Com apoio do Banco do Povo, empreendedoras transformam paixão por animais em negócio

 

Empreendedoras do mercado pet apoiadas pelo BPP: a veterinária Gisele Baracat, de Bauru, e a educadora canina Marcele Lopes Escorcer, de Amparo – Fotos: Redes Sociais 

 

Passar alguns dias fora ou enfrentar uma rotina de trabalho intensa criou uma preocupação para tutores: com quem deixar o pet? Já acostumada a cuidar dos animais na prática clínica, a veterinária Gisele Baracat observou que a ausência dos responsáveis nos finais de semana e feriados indicava uma demanda por um novo serviço. Pela confiança construída com os pets e seus tutores, decidiu ampliar a atuação e estruturar um hotel para animais com apoio do Banco do Povo Paulista (BPP), programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

A médica veterinária, moradora de Bauru, já atendia animais, porém precisava adaptar o imóvel para oferecer hospedagem. O microcrédito foi utilizado em melhorias no espaço, com investimentos em piso e pintura, etapa essencial para viabilizar o novo serviço. “Pude iniciar minha trajetória, já que a questão da estrutura era primordial. Sem esse financiamento, não conseguiria”, relembra.

Após os investimentos realizados, Gisele afirma que os resultados da operação aumentaram 100%. Para ela, o programa pode fazer diferença para quem deseja empreender. “Fui bem assistida, o processo é fácil, os juros são convidativos, o prazo para pagamento é suficiente e as parcelas são acessíveis”, destaca.

Hoje, o empreendimento oferece hotel para pets, atendimento veterinário, visitas domiciliares e, de forma esporádica, serviço de creche. Os animais são recebidos em um ambiente residencial, onde a veterinária mora e trabalha. Além de cães e gatos, também recebe aves, répteis, anfíbios, peixes, jabutis, lagartos e porquinhos-da-índia.

Enquanto a creche atende os animais durante parte do dia, principalmente em horário comercial, o hotel é voltado aos períodos em que os tutores precisam passar uma ou mais noites fora.

Gisele acredita que o diferencial do negócio está no acolhimento. “Moro e trabalho no mesmo local, assim fico mais tempo na companhia deles, principalmente na hora-chave de todo bicho que está fora de casa: a hora de dormir. O animal só dorme e come onde ele se sente seguro”.

Investimento nos primeiros passos

Em Amparo, a educadora canina Marcele Lopes Escorcer também usou o crédito do Banco do Povo na compra de materiais utilizados nos atendimentos, como brinquedos interativos e mordedores, além de equipamentos essenciais, como guias, peitorais, focinheiras e dispensers de alimentação.

“O crédito foi importante para acelerar esse processo e me permitir investir desde o início em materiais adequados, o que fez diferença no desenvolvimento do meu negócio. Foi fundamental para oferecer um serviço completo e profissional”, relata.

Antes de se dedicar integralmente aos animais, Marcele trabalhava na área de contabilidade. A mudança começou em 2016, quando adotou a cadela Aiyra. “Estudei o comportamento canino para entender melhor as necessidades dela e desenvolver habilidades que nos permitissem construir um vínculo forte. Aos poucos, nossa relação foi se transformando e as pessoas começaram a me procurar em busca do mesmo para seus próprios cães”, cita.

Hoje, a empreendedora oferece educação canina, acompanhamento comportamental, passeios individualizados (dog walker) e pet sitter. “Cada cão é tratado como um indivíduo único. O foco é compreender as necessidades emocionais, físicas e comportamentais de cada um, proporcionando qualidade de vida e melhorando a convivência com a família”, conclui.




