O mundo precisa da palavra certa, na hora certa! Infelizmente, há um esvaziamento do conteúdo da verdade das coisas e, por isso, facilmente se cai no esvaziamento do ser.

Onde, ainda, existe a disputa pelo poder, a ganância econômica, a competição política e a rivalidade social é preciso retomar a Diaconia como expressão e fonte de novas relações humanas e de fé. De volta às origens, encontramos um testemunho belíssimo nas primeiras comunidades cristãs…

“Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se contra os fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. Então os Doze convocaram uma assembleia geral dos discípulos, e disseram: ‘Não está certo que nós deixemos a pregação da palavra de Deus para servir às mesas. Irmãos, é melhor que escolham entre vocês sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. Desse modo, nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra.’ A proposta agradou a toda a assembleia. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas, e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. Todos estes foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e um grande número de sacerdotes judeus obedecia à fé cristã” (At 6,1-7)

Conhecer a Jesus faz toda a diferença na vida de uma pessoa. Mas, viver pela fé em Jesus, faz com que este diferencial, na vida da pessoa, ecoe na vida da comunidade, ajudando a construir o mundo novo possível, feito de irmãos e irmãs. A carta de São Pedro é repleta de exortações, nesse sentido, ao Povo de Deus em marcha:

“Aproximem-se do Senhor, a pedra viva rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. Do mesmo modo, vocês também, como pedras vivas, vão entrando na construção do templo espiritual, e formando um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por meio de Jesus Cristo. De fato, nas Escrituras se lê: ‘Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. Quem nela acreditar não ficará confundido.’ Isto é: para vocês que acreditam, ela será tesouro precioso; mas, para os que não acreditam, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço e uma rocha que faz cair. Eles tropeçam porque não acreditam na Palavra, pois foram para isso destinados” (1 Pd 2,4-9).

Dentre as inúmeras revelações de Jesus, algumas são para nos fazer voltar ao sentido da grandiosidade do seu projeto de salvação em nossa história e nos devolver ao caminho:

“Jesus continuou dizendo: (…) Se vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. Desde agora vocês o conhecem e já o viram.’ Filipe disse a Jesus: ‘Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós.’ Jesus respondeu: ‘Faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que você diz: «Mostra-nos o Pai»? Você não acredita que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que digo a vocês, não as digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim, ele é que realiza suas obras. Acreditem em mim: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditem nisso, ao menos por causa destas obras. Eu garanto a vocês: quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (Jo 14,1-12)

 

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Espaço Espírita

 

Algumas receitas de alegria para qualquer ocasião:

 

1 – Apoiar os empreendimentos de auxílio à Humanidade, em particular àqueles que ainda não se encontram acessíveis ao entendimento geral.

2 – Garantir o trabalho das instituições de benemerência.

3 – Diminuir as necessidades materiais dos companheiros em provação ou penúria.

4 – Resolver o problema pecuniário de algum pai de família ou de mães sofredoras largadas em abandono.

5 – Resgatar os compromissos imediatos de algum doente em situação de infortúnio.

6 – Visitar os obsidiados e socorrê-los, principalmente os mais esquecidos.

7 – Oferecer um lanche fraterno ou alguns momentos de felicidade aos irmãos internados em casas de reeducação ou recolhidos a organizações assistenciais.

8 – Atenuar as privações das crianças desprotegidas, quando não pudermos suprimir de todo semelhantes dificuldades.

9 – Distribuir páginas edificantes, favorecendo a esperança e o consolo, o esclarecimento e a compreensão entre as criaturas.

10 – Tanto quanto se nos faça possível, efetuarmos demonstrações de tolerância e humildade, perante aqueles com quem ainda não nos harmonizamos, no caminho da vida, notadamente aqueles que nos sejam menos simpáticos ou que se nos erigem na estrada em motivos de preocupação.

MODO DE USAR: Refletir nas bênçãos que recebemos incessantemente do amor ilimitado do Cristo; assumir a iniciativa do bem; agir em silêncio e atender às prestações de serviço, com tanta discrição e naturalidade, que os beneficiários não estejam constrangidos a nos testemunhar o menor agradecimento.

