ECA Digital entra em vigor e amplia proteção de crianças e adolescentes na internet

 

No dia 17 deste mês entrou em vigor o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/25), conhecido como ECA Digital. A nova legislação estabelece diretrizes que ampliam a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual, com regras voltadas ao maior controle de acesso e incentivo à supervisão parental.

A medida foi adotada devido ao crescimento do uso da internet por jovens e do aumento de riscos associados ao ambiente digital, como cyberbullying, exposição indevida de imagens e conteúdos impróprios.

O professor do curso de Direito da Uniube, Vinicius Carneiro Gonçalves, destaca o impacto da legislação na proteção do público infantojuvenil nesses espaços. “Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade de mecanismos eficazes de verificação de idade. A partir de agora, as plataformas digitais devem restringir o acesso de menores de 16 anos a conteúdos inadequados, sem utilizar apenas sistemas declaratórios, como o simples clique de confirmação”, afirma.

Para as empresas de tecnologia, Vinícius explica que o ECA Digital também impõe uma série de responsabilidades, como a obrigação de comunicar às autoridades casos suspeitos de abuso, exploração ou exposição de crianças e adolescentes à violência.

“As plataformas devem agir com rapidez na remoção de conteúdos ilícitos e disponibilizar ferramentas de supervisão parental mais acessíveis e eficazes. Entre os recursos exigidos estão o bloqueio de comunicação com adultos não autorizados, a limitação de funcionalidades que incentivem o uso excessivo, a restrição ao compartilhamento de dados por geolocalização e o monitoramento do tempo de uso”, ressalta o docente.

A responsabilidade dos pais e responsáveis no acompanhamento da vida digital de crianças e adolescentes, também é reforçada pela nova legislação, uma vez que as plataformas passam a ser obrigadas a oferecer ferramentas claras e acessíveis para esse controle.

“Essa obrigatoriedade tende a provocar mudanças no comportamento, já que alguns adolescentes podem perceber o monitoramento como uma limitação da própria autonomia digital. O ECA Digital exige uma análise crítica constante. Mais do que compreender a teoria, é fundamental acompanhar a aplicação prática e garantir que a legislação acompanhe as transformações tecnológicas”, pontua Vinicius.

A fiscalização da lei terá início seis meses após a sanção e será realizada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O descumprimento das novas regras pode gerar penalidades severas, como advertências, multas, suspensão temporária das atividades e até a proibição de atuação no país.

Confira lista com principais mudanças do ECA Digital: 

  • Proibição da autodeclaração de idade em sites e serviços digitais restritos a maiores de 18 anos
  • Redes sociais devem oferecer versões sem conteúdos proibidos ou publicidade direcionada, e contas de menores de 16 anos devem ser vinculadas às dos responsáveis
  • Marketplaces e aplicativos de entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos eróticos devem verificar a idade no cadastro ou no momento da compra, ao bloquear o acesso de menores
  • Plataformas de apostas devem impedir o cadastro e o acesso de crianças e adolescentes
  • Mecanismos de busca devem ocultar ou sinalizar conteúdos sexualmente explícitos e exigir verificação de idade para o desbloqueio
  • Serviços de streaming devem cumprir a classificação indicativa e oferecer perfis infantis, bloqueios e ferramentas de controle parental
  • Plataformas com mais de 1 milhão de usuários menores de idade devem enviar relatórios sobre denúncias e medidas de moderação de conteúdo



FEMA recebe Startup Day 2026 neste sábado

A Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) recebe, no próximo sábado (21), a edição local do Startup Day 2026, que acontece das 8 às 12 horas, no auditório da instituição, reunindo interessados em inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pelo link sympla.com.br/evento/startup-day-2026—assis/3290660.

Em Assis, a iniciativa é realizada pelo Sebrae Startups, com apoio de parceiros do ecossistema regional, como ACIA, CIT Assis, Fomenta Vale, Prefeitura de Assis, Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Assis e UNESP Assis, além da FEMA.

