SP reúne 5.000 diretores escolares com foco nas ações do 2º semestre e evolução dos resultados educacionais

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) organiza nesta e na próxima semana o Encontro de Líderes de Aprendizagem com os 5.000 diretores das escolas estaduais paulistas. Os gestores das unidades de ensino serão divididos em quatro grupos, e cada um desses grupos participará de oficinas por dois dias. Nesta quinta-feira (7), começa o ciclo de atividades com o segundo grupo de profissionais da Educação.

O secretário da Educação,  Renato Feder, participa de todos os dias de encontro. O grupo 1 esteve na cidade da Baixada Santista nos dias 5 e 6. Outros grupos se reúnem nos dias 7 e 8, 11 e 12 e, o último, nos dias 13 e 14 de maio. O grupo 2 é formado por diretores de escolas localizadas nas regionais de ensino da capital, RMSP, Jundiaí, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira.

O secretário da Educação, Renato Feder, destaca que o encontro anual foi implantado para aproximar os diretores das escolas estaduais da administração central. “Os diretores das nossas escolas são os representantes da Secretaria em suas comunidades, é essencial que o nosso trabalho continue alinhado, em um principal objetivo: o aluno dentro da escola, e aprendendo”.

Esta é a terceira vez que a Educação organiza o encontro que promove as trocas entre diretores escolares. Durante o evento, os líderes das escolas participam de formações sobre verificação de aprendizagem a partir da plataforma de lições de casa, a Tarefa SP, sobre o feedback constante para professores durante o ano letivo, a partir da ferramenta de apoio presencial e de ações de proteção e prevenção a partir do Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar). O evento também permite o diálogo com lideranças da pasta e a apresentação de projetos de destaque na rede, pelas próprias escolas.

Após a abertura para cada turma, os diretores participam de um alinhamento pedagógico com foco no trabalho que será desenvolvido nas escolas no segundo semestre deste ano. Entre as ações previstas para o terceiro e quarto bimestres deste ano estão a aplicação anual do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), quarta edição do Provão Paulista — que garante acesso direto dos estudantes do Ensino Médio às universidades —, e a Avaliação da Fluência Leitora, prova do programa Alfabetiza Juntos SP que tem, como meta, 90% das crianças lendo ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

Resultados

Os resultados alcançados pelas escolas no ano passado também devem nortear as trocas durante o encontro com diretores e definir o trabalho nas unidades de ensino, com os professores e  estudantes.  A rede estadual de ensino de São Paulo registrou, em 2025, o melhor desempenho histórico em matemática no Ensino Fundamental, com avanços no 2º, 5º e 9º anos, segundo o Saresp.

A mesma avaliação apontou que houve crescimento geral de 16,5% nos anos finais em todas as disciplinas, além de melhora na equidade entre as regiões. Os resultados são atribuídos a políticas de recuperação da aprendizagem, ampliação da frequência escolar, formação docente, uso de tecnologia educacional e programas como Provão Paulista, BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), Prontos Pro Mundo e Alfabetiza Juntos SP. Também houve consolidação da recuperação em língua portuguesa, avanços na alfabetização e engajamento no Ensino Médio.

Os avanços foram decisivos para que o Governo do Estado depositasse R$ 1 bilhão em bônus para 188 mil profissionais da rede estadual de ensino, o maior valor dos últimos dez anos, pago no último dia 30 de abril.

A bonificação reconhece o desempenho de professores, gestores e equipes escolares. O valor médio do bônus foi de R$ 5.066,89 por profissional, beneficiando servidores que atingiram metas individuais e/ou das escolas — ao todo, 3.760 escolas conquistaram a marca “ouro”.

O secretário da Educação, Renato Feder, destaca a melhora nas notas de todas as disciplinas em relação a 2024, o que ampliou o número de profissionais contemplados.




Estudantes da FEMA orientam crianças com ações de educação em saúde

 

 

Estudantes do segundo e quinto anos do curso de Enfermagem da Fundação Educacional do Município (FEMA) realizaram, ao longo do primeiro semestre de 2026, ações de educação em saúde com crianças atendidas pela ESF Jardim Eldorado e pela EMEIF Professora Coraly Júlia Gonçalves Carneiro. A iniciativa integra a disciplina de Educação em Saúde e Enfermagem, articulada com atividades de extensão curricular.

