Diocese de Assis

 

A cena é quase surreal, mas também cômica. Alta madrugada. Escuridão total. Cansados de lutarem contra ondas agitadas e vento impetuoso, faziam a travessia contrariados, mas determinados a alcançar a outra margem, conforme ordens recebidas. De repente, o horizonte riscado por um relâmpago se torna tenebroso e ameaçador. Raios triscam sobre suas cabeças e o vento sopra cada vez mais forte. Está difícil controlar a embarcação e o medo toma conta dos indefesos tripulantes. Eis que, entre um relâmpago e outro, surge no horizonte a silhueta de um homem… um homem caminhando tranquilamente sobre as ondas, seguindo em direção a eles.

– “É um fantasma!” , gritam quase em uníssono.

Mas o “fantasma” continua sua caminhada sobre as águas. Vem até eles a passos firmes, enquanto a tripulação em polvorosa solta gritos de terror.

– “Tranquilizai-vos, sou eu, não tenhais medo!”

O “fantasma” se dá a conhecer. Jesus não só acalma seus temerosos discípulos, como também desafia um deles.

– “Vem!”.

Tinha que ser Pedro, o impulsivo Pedro! Dá seus primeiros passos sobre as ondas, mas logo cai na realidade e afunda como pedra, a pedra que sempre foi. Certamente, a gargalhada foi geral. Não só pelo alívio de se sentirem são e salvos ao lado de Jesus, como também por se verem e se sentirem ridicularizados diante da observação e advertência do Mestre: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Não só Pedro, mas todos ali se deixaram ruborizar diante dessa afirmativa.

Nesse barco estamos nós, todos nós. Basta um pequeno solavanco ou um sinal mal interpretado que nos interpele nas noites escuras, para demonstrarmos nossa fé sem raízes, nossa fragilidade limitada pela lógica terrena, para ressuscitarmos os fantasmas adormecidos em nossa racionalidade humana e insegura. Quantos fantasmas rondam nossa fé, atormentam nossos corações, põem à pique nossa integridade espiritual? Tal qual crianças insones com medo da escuridão, que se aterrorizam com a própria sombra ou a canção de uma brisa amena em suas janelas, o sussurrar suave de uma pobre coruja sobre seu telhado… Qualquer sinal, mal definido numa madrugada da vida, é tudo, menos Jesus que vem ao nosso encontro. Essa é nossa fé pequena, agindo em nosso inconsciente. Enquanto isso, a outra margem nos acena com a segurança de uma vida renovada, livre das ameaças de uma travessia difícil e ameaçadora à integridade que sonhamos. Essa é nossa travessia; esse é o barco que nos abriga, conquanto quem nos incentiva a alcançar o outro lado, a margem oposta, apenas nos diz: “Vêm, não tenham medo!”.        

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




Diocese de Assis

 

Quantas vezes descobrimos um lugar ameno e aprazível e ali desejamos ficar por mais tempo? Ou a companhia de uma pessoa agradável cuja presença é capaz de nos fazer esquecer o tempo, qualquer outro compromisso ou atividade, para simplesmente aproveitarmos ao máximo a sua companhia? Diria até serem raros esses momentos no afã diário em que hoje vivemos. Mas são acontecimentos pelos quais todos passamos ou passaremos apesar de tudo. Momentos como daqueles apóstolos que um dia subiram uma alta montanha e lá contemplaram a verdadeira face de quem os convidou para aquele passeio. Jesus se revelou transfigurado, com o rosto brilhante e as vestes revestidas de luz. A visão, ao lado de Moisés e Elias, foi um momento de revelação tão grandioso que os três acompanhantes desejaram acampar por lá mesmo, não mais voltar para a realidade de um mundo sempre atribulado e sem a compreensão dos mistérios e da preciosidade que cercava a vida daquele Mestre. “Senhor, é bom ficarmos aqui”.

