Aos 36 anos, Estatuto da Criança e do Adolescente enfrenta o desafio de garantir direitos também no ambiente digital

 

 

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos nesta semana como um dos principais marcos legais na garantia dos direitos da infância e da adolescência no Brasil. Instituído em 1990, ele consolidou o princípio da proteção integral e reconheceu crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. Mais de três décadas depois, esse princípio permanece, mas o ambiente em que meninos e meninas convivem, aprendem, se relacionam e constroem parte de suas identidades mudou profundamente. A criação do ECA Digital, em vigor desde março de 2026, busca estender essa garantia ao universo online, hoje parte indissociável da vida de todos eles.

Redes sociais, smartphones e algoritmos, pouco utilizados na rotina da maioria da população quando o ECA foi criado, passaram a ocupar espaço significativo nas experiências cotidianas. Socialização, aprendizado, entretenimento e consumo agora também acontecem em plataformas digitais, ambientes atravessados por coleta de dados, publicidade, mecanismos de recomendação e recursos destinados a prolongar o tempo de permanência dos usuários.

Para Cláudia Sintoni, gerente de Implementação do Itaú Social, psicóloga pela Universidade de São Paulo (USP) e arte-educadora, a proteção da infância precisa acompanhar essas transformações e alcançar também o universo digital. “A aprovação do ECA Digital é oportuna por reconhecer que o meio digital, como está estruturado, exige regras claras, responsabilidades compartilhadas e, sobretudo, mediação qualificada. E isso envolve famílias, escolas, empresas e o próprio Estado”, afirma.

Instituído pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o ECA assegura direitos fundamentais relacionados à vida, à saúde, à educação, à liberdade, à dignidade e à convivência familiar e comunitária, entre outros. Sua criação rompeu com a concepção anterior, centrada na chamada situação irregular, e estabeleceu a proteção integral como princípio norteador das políticas para a infância e a adolescência.

Esse mesmo princípio adquire uma nova dimensão diante de uma geração que também estuda, brinca, estabelece vínculos e consome conteúdos no ambiente online. A Lei nº 15.211, de setembro de 2025, conhecida como ECA Digital, estendeu a proteção de crianças e adolescentes aos produtos e serviços de tecnologia da informação e estabeleceu responsabilidades para os diferentes atores envolvidos nesse ecossistema.

Proteção no universo digital exige responsabilidade coletiva

No mundo conectado, adolescentes estão expostos a desafios virais de risco, cyberbullying, contato com desconhecidos, exposição precoce da intimidade e uma dinâmica permanente de comparação que pode afetar a autoestima e a saúde mental. A esse cenário soma-se a atuação dos algoritmos, que selecionam e repetem conteúdos com base em padrões de engajamento. Associados à coleta de dados e à personalização, esses sistemas podem prolongar a permanência online e influenciar comportamentos e percepções.

O ECA Digital busca enfrentar parte desses desafios e define deveres para fornecedores de produtos e serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes. A legislação prevê medidas relacionadas à proteção de dados e da privacidade, mecanismos de supervisão parental, prevenção de riscos e responsabilização das empresas.

Para Cláudia, exigir das plataformas mudanças na maneira como os espaços digitais são estruturados representa um ponto fundamental na proteção das crianças e dos adolescentes. “Exigir mudanças nas interfaces, limitar práticas abusivas e fortalecer ferramentas de controle parental não são medidas excessivas, mas o mínimo diante de um ambiente que frequentemente opera à revelia do desenvolvimento infantojuvenil. Ainda assim, seria ingênuo supor que a lei, sozinha, resolverá o problema”, afirma.

Um dos pontos centrais da discussão é a necessidade de evitar que a responsabilidade pela segurança digital recaia exclusivamente sobre mães, pais e responsáveis. O princípio da responsabilidade compartilhada, presente na própria tradição de proteção inaugurada pelo ECA, torna-se indispensável em espaços desenvolvidos por empresas, personalizados por sistemas algorítmicos e orientados, muitas vezes, por métricas de engajamento.