Você sabe interpretar os sinais da urina? Alterações de cor e cheiro podem indicar problemas

Observar a cor, o cheiro e até a frequência da urina pode dizer muito sobre a saúde do organismo. Embora alterações ocasionais sejam comuns e, muitas vezes, estejam relacionadas à alimentação ou ao consumo de líquidos, mudanças persistentes merecem atenção e podem ser um sinal de infecção urinária, desidratação, cálculos renais ou outras condições que exigem avaliação médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a infecção do trato urinário está entre as infecções bacterianas mais frequentes, especialmente entre as mulheres. Estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida, sendo a anatomia feminina um dos principais fatores que favorecem a ocorrência da doença.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, conhecer as características normais da urina pode ajudar na identificação precoce de alterações importantes.

“A urina saudável costuma apresentar coloração amarelo-clara e odor discreto. Alterações pontuais podem acontecer após o consumo de determinados alimentos ou medicamentos, mas quando essas mudanças persistem ou vêm acompanhadas de outros sintomas, é importante investigar a causa”, explica.

A coloração muito escura, por exemplo, costuma estar associada à baixa ingestão de líquidos e à desidratação. Já uma urina avermelhada pode indicar a presença de sangue, situação que pode estar relacionada a infecções, cálculos renais ou outras doenças do trato urinário e que sempre deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Outra mudança que chama atenção é o odor intenso ou desagradável. Embora alimentos como aspargos e alguns suplementos possam alterar temporariamente o cheiro da urina, um odor muito forte, principalmente quando acompanhado de ardência ao urinar, aumento da frequência urinária ou dor na região pélvica, pode indicar uma infecção urinária.

“O cheiro isoladamente nem sempre significa doença. O que realmente preocupa é a associação entre alterações na urina e sintomas como dor, febre, urgência para urinar ou desconforto persistente”, destaca o médico.

A aparência também pode fornecer pistas importantes. Urina muito turva ou com aspecto leitoso pode estar relacionada à presença de células inflamatórias, bactérias ou cristais, enquanto espuma persistente pode indicar alterações na eliminação de proteínas pelos rins, especialmente quando ocorre com frequência.

As mulheres merecem atenção especial. Além da maior predisposição às infecções urinárias, fatores como gestação, menopausa e alterações hormonais podem aumentar o risco de desenvolver problemas no trato urinário.

Entre as principais medidas de prevenção estão manter uma boa hidratação, não adiar a ida ao banheiro, adotar hábitos adequados de higiene íntima e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

“O organismo costuma dar sinais quando algo não vai bem. Observar alterações na urina é uma forma simples de acompanhar a própria saúde, mas o diagnóstico nunca deve ser feito apenas com base na aparência. A avaliação médica é indispensável para identificar a causa e indicar o tratamento adequado”, reforça Dr. Carlos.

Embora mudanças ocasionais possam ser benignas, alterações persistentes na cor, no cheiro ou no aspecto da urina não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do sistema urinário.

Sobre a Carnot Laboratórios

A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.

 




Por que idosos sentem mais frio? Entenda o que muda no organismo com o envelhecimento

 

Com a presença das temperaturas mais baixas, é comum que famílias percebam que os idosos sentem mais frio do que outras faixas etárias. A sensação não é apenas subjetiva: ela está diretamente relacionada a mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, que afetam a regulação térmica do corpo.

Segundo o geriatra Bruno Vial, da Said Rio, empresa referência em cuidados domiciliares, o organismo passa por transformações importantes ao longo dos anos, o que reduz a capacidade de adaptação ao frio e aumenta os riscos associados à exposição a baixas temperaturas.

Entre as principais mudanças estão a redução da massa muscular e da gordura corporal, responsáveis por ajudar na manutenção do calor, além da diminuição da circulação sanguínea periférica. Esses fatores fazem com que o corpo do idoso perca calor mais rapidamente e tenha mais dificuldade em mantê-lo.

“Com o envelhecimento, há uma desaceleração do metabolismo e uma menor eficiência dos mecanismos de termorregulação. Isso faz com que o idoso demore mais para perceber e reagir às mudanças de temperatura, ficando mais vulnerável ao frio”, explica o geriatra da Said Rio.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações relacionadas ao frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças cardiovasculares e aumento do risco de hospitalizações durante o inverno.