As ações envolveram crianças do Maternal, Etapas 1 e 2 e Ensino Fundamental, totalizando mais de 150 participantes. Todas as atividades foram realizadas mediante autorização prévia dos responsáveis, por meio de termo de consentimento.

O projeto teve como objetivo a promoção da saúde em ambiente escolar, com orientações sobre higiene, prevenção da pediculose (infestação por piolhos) e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.

Para engajar o público, foram adotadas estratégias lúdicas, como o “caça piolhos”, jogos de memória sobre prevenção, além de dinâmicas com dança. Também foram realizadas observações do couro cabeludo e orientações sobre cuidados de higiene, sempre respeitando as autorizações institucionais.

Além do impacto direto na saúde das crianças, a iniciativa contribuiu para a formação dos estudantes de Enfermagem, especialmente no desenvolvimento de competências relacionadas à educação em saúde, comunicação e atuação integrada com a comunidade. Também possibilitou o acompanhamento de indicadores antropométricos das crianças (peso e altura, por exemplo), favorecendo encaminhamentos à rede de saúde quando necessário.

A ação reforça a integração entre ensino, serviço e comunidade, ao aproximar estudantes, profissionais de saúde, educadores e famílias em torno da promoção da saúde. O curso de Enfermagem da FEMA destaca e agradece a parceria com a EMEIF Coraly e a ESF Jardim Eldorado na realização das atividades.




Dia Nacional da Matemática: 1,5 milhão de crianças participam de nova edição da olimpíada de SP para os anos iniciais

 

Maio é o mês da matemática na rede estadual paulista. Entre os dias 19, 20 e 21 de maio, mais de 700 mil estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio participam das provas da segunda fase da 3ª edição da Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais de São Paulo, a Omasp. A novidade para este ano é a Omasp Mirim, uma edição exclusiva para crianças do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental matriculadas em escolas da rede estadual e também de municípios parceiros.

Para os anos iniciais, a competição tem etapa única, nos dias 26, 27 e 28 de maio — veja calendário abaixo — e a classificação é por turma. Os alunos devem responder a 12 questões objetivas. Cada classe terá um medalhista de ouro, dois de prata e três de bronze. Os 50% melhores receberão menção honrosa e os demais certificados de participação.

“Assim como na Omasp, a proposta da Seduc-SP é despertar nos nossos alunos o interesse pela matemática e por competições científicas já nos primeiros anos da vida escolar. As provas têm o formato de outras olimpíadas do conhecimento e focam na resolução de problemas, raciocínio lógico, interpretação e, claro, em conceitos matemáticos fundamentais de acordo com cada ano/série. A rede é um celeiro de talentos e nosso papel é incentivá-los cada vez mais”, explica o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder.

Para a 1ª edição da Omasp Mirim, a previsão é que 500 mil estudantes da rede estadual participem do desafio. Entre os 502 municípios parceiros, a expectativa é que o público chegue a 1 milhão. “A Omasp Mirim ganha mais força, porque é construída junto com os municípios, e isso faz toda a diferença. Quando a gente trabalha em parceria, consegue chegar em muito mais estudantes, desde os primeiros anos, e criar oportunidades reais para que eles desenvolvam o raciocínio lógico, a autonomia e a confiança na matemática”, afirma Marina Horta, coordenadora do projeto de Olimpíadas Científicas da Seduc-SP.

“Mais do que uma prova, a Omasp Mirim ajuda a dar sentido ao que acontece em sala de aula, apoia o professor e contribui diretamente para o letramento matemático, mostrando para o aluno que a matemática não é só conteúdo, mas uma forma de pensar, de resolver problemas e de se posicionar no mundo”, completa.

3ª edição da Omasp

A Omasp chega em 2026 ao terceiro ano de competições. Mais de 500 mil estudantes já foram premiados com medalhas. Para os candidatos dos anos finais do Fundamental e Médio, a  classificação é por município. Os 5% estudantes com melhores notas por cidade são premiados com medalhas de ouro, prata e bronze. Professores e escolas com bons resultados também serão reconhecidos.

