Diocese de Assis

 

 

Definir o amor tornou-se o maior desafio daqueles que procuram exaltá-lo ou justifica-lo. As loas, versos e canções que tangem nossos ouvidos, dia e noite, o definem grotescamente, não como um sentimento puro e profundamente belo, mas com a grosseria e voluptuosidade de um ato, um momento, uma ilusão. Esse é o amor humano, a grande atração não mais sentimental, mas sensorial, que faz das relações humanas um magnetismo simplista e circunstancial; não mais uma afeição profunda e estável como deveria ser. Perdemos o sentido mais intrínseco de nós mesmos, o amor que nos nutre e gera a vida, a vida em sua plenitude. Onde erramos?

É preciso retroceder na origem dos tempos, dos fatos, da nossa própria razão de ser. É preciso reencontrar aquilo que somos, que justifica nossa razão, nosso existir nessa história.  “Então Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança’… Deus contemplou a sua obra, e viu que tudo era muito bom”. Era muito bom. Muito! Não há aqui meio termo. A visão do Criador era a de uma obra perfeita, muito boa, em especial aquela com a qual se identificou à primeira vista: a criatura humana, sua imagem e semelhança! E Deus se apaixonou por ela, sua criatura mais que perfeita!  Tanto que, para redimi-la da infidelidade praticada, lhe dá uma segunda chance e oferece parte de si mesmo em holocausto de dor e redenção. Cristo foi a maior prova de amor que Deus nos deu nessa história. Mesmo assim, continuamos negligenciando e deturpando esse Amor.

Não ouvimos o apelo do profeta: “Quero amor e não sacrifícios, conhecimento de Deus mais do que holocaustos” (Os 6,6). Continuamos surdos ao apelo de Jesus no deserto de nossas praias, no comodismo de nossas ações contrárias ao amor puro, ao respeito do que é justo, à construção de mais dignidade pessoal e coletiva, à sensatez de uma vida coerente com as bênçãos da criação divina: “Crescei e multiplicai-vos!” Onde está esse crescimento, essa multiplicação de dons, de vida plena? Onde nossa resposta aos apelos de Deus: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Ou será que banimos de nossa história o conceito de pecado, de fraqueza, dos limites que julgamos impostos de cima e por isso os renegamos? Não mais aceitamos ordens, nem disciplina, nem regras? Mandamentos? Nem pensar…

Quem ousou definir Deus como Amor, o Amor maiúsculo? Exatamente o discípulo mais jovem, “aquele que o Senhor amava”. Aquele do qual hoje a mente poluída e deturpada de alguns avançados “teóricos” justifica a homo afetividade, a permissividade, a libertinagem em excesso. Deus é Amor e o Amor é Deus. Sem manchas, sem desvios, sem deturpações! “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”. Aqui não há espaço para qualquer outra prática que não seja a do respeito mútuo, da pureza de sentimentos, da fidelidade “até o fim”, a morte propriamente dita. Aqui a reciprocidade é maior do que nossa desolação e eventuais desencantos, nossas provações e tentações mundanas. “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor” (Jo 15,9). Esse amor ainda está no ar. E hoje Ele nos chama: “Vem e segue-me”.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Testemunhas de Jeová voltam a realizar grandes congressos em 2023

Após uma pausa de três anos por causa da pandemia, os congressos das Testemunhas de Jeová voltarão a ser realizados presencialmente em centenas de países. Milhões de pessoas irão se reunir em vários lugares para assistir ao programa de 2023, com o tema: “Seja Paciente”. A cidade de Bauru  foi uma das escolhidas para receber o congresso com duração de três dias — de sexta a domingo, a partir das 9h20 da manhã. O primeiro evento começa no dia 16/06/2023 e o último no dia 10/09/2023. O congresso será realizado no Salão de Assembleia, localizado na rua Pedro Vicente Govedice 1-195 Chácara Bauruense .