ALBINO TEIXEIRA

Do livro: Sentinelas da Luz – Psicografia: Francisco Cândido Xavier

USE INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 

 

 

 




Diocese de Assis

 

A aventura da vida nos leva, muitas vezes, a menosprezar perigos e desdenhar valores que Deus depositou em nós. Conduzimos nossas existências com a adrenalina em constante alta, como se aqui estivéssemos tão somente para mostrar nossa coragem e desafiar nossos limites. Fazemos de nossas vidas uma eterna competição com os semelhantes e uma constante queda de braços com os desafios que a natureza nos coloca. De repente nos surpreendemos com perguntas sem respostas. O que aqueles cinco aventureiros foram bisbilhotar no fundo do oceano, ao lado dos destroços do maior desastre náutico que nossa história já testemunhou? Não é o Titanic, o até então maior navio do mundo, cuja tripulação ironizou o poder divino (Nem Deus afunda esse navio!), símbolo inconteste da prepotência humana? Desafiar o perigo é pôr à prova o ilusório poder humano em confronto com as leis divinas. Nenhum passarinho “cai por terra sem a vontade do nosso Pai”, está escrito. E registrado: “Bem mais que os pássaros valeis vós” (Mt 10,31).

Nesta questão de valores inventamos uma bolsa, uma maneira de pesar e medir os recursos que temos, sem, no entanto, considerar o lastro da vontade de Deus. Essa, sim, impõe limites, traça regras, freia a audácia humana de se achar senhor e diretor da vida e dos desafios que ela nos apresenta. Quem é capaz de recriar uma existência diante da fatalidade da morte? Quem, senão o Criador, conhece a capsula que nos envolve neste mundo e nos fornece condições para bem explorar a profundidade e os limites do espaço que aqui ocupamos? O bom senso e o instinto de sobrevivência falam mais alto do que nossos ideais de conquistas e aventuras desafiadoras. É preciso redimensionar nossos sonhos e projetos de grandeza, se quisermos manter nossos pés no chão da realidade que nos cerca. O episódio acima é apenas um pequeno exemplo daquilo que a humanidade está atraindo para si quando longe do bom senso e da cautela que a fé e esperança em Deus nos ensina a valorizar.  A vida tem limites. Só a fé é capaz de superá-los. Mas essa exige o lastro do testemunho diante dos homens: acreditar; nunca desafiar!

Não é o que constatamos em muitas das circunstâncias que envolvem nossas vidas. A pessoa de fé sabe das capacidades infinitas que tem para vencer desafios, superar os eventuais problemas, buscar soluções positivas baseadas na proteção “dos céus”, nunca na contemplação inerte dos “desastres” que cercam nossa história e nossa prepotência tipicamente humana. A pessoa de fé acredita na proteção divina, mas nem por isso irá desafiar os limites da lógica e do bom senso. Muito menos desafiar Deus. Não é uma questão de poderes ou imposição de limites para a capacidade sempre desafiadora que temos ao explorar nosso mundo, nosso universo. Deus não impede essa qualidade operante das ações humanas. Exatamente nela é que reside o progresso, o crescimento, o aprimoramento da nossa evolução. O que não podemos é negar a força criativa que nos trouxe até aqui e nos mostra sempre o caminho do respeito e da coerência que só a fé é capaz de respeitar. Quem nega isso, rejeita Deus e sua proteção.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 




Diocese de Assis

Praticar a fé não é, apenas, cumprir ritos, observar preceitos, obedecer normas, conhecer as regras, saber as doutrinas, memorizar a Bíblia, manter em dia as devoções, ir ao templo… Tudo isso ajuda mas, o princípio da fé é o amor a Deus e ao próximo que se desdobra em várias atitudes, comportamentos, ações e serviços coerentes com o amor. Se somos fortes no amor, somos fortes em tudo; se somos fracos no amor somos fracos em tudo porque, o amor não só dá força… o amor é força. Nesse sentido, nas fontes do amor, estão firmados o começo e o fim de todas as coisas. Já dizia Santo Agostinho: “Ama e faze o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa, senão o amor, serão os teus frutos”.

