Surto de sarampo em São Paulo acende alerta para a saúde reprodutiva feminina

 

O retorno do sarampo a São Paulo trouxe à tona um alerta que ainda não ganhou a devida atenção na cobertura da imprensa: a doença é particularmente perigosa para mulheres grávidas e a vacina, que a previne, não pode ser administrada durante a gestação. Isso significa que a única janela de proteção efetiva é antes de engravidar.

O Ministério da Saúde confirmou casos de sarampo na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, com cadeia de transmissão ativa. Em resposta, a vacinação tem sido recomendada para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos, nos três municípios, com Dia D nacional marcado para o próximo dia 22 de agosto. Até o final de julho, o Brasil havia confirmado 17 casos de sarampo em 2026, com 14 em acompanhamento ativo no estado de São Paulo.

Para o Dr. Alexandre Rossi, ginecologista responsável pelo Ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo, o surto acende um alerta específico que precisa chegar às mulheres em idade reprodutiva: “O sarampo é uma doença que a maioria das pessoas associa à infância. Mas seus riscos para a mulher grávida são sérios e muito subestimados. Há, ainda, um detalhe que poucos sabem: as grávidas não podem tomar a vacina. A proteção precisa ter sido feita antes da concepção.”

Por que o sarampo é especialmente perigoso na gravidez

A gravidez provoca alterações fisiológicas importantes no organismo feminino, incluindo uma imunossupressão relativa, necessária para que o corpo aceite o feto. Essa condição torna a gestante mais vulnerável a infecções e, quando ocorre a infecção pelo vírus do sarampo, as consequências podem ser muito graves.

A infecção por sarampo durante a gestação pode trazer consequências graves para a saúde materna e aumentar o risco de desfechos adversos para o bebê, como prematuridade, baixo peso ao nascer, abortamento e morte fetal. Complicações respiratórias como pneumonia também são mais frequentes e mais graves em gestantes infectadas.

“Quando uma gestante não vacinada contrai sarampo, o risco não é apenas para ela, mas também para o bebê que está se desenvolvendo. Prematuridade, abortamento e baixo peso ao nascer são desfechos que podemos e devemos evitar garantindo que a mulher esteja imunizada antes de engravidar”, reforça o Dr. Alexandre.

Vacina contra o sarampo não pode ser aplicada na gravidez

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é produzida com vírus vivo atenuado. Por esse motivo, sua aplicação é formalmente contraindicada durante a gestação. Além disso, recomenda-se que a mulher aguarde pelo menos 30 dias após a vacinação antes de tentar engravidar.

Isso cria uma situação de vulnerabilidade específica: a gestante que não foi vacinada previamente não tem como se proteger durante a gravidez por meio da imunização ativa. A única alternativa, em casos de exposição comprovada, é a imunoglobulina humana, uma medida de emergência, não de prevenção.

“A mensagem para as mulheres que planejam engravidar é clara: verifiquem agora a caderneta de vacinação. Se não há comprovação de duas doses da tríplice viral ou da vacina tetraviral, vacinem-se antes de tentar engravidar “, orienta o Dr. Alexandre.

Um alerta além da gestação

O Dr. Alexandre Rossi destaca que a consulta ginecológica é o momento ideal para revisar a situação vacinal da mulher, especialmente em cenários de surto como o atual.

“Muitas mulheres chegam ao pré-natal sem saber se tomaram as doses necessárias da tríplice viral. É uma informação que deve ser levantada, se possível, antes da gravidez, no planejamento reprodutivo. Esse é o papel do ginecologista: antecipar riscos e garantir que a mulher chegue à gestação protegida.”

O especialista também lembra que mulheres sem histórico de vacinação ou que não sabem se são imunizadas devem aproveitar a campanha em curso, desde que não estejam grávidas. Para as que já estão grávidas e não têm comprovação de imunização, a orientação é buscar o médico para avaliação individual e adotar medidas de proteção como evitar aglomerações e ambientes fechados.




Bets: especialista diz que não existe “aposta responsável”

 

A expressão “aposta responsável” passou a ocupar espaço de destaque nas campanhas publicitárias das plataformas de apostas esportivas — as chamadas “bets” – e nas discussões sobre a regulamentação do setor no Brasil. A mensagem sugere que, com autocontrole e limites pessoais, seria possível manter uma relação segura com as bets. Mas, na avaliação do professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, essa ideia precisa ser analisada com cautela.

Segundo ele, embora o conceito possa contribuir para reduzir danos quando acompanhado de mecanismos efetivos de proteção, muitas vezes ele acaba transferindo ao consumidor uma responsabilidade que não é apenas individual.

“O conceito de aposta responsável pode ter utilidade quando está inserido em uma política séria de prevenção. O problema é quando ele se resume a uma mensagem publicitária enquanto todo o restante da plataforma é desenhado para incentivar que o usuário aposte mais, por mais tempo e com maior frequência”, afirma.

