Pesquisa conclui que principal causa de divórcios é a crise financeira

Com o alto preço de produtos básicos e os impactos econômicos que a pandemia e a guerra causaram no Brasil, o custo de vida cresceu de forma alarmante e com isso muitos relacionamentos chegaram ao fim.

Esse movimento resultou em mulheres recorrendo a plataformas de relacionamento como o MeuPatrocinio que tem como principal atrativo homens bem-sucedidos.

Isso se deve inclusive ao movimento que tem sido trend topics nas redes sociais, com o crescimento constante do uso do termo Sugar Daddy e Sugar Baby por famosos e influenciadores digitais.

E pra quem não sabe o que é Sugar Daddy, são homens bem-sucedidos, experientes, cujas fortunas não foram abaladas pela crise. Ou seja, é a solução para um relacionamento sem estresses financeiros.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de divórcios no país cresceu 75% em cinco anos e, no meio do ano passado, o total de divórcios saltou para 7,4 mil apenas em julho, um aumento de 260% em cima da média de meses anteriores. Sendo a principal causa, a crise financeira.

A questão é que dinheiro pode não trazer felicidade, mas a falta dele pode causar problemas para a vida conjugal. Mariana B. de 25 anos é uma das que viu seu relacionamento chegar ao fim após a pandemia por motivos financeiros e nos últimos meses, optou pela plataforma para achar um novo parceiro e ter um relacionamento mais completo, transparente e sem estresses.

“A imaturidade dos homens mais jovens é um fator que complica qualquer relacionamento, e quando isso se junta a falta de grana, é pior. Então não quero mais isso para minha vida, conheci a plataforma e já estou há 4 meses com meu namorado, que é um homem bem-sucedido e maduro que me trata como uma princesa. Estou muito feliz.” afirma Mariana.

A tecnologia veio para ajudar e quando usada de forma segura e prática pode sim trazer o ponto de mudança para melhor na vida de alguém.




Diocese de Assis

 

          Fugir da miséria, da fome e da injustiça é próprio dos acomodados. Também dos incomodados. A fé cristã nos ensina e cobra com veemência a solidariedade. Quando a realidade que nos cerca é contrária ao bem-estar que almejamos ou à dignidade mínima de uma vida razoável, cabe à pessoa de fé uma ação concreta. Quando Cristo nos chama à responsabilidade fraterna é porque conta conosco na construção de um mundo mais igual, justo e humano. Daí seu apelo: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14-16). Ou seu alerta: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei…, vós não entrareis no Reino dos Céus”.    

          Jesus não aponta a causa, mas a consequência dessas situações contraditórias. É o caso dos nossos indígenas, dos nossos migrantes, dos sem-teto, sem-terra, sem empregos, sem dignidade alguma…. daqueles que cruzam nosso caminho diariamente com olhares retraídos pela vergonha ou apelativos por um mínimo de atenção e solidariedade e dos quais desviamos nossa atenção, nossos olhares, nosso caminho. É o caso dos irmãos yanomamis, remanescentes de um povo dos quais roubamos tudo e para os quais oferecemos apenas indiferença e incompreensão, colocando-os em um território delimitado pela doença e destruído pela ambição dos que garimpam a falsa ilusão do ouro fácil. Aqui não mais importa o fator político, as causas sociais dos conflitos de interesses entre povos ou mesmo a inocência de muitos contra a ambição de tantos mais. Não é o caso. O que incomoda é a realidade dos que passam fome, tanto de um lado quanto do outro. Tantos os índios quanto os garimpeiros.

          Também nos assusta a miséria que campeia em outras glebas desse imenso país de riquezas muitas. Se há situações de morte, fome, desigualdade extrema, algo de muito podre corrói nossa consciência, nossa identidade cívica e religiosa numa pátria que se diz cristã. Nossa tarefa de construir uma sociedade justa e fraterna passa, obrigatoriamente, pela atitude humana da solidariedade, independente dos fatores políticos ou das circunstâncias históricas que nos conduziram a essa desigualdade. Não é hora de medirmos forças dentro do jogo político em curso, mas sim de juntarmos nossas forças para corrigir ou ao menos amenizar uma situação de injustiça na qual todos temos responsabilidades, culpa a redimir. “Dai-lhe vós mesmos de comer” exige união de forças, busca da unidade em função de uma causa que nos diz respeito, nunca omissão. Não podemos fugir de um problema por achar que nada temos com ele, por pensar que quem o provocou é que arque com as consequências, por responsabilizar o outro e assim cruzar nossos braços… Assim agem os acomodados em seus guetos de privilégios e mordomias, os covardes.

