Diocese de Assis

 

          Assim a Igreja apresenta mais uma de suas campanhas missionárias, desejando antes que esse caminho seja feito com corações ardentes. Sempre gostei da mística presente no simbolismo de uma caminhada, em especial com o lirismo dos pés descalços. “Corações ardentes, pés a caminho” é o lema da nova Campanha Missionária desse outubro ardente em sua temperatura máxima, mas que também precisa do ardor renovado das muitas vocações missionárias ainda inseguras no desafio evangelizador. Coincidentemente, temos no início desse mês um evangelho desafiador: “Filho, vai trabalhar hoje na vinha!” O convite aos dois filhos se repete hoje. A resposta é que são elas…

Vejam bem: ambos se contradizem! O primeiro diz que não vai. Mas vai. O segundo diz que vai. Mas não vai. E a pergunta final de Jesus se torna enigmática, mas também profundamente questionadora: “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (MT 21,31).

Estamos diante de uma situação que nos diz respeito, como Igreja que somos. No tempo de Jesus eram dois os grupos que constituíam o Povo de Israel. O primeiro era a classe vigente da casta religiosa, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo. O segundo era a ralé, prostitutas e cobradores de impostos, a classe mais abjeta, as ovelhas perdidas, como denominou Jesus. Já os governantes e elites sociais estavam fora da meta de salvação, pois não tomavam parte no aprisco das ovelhas, não constituíam a chamada “vinha” do Senhor. O objetivo primeiro na construção do Reino de Deus deveria ser o povo de Israel e os dois filhos representavam esse povo.

O que mudou? Não fosse a universalidade da missão cristã, que no holocausto da cruz agregou todos os povos e se tornou uma questão humana, humanitária, sem distinção de classes, ou raças, ou crenças, a vinha do Senhor é hoje seara sem divisas. Por isso o desafio cristão não tem limites, é universal. Por isso a Igreja conclama: “Ide da Igreja local aos confins do mundo”. Evangelizar não é um mero direito constitucional, que respeite fronteiras ou culturas, ou tradições místicas de um povo. É dever outorgado pela força da fé que move um coração ardente, renovado na descoberta de um novo Reino, a possibilidade de transformação do mundo, dos homens e mulheres tocados pela revelação cristã. Parece discurso dogmático ou proselitismo puro e simples, mas antes das pregações místicas que Jesus pronunciou na vizinhança do Calvário, a prática e o exemplo se deram com seus “pés a caminho” pela periferia da Terra Santa, da Samaria e das Galileias  que constituíram o cenário de sua escola evangelizadora. “Os cobradores de impostos e as prostitutas vos procedem”… Creram por primeiro. Mateus e Madalena que o digam.

Então, quem faz a vontade do pai? Num primeiro momento, muitos dizem não ao desafio missionário que Jesus nos faz diuturnamente. Porém, agraciados pela revelação da verdade, acabam cedendo e se tornam evangelizadores ardorosos. Pior são aqueles que dizem sim a tudo e a todos, mas na última hora fogem de qualquer compromisso ou testemunho da fé que dizem possuir. Lembre-se do que nos disse o Mestre: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino de Deus”. Com qual dos filhos você se identifica?

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Diocese de Assis

 

“Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos juntos freqüentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E a cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação.”

Quando olhamos os Atos dos Apóstolos 2,42-47 encontramos o perfil do tipo de Igreja que é necessário ser edificada entre nós:

1). Perseverar na doutrina dos apóstolos – Comunidade de fé;

2). Unir-se para rezar e para celebrar a Eucaristia – Comunidade de oração;

3). Os cristãos devem viver unidos, em solidariedade – Comunidade de amor;

4). Dar testemunho; ser uma Igreja missionária – Comunidade de vida.

Visto desta maneira somos chamados a enxergar que a Igreja não é apenas uma instituição, mas um organismo vivo. Sendo a Igreja um organismo vivo, precisamos repensar a nossa relação com ela e refazer a nossa mentalidade. Vejamos!