Para o especialista, existe uma contradição estrutural no modelo de negócios das casas de apostas. Enquanto a proteção do consumidor pressupõe limites, pausas e redução de comportamentos de risco, a receita das plataformas aumenta justamente quando o usuário permanece mais tempo conectado e realiza um número maior de apostas.

O problema vai além do autocontrole

Na avaliação de El Khatib, reduzir o debate à recomendação para que as pessoas “joguem com responsabilidade” pode ocultar fatores que exercem forte influência sobre o comportamento dos consumidores. Publicidade intensa, notificações constantes, bônus promocionais, micro apostas, apostas durante eventos esportivos e a facilidade de acesso pelo celular criam um ambiente altamente estimulante, que favorece decisões impulsivas.

“O comportamento do apostador não ocorre em um ambiente neutro. Ele é influenciado por estímulos tecnológicos, estratégias comerciais e fatores emocionais que aumentam o tempo de permanência na plataforma”, explica.

Por isso, o docente da FECAP defende que os danos associados às apostas sejam tratados de forma semelhante a outros problemas de saúde coletiva, considerando não apenas as escolhas individuais, mas também as características do mercado e dos produtos oferecidos.

Existe um limite realmente seguro?

Uma das dúvidas mais comuns entre consumidores é se existe um valor ou um tempo considerado seguro para apostar. Para Ahmed, a resposta é não. “Não existe um limite universal que transforme automaticamente a aposta em uma atividade saudável. O mesmo valor pode ser irrelevante para uma pessoa e comprometer completamente o orçamento de outra.”

Segundo o professor, mais importante do que estabelecer um número é observar a origem do dinheiro utilizado. Recursos destinados ao pagamento de contas, alimentação, aluguel, saúde, educação ou formação de reserva financeira jamais deveriam ser usados em apostas. Da mesma forma, recorrer a empréstimos, cheque especial ou cartão de crédito para apostar representa um importante sinal de risco.

O docente ressalta ainda que qualquer quantia destinada às apostas deve ser encarada como um gasto de entretenimento que pode ser totalmente perdido, e nunca como investimento ou alternativa para complementar a renda.

Quando a diversão se transforma em risco?

O desenvolvimento de um comportamento problemático costuma acontecer de forma gradual. Antes mesmo do endividamento aparecer, pequenas mudanças na rotina podem indicar perda de controle.

Entre os principais sinais estão a necessidade crescente de apostar valores maiores, a tentativa de recuperar rapidamente o dinheiro perdido, a dificuldade de interromper as apostas, a preocupação constante com resultados esportivos, alterações de humor, ocultação de perdas e o uso das apostas como forma de aliviar ansiedade, tristeza ou frustração. “Um erro frequente é esperar que apareçam grandes dívidas para reconhecer o problema. Muitas vezes, a perda de controle psicológico acontece antes do colapso financeiro.”

Segundo Ahmed, um dos mecanismos mais perigosos é a chamada “perseguição das perdas”, quando o apostador aumenta sucessivamente os valores apostados para tentar recuperar prejuízos anteriores. “Nesse momento, a decisão deixa de ser racional. A pessoa passa a apostar movida pela urgência emocional de voltar ao ponto em que estava.”

Nem todos estão expostos ao mesmo risco

Embora qualquer pessoa possa desenvolver problemas relacionados às apostas, alguns grupos apresentam vulnerabilidade maior. Entre eles estão adolescentes e adultos jovens, pessoas endividadas, indivíduos com ansiedade, depressão ou outras formas de sofrimento emocional, além daqueles que já possuem histórico de dependência química ou outros comportamentos compulsivos

Também aumentam o risco fatores como exposição constante à publicidade das bets, influência de amigos e influenciadores digitais, além de funcionalidades presentes nas próprias plataformas, como apostas ao vivo e micro apostas.

As ferramentas atuais são suficientes?

Hoje, diversas plataformas oferecem recursos como limites de depósito, alertas de tempo de uso e mecanismos de autoexclusão. Para o professor, essas ferramentas representam avanços importantes, mas possuem eficácia limitada quando dependem exclusivamente da iniciativa do próprio usuário. “Quem já perdeu o controle nem sempre consegue utilizar esses mecanismos no momento em que mais precisa.”

Segundo ele, uma política efetiva de proteção exige que as próprias empresas sejam capazes de identificar padrões objetivos de risco e interromper ações comerciais dirigidas a consumidores vulneráveis. “As plataformas não deveriam apenas disponibilizar ferramentas. Elas deveriam reconhecer comportamentos de risco, suspender incentivos comerciais, limitar determinadas funcionalidades e realizar intervenções proporcionais à gravidade da situação.”

Publicidade influencia a percepção do risco

Outro ponto destacado pelo professor é o papel da publicidade na normalização das apostas esportivas. Patrocínios de clubes, campanhas com atletas, transmissões esportivas e ações de influenciadores digitais acabam associando as apostas a entretenimento, sucesso e pertencimento. “A publicidade mostra as comemorações e as vitórias. As perdas, as dívidas e os impactos emocionais permanecem invisíveis.”