          Por outro lado, de um comentarista em rede social, vazio em seus argumentos, ouvi uma crítica que bem explica sua posição tão vazia quanto. Dizia ser esta Campanha da Fraternidade a mais “perigosa” de todas as que até aqui acompanhou. Que a CNBB está usando um discurso político sem fundamentos. Que o objetivo é apenas reativar a outrora propalada Teologia da Libertação, etc, etc. Se assim o fosse, deveríamos ignorar o Santo Evangelho de Jesus Cristo e seus desafios sempre atuais. Não foi a CNBB, nem bispos, nem padres, nem o Papa que inventou o dever da caridade. Dar pão a quem tem fome não é ação política, mas de irmãos que se amam. Quem critica tão oportuna campanha, nascida e preparada com anos de antecedência, não numa simples transição de poder, não sabe realmente nada do be-a-bá cristão. Está mais perdido do que bêbado no meio da avenida. Ou cego em tiroteio.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Diocese de Assis

Ninguém deve supor que, viver a Palavra de Deus seja reproduzir práticas ou comportamentos descritos pela Bíblia, no tempo de Jesus ou em qualquer tempo da Bíblia. Viver a Palavra de Deus não é um teatro; não é uma encenação; não é uma repetição mecânica de atos ou palavras.

            Viver a Palavra de Deus é uma construção. Isso mesmo, uma construção! Nossa vida, pela Palavra de Deus é uma construção e seu desenvolvimento, do começo ao fim, requer um projeto. A Palavra de Deus é o conteúdo fundamental para qualquer projeto de vida: em todo e qualquer tempo, lugar e pessoa.

            Tomemos a carta de Tiago e aprendamos algumas lições para construir a nossa vida, pela Palavra de Deus, de maneira comprometida e fiel.

            Nas provações e na perseverança amadurecer a fé (Tg 1,2-4)

            “Fiquem muito alegres por terem que passar por todo tipo de provações, pois vocês sabem que aprendem a perseverar quando sua fé é posta à prova. Mas é preciso que a perseverança complete a sua obra em vocês, para que sejam homens completos e autênticos, sem nenhuma deficiência”

            Na sabedoria aprender a se dirigir a Deus, com confiança (1,5-8)

            “Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, que peça a Deus, e ele a dará, porque é generoso e dá sem impor condições. Todavia é preciso pedir com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é como a onda do mar, que o vento leva de um lado para outro”

            Na liberdade praticar a Palavra, não como ouvinte distraído (Tg 1,19.22-25)

            “Vocês já sabem, meus queridos irmãos: cada um seja pronto para ouvir, mas lento para falar. Recebam com docilidade a Palavra que lhes foi plantada no coração e que pode salvá-los. Sejam praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes, iludindo a si mesmos”

            No amor, praticar uma religião pura (Tg 1,26-2,12)

            “Se alguém pensa que é religioso e não sabe controlar a língua, está enganando a si mesmo, e sua religião não vale nada. Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo”

            Nas obras, coloquem a fé para funcionar. Tg 2,14-26

            “Meus irmãos, se alguém diz que tem fé, mas não tem obras, que adianta isso? Por acaso a fé poderá salvá-lo? De fato, do mesmo modo que o corpo sem o espírito é cadáver, assim também a fé: sem as obras ela é cadáver.

            No silêncio dominem a própria língua (Tg 3,1-12)

            “Não se façam todos de mestres. Vocês bem sabem que seremos julgados com maior severidade, pois todos nós estamos sujeitos a muitos erros. Aquele que não comete falta no falar, é homem perfeito, capaz de pôr freio ao corpo todo”

            Na sabedoria trabalhem pela paz (Tg 3,13-4,10)

            “Mostrem com a boa conduta que suas ações são de uma sabedoria humilde. Mas, se vocês têm no coração ciúme amargo e espírito de rivalidade, não fiquem se gabando e não mintam contra a verdade. Esse tipo de sabedoria não vem do alto; é sabedoria terrena, animal, demoníaca. A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, pacífica, humilde, compreensiva, cheia de misericórdia e bons frutos, sem discriminações e sem hipocrisia”

