Testemunhas de Jeová iniciam campanha visando convidar a comunidade para eventos especiais

 

Para muitos, o domingo 24 de março pode ser considerado uma data como outra qualquer, mas para milhões de pessoas em todo o mundo, será uma data significativa em que se reunirão, após o pôr do sol, para lembrar a morte de Jesus Cristo.

Considerado o dia mais importante do ano para as Testemunhas de Jeová, a Celebração da Morte de Jesus ocorre anualmente no dia 14 do mês de nisã do calendário judaico, que este ano corresponde ao domingo, dia 24 de março, após o pôr do sol. Em cumprimento à declaração de Jesus encontrada em Lucas 22:19: “Persistam em fazer isso em memória de mim”, mais de 8,6 milhões de Testemunhas de Jeová em todo o mundo se reunirão para lembrar essa data importante e convidam outros a também estarem presentes. Ano passado, quase 20 milhões de pessoas compareceram ao evento.

“Em todo o mundo, muitas pessoas que não são Testemunhas de Jeová assistem à Celebração. Esperamos que os membros da nossa comunidade também se juntem a nós para lembrar a morte de Jesus Cristo e mostrar gratidão pelo seu sacrifício”, disse Gilberto dos Santos , porta-voz das Testemunhas de Jeová. “Embora seja uma ocasião solene, também é alegre, pois conhecemos novas pessoas e compartilhamos a alegria de seguirmos a Cristo”.

O ato terá a duração de uma hora e contará com um discurso que vai destacar a importância da morte de Jesus e o que ela significa para toda a humanidade.

Na região de Assis e região, uma campanha especial será realizada em março de 2024 para convidar os moradores locais a assistir à celebração anual da Refeição Noturna do Senhor, bem como para assistir a um discurso especial que será proferido na semana anterior.

Com o tema “Ressurreição – A vitória sobre a morte”, o discurso especial será proferido nos Salões do Reino no fim de semana de 16 e 17 de março de 2024. Este discurso de 30 minutos, baseado na Bíblia, terá como foco a esperança bíblica de uma ressurreição dos mortos num futuro próximo.

Valdir de Medeiros diz: “Minha família aguarda ansiosamente o ano todo pelo discurso especial e pela Celebração. Os eventos são práticos e instrutivos, mas também nos ajudam a fazer uma pausa e refletir sobre todas as coisas pelas quais podemos ser gratos, coisas essas que podemos considerar bênçãos de Deus”.

Para saber mais sobre como as Testemunhas de Jeová celebram a Ceia do Senhor, visite a página Perguntas Frequentes, no jw.org, o site oficial das Testemunhas de Jeová.

Para mais informações sobre a Celebração de 2024 e o discurso especial e como participar, por favor, visite jw.org.

 




Espaço Espírita

 

“Brilhe a vossa luz” – a sugestão do Mestre é mais do que apropriada diante de provas aflitivas, desencontros existenciais, enfermidades, perdas afetivas, dificuldades familiares, obsessão contumaz, dor moral e críticas mordazes.

É sempre muito importante orar por luz íntima, para clarificar passos e prever a via consequencial de atos e atitudes. Aliás, o silêncio é porta para a vida interior.

Só a claridade que vem de dentro é capaz de fazer ponte com a verdadeira sabedoria. É no silêncio que se conquista a lucidez, onde sobrepomos a opinião alheia e o bom senso não míngua.

É na quietude que a alma rompe o casulo e se projeta para o encontro com o Criador.

Acendendo semelhante luz dentro de nós, poderemos ver com clareza a realidade dos fatos e acontecimentos de fora.

A flama da alma se chama lucidez; portanto “brilhe a vossa luz” – essa é a recomendação do Cristo de Deus para enfrentarmos todas as intempéries da existência terrena e constatarmos o apoio divino que há em tudo.