Até 2019, milhares de pessoas viajavam para diferentes cidades brasileiras para assistir aos congressos das Testemunhas de Jeová, movimentando a economia local. Mas em 2020, elas cancelaram seus eventos presenciais e passaram a realizá-los virtualmente, devido ao coronavírus. Agora, em 2023, os grandes congressos das Testemunhas de Jeová voltam ao formato presencial. O porta-voz regional das Testemunhas de Jeová, André Vieira comenta: “Foi muito bom assistir aos congressos virtualmente, mas nada se compara a estarmos juntos de modo presencial, com as pessoas”.

Cerca de 6 mil congressos da série “Seja Paciente” ocorrerão durante 2023 ao redor do mundo. No Brasil, serão cerca de 600 congressos em 15 idiomas, incluindo o espanhol, crioulo haitiano, língua brasileira de sinais e algumas línguas indígenas. As palestras, vídeos e músicas vão destacar como a Bíblia pode ajudar as pessoas a terem mais paciência. Os que estiverem presentes ainda poderão assistir ao batismo, que acontece no sábado.

“A paciência é uma linda qualidade que todo cristão deseja desenvolver em sua vida diária” — disse André Vieira. “Apesar das nossas boas intenções, ter paciência ao enfrentar problemas pode ser um desafio. Por isso, passar três dias estudando como desenvolver essa qualidade será muito bom para todos”, concluiu.

Você e sua família estão convidados para assistir ao congresso “Seja Paciente”! A entrada é gratuita e não são feitas coletas. Para mais informações a respeito do programa ou para encontrar outras datas ou locais de congresso, por favor, acesse jw.org e clique em Congressos, na aba Quem Somos.

FICHA INFORMATIVA

Congresso das Testemunhas de Jeová de 2023

DADOS GERAIS

  • Tema: “Seja Paciente”
  • Data do primeiro congresso: 16 a 18 de junho de 2023
  • Data do último congresso (em português): 13 a 15 de outubro de 2023
  • Público esperado no Brasil: Cerca de 1.400.000
  • Número de eventos: 600 congressos
  • Número de cidades onde correrá o congresso: 150 cidades no Brasil
  • O congresso será apresentado em 14 idiomas:

Árabe, chinês, coreano, crioulo haitiano, espanhol, francês, guarani, hunsrik, inglês, japonês, Língua Brasileira de Sinais, português, talian, ticuna.

Assistência do último congresso presencial no Brasil (2019): 1.399.202

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

  • Os Salões de Assembleias das Testemunhas de Jeová são muito utilizados para esses grandes eventos. Esses locais possuem ampla acessibilidade para pessoas com deficiência. Além disso, dispõem de vagas especiais no estacionamento, banheiros adaptados e rampas de acesso.
  • Seis congressos serão realizados exclusivamente em Língua Brasileira de Sinais. Eles serão realizados nas seguintes cidades:
    • Brasília, DF; Camaçari, BA; Cesário Lange, SP; Grande Rio, RJ; Itajaí, SC e Mairiporã, SP

PROGRAMAÇÃO

  • O programa completo é formado por 47 palestras e 92 vídeos.
  • As palestras têm de 15 a 35 min.; o que permite maior absorção do conteúdo.

BATISMO

  • 2019 – Antes da pandemia, só no Brasil, o número de pessoas que se tornaram Testemunhas de Jeová e se batizaram nos congressos foi de 943.
  • 2023 – O batismo é uma ocasião especial que ocorrerá em todos os congressos, no programa de sábado, após o discurso das 11h45.

CONVITE AO PÚBLICO

  • Um mês antes da realização do congresso, as Testemunhas de Jeová fazem uma campanha especial para convidar as pessoas em cada região.
  • Por meio do site org todos podem ter acesso a programação do evento e ver os locais e idiomas em que os congressos serão realizados.
  • A entrada é gratuita e não se fazem coletas. Os Salões de Assembleias possuem estacionamento gratuito para os que vão de carro.

INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

  • Quando e onde foi realizado o 1º congresso das Testemunhas de Jeová no Brasil?
  • Em julho de 1936, na cidade de São Paulo. O local usado foi o salão Vasco da Gama, no Brás. Foram apresentados discursos em inglês e em húngaro, além do português. A assistência era de poucas centenas de pessoas.
  • Quando ocorreram os primeiros congressos no Brasil, nas cidades abaixo?
  • 1936: São Paulo, SP
  • 1937: Rio de Janeiro, RJ
  • 1937: Curitiba, PR
  • 1943: Salvador, BA
  • 1943: Porto Alegre, RS
  • 1943: Manaus, AM
  • 1944: Recife, PE

PORTA-VOZ LOCAL DAS TESTEMUNHAS Gilberto Santos |Contato: [email protected]

 




ESPAÇO  ESPÍRITA       

P:- Em “O Livro dos Espíritos”, as entidades venerandas, respondendo a um questionamento de Allan Kardec, afirmam que a posse do necessário seria a felicidade possível no mundo físico. Mas como diferenciar o que é supérfluo do que é necessário, se o que é supérfluo para um é o necessário para outro?

R:- O necessário é aquilo que se torna indispensável, o supérfluo é tudo aquilo que pode ser usado quando se quer, sem nenhuma necessidade imediata. Por exemplo: usamos um traje uma única vez por causa da moda. Temos dez roupas e adquirimos mais dez. Utilizamos um calçado e em pouco tempo ele já está superado. São atitudes desequilibradas, um desrespeito àqueles que são profundamente carentes. Existe uma variedade imensa de acepipes na alimentação para agradar nosso paladar. Mas o essencial é aquilo que nutre e a que, invariavelmente, não damos valor.

Daí a preocupação de Kardec em estabelecer uma linha divisória entre o necessário e o supérfluo, para que o supérfluo de um seja o atendimento das necessidades de outros.

Verificamos, por exemplo, que a reciclagem do lixo das grandes cidades seria uma solução financeira para acabar com a fome que existe na África.

Infelizmente o mundo vive diante do supérfluo e do desperdício.

Allan Kardec convida-nos à reflexão para uma vida saudável, o que não quer dizer que deva ser uma vida miserável, conventual, mas sim uma vida de alguém nobre, que tenha a oportunidade do prazer, do bem viver, do ser feliz, sem o desperdício.

 

Extraído do livro “Divaldo Franco Responde” – Volume 2  – Organizado por Cláudia Saegusa – Editora Intelítera

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Diocese de Assis

 

          De todos os segredos e mistérios que cercam a existência humana nenhum é maior e mais inexplicável do que a Trindade e a Unidade de um Deus. Este que dizemos ser Uno e Trino, Criador e Redentor, Pai, Filho e Espirito Santo, um ser em três pessoas. Qual seu segredo, origem, mistério? Tentar explicar ou entender com nossa limitada sabedoria tamanho mistério e tão inefável segredo é próprio do animal humano que sequer sua existência é capaz de entender ou explicar. Então nos sobra a mais óbvia e inspirada definição, vinda da boca de um santo, não um qualquer, mas João, aquele que Jesus amava: Deus é Amor.. e ponto!

Desde então, foram muitos os santos que se debruçaram sobre esse mistério, tentando, à luz das ciências e compreensões humanas, por um basta sobre o assunto. Dentre eles, o que mais ocupou seu tempo com teorias, teses e palavreado infindável foi Santo Agostinho, venerando doutor da Igreja. Além de suas Confissões, uma obra onde expos toda sua fragilidade e pequenez humana diante de Deus, escreveu também Trindade, uma obra volumosa, ótimo “tijolo” para se calçar uma porta aberta. Brincadeira minha. Ironias à parte, foi exatamente ao final dessa obra que Agostinho melhor se aproximou de uma explicação mais sensata.

