Espaço Espírita

 

Evita a cólera. A irritação agrava a enfermidade, desequilibra a mente, afeta o espírito negativamente.

Nos momentos de contrariedade, entrega-te à prece e faze o melhor ao teu alcance.

Se não podes, por teus meios, modificar a situação difícil, acalma-te e espera.

Deus te vê e te conduzirá, por mãos intangíveis, à solução adequada.

SCHEILLA

Extraído do livro “A Mensagem do Dia”

Editora Allan Kardec – Psicografia: Clayton Levy

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ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

A fé é um patrimônio único, valiosíssimo, impagável; é uma herança que supera os tempos, os momentos, as crises e as gerações. A fé é uma das virtudes teologais, junto com a esperança e o amor.

A fé não depende, necessariamente, de quem crê mas, se realiza efetivamente nele, com todos os frutos que lhe são próprios. A fé não é uma criação de Deus, mas é, antes, o espaço por excelência de sua experiência. “A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem” (Hb 11,1).

Ter fé, portanto, não é uma obrigação, não é uma norma, não é uma tradição, não é um hábito. Ter fé é uma necessidade e, só que crê têm a plenitude da vida!

“Portanto, irmãos, tenham cuidado para que não haja entre vocês nenhum homem de coração perverso e sem fé, que se afaste do Deus vivo” (Hb 3,12). “É impossível agradar a Deus sem a fé. De fato, quem se aproxima de Deus, deve acreditar que ele existe e que recompensa aqueles que o procuram” (HB 11,6). “O meu justo vive pela fé!” (Hb 10,38).

Foi por causa da fé que os antigos foram aprovados por Deus. Pela fé, sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos; foi assim que aquilo que vemos originou-se de coisas invisíveis.

Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor que o de Caim. E por causa da fé, ele foi declarado justo… Pela fé, Henoc foi levado embora, para que não experimentasse a morte.

Pela fé, ao ser avisado divinamente sobre coisas que ainda não via, Noé levou isso a sério, e construiu uma arca para salvar a sua família. Por essa fé, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que provém da fé.

Pela fé, Abraão, chamado por Deus, obedeceu e partiu para um lugar que deveria receber como herança. E partiu sem saber para onde. Pela fé, ele foi residir como estrangeiro na terra prometida. Morou em tendas juntamente com Isaac e Jacó, que também eram herdeiros da mesma promessa. Foi pela fé que também Sara, embora sendo velha, se tornou capaz de ter uma descendência, pois ela acreditou em Deus, que lhe havia prometido isso. Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac; e justamente ele, que havia recebido as promessas, ofereceu seu único filho.

Pela fé, Isaac abençoou Jacó e Esaú, também a respeito de coisas futuras.

Pela fé, Jacó, agonizante, abençoou cada um dos filhos de José, e se prostrou, apoiando-se na extremidade do bastão.

Pela fé, José mencionou, já no fim da vida, o êxodo dos filhos de Israel.

Pela fé, Moisés, recém-nascido, foi escondido pelos seus pais durante três meses, porque viram que o menino era bonito. Eles não temeram o decreto do rei. Pela fé, quando já era adulto, Moisés recusou ser chamado filho da filha do faraó. Pela fé, Moisés deixou o Egito, sem temer a ira do rei; permaneceu firme, como se visse o Invisível. Pela fé, ele celebrou a páscoa e marcou as portas com sangue, para que o exterminador não matasse os primogênitos de Israel. Pela fé, atravessaram o mar vermelho como se fosse terra seca, enquanto os egípcios, tentando fazer o mesmo, se afogaram.

Pela fé, caíram os muros de Jericó, após as voltas ao seu redor durante sete dias… (Hb 11,2-33).

“Por isso, façam esforço para pôr mais virtude na fé, mais conhecimento na virtude, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais piedade na perseverança, mais fraternidade na piedade e mais amor na fraternidade. De fato, se vocês tiverem essas virtudes em abundância, elas não permitirão que vocês se tornem inúteis ou infrutíferos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Pd 1,5-8).

Eis porque, viver bem é crer! E pra você, crer é viver bem?