  1. A Teologia de São Paulo sobre a Igreja.

Na Primeira Carta aos Coríntios 12,12-31, São Paulo compara a Igreja a um corpo. Diz que há muitos membros e uma cabeça. Cada membro tem sua função própria. Todos estamos unidos a Cristo, a cabeça, sem o qual o corpo não pode existir. Nós somos os membros. Temos funções diferentes. O Corpo de Cristo poderia funcionar melhor se todos os membros fossem membros conscientes e cumpridores de sua missão.

  1. A Teologia de São João sobre a Igreja.

No Evangelho de João 15,1-17, parecida com a imagem do corpo é a comparação da videira e os ramos. O ramo somente pode dar fruto quando fica ligado ao tronco que é Jesus Cristo. Isto quer dizer que somente quando ficamos unidos a Cristo, tendo a mesma mentalidade, podemos dar verdadeiros frutos.

  1. A Teologia do Vaticano II sobre a Igreja.

Uma comparação muito usada depois do Concílio Vaticano II é a do POVO EM MARCHA. Assim como o Povo de Israel caminhava para a Terra Prometida, assim o “Novo Povo de Deus está caminhando para a Terra Prometida”.

Nós não andamos sozinhos, mas juntos, como povo. Não podemos parar. Sempre enxergaremos novos panoramas, novas situações que nos pedem mudanças e adaptações. Estamos indo para um fim. Não marchamos sem destino. Nossa Terra Prometida é o Reino de Deus. Nós estamos construindo este Reino desde já, através da nossa atuação como cristãos no mundo. Este mundo deve ser melhor, deve ser um mundo de paz, de justiça, de amor. Devemos construí-lo sem descansar, unindo as forças, impregnando este mundo de valores evangélicos, de um espírito cristão.

  1. A Teologia de Mateus sobre a Igreja.

No Evangelho de Mateus 5,13-16, Cristo diz que sua Igreja é o sal da terra e a luz do mundo Os cristãos devem ser o sal da terra. Quando os cristãos viverem conforme o espírito de Cristo, o mundo será melhor, mais habitável, mais feliz. Os cristãos devem ser a luz para o mundo: indicar O caminho da felicidade e da verdadeira libertação, o caminho da justiça e do amor. Se a Igreja for verdadeiramente LUZ, como Cristo, nosso mundo sairá das trevas e saberá encontrar o caminho que leva à verdadeira paz.

Será que nós somos, de fato, sal e luz para nosso mundo, nosso ambiente, nossa família, nosso bairro, nossa paróquia?

Nós somos muitos, mas formamos um só corpo, que é o corpo do Senhor, a sua Igreja; pois todos nós participamos do mesmo pão da unidade, que é o corpo do Senhor, a comunhão.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Espaço Espírita

 

O homem que se conscientiza das próprias responsabilidades, melhor se arma de recursos para enfrentar as vicissitudes.

Tem fé no futuro e trabalha por alcançá-lo mediante as realizações de enobrecimento.

Quando sofre, reúne os valores morais e enfrenta o problema sem perder o equilíbrio, fator preponderante em qualquer empreendimento.

Quando incompreendido ou sob os camartelos da dificuldade, permanece íntegro no culto do dever, confiando na resposta do tempo, que é o inevitável desvelador de todas as coisas.

Se colocado em situação relevante, utiliza-se da oportunidade para repartir as conquistas que o engrandecem e ao grupo social no qual se movimenta.

Sob tensão, age com harmonia; em posição de paz, atua com entusiasmo.

Nesse homem estão presentes os títulos do cidadão ideal, que um dia se tornará comum, numa sociedade mais justa, portanto, mais feliz.

Quem se entrega ao ideal religioso, qual ocorreu com os cristãos primitivos, ombreando com os apóstolos e os mártires, descobre as altas finalidades da vida e, por antecipação, experimenta a felicidade que se lhe reserva após as lutas renhidas da sublimação.

JOANNA DE ÂNGELIS

           Do livro “Receitas de Paz” – psicografia: Divaldo Pereira Franco

 SETEMBRO AMARELO – DIGA NÃO AO SUICÍDIO

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Espaço Espírita

 

O homem que se conscientiza das próprias responsabilidades, melhor se arma de recursos para enfrentar as vicissitudes.