Dizia o doutor da Igreja, teólogo e um dos maiores pensadores da era cristã, ser necessário crer para compreender, mas igualmente compreender para crer. Assim, textualmente, um dia afirmou: “É pela razão que podemos obter a certeza de que Deus existe e é uma natureza eterna e imutável”. Aqui fé e razão entram em pauta nas discussões humanas.  Mesmo assim, como explicar a Trindade? Eis seu maior dilema, um assunto que, literalmente, iria morrer na praia… isso mesmo! Estando o grande pensador em uma praia deserta, onde sempre buscava introspecção e intimidade com Deus, eis que um menino lhe tirou a atenção com um passatempo bem típico de qualquer criança. Indo e vindo sem cessar, do mar para a areia e da areia para o mar, o menino enchia um recipiente com a água do mar e a depositava cuidadosamente num buraco feito à mão na imensidão daquela praia. Intrigado com a cena, Agostinho interrogou a criança:

– Que fazes menino?

– Estou mudando o mar para esse buraco…

– Não vês ser isso impossível?

Então, com um olhar angelical, mais para piedoso do que para inocente, o menino se revelou um enviado celestial para lhe dar a resposta que buscava e que concluiria seu volumoso estudo sobre as verdades divinas

– Isso é fácil. Impossível mesmo é compreender e explicar o mistério da Santíssima Trindade.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Diocese de Assis

Não há dúvida de que Deus é onisciente (tudo conhece), onipresente (está presente em todo lugar), onipotente (é todo ele poder) é, também, sabedoria infinita, misericórdia eterna, amor compassivo e justo juiz.

Apesar da verdade dessas palavras, não compreendemos inteiramente a Deus. Aliás, suas ações, presença e projeto, por vezes, nos parecem estranhos, inconcebíveis e irrealizáveis. Mas, é o próprio Deus quem faz o alerta pelo profeta Isaías: “Os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos – oráculo de Javé. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos caminhos de vocês, e os meus projetos estão acima dos seus projetos” (Is 55,8-9).

Em Deus, todas as coisas, pessoas, fatos, acontecimentos, a história e a vida ganham sentidos e direções às avessas de nossas expectativas. Deus subverte, completamente, nossas certezas, seguranças, mentalidades e projetos: do nada ele faz o tudo; do débil ele faz o forte; do pequeno e ele faz o grande; do humilde ele faz o sábio; da morte ele faz a VIDA…

Que loucura é essa de Deus? Quem o poderá compreender? Quem poderá resistir?

“… a Escritura diz: ‘Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes.’ Onde está o sábio? Onde está o homem culto? Onde está o argumentador deste mundo? Por acaso, Deus não tornou louca a sabedoria deste mundo? De fato, quando Deus mostrou a sua sabedoria, o mundo não reconheceu a Deus através da sabedoria. Por isso através da loucura que pregamos, Deus quis salvar os que acreditam.

Os judeus pedem sinais e os gregos procuram a sabedoria; nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas, para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus. A loucura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”.

Portanto, irmãos, vocês que receberam o chamado de Deus, vejam bem quem são vocês: entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade. Mas, Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante. Desse modo, nenhuma criatura pode se orgulhar na presença de Deus.  Ora, é por iniciativa de Deus que vocês existem em Jesus Cristo, o qual se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação, a fim de que, como diz a Escritura: “Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor” (1Cor 1,19-31).

Eis a oração de Jesus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado…” (Mt 11,25-27).

Que ninguém se iluda! Que ninguém se engane! A perfeição da sabedoria é a loucura de Deus!

Essa loucura não cabe na lógica humana, não cabe nos pensamentos humanos, não cabe nas medidas humanas, não cabe nos desejos humanos, não cabe nos planos humanos até que, tudo, em cada um de nós, humanos, seja resgatado e iluminado pelo divino que Deus soprou, desde a criação.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Diocese de Assis

 

Para muitos leitores, nos dias atuais, o sinônimo para pentecostes é algo desconhecido; soa quase a um palavrão sem sentido algum. Uma palavra longe de sua origem festiva, seu verdadeiro significado. De fato, uma festa bem antiga, judaica por excelência, e que reunia em Jerusalém milhares e milhares de judeus do mundo todo. Uma festa eloquente, grandiosa, que chegava a durar sete semanas, quando o povo celebrava o resultado de suas colheitas e traziam ao Templo parte de seus dízimos de gratidão a Deus pelas dádivas da terra. E eis que já haviam decorridos cinquenta dias de outra grandiosa festa judaica, a páscoa, que  celebrava a passagem do anjo da morte, aquele que poupou somente as famílias onde suas casas tinham a marca do sangue do cordeiro imolado. Aquela páscoa se tornou a redenção do novo povo de Deus! Aquela páscoa é hoje razão de ser de nossa fé. Agora, decorridos cinquenta dias da ressurreição de Cristo, eis que sua promessa de nos enviar um defensor se realiza durante essa outra festa.