Além da fisiologia, fatores externos também contribuem para o desconforto térmico, como uso de medicamentos que interferem na circulação, menor nível de atividade física e presença de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem afetar a sensibilidade corporal.

Outro ponto de atenção é que, muitas vezes, o idoso não percebe a queda de temperatura com a mesma intensidade, o que pode atrasar medidas de proteção adequadas.

“É importante que familiares e cuidadores estejam atentos. Manter ambientes aquecidos, incentivar o uso de roupas adequadas em camadas, hidratação e alimentação equilibrada são medidas simples que fazem diferença na prevenção de complicações”, reforça o especialista.

Entre as principais recomendações estão também o cuidado com banhos em água muito quente, que podem causar queda de pressão, e a manutenção de uma rotina de movimentação leve, que ajuda a estimular a circulação.




Vítima de violência doméstica: saiba como pedir ajuda

No estado de São Paulo, mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social podem solicitar o Auxílio-Aluguel para se afastarem de situações de violência doméstica. Implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), em fevereiro de 2025, o programa prevê a concessão de ajuda financeira mensal no valor de R$ 500 durante seis meses, com possibilidade de renovação por igual período, para garantir condições mínimas de segurança e dignidade a quem precisa. Desde que foi criado, o Auxílio-Aluguel já atendeu mais de 8,4 mil mulheres nos municípios paulistas que se cadastraram no programa.

Para solicitar o benefício, a mulher deve procurar a rede socioassistencial de seu município, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), bem como os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).

Além disso, ela pode buscar acolhimento e orientação em toda a rede de apoio disponível no estado: na Saúde, encontrará apoio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais; na Segurança Pública e Justiça, pode procurar as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs), Batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, e na Justiça pode se dirigir ao Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Após a análise e aprovação da solicitação do Auxílio-Aluguel, o valor é disponibilizado diretamente às beneficiárias por meio da Poupança Social Digital do Banco do Brasil. As mulheres que forem cadastradas até o dia 30 de cada mês receberão o benefício até o dia 10 do mês seguinte.

O recurso mensal pode ser utilizado como a beneficiária preferir, resguardando sua autonomia e garantindo um espaço seguro para reconstruir a própria vida, como pagar aluguel, contas de água e energia elétrica, alimentação etc. “Quanto mais cedo a vítima pleitear o Auxílio-Aluguel, mais chances ela terá de romper esse ciclo de violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos”, reforça a secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Andrezza Rosalém.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o território paulista.

Neste mês de julho, o Auxílio-Aluguel chegou a 593 dos 645 municípios paulistas que se cadastraram no programa, indicativo da abrangência da política pública implementada e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício estadual. O investimento, desde o início do programa, é superior a R$ 24 milhões.

Clique aqui para obter mais informações sobre o Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.




Risco à segurança: pipas na rede elétrica prejudicam o fornecimento de energia para milhares de consumidores

 

As férias escolares e os ventos favoráveis formam a combinação ideal para quem gosta de empinar pipas. É justamente nessa época do ano que as concessionárias redobram a atenção para os riscos da brincadeira quando praticada próximo à rede elétrica. Além de provocar acidentes graves, as pipas podem causar interrupções no fornecimento de energia, afetando residências, comércios e até serviços essenciais.

Na área de concessão da Energisa Sul-Sudeste, que atende 82 municípios do interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e Guarapuava (PR), as pipas foram responsáveis por 91 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia entre janeiro e junho deste ano, prejudicando quase 12 mil clientes.

“O risco de acidentes envolvendo pipas e a rede elétrica é real. Quando o brinquedo atinge os fios pode provocar choque elétrico, com consequências graves e até fatais. Em dias nublados ou com incidência de raios, o perigo é ainda maior”, alerta o coordenador de Operação da Energisa Sul-Sudeste, Mauricio Arantes.

Segundo a concessionária, as interrupções registradas no período afetaram diretamente a rotina de residências, estabelecimentos comerciais e outros consumidores. Por isso, a Energisa reforça que a brincadeira deve ocorrer apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica, como parques, praças e campos.