Na prática, isso significa reconhecer que a mediação familiar continua fundamental, mas tem limites diante da complexidade e da pouca transparência de muitos sistemas tecnológicos. A proteção exige ainda medidas de segurança incorporadas aos próprios serviços, instrumentos efetivos de supervisão, maior responsabilidade das plataformas e políticas públicas de educação e conscientização.

Na avaliação da especialista, políticas educacionais estruturadas podem preparar professores para compreender o funcionamento das plataformas e seus impactos, integrar a educação midiática aos currículos, ampliar a articulação com as famílias e garantir infraestrutura para um acesso mais qualificado e seguro às tecnologias.

Essa perspectiva leva o debate para além de uma escolha simplificada entre permitir ou proibir telas. “Em um cotidiano no qual as tecnologias digitais atravessam relações sociais, experiências de aprendizagem e processos de construção da identidade, o desafio passa pela formação de crianças e adolescentes capazes de compreender criticamente os ambientes que frequentam. O ECA Digital representa um marco importante por reconhecer que o mundo digital exige limites e responsabilidade compartilhada, mas não substitui aquilo que nenhuma lei consegue automatizar: presença, mediação e intencionalidade no cuidado”, diz Cláudia.




Álbum de rap caipira de Luli, apresenta sonoridades rurais mescladas às referências contemporâneas das cidades

O álbum de rap caipira ‘Café com Pinga’ apresenta oito músicas, 34 minutos de som, com uma mistura de sonoridades típicas do ambiente rural – como orações, coros femininos e o inconfundível timbre da viola – com referências musicais características das grandes cidades contemporâneas, como a batida grave e ritmada do ‘beat’ e a distorção do ‘scratch’ (o movimento que o DJ faz no disco). O segundo trabalho da artista Luli, lançado neste mês de junho, passeia ainda pela trajetória da cantora de 28 anos, que cresceu na comunidade de Poço Azul, no interior da pequena Barbosa Ferraz, cidade de 11 mil habitantes no Norte Pioneiro do Paraná, e atualmente divide o CEP residencial entre Londrina, no Norte paranaense, e São Paulo, a megalópole brasileira.

“Eu sempre quis aproximar todas as versões de mim mesma em uma coisa só. Às vezes, eu sinto que faço coisas diferentes e migro de ‘bolhas’, de ilhas de comunicação com frequência e queria entender qual é o fio que liga todas essas coisas. E esse fio é contar histórias”, resume. Exemplo disso é a faixa ‘Vó’, que conta sobre a migração da família de Minas Gerais para o Paraná ao som da viola caipira e do hip-hop.

A música de trabalho do álbum é ‘Treme Treme’, a história de amor impossível da menina rica e do peão pobre, comum no interior do Brasil. A canção tem referências sonoras aos antigos desafios de trova de viola – em alguns lugares chamados de ‘cururu’ -, ao repente e à embolada do Nordeste e também às batalhas de rima, características do universo do rap. A pretensão é colocar gerações e linguagens afastadas ao redor da mesma caixinha de som na escuta do álbum. “O que tem em comum entre esses gêneros é que são músicas que contam histórias, com começo, meio e fim. Falam sobre temáticas profundas. Tem um lugar na maneira de narrar as histórias, que eu sentia que era muito semelhante”, explica a artista.

Disponível em todas as plataformas de áudio, ‘Café com Pinga’ é resultado de um projeto aprovado em 2025 pela Lei Aldir Blanc, por isso, tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura do Governo Federal. Este é o segundo álbum da cantora. O primeiro single, chamado “Disparo”, foi lançado em 2021. Em 2024, ela lançou “Pede Agô” com 10 músicas, com letras sobre racismo, gênero, desigualdade e religião.

