximadamente dez anos, cada aumento de 25 gramas diárias no consumo de cenoura esteve associado a um risco 32% menor de doença coronariana.

O resultado pode estar ligado à combinação de fibras, carotenoides e compostos antioxidantes presentes no alimento. As fibras participam do metabolismo das gorduras e dos ácidos biliares. Os carotenoides, por sua vez, ajudam a proteger as células contra danos provocados pelo estresse oxidativo, processo envolvido no envelhecimento dos vasos sanguíneos e na progressão de doenças cardiovasculares.

Um estudo clássico no qual os participantes consumiram 200 gramas de cenoura crua diariamente durante três semanas encontrou uma redução de 11% no colesterol total. Também houve aumento de 50% na eliminação de ácidos biliares e gorduras pelas fezes, indicando uma possível mudança na forma como o organismo absorvia e eliminava lipídios.

Pesquisas posteriores também observaram que o consumo de cenoura pode modificar a absorção do colesterol e favorecer a excreção de ácidos biliares, mecanismos que ajudam a explicar seu possível papel dentro de uma alimentação cardioprotetora.

Isso não significa que a cenoura funcione como medicamento para colesterol alto. Seu valor está em participar de um padrão alimentar que protege o coração: mais vegetais, fibras e alimentos naturais; menos ultraprocessados, gorduras de baixa qualidade e excesso de açúcar.

Crua ou cozida? A resposta surpreende

Quem acredita que todo vegetal é sempre mais nutritivo quando consumido cru pode se surpreender com a cenoura.

O falcarinol e outros poliacetilenos são sensíveis ao calor. Por isso, a cenoura crua tende a preservar melhor parte dessas substâncias. Uma revisão sobre consumo de cenoura e câncer observou que justamente a versão crua apareceu com maior frequência nas associações favoráveis identificadas em estudos populacionais.

Por outro lado, o cozimento pode melhorar significativamente o aproveitamento do betacaroteno. Esse pigmento fica preso dentro das paredes celulares rígidas do vegetal. O calor e a trituração rompem parte dessas estruturas, facilitando sua liberação durante a digestão.

Em um estudo com voluntários, refeições preparadas com cenoura cozida e transformada em purê permitiram uma absorção significativamente maior de betacaroteno do que as refeições com cenoura crua picada.

A presença de uma pequena quantidade de gordura na refeição também favorece o processo, porque o betacaroteno é lipossolúvel. Por isso, combinações como cenoura cozida com azeite, ovos, castanhas ou abacate podem melhorar seu aproveitamento.

A conclusão não é que a cenoura cozida seja superior à crua, mas que cada preparo revela uma vantagem diferente do mesmo alimento.

Na salada, ela preserva melhor determinados compostos e oferece crocância e fibras. Cozida, assada ou transformada em purê, torna parte dos carotenoides mais acessível ao organismo.

“A melhor estratégia é alternar. Não existe motivo para escolher apenas uma forma. Variar o preparo permite aproveitar melhor a complexidade nutricional da cenoura”, orienta Dr. Cláudio Mutti.

O que ela pode oferecer ao cérebro

A cor da cenoura também está ligada à presença de carotenoides, compostos antioxidantes que ajudam a proteger as células contra danos acumulados ao longo do tempo. Além deles, o alimento contém flavonoides, entre os quais a luteolina, substância investigada por sua ação anti-inflamatória e neuroprotetora.

Em pesquisas experimentais, a luteolina reduziu a ativação de processos inflamatórios no sistema nervoso e apresentou efeitos positivos em modelos relacionados à memória e ao envelhecimento cerebral. Esses achados abriram uma linha de investigação sobre a relação entre compostos vegetais, inflamação e proteção dos neurônios.

Na vida real, porém, a proteção do cérebro não depende de uma molécula isolada. Ela é construída pela soma de atividade física, sono adequado, controle da glicemia e da pressão, estímulo intelectual e uma alimentação rica em vegetais variados.

“Coração, intestino e cérebro não funcionam como sistemas separados. Inflamação, circulação, glicose, microbiota e qualidade da alimentação criam conexões entre todos eles”, explica o especialista.

Quanto é preciso consumir?

Não existe uma dose terapêutica de cenoura.