            No auto-controle resistir às tentações e ao diabo (Tg 4,1-8)

            “De onde surgem os conflitos e competições que existem entre vocês? Não vêm exatamente dos prazeres que guerreiam nos seus membros? Quem quer ser amigo do mundo é inimigo de Deus. Portanto, sejam submissos a Deus; resistam ao diabo, e este fugirá de vocês”

Na humildade aproximar-se de Deus (Tg 4,8-10)

            “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês. Pecadores, purifiquem as mãos! Indecisos, purifiquem o coração! Reconheçam a própria miséria, Humilhem-se diante do Senhor, e ele os elevará”

            Na paciência aguardar a vinda do Senhor (Tg 5,7-8)

            “Irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Olhem o agricultor: ele espera pacientemente o fruto precioso da terra, até receber a chuva do outono e da primavera. Sejam pacientes vocês também; fortaleçam os corações, pois a vinda do Senhor está próxima.

            Na construção de sua vida, você precisa por mãos-à-obra!

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS 




Volta às aulas – Como os pais podem ajudar os filhos a enfrentar o bullying?

 

 

Para muitos jovens, a volta às aulas, que deveria ser um momento aguardado com muita alegria, pode acabar se transformando em sinônimo de outro sentimento – o medo de ter que lidar com o bullying e a intimidação na escola. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no mundo inteiro, um em cada três alunos já foi vítima de bullying. Alguns jovens ficam ansiosos só de pensar na rejeição dos colegas e por causa disso, pensamentos negativos invadem a mente. Mas é possível ajudar os filhos a enfrentar situações como essa com coragem!

Fernanda, mãe de três filhas, conta que é difícil lidar com a tristeza delas quando são intimidadas no colégio. Ela relata que uma das filhas sofria preconceito religioso na escola. Ao comentar sobre sua crença com uma colega, a menina foi menosprezada pelos que assistiam a conversa. “Eles usaram linguagens ofensivas, como: ‘Não acreditem nela! Isso é mentira!’ Nesse momento, o grupo formou um círculo em volta da minha filha, e os ataques continuaram”, acrescenta.

Para enfrentar essa situação, Fernanda disse que ela e o esposo conversaram bastante com a menina. Eles fizeram bom uso de vídeos e matérias disponibilizadas no site JW.ORG, como os artigos O que fazer se estou sofrendo bullying? e Como posso me proteger na escola? “Uma boa comunicação e um ambiente familiar sadio ajudou nossa filha a superar esses desafios”, complementa. 

Outra família que soube lidar com o bullying é a da Luciana. Recentemente, uma de suas filhas adolescentes sofreu agressões verbais na escola, envolvendo a aparência corporal. Luciana menciona que foi essencial manter a calma. “Quando nossos filhos chegam chorando em casa, é um desafio lidar com isso de maneira adequada”, pontua. A filha de Luciana comentou que a animação no quadro branco “Como enfrentar o bullying sem partir para a briga” a incentivou a procurar ajuda para resolver o problema. “O vídeo me ensinou que não tenho que enfrentar isso sozinha. Foi o que fiz: chamei o professor na hora!”, destaca a jovem. Esse vídeo está disponível gratuitamente para todo o público.

O bullying não envolve apenas agressões físicas, ele também pode incluir ofensas verbais, rejeição e o assédio virtual – o cyberbullying. É notório os esforços das organizações, governos e escolas em tentar coibir essas ações maldosas. Infelizmente, não há como impedir alguém de publicar algo depreciativo, de falar ou de fazer algo impróprio. Contudo, é possível ajudar os jovens a lidar com essas situações. Artigos e vídeos, disponibilizados gratuitamente no site JW.ORG têm ajudado muitos pais a conversar com seus filhos sobre esses assuntos. Os que já usaram esses recursos conseguiram ótimos resultados.

PORTA-VOZ DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Gilberto dos Santos

Contato:[email protected]




Associação de Pesquisa e Estudo da Cannabis é homenageada na Câmara

Uma moção de aplausos foi dirigida à Associação de Pesquisa e Estudo da Cannabis Sativa de Assis (APECA), durante a sessão da Câmara Municipal esta segunda-feira (6), quando o vereador Fernando Sirchia, autor da homenagem, ressaltoua importância do trabalho desenvolvido pela associação.

