Diocese de Assis

 

Nada há de mais desagradável para um convalescente qualquer do que alguém tocar-lhe a ferida ainda em aberto. A dor retorna com igual intensidade, tal qual quando adquirida de uma forma ou de outra. Dói até na alma, costumamos dizer. Pior ainda quando essa provocação vem acompanhada pela dúvida, pela ironia, pela indiferença…

Não diria ser esse o caso de Tomé, mas a dúvida estava ali presente. ”Se  eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20,25). A incredulidade sempre exige provas convincentes, palpáveis. Não seria diferente com o apóstolo retardatário, aquele que esteve ausente na primeira manifestação do Cristo redivivo em meio a seus discípulos. Mas a visão daquelas chagas foi tão impactante que só lhe restou prostrar-se diante do Mestre e exclamar: “Meu Senhor e meu Deus!”. As feridas ainda recentes por certo causavam dores, senão ao Cristo que sobrepujara uma cruz e um túmulo da perversão humana, ao menos e principalmente aos olhos atônitos e envergonhados daqueles que testemunharam ali a crueldade de que foram capazes os poderosos de seu povo. A que ponto chegaram!  As provas ali estavam, sangrando no corpo e na alma de todos.

As feridas abertas poderiam ser sanadas do corpo glorioso de Jesus. Não havia razão para mantê-las visíveis, já que a vitória sobre a morte era uma transposição que apagava todo e qualquer vestígio de uma derrota circunstancial. Cristo morreu, mas não se deixou derrotar. Cristo saiu do sepulcro com seu corpo glorificado, sem nunca se deixar manchar por qualquer nódoa de nossos pecados. Essa foi sua maior vitória: apagar de vez a derrota vergonhosa proporcionada pelo pecado original. Cristo venceu a morte e nos devolveu a plenitude da vida, a cura definitiva que a alma humana ansiava por alcançar. Desde então, as feridas ainda abertas que rondam nossa história aí estão, por conta do nosso livre arbítrio, o direito que temos de acreditar ou não nas promessas de Deus. Mas preferimos cutucar nossas feridas com a tosca visão dos mistérios que ainda turvam a fé em Cristo Ressuscitado.

Muitas portas permanecem fechadas em nossas vidas porque não abrimos nossos corações para a ação de Deus. Ele, por primeiro, nos mostra as mãos e o lado de seu Filho ferido por nossa ingratidão, mas logo a seguir nos reenvia ao mundo, com a missão de levar adiante sua Paz e Amor sem limites. Perdoa-nos pelo maior dos nossos pecados, a rejeição de sua graça, de sua ação entre nós, em nós. É tempo de percebermos nossa mesquinhez, ao exigir provas, ao desejar o toque ridículo e inútil de nossos dedos na ferida que causamos a seu Filho. É tempo de vestirmos a carapuça de nossa indignidade e esconder a vergonha de nossa prepotência. Parar de exigir de Deus as provas de uma crueldade que só aconteceu por conta de nossos pecados, nossa culpa pura e simples. Caso contrário, as feridas voltarão a se abrir, a vazar, a pulsar em sua dor lancinante, não em Cristo, mas em cada um de nós, lançados ao léu no fogo das maldições eternas. Porque as brasas da geena e as lanças dos algozes de Cristo são capazes de queimar e ferir de morte muitos dos que duvidam  das Verdades de nossa fé. Não cutuque essas feridas ainda mais!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Espaço Espírita

 

Alegas não possuir o bastante para fazer o bem, quando na verdade o bem pede tão pouco de ti.

Reclamas escassez de tempo. Entretanto, bastam poucas horas por semana para cooperar na assistência fraterna.

Referes-te à dificuldade de expressão. Contudo, ninguém precisa da tribuna para ser solidário.

Relacionas despreparo intelectual. Todavia, a palavra de encorajamento dispensa título acadêmico.

Relatas saúde deficiente. No entanto, a visita ao enfermo solitário não é prova de atletismo.

Anotas falta de dinheiro. Entretanto, o talão de cheques não substitui o abraço de conforto.

Relacionas compromissos profissionais. Contudo, todos estamos compromissados de alguma maneira nos caminhos do mundo.

Faze agora todo o bem possível, porque é provável que hoje o pouco seja suficiente, ao passo que amanhã o muito talvez chegue tarde demais.