Os estudos populacionais encontraram resultados interessantes com quantidades perfeitamente compatíveis com uma alimentação comum: algumas porções distribuídas ao longo da semana, consumidas dentro de uma rotina variada.

Ela pode aparecer ralada na salada, cortada em palitos, refogada com outros vegetais, assada, incluída em sopas ou transformada em purê. O importante é evitar a ideia de que grandes quantidades produzirão benefícios proporcionais.

O médico Claudio Mutti conclui: “O que produz efeito é a repetição de bons hábitos, variedade de vegetais, proteínas adequadas, fibras, atividade física, sono e acompanhamento médico quando necessário”.




Ao longo do mês de agosto Canção Nova promove quintas-feiras de adoração com foco na Evangelização, Vocação e Família

Durante o mês de agosto de 2026, a sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP), realiza semanalmente, a tradicional Quinta-feira de Adoração, reunindo fiéis em momentos profundos de oração, louvor e reflexão espiritual. A programação do mês abrange temas fundamentais da caminhada cristã, sob a condução de diferentes Frentes de Missão da comunidade, além de comunidades parceiras.

No dia 06 de agosto, as atividades serão acolhidas no Santuário do Pai das Misericórdias, sob a responsabilidade da Frente de Missão da Canção Nova de São Paulo (SP). Com o tema “Somos chamados a comunicar Jesus Cristo e a vida nova que Ele nos trouxe: O Evangelho”, baseado nos ensinamentos do Monsenhor Jonas Abib, o evento convida os fiéis a renovarem o compromisso com a evangelização e o amor ao próximo.

Em 20 de agosto, o encontro acontece no espaço Rincão do Meu Senhor e será promovido pela Frente de Missão de Lavrinhas (SP). Em sintonia com a vivência vocacional, o tema central será “Vocação, um desafio de amor”, propondo uma profunda reflexão sobre a formação inicial, o discernimento espiritual e a resposta generosa ao chamado de Deus.

Encerrando as edições do mês, no dia 27 de agosto, também no Rincão do Meu Senhor, a condução ficará por conta da Comunidade Filhos de João Batista. Fundamentada na passagem bíblica de Lucas 1,17 — “…com o espírito e poder de Elias, reconduzirá o coração dos pais aos filhos” —, a reflexão será voltada para a restauração das famílias, a força da oração entre pais e filhos e a transformação do lar à luz da fé.

Comunidade de amor e adoração

A Canção Nova é uma Comunidade de Amor e Adoração. É importante dedicar um espaço no dia para estar na presença do Santíssimo Sacramento, sobretudo, na quinta-feira, dia especial de adoração. Adorar o Senhor é reconhecer que existe no coração um lugar exclusivo para Ele. É o reconhecimento da majestade e da grandeza de Deus e, ao mesmo tempo, uma tomada de consciência do quanto se depende d’Ele, como ensinou o fundador da Canção Nova, Padre Jonas Jonas Abib.

Os eventos promovidos pela Comunidade Canção Nova são gratuitos e abertos ao público. A estrutura da sede dispõe de estacionamento, áreas de acampamento organizadas nos setores familiar, masculino e feminino, além de infraestrutura preparada para acolher os peregrinos. O local conta com restaurante, padaria e lanchonetes à disposição dos participantes.

Serviço

Quinta-feira de Adoração

Datas, locais e temas:

06/08/2026 | Santuário do Pai das Misericórdias

“Somos chamados a comunicar Jesus Cristo e a vida nova que Ele nos trouxe: O Evangelho” (Pe. Jonas Abib)

20/08/2026 | Rincão do Meu Senhor

“Vocação, um desafio de amor”

27/08/2026 | Rincão do Meu Senhor

“… com o espírito e poder de Elias, reconduzirá o coração dos pais aos filhos” (Lc 1,17)




NEM TODA AUSÊNCIA É FALTA DE AMOR

 

Vivemos cercados de informações e, ao mesmo tempo, cercados de interpretações. Vemos um silêncio e imaginamos um motivo. Percebemos um afastamento e criamos uma explicação. Recebemos uma resposta breve e concluímos que o sentimento mudou. Quase sempre sabemos o que aconteceu. Raramente sabemos o que a pessoa está vivendo.