“Apesar dos pesares vemos que no Brasil a discussão sobre a cannabis medicinal vem avançando, mas é preciso refletir, uma faculdade como a USP por exemplo, apenas em 2016 conseguiu a primeira licença para pesquisar sobre Cannabis Sativa, um dos motivos que precisamos reforçar a discussão, eliminar tabus e preconceitos com olhar para o que realmente importa, que é atender essas pessoas que precisam do óleo para fins de tratamentos médicos e equilibrar sua qualidade de vida”, justificou Sirchia.

Segundo João Francisco de Souza Rodrigues, integrante da associação, o objetivo é incentivar pesquisas biotecnológicas para o avanço de medicamentos.

“Facilitar o acesso aos pacientes que precisam, como com epilepsia, Alzheimer, doenças neurodegenerativas e que requerem tratamentos com o uso da Cannabis”, explicou.

Para ampliar os estudos e elucidar questões sobre o assunto, a APEC realiza no dia 22 de março o 1º Simpósio de Cannabis Medicinal: Aspectos sociais, tecnológicos e jurídicos, na Unesp de Assis.

A chefe do departamento de Biotecnologia do campus, Edislane Barreiros de Souza, irá abordar o uso da cannabis para ação terapêutica no tratamento da Doença de Parkinson.

“A planta cannabis pode trazer a esse paciente um melhor conforto em relação à dor, ao desenvolvimento da doença, portanto, não haveria barreiras para impedir seu estudo, pois uma planta é composta por várias substâncias químicas e dependendo de como você extrair, ela pode se transformar em medicamento mediante estudos”,  comentou.  

Imagem: A chefe do Departamento de Biotecnologia da Unesp, Edislane Barreiros de Souza, os membros APECA João Francisco de Souza Rodrigues, Rafael Vela, Rodolfo Bernardo e  Juliana de Almeida e o vereador Fernando Sirchia. (Foto: assessoria da Câmara Municipal).




Espaço Espírita

Senhor Jesus!                                                                                   

Tu disseste: “A minha paz vos dou…”                                                 

Entretanto, Senhor, muitos de nós andamos distraídos

Atribulados, às vezes, por bagatelas;

Aflitos sem razão;

Sequiosos de aquisições desnecessárias;

Irritadiços por dificuldades passageiras;

Dobrados ao peso de cargas formadas por desilusões e discórdias que nós mesmos inventamos;

Ocupados em dissenções infelizes;

Hipnotizados por tristeza e azedume que nos inclinam à separatividade e ao pessimismo…

Entendemos, sim, Jesus, que nos disseste: “A minha paz vos dou…”

Diante, porém, de nossas inibições e obstáculos, nós te rogamos, por acréscimo de misericórdia:

– Senhor, concedeste-nos a paz, no entanto, ensina-nos a recebê-la.

EMMANUEL

Do livro “Tesouro de Alegria” – Editora IDE

 Psicografia: Francisco Cândido Xavier

USE  INTERMUNICIPAL  DE  ASSIS

ÓRGÃO DA UNIÃO  DAS  SOCIEDADES  ESPÍRITAS  DO  ESTADO  DE  SÃO  PAULO




Diocese de Assis

 

          Em mais uma viagem apostólica, desta feita pelo continente africano, na República Democrática do Congo e em peregrinação ecumênica pelo Sudão do Sul, Papa Francisco exorta a sofrida população africana a não perder as esperanças diante dos flagelos mais gritantes que atingem e sempre atingiram aquele continente. Numa de suas primeiras declarações públicas, retomou um tema bem conhecido de todos nós, mas nem sempre valorizado, qual seja a identidade eclesial dos cristãos batizados. “Nós somos a Igreja”, bradou o Papa!

          Ouvir isso dentro dum ambiente tradicionalmente cristão soa como uma afirmativa lógica e banal, cujo sentido recorrente já não toca o coração de muitos. Somos Igreja e ponto final. Mas essa mesma afirmativa num contexto de guerra e perseguição religiosa, onde muitas vezes se teme proclamar publicamente a fé cristã, onde o paganismo e o antagonismo religioso é motivo de terror e morte, onde a fé cristã é tida como usurpadora de muitas tradições afro-nacionalistas ou culturais, dizer-se Igreja é quase que confessar um crime. Mas em alto e bom som, com alegria no olhar e paz no coração, Francisco proclama com orgulho a identidade cristã, como a repetir palavras de ordem do próprio Cristo diante das borrascas e tempestades contra sua barca: “Coragem, não tenhais medo!”.