ANDRÉ LUIZ

Extraído do livro “Decisão” – Editora IDE – Psicografia: Antônio Baduy Filho

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Movimento Mude 1 Hábito será realizado em Assis

 

A Unimed Assis realizará, na próxima sexta-feira, dia 05/04, o Dia Mude 1 Hábito, no Parque Buracão, em Assis.

A partir das 7h30 acontecerá a Aula de Tai Chi Chuan com os professores Glauco e Valquíria, do Movimento Vital Expressivo. Às 9h acontecerá uma caminhada com a professora Luciane, da Unimed Assis.

O evento é gratuito e aberto para toda a população, sem necessidade de realizar inscrições. O Dia Mude 1 Hábito é parte de uma ação entre Unimeds, realizada em diversas cidades que sediam Unimeds em todo o Brasil.

O que é o Mude1Hábito?

É o Movimento Nacional da Unimed que promove o cuidado com a saúde, incentivando práticas saudáveis para que as pessoas possam viver mais e melhor, seja por meio da alimentação saudável, prática de exercícios, encontro do equilíbrio emocional ou pela busca de qualquer mudança que seja capaz de transformar o modo de ver o mundo.

Quando mudamos um hábito, colhemos benefícios para toda a vida.

Comece devagar, aos poucos, sem cobranças nem metas inatingíveis. Queremos te lembrar que experimentar coisas novas pode ser divertido e mudar a sua vida!

Para mais informações, acesse www.unimed.coop.br/site/web/mude1habito ou www.instagram.com/unimedassisoficial. Participe!

 




Diocese de Assis

A Páscoa da Ressurreição que a Igreja celebrou no último domingo é muito mais do que uma tradicional celebração Católica que encerra a Semana Santa; é muito mais do que uma solene cerimônia religiosa; é muito mais do que uma grande concentração religiosa. O que celebramos é o fundamento da fé. É a essência do cristianismo. É a razão de ser da Igreja Católica: sua origem, sua missão e finalidade.

O eixo da páscoa é o eixo da vida da Igreja: o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Portanto, a Igreja vive da páscoa que celebra e experimenta cada dia, na celebração eucarística, o Cristo Vivo num estado de páscoa permanente. Neste Sentido o Mistério que celebramos no domingo passado não tem fim. Pelo contrário, renova-se a cada dia e renova a própria Igreja.

A liturgia oferece, nesta semana, o que chamamos “oitava da páscoa”. É uma semana vivida como se fosse um dia, o domingo da ressurreição. Enquanto se prolonga por uma semana, o domingo da ressurreição mostra a força de renovação da vida, num tempo que não tem fim. Deus, não só espalha a semente da vida em todos os lugares deste mundo, mas a faz germinar, contrariando e vencendo o espírito de morte, mostrando a força das obras de suas mãos, principalmente, sobre o homem.

A obra de Deus é admirável na criação, mas, muito mais admirável, na redenção, diz uma oração proclamada no Sábado Santo. E é exatamente essa a profundidade do Mistério Pascal: Deus não criou o ser humano e o abandonou ao poder do nada. Ele criou e cuida, bem de perto, com as mesmas mãos, os que fomos constituídos seus filhos e filhas.

Somos testemunhas de que nada tem faltado à Igreja, ao longo dos séculos, porque a providência de Deus sempre chegou antes das nossas necessidades. É preciso admitir: o que necessitamos é sempre muito diferente do que pedimos e queremos. Por isso, a providência de Deus manifestada pela Páscoa da Ressurreição é o tudo que nos têm faltado e não sabemos compreender e experimentar.

Diante disso, que postura de fé precisamos assumir? É preciso viver a fé de modo eucarístico. Fazer da Eucaristia, não apenas um ritual do templo, mas uma celebração da vida que desperta para a mesma prática de Jesus, os mesmos sentimentos de Jesus, o mesmo espírito de Jesus, o mesmo amor de Jesus, a mesma dinâmica de Jesus, a mesma coerência de Jesus, a mesma ousadia de Jesus, a mesma obediência de Jesus porque “Ele, apesar de sua condição divina, não fez alarde de ser igual a Deus, mas se esvaziou de si e tomou a condição de escravo, fazendo-se semelhante aos homens. E mostrando-se em figura humana, humilhou-se, tornou-se obediente até a morte, morte de cruz. Por isso Deus o exaltou e lhe concedeu um título superior a todo título, para que, diante do título de Jesus, todo joelho se dobre, no céu, na terra e no abismo; e toda língua confesse, para a glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Filipenses 2,6-11, segundo a Bíblia do Peregrino).