As provas da segunda fase são compostas por 20 questões de múltipla escolha. A duração é de 1h e 20 minutos. Foram selecionados para a etapa os estudantes com as 30% melhores pontuações na Prova Paulista do 1º bimestre, aplicada em abril.

Os medalhistas de ouro desta segunda etapa terão os conhecimentos testados mais uma vez, em agosto, na fase 3 da Omasp. Desse grupo, 225 estudantes com as notas mais altas garantem vaga na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), em outubro, e participam de uma preparação especial para a prova.

Calendário

Eis o calendário de provas:

Omasp – 6º ano do EF à 3ª série do EM (rede estadual)

nível 3 [1ª, 2ª e 3ª séries] – 19 de maio

nível 2 [8º e 9º anos] – 20 de maio

nível 1 [6º e 7º anos] – 21 de maio

Omasp mirim (rede estadual e redes municipais)

4º e 5º anos – 26 de maio

2º e 3º anos – 27 de maio

2º ao 5º anos [repescagem] – 28 de maio




Alunos da Fema planejam ações de projeto em Echaporã

 

No dia 25 de abril, estudantes e professores da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) participaram de uma visita precursora do projeto FEMARondon em Echaporã, onde será realizada a operação deste ano.

Na ocasião, o grupo conheceu diferentes espaços do município e fez um levantamento das principais demandas da comunidade local.

As informações coletadas servirão de base para o planejamento das oficinas que serão desenvolvidas pelos estudantes nos dias 25, 26 e 27 de setembro próximo.

A comitiva foi composta pelos FEMARondonistas e os professores Danielle Cristina Ferrarezi Barboza, Fernando Graciano De Brito e Paulo Sérgio da Silva.

No município, o grupo foi recebido pela primeira-dama e presidente do Fundo Social de Echaporã, Elaine Cristina Alcântara Gazeta; a secretária da Infância, Jacqueline Moinhos Lopes Dolce; o diretor de Educação, Marcos Andrade e o coordenador do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Frederico Augusto Lopes.

A visita precursora é uma etapa essencial para alinhar as ações do projeto às necessidades reais da população, fortalecendo a proposta de integração entre ensino e comunidade promovida pelo FEMARondon.




Provão Paulista: Matrículas da terceira chamada para as turmas do 2º  semestre devem ser feitas até esta quarta-feira (6)

 

 

Estudantes aprovados na terceira e última chamada do Provão Paulista Seriado têm entre esta terça e quarta-feira, dias 5 e 6, para se matricularem nas Fatecs (Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo) e na Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). Essa é mais uma chance de estudantes que concluíram o Ensino Médio na rede pública ingressarem no ensino superior.

Cada candidato pode conferir se o seu nome está na lista no site provaopaulista.vunesp.com.br. No mesmo portal, é possível conferir o passo a passo para a realização da matrícula. As instituições são públicas e, portanto, não há pagamento de mensalidade.

A coordenadora de avaliações da Secretaria da Educação, Thainá Salerno, lembra que os estudantes precisam estar atentos aos prazos.  “É fundamental que os estudantes fiquem atentos às datas de divulgação das listas de aprovados e aos prazos de matrícula, acompanhando de forma regular o portal do Provão Paulista para não perder nenhuma etapa e assegurar a sua vaga”

As vagas são destinadas a alunos da rede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, das Etecs (Escolas Técnicas Municipais), de escolas municipais e outras redes públicas de ensino do país.

Provão Paulista

O Provão Paulista Seriado funciona como porta de entrada de alunos do Ensino Médio da rede pública no Ensino Superior de instituições paulistas parceiras da Seduc-SP: Fatecs, Univesp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em três edições, o Provão Paulista já abriu 46 mil vagas no ensino superior.




Provão Paulista: Educação de SP divulga terceira e última chamada para o 2º semestre

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) divulgou nesta segunda-feira (4), a terceira e última chamada de aprovados no Provão Paulista Seriado para as turmas do segundo semestre nas Fatecs (Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo) e Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). Esta etapa oferece as vagas que não foram preenchidas durante a primeira e a segunda chamadas do processo seletivo.

O Provão Paulista disponibiliza vagas para alunos que concluíram o Ensino Médio na rede pública em 2025 e realizaram a avaliação para ingresso nas instituições públicas de ensino superior de São Paulo.