Luli na voz
Multiartista, Luli é nascida em uma família de lavradores e de pequenos agricultores de Barbosa Ferraz, no Paraná. Os pais vivem no mesmo sítio da família e trabalham com a produção de laticínios na cidade. O som da roça era o da viola caipira e o sertanejo é o gênero musical que domina até hoje o ambiente agrícola onde ela cresceu. A musicalidade da artista foi formada ainda pelos gêneros adjacentes à cultura rural brasileira, como o forró, o xote, o vanerão gaúcho e as marchinhas.

Ainda na adolescência, ela conheceu o rap com indicação de músicas e artistas por parentes, com buscas aprofundadas na internet. A formação acadêmica em Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL) colocou ainda mais diversidade sonoras no caminho. Luli encontrou no ambiente universitário o movimento estudantil e a perspectiva de valorização da cultura preta, expressada no ambiente do ‘asfalto’ da cidade grande com o rap.

Serviço
“Café com Pinga”
Perfil no Instagram: @lulinavoz (https://www.instagram.com/lulinavoz/)




Alongar alivia, mas resolve?

 

Foto Profissional. (Crédito: FreePik)

Ao fim do expediente, é comum sentir o corpo mais pesado, rígido e dolorido. Para muitas pessoas, a resposta costuma ser quase automática: “alongue que passa”. Mas, segundo a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, os alongamentos podem até ajudar a aliviar a tensão no curto prazo, mas nem sempre resolvem o que está por trás da dor.

A Dra. Mariana explica que o desconforto que aparece no fim do dia costuma ser resultado do acúmulo de horas em uma mesma posição, de esforços repetidos ou de pouca variação de movimento ao longo da rotina. “O corpo vai se sustentar como consegue durante o dia. Quando a demanda diminui, a tensão fica mais evidente. É nesse momento que a dor costuma aparecer”, afirma.

A percepção de que alongar resolve tudo, ainda é muito comum, mas a dor musculoesquelética tem causas mais amplas. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que as condições musculoesqueléticas afetam cerca de 1,71 bilhões de pessoas no mundo e estão entre as principais causas de dor persistente e limitações funcionais. A dor lombar, sozinha, atingiu 619 milhões de pessoas em 2020, com projeção de chegar a 843 milhões até 2050.

Segundo a Dra. Milazzotto, os alongamentos podem trazer uma sensação de alívio, reduzindo temporariamente a tensão. No entanto, isso não significa que a causa da dor foi protegida. “Se uma pessoa passou o dia todo com sobrecarga postural, usando a musculatura de forma repetitiva ou permanecendo tempo demais sentada, o alongamento pode aliviar, mas não corrige sozinho o padrão que gerou o problema”, diz.

Ela destaca que, em muitos casos, a dor no fim do expediente não está ligada apenas ao “músculo curto”, como se costuma imaginar. Fraqueza muscular, compensações posturais, falta de mobilidade e controle de movimento também podem estar envolvidos. “Nem toda dor é falta de alongamentos. Às vezes, o corpo está exigindo força, pausa, ajuste e melhor distribuição de carga”, explica.

Quando o corpo começa a cobrar

O corpo costuma dar sinais antes de a dor se tornar um problema maior. Pescoço travado, ombros elevados, lombar incomodando, sensação de desconforto ao levantar da cadeira ou desconforto que piora ao longo da semana podem indicar sobrecarga acumulada.

Para quem trabalha no escritório, estudos mostram que dor e desconforto musculoesquelético são frequentes e tendem a se intensificar perto do fim da jornada. Nesses casos, a repetição diária do padrão pode tornar o incômodo cada vez mais previsível, e mais difícil de ignorar.

Para um fisioterapeuta, o risco é naturalizar esse sofrimento. “Muita gente acha que sentir dor no fim do dia é normal. Mas não é”, afirma.

O que fazer

O alongamento pode continuar fazendo parte da rotina, desde que não seja visto como única resposta para a dor. A especialista orienta que o cuidado com o corpo inclua também pequenas pausas durante o dia, variação de posição, fortalecimento muscular, melhoria da mobilidade e ajustes na ergonomia.