Voltado tanto para quem já tem uma startup quanto para quem deseja iniciar um negócio inovador, o Startup Day também atende pessoas interessadas em se conectar com o ecossistema de inovação ou conhecer mais sobre o tema. A proposta é promover troca de experiências, networking e acesso a conteúdos estratégicos.

Confira a programação:

08h00 | Welcome Coffee & Networkig

09h00 | Abertura Oficial

09h10 | Sebrae Startups: O Game Mudou

09h30 | Painel 1: Conexões que Transformam – O Mapa da Inovação no Vale

10h30 | Painel 2: Do local para o global – Vitrine de Soluções Regionais

12h00 | Encerramento

Realizado pelo Sebrae-SP, o Startup Day acontece simultaneamente em todo o país, reunindo empreendedores, especialistas, investidores e instituições de apoio ao empreendedorismo.

Na edição de 2025, a iniciativa passou por todos os 26 estados e o Distrito Federal, com atividades em 253 municípios e mais de 30 mil participantes, consolidando-se como um dos principais movimentos nacionais de incentivo à inovação.




FEMA inscreve interessados em curso gratuito de robótica

A Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) abriu as inscrições para o projeto de extensão FEMA Robótica, iniciativa aberta à comunidade e voltada a crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio. O projeto oferece formação prática em tecnologia, com início previsto para março de 2026.

São 60 vagas no total, distribuídas igualmente em três módulos: Básico (LEGO EV3), Intermediário (LEGO SPIKE PRIME) e Avançado (Arduino V8). As inscrições ficam abertas até 9 de março de 2026 e devem ser feitas exclusivamente de forma online, por meio de formulário eletrônico no link: tinyurl.com/3zkypnys

Durante o período de março a junho de 2026, as aulas acontecem em dias e horários específicos para cada módulo:

  • Básico: segunda e quarta-feira, das 13h30 às 15h10 (2 horas/aula por encontro, num total de 28 encontros);

  • Intermediário: segunda e quarta-feira, das 15h20 às 17h (2 horas/aula por encontro, num total de 28 encontros);

  • Avançado: sexta-feira, das 14h às 17h (3 horas/aula por encontro, num total de 14 encontros).

O percurso formativo tem como foco o aprendizado dos conceitos básicos de Eletrônica, Robótica, Programação e Matemática, permitindo que os estudantes desenvolvam e construam seus próprios robôs a partir do uso de motores, sensores, luzes e baterias. As atividades práticas utilizam kits LEGO EV3, LEGO Spike Prime e o Kit Arduino V8.

Para participar, é necessário ter entre 11 e 16 anos, estar matriculado em escola pública ou privada de Assis ou região e apresentar bom desempenho escolar. No módulo Básico, os candidatos passarão por um processo seletivo com prova objetiva de 15 questões, sendo cinco de Matemática, cinco de Português e cinco de Informática Básica. Para o módulo Intermediário e Avançado, é exigida certificação nos módulos anteriores.

A lista de estudantes selecionados e o período de matrícula serão divulgados nos dias 12 e 13 de março. As orientações sobre matrícula serão encaminhadas por e-mail e/ou WhatsApp aos selecionados.

O projeto FEMA Robótica é coordenado pela professora Ma. Diomara Reigato Barros e tem como objetivo incentivar o interesse pelas áreas de engenharia, automação e computação, além de fortalecer a cultura maker, baseada no aprendizado prático. O edital completo está disponível para consulta no site da instituição.




Energisa lança edital de inovação aberta para desenvolver mercado de flexibilidade energética

 

Startups, universidades, instituições científicas, tecnológicas e de inovação, além da indústria, podem se inscrever na chamada de inovação aberta do FlexLab, plataforma criada pela Energisa para acelerar soluções de flexibilidade energética, a capacidade de responder rapidamente às variações de oferta e demanda. As inscrições vão até dia 25 de fevereiro e o objetivo é explorar novos modelos de controle, previsão, agregação, resposta da demanda e coordenação inteligente de cargas, geração distribuída e armazenamento, criando evidências técnicas, regulatórias e econômicas que apoiem a evolução do setor elétrico rumo a uma rede mais flexível, digital, descentralizada e participativa.