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Audiossérie “Macunaíma, o herói do povo brasileiro para se ouvir!” é lançada em São Paulo com presença de atores e transmissão ao vivo

 

O Auditório da Biblioteca Mário de Andrade recebe no dia 24 de
fevereiro de 2024, às 19h, o elenco, a equipe e os idealizadores da audiossérie “Macunaíma,
o herói do povo brasileiro para se ouvir!”, uma dramaturgia em formato de audiossérie que
conta com um elenco experiente de atores consagrados que dão vida à esta obra clássica
da literatura brasileira de forma inédita. Entre eles Cacá Carvalho, Paschoal da Conceição,
Tadeu di Pyetro, Lara Córdula e Andreia Duarte
O lançamento ocorrerá no auditório da Biblioteca Mário de Andrade em
São Paulo, transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do Instituto Casa Comum
(ICC) para todo o Brasil, com apresentação do primeiro episódio e detalhes do processo de
criação da adaptação seguido de debate entre equipe de criação, elenco e o público.
O diretor Américo Córdula acredita que essa iniciativa pode aproximar o público do clássico
e ainda reacender debates éticos e morais acerca do personagem central, quase centenário.
Para dar vida aos personagens a audiossérie conta com a versatilidade de atores e atrizes
experientes, entre eles o convidado especial, Cacá Carvalho, que em 1978 protagonizou
Macunaíma, sob a direção de Antunes Filho.

Junta-se a ele Paschoal da Conceição, que integrou, como Mário de Andrade, o carro abre-alas da escola vencedora do carnaval 2024 mde São Paulo, Tadeu de Pietro, Lara Córdula, Andreia Duarte e Américo Córdula. A paisagem sonora e direção musical ficou a cargo de Edézio Aragão, que criou a ambientação dos
espaços fantásticos pedidos pelo livro, além da trilha sonora. Todos estarão presentes no
evento de lançamento.
O acontecimento pode ser prestigiado presencialmente no próximo sábado, dia 24, às 19h,
no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, na Rua da Consolação, 94 – República, São
Paulo. E quem está fora da capital paulista, poderá acompanhar gratuitamente o evento
que será transmitido ao vivo, após se inscrever na página
macunaima.institutocasacomum.org
“Macunaíma, um herói sem caráter”
Mário de Andrade publicou “Macunaíma, um herói sem caráter”, em julho de 1928, esse ano
comemoram-se 96 anos dessa obra que se tornou um clássico da literatura brasileira. Além
de ter sido adaptada para o cinema e teatro, agora, no século XXI, estreia nas plataformas
digitais no formato de audiossérie.
Lida por um viés moralista e superficial, muitas vezes se interpreta que o herói da rapsódia,
Macunaíma, teria por atributo a “falta de caráter”. Ao contrário, o autor Mário de Andrade
desde o início esclarece qual era a intenção e o sentido que buscava: “com a palavra caráter
não determino apenas uma realidade moral não, em vez entendo a realidade psíquica
permanente, se manifestando por tudo, nos costumes, na ação anterior, na língua, na
história, na andadura, tanto no bem, como no mal. O brasileiro não tem caráter porque não
possui nem civilização própria nem consciência tradicional.”
Passados quase cem anos, a busca em definir esse “caráter” permanece. O objetivo com
essa audiossérie é recolocar o tema em discussão, em novos parâmetros, pois sabemos
que muito se estudou e realizou em torno da obra de Mário de Andrade, incluindo filme,
teatro, colóquios, mas a obra segue pedindo mais.
Instituto Casa Comum
O Instituto Casa Comum é uma organização não governamental, sem fins lucrativos,
constituído por indivíduos comprometidos com a ideia de que o planeta Terra é uma
“casa comum”, lar em que coabitam infinitos seres em interdependência. A organização
busca promover a Cultura Viva, a cultura do encontro, o bem viver, o fortalecimento e o
desenvolvimento de uma cidadania ativa, que busque reduzir as desigualdades e promover
a emancipação social, política, cultural e econômica das comunidades.
A entidade vêm realizando nos ultimos anos a produção de diversas séries em podcast,
entre essas a produção de ficção onde livros são adaptados para o formato, dessa maneira
foi produzida a radionovela “Beleza: um suspiro de esperança”, adaptação livre de “O Idiota”
de Dostoiévisky, lançada em 2022.
Serviço:
Lançamento da Audiossérie Macunaíma, um herói do povo brasileiro – para se
ouvir!
🗓 24 de fevereiro, sábado
⌚ 19h
📌 Auditório da Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – República, São Paulo – SP
🔗 https://macunaima.institutocasacomum.org
EVENTO GRATUITO
Contato para imprensa: Bruna Reis – 18 997419062
Créditos
Adaptação e Roteiro – Ivan Andrade
Direção – Américo Córdula
Sonoplastia e Direção Musical – Edézio Aragão
Elenco:
Andreia Duarte
Lara Córdula
Paschoal da Conceição
Tadeu di Pietro
Américo Córdula
Cacá Carvalho – participação especial
Produção Técnica – Raul Teixeira
Produção Executiva – Silvana Bragato
Engenheiro de Som – Gustavo Breyer
Consultoria Bibliográfica – Célio Turino
Esta produção foi realizada pelo Instituto Casa Comum com apoio da Biblioteca Mário de
Andrade, com recursos do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura firmado no
Termo de Fomento N° 931623/2022 a partir de emenda parlamentar da deputada Luíza Erundina.