Matrículas

Os estudantes convocados nesta última etapa devem confirmar suas matrículas obrigatoriamente nos dias 5 e 6 de maio.

Por serem instituições públicas, não há cobrança de mensalidade. A lista de convocados e o passo a passo para as matrículas podem ser consultados no portal oficial: provaopaulistaseriado.vunesp.com.br.

Provão Paulista

O Provão Paulista Seriado funciona como porta de entrada de alunos do Ensino Médio da rede pública no Ensino Superior de instituições paulistas parceiras da Seduc-SP: Fatecs, Univesp, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em três edições, o Provão Paulista já abriu 46 mil vagas no ensino superior.




São Paulo deposita bônus para 5.241 profissionais da educação na região

 

 

A Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc-SP) depositou ontem (30) o bônus para 188 mil profissionais da rede de ensino. No total, foi repassado quase R$ 1 bilhão a professores, gestores e equipes escolares que atingiram as metas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Na região, o total chega a R$ 24,9 milhões e beneficia 5.241 servidores.

O valor é o maior da última década no Estado e está atrelado ao desempenho das escolas estaduais na avaliação. Na edição de 2025, a rede alcançou a melhor média da série histórica em matemática no Ensino Fundamental, com avanço em todos os anos. Além de matemática, houve também melhora nas notas de todas as disciplinas em relação à prova de 2024.

Com aumento das médias, o valor total da bonificação e o número de servidores também cresceram. Na comparação com o pagamento do ano passado, 18% a mais de profissionais serão contemplados com o bônus.  O valor médio do pagamento é de R$ 5.066,89 por profissional.

“A bonificação integra a política da Seduc-SP e do governo do Estado de valorização e de reconhecimento do trabalho contínuo dos profissionais da rede paulista. Neste ano, 3.760 escolas conquistaram a marca ‘ouro’ e serão contempladas com o bônus”, explica o secretário da Educação, Renato Feder.

Bonificação Saeb

Neste ano, de maneira inédita, profissionais da educação podem receber um um segundo bônus. O cálculo será feito a partir dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025, aplicado a cada dois anos pelo governo federal. Professores de língua portuguesa e matemática dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio e equipes gestoras das escolas que cumprirem as metas estipuladas pela Seduc-SP têm direito ao benefício.

As médias da rede estadual de São Paulo devem ser divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em agosto e o depósito está previsto para o mês de setembro.

Cálculo do bônus do Saresp

O cálculo do bônus para os profissionais da educação é feito com base

nas notas dos estudantes de todas as séries e disciplinas avaliadas no Saresp do Ensino Fundamental e Médio e nas metas por escola. São computadas a evolução na aprendizagem, a frequência do aluno e a participação dos estudantes no Saresp.

As metas por unidade de ensino servem de baliza para estipular o valor a ser pago a docentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e de disciplinas que não estão no Saresp (tais como Educação Física e eletivas), além de gestores e profissionais do quadro de apoio e projetos.

Já para professores regentes de disciplinas avaliadas, a apuração dos resultados é proporcional à carga horária. Para aqueles que atribuem em mais de uma escola ou, ao mesmo tempo, em disciplinas avaliadas e não-avaliadas (tais como matemática e educação financeira), a composição do benefício é a ponderação entre a meta escola e a meta disciplina.




Química da FEMA participa de feira de sustentabilidade em escola municipal

 

O curso de Química Industrial da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) participou da Feira de Sustentabilidade da Emeif “Professor Henrique Zollner Netto”. A atividade integra o projeto “Eco-Sab: Extensão e comunidade em ação”, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (SME) de Assis.

A feira marcou a primeira de três ações previstas dentro do projeto. A proposta envolve estudantes do terceiro ano do curso de Química, que levam orientações sobre a produção de sabão a partir de óleo reciclado à comunidade escolar (incluindo pais, familiares, professores e colaboradores). A iniciativa une educação ambiental e conceitos químicos aplicados ao cotidiano.

O projeto já é realizado há três anos consecutivos, consolidando a parceria entre a FEMA e a rede municipal de ensino. A continuidade das atividades reforça o vínculo entre a instituição e a comunidade, com foco na difusão de conhecimento e práticas sustentáveis.