É por isso que nem toda ausência significa falta de amor.

Há pessoas que se afastam porque estão cansadas. Outras enfrentam dores que não conseguem explicar. Algumas se calam enquanto tentam reorganizar a própria vida. Há quem esteja lutando uma batalha invisível e, justamente por isso, encontre dificuldade para estar presente como antes.

Isso não significa que toda distância seja justificável. Há ausências que ferem, silêncios que precisam ser conversados e vínculos que exigem cuidado. Mas existe uma diferença entre procurar compreender e apressar um julgamento. Quem conhece apenas uma parte da história dificilmente enxerga o seu verdadeiro significado.

Talvez um dos maiores desafios do nosso tempo seja aprender a interpretar as pessoas com mais humanidade. Nem tudo o que parece desinteresse é indiferença. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda mudança revela falta de afeto. Às vezes, a vida apenas pesa mais do que as palavras conseguem dizer.

Quando deixamos de preencher os espaços vazios com suposições, abrimos lugar para a compreensão. Em vez de alimentar ressentimentos, escolhemos fazer perguntas. Em vez de concluir depressa, oferecemos tempo. Em vez de condenar, permitimos que o diálogo encontre um caminho.

Essa atitude não elimina os conflitos nem resolve todas as distâncias. Mas impede que acrescentemos mais dor a quem talvez já esteja carregando um peso difícil de suportar.

Olhar o outro com benevolência não é fechar os olhos para os erros. É reconhecer, com humildade, que nunca conhecemos completamente a história de ninguém. Toda pessoa carrega capítulos que não aparecem nas fotografias, nas mensagens ou nos encontros apressados.

Talvez nunca descubramos todas as razões que levaram alguém a se calar, a se afastar ou a mudar. Mas sempre poderemos escolher olhar primeiro com humanidade. Porque, quando faltam informações, o respeito pode ocupar o lugar do julgamento. E, muitas vezes, é justamente essa escolha que reabre portas que pareciam definitivamente fechadas.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Entender o que se lê: desafio que ainda afeta milhões de brasileiros

 

 

Saber ler palavras é apenas o primeiro passo para compreender o que elas significam. No Brasil, apesar dos avanços nos índices de alfabetização, o analfabetismo funcional ainda é uma realidade preocupante. Segundo a última pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram analfabetos funcionais em 2024, ou seja, três em cada dez pessoas conseguem identificar palavras e frases curtas, mas não compreendem textos mais longos ou complexos.

A dificuldade de interpretação traz impactos diretos na vida cotidiana: compreender uma bula de remédio, interpretar uma notícia ou entender um contrato de trabalho se torna um desafio. Esse cenário reforça a importância de desenvolver a interpretação de textos desde a infância. Mais do que aprender a ler e escrever, é essencial formar leitores capazes de pensar, questionar e construir sentido a partir da leitura.

De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, “a interpretação começa muito antes da alfabetização formal. Quando a criança tem contato com histórias, amplia o vocabulário, aprende a identificar sentimentos, situações e ideias e, aos poucos, passa a compreender o mundo de forma mais ampla”.

A especialista ressalta que o incentivo à leitura é um dos caminhos mais eficazes para o desenvolvimento do pensamento crítico. “Ler diferentes tipos de textos desperta a curiosidade e ajuda a criança a fazer conexões entre o que vive e o que lê. Esse processo amplia o repertório, estimula a reflexão e constrói as bases para uma aprendizagem mais sólida e autônoma”, afirma.

Mariana também chama atenção para a influência das novas tecnologias sobre a escrita e a capacidade de expressão. “A evolução tecnológica trouxe recursos que facilitam a comunicação, como corretores automáticos, sugestões de palavras e mensagens de voz, mas, por outro lado, tem contribuído para que as pessoas se dediquem menos à escrita. Isso impacta diretamente a capacidade de organizar ideias e compreender mensagens mais complexas, o que se reflete até em interações simples do dia a dia”, explica.

Segundo a especialista, o contato frequente com diferentes gêneros textuais, com o apoio da família, é determinante para despertar o gosto pela leitura e consolidar a formação de um cidadão ativo. “Ler é uma porta de entrada para a cidadania. É por meio da leitura que a criança compreende regras, direitos, responsabilidades e o valor da comunicação. Esse processo fortalece não apenas o pensamento crítico, mas também a empatia e a capacidade de diálogo”, complementa.