Eu me alegro em compartilhar com todos essas poucas linhas e dizer, como sacerdote, o quão maravilhoso é celebrar a Eucaristia e, inspirado por ela, ser chamado a viver uma vida como a de Jesus. Não é o fato de ser sacerdote que me faz capaz de viver como Jesus, mas, a Eucaristia que a Igreja recebeu como herança para si e para todos quantos dela se aproximarem como discípulos de Cristo.

É por isso que, a vida do Cristão só se faz verdadeira em estado de páscoa permanente. Isto é dom de Deus!

O apelo da páscoa continua insistente e instigante nas lutas diárias, por uma consciência de pertença ao Corpo de Cristo, seja no tecido eclesial ou social. Somos chamados, durante todo o ano 2024, a dar testemunho do ressuscitado e da ressurreição em nossas vidas!

PE. EDVALDO JOSÉ DOS SANTOS




Espaço Espírita

 

Auxiliemo-nos para sermos auxiliados. Se algum companheiro perde a força do ideal, sejamos aquele suporte de amor que o escore na travessia do desânimo, a fim de que o vejamos refeito para a bênção do Serviço.

Se outro sofre provações ou privações de qualquer natureza, sejamos nós o apoio sobre o qual se mantenha para atingir novamente a segurança precisa.

Se outro se desgoverna na sombra da irritação, façamo-nos, junto dele, o silêncio e a prece capazes de repô-lo na rearmonização necessária.

Se outro ainda nos pareça indiferente ou distante, envolvamo-lo em calor de entendimento e ternura, a fim de que volte ao clima da paz e da eficiência em louvor do Cristo.

Em síntese, convertamo-nos, por amor, em suplementações uns dos outros, no levantamento do bem, de vez que, assim agindo, estaremos glorificando a bendita herança do trabalho que Jesus nos legou, não somente ofertando-lhe o rendimento justo, mas, também, cumprindo o excelso programa de nosso Divino Mestre, quando nos exortou:

– Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.

BATUÍRA

Extraído do livro “Mais Luz” – Editora GEEM 

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

 

É mais fácil acreditar na hipótese de um roubo, uma malandragem qualquer, do que na possibilidade de um milagre. Foi essa a primeira reação dos discípulos diante do túmulo vazio onde horas antes haviam depositado o corpo do Senhor. Profanaram seu túmulo, roubaram seu corpo. Não lhes passava pela cabeça aquela estranha linguagem profética de que o Messias haveria de ressuscitar dos mortos.

Ainda hoje essa linguagem é muito dura para a lógica da vida: nascer, crescer, morrer. Ainda hoje muitos teimam na possibilidade do roubo, afastando por completo o maior dos milagres de que se tem notícia na frágil e finita história humana. Como assim, ressuscitou? A possibilidade de um morto voltar à vida foge completamente da lógica, da biológica… real e primária na definição do ato de viver… e morrer! Não, definitivamente não. Um atestado de óbito não dá margens para rasuras, alternativas contrárias ao que se atesta. Então, melhor aceitar as evidências dos fatos: roubaram o corpo do Senhor!

Acontece que nenhuma lógica humana é maior do que o milagre da própria vida. Se Jesus, redentor e restaurador da maior obra divina, se sua missão era justamente nos devolver a graça, reatar a plenitude da vida, a morte não poderia ter efeito sobre Ele, nunca, jamais! Mesmo que não houvesse a crucificação, que sua morte viesse naturalmente como a qualquer ser vivo, mesmo que os anjos o resgatassem milagrosamente desse vale de lágrimas, se não houvesse a ressurreição, seria vã nossa fé. Conclusão lógica e bem amadurecida no testemunho do apóstolo que conheceu Jesus em sua vida ressurrecta, em uma estrada de Damasco. Quem lhe revelou tamanha ciência teológica senão o Cristo em pessoa? Como explicar seu ardor missionário, sua entrega total e incondicional à doutrina que lhe foi revelada?

