Agosto Dourado reforça a importância da amamentação para saúde e vínculo materno

 

 

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil 2024 (ENANI), o aleitamento materno é a intervenção que mais previne mortes em menores de cinco anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda exclusividade até os 6 meses e complementação até os 2 anos ou mais. No Brasil, a duração mediana do aleitamento exclusivo é de apenas 3 meses.

O Agosto Dourado, mês simbólico de conscientização sobre o aleitamento materno, reforça a relevância desse primeiro alimento para o desenvolvimento integral do bebê e para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. A infectologista pediátrica Carolina Brites destaca que o contato precoce com o leite materno é essencial, trazendo benefícios que vão desde a imunidade até o desenvolvimento cognitivo.

Segundo a especialista, o aleitamento materno contribui para a formação da flora intestinal, fortalece o sistema imunológico e auxilia no desenvolvimento do sistema nervoso central. “É um vínculo inexplicável que existe quando há uma boa relação com o aleitamento materno. Só há benefícios, tanto para a saúde física da mãe quanto do bebê”, afirma Brites.

Além dos aspectos biológicos, a médica ressalta a importância da rede de apoio para que a amamentação seja bem-sucedida. Familiares, amigos e profissionais de saúde desempenham papel fundamental ao incentivar e apoiar as mães nesse processo. “Mesmo quem não está gestante pode contribuir. O apoio coletivo é crucial para que haja um excelente vínculo entre mãe e bebê”, reforça.

Um dos maiores desafios para a manutenção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê é o retorno da mãe ao trabalho. Apesar dos inúmeros benefícios do leite materno, muitas mulheres enfrentam dificuldades em conciliar a rotina profissional com a amamentação. A falta de apoio no ambiente de trabalho é um dos principais obstáculos.

Carolina Brites também alerta para os mitos que ainda cercam o tema, como a ideia de que o leite materno seria “fraco” ou “insuficiente”. “O leite não é fraco. Ele é completo e suficiente para sustentar o bebê. Precisamos combater essas crenças e ampliar a conscientização sobre os inúmeros benefícios do aleitamento”, explica.

O Agosto Dourado, portanto, não é apenas uma campanha de saúde, mas um movimento de valorização da maternidade e da infância. Ao iluminar o tema com a cor dourada, símbolo do padrão ouro de qualidade do leite materno, o mês busca sensibilizar toda a sociedade sobre a importância de apoiar e promover a amamentação.

Sobre Carolina Brites 

Carolina Brites concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP.

Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.




A CORAGEM DE PEDIR AJUDA

 

Desde cedo, muitos de nós aprendemos uma ideia equivocada sobre força: a de que ser forte é suportar tudo sozinho. Segurar a dor, esconder o medo, resolver os problemas e continuar caminhando como se nada estivesse acontecendo.

Mas será que essa é realmente a medida da força humana?

Vivemos em uma época em que muitas pessoas aprenderam a oferecer ajuda, mas têm dificuldade de recebê-la. Cuidam dos outros, acolhem necessidades, escutam histórias e sustentam muitas responsabilidades, mas, quando chega a sua vez, sentem vergonha de dizer: “eu preciso de alguém”.

Existe uma solidão silenciosa em carregar pesos que ninguém conhece.

Muitas dores não aparecem no rosto. Muitas batalhas acontecem dentro de pessoas que continuam trabalhando, sorrindo, cumprindo compromissos e tentando manter tudo em ordem. Por fora, parece que está tudo bem. Por dentro, existe um pedido de socorro esperando para ser ouvido.

Por isso, pedir ajuda não é sinal de fracasso. É um gesto de coragem.

Mais ainda: é um gesto de respeito por si mesmo.

Quem pede ajuda reconhece que sua vida tem valor. Compreende que não precisa abandonar a própria história diante das dificuldades. É como dizer a si mesmo: “eu mereço cuidado, eu mereço atenção, eu mereço continuar”.

Reconhecer os próprios limites não diminui ninguém. Pelo contrário, revela maturidade. Afinal, ninguém foi criado para atravessar todos os caminhos sozinho. A vida é feita de encontros, de mãos que se estendem e de pessoas que caminham juntas.

Existe também uma responsabilidade do outro lado. Uma sociedade mais humana não é aquela onde ninguém enfrenta problemas, mas aquela onde ninguém precisa enfrentar tudo sozinho.

Precisamos aprender a acolher melhor quem pede ajuda. Às vezes, a pessoa não precisa de grandes respostas. Precisa apenas de presença. Precisa encontrar alguém que diga: “eu estou aqui”.