Por fim, Mariana destaca que a capacidade de interpretar textos está diretamente ligada ao desenvolvimento profissional. “Compreender e aplicar informações de maneira crítica são competências cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Saber interpretar dados, analisar contextos e se comunicar com clareza são diferenciais que nascem do hábito de ler e entender com profundidade”, conclui.

O incentivo à leitura e à compreensão é um dos pilares do método Kumon, trabalhado desde o início da alfabetização. Ao promover o estudo autônomo e o hábito contínuo de ler, a metodologia contribui para que crianças e jovens desenvolvam a habilidade de interpretar, refletir e aplicar o conhecimento em diversos contextos.

A rotina com o método incentiva a leitura tanto por meio do material didático, como de livros selecionados que fazem parte da Bibliografia Recomendada Kumon, disponível em todas as unidades, além do momento de leitura durante o tempo de estudo na própria unidade. O Kumon de Português favorece o gosto pela leitura e o desenvolvimento de habilidades essenciais, como interpretação de textos, proporcionando um aprendizado com mais disciplina e organização. De forma objetiva, o estudo privilegia o aluno de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades.

Para mais informações acesse o site kumon.com.br

 

1 3 a cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, indica pesquisa; patamar é o mesmo de 2018




EM  AÇÃO  DO  BEM

 

Se te propões à realização de qualquer tarefa vinculada à construção do bem, conta com

problemas e dificuldades que te habilitem as forças para isso.

Luta é o outro lado da vitória.

Lembra-te: o aço é o ferro trabalhado pelo fogo.

As boas obras nascem do amor temperado pelo sofrimento.

                                                      EMMANUEL

Do “Livro de Respostas” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editoras FEB e CEU

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Dia dos Pais: pai também educa emoções — a presença paterna influencia a saúde mental dos filhos desde a infância

 

 
O papel do pai na criação dos filhos vai muito além do sustento financeiro ou da divisão das responsabilidades do dia a dia. Cada vez mais, estudos e a experiência clínica mostram que a presença paterna tem impacto direto no desenvolvimento emocional das crianças, influenciando a forma como elas aprendem a lidar com sentimentos, frustrações e relações ao longo da vida.

No mês em que é celebrado o Dia dos Pais, o pediatra e psicanalista Dr. Fausto Carvalho destaca que a figura paterna exerce um papel fundamental na construção da segurança emocional dos filhos, independentemente da configuração familiar.

“Quando falamos em presença paterna, não estamos nos referindo apenas ao fato de estar fisicamente presente, mas à qualidade dessa relação. É o pai que participa, escuta, brinca, acolhe e estabelece limites de forma afetiva que contribui para o desenvolvimento emocional da criança.”

Segundo o especialista, a infância é um período em que os vínculos afetivos ajudam a estruturar a maneira como a criança compreende o mundo e aprende a lidar com suas emoções.

“As crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. Um pai que demonstra respeito, sabe pedir desculpas, acolhe os sentimentos dos filhos e conversa sobre emoções está ensinando habilidades que acompanharão essa criança durante toda a vida.”

Para o médico, um dos maiores desafios da paternidade contemporânea é romper com antigos modelos que associavam o pai apenas à autoridade ou ao papel de provedor.

“Hoje entendemos que educar também significa construir vínculos. A criança precisa sentir que pode contar com aquele adulto nos momentos de alegria, mas também quando sente medo, tristeza ou frustração.”

Essa participação ativa também favorece o desenvolvimento da autoestima, da autonomia e da capacidade de estabelecer relações saudáveis.

“Quando a criança cresce sentindo que é vista, ouvida e valorizada, ela tende a desenvolver mais confiança em si mesma e nos outros. Esse sentimento de pertencimento funciona como um importante fator de proteção para a saúde mental.”

O especialista ressalta, porém, que muitos pais acreditam que precisam realizar grandes gestos para fortalecer a relação com os filhos, quando, na verdade, são as experiências cotidianas que fazem a diferença.

“Brincar alguns minutos sem distrações, ler uma história antes de dormir, conversar sobre como foi o dia ou simplesmente demonstrar interesse pelo universo da criança são atitudes simples, mas extremamente poderosas na construção do vínculo.”