Na avaliação do especialista, advertências rápidas sobre jogo responsável dificilmente conseguem neutralizar campanhas publicitárias que estimulam continuamente o consumo. Por isso, as mensagens de risco deveriam ter destaque proporcional ao investimento em marketing.

Um mercado mais seguro exige responsabilidade compartilhada

Para o professor da FECAP, tornar o mercado de apostas mais seguro depende de uma combinação entre educação financeira, saúde mental, fiscalização e regulação. “O debate sobre apostas não pode ser reduzido à oposição entre liberdade individual e proibição. A responsabilidade precisa ser compartilhada entre consumidores, empresas e Estado.”

Entre as medidas que considera importantes estão a criação de limites financeiros vinculados ao CPF, restrições a modalidades de apostas mais impulsivas, maior controle sobre a publicidade, auditoria dos algoritmos utilizados pelas plataformas e mecanismos automáticos para identificar usuários em situação de risco.

Segundo ele, cabe aos usuários reconhecer sinais de perda de controle; às plataformas, reduzir práticas que estimulem comportamentos nocivos; ao poder público, fiscalizar e aperfeiçoar a regulação; e à sociedade abandonar a ideia de que problemas relacionados às apostas decorrem apenas de falta de disciplina.

“Apostar com responsabilidade não depende apenas da vontade do jogador. Também exige um ambiente que favoreça decisões conscientes e mecanismos capazes de proteger pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, conclui.

O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).




Dois em cada três brasileiros não sabem que terão dois votos para o Senado em 2026

 

 

Por Paulo Maneira

A eleição começa oficialmente, as candidaturas estão nas ruas, os números começam a aparecer nas pesquisas e existe uma informação básica que dois em cada três brasileiros ainda desconhecem: neste ano, o eleitor terá dois votos para o Senado.

O dado aparece na pesquisa nacional Genial/Quaest divulgada em agosto. Quando perguntados sobre quantos senadores poderão escolher neste ano, apenas 34% dos entrevistados responderam corretamente: dois. Outros 22% acreditam que poderão escolher apenas um senador, 10% acham que serão três e 34% não souberam ou não responderam. Somados, 66% dos brasileiros não sabem corretamente quantos votos terão para o Senado.

É um número que diz muito mais sobre a eleição do que simplesmente revelar desconhecimento sobre o sistema eleitoral. Existe uma consequência prática para as campanhas: boa parte dos brasileiros ainda está pensando a disputa para o Senado como se tivesse apenas uma escolha para fazer.

Em 2026, serão renovados dois terços do Senado Federal. Isso significa que cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores. O eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Não é obrigado a utilizar os dois votos, mas terá duas escolhas disponíveis na urna.

E aqui começa uma questão eleitoral que considero muito mais interessante do que o próprio desconhecimento revelado pela pesquisa: se dois em cada três brasileiros ainda não sabem que possuem dois votos, é bastante provável que uma parcela considerável deles ainda não tenha construído mentalmente sua segunda escolha.

Estamos diante de uma eleição em que existe um voto que ainda precisa ser apresentado ao eleitor.

Isso muda bastante a maneira de enxergar a disputa pelo Senado. Normalmente pensamos uma campanha como uma batalha para tirar votos de um adversário e conquistar preferência. Para muitas candidaturas, talvez não seja exatamente essa a disputa. Não será necessário convencer o eleitor a abandonar seu candidato preferido. Será possível disputar um espaço que ainda está vazio.

É a batalha pelo segundo voto.

Os recortes da pesquisa ajudam a entender o tamanho desse terreno. Entre as mulheres, somente 28% sabem que poderão escolher dois senadores, enquanto entre os homens esse percentual chega a 39%. Ou seja, 72% das mulheres entrevistadas não responderam corretamente à pergunta.

A escolaridade produz outra diferença clara. Entre os entrevistados com ensino fundamental, apenas 25% sabem que são dois votos. No ensino médio, 37%. Entre aqueles com ensino superior, o percentual chega a 46%. Mesmo no grupo com maior escolaridade, menos da metade respondeu corretamente.

A renda segue movimento semelhante. Entre famílias que recebem até dois salários mínimos, somente 26% sabem que poderão votar em dois candidatos. Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, são 31%. Acima de cinco salários mínimos, 45%. Quanto maiores a renda e a escolaridade, maior o conhecimento sobre a regra, mas em nenhum desses grupos a resposta correta alcança a maioria.

Outro dado chama atenção: não é uma questão restrita aos jovens ou aos eleitores menos habituados ao processo eleitoral. Entre aqueles de 16 a 34 anos, 33% sabem que são dois votos. Na faixa de 35 a 59 anos, são 36%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, 31%. O desconhecimento atravessa praticamente todas as gerações.

Regionalmente, o cenário também permanece parecido. Nordeste e Sudeste registram 34% de respostas corretas. Centro-Oeste e Norte, considerados conjuntamente pela pesquisa nesse recorte, chegam a 36%. No Sul, somente 28% sabem que poderão escolher dois senadores e impressionantes 46% simplesmente não souberam responder.