O edital da chamada de inovação aberta está disponível no site do Energisa FlexLab (https://www.flexlab.energy/). As propostas podem resultar em produtos, serviços, novos modelos tarifários ou até mesmo em inovação na forma de modelos de negócios. A expectativa é aprovar de cinco a dez projetos.

“Com o FlexLab, queremos acelerar produtos tecnológicos, modelos de negócio e regulatórios rumo a modernização do setor elétrico. Para isso, precisamos identificar, selecionar e testar soluções inovadoras que contribuam para o desenvolvimento da flexibilidade elétrica”, explica Letícia Dantas, diretora de Inovação da Energisa. “A flexibilidade é fundamental para o futuro da distribuição de energia, e a inovação aberta é a melhor alternativa para encontrar novas ideias e soluções, ampliando as chances de responder a desafios específicos.”

Em geral, as empresas realizam chamadas voltadas a projetos específicos, com entregas previamente definidas. No FlexLab, o foco é o tema da flexibilidade, estruturado em seis frentes: gerenciamento inteligente de cargas com redução automática em picos de consumo; coordenação de múltiplos recursos energéticos distribuídos; usinas virtuais que combinam geração, armazenamento e cargas flexíveis; modelos tarifários dinâmicos e incentivos à flexibilidade energética; previsão de geração e demanda para otimização operacional; e plataforma aberta de dados e APIs para fomentar a inovação no setor energético.

“Tecnologias, modelos de negócio, arquiteturas digitais, métodos de previsão e sistemas de gestão de flexibilidade são alguns dos caminhos possíveis para responder de forma inteligente às variações de geração, consumo e condições de operação, de maneira eficiente, confiável e sustentável”, afirma Letícia. Segundo a executiva, as propostas devem considerar princípios como interoperabilidade, segurança operacional, proteção de dados, viabilidade econômica e potencial de escalabilidade no contexto da Energisa e do setor elétrico nacional.

As soluções serão desenvolvidas ou testadas em ambiente real, utilizando o ambiente de experimentação da plataforma, e poderão servir de base para novos modelos de negócio. A Energisa mantém dois laboratórios para testes, um em Uberlândia, Minas Gerais, e outro em Palmas, Tocantins. Os parceiros não precisam estar presencialmente nos locais em tempo integral, mas terão acesso à infraestrutura para desenvolver e validar suas soluções. O financiamento poderá ser composto por recursos próprios da empresa e por verbas de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Após a inscrição do projeto no site do FlexLab e a verificação de preenchimento de requisitos, os proponentes participarão de sessões presenciais ou remotas de apresentação técnica para o comitê de seleção, no estilo de pitch. Em seguida, acontece a etapa de discussão e refinamento das propostas, com a construção do plano de trabalho. Os selecionados serão anunciados em junho de 2026.

Os critérios de seleção consideram a aderência aos temas, desafios e aplicabilidade no contexto da Energisa, o mérito técnico e o grau de inovação, incluindo a maturidade tecnológica, o potencial de impacto nos indicadores da empresa, sejam eles operacionais, econômicos ou socioambientais, a capacidade da equipe e a viabilidade de execução, além da escalabilidade, modelo de negócio, monetização da solução, prontidão regulatória e dos aspectos de sustentabilidade, segurança e compliance.

“Não se trata de um processo competitivo tradicional. Por isso, podemos selecionar mais de uma proposta para desenvolvimento simultâneo, inclusive dentro de um mesmo eixo temático, desde que atendam aos requisitos e estejam alinhadas aos interesses estratégicos da Energisa. É uma oportunidade inovadora para acelerar uma área essencial para a rede energética brasileira, que passa por um processo de transformação e tem na flexibilidade um de seus maiores desafios”, conclui a executiva.




Debate sobre proteção de crianças e adolescentes ganha força após mudanças em plataformas de jogos

 

 

São Paulo, janeiro de 2026– No início de janeiro, a plataforma de jogos Roblox alterou suas regras de restrição do uso do chat para que jogadores confirmem as suas idades. Desta forma, fica determinado que os usuários possam conversar apenas com pessoas de faixa etárias próximas. A medida trouxe uma série de protestos virtuais na plataforma, principalmente por jovens que estranharam as novas diretrizes.