A escuta abre uma porta. A confiança permite entrar. O cuidado ajuda a permanecer.

Talvez a maior coragem não esteja em dizer “eu consigo sozinho”, mas em reconhecer, com humildade: “eu preciso de você”.

Pedir ajuda é uma forma de acreditar na própria vida. É permitir que outras mãos participem da nossa caminhada e lembrar que ninguém perde dignidade quando precisa do outro.

Ao contrário: é justamente nessa abertura que descobrimos uma das maiores riquezas da existência humana — a certeza de que fomos feitos para caminhar juntos.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




CRESCIMENTO

 

Tudo nasce com um caminho traçado pelo próprio Deus

A senda da evolução está aberta a todas as criaturas.

A estagnação é atitude contrária à vontade infinita de Deus.

Não queira absolutamente permanecer dentro dos limites que hoje caracterizam sua atuação no mundo.

A evolução é lei. Todos nós nascemos sob esse signo.

Veja o exemplo do reino vegetal: de simples e pequenina semente surge frondosa árvore.

Em nossos corações existem sementes de virtude e sabedoria, exigindo nosso esforço constante.

Você veio ao mundo com uma trajetória estabelecida pela Lei Soberana do Universo: a Lei de Evolução que desemboca no oceano da perfeita felicidade.

PASTORINO

Do livro “Minutos de Luz” – Psicografia: Ariston S. Teles

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GRUPO DE JOVENS ESCALADA REALIZA 24º ACAMPAMENTO VOLTADO PARA JOVENS E ADULTOS

 

O Grupo de Jovens Escalada, da Paróquia São Nicolau, realizará nos dias 4, 5 e 6 de setembro, o XXIV Acampamento Escalada São Nicolau. Neste ano, o encontro traz como tema “Existe Vida Além da Dor”, convidando jovens a uma experiência de fé, encontro e transformação.

Com vagas limitadas, o acampamento priorizará participantes de Assis, especialmente aqueles que já acompanham as atividades do Grupo de Jovens Escalada e da comunidade local. Também haverá disponibilidade de vagas para interessados de outros municípios, conforme a capacidade do encontro.

Podem participar jovens com 15 anos completos ou mais. As inscrições devem ser realizadas presencialmente ao final dos grupos de jovens, que acontecem todos os domingos, a partir das 20h30, na Paróquia São Nicolau. Para realizar a inscrição, o participante deverá comparecer com um documento oficial com foto.

O valor da inscrição é de R$ 120,00, incluindo toda a participação no acampamento. O pagamento poderá ser realizado de forma facilitada, com opção de parcelamento em até 3 vezes no cartão de crédito, com os juros da maquininha.

A equipe organizadora destaca que, tradicionalmente, as vagas são preenchidas rapidamente. Por isso, orienta os interessados a realizarem a inscrição o quanto antes para garantir a participação no encontro.

Mais informações pelo Instagram oficial do Grupo de Jovens Escalada:@escaladasn.




Cães e gatos ajudam a combater ansiedade, depressão e solidão e reforçam a importância da adoção responsável

 

A convivência com cães e gatos pode contribuir significativamente para a saúde mental. Estudos científicos apontam que a interação com animais de companhia está associada à redução dos níveis de estresse e ansiedade, ao estímulo da produção de hormônios relacionados ao bem-estar, como a ocitocina, e ao fortalecimento de vínculos afetivos, fatores que podem auxiliar pessoas que enfrentam quadros de solidão, ansiedade e depressão.
Embora os animais não substituam acompanhamento médico ou psicológico, especialistas reconhecem que eles podem atuar como importantes aliados no cuidado emocional. Além do afeto, a rotina de alimentação, passeios, brincadeiras e cuidados cria uma estrutura diária que favorece o senso de responsabilidade, propósito e conexão.

No Instituto Ampara Animal, histórias como essas fazem parte da rotina. Ao longo de mais de 15 anos de atuação, a organização acompanhou milhares de adoções e testemunhou como animais resgatados, muitas vezes vítimas de abandono e maus-tratos, passaram a ocupar um papel central na recuperação emocional de seus novos tutores.

“Costumamos dizer que a adoção transforma duas vidas, mas, na prática, percebemos que ela transforma uma família inteira. Muitas pessoas chegam até nós buscando oferecer um lar para um animal em situação de vulnerabilidade e acabam descobrindo uma companhia que as ajuda a enfrentar momentos difíceis, superar perdas, reduzir a sensação de isolamento e reconstruir a rotina com mais afeto”, afirma Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal.