Essa mesma  promessa faz surgir um novo Pentecostes, uma nova festa da Colheita, agora com duração não de sete semanas apenas,(7×7=49+1) mas de sete dons… sete graças espirituais que nos foram derramadas dos céus quais bençãos divinas a fecundar nossas almas, nossas vidas sedentas de novas esperanças. Chegou nosso tempo de colheita, nossa festa de gratidão. Os dons derramados naquela humilde casa na periferia de Jerusalém possui o júbilo, a preciosidade de uma colheita abundante, que nossa insignificância e pequenez não merece, mas que a generosidade do Pai infunde em nós como sementes fecundas de uma seara privilegiada. Seus sete dons são os selos de predileção de Deus pelo seu povo, filhos amados e benditos que seu coração de Pai elegeu para si. Isso é o que somos! Isso é o que celebramos nesse Novo Pentecostes, a grande festa do destemor, da coragem, da audácia, da alegria e dos privilégios que os dons do Espírito Santo infundem naqueles que Ele escolheu para si. Por isso se diz que o sacramento do Crisma confirma em nós o sentimento de pertença a Deus, reveste-nos com a couraça da proteção divina, renova em nossos corações a maturidade da fé que recebemos em nosso Batismo, reforça nossas convicções da plenitude de vida advinda do Reino dos Céus, nos faz apreciar o que é justo e reto  e gozar das alegrias da consolação verdadeira… Isso e muito mais. Não apenas sete, mas setenta vezes sete… Infinitesimamente mais.

Como vemos, as significações numéricas dessa festa têm suas motivações históricas e tradicionais, mas perdem-se na avaliação quantitativa das graças que o amor de Deus proporciona àqueles que se deixam guiar pelo seu Espírito santificador. Não podemos medir ou quantificar o Amor, em especial Aquele que se diz o próprio. Esse não tem limites, origem, princípio e fim. Esse está em tudo, toma conta, invade, preenche. É a fonte, o manancial de tudo que dá sentido à vida, a tudo o que somos, temos ou iremos ser e ter um dia. Entregar-se a essa graça e unção é abandonar-se em Deus como instrumentos de sua ação no mundo, na história, na festa da colheita farta que Ele deseja realizar em nós, por nós. Esse é nosso tempo de semeadura, nossa razão de ser e de existir, de aqui estar de passagem, mas deixar em nosso tempo o registro de uma multiplicação infinitesimal dos dons que o Senhor depositou em nós. Seja nossa colheita cevada ou trigo, quanto devolveremos a Ele, o dono da vinha, o Senhor da Festa? Você recebeu tantas moedas! Quanto de Dízimo devolverá ao Dono da casa… dessa casa que é a vida, o mundo? Lembre-se: não vale devolver os mesmos sete dons. Não esconda suas moedas; multiplique-as!

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 

 




Espaço Espírita

 

Dá o que possas, como possas e quanto possas, em benefício dos outros, mas recorda sempre as esmolas esquecidas:

O timbre de voz fraterna com quem ainda não te simpatizas;

O sorriso acolhedor para a visita inesperada;

O minuto de boa vontade no esclarecimento amigo;

A simples conversação reconfortante com a pessoa, cuja presença te desagrada;

O silêncio generoso ante a provocação daqueles que ainda não te compreendem;

A insignificante gentileza na via pública;

A referência construtiva em favor dos ausentes;

O serviço singelo aos desconhecidos;

A oração pelos adversários;

A consideração para com os mais velhos;

O amparo à criança;

A ligeira visita aos doentes;

O bilhete afetuoso ao irmão necessitado de bom ânimo;

O carinho em casa;

O socorro aos desalentados;

A palavra otimista para quem te ouve;

A leitura edificante;

O respeito às situações que não conheces;

O auxílio à natureza;

A cooperação desinteressada no bem.