Diocese de Assis

 

Parece-me um tanto forçado o termo Amizade Social num contexto de fraternidade cristã. Porque a boa notícia que nos trouxe os Evangelhos é exatamente o desafio de uma fraternidade universal, que vai muito mais além do que as aparências de uma convivência social pura e simples. Na sociedade ainda imperam as normas do procedimento ético, das boas maneiras, do farisaísmo social que as relações humanas fazem questão de preservar como lei de conduta e maturidade nas relações interpessoais. Qualquer manual de etiqueta é capaz de nos apontar essa falsidade comportamental. Mas a verdadeira convivência fraterna, desejada e praticada pelo mestre de Nazaré, rasgou toda e qualquer cartilha de comportamento social para valorizar por primeiro a beleza das relações humanas, deixando de lado suas normas e etiquetas excessivamente inibidoras e constrangedoras. Numa verdadeira relação fraterna predominam gestos de espontaneidade, pureza e autenticidade.

Para os construtores do Reino de Deus entre os homens não pode haver meia verdade. Ou tudo, ou nada. Ou você aceita o desafio de uma relação pessoal além das aparências que a tentação demoníaca tenta construir na vida social, ou nossas amizades nunca passarão de falsa diplomacia plasmada pelas normas e exigências do mundo, nunca de Deus. Essa é uma exigência puramente humana, mundana, que não penetra no âmago do verdadeiro espírito de fraternidade universal. Melhor então agir como Jesus, que se afastou da convivência social para viver entre os animais selvagens, onde os anjos desciam dos céus para o servir (Mc 1, 13)? Felizmente, isso só durou quarenta dias! Pelo menos ali, no deserto e na quietude das falsas relações sociais, a plenitude do amor divino era mais evidente! Mas essa não era a missão cristã, pois o tempo e a ação evangelizadora se cumprem no aqui, no hoje, na realidade do tempo presente. Não podemos fugir dessa nossa necessidade de inserção na realidade do mundo. Por isso nossa fé segue os passos do Cristo, que nos convida à conversão imediata, seguindo seus exemplos, seu Evangelho de fraternidade universal: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8).

Penetrar nesse desafio de fé e coerência evangélica nos leva a construir uma relação muito além das aparências sociais. O mundo político tem nos dificultado a construção de um mundo novo conforme os parâmetros do ensinamento cristão. Direita ou esquerda nunca foram situações simpáticas ao bom senso que só o meio termo, o diálogo, as concessões de um e as renúncias do outro são capazes de solidificar fraternalmente, sem a tentação da vitória de um sobre a derrota do outro. Não é guerreando que se constrói a Paz. Esse é um conceito diabólico, que muitos abraçam como bandeira de ação e não enxergam o sarcasmo do Diabo por detrás dessa bandeira institucionalizada. Não é por aí. Com o Diabo não existe diálogo. Papa Francisco já nos alertou em um de suas falas do Angelus (2021): “Quando o sedutor se aproxima, começa a seduzir-nos: “Mas pensa isso, faz aquilo…”, a tentação é entrar em diálogo com ele, como fez Eva; e se entrarmos em diálogo com o Diabo, seremos derrotados”. Só o diálogo com Deus, com sua Palavra, pode restaurar o diálogo entre nós.