Entre os relatos recebidos pela instituição estão pessoas que decidiram adotar após um período de luto, idosos que encontraram companhia para enfrentar a solidão, famílias que retomaram atividades ao ar livre motivadas pelos passeios com seus cães e pessoas diagnosticadas com ansiedade que relatam melhora na qualidade de vida após estabelecerem uma rotina ao lado de seus animais.

Além do aspecto emocional, pesquisas indicam que a convivência com cães e gatos pode contribuir para a redução da pressão arterial, incentivar a prática de atividades físicas e ampliar as oportunidades de interação social. Passeios com cães, por exemplo, favorecem encontros entre vizinhos e fortalecem o sentimento de pertencimento à comunidade.

Para Juliana Camargo, esses benefícios reforçam a importância da adoção responsável.

“Os animais têm uma capacidade extraordinária de viver o presente. Eles oferecem afeto sem julgamentos, acolhem silenciosamente e ensinam sobre empatia, cuidado e resiliência. Muitos dos animais resgatados chegam até nós depois de experiências extremamente difíceis, mas conseguem voltar a confiar nas pessoas. Essa capacidade de recomeçar também inspira quem convive com eles diariamente”, destaca.

A presidente da Ampara Animal lembra, no entanto, que a decisão de adotar deve ser consciente.

“A adoção nunca deve ser vista como um tratamento ou uma solução imediata para problemas emocionais. Ela representa um compromisso que pode durar mais de uma década e exige planejamento, responsabilidade e disponibilidade para oferecer cuidados ao longo de toda a vida do animal. Quando esse vínculo é construído de forma responsável, os benefícios costumam ser mútuos.”

Histórias que ilustram essa transformação

Entre as milhares de adoções acompanhadas pelo Instituto Ampara Animal, diversas famílias relatam mudanças profundas em sua qualidade de vida após acolherem um animal resgatado. Muitos tutores contam que encontraram motivação para retomar atividades cotidianas, ampliaram seu círculo social durante os passeios com seus cães e passaram a enfrentar momentos difíceis com a companhia constante de seus animais.

Da mesma forma, cães e gatos que chegaram à instituição vítimas de abandono, negligência ou maus-tratos tiveram a oportunidade de reconstruir suas histórias ao encontrar um lar definitivo. Para o Instituto, cada adoção representa uma nova chance tanto para o animal quanto para quem decide abrir espaço para essa relação.

Adoção responsável

O Instituto Ampara Animal reforça que pessoas interessadas em adotar devem avaliar sua rotina, condições financeiras e disponibilidade de tempo antes de assumir esse compromisso. A adoção responsável inclui cuidados veterinários, alimentação adequada, enriquecimento ambiental, acompanhamento ao longo da vida do animal e respeito às suas necessidades físicas e comportamentais.

Mais do que oferecer um lar, adotar representa construir uma relação baseada em cuidado, responsabilidade e afeto — uma experiência que pode gerar benefícios duradouros para animais e seres humanos.

-Referências científicas:

Beetz A., Uvnäs-Moberg K., Julius H., Kotrschal K. (2012)

-Pendry et al. / Systematic Review (2022) – Psychophysiological mechanisms underlying the potential health benefits of human-dog interactions.

Systematic Review (2025) – Animal-Assisted Therapy for the Management of Anxiety in the Hospital Setting.




JORNADAS DIFÍCEIS

 

Não permitas que o desalento ocupe espaço nos teus dias, impedindo-te de realizar as tarefas que te competem, anulando os teus melhores esforços de crescimento pessoal.

Ceder espaço ao desalento implica reconhecer-se fraco e sem força de vontade, papel incompatível com o espírito imortal, que já venceu inúmeras jornadas difíceis e se encontra de posse de amplos recursos para caminhar com os próprios pés.

ALBINO DA SANTA CRUZ

Extraído do livro “Respostas ao Coração”

Psicografia: José Maria de Medeiros Souza – Editora EBM

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QUEM CUIDA DE TODOS TAMBÉM PRECISA SER CUIDADO

 

Existem pessoas que parecem nunca se cansar. Estão sempre prontas para ouvir, acolher, orientar, resolver problemas e oferecer uma palavra de esperança. São aquelas que sustentam a família, acompanham um doente, educam, lideram, servem ou simplesmente estão presentes quando alguém precisa. Mas existe uma pergunta que raramente lhes é feita: “E você, como está?”

Quem dedica a vida ao cuidado dos outros costuma esconder o próprio cansaço. Nem sempre porque deseja parecer forte, mas porque acredita que não pode fraquejar. Assim, vai acumulando preocupações, responsabilidades, frustrações e silenciosas batalhas interiores. Sorri por fora, enquanto, por dentro, também precisa de colo, escuta e compreensão.