A situação traz luz a um tema que segue em debate nos últimos tempos: a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, fazendo com que a discussão seja ainda mais necessária. Segundo dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), cerca de 85% de crianças e jovens entre 9 e 17 anos já têm perfil em pelo menos uma plataforma digital.

Com esse cenário em vista, em 2025 organizações de defesa a crianças e adolescentes, como a Plan Brasil, ONG que trabalha para romper ciclos de violências contra meninas, participaram dos debates sobre a aprovação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), que representa um marco legal na proteção desse grupo.

A legislação, institui princípios de “responsabilidade compartilhada” que impõem não apenas obrigações às famílias, mas também deveres de conformidade às plataformas digitais para adoção de mecanismos de proteção integral, reforçando que este deve ser um trabalho conjunto de toda sociedade.

À medida que a infância se torna cada vez mais conectada, as experiências vividas online passam a influenciar diretamente a formação emocional, cognitiva e cidadã das novas gerações. Além disso, esse crescimento também expõe um conjunto crescente de desafios relacionados à segurança, à privacidade e ao desenvolvimento saudável da infância, tornando a proteção infantil no ambiente digital um tema central no debate público.

Para Ana Nery, Especialista em Gênero e Inclusão da Plan Brasil, o Governo e políticas públicas atuam na promulgação e fiscalização de normas que imponham padrões mínimos de segurança e penalidades por descumprimento.

“Provedores de aplicações de internet precisam investir em sistemas de verificação etária robustos, configuração padrão de proteção para usuários e usuárias moderação de conteúdo escalável e ferramentas de alerta e controle parental. Já familiares e responsáveis legais desempenham papel crucial ao acompanhar o uso que as crianças e adolescentes fazem da tecnologia, dialogar sobre riscos e estabelecer regras bem definidas e nítidas de navegação e conectividade”, ressalta.

A Plan Brasil pondera que proteger crianças e adolescentes no ambiente digital é, antes de tudo, uma medida estratégica para o futuro, uma vez que as experiências vividas online influenciam diretamente a formação emocional, social e educacional das novas gerações. Garantir que esses espaços sejam seguros e adequados à idade significa não apenas reduzir riscos imediatos, mas também promover um uso mais saudável e responsável da tecnologia.

“Quando falamos em proteção, vai muito além das restrições estabelecidas pelas plataformas, acontece a partir do monitoramento, acompanhamento e conversas sobre o ambiente digital e seus perigos, ou mesmo seus benefícios. É importante que crianças e adolescentes saibam identificar uma situação de risco, como um assédio, por exemplo, e que sintam segurança a comunicar e buscar ajuda de alguém de confiança caso se percebam desconfortáveis ou expostos de alguma forma.”, afirma a especialista.

Com o aumento da presença desse publico em plataformas digitais, impulsionado por avanços em jogos online, inteligência artificial e ambientes imersivos, observa-se a necessidade de modelos de proteção e reportes mais eficazes e efetivos, com regulações atualizadas, soluções tecnológicas preventivas e uma cultura de cuidado que acompanhe a evolução do ecossistema digital.

“A forma como sociedade, governos e empresas responderem agora a esses desafios será determinante para definir se o ambiente online do futuro será um espaço de desenvolvimento e inclusão ou de ampliação de desigualdades e riscos para crianças, adolescentes e jovens.”, finaliza.

Sobre a Plan Brasil

Com cerca de 30 anos de atuação no país e presente em mais de 80 países ao redor do mundo, a Plan Brasil está comprometida em romper os ciclos de violências que afetam meninas, criando um futuro justo, seguro e equitativo para todas as pessoas. Com projetos sociais implementados no Maranhão, no Piauí, na Bahia e em São Paulo, e atuando em rede com o terceiro setor e movimentos sociais, a organização alcança todo o território nacional, inspirando e mobilizando a sociedade para transformar realidades, promovendo o protagonismo das meninas e fortalecendo suas vozes para que possam mudar a realidade ao seu redor, para que cresçam livres, seguras e respeitadas.