Fica pois a pureza evangélica como único e melhor caminho para a paz fraternal que desejamos alcançar. Esqueçam essa amizade social. Melhor caminho é a amizade cristã. Busquem primeiramente o diálogo fraternal, sem divisões, sem tendências, sem radicalismos políticos ou sociais. O verdadeiro cristão não negocia com o Inimigo, o Pai das falsas ilusões, da mentira institucionalizada. Não é por aí o caminho da evangelização sonhada e almejada por Cristo. A boa nova da salvação não negocia com doutrinas meramente transitórias. Um único caminho nos promete as alegrias do Reino de Deus entre nós, o diálogo com Deus e os irmãos. Portanto, “convertei-vos e crede no Evangelho”.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 

 




Espaço Espírita

 

– Chico Xavier, na sua opinião, o que é necessário para chegar mais próximo dos padrões ideais de convivência entre os homens?

Resposta:- Segundo admitimos, o padrão ideal para a convivência pacífica entre as criaturas da Terra, está contido naquele inesquecível mandamento de Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Quando este preceito for praticado, certamente usufruiremos a felicidade do Mundo Melhor com que todos sonhamos.

(Entrevista concedida a Luiz Costa Filho e publicada no Jornal de Higienópolis – São Paulo/SP em junho/1983)

Extraído do livro “Entender conversando” – Editora IDE

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Religião sugere ajuda para se libertar do álcool e das drogas

 

 

O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo é celebrado em 20 de fevereiro. A data é uma oportunidade para alertar sobre os perigos do consumo excessivo de álcool e do uso de drogas. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, cerca de 11 mil pessoas morrem por ano, no Brasil, por transtornos mentais e comportamentais relacionados ao álcool e outras drogas.

O álcool e as drogas atuam diretamente no sistema nervoso central. Por exemplo, beber demais por tempo prolongado destrói as células cerebrais, e o corpo não consegue substituí-las, como faz com outras células. Existem mais de 40 enfermidades ligadas ao abuso do álcool.  As drogas também causam sérios problemas de saúde, afetando a respiração, os batimentos cardíacos e a percepção da realidade.

O vício em substâncias químicas geralmente está associado a questões mais profundas, como solidão, estresse, ansiedade e depressão. Por esse motivo, além dos tratamentos médicos, muitos têm utilizado outra ajuda valiosa: a Bíblia.

Veja o caso de José, um advogado que começou a beber e a fumar aos 13 anos de idade. Após passar por vários tratamentos e ter muitas recaídas, aos 40 anos, começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Hoje, ele se orgulha em dizer que está sóbrio há mais de 20 anos e destaca uma importante ajuda: “A Palavra de Deus me ajudou a enxergar pela primeira vez a necessidade de renovar minha mente e aumentou minha vontade de ser feliz! Sou muito grato a Jeová Deus por ter me dado a força necessária para vencer meu vício.”

Na seção “Hábitos e vícios” do site jw.org, é possível ler vários relatos, como o de José. Histórias reais, de pessoas que conseguiram superar a dependência química, servem de incentivo a quem também precisa de ajuda para largar o álcool ou as drogas. O vídeo “Pare e pense: devo beber?” apresenta dicas práticas para adolescentes sobre os perigos de consumir e abusar de bebidas alcoólicas.

Outra ajuda contra a dependência química é não se isolar e buscar boas companhias. Segundo Gilberto dos Santos porta-voz das Testemunhas de Jeová na região do Centro Oeste Paulista , há locais na cidade onde são realizadas reuniões semanais, abertas ao público, que oferecem consolo e encorajamento da Palavra de Deus. A entrada é gratuita e não precisa fazer reserva. Informações sobre quando e onde as reuniões são realizadas estão disponíveis no site oficial das Testemunhas de Jeová, o jw.org.

Textos bíblicos que podem ajudar na luta contra um vício:

  • 1 Coríntios 15:33: “Não se deixem enganar. Más companhias estragam bons hábitos.”
  • 2 Coríntios 7:1: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.”
  • Filipenses 4:13: “Para todas as coisas tenho forças graças àquele que me dá poder.” 