O encontro com a verdade provoca transformações, transfigura a imagem estereotipada que muitas vezes temos de Cristo e sua Igreja. Não é algo que se possa descrever com palavras simples e objetivas, mas uma experiência pessoal, que só o indivíduo em confronto com a crueldade dos homens ou a transitoriedade do mundo é capaz de compreender e assimilar para sempre em sua vida. O encontro e o confronto com a vida espiritual é o grande milagre que uma conversão suada, sincera, reveladora provoca nas pessoas agraciadas com essa revelação. São também elas transfiguradas com Cristo. O Amor ali presente é capaz de repetir o milagre e transformar a vida de muitos incrédulos. É o momento de um encontro com Deus.

Na tradição hebraica uma montanha era sempre local da morada de Deus. Por isso os grandes orantes sempre subiam o morro, a montanha. Por isso, Moisés num deles recebeu os mandamentos divinos. E Jesus, seguindo a tradição, sempre buscava um desses locais para se por em sintonia com o Pai. Quando não, ao menos um local ermo, um horto ou mesmo o deserto se constituíam em tabernáculo de oração para nosso Mestre. O importante era o afastamento, isolar-se momentaneamente para melhor sintonia com sua essência espiritual. Eis aqui uma bela lição de como deve ser esse nosso momento de encontro com Deus: construir por primeiro um “afastamento” dos nossos conflitos e tribulações cotidianas, para melhor sintonia com os planos e bênçãos divinas em nossas vidas. A oração comunitária – a que mais facilmente fazemos por força de hábito – tem seu valor de intercessão e unidade  – , mas é a oração pessoal, cara a cara, tet a tet , a que melhor preenche nossas carências espirituais. Nesse encontro Jesus se nos apresenta transfigurado e nos encoraja a vencer os grandes desafios que a vida nos apresenta: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

Orar, portanto, é subir as montanhas dos nossos dilemas, contemplar o horto das ilusões terrenas, inserir-se no deserto das falsas miragens, isolar-se e esvaziar-se da realidade que sufoca nossas almas, para só então contemplar a face serena e transbordante do Amor verdadeiro. Orar é ouvir a voz de Deus que nos chama e nos clama por reciprocidade: “Este é meu filho amado, no qual  eu pus todo o meu agrado” (Mt 17,5). Como outros cristos no mundo, poderemos também nos transfigurar em filho ou filha diletos do Pai. Basta encontra-lo através da oração. Subir e descer as montanhas que nos separam.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 




Espaço Espírita

           

“Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

JESUS (Mateus, 11: 28-30)

Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens.

Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviarei”.

Jesus, entretanto, impõe uma condição para a sua assistência e para a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição é a da própria lei que ele ensina: seu jugo é a observação dessa lei. Mas esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como dever o amor e a caridade.

       Extraído de “O Evangelho segundo o Espiritismo” – Allan Kardec – Cap. VI – itens 1 e 2

USE INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 

 

 

 




Diocese de Assis

Tudo é de Deus e leva a marca e o selo de autenticidade do Criador.

Criatividade e originalidade são as marcas de sua obra. Nada igual: tudo único e irrepetível. Não existe rascunho, nem forma, nem cópia!

Porque tudo é de Deus, tudo é sagrado e bendito; tudo é bem feito e bonito; tudo é mistério infinito; tudo é bom!

É esta a expressão bíblica que caracteriza o final de cada dia da criação: “e Deus viu que era bom!” Quando da criação do ser humano, no sexto dia, a expressão ganha uma ênfase de intensidade: “e Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom” (Gn 1,31).

A obra de Deus não para. Deus continua trabalhando, com as próprias mãos. Agora, não para criar originalidades; elas já existem, estão ai, e, são completas. Embora deterioradas, exploradas e mal tratadas por nós.