Além das ações com estudantes, o projeto também prevê a participação dos alunos do segundo ano do curso de Química Industrial na capacitação de professores da rede municipal. A formação será voltada à experimentação científica em sala de aula, com uso de kits de ciências fornecidos pelo município.




FEMA abre inscrições para o Financiamento Estudantil Próprio

 

A Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) está com inscrições abertas para o Financiamento Estudantil Próprio (FEP) referente ao 1º semestre de 2026. O programa permite que estudantes de graduação financiem parte das mensalidades, sem intermediação de bancos ou programas externos.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio de protocolo eletrônico no sistema 1Doc, até o dia 11 de maio. O aluno precisa estar regularmente matriculado e atender aos critérios estabelecidos em edital.

O FEP é voltado a estudantes de todos os cursos e séries da instituição, com financiamento parcial das mensalidades (exceto a matrícula, que deve ser paga normalmente).

Ao todo, são ofertadas 25 vagas, com possibilidade de financiamento de até 50% do valor das mensalidades, distribuídas entre cursos como Medicina, Direito, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Publicidade e Propaganda, entre outros.

A seleção dos candidatos será feita com base na renda bruta familiar per capita, priorizando estudantes com menor renda. Em caso de empate, serão considerados critérios como menor número de semestres cursados e maior idade.

Para participar, é obrigatório apresentar documentação completa do grupo familiar, incluindo comprovantes de renda, identificação, residência e declaração de imposto de renda ou de isenção. Além disso, o candidato deve indicar um ou mais devedores solidários, que assumirão conjuntamente a responsabilidade pelo pagamento do financiamento.

O resultado com a lista de inscrições aprovadas e a classificação final será divulgado no dia 27 de maio de 2026, no site da FEMA. Já a assinatura dos contratos está prevista para o período de 28 de maio a 1º de junho.

Vale reforçar que todo o processo exige atenção aos prazos e envio correto da documentação.

Mais informações e acesso à portaria completa estão disponíveis no link: fema.edu.br/wp-content/uploads/2026/04/Portaria_Conjunta_DE_e_DA_n_28_de_24_04_2026_FEP_2026.pdf




Guerras no Enem e vestibulares: entenda o que está por trás dos conflitos em andamento no mundo

 

São Paulo, 27 de abril de 2026 – Em um cenário internacional marcado por tensões crescentes, disputas geopolíticas e crises humanitárias, os conflitos armados estão no centro do debate público, e devem ganhar também espaço nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos principais vestibulares do país. Mais do que fatos isolados, guerras como as que envolvem Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia, Ucrânia e Palestina refletem dinâmicas históricas, interesses econômicos e disputas por poder que ajudam a explicar a configuração do mundo contemporâneo.

Educadores afirmam que compreender os principais conflitos em andamento amplia a visão de mundo dos estudantes, além de preparar os candidatos de forma mais estratégica para os desafios dos processos seletivos.

Segundo Jose Henrique Porto, professor de História da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), entender os desdobramentos desses conflitos é essencial para os estudantes que se preparam para exames. “As provas valorizam candidatos que conseguem ir além da memorização de datas e eventos. É fundamental acompanhar o noticiário, os interesses envolvidos e as consequências globais desses conflitos, relacionando-os a temas como economia, política internacional e direitos humanos”, afirma.

A professora do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), Adriana Schmidt, diz que em provas como o Enem e os principais vestibulares do Brasil, as guerras costumam ser abordadas de forma interdisciplinar, especialmente nas áreas de História e Geografia, mas também podem aparecer em questões de Linguagens, a partir da interpretação de textos e análises críticas. “Os exames exigem que o candidato saiba ler mapas, interpretar gráficos e relacionar acontecimentos históricos com o presente. Não é uma cobrança de decoreba, mas de compreensão dos processos, disputas territoriais, interesses econômicos e alianças internacionais”, destaca.

Além de aparecerem nas questões objetivas, os conflitos internacionais também podem servir como repertório sociocultural na redação, fortalecendo a argumentação e demonstrando domínio de temas contemporâneos. “Quando o estudante utiliza exemplos de conflitos atuais de forma pertinente, ele mostra repertório e capacidade de análise, o que enriquece o texto e contribui para uma argumentação mais consistente e bem fundamentada”, acrescenta Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP).