Tem fé no futuro e trabalha por alcançá-lo mediante as realizações de enobrecimento.

Quando sofre, reúne os valores morais e enfrenta o problema sem perder o equilíbrio, fator preponderante em qualquer empreendimento.

Quando incompreendido ou sob os camartelos da dificuldade, permanece íntegro no culto do dever, confiando na resposta do tempo, que é o inevitável desvelador de todas as coisas.

Se colocado em situação relevante, utiliza-se da oportunidade para repartir as conquistas que o engrandecem e ao grupo social no qual se movimenta.

Sob tensão, age com harmonia; em posição de paz, atua com entusiasmo.

Nesse homem estão presentes os títulos do cidadão ideal, que um dia se tornará comum, numa sociedade mais justa, portanto, mais feliz.

Quem se entrega ao ideal religioso, qual ocorreu com os cristãos primitivos, ombreando com os apóstolos e os mártires, descobre as altas finalidades da vida e, por antecipação, experimenta a felicidade que se lhe reserva após as lutas renhidas da sublimação.

JOANNA DE ÂNGELIS

           Do livro “Receitas de Paz” – psicografia: Divaldo Pereira Franco

SETEMBRO AMARELO – DIGA NÃO AO SUICÍDIO

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Diocese de Assis

Não há dúvida de que Deus é onisciente (tudo conhece), onipresente (está presente em todo lugar), onipotente (é todo ele poder) é, também, sabedoria infinita, misericórdia eterna, amor compassivo e justo juiz.

Apesar da verdade dessas palavras, não compreendemos inteiramente a Deus.  Aliás, suas ações, presença e projeto, por vezes, nos parecem estranhos, inconcebíveis e irrealizáveis. Mas é o próprio Deus quem faz o alerta pelo profeta Isaías: “Os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos – oráculo de Javé. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos caminhos de vocês, e os meus projetos estão acima dos seus projetos” (Is 55,8-9).

Em Deus, todas as coisas, pessoas, fatos, acontecimentos, a história e a vida ganham sentidos e direções às avessas de nossas expectativas. Deus subverte, completamente, nossas certezas, seguranças, mentalidades e projetos: do nada ele faz o tudo; do débil ele faz o forte; do pequeno e ele faz o grande; do humilde ele faz o sábio; da morte ele faz a VIDA…

Que loucura de Deus é essa? Quem o poderá compreender? Quem lhe poderá resistir?

A grande loucura de Deus é a Loucura da Cruz!

“…a Escritura diz: ‘Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes.’ Onde está o sábio? Onde está o homem culto? Onde está o argumentador deste mundo? Por acaso, Deus não tornou louca a sabedoria deste mundo? De fato, quando Deus mostrou a sua sabedoria, o mundo não reconheceu a Deus através da sabedoria. Por isso através da loucura que pregamos, Deus quis salvar os que acreditam.

Os judeus pedem sinais e os gregos procuram a sabedoria; nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas, para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus. A loucura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

Portanto, irmãos, vocês que receberam o chamado de Deus, vejam bem quem são vocês: entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade. Mas, Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante. Desse modo, nenhuma criatura pode se orgulhar na presença de Deus.  Ora, é por iniciativa de Deus que vocês existem em Jesus Cristo, o qual se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação, a fim de que, como diz a Escritura: ‘Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor’.” (1Cor 1,19-31).

A loucura de Deus é, portanto, irresistível e transformará em ‘loucos’ todos os que se aproximarem dele. Porque, embora a sabedoria do mundo pareça sábia, é a loucura de Deus que é a verdadeira Sabedoria.

Eis a oração de Jesus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado…” (Mt 11,25-27).

Que ninguém se iluda! Que ninguém se engane! A perfeição da sabedoria é a loucura de Deus que se concretiza nos maiores atos de amor, entre os quais, a Cruz é, sem dúvida, o primeiro e o último.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS

 




Espaço Espírita

 

O homem sente fome. Deus promove os recursos do pão.