HAMMED

Extraído do livro “A Busca do Melhor” – Editora Boa Nova 

Psicografia: Francisco do Espírito Santo Neto

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

 

O contraste entre dia e noite, sol e lua é conhecido por qualquer ser vivo. Todavia, dentre estes, nós humanos somos os únicos a temer as trevas e apreciar a luz solar. Tanto que se tornou um quase elogio a afirmativa que nos define como filhos diletos do Pai: Vós sois filhos da luz, não das trevas! Quem nos definiu com tamanha clareza de espírito outro não foi senão aquele que se autodefiniu como sendo ele próprio a luz do mundo. Não parou por aí, pois numa conversa com Nicodemos foi bem suscinto ao afirmar: “a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más” (Jo, 3,19). Apesar dos temores, ainda preferimos as trevas. Contradição das contradições!

O contraditório está na maledicência de muitas das nossas ações sorrateiras, às quais a doutrina cristã denomina como pecado. Acontece que o pecado saiu de moda, não mais é aceito pela filosofia libertina e libertária das teorias psicológicas que tentam dar razão a tudo que o ser humano faz em sã consciência. O problema é exatamente esse: a sã consciência. Basta a ideia de que sua liberdade é maior do que os freios da moralidade ou da religiosidade, para que uma ação pecaminosa seja praticada sem constrangimento algum. Então o mal deixa de ser mal, porque as trevas que o encobrem já não assustam tanto. Ou, como bem afirmou Jesus: “Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas” (Jo 3,20). Já não reconhece o mal que faz. O importante é tirar proveito de tudo, mesmo que isto prejudique um semelhante. Azar o dele, pois o que importa é o benefício próprio, o eu na centralidade do tudo. Isso é o egoísmo. Esse é o grande pecado social dos tempos modernos. A escuridão que vivemos.

“Mas, quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus” (Jo 3,21).  Aqui luz e trevas ganham um diferencial bem definido. Não há como ser luz e viver nas trevas ou ser trevas e manter-se na luz. “Não se esconde a luz debaixo da mesa”, diria Jesus, para ressaltar a importância dessa função para aqueles que fazem de suas vidas um farol, um guia luminoso por onde quer que marque presença.  A revelação de Jesus a Nicodemos foi deveras alvissareira, motivo de muito júbilo e alegria, pois Deus enviava seu Filho “não para condenar, mas para salvar”. Daí a razão de tanto júbilo presente nas celebrações do quarto domingo da Quaresma, o Domingo da Alegria. Daí o porque do povo de Deus exultar-se com o anúncio da luz divina presente entre nós e em nós, através da nossa fé em Jesus, luz do mundo, espelho de Deus! Mas, principalmente, a descoberta pessoal de que também nos igualamos ao Cristo com nossa ação transformadora, nossa presença, nossa insignificância revestida da importância de fazer “brilhar” nossa luz em meio às trevas das incertezas humanas. ‘Que brilhe vossa luz no meio dos homens!”.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




GRUPO DE JOVENS ESCALADA ORGANIZA EXCURSÃO PARA ACAMPAMENTO NA CANÇÃO NOVA

 

O Grupo de Jovens Escalada, da Paróquia São Nicolau de Assis, convida jovens e adultos para o Acampamento PHN 2024.

O encontro é famoso no meio católico e reúne milhares de fieis todos os anos na Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

Neste ano, o acampamento tem como tema “Ou santos, ou nada”. Além da formação espiritual, são oferecidos aos peregrinos, momentos de aprofundamento, louvor, adoração e descontração, com shows de cantores e bandas católicas.

A excursão sairá no dia 11 de julho, com o retorno previsto para o domingo (14). As vagas são limitadas e o valor da van é de R$270, com pagamento facilitado. Interessados devem entrar em contato com Flávia Lima, pelo whatsapp (18)99625-2609, para obter mais informações e formas de pagamento.