Não te afastes do abençoado serviço a todos. Os pequeninos gestos espontâneos da verdadeira fraternidade são alicerces seguros na construção do Reino de Luz e Amor.

SCHEILLA 

Do livro “Seguindo juntos” – Editora GEEM

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

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ÓRGÃO  DA  UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO

 

 

 

 




Diocese de Assis

 

Quem inventou a possibilidade do fim do mundo não foi o medo e a insegurança humana em seus dias de crises existenciais, mas o próprio Cristo em sua despedida terrena. Eis que Ele acena aos homens em sua ascensão aos céus, aventando esse assunto e se dizendo companheiro de nossa jornada até o fim, o final dos tempos. “Estarei convosco sempre!”, é sua promessa. Para os exegetas, o anúncio de Cristo em sua despedida terrena é muito mais que uma força de expressão, um adeus momentâneo. É a prova cabal e real de que tudo converge para o cerne da Criação, que tem em Cristo seu maior mistério, a razão de ser, de existir, que dá sentido à existência humana. Fomos plasmados no coração do Pai e a Ele voltaremos através das promessas do seu Filho, sob a ação e unção do seu Espírito. Eis o tripé que sustenta e dá razão a tudo o que somos, vemos e sentimos neste mundo. Um dia tudo acaba e só nos restará o retorno ao Pai, fonte e origem desse tudo, desse universo que pensamos possuir! Eis tudo!

Mas não é só de ilusões que nossa vida é feita. Há uma realidade muito maior e mais ampla que esse mundo tangível, essa matéria impactante a moldar nossas vidas, a construir sonhos e acumular ambições. Somos mais que um conjunto de células ou um universo de átomos radioativos ou não. O fluxo e refluxo do coração humano é o mais simples exemplo desse pulsar de vida que a autoridade divina nos possibilitou experimentar neste mundo, ou seja: a vida é um constante fluxo e refluxo que flui do coração de Deus. Uma diástole e sístole espiritual. Quem foge dessa realidade torna-se o sangue derramado, que se esvai do coração, das veias dilaceradas do Redentor humano e se perde no chão da triste realidade terrena… Essa linguagem figurada não é mera pregação dogmática, mas prerrogativa da fé cristã: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”. Eis o caminho, a verdade e a vida do refluxo existencial. Nossa passagem terrena tem um retorno definido, uma rota a seguir. O mundo que ocupamos é o veículo, o instrumento momentâneo desse retorno. Quem se perde pelo caminho é aquele que foge dessa sintonia que as veias da fé cristã apontam como verdade imutável e essencial proclamada por Cristo: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos” (Mt 28,18-19).

Aqui reside a autoridade da Igreja sobre os destinos humanos. Não é uma simples retórica de força e poder, à luz dos conceitos políticos que usurpam as definições de autoridade ou governo dos povos. A autoridade concedida à Igreja no mundo engloba “todos os povos”, aos quais sua mensagem de fé e esperança se estende apontando a cruz como sinal e estandarte de redenção, de libertação das correntes que porventura nos prendam, nos imobilizam, nos sufocam neste mundo. A ação da Igreja diante dessa realidade é uma ação moderadora, capaz de anunciar um novo caminho denunciando os desvios que “derramam” o sangue dos injustiçados, dos inocentes, dos espoliados desse ensinamento de fé. “Ide e fazei discípulos” é muito mais que um imperativo institucional, uma ação dogmática; é uma necessidade de preservação. Uma ação de coerência com a vida, essa que ora ocupamos momentaneamente, mas que um dia devolveremos aos pés da cruz de Cristo, aquele que caminha conosco. “Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja” (Ef 1,22). Sim,  o fim do mundo será para todos os que se desviarem desse caminho de fé e esperança imutáveis, indestrutíveis, imortais…

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]

 




Espaço Espírita

 

 

 

 

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém. 