O homem tem sede. Deus faz o jorro da fonte.

O homem padece fraqueza. Deus dá-lhe força.

O homem adquire doença. Deus institui o remédio.

O homem sofre desequilíbrio. Deus estabelece o reajuste.

O homem chora em desespero. Deus suscita a consolação.

O homem se desvaira em pessimismo. Deus restaura a esperança.

O homem cai na sombra da ignorância. Deus acende a luz da instrução.

Entretanto, Deus criou a liberdade de consciência, com a responsabilidade, traçando o merecimento de cada um.

É assim que, entre a necessidade humana e o Socorro Divino, permanece a vontade do homem, que é plenamente livre para aceitar ou não o auxílio de Deus.

ALBINO TEIXEIRA

Extraído do livro “Caminho Espírita” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editora IDE

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ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

 

Clássica é aquela pergunta que Pedro fez a Jesus: Quantas vezes devo perdoar? Sete? Ou seja: tomando-se o numeral sete como símbolo da plenitude infinita (são sete os dons do Espírito, sete os Sacramentos da Igreja, sete as principais dores da Cruz, sete os dias da semana, etc.) elevado ao potencial máximo da resposta enigmática que Jesus apresenta ao multiplicar por setenta (70 X 7), temos aí não uma simples questão matemática, mas um estrondoso e infinito desafio de perdão. Setenta vezes sete supera nossa capacidade de perdão, torna-se um desafio infinito. Não tem limites.

Esse desafio de Cristo vai além das nossas expectativas de perdoar e ser perdoado. Só mesmo no Reino dos Céus encontraremos tamanha misericórdia e capacidade de amor! Exatamente nessa circunstância é que nasce a parábola do Rei Misericordioso, capaz de perdoar “uma enorme fortuna” do empregado prestes a ser vendido como escravo para pagar sua dívida. O mesmo empregado que, agraciado com uma anistia sem igual, não foi capaz de perdoar um pobre companheiro que lhe devia “apenas cem moedas”. Eis-nos aqui, de mala e cuia, sem por nem tirar. Queremos nos ver livres de nossas grandes dívidas, mas não deixamos escapar um mísero centavo do pobre que eventualmente nos deve.  Esse é o padrão monetário que nos governa, a dinâmica mercantilista dum mundo excessivamente materialista. Quanto ganho com isso, quanto perco naquilo? Nossas atitudes estão intrinsicamente ligadas às vantagens que possamos obter a cada passo, a cada decisão ou conquista obtida. Não é o que ganho, mas o que perco que avaliamos com prioridade. Ao passo que na perspectiva do perdão verdadeiro, aquele do qual nos falou Jesus, quem perde em favor do irmão ganha mais do que merece, recebe a plenitude das graças do Reino dos Céus!

Mas ainda há aqueles que não conseguem visualizar essa lógica, bem presente na compreensão dos sete dons espirituais. Daí a importância do Batismo Pentecostal, a graça derramada nos sete simbólicos dons que devemos pedir sempre ao Pai, se quisermos sair da nossa ignorância (Eles não sabem o que fazem!). Daí também a importância de valorizarmos os sete sacramentos que a Igreja nos oferece em várias etapas da nossa vida, se quisermos assumir em vida as dimensões proféticas, sacerdotais e régias da fé cristã. Daí a necessidade de entender e aceitar como nossa as sete principais dores de Cristo na cruz. E assumir nossas tarefas cotidianas com a certeza de que também merecemos um descanso final: pois “no sétimo dia, Ele descansou”!  Quando isso se der em nossas vidas teremos a alegria de um final feliz. Ou a tristeza da condenação final. “É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18, 35). Sem atitudes de perdão não há salvação.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Educação bíblica que aprimora a alfabetização

 

O Dia Internacional da Alfabetização é comemorado em 8 de setembro. O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), será celebrado pela 56ª vez em 2023. Como a pandemia agravou o problema do analfabetismo, o tema escolhido para este ano é: “Promovendo a alfabetização para um mundo em transição: construindo sociedades sustentáveis e pacíficas.”