O pediatra reforça que a paternidade não exige perfeição, mas disponibilidade para aprender e estar presente.

“Nenhum pai acerta o tempo todo. O que fortalece a relação não é a perfeição, e sim a disposição para reparar erros, ouvir o filho e construir uma relação baseada na confiança. É isso que deixa marcas positivas para toda a vida.”

Neste Dia dos Pais, a reflexão proposta pelo especialista vai além das homenagens.

“O maior presente que um pai pode oferecer ao filho é a sua presença afetiva. Crianças não precisam de pais perfeitos; precisam de adultos que estejam disponíveis para amar, orientar e caminhar ao lado delas.”




Além dos medicamentos: 5 estratégias para um emagrecimento saudável e sustentável

 

Os novos medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade marcaram um avanço significativo ao possibilitar uma perda de peso mais expressiva. Porém, para alcançar resultados duradouros, é essencial associar o tratamento a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, além de estratégias que ajudem a prevenir o reganho de peso, afirma o médico nutrólogo e especialista em obesidade Nataniel Viuniski, mestre em Nutrição e membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.

Ao reduzir a fome e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingeridos, a ingestão de proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes é impactada. Além disso, dos efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia e constipação dificultarem ainda mais a alimentação.

Por isso, cada vez mais especialistas defendem que o sucesso do tratamento depende de uma estratégia estruturada. “O objetivo não deve ser apenas emagrecer, mas preservar a massa muscular, evitar deficiências nutricionais e criar hábitos que permitam manter os resultados ao longo da vida”, explica o nutrólogo.

Dentro dessa abordagem, o especialista propõe cinco pilares que merecem atenção durante o uso desses medicamentos.

1. Invista em proteínas, vitaminas e minerais

Perder peso não significa apenas reduzir gordura corporal. Quando a ingestão de proteínas é insuficiente, parte da perda pode acontecer às custas da massa muscular.

“Como a pessoa come menos, também tende a consumir menos proteínas e micronutrientes. Por isso, recomenda-se aumentar o consumo de proteínas durante o tratamento para ajudar a preservar a massa magra, principalmente associado à prática de exercícios de força”, orienta Viuniski.

Além das proteínas, vitaminas e minerais continuam sendo indispensáveis. Nutrientes como vitamina B12, vitamina D, ferro, cálcio, magnésio e zinco participam da produção de energia, da imunidade, da saúde óssea e da manutenção muscular.

“Cada refeição precisa entregar mais qualidade nutricional. Portanto, torna-se ainda mais importante priorizar alimentos com alta densidade nutricional, ou seja, que oferecem uma grande quantidade de nutrientes em relação à quantidade de calorias, como os shakes nutritivos”, explica o nutrólogo.

2. Aposte no colágeno certo

Perdas de peso rápidas costumam trazer mudanças importantes na composição corporal. Embora o excesso de pele dependa principalmente da idade, genética e quantidade de peso perdido, manter uma ingestão adequada de proteínas também contribui para a produção natural de colágeno.

“Mas os peptídeos de colágeno hidrolisado também podem ajudar melhorar a elasticidade, hidratação e firmeza da pele quando associados a vitamina C e a uma alimentação adequada”, comenta o nutrólogo. Embora não eliminem o excesso de pele decorrente de grandes perdas de peso, podem contribuir para a saúde cutânea.

3. Creatina para mais força

A creatina é frequentemente associada à hipertrofia, mas seu papel durante o emagrecimento pode ser ainda mais relevante.

Como existe risco de perda de massa muscular, preservar a força e a capacidade funcional torna-se uma prioridade. Nesse contexto, a creatina pode ajudar a manter o desempenho nos exercícios de resistência e favorecer a preservação da massa magra quando combinada ao treinamento de força. “Lembre-se que, quanto mais massa muscular for preservada durante o emagrecimento, melhores tendem a ser o metabolismo, a funcionalidade e a manutenção dos resultados no longo prazo”.

4. Dá-lhe fibras

A prisão de ventre é um dos efeitos adversos mais frequentes durante o uso dos agonistas do GLP-1. Isso acontece porque esses medicamentos retardam o esvaziamento gástrico e diminuem a motilidade intestinal.