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.                                                                                                                                         

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.

ANDRÉ LUIZ

Do livro “Agenda Cristã” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editora FEB 

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Casamentos homoafetivos crescem três vezes em 10 anos de permissão em São Paulo

 

 

Passados 10 anos desde a autorização nacional para que os Cartórios de Registro Civil de São Paulo realizem casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o número de matrimônios entre casais homossexuais cresceu três vezes no estado. Em média, são realizadas 2,8 mil celebrações por ano em São Paulo, sendo que 58,7% delas são entre casais femininos e 41,3% entre casais masculinos.

Até abril de 2023, São Paulo contabilizou 29.753 casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em 2013, primeiro ano de vigência da autorização nacional, foram 1.945 celebrações, seguidas por 2.050 em 2014, 2.008 em 2015, 2.094 em 2016, 2.497 em 2017 e 4.100 em 2018, ano com o maior crescimento, com aumento de 64%. Em 2019 foram 3.573 celebrações, enquanto 2020, primeiro ano da pandemia, totalizou 2.694. Em 2021 os matrimônios voltaram a crescer, com 3.319 atos, atingindo o recorde em 2022, com 4.191, e aumento de 26% em relação ao ano anterior. Em 2023, até o mês passado, foram 1.282 casamentos homoafetivos registrados em São Paulo.

Os números constam da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), base de dados nacional de nascimentos, casamentos e óbitos, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que reúne os 7.757 Cartórios de Registro Civil do país e são contabilizados desde quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 175 e padronizou a atuação das unidades registrais no país.

Até a publicação da norma, os Cartórios eram obrigados a solicitar autorização judicial para celebrar estes atos, que muitas vezes eram negados pelos magistrados pela ausência de lei, até hoje não editada pelo Congresso Nacional, mas superada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2011, equiparou as uniões estáveis homoafetivas às heteroafetivas, em julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132.

“O casamento entre pessoas do mesmo sexo é mais uma conquista cidadã que é celebrada nos Cartórios de Registro Civil”, destaca Gustavo Fiscarelli, vice-presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP). “É aqui que nascem os direitos do cidadão brasileiro, com seu primeiro registro e com a certidão de nascimento, e também é aqui que nasce esta nova família brasileira, formada por pessoas que se amam e que tem seu direito de convivência assegurado com o casamento civil”, completa.

Mulheres lideram

Os matrimônios entre casais femininos representam 58,7% do total de casamentos homoafetivos em São Paulo, tendo sido realizadas 17.467 celebrações deste tipo em Cartório. No ano passado foram 2.425 cerimônias, aumento de 17% em relação ao ano anterior — em 2021 foram celebradas 2.069. Já o maior aumento das oficializações entre as mulheres se deu em 2018, com crescimento percentual de 63% — foi também neste ano que houve o recorde de casamentos homoafetivos femininos, com um total de 2.445.

Já os matrimônios entre casais masculinos representam 41,3% do total de casamentos homoafetivos em São Paulo, tendo sido realizadas 12.286 celebrações deste tipo em Cartório. No ano passado foram 1.766 cerimônias, aumento de 41% em relação ao ano anterior — que teve 1.250 celebrações –, recorde no crescimento das oficializações entre os homens no estado.

Para realizar o casamento civil é necessário que os noivos, acompanhados de duas testemunhas (maiores de 18 anos e com seus documentos de identificação), compareçam ao Cartório de Registro Civil da região de residências de um dos nubentes para dar entrada na habilitação do casamento. Devem estar de posse da certidão de nascimento (se solteiros), de casamento com averbação do divórcio (para os divorciados), de casamento averbada ou de óbito do cônjuge (para os viúvos), além de documento de identidade e comprovante de residência. O valor do casamento é tabelado em cada Estado da Federação, podendo variar de acordo com a escolha do local de celebração pelos noivos — em diligência ou na sede do cartório.

(Foto internet)