Mas as provas que o mundo exige vão além da realidade que limita nossa compreensão. Estão lá, aos rês do chão de um túmulo emprestado, usado provisoriamente, mas capaz de abrigar as evidências de um milagre imensurável. São panos ensanguentados, sujos e impregnados de muito suor e lágrimas, que por certo verteram dos olhos de sua mãe, naquele colo diáfano, naquela despedida de piedade. São “as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte” (Jo 20, 6-7), Quem os enrolou? Por que? Mais um enigma para nossa fé pequena. Seria esse o Sudário de Turim, a famosa peça motivo de estudos, veneração e revelações minuciosas da imagem de um homem crucificado? O milenar pano de linho sobre o qual a ciência humana tem se debruçado com avidez e curiosidade, mas sem explicações lógicas para os mistérios ali ocultos?

Como vemos, os mistérios da fé cristã ultrapassam qualquer lógica da precavida sabedoria humana. Mas o apóstolo dos gentios e pagãos tem sempre uma palavra  de ânimo para nossas incertezas: “Aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres”. Perder-se no emaranhado das coisas falíveis e perecíveis é fácil, mas abandonar-se na esperança de uma vida imorredoura, uma fé perene e imortal é muito melhor. Não deixe que a dúvida também lhe roube a alma, além do corpo jogado na geena… O túmulo vazio de Jerusalém nos diz tudo isso.

          WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Diocese de Assis

Quando alguém se põe a caminho tem um objetivo. O objetivo de uma caminhada é sempre chegar a algum lugar. A caminhada quaresmal, nos leva ao núcleo do Mistério da Fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Ora, como poderia alguém se colocar a caminho sem se envolver com tudo e todos, ao longo do caminho, e com o objetivo do próprio caminho? É certo que, sem fazer algumas opções e renúncias, no caminho, a finalidade da caminhada fica comprometida e prejudicada.

Será que não é a hora de revermos o caminho e a caminhada!

A Páscoa de Jesus está sendo, cada vez mais, subaproveitada. E é possível usufruir melhor deste grande acontecimento e memorial da fé.

O texto que se segue, é das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo (século IV), e nos ajudará a responder algumas questões pertinentes ao caminho e a nós mesmos.

“Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: ‘Imolai’, disse Moisés, ‘um cordeiro de um ano e meio e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão ? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.

Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.

‘De seu lado saiu sangue e água’ (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa. Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ‘ossos e carne da minha carne’ (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.

Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento”.

A páscoa que, neste domingo, é uma data certa no calendário, para nós é o acontecimento mais importante na fé.

Celebremos a vida do Cristo em nós! Feliz páscoa para você!

É para a liberdade que Cristo nos libertou!

PE. EDVALDO JOSÉ DOS SANTOS




Peeling de fenol: Os riscos e os benefícios do procedimento estético que vem viralizando na internet

 

Sucesso nas redes sociais, o peeling de fenol é uma técnica amplamente utilizada na medicina estética, representando um avanço significativo em tratamentos de pele e na qualidade deles. Ao longo dos anos, o uso do fenol passou por mudanças, passando de um simples agente bactericida com propriedades anestésicas para uma poderosa ferramenta de renovação celular e estímulo de colágeno.

Inicialmente, o fenol era aplicado com o intuito de anestesiar e desinfetar a superficie cutânea,  porém observou-se que sua descamação revelava uma melhora na pele . Esse fenômeno despertou o interesse dos profissionais da área para explorar suas propriedades nos campos da dermatologia e dos pacientes, que estão cada vez mais interessados no  método.

Especialista em Harmonização Orofacial, a Dra. Karina Moreno explica que tanto o peeling de Fenol quanto o de Ácido Tricloroacético (ATA), possibilitam a realização de peelings de médio a profundo acesso, promovendo uma intensa renovação das células. No entanto, somente peelings de média profundidade são realizados em consultório,  sendo os profundos somente em centro cirúrgico.

A doutora adverte que a técnica tem absorção sistêmica pela corrente sanguínea, o que leva á necessidade de uma avaliaçao detalhada da saúde geral do paciente para avaliar sua real necessidade. É uma técnica que estimula muito os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno, resultando em uma pele mais firme e rejuvenescida. Entretanto, ressalta que pacientes com doenças autoimunes, cardiopatias, complicações renais e/ou hepáticas não possuem recomendação de realizá-lo. O mesmo acontece com quem apresenta quadros de infecções ativas no rosto, herpes ou diabetes e hipertensão descompensadas.

A especialista ainda alerta: “Para garantir a segurança do procedimento, são necessários cuidados específicos, como a divisão do tratamento por áreas cosméticas, a fim de controlar a absorção sistêmica do fenol. Além disso, o pós-operatório requer atenção especial, com a proibição de exposição solar e uso adequado de protetor solar, bem como atenção especial ao surgimento de complicações como infecções bacterianas ou herpes”.