Há ainda uma informação que ajuda a compreender como essa segunda escolha poderá ser construída. A Quaest perguntou qual atributo seria mais considerado pelo eleitor na decisão para senador. A resposta mais citada, com 31%, foi ter foco em trazer emendas e obras para o estado. A indicação de Lula aparece com 15%, seguida pelo compromisso de votar pelo fim da escala 6×1, com 13%; independência da polarização, 12%; ser favorável ao impeachment de ministros do STF, 11%; e indicação de Bolsonaro, 8%.

Isso sugere uma eleição para o Senado mais aberta do que uma simples reprodução da disputa presidencial. Lula e Bolsonaro possuem capacidade evidente de transferência dentro de seus respectivos campos, mas existe um eleitor que também procura entrega, posicionamento e identificação com determinadas pautas.

Quando existem duas escolhas, esses critérios podem inclusive conviver. O primeiro voto pode ser definido pela preferência política mais consolidada e o segundo seguir outra lógica. Pode ser uma mulher, um candidato regional, alguém ligado a uma pauta específica, uma candidatura recomendada por outra liderança ou simplesmente o nome que conseguir ocupar esse espaço antes dos demais.

Para quem está fazendo campanha para o Senado, há uma mensagem bastante objetiva nesses números: não basta pedir voto. Primeiro será necessário ensinar ao eleitor que ele possui dois.

Candidaturas que compreenderem isso podem mudar inclusive a abordagem da comunicação. Em vez de disputar frontalmente o primeiro voto já consolidado, podem começar perguntando algo muito mais simples: “E o seu segundo voto para o Senado, já decidiu?”

Essa pergunta pode valer muito nas próximas semanas.

Porque existe uma diferença enorme entre um eleitor indeciso entre vários candidatos e um eleitor que sequer percebeu que ainda tem uma escolha para fazer. O primeiro está procurando um nome. O segundo ainda precisa descobrir que existe uma vaga em aberto na própria decisão.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 31 de julho e 3 de agosto de 2026, com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-06591/2026.

A eleição para o Senado pode acabar sendo decidida justamente nesse espaço que ainda não foi ocupado. Enquanto boa parte das campanhas briga para ser a primeira opção, talvez uma das maiores oportunidades de 2026 esteja em outra pergunta.

Quem vai conquistar o segundo voto do brasileiro?

Paulo Maneira é jornalista, estrategista político e autor do livro “Campanha Planejada”.




Câmara propõe recuperação e conservação de estrada na Água da Pirapitinga

 

Durante a sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (10), foi apresentada uma indicação pelo vereador Gerson Alves, que solicita ao Poder Executivo estudos e providências para a recuperação e conservação da Estrada Rural ASS-110 “Honório Machado de Lima”, localizada no bairro Água da Pirapitinga.

A proposta destaca a necessidade de atuação da Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços, com o objetivo de melhorar as condições de trafegabilidade da estrada, que apresenta trechos em situação precária.

Entre as intervenções apontadas estão serviços de patrolamento, cascalhamento, adequação do sistema de drenagem e demais melhorias necessárias para garantir condições satisfatórias de circulação e segurança aos usuários.

“Essa é uma estrada utilizada diariamente por moradores, produtores rurais e trabalhadores, além de ser fundamental para o transporte da produção agrícola e o acesso às propriedades. É importante que o Poder Executivo avalie a situação e adote as medidas necessárias para garantir uma via mais segura e adequada, principalmente durante os períodos de chuva”, justificou o vereador Gerson Alves.




Sabesp oferece até 100% de desconto em dívidas para garantir acesso a serviços básicos

São Paulo, 14 de agosto de 2026 – Clientes das classes residenciais da Sabesp com contas em atraso terão mais uma oportunidade para regularizar seus débitos com condições especiais. A partir do dia 11 de agosto e até o dia 10 de setembro, a Companhia dá continuidade aos feirões de renegociação que tem realizado com a campanha Tudo Azul Sabesp, com condições ainda melhores, voltada para quem possui valores em aberto que ainda não foram renegociados e válida pra quem tem débito acima de 90 dias.

Na campanha, os consumidores terão isenção total de juros, multa e atualização monetária (IPCA), além de descontos progressivos sobre o valor principal da dívida. Os abatimentos variam conforme o tempo: começam em 10% para débitos em atraso superior a três meses e aumentam gradativamente, podendo chegar a 100% para dívidas com mais de cinco anos.

A campanha contempla exclusivamente dívidas que ainda não tenham sido renegociadas. Acordos firmados anteriormente não poderão ser incluídos na ação. Para aderir, será necessário cumprir três requisitos durante o atendimento: realizar a atualização cadastral, optar pelo recebimento da fatura em formato digital e aderir ao Pix Automático. Após o cumprimento dessas etapas, será possível formalizar o acordo nas condições previstas pela campanha.