O amor não será, apenas, sentimento mesmo que seja, essa, uma de suas mais fortes expressões. O amor não será, apenas, emoção… não será, apenas, desejo… não será, apenas, afeto… não será, apenas, vontade… o amor será muito mais. O amor será tudo. E, somente por isso, será suficiente, necessário e forte. O amor será a fonte. O amor será a origem e o fim. O amor será Deus. Diz-nos, a Palavra de Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se tornou visível o amor de Deus entre nós: Deus enviou o seu Filho único a este mundo, para dar-nos a vida por meio dele. E o amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados. Amados, se Deus nos amou a tal ponto, também nós devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus está conosco, e o seu amor se realiza completamente entre nós. Nisto reconhecemos que permanecemos com Deus, e ele conosco: ele nos deu o seu Espírito. E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. E nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele” (1João 4,7-16).

A grande Boa Nova do amor é que, em Jesus, no altar, ele se tornou alimento. O amor se tornou alimento para nutrir tanto o corpo, quanto a alma. Sem amor, corremos o risco de desfalecer, tombar, enfraquecer, adoecer e morrer. Sem amor não existimos… não podemos nada… não somos nada.

O amor será tudo em nós porque, como alimento diário, nos manterá sadios de corpo e de alma:  em forma, em equilíbrio, em harmonia, em totalidade… em Deus. O Amor, que nos alimenta, também, nos transformará em alimento, isto é, em testemunhas. E, esta será a nossa verdade, nossa esperança, nossa força, nossa fé, nossa razão de ser. Seremos o amor!

Santa Teresinha do Menino Jesus assim entende a sua vocação: Serei o Amor! “Em meu Amor pela Igreja e ardor missionário eu quisera ser Apóstolo, Profeta e Mártir, também Sacerdote, tudo escolher! No Corpo do Senhor, porém, os membros nunca são iguais: do todo procurando o bem, nenhum é mais. Corpo do Senhor, a Igreja, deve ter um Coração: pra que Santa ela seja, eis o Amor – minha Vocação! Dom melhor, o mais perfeito, tudo abrange, tudo alcança… Pulsa o Coração da Igreja em meu peito: Serei o Amor! Quisera percorrer a Terra e anunciar o Cristo a todos os Irmãos; plantar a Cruz em todo canto, dar a minha Vida pela Salvação. Mas a resposta eu encontrei a este apaixonado Amor: é a Caridade – eis a lei, o Dom Maior! O Amor alcança todo tempo, está em toda parte, é eterno o Amor! E toda Vocação abrange, nada se sustenta sem o Dom maior. Eu sei, enfim, minha Missão, na Mãe Igreja, o meu lugar: ser tudo, ser seu Coração, somente amar!”

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Inteligência Emocional nas relações pessoais e no trabalho é tema de entrevista com docente do curso MBA em Relacionamento Interpessoal da UNIP

 

  

 

A entrevista faz parte do projeto UNIP-Objetivo Entrevistas, que propicia aos internautas acessar, a qualquer momento, um grande acervo gravado, em formato de vídeo, com explanações de professores da UNIP, do Objetivo e de convidados externos. 

 

A inteligência emocional tem se tornado cada vez mais relevante e presente em nossas vidas, pois é por meio dela – e de suas competências – que é possível identificar e lidar com as próprias emoções e com as de outras pessoas.

Ciente da importância do tema, que se amplifica também nas relações do profissional com o mercado de trabalho, as redes sociais da UNIP exibem, amanhã (22), a partir das 18h, a entrevista “Como a inteligência emocional influencia nossas relações interpessoais?”. 

Com mediação da jornalista Silvia Vinhas, o convidado é o Prof. Silvio de Souza, coordenador-assistente do MBA em Relacionamento Interpessoal da UNIP.

O docente faz um panorama do tema, partindo desde os conceitos elementares – como o que é inteligência emocional, quais são seus pilares, o desenvolvimento das habilidades – até abordar como a inteligência emocional de um indivíduo pode impactar positivamente em sua trajetória profissional, pessoal e sentimental e também a desenvolver habilidades de liderança e gerenciar conflitos de forma eficaz.

De tema atualíssimo, para assistir basta acessar as redes sociais oficiais da UNIP no Facebook, Youtube, Instagram e Linkedin.

 




Diocese de Assis

 

            A sabedoria oriental possui muitas pérolas. E preciosas pedras. Uma pequena pedra é fonte de belas lições filosóficas. Basta observá-las com os olhos do coração.