Agora, o trabalho de Deus se concentra na restauração do homem…

A melhor obra de Deus precisa de ajustes diários e permanentes; precisa de obediência e correção; precisa de disciplina e conversão; precisa de virtude e direção; precisa de recomeço e perdão; precisa de amor e comunhão; precisa de santidade e libertação; precisa de fé e salvação; precisa de vida nova e ressurreição.

O que teria acontecido com a melhor obra de Deus?

Por que toda a originalidade das coisas permanecem completas e a do ser humano não? Por que é preciso ajustes diários e permanentes? Teria Deus falhado em alguma coisa?

Nada de errado na criação do ser humano.

Tudo está de acordo com o plano original da criação: a melhor obra do Deus Criador estará, sempre, em suas mãos. Quem foi feito à imagem e semelhança do Criador e, recebeu do seu Espírito, precisa de retoques permanentes em vista desta verdade.

Isso não fere, em nada, a liberdade que o próprio Deus Criador imprimiu na consciência e garantiu na essência humana. Pelo contrário é em vista desta liberdade, sempre ameaçada pelo pecado que, o Deus criador recria, incessantemente. Assim nos lembra São Paulo na carta aos Gálatas: “Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres. Portanto, sejam firmes e não se submetam de novo ao jugo da escravidão” (Gl 5,1).

São Propósitos do Criador:

Jeremias 18,1-6: “Palavra que Javé dirigiu a Jeremias: ‘Levante-se e desça até a casa do oleiro; aí eu comunicarei minha palavra a você’. Desci até a casa do oleiro e o encontrei fazendo um objeto no torno. O objeto que ele estava fazendo se deformou, mas ele aproveitou o barro e fez outro objeto, conforme lhe pareceu melhor. Então veio a mim a palavra de Javé: Por acaso será que não posso fazer com vocês, ó casa de Israel, da mesma forma como agiu esse oleiro? – oráculo de Javé. Como barro nas mãos do oleiro, assim estão vocês em minhas mãos, ó casa de Israel.”

Isaías 49,14-16: “Sião dizia: ‘Javé me abandonou, o Senhor me esqueceu!’ Mas pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas? Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de você. Veja! Eu tatuei você na palma da minha mão; suas muralhas estão sempre diante de mim.”

Isaías 44,2-5: “Assim diz Javé, que o fez, que o formou no ventre e o auxilia: Não tenha medo, meu servo Jacó, meu querido, meu escolhido. Vou derramar água no chão seco e córregos na terra seca; vou derramar meu espírito sobre seus filhos e a minha bênção sobre seus descendentes. Crescerão como planta junto à fonte, como árvores na beira dos córregos. Um vai dizer: ‘Eu pertenço a Javé’. Outro se chamará com o nome de Jacó; outro ainda escreverá na palma da mão: ‘De Javé’. E como sobrenome tomará o nome de Israel.”

Porque tudo é de Deus, Ele cuida!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Espaço Espírita

 

Reconforte o desesperado. Você não escapará às tentações do desânimo nos círculos de luta.

Levante o caído. Você ignora onde seus pés tropeçarão.

Estenda a mão ao que necessita de apoio. Chegará seu dia de receber cooperação.

Ampare o doente. Sua alma não está usando um corpo invulnerável.

Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido. Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.

Acolha o infortunado. Nem sempre o céu estará inteiramente azul para seus olhos.

Tolere o ignorante e ajude-o. Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heroica bondade.

Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.

Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.

Seja benévolo para com os dependentes. Não se esqueça de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.

 ANDRÉ LUIZ

 Do livro “Agenda Cristã” – Editora FEB

 Psicografia: Francisco Cândido Xavier

 USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

 

Quem nunca assistiu a um filme, documentário ou mesmo peça teatral que versasse sobre uma caça a um tesouro perdido? Nunca leu um livro a respeito? Um gibi que fosse? O tema, por mais ilusório que possa ser, cativa a todos e nos faz viajar em aventuras mil, inimagináveis, fantasiosas. Todos temos, dentro de nós, esse espírito aventureiro, criativo e sonhador, capaz de despertar-nos para a conquista de tesouros infinitamente preciosos, riquezas fáceis, segurança permanente. Então vem Jesus e sopra em nossos ouvidos: “O Reino dos Céus e como um tesouro escondido” (Mt 13,44). Eureka, simples assim!