Segundo Filipe Nobrega, professor de geografia do colégio Progresso Bilíngue, de Vinhedo (SP), transformar o acompanhamento dos conflitos em uma rotina estruturada de estudo e desenvolver senso crítico são diferenciais importantes para os candidatos. “Não basta consumir notícias de forma passiva. O estudante precisa organizar as informações, estabelecer conexões com temas como energia, migrações e geopolítica e, ao mesmo tempo, saber filtrar fontes confiáveis em meio ao excesso de dados e à desinformação. Essa capacidade de análise crítica é cada vez mais valorizada nas provas”, conclui.

A seguir, os docentes da Aubrick, BIS, EIA e Progresso explicam alguns dos principais conflitos armados em andamento no mundo.

GUERRA EUA–ISRAEL X IRÃ

Histórico e contexto geopolítico do conflito: entre 1921 e 1979, o Irã (conhecido como Pérsia até 1935) viveu sob o regime dos xás, como Reza Pahlavi (pai e filho) — período em que manteve relações próximas com Estados Unidos e Reino Unido. Em 1979, contudo, eclodiu a Revolução Islâmica do Irã, que derrubou a monarquia. Desde então, o país tornou-se uma teocracia, com um sistema político que combina elementos republicanos (como eleições para presidente e parlamento) com a autoridade suprema de um líder religioso, o aiatolá, responsável por supervisionar o Estado e garantir que as leis estejam de acordo com o islamismo.

O que deu início ao conflito: a escalada recente está ligada ao avanço do programa nuclear do Irã e ao aumento das tensões com Estados Unidos e Israel, que consideram o tema uma ameaça à segurança regional. O estopim foi uma ofensiva coordenada de Estados Unidos e Israel, com ataques a instalações militares e nucleares iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos ligados aos dois países e a seus aliados na região, ampliando rapidamente o confronto. Esse movimento marcou a transição de um cenário de ações indiretas para um embate mais direto entre Estados, elevando o risco de uma guerra regional.

O que está em jogo: além da disputa por poder e influência regional, o conflito afeta pontos estratégicos como o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, impactando preços e a economia global. Também está em jogo o risco de proliferação nuclear no Oriente Médio, o que pode desencadear uma corrida armamentista. A crise ainda provoca efeitos humanitários severos, como destruição de infraestrutura, deslocamento de populações e dificuldade de acesso a serviços básicos, mobilizando alertas da Organização das Nações Unidas.

Países envolvidos e número de baixas humanas: além de Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito envolve atores indiretos e grupos armados em países como Líbano, Iraque e Iêmen. Estimativas indicam milhares de mortos e feridos, entre civis e militares, além de um número crescente de deslocados e refugiados.

Futuro do conflito: o cenário é incerto e pode variar entre uma escalada para uma guerra regional mais ampla, a manutenção de confrontos pontuais ou a retomada de negociações diplomáticas. A evolução dependerá de pressões internacionais, sanções econômicas e tentativas de mediação, enquanto a continuidade dos ataques tende a intensificar os impactos humanitários e econômicos, além de manter a instabilidade global.

GUERRA RÚSSIA X UCRÂNIA

Histórico e contexto geopolítico do conflito: as tensões entre Rússia e Ucrânia remontam ao fim da União Soviética, em 1991, quando a Ucrânia se tornou independente. Desde então, o país passou a se aproximar do Ocidente, buscando integração com a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), movimento visto pela Rússia, liderada por Vladimir Putin, como uma ameaça à sua zona de influência. A crise se intensificou em 2014, com a anexação da Crimeia e o início de conflitos no leste ucraniano, especialmente na região de Donbass (Donetsk e Luhansk). Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky passou a reforçar um alinhamento com países ocidentais.

O que deu início ao conflito: a guerra em larga escala começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão militar contra a Ucrânia, alegando preocupações com segurança e a expansão da OTAN. A Ucrânia reagiu com forte resistência e passou a receber apoio militar, financeiro e logístico de países ocidentais. O conflito evoluiu para uma guerra de alta intensidade e também de caráter híbrido, envolvendo não apenas combates diretos, mas também ciberataques, desinformação e sanções econômicas.