“Estamos constantemente buscando soluções que simplifiquem a jornada dos nossos clientes. Permitir que as parcelas do acordo sejam pagas diretamente no Pix Automático é mais uma iniciativa para tornar esse processo mais fácil, seguro e conveniente”, afirma Denis Maia, diretor-executivo de Comercial e Tecnologia da Sabesp.

As negociações poderão ser realizadas exclusivamente pelos canais disponibilizados para a campanha: WhatsApp – (11) 3388-8000, lojas físicas da Sabesp e Central de Atendimento Telefônico – 0800-055-0195 (ligação gratuita, 24 horas por dia). Nesta ação, a negociação não estará disponível pelo site e nem pelo aplicativo da Companhia.

Para maior comodidade, a Sabesp recomenda a adesão à campanha via WhatsApp ou Central de Atendimento Telefônico. A iniciativa sucede o feirão de renegociação “Acertando suas contas”, realizado pela Companhia entre os meses de janeiro a julho de 2026, firmando mais de 167 mil acordos com benefícios para 133 mil clientes, com mais de R$ 136 milhões em descontos. Em virtude do sucesso da campanha, a Sabesp amplia ainda mais as condições oferecidas para facilitar a regularização financeira dos consumidores.

Sobre a Sabesp

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 376 municípios paulistas, atendendo cerca de 30 milhões de pessoas. É uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil.

A Companhia está investindo para antecipar em quatro anos as metas do Marco Legal do Saneamento, ampliando o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário, promovendo saúde, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para milhões de brasileiros.




Estudantes de Medicina da FEMA participam da Missão Univida em Dourados (MS)

 

Estudantes do curso de Medicina da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA), integrantes da IFMSA Brazil FEMA, participaram da Missão Univida. A iniciativa foi realizada em Dourados, no Mato Grosso do Sul, e promoveu ações de assistência e apoio a comunidades indígenas da região.

Para integrar a Missão Univida, é necessário ser filiado à IFMSA Brazil FEMA. Nesta edição, estudantes e professores vinculados à organização participaram do projeto pela terceira vez.

Durante sete dias, os participantes estiveram em diferentes aldeias, com atividades realizadas ao longo de todo o dia. A dinâmica da missão é baseada no trabalho de uma equipe multiprofissional, formada por integrantes da área da saúde e também de outros setores, que atuam de maneira integrada conforme as necessidades encontradas em cada local.

Entre as ações de saúde desenvolvidas estiveram consultas e atendimentos nas áreas de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, com atenção especial às crianças e às famílias das comunidades. O trabalho dos voluntários, no entanto, não se limita à assistência em saúde.

Os estudantes também participam da rotina das aldeias e assumem diferentes funções ao longo da missão. Limpeza e organização dos espaços, preparação e distribuição de alimentos, atividades de recreação e apoio às demais ações fazem parte da experiência vivenciada pelas equipes.

Outro eixo importante do trabalho é a distribuição de doações arrecadadas para a missão. Roupas, alimentos e presentes são levados às comunidades, contribuindo para atender demandas identificadas durante a passagem das equipes pelas aldeias.

Segundo os participantes, a experiência proporciona uma vivência de imersão, na qual os estudantes precisam trabalhar de forma colaborativa e desempenhar diferentes funções. O contato com realidades distintas também contribui para ampliar a formação acadêmica e a percepção sobre os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas.

A Missão Univida é uma iniciativa filantrópica que desenvolve ações junto a populações indígenas em diferentes regiões do país, incluindo Dourados e comunidades do Amazonas. O projeto reúne voluntários de diversas áreas em atividades de assistência, saúde e apoio social.

Para a FEMA, a participação em iniciativas como essa reforça a importância dos projetos de extensão na formação dos estudantes. Além de aproximar o conhecimento acadêmico de situações concretas, essas experiências estimulam a atuação multiprofissional, o trabalho em equipe e o contato direto com diferentes realidades sociais.

A terceira participação da IFMSA Brazil FEMA também representa a continuidade de um trabalho construído por estudantes e professores que participaram das missões anteriores. A cada edição, novos integrantes se juntam à iniciativa, mantendo uma trajetória de colaboração e extensão iniciada por aqueles que estiveram nas primeiras experiências.




Educação alcança 851 estagiários de ensino técnico na região de Marília; veja qual o curso com mais contratações

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo atingiu a marca de 18,1 mil estudantes contratados pelo programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). Nesta semana, 2.565 vagas estão em processo de seleção para estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Técnico. O objetivo é chegar, até o fim deste ano, a 30 mil alunos beneficiados. Na região de Marília, o Estado soma 851 estagiários e são 94 vagas abertas nesta semana.

O BEEM é voltado a alunos matriculados no Ensino Médio Técnico que tenham pelo menos 16 anos de idade, frequência escolar de 80% ou mais e que tenham participado da última edição do Provão Paulista Seriado. A jornada máxima é de 20 horas na semana e por isso é possível conciliar estudo e trabalho. A prioridade é que os estudantes trabalhem perto de sua casa ou escola. O valor da bolsa-auxílio chega a R$ 883,66.