Estudos mostram que, durante a pandemia da COVID-19, o desenvolvimento da alfabetização regrediu em todo o mundo. De acordo com o site oficial da UNESCO, 763 milhões de pessoas em todo o mundo perderam competências básicas de alfabetização em 2020. Em 2022, foram 771 milhões. Mesmo entre aqueles que frequentam a escola, cerca de 600 milhões de jovens, no mundo todo, sentem dificuldade para ler ou fazer contas simples de matemática.

No Brasil, existem em média 10 milhões de analfabetos segundo pesquisa do IBGE, divulgada em junho desse ano. Mais da metade dessas pessoas são idosas e moram no Nordeste. Diante dessa realidade, programas de alfabetização e aprimoramento da leitura e da escrita devem ser valorizados e incentivados.

Por exemplo, as Testemunhas de Jeová ajudam crianças e adultos a desenvolverem suas habilidades de leitura e escrita, como parte de seu programa de educação bíblica. Um treinamento semanal é realizado por meio da brochura Melhore Sua Leitura e Seu Ensino, durante suas reuniões.

“A leitura unifica povos e famílias. Mas o maior benefício que a leitura traz para o ser humano é nos permitir compreender a mensagem de Deus para a humanidade” disse o porta-voz local das Testemunhas de Jeová,Gilberto dos Santos. “Se não podemos ler a Bíblia, não temos como aprender dela.”

Antônio e Lucília, um casal de agricultores de São Luís, no Maranhão, começaram a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e expressaram o sonho de aprender a ler e escrever. Eles foram ajudados por meio de um programa de leitura que utiliza a cartilha Aplique-se à Leitura e à Escrita. Em pouco tempo, já estavam conseguindo ler textos na Bíblia. Hoje, Antônio diz: “Isso me ajudou muito. Acredito que quando Deus vê o interesse sincero dentro da gente, ele nos ajuda e cuida de nós. Agradecemos todos os dias pelos ensinamentos que recebemos.”

Mesmo durante a pandemia, quando as reuniões eram realizadas por videoconferência, as famílias continuaram sendo beneficiadas por esse programa de ensino. Ao retornarem às atividades presenciais, muitos jovens foram elogiados pelos professores por não perderem seu rendimento escolar.

Por exemplo, Edgar e Camila, de Curitiba, sempre incentivam seus filhos, Pedro e Ana, a darem atenção à leitura e à escrita. “Mesmo sem estar nas reuniões presencialmente, nossos filhos continuaram desenvolvendo suas habilidades por seguirem as sugestões da brochura Melhore Sua Leitura e Seu Ensino e isso os ajudou muito em seu desempenho escolar’, comentou a mãe das crianças.

As reuniões das Testemunhas de Jeová são abertas ao público e não se fazem coletas. Os presentes aprimoram suas habilidades de leitura e escrita com o objetivo de aprenderem mais da Bíblia e transmitirem esse conhecimento para outras pessoas. A entrada é franca e não é preciso fazer reservas para assistir a uma reunião. Informações sobre quando e onde as reuniões são realizadas em cada localidade, assim como matérias sobre os esforços das Testemunhas de Jeová de promover a leitura e o ensino, estão disponíveis no jw.org, o site oficial das Testemunhas de Jeová.

 

PORTA-VOZ LOCAL DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Gilberto dos Santos

Contato: [email protected]

 




Cine Piracáia exibirá filme baseado em texto do Papa Francisco

 

Dia 22, com sessão gratuíta às 19h30 e 1h30 de duração, o Cine Piracáia exibirá o filme A Carta, Uma Mensagem Pela Nossa Terra, produção baseada na Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco.

Os convites devem ser retirados na secretaria paroquial da Catedral, de terça a sexta-feira, das 8 às 12 e das 14 às 17h30; também aos sábados, das 8 às 11 horas.

A iniciativa é uma parceria entre a Diocese e a Prefeitura de Assis.