As fibras ajudam justamente nesse cenário. Além de favorecerem o funcionamento intestinal, contribuem para a saúde da microbiota, auxiliam no controle glicêmico e aumentam ainda mais a sensação de saciedade.

Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas devem fazer parte da alimentação diária. “Quando necessário, fibras solúveis e suplementos de fibras também podem ser utilizadas com orientação profissional”, acrescenta Viuniski.

5. Hidratação e energia para ter disposição

Náuseas, vômitos e redução da ingestão alimentar aumentam o risco de desidratação durante o tratamento com medicamentos injetáveis para emagrecer.

Manter um consumo adequado de água ajuda não apenas o funcionamento intestinal, mas também a circulação, o transporte de nutrientes e a prevenção de sintomas como fadiga, dor de cabeça e tontura.

Outro ponto importante é garantir energia suficiente para manter a prática de atividade física e o bem-estar, uma vez que comer pouco demais pode comprometer o desempenho nos treinos e favorecer maior perda de massa muscular.

“O desafio é encontrar um equilíbrio entre o controle do apetite promovido pelo medicamento e uma alimentação capaz de fornecer água, energia e nutrientes suficientes”, finaliza o médico.

Nesse caso, o especialista recomenda consumir um copo de água a cada hora, a partir do momento em que a pessoa acorda, e fazer pequenas refeições ao longo do dia, respeitando a tolerância individual e priorizando alimentos nutritivos.




Você sabe o que a leitura faz com o cérebro e o corpo? Conheça os benefícios do hábito que transforma vidas

 

 

Ler vai muito além do entretenimento. O hábito da leitura promove mudanças significativas no cérebro, fortalece habilidades cognitivas e contribui diretamente para o bem-estar físico e emocional. Estudos científicos apontam que dedicar alguns minutos do dia aos livros pode reduzir os níveis de estresse, estimular a memória, ampliar a capacidade de concentração, desenvolver a empatia e até ajudar a retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

Uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, revelou que apenas seis minutos de leitura podem reduzir os níveis de estresse em até 68%, índice superior ao obtido com outras atividades de relaxamento. Já um estudo da Universidade Emory, nos Estados Unidos, mostrou que a leitura de romances fortalece as conexões neurais relacionadas à linguagem, à imaginação e à compreensão das emoções humanas, com efeitos que permanecem mesmo após o término da leitura. Outra pesquisa, publicada na revista Social Science & Medicine, identificou que pessoas que cultivam o hábito de ler livros regularmente tendem a viver mais quando comparadas às que não leem.

Os benefícios da leitura começam nos primeiros anos de vida e acompanham o ser humano em todas as fases. Na infância, o contato com os livros contribui para o desenvolvimento da linguagem, amplia o vocabulário, estimula a criatividade, fortalece a imaginação e favorece o desempenho escolar. Durante a adolescência, a leitura incentiva o pensamento crítico, a capacidade de argumentação e a construção do conhecimento. Já na vida adulta, além de ser uma importante fonte de aprendizado contínuo, ela auxilia na concentração, na saúde mental, na redução do estresse e na preservação das funções cognitivas, tornando-se uma aliada para uma vida mais equilibrada e intelectualmente ativa.

Com o objetivo de estimular esse hábito durante todo o ano, a Livraria Leitura promove diversas iniciativas voltadas para públicos de todas as idades. Entre elas estão sessões de contação de histórias nas unidades da rede, campanhas promocionais como a tradicional “Compre 3, Pague 2”, além de ofertas especiais e ações que incentivam o contato com os livros desde a infância até a vida adulta.

“O acesso aos livros transforma pessoas porque amplia horizontes, desperta a criatividade e fortalece o pensamento crítico. Nosso compromisso é criar experiências que aproximem cada vez mais leitores desse universo, mostrando que a leitura pode fazer parte da rotina de qualquer pessoa”, destaca Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura.

O incentivo à leitura deve acontecer de forma contínua e acessível: “As promoções, campanhas e eventos realizados ao longo do ano são formas de tornar os livros ainda mais presentes no dia a dia das famílias. Queremos que nossas livrarias sejam espaços de descoberta, convivência e inspiração para leitores de todas as idades”, finaliza Martinez.