“Se a dor aparece todo dia no fim do expediente, se volta sempre no mesmo lugar ou se piora ao longo da semana, vale investigar o que está sobrecarregando o corpo. Às vezes, o que uma pessoa precisa não é de mais alongamentos, e sim de reorganizar a forma como se move e sustenta a rotina”, conclui Dra. Mariana.

 



Uso excessivo de telas aumenta risco de miopia e fadiga visual, alertam especialistas

 

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Celulares, computadores, tablets e televisores têm contribuído para o aumento dos casos de miopia, olhos secos e fadiga visual, problemas que já preocupam entidades de saúde em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até 2050, metade da população global poderá ser míope. Essa é uma preocupação de especialistas que aproveitam o Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, para alertar a população.

Estudos também mostram que cada hora extra diária em frente às telas aumenta em 21% o risco de desenvolvimento da miopia. No Brasil, levantamentos da Sociedade Brasileira de Oftalmologia indicam que os diagnósticos da condição em crianças e adolescentes cresceram mais de 35% na última década.

Além da miopia, a exposição prolongada às telas está associada ao ressecamento ocular, dores de cabeça, visão embaçada e desconforto visual. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante o uso de dispositivos eletrônicos, a frequência do piscar diminui significativamente, reduzindo a lubrificação natural dos olhos e favorecendo sintomas como ardência, vermelhidão, coceira e sensação de “areia” nos olhos.

De acordo com o oftalmologista Herminio Bezerra Resende Filho, da Clínica SiM, o aumento desses casos está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida da população, especialmente entre crianças e jovens. “Passamos cada vez mais tempo em ambientes fechados e olhando para telas muito próximas dos olhos. Esse comportamento favorece o surgimento da miopia e provoca uma sobrecarga constante da visão, resultando em sintomas como olhos secos, dor de cabeça e dificuldade para focar após longos períodos de uso”, explica o especialista.

Outro fator importante é a redução da exposição à luz natural. Estudos demonstram que a luz solar exerce um papel protetor no desenvolvimento dos olhos, ajudando a controlar o crescimento do globo ocular e reduzindo o risco de progressão da miopia.

“A prevenção começa com hábitos simples. Incentivar atividades ao ar livre, respeitar os limites de tempo de tela e fazer pausas frequentes durante o uso dos dispositivos são medidas que fazem diferença na saúde ocular. Além disso, consultas periódicas ao oftalmologista permitem identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento quando necessário”, orienta o médico da Clínica SiM.

Para reduzir os impactos do uso excessivo das telas, o Ministério da Saúde recomenda limites diários de exposição conforme a faixa etária: até uma hora por dia para crianças de 2 a 5 anos, no máximo duas horas para crianças de 6 a 10 anos e até três horas diárias para adolescentes entre 11 e 17 anos. Outra orientação importante é seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos utilizando telas, olhar por 20 segundos para um ponto distante cerca de seis metros, permitindo o relaxamento da musculatura ocular.

Pesquisas também mostram que os efeitos do uso prolongado das telas vão além da saúde dos olhos. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia revelou que mais de 75% dos participantes utilizavam dispositivos eletrônicos por mais de cinco horas diárias. A maioria relatou sintomas como olhos vermelhos, secos, cansados e visão turva, além de dificuldades relacionadas ao uso excessivo de smartphones.

No Dia da Saúde Ocular, a principal mensagem dos especialistas é que a tecnologia pode fazer parte da rotina, mas deve ser utilizada com equilíbrio. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento oftalmológico regular são fundamentais para preservar a visão e prevenir problemas que podem acompanhar o paciente por toda a vida.




TOLERÂNCIA

 

            Amados filhos!

Sejamos mais tolerantes com as fraquezas alheias. Consideremos que também temos os nossos pontos vulneráveis e que, por isso mesmo, carecemos da tolerância dos outros para com as nossas falhas.

A rigor, ninguém erra deliberadamente. Caímos mais por ignorância do que por maldade.