O estágio do BEEM dura seis meses. Durante este período, a bolsa é paga pela Secretaria da Educação e o vale transporte, quando necessário, pela empresa parceira. Após o período de seis meses, a empresa pode estender o estágio ou efetivar o estudante. O edital do programa BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio) pode ser conferido neste link.

18,1 mil estagiários

Para os estudantes que pesquisam qual o melhor curso técnico para conseguir estágio, a área de administração lidera o volume de contratações no estado. Dos 18,1 mil alunos beneficiados desde o início do programa em todo o estado, são 11.512 estagiários de administração, seguido por vendas, com 1.760 contratados, logística, com 1.750 beneficiados, agronegócio, com 1.208 estagiários, e desenvolvimento de sistemas, com 809 estagiários.

Em relação à remuneração, os cursos da área de tecnologia oferecem os maiores valores de bolsa no programa BEEM, alcançando R$ 883,66 mensais para jornadas de 20 horas semanais.

  • Desenvolvimento de Sistemas: R$ 883,66 (jornada de 20h)
  • Ciência de Dados: R$ 883,66 (jornada de 20h)
  • Administração: R$ 729,98 (jornada de 20h)
  • Agronegócio: R$ 729,98 (jornada de 20h)
  • Logística: R$ 729,98 (jornada de 20h nas ofertas regulares)

Passo a passo para fazer a inscrição no portal BEEM

  1. Acesse o site https://www.beem.sp.gov.br/.
  2. Clique na opção “Sou estudante e quero saber mais”.
  3. Clique em “Inscreva-se”.
  4. Selecione “Vamos lá” para iniciar o formulário.
  5. Insira CPF, data de nascimento e Registro do Aluno (RA).
  6. Preencha os dados de contato e endereço.
  7. Conclua o cadastro para obter as credenciais.
  8. Faça o login utilizando o CPF ou código enviado por e-mail.
  9. Busque as vagas disponíveis para a sua área técnica.

Alunos menores de 18 anos devem fazer o preenchimento com o acompanhamento dos pais ou responsáveis legais.

Confira os valores das bolsas mensais e jornadas semanais por área de formação:

  • Administração: 20 | R$ 729,98
  • Agronegócio: 20h | R$ 729,98
  • Alimentos: 12h | R$ 437,99
  • Automação Industrial: 12h | R$ 437,99
  • Biotecnologia: 12h | R$ 437,99
  • Celulose e Papel: 12h | R$ 437,99
  • Cibersistemas para Automação: 12h | R$ 437,99
  • Ciência de Dados: 20h | R$ 883,66
  • Computação Gráfica: 12h | R$ 530,20
  • Desenvolvimento de Sistemas: 12h (oferta Senai: R$ 530,20) | 20h (demais ofertas: R$ 883,66)
  • Design de Interiores: 12h | R$ 437,99
  • Design Gráfico: 12h | R$ 437,99
  • Edificações: 12h | R$ 437,99
  • Eletroeletrônica: 12h | R$ 437,99
  • Eletromecânica: 12h | R$ 437,99
  • Eletrônica: 20h | R$ 437,99
  • Eletrotécnica: 12h | R$ 437,99
  • Eventos: 12h | R$ 437,99
  • Fabricação Mecânica: 12h | R$ 437,99
  • Farmácia: 12h (oferta Senai: R$ 437,99) | 20h (demais ofertas: R$ 729,98)
  • Hospedagem: 12h (oferta Senac: R$ 437,99) | 20h (demais ofertas: R$ 729,98)
  • Informática: 12h | R$ 530,20
  • Instrumentação Industrial: 12h | R$ 437,99
  • Logística: 12h (oferta Senai: R$ 437,99) | 20h (demais ofertas: R$ 729,98)
  • Manufatura Digital: 12h | R$ 437,99
  • Manutenção Automotiva: 12h | R$ 437,99
  • Manutenção de Máquinas Industriais: 12h | R$ 437,99
  • Manutenção e Suporte em Informática: 12h | R$ 530,20
  • Mecânica: 12h | R$ 437,99
  • Mecânica de Precisão: 12h | R$ 437,99
  • Mecatrônica: 12h | R$ 437,99
  • Mecatrônica Automotiva: 12h | R$ 437,99
  • Meio Ambiente: 20h | R$ 729,98
  • Metalurgia: 12h | R$ 437,99
  • Modelagem do Vestuário: 12h | R$ 437,99
  • Móveis: 12h | R$ 437,99
  • Multimídia: 12h | R$ 437,99
  • Nutrição e Dietética: 12h | R$ 437,99
  • Plásticos: 12h | R$ 437,99
  • Portos: 12h | R$ 437,99
  • Processos Gráficos: 12h | R$ 437,99
  • Produção de Moda: 12h | R$ 437,99
  • Programação de Jogos Digitais: 12h | R$ 530,20
  • Qualidade: 12h | R$ 437,99
  • Química: 12h | R$ 437,99
  • Redes de Computadores: 12h | R$ 530,20
  • Segurança do Trabalho: 12h | R$ 437,99
  • Sistemas de Energia Renovável: 12h | R$ 437,99
  • Soldagem: 12h | R$ 437,99
  • Vendas: 20h | R$ 729,98



Parou a caneta. E agora? O reganho de peso pode se tornar o próximo grande problema

 

 
 

Para a médica Dra. Ana Luísa Vilela, especialista em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica, o maior desafio das canetas de incretina pode não estar no início do tratamento, mas justamente no momento em que ele termina. “O paciente celebra o resultado, para a medicação, e alguns meses depois começa a ver o peso voltar. Isso não é falha de força de vontade — é a doença retomando seu curso natural”, afirma.