          Sua segunda grande palavra de ânimo também se insere nesse contexto de contradições e perseguições contra a Igreja no mundo de hoje. Ou seja: “Não percam a esperança”. Proferida em território outrora massacrado pela escravidão, a advertência profética e apostólica de Francisco ganha um peso novo, posto ser esta a circunstância dos maiores abalos contra a fé cristã nos dias atuais. Muitos estão cercados pelo desânimo e prostração de fé diante da crescente onda agnóstica que se levanta em todos os quadrantes da terra. Aqui se constata a pior das escravidões, o servilismo humano aos poderes das trevas, a perda da liberdade religiosa e suas consequentes tribulações, posto que ser Igreja hoje requer muito mais que uma pertença a um grupo marcado por um sinal de fé; requer coragem, determinação, coerência

          Ora, o apelo do Papa é o mesmo dos tempos de Cristo, quando nos exortava a ser sal e luz do mundo,  dar sabor e tempero à insalubridade do meio em que fomos postos, ao mesmo tempo que ser sinal de contradição e luz para os que conosco caminham. Tudo continua igual. Tudo contribui para que a barca de Cristo, a Igreja que somos, prossiga sua missão transformadora neste mundo de conturbações constantes. A presença cristã é que dá sentido e sabor à vida, posto ser essa uma fé reveladora, transformadora, emissária de uma esperança maior que a realidade do mundo. Essa é a função do sal, realçar o sabor da vida, na medida exata das receitas divinas.

          Mas a medida certa não podemos esconder, nem nunca considerar segredo pessoal, só revelado aos que comungam conosco na mesa da nossa fé. Por isso, a luz não se esconde. Por isso as revelações que adquirimos ao redor da mesa eucarística devem ser alardeadas, proclamadas, mostradas ao mundo como sinais visíveis da fé que nos congrega como povo de Deus. Eis, pois, nossa fé, nossa razão única de existir e testemunhar, seja onde for, esteja onde estiver, pertença a que continente pertencer, somos filhos de Deus, somos Igreja , sal e luz… O cristão pode até rasgar sua identidade como cidadão do mundo, perder seu registro pátrio, buscar dupla cidadania, rejeitar sua origem terrena, contestar sua filiação humana, mas nunca, nem por vontade pessoal, renegar seu batismo de fé. Esse selo ninguém apaga, não tem volta.

WAGNER PEDRO MENEZES [email protected]




Seade lança novas funcionalidades em mapa interativo

 

 

A partir de 6 de fevereiro, a Fundação Seade lança em seu site o GeoSeade com novas funcionalidades. O Geoseade é um mapa interativo que organiza dados espaciais sobre o Estado de São Paulo produzidos pela Fundação Seade e por outras fontes. Esse instrumento possibilita a visualização e criação de mapas a partir de uma interface amigável e intuitiva, com ferramentas para facilitar o acesso das informações pelo público em geral.

No Geoseade também é possível visualizar a tabela de dados das camadas de informações e, bem como alterar as características visuais do mapa ou mesmo criar novos mapas de acordo com o interesse do usuário.

As novas funcionalidades permitem acesso às bases cartográficas e mapas da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE-BR), Infraestrutura de Dados Espaciais do Estado de São Paulo (IDE-SP), Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais do Estado de São Paulo (IDEA-SP) e imagens de uso do solo do MapBiomas.

O sistema fornece acesso às camadas de informações do GeoSeade por meio do Web Map Service (WMS) e GoogleEarth. Além disso, o usuário poderá carregar suas próprias bases cartográficas nos formatos SHP ou KML no sistema, ou ainda conectar webservices (WMS ou GeoJson) de terceiros.

Em sua nova versão atual, as 172 camadas de informações estão organizadas em seis temas: limites e regiões; equipamentos; social; economia; demografia e infraestrutura e meio ambiente.