Quando alguém cair em erro, estendamos os braços em socorro do irmão equivocado, evitando a crítica que apenas o precipita a quedas ainda maiores. Lembremos que amanhã poderá ser a nossa vez de cair também.

BEZERRA DE MENEZES

Do livro “Recados do meu Coração” – Psicografia: José Carlos De Lucca

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NEM TODO CANSAÇO SE RESOLVE COM DESCANSO

 

Há pessoas que dormem a noite inteira e acordam cansadas. Não porque lhes faltou descanso, mas porque lhes falta paz.

Quando pensamos em cansaço, geralmente imaginamos alguém que trabalhou demais, caminhou longas distâncias ou realizou tarefas que exigiram esforço físico. Nesses casos, o corpo pede repouso e recuperação. Mas existe um outro tipo de desgaste que não desaparece com algumas horas de sono.

É o cansaço da alma.

Vivemos em uma época marcada por cobranças constantes. Precisamos produzir, responder mensagens, cumprir metas, resolver problemas e acompanhar o ritmo acelerado das mudanças. Muitas pessoas carregam agendas cheias, mas corações vazios. Conseguem administrar compromissos, mas têm dificuldade para lidar com suas próprias emoções.

Há quem esteja cansado de preocupar-se o tempo todo. Outros estão cansados de lutar batalhas que parecem não ter fim. Existem aqueles que carregam dores antigas, frustrações acumuladas, medos silenciosos ou feridas que nunca encontraram espaço para cicatrizar.

Esse tipo de exaustão não aparece nos exames médicos nem costuma ser percebido facilmente por quem está ao redor. Por fora, a pessoa continua trabalhando, sorrindo e cumprindo suas responsabilidades. Por dentro, porém, sente-se sobrecarregada, sem entusiasmo e sem forças para enfrentar mais um dia.

Talvez por isso tantas pessoas descubram que férias, folgas ou finais de semana nem sempre resolvem tudo. O corpo pode até descansar, mas o coração continua inquieto. A mente continua ocupada. As preocupações continuam presentes.

Em muitos momentos, aquilo de que realmente precisamos não é apenas interromper as atividades, mas reencontrar sentido para elas. Precisamos de tempo para conversar, refletir, rezar, cultivar amizades, fortalecer vínculos familiares e cuidar daquilo que sustenta nossa vida interior.

A sociedade costuma valorizar quem produz muito, mas raramente incentiva as pessoas a cuidarem de si mesmas. Falamos frequentemente sobre desempenho, mas pouco sobre equilíbrio. Celebramos resultados, mas nem sempre prestamos atenção ao sofrimento escondido por trás deles.

Cuidar da alma não é luxo nem perda de tempo. É uma necessidade humana. Assim como o corpo precisa de alimento, a vida interior também precisa ser nutrida por esperança, afeto, silêncio, espiritualidade e bons relacionamentos.

Nem todo cansaço se resolve com descanso porque nem toda exaustão nasce do esforço físico. Algumas nascem da solidão, da ansiedade, do medo e da falta de sentido. Por isso, além de repousar o corpo, precisamos aprender a cuidar do coração.

Afinal, há momentos em que o que mais pesa não é o trabalho que fazemos, mas o peso invisível que carregamos dentro de nós.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS




Campanha da Sociedade de Pediatria visa combater o uso de drogas por crianças e adolescentes

 

Durante todo este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo, através do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, promove a campanha “Julho Branco: com consciência, sem drogas – mês do combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes”, cujo objetivo é conscientizar famílias, educadores, profissionais de saúde e a sociedade como um todo sobre os efeitos nocivos para a saúde do consumo de drogas lícitas e ilícitas, principalmente iniciado tão precocemente.