Em 2025, a organização recebeu o Prêmio Direitos Humanos, na categoria “Garantia dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes” em reconhecimento a atuação da organização na promoção de ações de defesa dos direitos das meninas.

 




Médica alerta quanto ao uso responsável de telas e tecnologias por crianças e adolescentes

 

O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada. É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de informações, comunicação, conexão com o mundo e diversão. Bem-vindo a esse universo, conhecido como ambiente digital: o “on-line”, das interações virtuais, que teima em superar o “off-line”, das interações reais.

Na opinião da pediatra Betina Lahterman, presidente do Departamento de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), as crianças e adolescentes têm o direito de “passear” pelo ambiente digital. “Entretanto, na qualidade de pais, adultos responsáveis e como sociedade, temos o dever de promover e garantir o acesso saudável e seguro, com proximidade, supervisão e muito diálogo”, aponta a médica.

Conforme explica Betina, recomenda-se que crianças menores de 12 anos não possuam smartphone próprio. “Um assunto um tanto polêmico, mas é necessária a abordagem entre as famílias. Reforçando que cada família tem um papel importante, como modelo, na convivência on-line”, afirma, ressaltando que os acordos sobre tempo de telas precisam ser claros e o adulto precisa participar ativamente do que foi definido como momentos “on-line” e momentos “off-line”. “Nos momentos “on-line”, o uso criativo e compartilhado de conteúdos, jogos e séries aproxima diferentes gerações e os olhares se complementam.

O perigo da exposição nas mídias sociais

Um tema recorrente e atual reacende a discussão sobre a exposição de crianças e adolescentes nas mídias sociais. Na maioria das vezes, despretensiosa e inocente. Pais e/ou filhos postam sobre o dia a dia, passeios e viagens; entram em trends (dancinhas para se divertirem). Esses vídeos e imagens são entregues, pelos algoritmos das plataformas, indiscriminadamente, e podem ser deturpados por quem consome. “A Inteligência Artificial colabora com essa nova realidade”, observa a médica.

“A partir da IA, geram-se conteúdos impróprios através da distorção de imagens reais. O que se torna atraente para quem só tem um objetivo: monetização e lucro, alimentando uma rede de crimes contra crianças e adolescentes”, avalia a pediatra. Por isso, ela diz que é fundamental promover diálogo e reflexão com as crianças e adolescentes sobre os riscos e benefícios do uso das telas. “Esse comportamento previne riscos, estimula o autoconhecimento e fortalece as relações”, afirma a especialista.

Para ela, é necessário monitorar sempre o uso dos dispositivos móveis e verificar com frequência a utilização de todas as plataformas consumidas por crianças e adolescentes. “Como proteção e não punição. O estabelecimento de regras claras, limites e conversas sistemáticas são ações que garantirão o direito a uma navegação segura no ambiente digital saudável. Fiquemos atentos com quem e onde estão sendo compartilhados vídeos e imagens pessoais. Eles merecem todo esse cuidado”, conclui Betina.




Governo do Brasil e MPF recomendam que X impeça geração e circulação de conteúdos sexualizados indevidos por meio do Grok

 

O Governo do Brasil, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em colaboração com a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) e o MPF (Ministério Público Federal) expediram recomendações à empresa controladora da plataforma digital X diante de denúncias sobre o uso do Grok, assistente de inteligência artificial integrado à rede. Usuários apontaram a geração de conteúdos sintéticos de caráter sexualizado a partir de imagens de pessoas reais.

Segundo as acusações, baseadas em reportagens veiculadas na imprensa nacional e internacional e por testes realizados pelas instituições, a ferramenta tem sido utilizada ilegalmente por usuários para a produção de deepfakes, técnica de inteligência artificial que cria imagens falsas a partir de pessoas reais. Esses conteúdos têm caráter sexualizado, erótico e com conotação pornográfica, envolvendo mulheres e crianças e adolescentes reais.