Para saber sobre as atividades do PHN 2024 acesse www.eventos.cancaonova.com/edicao/acampamento-phn-10

Novidades do Grupo de Jovens Escalada São Nicolau no Instagram @escaladasn




Diocese de Assis

 

O tempo da quaresma é sempre promissor de horizontes de mudança e conversão. Neste tempo, as provocações da Palavra de Deus sinalizam elementos concretos para a vida nova almejada na conversão. São Leão Magno (papa, séc V), num belíssimo sermão aponta alguns elementos fundamentais de vida nova. Vejamos!

“Em todo tempo, amados filhos, a terra está repleta da misericórdia do Senhor (Sl 32,5). A própria natureza é para todo fiel uma lição que o ensina a louvar a Deus, pois o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe proclamam a bondade e a onipotência de seu Criador; e a admirável beleza dos elementos postos a nosso serviço requer da criatura racional uma justa ação de graças.

O retorno, porém, desses dias que os mistérios da salvação humana marcaram de modo mais especial e que precedem imediatamente a festa da Páscoa, exige que nos preparemos com maior cuidado por meio de uma purificação espiritual.

Na verdade, é próprio da solenidade pascal que a Igreja inteira se alegre com o perdão dos pecados. Não é apenas nos que renascem pelo santo batismo que ele se realiza, mas também naqueles que desde há muito são contados entre os filhos adotivos.

É, sem dúvida, o banho da regeneração que nos toma criaturas novas; mas todos têm necessidade de se renovar a cada dia para evitarmos a ferrugem inerente à nossa condição mortal, e não há ninguém que não deva se esforçar para progredir no caminho da perfeição; por isso, todos sem exceção, devemos empenhar-nos para que, no dia da redenção, pessoa alguma seja ainda encontrada nos vícios do passado.

Por conseguinte, amados filhos, aquilo que cada cristão deve praticar em todo tempo, deve praticá-lo agora com maior zelo e piedade, para cumprir a prescrição, que remonta aos apóstolos, de jejuar quarenta dias, não somente reduzindo os alimentos, mas, sobretudo abstendo-se do pecado.

A estes santos e razoáveis jejuns, nada virá juntar-se com maior proveito do que as esmolas. Sob o nome de obras de misericórdia, incluem-se muitas e louváveis ações de bondade; graças a elas, todos os fiéis podem manifestar igualmente os seus sentimentos, por mais diversos que sejam os recursos de cada um.

Se verdadeiramente amamos a Deus e ao próximo, nenhum obstáculo impedirá nossa boa vontade. Quando anjos cantaram: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14), proclamavam bem-aventurado, não só pela virtude da benevolência, mas também pelo dom da paz, todo aquele que, por amor, se compadece do sofrimento alheio.

São inúmeras as obras de misericórdia, o que permite aos verdadeiros cristãos tomar parte na distribuição de esmolas, sejam eles ricos, possuidores de grandes bens, ou pobres, sem muitos recursos. Apesar de nem todos poderem ser iguais na possibilidade de dar, todos podem sê-lo na boa vontade que manifestam.”

O profeta Isaías é bastante enfático e contundente ao ser porta voz destas palavras: “Vejam! O jejum que eu aprecio, o dia em que uma pessoa procura se humilhar, não deve ser desta maneira: curvar a cabeça como se fosse uma vara, deitar de luto na cinza… É isso que vocês chamam de jejum, um dia para agradar a Javé? O jejum que eu quero é este: acabar com as prisões injustas, desfazer as correntes do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e despedaçar qualquer jugo; repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente. Se você fizer isso, a sua luz brilhará como a aurora, suas feridas vão sarar rapidamente, a justiça que você pratica irá à sua frente e a glória de Javé virá acompanhando você. Então você clamará, e Javé responderá; você chamará por socorro, e Javé responderá: ‘Estou aqui!’” (Isaías 58,5-9).