Não tão simples. A curta afirmativa tem também seus mistérios e critérios para encontra-lo. Primeiramente não se trata de uma riqueza terrena, tangível, palpável, mensurável nos critérios humanos. É um Reino. Possui também quem o rege, um rei soberano que tudo sabe, tudo pode e conduz seu reinado com o cetro do Amor, da Justiça, da Igualdade e Fraternidade entre seus súditos. É dos Céus. Portanto, foge de nossa realidade, onde nossa alegria muitas vezes se torna ilusória, passageira, momentânea. Nesse reinado o que impera é a alegria da descoberta de um novo tesouro, maior, mais precioso, infinitamente mais perene que qualquer outro conceito de riqueza e poder que um ser humano possa imaginar em vida.

Equivale a um tesouro. Algo tão precioso e gigantesco que a primeira reação de quem o descobre é ocultá-lo, não o revelar a mais ninguém. Mas a preciosidade dessa descoberta é contagiante, necessita de ser partilhada com mais pessoas ou ao menos com aquelas com as quais mais nos identificamos, temos vínculos de amizade, de parentesco, de sangue… Uma alegria que preenche nosso coração e explode em nossos poros, no simples ato da respiração que nos mantêm vivos, é impossível ser retida dentro de nós. Tal qual a definição inversa que o livro do Eclesiastes um dia nos fez: “Quem descobriu um amigo, descobriu um tesouro” (6,14). E Jesus, em seu discurso sobre o valor da amizade, evoca também a alegria dessa descoberta: “Digo-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa” (Jo 15,11).E conclui: “Vós sois meus amigos”.

Mas esse tesouro está oculto para aqueles que não lhe deram o devido valor. Triste realidade de grande maioria dos que viajam conosco na aventura da vida. São meros coadjuvantes duma história épica, real, sem falsas ilusões ou alegrias fugazes. Estamos aqui, todos com iguais condições de competividade e munidos dos mesmos recursos para o encontro definitivo com os louros de uma conquista, uma descoberta pessoal: para se descobrir esse tesouro é preciso corresponder à amizade com o Cristo, o soberano, o príncipe dos príncipes, o dono da vinha. Só Ele tem a chave desse Reino! Só Ele pode nos revelar os mistérios desse tesouro escondido!

Portanto, se a aventura da vida, da sua vida, ainda não lhe apresentou razões para ambicionar também as riquezas celestiais, cuidado! Você ainda não descobriu o valor imensurável das alegrias e bonanças que poderemos encontrar no outro lado dessa história.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Estado de São Paulo registra 1.743 casamentos homoafetivos nos primeiros cinco meses do ano

 

 

Análise da Fundação Seade indica que foram realizados, até maio de 2023, 85.449 casamentos civis, sendo 83.700 entre pessoas de sexo diferente e 1.743 entre pessoas do mesmo sexo. Destes, 19.940 foram realizados na capital, sendo 19.348 entre pessoas de sexos diferentes e 589 entre pessoas do mesmo sexo. O número de casamentos representa 2,03% do total de casamentos civis.

Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), foram 38.135 casamentos civis até maio de 2023, sendo 37.233 entre pessoas de sexo diferente, e 897 entre pessoas do mesmo sexo.

Em maio de 2023, foram realizados 19.269 casamentos civis no Estado de São Paulo, número 5,7% menor do que no mesmo mês de 2022, quando foram registrados 20.435 registros civis no Estado.

Ao contrário do que foi observado ao longo de 2022, quando oito dos doze meses apresentaram alta no número de casamentos civis em relação ao ano anterior, o ano de 2023, até o momento, vem demonstrando redução ao longo dos meses em relação ao mesmo período de 2022.