De acordo com Tania Zamataro, presidente do Núcleo de Estudos (NE) de Combate ao Uso de Drogas da SPSP e coordenadora da campanha, a prevenção do uso de álcool, tabaco e outras drogas entre crianças e adolescentes é um dos grandes desafios da Pediatria contemporânea. “Nesse contexto, o pediatra ocupa uma posição estratégica, pois acompanha o crescimento e o desenvolvimento do paciente, estabelecendo uma relação de confiança com ele e sua família, sendo capaz de identificar precocemente fatores de risco para utilização de drogas”, avalia a médica, citando entre as condições predisponentes: dificuldades familiares, problemas emocionais, transtornos de saúde mental, baixa autoestima, dificuldades escolares, influência de pares e exposição ao consumo de álcool e tabaco dentro de casa. “Além disso, eles podem reconhecer sinais iniciais de experimentação e uso de drogas antes que evoluam para um padrão de consumo mais grave”, acrescenta.

Para Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo, este é um tópico de grande relevância para a SPSP, uma vez que o contato com as drogas tem sido cada vez mais precoce e o impacto decorrente do uso de drogas pela população pediátrica é avassalador. “Pediatras precisam estar preparados para orientar os pais e os seus pacientes sobre essa questão, lembrando que as escolas também são muito importantes nesse processo”, afirma, revelando que, na prevenção, o diálogo é fundamental. “Quando pensamos no combate ao consumo de drogas por uma criança ou um adolescente, o mais importante é prevenir que eles tenham contato com qualquer tipo de substância”, completa o pediatra.

Tania explica que a campanha Julho Branco pretende reforçar que a prevenção ao consumo de drogas é uma responsabilidade compartilhada, por isso o NE de Combate ao Uso de Drogas criou uma coluna no Blog Pediatra Orienta, da SPSP, denominado “De Olho no Vício”, com o intuito de trazer informações atuais, confiáveis e baseadas em evidências científicas a respeito das principais drogas e as consequências de seu uso e abuso por crianças e adolescentes. Barsanti esclarece que, por não entenderem o risco, muitas vezes crianças e adolescentes iniciam o uso de drogas influenciados por pessoas mal-intencionadas ou, por vezes, eles se espelham nos pais, consumindo drogas lícitas, como bebidas alcoólicas e cigarros, trazendo prejuízos à sua saúde, em alguns casos, de forma irreversível. “Dessa forma, reservar um tempo na consulta pediátrica voltado à abordagem dessa questão, certamente favorece uma intervenção preventiva”, conclui o médico. (Foto internet).




PHN 2026, na Canção Nova, espera reunir mais de 100 mil participantes 

 


Entre os dias 8 e 12 de julho de 2026, acontece na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), o 28º Acampamento “Por Hoje Não vou pecar” (PHN), um dos maiores encontros de evangelização de jovens do Brasil. Em 2025, o evento reuniu cerca de 200 mil pessoas ao longo de cinco dias. Esta edição terá como tema: “Alvejados, lavados pelo sangue do Cordeiro”, inspirado na passagem bíblica de Apocalipse 7,14.

A partir do tema, o PHN 2026 convida os jovens a refletirem sobre a experiência cristã de conversão e vida nova, tendo como centralidade o sacrifício de Cristo, representado na imagem do Cordeiro.

Ao longo dos cinco dias, o público contará com pregações, momentos de oração, adoração ao Santíssimo Sacramento, celebrações eucarísticas, confissões, shows e luau.

Entre os convidados confirmados estão os missionários e sacerdotes da Canção Nova Padre Wagner Ferreira, Padre Roger Luis, Padre Adriano Zandoná, Padre Elenildo Pereira e Padre José Augusto. Também participam Pitter Di Laura, atual líder do PHN, entre outros convidados, como, por exemplo, Padre Paulo Ricardo, da Diocese de Cuiabá (MT) e Padre Ailton Fernandes, fundador da Fraternidade São João Paulo II.

Destaque para os shows desta edição. São mais de 30  atrações musicais, entre elas: Amor e Adoração, Brais Oss, Forró Naré, Juninho Cassimiro, Ramon e Rafael, Fraternidade São João Paulo II, Missionário Shalom, Colo de Deus, Rosa de Sarom e Gerados pela Imaculada. O show PHN será conduzido por Pitter Di Laura, compositor da  música-tema do evento: “Alvejado”.