Vivemos em uma cultura que valoriza quem produz, resolve e suporta tudo. Muitas vezes, elogiamos quem nunca para, como se isso fosse sinal de grandeza. Esquecemos, porém, que ninguém consegue oferecer continuamente aquilo que já lhe está faltando. Até a fonte mais generosa precisa ser alimentada para continuar jorrando água.

Talvez por isso tantas pessoas que sempre estiveram ao lado dos outros acabem experimentando a solidão. Todos se acostumam a procurá-las em busca de ajuda, mas poucos percebem quando elas também precisam ser ajudadas. O cuidado acaba seguindo apenas uma direção, quando deveria circular entre todos.

Cuidar de quem cuida é um gesto de humanidade. Às vezes, basta uma visita sem pressa, uma conversa sincera, uma mensagem inesperada ou um simples “obrigado”. Pequenos gestos têm o poder de renovar forças e lembrar que ninguém precisa carregar sozinho o peso da vida.

Uma sociedade mais humana começa quando aprendemos a perceber não apenas quem pede socorro, mas também quem vive socorrendo. Afinal, por trás de cada pessoa forte existe um coração que também se emociona, se preocupa e, em alguns momentos, precisa descansar.

Talvez uma das mais belas formas de amor seja esta: estender a mão justamente para quem sempre a estendeu aos outros. Porque quem cuida de todos também merece ser cuidado. E quando o cuidado se torna recíproco, todos saem fortalecidos.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




SERENIDADE

 

Haverás de ver que em múltiplas oportunidades de tua vida nada te será mais útil que a serenidade.

Nem sempre citada entre as principais virtudes, é, no entanto, das mais sublimes.

Ao possui-la, não te serão escassos os recursos do sentimento e nem encobertos os lampejos seguros do teu raciocínio.

Diante das intempéries, se não souberes manter a serenidade, serás como o barco a vela em meio à tormenta em noite escura, navegando sem direção.

Quando te descobrires surpreendido pela angústia, assolado pela mágoa, atingido pela dúvida, abatido pelo desânimo ou sitiado pelo ódio, busca na serenidade o refúgio para tua alma, a fim de que teu próximo passo não se efetue em direção ao abismo da dor.

Porém, jamais te esqueças que a serenidade é conquista de alto valor que só se atinge quando a buscamos através da prece e no “orai e vigiai”, ensinado por Jesus.

Crê também que não há tormenta que te atinja sem que traga por objetivo máximo fazer descobrir em ti mesmo os recursos que até então jaziam encobertos em tua alma.

Abriga-te na serenidade e ergue-te, pois, Jesus jamais desistirá de esperar por ti.

São horas. Levanta-te e segue. Já perdeste muito tempo; não te podes mais dar ao luxo de prosseguir desperdiçando-o.

Vem, Jesus te aguarda logo ali.

MARIA DO ROSÁRIO DEL PILAR

   Do livro: “A Melhor Vida” – Psicografia: Eulália Bueno – Editora EME

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RECOMEÇAR TAMBÉM É UM JEITO DE SEGUIR EM FRENTE

 

Nem sempre a vida pergunta se estamos preparados para mudar de rota. Às vezes, ela simplesmente muda. E é nesse momento que descobrimos que recomeçar também é um jeito de seguir em frente.

Desde cedo, aprendemos a fazer planos. Imaginamos caminhos, construímos expectativas e desenhamos o futuro conforme nossos sonhos. Acreditamos que a vida seguirá uma determinada direção e que, com esforço e dedicação, tudo acontecerá como previsto.

Mas a realidade nem sempre acompanha os nossos roteiros.

Há portas que se fecham quando esperávamos que se abrissem. Há relacionamentos que terminam, projetos que fracassam, oportunidades que não chegam e mudanças que surgem sem aviso. Existem perdas que não escolhem o momento certo para acontecer. Em muitas ocasiões, somos obrigados a rever planos que pareciam seguros.

Nessas horas, é comum sentir frustração. Afinal, ninguém gosta de ver seus projetos interrompidos. Muitas pessoas chegam a acreditar que o fim de um sonho representa o fim de todas as possibilidades. No entanto, a vida costuma nos ensinar que uma coisa não é necessariamente a outra.

Recomeçar não significa apagar o passado. Também não significa fingir que nada aconteceu. Recomeçar é acolher a própria história, com suas alegrias e dores, e encontrar coragem para dar novos passos. É compreender que algumas páginas precisam ser encerradas para que outras possam ser escritas.