Em relação à idade, no estado de São Paulo, as mulheres até os 29 anos se casam mais do que os homens. A partir dos 30 anos, mais homens se casam. Entre pessoas do mesmo sexo, as mulheres se casam mais do que os homens até a faixa de 45 a 49 anos, e a partir dos 50 anos os homens se casam mais, no Estado, na RMSP e na capital.

O Painel Estatísticas Vitais da Fundação Seade permite localizar informações sobre casamentos civis por regiões administrativas, regiões metropolitanas e municípios do Estado de São Paulo.

Mais informações em https://estatisticasvitais.seade.gov.br/casamentos-2022/

Sobre o Seade

Há mais de 40 anos, o Sistema Estadual de Análise de Dados é referência nacional na produção e disseminação de análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas do Estado de São Paulo.




Diocese de Assis

Professar a fé não é, apenas, dizer: “Eu creio!” Nem, tão pouco, seguir todas as doutrinas da igreja; freqüentar, mesmo que; assiduamente, todas as reuniões e celebrações; não fazer nada de errado. Professar a fé é, também, isso. Mas, o núcleo da profissão de fé é reconhecer Deus como o absoluto de nossa vida e, em cujo Mistério encontra-se nossa totalidade, conforme diz o autor sagrado: “(…) pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. De um só homem, ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que fosse às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, pois nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17,24-28).

A fé, que nos permite uma vida total em Deus, sem deixarmos de ser humanos, nos aproxima, exatamente, daquele que se tornou humano para nos revelar nosso ser divino: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Professar a fé é contemplar, dia-a-dia, o autor da vida como água na sede, alegria na tristeza, força no desalento, coragem na luta, esperança no fracasso, dom no talento, sabedoria na inteligência, vida na morte… tudo em todos.

Certa ocasião, “Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: ‘Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?’ Eles responderam: ‘Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias, ou algum dos profetas.’ Então Jesus perguntou-lhes: ‘E vocês, quem dizem que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.’ Jesus disse: ‘Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.’ Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias” (Mateus 16,13-20).

Assim se expressa o Carlos Alberto Contieri, sj, em seu comentário sobre esse trecho: “O relato da “profissão de fé de Pedro” encontra-se nos três evangelhos sinóticos. Certamente, o episódio retrata um momento de crise, pois, não obstante o ensinamento e tudo o que Jesus faz, os seus contemporâneos não são capazes de reconhecer a manifestação salvífica de Deus na pessoa de Jesus de Nazaré. O evangelho mostra que a dificuldade diz respeito não somente aos opositores de Jesus e à multidão, mas também aos seus próprios discípulos. É Jesus quem, em Cesareia de Felipe, faz a dupla pergunta aos seus discípulos: ‘quem dizem que eu sou? E vós quem dizeis que eu sou?’ Curiosamente, naquele lugar, prestava-se, no passado, culto ao deus Pan. É exatamente nesse lugar idólatra que os discípulos são desafiados por Jesus a professarem a fé num único Messias. A resposta à primeira pergunta remete simplesmente ao passado. As pessoas não vêm em Jesus a realização da promessa de Deus, nem o Messias prometido. A resposta de Pedro, expressão da fé de toda a Igreja, faz com que o leitor compreenda que o Messias deixou de ser objeto de uma promessa e esperança para adquirir um rosto concreto em Jesus de Nazaré. A rocha indestrutível sobre a qual a Igreja está construída é a fé de Pedro; é ela que sustenta a comunidade dos discípulos no seguimento de Jesus Cristo, o Senhor. Mas a profissão de fé de Simão Pedro não é fruto do esforço da razão. Ela é dom da revelação gratuita de Deus, prometida aos “pequeninos” (Mt 11,25). A primazia de Simão Pedro em relação aos demais discípulos vem do fato de ele professar com exatidão a fé cristã. O silêncio imposto por Jesus aos discípulos diz respeito à sua identidade como Messias. Esse silêncio tem um duplo significado: Jesus não pretende ser confundido com nenhuma das correntes messiânicas de sua época e, ao mesmo tempo, o silêncio oferece ao leitor do evangelho a oportunidade de ele mesmo responder a pergunta cristológica fundamental: Quem é Jesus?