Conheci um jovem cujo passatempo preferido era colecionar pedras. Tinha-as das mais variadas formas, matizes e consistência. Algumas preciosas, mas a maioria não. Contudo, aos seus olhos, todas possuíam uma preciosidade mística, uma história, uma procedência. Ao longo dos anos, constituíram sua própria razão de viver, cada qual encerrando um mistério, um ato de conquista, uma lenda pessoal.

Aquele estranho hobby encerrava quase um ideal de vida: colecionar, catalogar, juntar as pedras de seu caminho. Não compreendia aquela obstinação e aparente perda de tempo desse meu amigo. Mas filosofei: o que fazemos neste mundo é nada mais, nada menos um contínuo ato de juntar pedras, catar os cacos do caminho que trilhamos. Afinal, o que o homem foi buscar na Lua senão um punhado de pedras para satisfazer seu próprio ego? E agora, uma de suas engenhocas não vasculha o solo de Marte para catalogar suas pedras?

Parece-nos que a Idade das Pedras não tem fim. Mas, segundo nossa vã sabedoria, que por anos buscou os mistérios e benefícios da pedra filosofal – e nunca a encontrou de fato – existiu na Índia um jovem ansioso por encontrar uma pedra que transformasse tudo em ouro. Saiu por aí. Catava todas as pedras que encontrava. Batia-as na fivela de seu cinto, na esperança de vê-lo reluzir, fazer-se ouro puro. Assim passou a vida. Já velho e cansado, procurou a sombra de frondosa árvore. Sua busca só lhe proporcionara decepções. Melhor descansar, desistir do sonho, cair na real. Foi quando, olhando para a fivela do cinto, percebeu o inconfundível brilho aurífero, que quase lhe cegava a vista. Sim, era ouro, ouro puro! Havia encontrado a pedra mágica. Mas quando, onde, em que circunstancias? Sua obstinação pelo bem que sempre perseguiu e seus quase mecânicos gestos para atingir seu ideal, fizeram-no descuidar-se por um momento. Cochilou. Tivera em mãos a oportunidade de mudar sua vida e não percebera.

Esse é um dos mistérios do ideal que buscamos em vida. Às vezes gastamos toda nossa existência nesta busca. Às vezes o temos ao alcance, mas passamos despercebidos por ele. Ou o atiramos pelo caminho, sem nos dar conta de sua preciosidade, do milagre que ele pode operar – ou já operou – em nossas vidas. Lançamos fora nosso ideal.

De uma forma ou de outra, agimos como os jovens dessa história. Colecionamos pedras em nossa existência. Tropeçamos nelas. Buscamos uma que nos seja preciosa, senão a filosofal – aquela que norteia nossas vidas – ao menos a pepita miraculosa que realiza nossos sonhos, nossas ambições. Mas as escrituras nos advertem: “Não te embrenhes num caminho de perdição e não tropeces nas pedras. Não te metas num caminho escabroso, para não pores diante de ti uma pedra de tropeço” (Ecle 32,25).

A mensagem da fé cristã também busca o caminho das pedras. Jesus se dizia a pedra angular, aquela que os construtores rejeitaram. Os que conhecem a história da arquitetura greco-romana sabem avaliar o peso dessa afirmativa. Suas construções desconheciam os milagres do concreto armado e tinham como estruturas principais seus belos e portentosos arcos de pedra. Toda sustentação desses arcos só era possível se houvesse uma pedra angular, resistente e bem moldada. Uma cunha, que suportava e travava todo peso de qualquer edificação. Jesus se dizia tal pedra.

Mas não parou por aí. Sobre outra pedra fundou sua Igreja. E nos colocou no seu átrio. Introduziu-nos neste mistério como rochas miraculosas, capazes de oferecer ao mundo, não riquezas, nem a mágica de transformar tudo em vil metal, mas em água-viva, fonte prodigiosa donde nasce a vida eterna. Rochedo donde brota água para o coração sedento do mundo, eis o que devemos buscar como ideal de fé.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




Espaço Espírita

 

  • Sou solteira, estudante, 17 anos. Estou grávida.  Por que Deus fez isso comigo?

Se você sai na chuva e se molha ou põe a mão no fogo e se queima, pode culpar Deus?  Qualquer adolescente sabe que a relação sexual envolve a possibilidade de concepção.