São mais de 500 variáveis com dados sobre limites administrativos e regionalizações, equipamentos de saúde (hospitais, pronto-atendimento, unidade básica de saúde), equipamentos de educação (escolas públicas estaduais, municipais e federais e particulares por e rede de ensino), social (Índice Paulista de Desenvolvimento Municipal, participação dos empregos formais), economia (PIB municipal e regional e valor adicionado municipal), demografia (índice de envelhecimento, taxa de crescimento anual da população, densidade demográfica e população municipal), logística (rodovias estaduais e federais, hidrovia, portos e aeródromos e centros logísticos industriais aduaneiros), energia (mapa de geração e distribuição de energia, usinas hidrelétricas, mapa das distribuidoras, usinas termoelétricas) e meio ambiente (unidades de conservação federal, estadual e municipal, regiões hidrográficas e subbacias hidrográficas).

É possível fazer download de todas as camadas de informações existentes.

Consulte o Geoseade em https://portalgeo.seade.gov.br/




Mais de 80 mil caminhoneiros são atendidos nas áreas de descanso das rodovias em 2022

 

 Os caminhoneiros são umas das principais categorias que movimentam a economia do Brasil, responsáveis pelo transporte de 60% das cargas do país. Oferecer um local exclusivo a esses motoristas, seja para tomar um banho, jantar ou simplesmente recuperar as energias antes de voltar às rodovias é o objetivo das áreas de descanso para caminhoneiros implantadas pelas concessionárias do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, sob gestão da ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo. 

Em 2022, mais de 80 mil caminhoneiros foram atendidos nas oito áreas de descanso em funcionamento nas rodovias paulistas. Esses locais oferecem um total de 681 vagas. Além destas, há previsão de implantação de outras 12 áreas, com mais 500 vagas.

Nos espaços exclusivos a estes motoristas localizados na SP 255 (rodovias Comandante João Ribeiro de Barros e Eduardo Saigh), em Bocaina e Taquarituba,  foram realizados 12 mil atendimentos pela concessionária ViaPaulista. Já no posto da Rodovia Governador Adhemar de Barros (SP 340), em Jaguariúna, outros 17,9 mil caminhoneiros utilizaram os serviços disponibilizados pela Renovias. Nas áreas de descanso mantidas pela concessionária Triângulo do Sol na Rodovia Washington Luiz (SP 310), nos kms 407 e km 292, em Uchoa e Matão, respectivamente, passaram mais de 42 mil caminhoneiros, que utilizaram os serviços como vestiários com duchas, sala de descanso com televisão, sanitário, espaçoara alimentação, mesa de trabalho e wi-fi.

 

“É uma categoria que tem papel de destaque na economia do país, pois responde pelo transporte de mais de 60% das cargas e que merecem toda atenção e infraestrutura para trabalhar. As áreas de descanso são essenciais para contribuir para a saúde e bom desempenho desse profissional”, enfatiza Milton Persoli, diretor geral da ARTESP.

Além dos espaços oferecidos a esses profissionais, a concessionária CCR ViaOeste atendeu 3.355 motoristas e a CCR Autoban outros 5.719 por meio de serviços voltados à saúde do caminhoneiro pelo programa “Caminhos para a Saúde”, com  exames de tipagem sanguínea, glicemia e colesterol, além de aferição da pressão arterial, acuidade visual e cuidados com a saúde bucal em suas áreas de descanso nas rodovias Castello Branco (SP 280) e dos Bandeirantes (SP 348). Nos mesmos locais também é possível participar da ação “Parada Desabafo”, que oferece apoio emocional, com bate papo e acolhimento aos motoristas.

LOCALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE DESCANSO

Além destes espaços em operação, há previsão de implantação de outras 12 áreas de descanso para caminhoneiros nas rodovias SP 065, SP 191, SP 304, SP 284, SP 294, SP 310 e SP 225.”

 Sobre a ARTESP

A ARTESP – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – regula o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo há mais de 20 anos. Sob sua gerência, estão 20 concessionárias, que atuam em 11,1 mil quilômetros de rodovias, o que representa quase 41,1% da malha estadual, abrangendo 335 municípios.

A Agência também fiscaliza o Transporte Intermunicipal de Passageiros, exceto nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, de Campinas, da Baixada Santista, do Vale do Paraíba/Litoral Norte e Sorocaba. Dentre as ações, realiza auditoria de frota, garagem e instalações, ações fiscais na operação das linhas regulares, nos terminais rodoviários e nas rodovias. Além disso, a ARTESP é responsável pela regulação da concessão de 27 aeroportos regionais.