Professemos a nossa fé!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




PAGAR CONTAS — Quatro dicas para usar seu dinheiro com sabedoria

 

Será que é realista pensar que um livro tão antigo como a Bíblia tem conselhos práticos para lidar com os problemas econômicos da atualidade? O site jw.org aborda esse tema em vários artigos e ajuda seus leitores a encontrar a resposta para essa pergunta.

Por exemplo, o artigo Como viver com menos dinheiro? aborda quatro conselhos da Bíblia para lidar com as consequências de uma crise econômica:

1.   Seja positivo e se adapte à nova situação

“Aprendi o segredo . . . tanto de ter fartura como de passar necessidade.” (Filipenses 4:12) Você pode aprender a se adaptar a essa nova situação. Aceite a sua nova situação o quanto antes e comece já a fazer mudanças. Lembre-se de que há coisas que o dinheiro não pode comprar. Muitas pessoas não conhecem esse segredo e, por isso sua vida é cheia de estresse e ansiedade. Por outro lado, quando os membros da família conseguem se manter positivos, todos ficam mais dispostos a colaborar com os novos ajustes.

2.   Converse com sua família sobre o assunto

“Os planos fracassam quando não há comunicação, mas com muitos conselheiros há bons resultados.” (Provérbios 15:22) Muitos problemas e desentendimentos são esclarecidos depois de uma conversa franca. Lembre-se que ninguém sabe de tudo, então fale sobre a situação com a sua família. Isso irá ajudá-los a entender o que está acontecendo e apoiar as decisões que forem tomadas. Se todos ajudarem a economizar mais e gastar menos, todos serão beneficiados e a renda familiar também.

3.   Faça um orçamento

‘Sente primeiro e calcule a despesa.’ (Lucas 14:28) Quando você tem pouco dinheiro, é muito importante saber para onde todo o seu dinheiro está indo. É importante criar um orçamento realista que inclua sua atual renda com todos os gastos, até mesmo os que aparentam ser insignificantes.

Denise Chambers, em seu livro “Budgeting”, comenta: “Todos na família devem participar do planejamento para que se sintam comprometidos.”

Também é aconselhável que a família se reúna regularmente para avaliar seu progresso. Visto que todos poderão ajudar com ideias, planejar um orçamento se torna um projeto de família.

4.   Escolha o que reduzir ou eliminar

“Que vocês se certifiquem de quais são as coisas mais importantes.” (Filipenses 1:10) Assim que criar seu orçamento, compare o que irá receber com seus gastos e leve em conta os ajustes que precisará fazer para gastar menos do que ganha. Certo empresário disse: “Negócios são como primeiros socorros. O primeiro passo é parar o sangramento.”

Antes de fazer uma compra, pergunte-se: “Eu preciso disso? Eu posso pagar por isso?” Planejar a alimentação e fazer uma lista de compras evitará gastos excessivos. Esse plano poderá até ser uma ótima oportunidade para eliminar hábitos caros e prejudiciais à saúde. Você poderá talvez vender coisas que não usa mais; isso contribuirá para gerar um dinheiro extra.

Essas sugestões estão de acordo com conselhos fornecidos por especialistas em finanças pessoais.  Poucas pessoas imaginam que a Bíblia pode ser uma fonte de ideias sobre esse assunto. Kleber Barreto, porta-voz nacional das Testemunhas de Jeová, comenta: “Os conselhos da Bíblia são atemporais e práticos em várias áreas da vida, até em assuntos econômicos. Temos visto que esses princípios da Bíblia têm ajudado muitas pessoas em nosso país a lidar com os efeitos das crises econômicas.”