Também foram reportados casos de imagens de mulheres e crianças nuas ou com roupas íntimas, acessíveis a qualquer usuário, ampliando a exposição indevida e os riscos de danos às pessoas retratadas.

ATUAÇÃO COORDENADA — A gravidade dos fatos noticiados nas denúncias motivou a atuação coordenada da ANPD, do MPF e da Senacon do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Dada a seriedade das ocorrências, elas podem impactar, de forma concomitante, a proteção de dados pessoais, as relações de consumo, a dignidade da pessoa humana e outros direitos difusos, coletivos e individuais indisponíveis, em especial de mulheres, crianças e adolescentes.

RECOMENDAÇÕES — Entre as recomendações conjuntas, está a de que sejam implementadas, de forma imediata, medidas destinadas a impedir que o Grok gere novas imagens, novos vídeos ou novos arquivos de áudio que representem crianças e adolescentes em contextos sexualizados ou erotizados. As recomendações também buscam impedir a geração de conteúdos que representem pessoas naturais maiores de idade identificadas ou identificáveis, em contextos sexualizados ou erotizados, sem sua autorização.

Essas medidas devem valer para todos os planos, as versões e as modalidades da ferramenta.  Além disso, as instituições também recomendaram à empresa:

  • Criar, no prazo máximo de 30 dias, procedimentos técnicos e operacionais claros e eficazes para identificar, revisar e remover conteúdo desse tipo que já tenham sido produzidos e ainda estejam disponíveis na plataforma X, quando gerados pelo Grok a partir de comandos feitos por usuários.

  • A suspensão imediata das contas envolvidas na produção, via Grok, de imagens sexuais ou erotizadas tanto de crianças e adolescentes, quanto de maiores de idade sem sua autorização, aplicando com efetividade os termos de uso que a própria empresa anuncia como vigentes para a plataforma. Essa medida, a ser implementada desde logo e em caráter contínuo, deverá ser comprovada às instituições autoras da Recomendação por meio de relatórios mensais apresentados pela empresa, como evidência de cumprimento de seu dever de evitar a prática de condutas especialmente graves no ambiente digital que controla.

  • Implementar mecanismo transparente, acessível e eficaz para que titulares de dados possam exercer seus direitos, incluindo o envio de denúncias sobre uso irregular, abusivo ou ilegal de dados pessoais, especialmente nos casos de criação de conteúdos sintéticos sexualizados ou erotizados sem consentimento, assegurando resposta adequada e em prazo razoável.

  • Elaborar relatório de impacto à proteção de dados pessoais específico para as atividades de geração de conteúdo sintético a partir da manipulação de fotos, imagens, vídeos ou áudios enviados por usuários ao Grok, sempre que esses dados permitam identificar direta ou indiretamente uma pessoa natural.

OUTRAS MEDIDAS — Caso as recomendações não sejam acatadas ou acabem implementadas de modo insuficiente para amenizar os riscos identificados, outras medidas poderão ser consideradas e adotadas pelas três instituições. Essas medidas poderão ser adotadas em sede administrativa e em sede judicial, para garantir a proteção adequada dos cidadãos e cidadãs do país, especialmente de mulheres, de crianças e de adolescentes.

As recomendações foram expedidas no âmbito das competências de cada uma das instituições, que seguirão com seus procedimentos próprios, analisando as respostas e as providências eventualmente adotadas pela empresa que controla a plataforma X.




Cidades Digitais do Centro-Oeste Paulista, incluindo Assis, abrem agenda de programação da RCD

Um encontro virtual nesta terça-feira (20), às 10 horas, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD), vai reunir gestores e servidores da região do Centro-Oeste Paulista, às 10 horas, para tratar da transformação digital dos serviços públicos.

O primeiro WebinarRCD do ano, que abre as atividades da Rede Cidade Digital em 2026, vai mostrar como as prefeituras paulistas investem na melhoria dos serviços públicos através de investimentos em tecnologia.

Entre os convidados estão o coordenador de programas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, Sirlei Gonçalves, que apresenta o Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM, a prefeita de Assis, Telma Spera, o secretário de Tecnologia e Inovação da Prefeitura de Marília, Rodrigo Ramos dos Santos e o diretor de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Tupã, Alvino de Oliveira Junior.