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Comunidade Capoeira organiza atrações para celebrar o Dia Internacional da Mulher

 

Neste sábado (9) a partir das 14 horas, o Espaço Comunidade Capoeira de Assis será palco de um aulão, bate papo e café em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O programa visa celebrar a data, promover a equidade social e utilizar a capoeira como ferramenta de inclusão e valorização.

De acordo com os organizadores, o aulão reunirá aproximadamente 80 mulheres entre crianças, adolescentes e adultas dos projetos de Assis, Vila Claudia, Bela Vista, Capoeira Inclusiva, Esporte 100% da cidade de Tarumã, Vila São Judas do município de Cândido mota além de alunas do Espaço Comunidade Capoeira.

A programação é aberta a todas as escolas de capoeira que quiserem participar.

Às 14 horas começa um bate papo sobre cuidados com a saúde da mulher, orientado pela psicóloga Sandra Carla Torreti que tratará a saúde feminina tanto no aspecto físico quanto metal e hábitos que promovem o bem estar geral.

O aulão será ministrado por Sandra Nália (Graduada Abelha) e terminará com uma roda aberta de encerramento e samba de roda.

“O Dia Internacional da Mulher é um ótimo momento para reforçar a importância da figura feminina na capoeira também, essa arte além de fazer bem para a nossa mente nos traz muitos benefícios e trabalha todo o corpo” destacou Sandra Nália uma das organizadoras.

O Espaço Comunidade fica localizado na avenida Marechal Deodoro 557. Mais informações pelo telefone (18) 99728-2687




Diocese de Assis

 

 

A preocupação está posta desde o início do cristianismo. Há aqui um profetismo de Jesus acerca do futuro de sua Igreja: “Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio (Jo 2, 16).Tanto que foi esse um dos raros momentos de impaciência e quase agressividade de Jesus ao expulsar aqueles vendilhões do Templo com um chicote às mãos. O chicote que o diga! Os que negociavam as ofertas (bois, ovelhas e pombas) às portas do Templo se viram momentaneamente prejudicados com aquela intervenção inesperada. A ação intempestiva e as duras palavras de Jesus contra o comércio que ali praticavam alertou as consciências mais sensíveis pela contradição de seus atos. Aproveitavam-se da fé popular para dela obterem lucro. Exploravam a ingenuidade daquele povo… Nada diferente dos dias atuais!

Mas não é bom generalizar. Há muitas e honrosas exceções! Nem sempre o aspecto financeiro dentro do ambiente religioso foi uma atitude meramente mercantilista ou de cunho oportunista por parte daqueles que cuidam das necessidades espirituais do povo de Deus. Há que se diferenciar estes, daqueles. As necessidades primárias para sustentação do culto e daqueles que se consagraram ao serviço do altar sempre existiram. São obrigações dos que se beneficiam desse serviço. Das doze tribos de Israel, uma tinha a função sagrada de servir e cuidar única e exclusivamente da questão litúrgica e espiritual de tudo o que se realizava no Templo. Era a Tribo de Levi, a família sacerdotal do povo de Deus. Mas, para tanto, era preciso que as demais tribos cuidassem das necessidades primárias desta casta de consagrados, não só no aspecto das necessidades básicas, como também em todas as questões relacionadas ao templo e à manutenção do culto. A estes se destinavam os dízimos e ofertas do povo.

Nada mudou desde então. As comunidades de fé continuam obrigadas a fazer frente a essas necessidades, ao sustento daqueles que tudo renunciam para servir ao altar do Senhor. O que acontece é o oportunismo de alguns que veem nesse serviço um meio de ganho fácil, de enriquecimento ilícito, de realização de falcatruas e ou negociatas com a fé popular… Então Jesus aprofunda a questão, ameaçando com a destruição do templo, de tudo, para uma edificação renovada, em três dias apenas. Seus ouvintes nada entenderam e viram nessa afirmativa uma questão de demência. “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” (Jo 2,20). Eis no que resulta a ignorância na fé e a opinião daqueles que não conhecem as belezas dos mistérios cristãos. Dentre eles a ressurreição. Dentre eles o templo de Deus que nos tornamos. Dentre eles a ação do Espírito em nossas vidas, que aceita e consagra nossas ofertas como sinal de gratidão a Deus por tudo que dele recebemos, temos e somos. Nessa perspectiva, nossos dízimos e ofertas nunca serão objetos de comércio ou negociata com Deus, mas sim canais extraordinários de graças e bênçãos.