Os recomeços estão presentes em todas as fases da vida. Eles acontecem quando alguém muda de profissão, quando uma família precisa reconstruir sua rotina, quando uma pessoa enfrenta uma perda ou quando decide deixar para trás hábitos que já não fazem bem. Nem sempre são escolhas fáceis. Quase sempre exigem coragem.

Existe uma falsa ideia de que recomeçar é voltar ao ponto de partida. Na verdade, ninguém recomeça do zero. Levamos conosco aprendizados, experiências, cicatrizes e sabedorias adquiridas ao longo da caminhada. O novo começo nasce justamente daquilo que a vida nos ensinou.

Talvez por isso os recomeços tenham tanto valor. Eles revelam a capacidade humana de resistir, adaptar-se e continuar acreditando. Mostram que somos maiores do que os obstáculos que encontramos e que a esperança pode sobreviver mesmo depois das maiores decepções.

A vida raramente acontece exatamente como planejamos. Mas isso não significa que ela esteja condenada ao fracasso. Muitas vezes, os caminhos inesperados nos conduzem a descobertas que jamais teríamos feito se tudo tivesse seguido conforme imaginávamos.

Recomeçar também é um jeito de seguir em frente porque a vida não para diante das nossas frustrações. Ela continua nos oferecendo novas possibilidades, novos encontros e novos horizontes. E enquanto houver disposição para dar o próximo passo, sempre haverá a oportunidade de começar outra vez.

 PE.EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Perda de peso depende da qualidade da dieta

 

O avanço do uso das chamadas canetas emagrecedoras transformou a forma como muitas pessoas conduzem o processo de perda de peso. Ao reduzir o apetite e retardar o esvaziamento gástrico, esses medicamentos favorecem a diminuição da ingestão calórica e podem proporcionar resultados expressivos. Ao mesmo tempo, especialistas observam um desafio crescente: pacientes que comem menos, mas não necessariamente melhor.

A diminuição da fome costuma levar à redução do volume das refeições. Sem orientação adequada, muitos passam a pular horários de alimentação ou fazem escolhas pobres em nutrientes, acreditando que qualquer redução no consumo será suficiente para emagrecer. O resultado pode ser um organismo com menor peso, mas também mais vulnerável à perda de massa muscular, deficiências nutricionais e alterações metabólicas.

Sintomas como fadiga, fraqueza, queda de cabelo, dificuldade de concentração e redução do desempenho físico podem estar relacionados à ingestão insuficiente de nutrientes essenciais. A restrição alimentar prolongada também favorece a perda de massa magra, condição que reduz o gasto energético do organismo e dificulta a manutenção do peso no longo prazo.

Segundo o médico gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio Jácome, o principal erro é associar o sucesso do tratamento apenas à redução das calorias consumidas. “As canetas emagrecedoras diminuem o apetite, mas não substituem uma alimentação equilibrada. Quando o paciente passa a ingerir pequenas quantidades de alimentos com baixo valor nutricional, o organismo deixa de receber proteínas, vitaminas, minerais e fibras fundamentais para preservar a saúde durante o emagrecimento”, indica.

De acordo com o especialista, a proteína merece atenção especial durante esse processo. “Além de contribuir para a preservação da massa muscular, ela participa da recuperação dos tecidos, da produção de hormônios e do funcionamento do sistema imunológico. Perder peso não significa apenas eliminar gordura. O objetivo deve ser reduzir o tecido adiposo preservando a massa muscular. Isso depende diretamente da qualidade da alimentação e, em muitos casos, da prática de exercícios de força orientados por profissionais”, completa Dr. Mauro.

As fibras também exercem papel importante na resposta ao tratamento. Presentes em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, elas favorecem o funcionamento intestinal, prolongam a saciedade e contribuem para o controle da glicemia. A hidratação, por sua vez, merece atenção constante, já que muitos pacientes deixam de sentir sede com a mesma frequência durante o uso dos medicamentos, aumentando o risco de desidratação.

Outro aspecto frequentemente negligenciado é a necessidade de acompanhamento multidisciplinar. Embora as canetas tenham ampliado as possibilidades de tratamento da obesidade e do sobrepeso, especialistas ressaltam que os medicamentos representam apenas uma etapa de um processo mais amplo, que envolve mudanças permanentes nos hábitos de vida.

“O tratamento medicamentoso oferece uma oportunidade importante para reeducar o comportamento alimentar, mas ele precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Médico, nutricionista, educador físico e, quando necessário, psicólogo atuam de forma complementar para que o paciente alcance resultados consistentes e seguros, evitando tanto a desnutrição quanto o reganho de peso”, finaliza Dr. Mauro.