Casos reais de ex-dependentes químicos e outros artigos:

Porta-voz das Testemunhas de Jeová

Gilberto dos Santos

Contato: [email protected]

 

 

 




Espaço Espírita

 

 

O esquecimento das existências anteriores é um benefício de Deus que, em sua bondade, quis poupar o homem de lembranças muitas das vezes penosas.

A cada nova existência, o homem é o que fez de si mesmo: isso é para ele um novo ponto de partida.

Conhece seus defeitos atuais; sabe que esses defeitos são as consequências daqueles que tinha.

Disso conclui o mal que pôde cometer e isso lhe basta para trabalhar a fim de se corrigir.

Se outrora tinha defeitos que não tem mais, não precisa se preocupar mais com isso; ele já tem bastante imperfeições presentes.

ALLAN KARDEC

Extraído do livro “O Espiritismo em sua expressão mais simples”

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Diocese de Assis

 

É impressionante, mas bem antes de Jesus, desde sempre e até os dias atuais, basta um farfalhar, um burburinho qualquer anunciando milagres… lá está o povo! Não importa a origem dos boatos ou mesmo a intervenção, o dono dos milagres. Todo e qualquer milagre é ação divina. É Deus agindo entre nós, nos dando os ares de sua graça e benevolência. Assim pensa o povo. Assim, ao menor sinal dessa ação de Deus no mundo dos homens, o povo acorre faminto e sedento para contemplar, testemunhar, e se beneficiar com eventual graça dos céus.

Seria isso mesmo? A fama de Jesus se alastrou rapidamente, graças à facilidade, que lhe era peculiar, de entender a necessidade dos que o procuravam desejosos de cura, ansiosos para dele obterem um mínimo de misericórdia. “Se queres tens o poder de curar-me”. O leproso nada exigiu. Apenas confiou, depositou nele seu grande desejo de cura. E a resposta foi positiva: “Eu quero: fica curado!”. O episódio aqui exposto foi mais um, dentre os muitos milagres que Jesus realizava no meio do povo carente e sofredor ( Mc 1, 40-45). Ilustra a simplicidade e naturalidade dos milagres por Ele realizados. Basta seu querer. Sua ação de piedade para com aquele que sofre é instantânea. Do seu amor flui a cura. Da cura, um segredo: “Não contes nada disso a ninguém!”. Eis no que resulta a graça de Deus: num pedido de silêncio, não de aplausos e manifestações de loas ou oba-oba superficiais, como muitas das nossas aglomerações populares ao redor de espetáculos mirabolantes, incompreensíveis, fora da lógica! Um milagre não é um espetáculo circense, algo que se deva admirar pura e simplesmente com nosso olhar surpreso, mas insensível às ações de Deus na nossa história. Exige introspecção.  Quem recebe um milagre, antes de exibi-lo como presente de predileção, deve guarda-lo em seu coração como incumbência de maiores responsabilidades na sua vida de fé. Milagre recebido é compromisso de purificação. Impossível mantê-lo em segredo, mas também impossível deixar de proclamá-lo com a vida nova que se recebe.

No caso do leproso, Jesus lhe pediu que não contasse nada a ninguém porque ainda não era sua hora, o momento de manifestar plenamente seu poder e glória. Jesus iniciava seu ministério e ainda agia apenas em favor daqueles que o procuravam com a pureza e simplicidade de alma, mas o momento de sua glorificação se daria “do alto da cruz”, quando atrairia todos a si. A plenitude seria sua ressurreição, o maior dos milagres da história humana até os dias de hoje. No entanto, a cura de um leproso era um fato bem visível. Então o assedio popular cresceu. “Por isso Jesus não podia  mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos” (Mc 1,45). Continua impossível esconder a graça de um milagre!