O que está em jogo: além da disputa territorial — especialmente no leste e no sul da Ucrânia, regiões estratégicas pelo acesso ao Mar Negro —, o conflito envolve o equilíbrio geopolítico entre Rússia e Ocidente. A guerra impacta diretamente o fornecimento global de energia, evidenciando a dependência europeia do gás russo e acelerando a busca por fontes alternativas. Também há efeitos na segurança alimentar global, já que ambos os países são grandes exportadores de grãos. Soma-se a isso o risco de violações do direito internacional e denúncias de crimes de guerra, que vêm sendo acompanhadas por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas.

Países envolvidos e número de baixas humanas: embora o conflito direto ocorra entre Rússia e Ucrânia, diversos países participam indiretamente, sobretudo membros da OTAN, que fornecem apoio à Ucrânia. Estimativas indicam centenas de milhares de mortos e feridos, entre civis e militares, além de milhões de refugiados e deslocados internos, configurando uma das maiores crises humanitárias recentes na Europa.

Futuro do conflito: o cenário permanece incerto e marcado por uma guerra de desgaste, com combates concentrados principalmente no leste e sul e uso intensivo de artilharia e drones. Entre os possíveis desdobramentos estão a continuidade de um conflito prolongado, um acordo de cessar-fogo ou uma escalada mais ampla. A evolução dependerá do apoio internacional à Ucrânia, da capacidade militar russa, das sanções econômicas e das tentativas de negociação, que até o momento não resultaram em uma solução definitiva.

GUERRA EM GAZA / CONFLITO ISRAEL–PALESTINA

Histórico e contexto geopolítico do conflito: a disputa entre Israel e Palestina remonta ao século XX, com a criação do Estado de Israel em 1948 e sucessivas guerras no Oriente Médio. Os palestinos reivindicam um Estado próprio, incluindo territórios como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Gaza, controlada pelo Hamas (movimento político-militar palestino, que combina atuação social e armada, e é considerado terrorista por parte da comunidade internacional) desde 2007, vive sob bloqueio imposto por Israel e Egito, o que agrava a crise humanitária e mantém o cenário de tensão permanente.

O que deu início ao conflito: a escalada mais recente foi desencadeada em outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque sem precedentes contra Israel, com invasões, disparos de foguetes e sequestro de civis. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar de grande escala na Faixa de Gaza, com bombardeios intensivos e operações terrestres, ampliando rapidamente o conflito.

O que está em jogo: além da disputa territorial e política, o conflito envolve questões de segurança, soberania e reconhecimento internacional. Também estão em jogo a sobrevivência da população civil em Gaza, o futuro de um possível Estado palestino e a estabilidade regional. A crise humanitária é central, com colapso de infraestrutura, escassez de alimentos, água e serviços de saúde, além de alertas de organismos internacionais.

Países envolvidos e número de baixas humanas: embora o confronto direto seja entre Israel e o Hamas, há envolvimento indireto de atores como Irã (que apoia o Hamas) e apoio político e militar de países como Estados Unidos a Israel. O conflito já resultou em dezenas de milhares de mortos e feridos, a maioria civis, além de milhões de deslocados na Faixa de Gaza.

Futuro do conflito: o cenário permanece incerto, com possibilidade de prolongamento da guerra, novas escaladas regionais ou tentativas de cessar-fogo mediadas por atores internacionais. A resolução depende de negociações complexas envolvendo segurança, governança de Gaza e a retomada de discussões sobre a criação de dois Estados, enquanto a crise humanitária segue como um dos principais desafios imediatos.

Sobre a ISP – International Schools PartnershipA International Schools Partnership (ISP) é um grupo internacional presente em 25 países, com 109 escolas privadas e mais de 92.500 estudantes em todo o mundo. A ISP apoia e capacita as instituições de ensino, desenvolvendo novos padrões de excelência em educação, para transformar as escolas em referência em suas comunidades locais e no setor educacional global. O aluno da ISP está no centro da jornada de aprendizagem e é preparado para o futuro, tendo acesso a educadores apaixonados e experientes, e ferramentas para que adquira confiança, conhecimento e habilidades; e aprimore seu aprendizado acadêmico, pessoal, social e emocional em um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo. Para mais informações, acesse o site.