Deixemos de lado a opinião mundana. Nessa relação de fé o que importa não é a quantidade do que temos para oferecer, mas a qualidade de nossos gestos de amor e responsabilidade para com as coisas e as causas de Deus. Se temos mais, se somos agraciados com dons e talentos maiores dos que os de muitos irmãos, temos sim que participar mais, contribuir com mais, fazer nossa parte sem nos preocuparmos com o julgamento e a opinião do mundo. O que importa é que Jesus conhece “o homem por dentro”!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




Espaço Espírita

 

 

Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume

Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.

No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.

Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.

Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.

Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.

Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.

Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.

Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.

É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.

ANDRÉ LUIZ

Extraído do livro “Agenda Cristã” – Editora FEB – Psicografia: Francisco Cândido Xavier

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 




Diocese de Assis

 

A vida sem alegria não tem graça… não tem ritmo… não tem assunto… não ter cor… não tem calor… não tem sabor… não tem festa. A alegria é uma das coisas mais preciosas da vida porque amplia o senso de realização e o prazer de viver.

A alegria não é uma válvula de escape; não é um subterfúgio; não é coisa de “bobos alegres”; não é fanfarronice; não é extravagância. A alegria é muito mais do que sorriso e risada. A alegria satisfação e contentamento. Alegria é um dom da fé. Por isso, é necessário que nos alegremos; que cultivemos a alegria. A alegria é tudo na vida!

Veja com que palavras somos exortados pela Sagrada Escritura:

Fl 4,4-6. “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Que a bondade de vocês seja notada por todos. O Senhor está próximo. Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças”.

Rm 12,15. “Alegrem-se com os que se alegram, e chorem com os que choram”

Jo 16,20. “Eu lhes garanto: vocês vão gemer e se lamentar, enquanto o mundo vai se alegrar. vocês ficarão angustiados, mas a angústia de vocês se transformará em alegria”

1Pd 1,6. “Por isso, vocês devem alegrar-se, mesmo que agora, se necessário, fiquem tristes por um pouco de tempo, devido às várias provações”

Is 29,19. “Os pobres voltarão a se alegrar com Javé, e os indigentes da terra ficarão felizes com o Santo de Israel”.

Is 12,3. “Com alegria vocês todos poderão beber água nas fontes da salvação”.

Ecle 3,12. “Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida”.

Ecle 8,15. “Por isso, eu exalto a alegria, porque não existe felicidade para o homem debaixo do sol, além do comer, beber e alegrar-se. Essa é a única coisa que lhe serve de companhia na fadiga, nos dias contados da vida que deus lhe concede debaixo do sol”.

Eclo 31,27. “O vinho traz vida para os homens, desde que você o beba com moderação. Que vida existe quando falta vinho? ele foi criado para alegrar as pessoas”.

Pr 10,28. “A esperança dos justos acaba em alegria, mas a esperança dos injustos termina em fracasso”

Eclo 1,20. “O homem paciente resiste até o momento oportuno, e será recompensado no final com a alegria”.

Cl 1,12. “Com alegria, dêem graças ao Pai, que permitiu a vocês participarem da herança dos cristãos, na luz”

Rm 14,17. “O Reino de Deus não é questão de comida ou bebida; é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”

Ninguém precisa inventar motivos para se alegrar; eles já existem e precisam ser descobertos. A alegria esta ao nosso alcance e é traduzida, também, como boa notícia.