Eles ainda acontecem! Não é uma intervenção humana, mas uma interferência divina na história humana. Não existem milagres sem o consentimento de Deus e a súplica do ser humano. Desejo de Deus aliado a um pedido humano. Aqui anjos e santos são meros intercessores, pois o milagre provem de Deus, nunca dos insignificantes poderes que pensamos possuir. Interceder, sim; mas realizar, jamais!  Eis porque devemos refutar as propaladas ações “milagreiras” de determinadas crenças, pessoas ou tantas outras ações mirabolantes que vemos por aí. Sem procedência divina, sem a interferência e provação da cruz, sem a crença da vitória de Cristo sobre a morte, não existem milagres. Cuidado com os charlatões à espreita. Só Cristo se diz ressurreição e vida! Só Ele é o Senhor dos Milagres!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 




Diocese de Assis

Há quem pensa que conhece o amor só porque experimentou a paixão; há que pensa que vive o amor só porque se deu a conhecer a alguém; há quem pensa que tem o amor só porque está com alguém… O amor é mais! O amor é maior!

O amor é a experiência humana mais completa e integradora, mais profunda e simples, mais acessível e tocante, mais direta e envolvente. O amor é o tudo de uma pessoa. O amor é a alma humana. O amor é a vida! Portanto, amar é viver!

A Sagrada Escritura é bastante contundente, quando se refere ao amor: O amor é Deus! Por isso é tão acessível e possível aos homens.

O amor não é algo abstrato e nem se reduz aos sentimentos, à vontade e aos desejos. O amor é o que confirma a existência humana em tudo o que lhe é humano.

Quem não ama deixou de ser gente ou nunca foi.

Vejamos o que dizem alguns textos bíblicos

No Cântico dos Cânticos 8,5-7, encontramos esta belíssima passagem: “Grave-me, como selo em seu coração, como selo em seu braço; pois o amor é forte, é como a morte! Cruel como o abismo é a paixão. Suas chamas são chamas de fogo, uma faísca de Javé! As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor… seria tratado com desprezo.”

Em 1 Coríntios 13,1-8, São Paulo faz o testamento do amor: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria. O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

No livro dos Provérbios 12,1 lemos esta indicação: “Quem ama a correção ama o saber; quem detesta a correção torna-se imbecil.” E em Provérbios 29,3 está escrito: “Quem ama a sabedoria alegra o seu pai, mas quem frequenta prostitutas desperdiça seus bens”

Em 1 João 4,7-8, lê-se: “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” E, 1 João 5,1, completa: “Quem acredita que Jesus é o Messias, nasceu de Deus; e quem ama aquele que gerou, ama também aquele que por este foi gerado.”

Haverá outra coisa tão necessária que, alguém possa querer ou esperar, em sua breve existência, que não seja amar? Que maior inspiração para os sonhos e projetos, senão, amar, acima de tudo? Que luz mais clara e incisiva pode haver, para iluminar as situações críticas da vida, onde o perdão é extremamente necessário, senão, amar?

Amar não é uma alternativa é uma condição; é uma necessidade. Se não amar, a pessoa humana se desintegra porque, amar é viver e, viver, é amar!

Santo Agostinho assim sintetiza esta verdade: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”

Não há dúvida, Viver bem é amar!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Liberado o casamento após os 70 anos, sem separação de bens

Já está valendo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que torna opcional o regime de separação de bens para casamento entre pessoas com mais de 70 anos.

Antes, esse regime era obrigatório. Com a mudança, o casal pode escolher outros regimes de casamento, como comunhão parcial ou universal de bens. Para isso, basta ir a um cartório e registrar o regime escolhido.

O caso que começou a ser julgado em outubro passado no STF teve início em Bauru (SP) e envolve um homem e uma mulher que mantiveram uma união estável entre 2002 e 2014, quando o marido morreu. A mulher decidiu entrar na Justiça para ter direito à herança. Na cidade do interior paulista, a Justiça reconheceu a companheira como herdeira, mas o entendimento do caso foi revertido em segundo grau.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acatou o recurso de um dos filhos do homem, que alegava que o pai tinha mais de 70 anos quando se casou. O caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça e chegou ao STF.

Lei foi instituída para evitar o “golpe do baú”

Em 2002,  a regra foi instituída para evitar casos conhecidos como “golpe do baú” — aquele que sempre aparece em filmes e novelas em que uma pessoa muito mais jovem se une oficialmente a outra de idade avançada para herdar seu patrimônio. Mas esse regime obrigatório de separação de bens para maiores de 70 anos, da forma como estava previsto no Código Civil, segundo o STF, desrespeita o direito de autodeterminação das pessoas idosas. A decisão do STF foi unânime.