Outro convidado confirmado é o doutor em Engenharia Elétrica e Computação, mestre em Ciência da Computação e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rodolfo Miranda de Barros, que fala sobre a importância do Plano Diretor de TI e da Governança em TI para a Administração Municipal. Segundo ele, a tecnologia precisa ser colocada como eixo estratégico aos interesses de desenvolvimento das administrações municipais.

Barros argumenta que o planejamento estratégico em TI é um passo importante para a implantação das cidades inteligentes. “Com esse Plano Diretor, a Prefeitura permite a definição de projetos e de prioridades, o acompanhamento das ações e o controle dos investimentos”, argumenta.

O diretor da RCD, José Marinho, explica que o encontro virtual, apresentado pela jornalista Jeniffer Amaral, busca trazer ideias, políticas públicas disponíveis e modelos implantados nas cidades visando estimular o investimento em tecnologia e inovação.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo https://sympla.com.br/rcd

Desde 2020, durante a pandemia de covid-19, o WebinarRCD mostra, de norte a sul do país, a evolução das cidades digitais e inteligentes. Reconhecido como um dos principais espaços virtuais para a troca de experiências sobre o tema, já envolveu mais de 2.800 prefeituras de todos os estados brasileiros. A TVRCD, o canal oficial da Rede Cidade Digital no YouTube se tornou o maior acervo sobre o tema. As edições anteriores estão disponíveis pelo YouTube: https://youtube.com.br/redecidadedigital.




Segurança digital simplificada: 4 práticas essenciais que qualquer empresa pode adotar hoje

 

 

À medida que golpes digitais e tentativas de invasão se multiplicam, empresas de todos os segmentos buscam maneiras rápidas e acessíveis de reforçar a proteção de seus ambientes digitais. 

Mesmo sem estruturas robustas de tecnologia, muitas organizações têm encontrado soluções práticas, baseadas em ajustes de rotina e adoção de ferramentas simples, que reduzem vulnerabilidades de forma imediata. A ideia de uma segurança digital simplificada ganha força justamente por permitir que equipes pequenas consigam aplicar medidas eficazes.

A abertura de portas remotas, o uso de dispositivos pessoais e o armazenamento fragmentado de informações aumentam a exposição a riscos, tornando os cuidados diários parte fundamental da proteção interna. Confira quatro práticas que sua empresa pode adotar desde já:

1- Senhas fortes, autenticação e controle de acessos

Uma das práticas mais difundidas é a criação de senhas mais robustas. Investir em combinações de letras, números e símbolos, além da troca periódica desses dados, são algumas das orientações A adoção da autenticação em dois fatores também se tornou um hábito comum, garantindo uma camada extra de proteção em logins de e-mails, sistemas internos e plataformas de gestão.

Outro ponto que ganhou atenção é o controle de acessos. Pequenas empresas passaram a revisar quem tem permissão para visualizar documentos, editar arquivos ou acessar ferramentas específicas. Esse ajuste reduz o risco de uso indevido e evita que informações estratégicas circulem sem necessidade.

Essas medidas, apesar de simples, estão entre as mais apontadas como capazes de bloquear grande parte dos ataques oportunistas, que exploram configurações frágeis ou descuidos de rotina.

2- Atualizações e cuidados com dispositivos

Dispositivos desatualizados se tornaram um alvo frequente para invasores. Por isso, muitas empresas têm orientado funcionários a manter sistemas, navegadores e softwares em suas versões mais recentes. Atualizações automáticas passaram a ser habilitadas em computadores corporativos, reduzindo o tempo entre a identificação de vulnerabilidades e a aplicação de correções.

O mesmo vale para celulares utilizados no trabalho. O compartilhamento de informações entre aplicativos, especialmente quando não há separação clara entre uso pessoal e profissional, pode expor dados sensíveis. Por essa razão, orientações simples também já norteiam as empresas, como evitar redes Wi-Fi públicas, não instalar aplicativos desconhecidos e usar bloqueios de tela mais seguros.