Semana Jovem

Realizada no Auditório São Paulo, a “Semana Jovem” oferecerá pregações, Adoração e atendimento de oração individual, com entrada gratuita (vagas limitadas à capacidade do local). A proposta é, durante esses dias de evento, “transformar” o local numa “Casa de Oração”.

Apenas o Encontro com os Influenciadores, na quarta-feira, dia 8 de julho, às 8h, terá participação mediante inscrição. A iniciativa reunirá jovens de diversas regiões do Brasil para um dia de formação e reflexão sobre como o ambiente digital pode se tornar um espaço de evangelização e comunicação da fé. O encontro é promovido pelos Jovens Canção Nova em parceria com o projeto Missionários Digitais.

Imprensa e Influenciadores

No dia 8 de julho, às 17h, será realizada a coletiva de imprensa no Auditório São Paulo, na sede da Comunidade Canção Nova, com a participação de jornalistas, influenciadores digitais e administradores de perfis institucionais nas redes sociais.

Farão a composição da mesa: Pitter Di Laura, Padre Wagner Ferreira (presidente em exercício da Canção Nova), Padre Roger Luís (presidente eleito da Canção Nova), Paulo Eleutério (responsável pela Infraestrutura) e Paulo César Moreira dos Santos (responsável pelo setor de Eventos).

O credenciamento para a coletiva, para cobertura do PHN e demais solicitações de entrevistas deverão ser feitos pelo e-mail: [email protected].

Iniciativa “Doe um livro”

Durante o PHN, os participantes poderão colaborar com a campanha “Doe um Livro”, promovida pelo Instituto Canção Nova. A iniciativa visa arrecadar obras literárias para ampliar o acervo da biblioteca da instituição, fortalecendo um importante espaço de incentivo à leitura, ao aprendizado e à formação dos estudantes. As doações poderão ser entregues no balcão da Acolhida, localizado atrás do Rincão do Meu Senhor. A lista de títulos sugeridos pelo Instituto está disponível neste link.

Ação Social Recolhimento de lixo

Outra iniciativa do PHN será uma Ação Social de engajamento dos jovens no recolhimento de lixo durante o PHN 2026. Inspirada no clima da Copa do Mundo, a dinâmica focará nas virtudes dos Santos que serão tema das pregações. Os participantes serão motivados a recolher o lixo e descartá-lo corretamente nos locais sinalizados. Para dinamizar a ação, o público será dividido em duas equipes que competirão numa espécie de “game”, depositando os descartes em contêineres específicos . O objetivo principal é incentivar os jovens a colocarem em prática os ensinamentos vivenciados ao longo do PHN por meio de gestos concretos de responsabilidade, cuidado e serviço.

Assistência Médica

Durante todo o Acampamento PHN, o Centro Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP), mantido pela Fundação João Paulo II, estará aberto e preparado para acolher e cuidar dos peregrinos, oferecendo uma estrutura de saúde organizada e segura para atender às necessidades que possam surgir ao longo do evento.

 

O local contará com equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros e técnicos) para atendimentos de rotina e de urgência, além de ambulâncias de suporte básico e avançado estrategicamente posicionadas, garantindo agilidade no atendimento e contribuindo para que todos os participantes vivam a experiência do PHN com mais tranquilidade, segurança e cuidado.

O PHN

O PHN nasceu com a proposta de ajudar especialmente os jovens a dizerem “não” ao pecado e “sim” a Deus a cada novo dia. Mais do que um evento, é um chamado à vivência da fé sustentada pela Palavra e pela Eucaristia. O evento é gratuito e aberto a todos que desejam aprofundar sua experiência de fé a partir do mistério da Eucaristia. A estrutura conta com estacionamento, áreas de acampamento organizadas em setores familiar, masculino e feminino – Camping Canção Nova 2026 –, além de infraestrutura preparada para acolher os participantes. A Canção Nova também dispõe de restaurante e lanchonetes. Para o PHN, mais de 50 pontos de alimentação estarão à disposição dos participantes.