A advogada Virginia Arrais, especialista em Direito Notarial, explica que o cuidado que o STF tem com essa decisão é em afirmar que esse aditamento do regime de separação de bens pode ocorrer desde que os interessados pactuem isso diante de um tabelião — o que deve ser feito em cartório.

“É uma garantia que o tabelião poderá, nesse momento, averiguar a real capacidade de manifestação de vontade dessas pessoas — e também que não há vício dessa manifestação de vontade. Que ela é livre e está em consonância com a autonomia da vontade daquele casal em construir sua vida conjugal.”

Para Talita Amaral, advogada especialista em Tribunais Superiores, a decisão é também um reflexo do aumento da expectativa de vida do brasileiro. “Hoje vários idosos com mais de 70 anos vivem em pleno gozo das suas faculdades mentais, não têm nenhum tipo de impedimento para deixar de escolher o regime de casamento mais adequado à sua relação. Tudo isso é o rompimento de paradigmas da sociedade que antes eram impostos por meio de ideias conservadoras — e que vêm sendo quebradas ao longo do tempo”, avalia a advogada.

Como a votação do STF é considerada de repercussão geral, ou seja, trata-se de uma decisão que precisa ser seguida pelas instâncias inferiores da Justiça.

Segurança jurídica garantida

O empresário brasiliense Edson Verri, hoje com 74 anos, vive com a esposa Marisa há 25 anos. O casamento civil só aconteceu em 2016, quando ele tinha 67 anos. Para ele, pouca coisa mudou de lá pra cá. Ele se sente apto a tomar as decisões, como se sentia havia sete anos. E acha uma evolução da justiça da decisão tomada pelo STF.

 

“Eu acho uma decisão correta, porque a lei tem que acompanhar a evolução da sociedade. Hoje várias pessoas até com  80 anos estão completamente lúcidas, sabendo o que querem. Então a lei precisa acompanhar a evolução da sociedade.”

Na decisão do STF também ficou definido que pessoas acima dessa idade que já estejam casadas ou em união estável podem alterar o regime de bens, mas para isso é necessário autorização judicial (no caso do casamento) ou manifestação em escritura pública (no caso da união estável). Nesses casos, a alteração produzirá efeitos patrimoniais apenas para o futuro.

Os regimes de casamento no Brasil

No Brasil são quatro tipos de regimes de bens vigorando atualmente:

  • comunhão parcial de bens
  • comunhão universal de bens
  • separação de bens
  • e separação obrigatória de bens para pessoas acima de 70 anos (agora opcional)

Comunhão Parcial de Bens

O mais comum nos casamentos no Brasil é aplicado quando as partes não optam por nenhum pacto antenupcial. Nesse caso, só são considerados bens “do casal”, aqueles que foram conquistados em conjunto, depois do casamento. Os bens que cada um tinha antes da união são considerados particulares.

Comunhão Universal de Bens

Nesse caso os bens individuais deixam de existir —  inclusive os constituídos antes do casamento — e tudo passa a ser do casal. Nesse regime a exceção são bens herdados ou doados com cláusula de incomunicabilidade, ou os bens de uso pessoal. Para esse tipo de regime, o casal precisa fazer o pacto antenupcial no cartório antes do casamento.

Separação de bens

Neste caso o casal estabelece que os bens — adquiridos antes ou depois do casamento —  serão incomunicáveis, ou seja, não passarão a pertencer ao casal ou ao parceiro em caso de divorcio. Para a escolha desse regime também é preciso fazer o pacto antenupcial em cartório. Nesse regime, em caso de morte, o cônjuge sobrevivente torna-se herdeiro e terá direito a uma parte dos bens deixados pelo falecido — ou a totalidade, caso não haja descendentes nem ascendentes.

Separação obrigatória de bens (para maiores de 70 anos)

Antes da decisão do STF de tornar opcional esse regime, todo casamento que um dos cônjuges tivesse mais de 70 anos seria adotado para a separação obrigatória de bens. A partir de agora ele continua vigorando automaticamente, caso os cônjuges não façam sua escolha em cartório.