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no BMJ* reuniu 37 estudos, 63 braços de intervenção e 9.341 participantes para analisar o que acontece após a suspensão de medicamentos para controle de peso. O resultado: reganho médio de cerca de 0,4 kg por mês. Com base nesse ritmo, os autores projetaram retorno do peso ao valor basal em aproximadamente 1,7 ano, e dos marcadores cardiometabólicos ao basal em cerca de 1,4 ano.

“Não podemos pensar primeiro em como tirar a caneta. Precisamos pensar em como o paciente vai sustentar o resultado. A manutenção deveria começar no primeiro dia do tratamento, não no último”, resume a Dra. Ana Luísa Vilela.

Obesidade crônica exige plano crônico

Para a médica, o dado publicado no BMJ (um dos títulos de medicina mais respeitados no mundo) confirma algo que a prática clínica já mostrava: obesidade é uma condição crônica, e tratá-la como um episódio pontual — que se resolve e se encerra — é um erro de abordagem, não apenas de resultado.

“Quando a medicação é suspensa sem um plano estruturado de manutenção, o corpo volta a fazer exatamente o que fazia antes: preservar peso, reduzir gasto energético, aumentar fome. Isso está descrito na fisiologia da obesidade há décadas. O que os novos medicamentos trouxeram foi potência, não uma nova regra biológica”, explica.

Ana Luísa Vilela defende que a construção de um plano de manutenção — que envolve composição corporal, hábitos alimentares, atividade física, sono e, quando necessário, doses de manutenção ou terapias combinadas — não deveria ser deixada para o fim do tratamento. “É preciso desenhar a saída antes de dar o primeiro passo. Do contrário, o paciente entra em um ciclo de perder e reganhar peso que desgasta o corpo e a relação dele com o próprio tratamento”, completa.

“O sucesso não deveria ser medido pelo quanto o paciente perdeu, mas pelo quanto ele consegue manter. E manter é um projeto — não um acaso”, conclui a médica.

Sobre a Dra. Ana Luísa Vilela

Médica com formação em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, com mais de 20 anos de atuação clínica. Passou por instituições como o Hospital das Clínicas da USP (HC-USP), o Instituto Garrido e a Beneficência Portuguesa de São Paulo. Autora do livro Renascimento Metabólico, dedica-se ao estudo do metabolismo e à interpretação integrada do organismo, atendendo pacientes com sintomas persistentes mesmo diante de exames considerados normais.

Fonte científica West S, Scragg J, Aveyard P, et al. Weight regain after cessation of medication for weight management: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2026;392:e085304. DOI: 10.1136/bmj-2025-085304. Disponível em: https://www.bmj.com/content/392/bmj-2025-085304.long




Volta às aulas: veja dicas do Detran-SP para contratação de transporte escolar 

 

Na volta às aulas, o DetranSP recomenda que os pais e responsáveis verifiquem a regularidade do veículo e do motorista antes de contratar o serviço de transporte escolar. Para exercício da atividade, o veículo precisa ser inspecionado a cada seis meses, conforme preveem a Portaria Normativa Nº 11/2023 do Detran-SP e o Código de Trânsito Brasileiro, por meio da Lei Nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.

Caso a documentação não esteja em dia, o motorista pode ser penalizado por infração gravíssima com multa de R$ 1.467, 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo ao pátio. As fiscalizações nas ruas são realizadas durante as Operações Transporte Escolar Seguro (OTES). Desde junho de 2024, quando foram criadas, essas operações verificaram as condições de 990 veículos e condutores em 75 ações.

Autorizações do condutor

Além de realizar a vistoria veicular obrigatória, os transportadores precisam de um documento para atestar a segurança e a idoneidade do serviço oferecido. Para isso, o Detran-SP oferece digitalmente a autorização para transporte escolar para o condutor, conforme prevê o artigo 138 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O documento é obrigatório, não tem taxa de emissão e deve ser solicitado pelo portal do Detran-SP. Assim, os pais terão a garantia de que seus filhos estão sendo conduzidos por motoristas com o devido curso e com certidão negativa de Antecedentes criminais para homicídio, roubo, estupro e corrupção de menores.