Esses tipos de artigos podem ser lidos online e baixados de graça no site jw.org, o site oficial das Testemunhas de Jeová. Não é necessário fornecer informações pessoais nem cadastro para acessar o conteúdo.

 

PORTA-VOZ LOCAL DAS TESTEMUNHAS DE Gilberto dos Santos| Contato: [email protected]

 

 




Como desenvolver habilidades para o mercado de trabalho?

 

 

 

Você sabia que 15 de julho é o Dia Mundial das Habilidades dos Jovens? A data, criada pela Organização das Nações Unidas, traz uma importante reflexão: será que os jovens estão preparados para o mercado de trabalho?

Uma pesquisa realizada em 92 países pela Comissão de Educação da Unicef, em 2022, revela que três de cada quatro jovens com idade entre 15 e 24 anos não possuem as habilidades necessárias para conseguir um emprego. A pesquisa também indicou que jovens em países mais pobres têm menos oportunidades para desenvolver as habilidades necessárias para o mercado de trabalho. Além disso, os jovens estão enfrentando uma crise por causa do alto índice de evasão escolar e dos desafios para concluírem o ensino médio.

“Os jovens de países em desenvolvimento talvez pensem que o que a escola oferece não ajuda muito”, adiciona a pesquisa. No entanto, “uma habilidade exigida em todas as áreas – técnica, comercial, acadêmica – é a habilidade de comunicação. Por isso, mesmo que a escola não ofereça um treinamento para o mercado de trabalho, é importante se tornar habilidoso em escrever, ouvir e falar bem o idioma.”

A pandemia e as dificuldades impostas pelo mercado de trabalho estão contribuindo para o aumento da taxa de desemprego dos jovens. Estima-se que o número de jovens desempregados ao redor do mundo chegue a 73 milhões, de acordo com uma pesquisa do Global Employment Trends for Youth 2022: Investing in transforming futures for young people.

No site jw.org, os jovens podem encontrar conselhos práticos para ajudá-los a desenvolver habilidades para o mercado de trabalho, procurar um emprego ou planejar o seu futuro.

“Gosto muito do site jw.org, porque é fácil de navegar e tem diversas atividades interativas. O conteúdo do site me ajudou a desenvolver habilidades, a ser uma pessoa mais adaptável e a ter uma boa atitude no trabalho”, disse Andressa, de Goiânia, GO.

Por exemplo, o artigo “Como obter (e manter!) um emprego?” dá sugestões realistas aos jovens. Algumas dicas desse artigo são:

  • A escola é um campo de formação profissional
  • A persistência compensa
  • Onde encontrar empregos
  • Conserve seu emprego
  • Como se dar bem com os colegas de trabalho
  • A pontualidade é importante
  • O valor da honestidade

“Com tudo o que está acontecendo no mundo, é vital que todos os jovens tenham acesso ao maior número de informações possíveis para ajudá-los a se prepararem para o futuro”, declara Kleber Barreto, porta-voz nacional das Testemunhas de Jeová. “Nosso site, jw.org, é um recurso inestimável para as famílias, com conselhos bíblicos práticos para os jovens, sobre como alcançar alvos, ser equilibrados e cultivar qualidades como paciência, responsabilidade e desenvolver ética profissional.”

O site jw.org é o site oficial das Testemunhas de Jeová. É o site mais traduzido do mundo. Ele tem artigos, áudios e vídeos em mais de 1.075 idiomas – incluindo 100 línguas de sinais e 50 brailes. Os conselhos são baseados em princípios bíblicos e têm ajudado pessoas de diferentes povos, culturas e crenças.

VEJA MAIS NO JW.ORG

Série de artigos Os Jovens Perguntam

A Bíblia ainda é útil hoje?

Animações no quadro branco

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Gilberto dos Santos| Contato: [email protected]