Compartilhe a alegria! Entre no dinamismo das pessoas que se encontraram permitindo-se não, apenas, momentos de alegria, mas uma vida de alegria.

Alegre-se! Permita-se ao transbordamento de autenticidade que só é possível na alegria.

A alegria leva ao contentamento e, o contentamento muda as feições do rosto de qualquer pessoa, criando oportunidades múltiplas para o desabrochar da verdade, da liberdade e do amor.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Diocese de Assis

 

Algo que dá sentido à vida humana é a compreensão de quanto esta é bela. Melhor ainda quando essa descoberta vem acompanhada por uma revelação de fé, uma manifestação divina. Imaginem então o quão maravilhosa e espetacular foi a experiência do monte Tabor, onde a transfiguração humano/divina do Cristo Jesus deixou boquiabertos os três discípulos: Pedro, Tiago e João. Diz o evangelista que a visão desses três privilegiados foi algo tão extraordinário que estes não queriam voltar para a realidade do mundo aqui embaixo. Jesus lhes mostrava seu verdadeiro rosto. “Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas” (Mc 9,3). A visão beatífica, serena e transfigurada, coroada de luz e aureolada com as nuvens celestiais, era-lhes um espetáculo sem referenciais com a lógica do mundo. Tanto que sentiram medo a certo momento. Tanto que uma nuvem momentânea da dúvida os cobriu com sua sombra. Estariam sonhando? Seria real o que suas vistas contemplavam?

Nisso tudo resulta uma revelação de fé. A compreensão da beleza de Deus presente na divindade de Cristo é o primeiro passo para se aceitar sua doutrina e “descer do monte” de nossas incertezas e tribulações com mais convicção e ardor, dispostos e renovados pela verdade de seus ensinamentos. “Este é meu Filho muito amado; ouvi-o”. Esta é a voz que nos devolve à realidade, fortalecidos pela alegria de uma descoberta pessoal, intimista, mais familiarizados com os mistérios e as revelações de Deus em nossas vidas. Por isso a fé é um tesouro escondido, só plenamente revelado àqueles que se dispõem a “encarar” a luz divina presente no olhar humano do Cristo transfigurado. Mistérios de fé, nos dizem nossos sacerdotes ao apresentar a transubstanciação das espécies eucarísticas em corpo e sangue… É o milagre do Tabor, a transfiguração que nos foi dada contemplar nos dias atuais, nos nossos átrios de fé e devoção cristã. Por isso, é bom estarmos aqui, como testemunhas de um milagre que ainda podemos ver com nossos olhos mortais! Esse é o mistério, o segredo da fé cristã e de sua resistência até os dias atuais, até os dias finais

A correlação entre o milagre da transfiguração e a transubstanciação eucarística fica bem evidente no pedido que Jesus faz ao voltar para a realidade do mundo: “Não contem a ninguém o que viram aqui, até que eu tenha ressuscitado dos mortos”. A revelação viria depois, na despedida da última ceia, o grande mistério da fé cristã que se tornou “memorial da morte e ressurreição”, lembrança permanente do Cristo transfigurado, ressuscitado dentre nós e glorificado na glória de sua ascensão à direita do Pai. Esse é nosso Messias, nosso Salvador, o Filho de Deus, vivo! Por isso é bom viver, é bom estarmos aqui para glorificar pela vida que temos, pela oportunidade que nos dá o Pai criador de “guardarmos seus mistérios” em nosso coração pequenino, mas extraordinariamente grandioso quando agraciado pelas revelações que a fé nos possibilita testemunhar em vida. É bom estarmos aqui, neste mundo, contribuindo para que este seja melhor, mais humano e digno das bênçãos celestes. É bom sermos provas vivas dos milagres que ainda rondam nossas vidas e que muitos teimam em não enxergar. Assim pensando e agindo, um dia ainda iremos, como os discípulos, olhar ao derredor e ver em todos os semelhantes o rosto transfigurado de Cristo.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]