MAIS:

Em 2015, o Papa Francisco escreveu Laudato Si (A Carta), uma epístola sobre a crise ambiental dirigida a cada um dos habitantes do mundo.

Alguns anos depois, quatro vozes que não foram ouvidas em conversações globais acabaram convidadas para uma conversa sem precedentes com o Papa.

Vindos do Senegal, Amazonas, Índia e Havaí, elas trazem as perspectivas e soluções dos pobres, dos povos originários, dos jovens e da vida selvagem para a conversa com o próprio Papa Francisco.

Este documentário acompanha suas viagens a Roma e as extraordinárias experiências que lá ocorreram e é recheado com histórias pessoais tocantes, ao lado das mais atualizadas informações sobre a crise planetária e o preço que a natureza e o povo estão pagando.




Diocese de Assis

 

De todas as doutrinas e teorias religiosas que o mundo conhece, nenhuma é mais radical do que o cristianismo. Seu estandarte é o do sofrimento; sua bandeira, a cruz. Daí a razão da resistência de muitos em trilhar o caminho estreito que o homem de Nazaré apontou a seus seguidores. Daí, e com razões, a rejeição quase global dos grandes pensadores e iluminados espiritualistas de verem o cristianismo como uma seita de fanáticos sonhadores, cuja prédica é apaixonadamente cativante, mas cuja prática é contraditoriamente chocante com a realidade e os ideais de vida de qualquer humano mais sensato. Como conciliar uma pregação de paz e amor com a ultrajante humilhação da sentença de uma cruz? Ainda não existiu castigo mais cruel contra a dignidade humana do que a morte de cruz. Mas o Mestre da mansidão e paz de espírito vem a público e declara com todas as letras: “Quem quiser me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me”.

Penso ser este o momento da grande demandada dos seguidores de Jesus. Quantos ali renunciaram, não a si, mas ao Cristo? Quantos, a partir daquele desafio inesperado, viraram seus calcanhares e sacudiram as poeiras de seus pés, buscando não mais o calor causticante das areias incertas de um deserto repleto de miragens, para retomarem os mármores e as muralhas de seus palácios, da civilização injusta que o reinado humano construía aos trancos e barrancos. Trocaram a Via Crucis pela Via Ápia. Melhor a certeza de um Reino de glória e poderes terrenos do que a incerteza de um reino do outro mundo, cujo preço cheirava a sangue e sacrifícios “em troca” de uma vida palpável, real, plausível. Cristo pedia muito.     Trocar as benesses de um status social, privilégios de um reino bem sucedido, uma hierarquia solidamente constituída, uma posição  de poder, o respeito adquirido ao custo de muita garra e determinação, não… não era o caso da grande maioria de seus ouvintes. Pior ainda para aqueles que bem entendiam o significado humilhante, degradante, abjeto de qualquer condenado ao castigo da cruz romana. Não, isso não!

Isso, sim! Esse é o caminho mais coerente e certeiro do seguimento cristão. O único! Jesus não deixou por menos, acusando até mesmo Pedro, seu fiel escudeiro, de estar possuído por Satanás por tentar dissuadi-lo dessa ideia de morte… e morte de cruz! “Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens”! – disse-lhe Jesus (Mt 16, 23). O anúncio da paixão era ainda um enigma na cabeça de seus seguidores. Não se encaixava no projeto de um Novo Reino, ideia central de sua pregação, que até então se tornara a principal motivação daqueles que seguiam seus passos. Ainda hoje, muitos se deixam guiar pelas aspirações de um Mundo Novo no aqui de uma realidade contraditória com os sonhos de justiça, paz, esperança, dignidade ou quaisquer outras expectativas que possam contribuir para a construção de um mundo mais humano. Neste sonho a cruz cotidiana está fora. No entanto, para surpresa geral, essa é a chave da redenção que almejamos. Cristianismo e cruz são sinônimos! Sem a realidade crucial dos sacrifícios, das renúncias, das mortificações, da morte em favor do outro… nunca entenderemos a riqueza dos ensinamentos cristãos! O radicalismo cristão não é mera utopia, mas certeza de um caminho a seguir.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]