  • Mas não é tudo programado pelos Espíritos prepostos de Deus?

Não confunda os programas de Deus com os “programas” dos homens.  Deus sustenta a vida, mas sua manifestação, condição e qualidade dependem de nossas iniciativas.

  • Se não é pela vontade de Deus que fiquei grávida, então posso abortar e livrar-me do problema?

Deus nos consente fazer o que desejamos, embora nem sempre façamos o que Ele deseja.  “Transar” indiscriminadamente, por exemplo. O mal está em fazer o que Ele não deseja nem consente.  Aqui se situa o aborto. No primeiro caso temos uma experiência que acabará nos ensinando que o sexo não deve ser inconsequente. No segundo temos um lamentável gesto de rebeldia e crueldade para com o filho asilado em seu ventre.

  • Vai complicar. Meus pais querem que eu aborte.

Os problemas que enfrentará com seus pais são insignificantes, diante dos que resultam do aborto.

  • E se eu procurar um bom médico?

Nenhum médico a livrará das consequências funestas do aborto, que é crime diante das leis divinas.

  • Isso não importa agora. Quero resolver o presente. Do futuro cuidarei depois.

Se você quebrar a perna e precisar engessá-la, preferirá mandar amputá-la? Um filho, você saberá um dia, é muitas vezes um “engessamento” existencial, impondo-nos proveitosas disciplinas. O aborto é lamentável amputação moral que lhe reservará muitos dissabores.

  • O casamento seria uma solução, mas meu namorado não quer. Devo pressioná-lo?

No passado fazia-se isso para salvar a reputação da jovem e a honra da família. Não importava se o casamento forçado inviabilizaria uma convivência feliz. Hoje sabemos que o único nome pelo qual devemos zelar é o de filhos de Deus, procurando cumprir suas leis, a partir do inconfundível “não matarás”, contido no decálogo mosaico.

  • Não me sinto preparada para a maternidade.

Raras mulheres se sentem. A maternidade é sempre um desafio, mas um bom desafio que vencerá tranquilamente, se confiar em Deus e dedicar-se ao seu filho.

Extraído do livro “Não pise na bola” – Richard Simonetti – Editora O Clarim

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Diocese de Assis

Nós temos boca é para falar! Como é bom falar! Mas, precisamos saber controlar o poder da língua. A língua é capaz de tudo: construir e destruir, bendizer e amaldiçoar, elogiar e criticar, fazer e desfazer, crescer e minguar…

A Sagrada Escritura, nas suas primeiras páginas, constata que Babel, a confusão das línguas é uma estrutura perniciosa da auto-suficiência humana que deturpa valores e relações (cf. Gn 11,1-9).

A língua é sempre muito controversa porque, “salta”, com a maior rapidez e facilidade, do louvor a Deus à injustiça brutal.

São muitas as vozes que clamam em nós, mas, nem sempre deixamos ecoar o som que reverbera as nossas verdades mais profundas. Reverberamos sim: piadas, anedotas, indecências, escárnios.  Por que não falamos mais coisas que edificam? “Que nenhuma palavra inconveniente saia da boca de vocês; ao contrário, se for necessário, digam boa palavra, que seja capaz de edificar e fazer o bem aos que ouvem” (Efésios 4,29).

“Todo mundo logra o seu próximo, e ninguém fala a verdade; treinam a língua para falar mentiras, e praticam a injustiça até se cansar. A língua deles é uma flecha envenenada: tudo o que falam é pura tapeação. Cada um fala de paz com o próximo, mas, no íntimo, está preparando armadilhas” (Jr 9,4.7).

“As vezes, a pessoa escorrega sem querer. Quem nunca pecou com a língua?” (Eclo 19,16). “Os políticos emudeciam, e a língua deles ficava colada ao céu da boca” (Jó 29,10).

“Há quem use a língua como espada, mas a língua dos sábios produz cura. A língua sincera permanece para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante” (Pr 12,18.19). “Quem vigia a própria boca conserva a vida; quem solta a língua caminha para a ruína” (Pr 13,3).

“Morte e vida dependem da língua; quem sabe usá-la, comerá do seu fruto” (Pr 18,21). “Quem guarda a boca e a língua evitará muitos apertos” (Pr 21,23). “Os imbecis têm a mente na língua; os sábios têm a língua na mente” (Eclo 21,26). “A chicotada deixa marca, mas o golpe da língua quebra os ossos. Muitos já caíram pelo fio da espada, mas não foram tantos como as vítimas da língua” (Eclo 28,17.18).