Sobre a Livraria Leitura

Fundada há 59 anos, a Livraria Leitura é a maior rede de livrarias físicas do Brasil e pioneira no conceito de megastore no país. Com 140 lojas espalhadas por todas as regiões, a marca consolidou-se como referência no mercado editorial ao transformar suas unidades em espaços de convivência social e cultural.




Musculação pode retardar o envelhecimento do coração em mulheres idosas, aponta estudo

 

A musculação ganhou um novo respaldo científico na prevenção das doenças cardiovasculares. Um estudo recente publicado na revista Medicine & Science in Sports &Exercise identificou que o treinamento de força pode desacelerar o envelhecimento do coração em mulheres idosas, resultado que amplia as evidências sobre os benefícios da modalidade para além do fortalecimento muscular.

A pesquisa mostra que a prática regular de musculação está associada à preservação da função cardiovascular durante o envelhecimento, reduzindo alterações que normalmente ocorrem com o avanço da idade e aumentam o risco de doenças cardíacas.

Segundo a cardiologista Dra. Fernanda Douradinho, o envelhecimento do sistema cardiovascular provoca mudanças estruturais e funcionais que comprometem a eficiência do coração ao longo dos anos.

“O envelhecimento cardíaco está relacionado ao aumento da rigidez do músculo cardíaco e das artérias, à redução da capacidade de relaxamento do ventrículo esquerdo e à perda progressiva da aptidão física. A musculação ajuda a minimizar essas alterações porque melhora a função dos vasos sanguíneos, reduz a inflamação crônica, preserva a massa muscular e favorece um melhor controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, fatores diretamente relacionados à saúde cardiovascular.”

Os resultados reforçam uma mudança na abordagem da medicina esportiva e da cardiologia. Se antes os exercícios aeróbicos eram considerados a principal estratégia para proteger o coração, hoje as diretrizes das principais sociedades médicas recomendam que o treinamento de força também faça parte da rotina de atividade física.

“A musculação e os exercícios aeróbicos não competem. Eles exercem funções diferentes e complementares. Enquanto os exercícios aeróbicos melhoram a capacidade cardiorrespiratória e reduzem o risco de infarto e AVC, a musculação aumenta a força muscular, melhora a sensibilidade à insulina, auxilia no controle da pressão arterial e ajuda a preservar a massa óssea e muscular durante o envelhecimento”, afirma a especialista.

Para pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado ou histórico de doenças cardiovasculares, a recomendação é que a prática seja iniciada somente após avaliação médica e com treinamento individualizado.

De acordo com a cardiologista, quando bem orientada, a musculação é considerada segura inclusive para a maior parte dos pacientes cardiológicos.

“Na maioria dos pacientes, a musculação pode ser incorporada ao tratamento e à prevenção das doenças cardiovasculares, desde que respeite as condições clínicas e seja acompanhada por profissionais habilitados.”

Na avaliação da especialista, o principal avanço trazido pelo estudo é reforçar que o treinamento de força deixou de ser visto apenas como uma estratégia voltada à estética ou ao ganho de massa muscular.

“As evidências mostram que o fortalecimento muscular também contribui para proteger o coração, preservar a capacidade funcional e promover um envelhecimento mais saudável. O treinamento de força passou a ocupar um papel importante dentro da prevenção cardiovascular.”

Segundo a médica, outro aspecto relevante é que os benefícios podem ser observados mesmo quando a prática é iniciada após os 60 anos, desde que haja regularidade e acompanhamento profissional.

Sobre Fernanda Douradinho

Fernanda Douradinho da Rocha Silva é médica cardiologista, formada em 2007 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (Centro Universitário Lusíadas). Realizou residência em Clínica Médica (2008–2010) e Cardiologia (2010–2012) no Hospital Ana Costa, em Santos.

Possui título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 2013. Atualmente, atua como médica diarista nas Unidades de Terapia Intensiva de Cardiologia do Hospital Guilherme Álvaro, e também coordenadora da UTI cardiológica do Hospital Guilherme Álvaro, professora da disciplina de Urgência e Emergência da Faculdade de Medicina da UNAERP e mantém seu consultório de cardiologia na Av. Ana Costa, em Santos.