Além de ter esse atestado de condutor autorizado, aqueles que quiserem se tornar condutores de transporte escolar precisam apresentar uma série de documentos, como:

CNH registrada no estado de São Paulo;

CNH válida e sem bloqueios;

Ter idade superior a 21 anos;

Categoria D ou E;

Exame toxicológico periódico válido;

Não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos 12 últimos meses;

Curso de Transporte Escolar válido e presente na Carteira Digital de Trânsito – CDT;

Certidão negativa do registro de distribuição criminal válida relativamente aos crimes de homicídio, roubo, estupro e corrupção de menores.

Cuidados em relação ao transporte escolar

1) Certifique-se de que o veículo esteja em dia com a autorização da prefeitura para este tipo de transporte e também com a vistoria semestral específica, realizada por uma ITL – Instituição Técnica Licenciada, por meio da autorização de transporte escolar que deverá estar afixada na parte interna do veículo, em local visível;

2) Confirme se o condutor tem CNH categoria D ou E, dentro da validade, se fez o Curso de Transporte Escolar e se possui autorização específica de condutor de transporte escolar;

3) O veículo deve ter a inscrição “ESCOLAR” no seu exterior, cinto de segurança em todos os bancos, extintor de incêndio, travas de segurança nas janelas com abertura máxima de 10 centímetros e dispositivos próprios para a quebra ou remoção de vidros;

4) Os pais podem também pedir para verificar as condições dos equipamentos obrigatórios (lanternas, espelho retrovisor, cronotacógrafo, pneus etc.), assim como verificar se cada criança – independentemente do tamanho ou idade – ocupa um assento e um cinto de segurança no veículo, sem compartilhamento;

5) Fique atento às condições de higiene, conforto e segurança do transporte escolar;

6) Apure com a escola e os pais de outros alunos as referências do profissional condutor;

7) Observe a forma como o motorista recepciona as crianças na porta da escola e prefira a opção de transporte que tenha outro adulto acompanhando as crianças, além do condutor.

Vistoria de veículos destinados à condução de escolares

Entre os pontos analisados nas vistorias estão condições dos pneus, sistema de lanterna e de freios, adesivagem amarela na lateral completa do veículo com a escrita escolar, faixas reflexivas, itens obrigatórios de segurança, como extintor de incêndio, cintos de segurança, entre outros.

Alguns veículos – por conta do modelo de fábrica – utilizam farol de milha, que não é um item obrigatório. Se este equipamento estiver instalado no veículo, o mesmo deverá estar funcionando, já que o não funcionamento desse item pode determinar a reprovação do veículo na vistoria.

A inspeção semestral deve ser realizada por uma Instituição Técnica Licenciada (ITL), credenciada pela Senatran, que emite o laudo de inspeção de transporte escolar, a ser apresentado ao Detran para a emissão da autorização. A lista de empresas credenciadas pode ser consultada no portal do Detran-SP. O agendamento e pagamento da taxa de inspeção devem ser feitos diretamente com a empresa escolhida (não tem valor tabelado).

Após a apresentação da documentação, o transportador terá acesso à autorização também pelo portal do Detran-SP . Basta imprimir o documento e fixá-lo na parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da lotação máxima permitida (sendo vedada a condução de escolares em número superior à capacidade estabelecida pelo fabricante).




Unesp inicia curso de Língua e Cultura Chinesas no campus de Assis

Aconteceu nesta quinta-feira (13), a aula inaugural do curso de bacharelado em Língua e Culturas Chinesas,  recém instalado no campus da Unesp em Assis,  eem solenidade realizada no Cine Piracaia que marcou o início da primeira turma de uma graduação inédita na América Latina.

Representando o município, a prefeita Telma Spera esteve presente na cerimônia, que reuniu representantes da comunidade acadêmica e das relações entre Brasil e China.

Estiveram presentes a reitora da Unesp, professora Maysa Furlan; a diretora da Unesp de Assis, professora doutora Renata Giassi; o cônsul-geral da China no Brasil, senhor Yu Peng e o professor da Faculdade de Língua Chinesa da Universidade de Hubei, professor doutor Zhang Pengfei.

A presença de representantes da China e da Universidade de Hubei reforçou a dimensão internacional da nova graduação e a importância da iniciativa para a aproximação acadêmica e cultural entre os dois países.

Uma nova oportunidade para os estudantes

O bacharelado em Língua e Culturas Chinesas recebeu 40 vaags no Vestibular de Meio de Ano de 2026 e registrou 18,1 candidatos por vaga, demonstrando o interesse despertado pela nova formação.

A graduação oferece aos estudantes uma formação voltada ao estudo da língua chinesa e de suas culturas, ampliando as possibilidades acadêmicas e profissionais e fortalecendo o processo de internacionalização da Unesp de Assis.

A iniciativa também aproxima o município de instituições chinesas e amplia as possibilidades de intercâmbio, cooperação acadêmica e troca de conhecimentos.

Durante a solenidade, a prefeita Telma Spera parabenizou a Unesp pela implantação do novo bacharelado e destacou a importância da instituição para o desenvolvimento de Assi

Para o município, a implantação do curso representa mais uma contribuição da Unesp para a formação de novos profissionais e ampliação das oportunidades oferecidas aos jovens.