Diante destas questões todas: que crédito podemos dar à palavra de alguns jornais e jornalistas que, inescrupulosamente, forjam notícias?  Que crédito podemos dar à palavra de alguns políticos que, vergonhosamente, mentem e corrompem? Que crédito podemos dar à palavra de certos pregadores da Palavra de Deus que, mercenariamente, agem por dinheiro? Que crédito podemos dar à palavra dos agiotas que, oportunistamente, oferecem a mão para depois arrancar os corações? A quem dar crédito? Que crédito merecem aqueles que fabricam, usam e disseminam as infames fake news e outros estragos?

“Quem irá colocar um guarda na minha boca e um selo de prudência nos meus lábios, para eu não cair por culpa deles e a minha língua não me arruinar?” (Eclo 22,27). “Os meus lábios não dirão falsidades e a minha língua não pronunciará mentiras” (Jó 27,4). “Porque a sabedoria abriu a boca dos mudos e soltou a língua dos pequeninos” (Sb 10,21). “Como recompensa, o senhor me deu língua e, com ela, eu o louvarei” (Eclo 51,22).

Esconder a palavra para não dar ocasião à língua, não será, nunca, uma solução ou um caminho porque, ninguém vive sem a palavra. O que, naturalmente podemos e devemos fazer é cultivar a espiritualidade do silêncio que nos enche de sabedoria, além de nos preparar para a palavra certa, na hora certa.

Que Deus nos dê o dom do Silêncio!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Secretaria de Turismo e Federação Israelita firmam parceria em prol do Turismo Judaico no estado de São Paulo 

 

 

 

O secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, assinou, nesta segunda-feira, 12, no Museu Judaico, em São Paulo, um protocolo de intenções com Marcos Knobel, presidente da Federação Israelita do Estado de SP (Fisesp), para promover iniciativas relacionadas ao bem receber da comunidade judaica nacional e internacional no Estado de São Paulo. A ação integra o conjunto de iniciativas da Secretaria de Turismo e Viagens de SP com o objetivo de ampliar o extrato turístico no estado, e mobiliza diversas instituições, como o museu Judaico, o Memorial do Holocausto, o clube Hebraica, restaurantes e sinagogas.

Um guia será elaborado para indicar equipamentos abertos à visitação, restaurantes Kosher e meios de hospedagem capacitados para esse público. Também estão previstos convênios e parcerias para a criação de roteiros que promovam a cultura do respeito e da paz, valorizem a tradição histórica da comunidade, além de aspectos culturais e da religião judaica. A assinatura aconteceu com o apoio e a presença do rabino David Weitman, do Memorial do Holocausto; Sérgio Simon, do Museu Judaico de São Paulo; Pedro Mostrabuono, presidente da Fundação Memorial da América Latina; e Fernando Rosenthal, do Clube Hebraica.

“Nosso papel é trabalhar para que São Paulo, um estado tradicionalmente acolhedor, seja cada vez mais inclusivo e tolerante. Queremos aumentar o fluxo turístico entre Israel e SP e atrair a comunidade judaica internacional para visitar nosso estado”, afirma Lucena. “Mais do que isso, queremos aproximar os brasileiros de São Paulo da cultura, da tradição histórica do povo judeu e apresentar a rica contribuição para a nossa sociedade em áreas como educação, cultura, saúde, esportes, segurança, gastronomia e religião, difundindo esse roteiro junto a escolas e igrejas, principalmente”, disse o secretário. Segundo Lucena, o Estado de SP não tolera o preconceito e a discriminação de nenhuma forma, tampouco o antissemitismo. “Aqui são todos bem-vindos. Estamos semeando a paz, a fraternidade, a inclusão e a justiça, e vamos colher, dessa semeadura, abundantemente”, disse.

Segundo o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Marcos Knobel, a assinatura desse documento é de extrema importância para a comunidade judaica. “Vai propiciar a toda população paulistana e também aos turistas conhecerem um pouco mais da cultura judaica. Nossa comunidade é ampla e plural e com este acordo vamos poder mostrar um pouco das contribuições do povo judeu para o Estado de São Paulo”, disse Knobel.