Além disso, o uso de antivírus e firewalls básicos, disponíveis em versões acessíveis ou gratuitas, tem sido adotado como forma de criar barreiras iniciais contra arquivos maliciosos e acessos indevidos.

3- Backup frequente e organização das informações

Outra prática que vem ganhando espaço é a rotina de backup. As empresas podem buscar armazenar cópias de seus dados em locais separados do ambiente principal, seja por meio de serviços em nuvem, seja em dispositivos físicos protegidos. A organização dessas informações também passou a ser revista, com a criação de pastas específicas e políticas sobre o que deve ou não ser compartilhado.

Ao estruturar esse processo, os negócios evitam perdas irreversíveis em caso de apagamentos acidentais, falhas de equipamento ou ataques que buscam sequestrar informações. A prática se mostra especialmente importante para setores que dependem de registros contínuos, como escritórios de serviço, lojas virtuais e empresas de atendimento.

4- Conscientização interna e comunicação mais vigilante

Mesmo com ferramentas básicas, muitos problemas ainda se originam de comportamentos de risco. Para reduzir esse tipo de falha, é importante adotar treinamentos curtos, alertas por e-mail e orientações semanais. A intenção é manter as equipes atentas a golpes por phishing, mensagens suspeitas e solicitações incomuns.

Ao transformar a comunicação interna em um instrumento constante de prevenção, organizações conseguem identificar e interromper tentativas de fraude antes que causem danos. Essa abordagem também fortalece o hábito de questionar situações duvidosas e pedir validação das áreas responsáveis.

Segurança como rotina diária

A adoção dessas práticas mostra que a proteção digital não depende apenas de grandes investimentos, mas de medidas simples aplicadas continuamente. O fortalecimento das defesas internas ocorre à medida que as equipes incorporam esses cuidados ao seu dia a dia, reduzindo vulnerabilidades e evitando interrupções que poderiam impactar diretamente a operação.

Quanto mais cedo as empresas adotarem essas rotinas, menor será o impacto de ataques que exploram falhas evitáveis. No centro dessa estratégia está a ideia de que segurança digital pode e deve ser integrada de forma prática, acessível e imediata, garantindo que negócios de qualquer porte protejam seus dados e mantenham suas atividades com mais estabilidade.




Educação digital passa a ser obrigatória nos municípios em 2026

As cidades que recebem recursos do VAAR (Valor Aluno Ano por Resultados), do novo Fundeb, precisam correr para não perder recursos em 2026, quando passa a ser obrigatória a inclusão do ensino digital e computacional na grade curricular visando melhorar a gestão e os resultados educacionais.

Especialista no tema, o CEO da CyberGênios, Guilherme Tafelli, explica que os municípios que recebem ou querem receber os recursos do VAAR precisam ter a BNCC da Computação do ensino infantil ao fundamental 2 a partir de 2026 nas escolas. “É um montante significativo, principalmente para as cidades de pequeno porte. Todos os municípios de Minas Gerais e do Brasil estão aptos a receber esse recurso e quem não se enquadrar à Lei poderá inclusive receber sanções”, afirma.

As normas estabelecidas pelo MEC incluem o uso de plataformas digitais e implementação de metodologias de aprendizagem e gamificação. De acordo com Tafelli, o planejamento das Secretarias Municipais de Educação também precisa aliar infraestrutura, currículo e a formação de docentes.

Embora a Política de Inovação Educação Conectada tenha sido instituída em 2021 e as normas sobre Computação na Educação Básica publicadas e incorporadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi em julho deste ano que a metodologia de avaliação para as cidades acessarem recursos do VAAR foi aprovada pelo Ministério da Educação (MEC).

O CEO destaca que o ensino da computação vai além do laboratório de informática nas escolas e abrange o ensino do letramento digital, destacando como a criança convive em sociedade e se comporta em assuntos como segurança digital e cyberbullying.

Uma pesquisa do Institute for the Future também aponta que em menos de uma década, 85% das profissões vão ser novas e diretamente ligadas à tecnologia.