___________________________________

 




Diocese de Assis

A situação do ser humano em relação à vida é de permanente busca para prolongar seus dias e de alcançar a felicidade. Isso não é tão simples e não acontece sem riscos e abismos colossais. O fato é que, em todos nós, persiste um instinto de sobrevivência e auto-preservação-conservação que procura evitar, ao máximo, dor e sofrimento, perda e derrota, morte e aniquilamento…

O prolongamento dos dias parece coincidir com o ideal de imortalidade e a busca da felicidade com o ideal do paraíso. Mas vale perguntar: “de que imortalidade se trata? Que paraíso é esse?

Marcados pelo hedonismo que é imediatista, estamos lançados numa busca desenfreada de prazer e satisfação imediata, rápida, obsessiva e compulsiva do aqui-e-agora ou do agora-ou-nunca. Essa via de realização, forjada na mente, no coração e no corpo do indivíduo está cheia de armadilhas.

Este é o império do instinto que permite uma busca insana, desregrada e desenfreada. Ora, instinto é sempre instinto e, como tal, mostra-se desmedido e inconseqüente revelando-se, ao mesmo tempo obsessivo e transgressor nas suas pretensões, buscas e auto-afirmação. Via de regra, o instinto não mede o custo de sua auto-afirmação e, quando o pretendido não é realizado, salta-se, imediatamente, para compensações.

De uma maneira ou de outra, todas as pessoas querem se salvar. Mas, infelizmente, preservando-se e/ou poupando-se de tudo e de todos, cava-se uma enorme sepultura numa satisfação hedonista do sexo, do poder, da fama, da moda, do dinheiro, do status, da ostentação, das armas, da violência, das vantagens…

O tempo não basta para quem a vida é só prazer. O mundo é pequeno para quem a regra é somente o instinto. Não há salvação possível para quem vive a vida numa insatisfação doentia.

Temos tudo, mas nada nos pertence. Aliás, a situação da vida no mundo tem seus condicionamentos na dor, no sofrimento, na perda, na derrota, na morte… Quanto mais fugimos disso, mais vivemos uma vida como um faz de conta. Ora, não dá para viver no mundo como se estivéssemos nas nuvens; não é possível conviver com os outros como se fossemos anjos. Viver tem um preço de dor e sofrimento, de perda e dano, de renúncia e morte.

A vida alcançará seu verdadeiro sentido quando entendermos que este mundo não é morada definitiva e nem garantia de felicidade plena. As promessas deste mundo tem seus limites e deve nos fazer voltar os olhos para o infinito; para o alto; para Deus. Querendo salvar-nos a nós mesmos, caímos no risco de querer salvar-nos sem Deus. E isso é trágico!

Em termos de fé, a salvação é um dom de Deus, tanto para esta vida como para a vida eterna. A salvação não é uma promessa para depois da morte. A salvação é plenitude da vida que tem sentido agora, em meio às enormes e renhidas lutas e, esperança no amanhã, em meio às incertezas e apreensões do futuro.

Deus não somente salva, ele é a salvação! Por isso, por uma questão de fé, devemos voltar o nosso olhar para Deus, sem medo ou desconfiança e, entregando-nos a ele, permitir que ele nos salve. Tanto na vida presente como na vida futura, ainda, neste mundo e, tanto mais depois da morte, no céu.

A Palavra de Deus nos permite uma nova perspectiva de vida na fé, além de nos colocar diante da liberdade frente a salvação, oferecida por Deus como um Dom. Por isso vale a pena algumas revisões pela palavra: Am 6,1.4-7: Ai dos que vivem tranqüilos e se sentem seguros em seus desvios e crimes; Is 29,15-24: Ai daqueles que procuram esconder-se de Javé para ocultar seus próprios projetos; Pr 3,27-34: É preciso usar de sabedoria nos atos e nas escolhas da vida; Jo 15,1-6: Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada; 1Tm 6,11-16: Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo o que destrói (…) Combata o bom combate da fé; Lc 16,19-31: Dêem ouvidos a Moisés e aos profetas para corrigir seus usos e costumes, para salvar a sua vida.

PE. EDIVALDO PEREIRA DOS SANTOS