Para Sergio Simon, o roteiro poderá mostrar aspectos não apenas da religião judaica, mas também do judaísmo cultural e secular, fundamental para revelar a pluralidade dos judeus brasileiros, sua histórias e diferentes formas de conexão com esta cultura. “Esse documento lança um programa que ressalta a importante contribuição da comunidade judaica na construção da civilização brasileira, visando uma sociedade mais justa e menos desigual. Mostrar essa história é função específica do Museu Judaico de São Paulo”, explica.

“São Paulo é um estado feito de muitas etnias e tem uma diversidade cultural enorme. Agora está se criando um roteiro de turismo judaico, por meio do qual as pessoas vão poder conhecer nossa cultura e nossas raízes. Isso faz com que a população se respeite mais e também ajuda na luta contra a intolerância”, concluiu o rabino David Weitman, representando o Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto.

Brasil e Israel tem historicamente uma relação amiga. A Sessão Extraordinária da Assembleia Geral da ONU, em 1948, que reconheceu Israel como Estado, foi presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha. A maioria da população brasileira é formada de cristãos, dos quais 60 milhões são evangélicos, segundo dados do último senso do IBGE, e para essa grande parcela da população o sentimento para com Israel é de proximidade.

Programa de Turismo Plurireligioso da Setur-SP 

Apesar da iniciativa que uniu a Setur-SP e a Federação Israelita do estado de São Paulo não ser voltada exclusivamente ao turismo religioso, sendo mais abrangente, é verdade que se tratando do povo judeu, a cultura, a tradição e a história estão bastante entranhadas com o aspecto religioso, da fé – e essa é uma vertente de enorme potencial para São Paulo pela sua diversidade e capacidade de gerar fluxos de visitantes. A Setur-SP tem promovido destinos religiosos, rotas peregrinas e investido no incremento de toda a oferta turística relacionada à fé e à espiritualidade.

A Secretaria tem feito um trabalho inovador de mapear, promover e sensibilizar quanto ao turismo religioso, com um olhar para as diferentes tradições religiosas, como judaica, islâmica, católica, evangélica, de matrizes orientais e origens africanas.

O turismo movido pela fé é um dos que mais cresce no Brasil, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). São cerca de 20 milhões de viagens todos os anos e mais de R$ 15 bilhões em movimentação financeira, de acordo com o Ministério do Turismo. Apenas o Santuário de Aparecida, na cidade de Aparecida (SP), recebe mais de 10 milhões de visitantes por ano e na cidade de São Paulo, onde estão as sedes das maiores igrejas nacionais, o templo de Salomão, da Igreja Universal, recebe anualmente mais visitantes que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Marcha para Jesus, que entrou para o Guiness Book, é um dos maiores do mundo, reunindo mais de 2 milhões de pessoas na capital de São Paulo.




Espaço Espírita

 

 Trazes o coração cravado por uma dor em forma de saudade.

Almas queridas que compartilhavam dos teus ideais mais santos partiram para a Vida Maior, deixando um vazio em teu peito.

Entretanto, não chores tanto.

Guarda contigo a certeza de que eles vivem.

Ficam tristes com a tua tristeza.

Alegram-se com a tua felicidade.

É assim, porque nem mesmo a morte consegue abalar os elos que unem as almas que se amam.

Do Além, onde prosseguem vivendo, eles te acenam pedindo para que vivas.

Combate o frio da saudade com o calor da solidariedade para com os fracos do caminho.

Anima-te no serviço ao próximo, e os sentirás mais perto de ti, te inspirando e ajudando.

Arma-te de bom ânimo para seres útil no mundo, a fim de que eles, que te veem e te acompanham, sintam-se animados a prosseguir vivendo e amando, servindo e aprendendo.

Um dia o reencontro abençoado chegará, reunindo os corações irmanados que, na verdade, nunca se separaram.

Prossegue confiante e servindo.

Cultiva a paz na tua alma, semeando amor e esperança, caridade e alegria, para que os frutos do teu esforço se convertam no alimento da tua e de outras almas.

UM AMIGO ESPIRITUAL

Extraído do livro “Vida e Renovação”

Editora Allan Kardec – Psicografia: Clayton Levy

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