Serviço

Evento: 28º Acampamento PHN
Local: Sede da Canção Nova – Cachoeira Paulista (SP)
Data: 8 a 12 de julho de 2026
Entrada: gratuita




FORÇA DO HÁBITO

 

         Quanto possível, procura acostumar-te ao bem.

Pensa e fala no bem.

Age, fazendo o bem, tanto quanto puderes.

Um dia, compreenderás que a pessoa, seja ela quem for, somente crê e tão-só admite aquilo que cultiva no próprio coração.

                                                                EMMANUEL

Do “Livro de Respostas” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editoras FEB e CEU

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NUNCA ESTIVEMOS TÃO CONECTADOS E TÃO SOZINHOS

 

Nunca foi tão fácil encontrar alguém na internet. E talvez nunca tenha sido tão difícil encontrar alguém disposto a ouvir de verdade.

Vivemos na era da conexão. Em poucos segundos enviamos mensagens, fazemos chamadas de vídeo, compartilhamos fotografias e acompanhamos acontecimentos que ocorrem em qualquer parte do mundo. A tecnologia aproximou distâncias, ampliou possibilidades e transformou profundamente a forma como nos comunicamos. Paradoxalmente, nunca se falou tanto sobre solidão!

Embora estejamos cercados de contatos, seguidores e grupos de mensagens, muitas pessoas convivem com uma sensação silenciosa de isolamento. Há uma diferença importante entre estar conectado e estar vinculado. A conexão aproxima aparelhos. O vínculo aproxima pessoas.

A solidão dos nossos dias nem sempre significa ausência de companhia. Muitas vezes ela aparece justamente em meio à multidão. É possível conversar com dezenas de pessoas ao longo do dia e, ainda assim, sentir que ninguém conhece verdadeiramente nossas alegrias, preocupações, medos ou sonhos.

O problema não está na tecnologia. Ela é uma ferramenta valiosa e trouxe benefícios inegáveis para a sociedade. A questão surge quando as relações passam a acontecer quase exclusivamente por meio das telas. Nesse cenário, aumentam os contatos, mas diminuem os encontros. Multiplicam-se as mensagens, mas enfraquecem os diálogos. Crescem as interações, mas nem sempre cresce a intimidade.

Outro aspecto preocupante é a superficialidade que muitas vezes marca os relacionamentos. A rapidez da comunicação favorece respostas imediatas, mas nem sempre permite escuta verdadeira. E toda relação humana precisa de tempo para amadurecer. A confiança não nasce de curtidas. A amizade não se constrói apenas por notificações. O afeto exige presença, atenção e cuidado.

Além disso, as redes sociais frequentemente apresentam versões idealizadas da vida. Ali aparecem viagens, conquistas, sorrisos e momentos felizes. Ao comparar sua realidade cotidiana com essas imagens, muitas pessoas acabam sentindo que estão ficando para trás, o que aumenta sentimentos de inadequação, tristeza e isolamento.

Talvez uma das maiores necessidades do nosso tempo seja reaprender a cultivar encontros reais. Sentar para conversar sem olhar o relógio. Ouvir sem interromper. Visitar alguém. Compartilhar não apenas opiniões, mas também sentimentos e experiências de vida.

Nenhuma tecnologia consegue substituir completamente o calor da presença humana. Todos precisamos de relações que nos façam sentir vistos, acolhidos e amados.

A conexão digital continuará fazendo parte do nosso cotidiano. Mas ela não pode ocupar o lugar da amizade, da convivência e do cuidado mútuo. Afinal, mais importante do que estar conectado é sentir-se pertencente. Porque ninguém deveria atravessar a vida cercado de contatos, mas vazio de companhia.

 

PE. EDVALDO PEREIRA DOS SANTOS