Serviço:  https://www.instagram.com/dra.karinamoreno/




Estudantes integram Grupo de Oração Universitário que atua no campus da FEMA


Desde o final do ano passado, o Grupo de Oração Universitário (GOU) da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) tem desempenhado um papel fundamental na vida espiritual dos estudantes universitários, conforme avaliação de seus criadores.

Fundado pela Renovação Carismática Católica (RCC), o GOU foi concebido com o propósito de promover encontros religiosos entre os universitários e proporcionar um espaço para a vivência da fé católica.

Presente em diversas universidades do país, como é o caso da UNESP de Assis, o grupo foi criado sob a orientação do padre Guilherme Caetano e mantém encontros quinzenais no auditório do campus, sempre às 18 horas, que incluem “celebrações da Santa Missa, palestras e recitação do Santo Terço”, entre outras cerimônias.

Todos os alunos, professores e funcionários da FEMA podem participar dos encontros promovidos pelo GOU, independentemente de sua religião. Os responsáveis pelo grupo são estudantes engajados e comprometidos com sua fé e comunidade universitária. São eles: Daniel Freitas Rodrigues, Otávio Gatti e Daniel Bolfarini, ambos do curso de Medicina, juntamente com o padre Guilherme Caetano, da catedral diocesana de Assis.




Diocese de Assis

 

 

          O processo de julgamento de Jesus é uma dessas peças jurídicas digna de estudo pormenorizado por aqueles que almejam sucesso na carreira advocatícia. É  pauta obrigatória nos estudos de bons profissionais nesta área. Por isso, a narrativa do evangelista Marcos (15,1-39), a mais sintática descrição dos detalhes da condenação e crucificação narrados pelos quatro evangelista, tornou-se fonte de argumentações tanto para a defesa, quanto para a acusação de qualquer réu em vias de julgamento. Presentes nessa minuta os meandros de uma acusação bem urdida e as interrogações não respondidas de uma defesa corrompida pelas ameaças e pela possível perda de popularidade junto aos manipuladores da opinião pública, os poderosos de plantão.

Começa pela questão central: “És tu o rei dos judeus?” Ou seja, és tu o articulador de um golpe contra nossos governantes, aqueles que detêm poderes de conduzir o povo a seu bel-prazer, de articular seus exércitos para manter a subserviência do povo, decidir sobre a vida de seus súditos conforme os interesses político-sociais em vigor? És tu aquele que se levanta contra a vida fausta, temerosa e ardilosa dos que se dizem sumo sacerdotes, defensores da Lei de Deus? “És tu o que há de vir, ou devemos esperar outro”, foi o questionamento daquele que já tinha a resposta em seu coração desde quando aquela voz ecoou num deserto e chegou aos seus ouvidos como retumbante brado da Verdade. Não era um rei, mas um cordeiro, conclui o Batista. E assim o apresentou ao mundo.

E, como todo bom cordeiro, caminhava agora em silêncio para seu próprio abatedouro! Seu silêncio falaria mais alto… “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!” O silêncio seria sua voz naquele deserto de desamor humano que se negava a escolher entre a verdade que liberta e a mentira que rouba a dignidade da vida humana. Jesus ou Barrabás? Liberdade ou libertinagem? Essas eram as opções que restavam àquela multidão alienada, manipulada em seus princípios e direitos de escolha lúcida, consciente, conforme lhes havia ensinado o réu em questão. “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!” E agora, mestre sem tribuna, sem ação? Saia dessa, oh grande Messias! Mas Jesus apenas balbuciou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Quebrou o silêncio com um desabafo de quase decepção…, contra aqueles que o acusavam, o abandonavam na sua dor crucial.

A aparente derrota se agigantou após seu grito final, seu último suspiro nessa vida injusta e passageira. Aos olhos de um oficial romano, presente naquela via crucis de injustiças e humilhações sem limites, aos olhos de um aparente braço forte do sistema e do falso poderio humano sobre a própria vida, aos olhos daquele coração condoído por tudo o que presenciara naquele dia, surge uma lágrima de compaixão, quebra-se o silêncio de um coração condoído, solidário : “Na verdade, este homem era Filho de Deus!” A justiça então se faz…

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]