“O problema não está em empinar pipa, mas no local escolhido para a brincadeira. Por isso, pedimos que pais e responsáveis orientem as crianças e, sempre que possível, acompanhem a atividade para que ela aconteça com segurança e sem causar prejuízos a toda a comunidade que depende do fornecimento de energia”, destaca Mauricio.

O coordenador também orienta que, caso a pipa ou a rabiola fique presa na rede elétrica, ninguém deve tentar recuperá-la. Qualquer ocorrência envolvendo a rede deve ser comunicada à Energisa pelos canais oficiais de atendimento:

  • Aplicativo Energisa On
  • Gisa (WhatsApp): (18) 99120-3365
  • Call Center: 0800 70 10 326
  • Site: www.energisa.com.br



 Frente Fria: Conjuntivite viral cresce no inverno e exige atenção aos primeiros sintomas para evitar transmissão

 

 

 

 

Fonte: ChatGPT Open IA
A frente fria que derruba as temperaturas em São Paulo tem alterado a rotina da população e criado um cenário propício para a circulação de vírus respiratórios e de outras infecções contagiosas. Com o frio, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e maior proximidade entre familiares, colegas de trabalho e amigos, condições que favorecem a transmissão de doenças, entre elas a conjuntivite viral. Embora seja uma infecção bastante conhecida, ela ainda desperta dúvidas sobre os sintomas, as formas de contágio e os cuidados necessários para evitar complicações e impedir novas infecções.

Segundo o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, a conjuntivite viral é altamente contagiosa e merece atenção desde os primeiros sinais. “Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Quanto mais cedo os sintomas forem reconhecidos e as medidas de prevenção forem adotadas, menor será o risco de transmissão do vírus.”

Entre os sintomas mais frequentes estão vermelhidão intensa nos olhos, lacrimejamento, sensação de areia ou corpo estranho, coceira, ardor, inchaço das pálpebras e secreção aquosa. Em muitos casos, a doença começa em um olho e, poucos dias depois, atinge o outro. Também pode estar associada a sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.

“O inverno não provoca a conjuntivite, mas cria condições que facilitam a circulação dos vírus responsáveis pela doença. Permanecer em locais fechados por muito tempo, com pouca renovação do ar, aumenta a exposição ao agente infeccioso e favorece surtos, principalmente em escolas, empresas e dentro de casa”, explica o especialista.

Como o vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados, medidas simples fazem diferença na prevenção. Higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos aos olhos, não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou outros objetos de uso pessoal e manter os ambientes ventilados ajudam a reduzir significativamente o risco de contágio.

“O paciente também deve evitar cumprimentos com contato físico quando estiver com a doença e, sempre que possível, permanecer em casa durante o período de maior transmissão. Essas atitudes protegem não apenas quem está doente, mas todas as pessoas ao redor”, orienta o médico.

Embora a conjuntivite viral costuma ser autolimitada, ou seja, tende a melhorar espontaneamente após alguns dias, o acompanhamento médico continua sendo importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças oculares que podem apresentar sintomas semelhantes.

“O tratamento normalmente é voltado para aliviar o desconforto. Compressas frias, higiene adequada das pálpebras e o uso de lubrificantes oculares, quando indicados pelo oftalmologista, costumam proporcionar alívio. Já o uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação médica pode mascarar o problema e até agravar o quadro”, alerta.

Outro ponto de atenção é interromper o uso de lentes de contato durante todo o período da infecção. “As lentes podem aumentar a irritação, dificultar a recuperação e favorecer complicações. O ideal é voltar a utilizá-las somente após a completa recuperação e com autorização do oftalmologista”, acrescenta.

“Se os olhos ficaram vermelhos, evite tocá-los, não compartilhe objetos de uso pessoal e procure um oftalmologista. Essas três atitudes ajudam a proteger você e quem está à sua volta”, reforça.

Em casos de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas por vários dias, a avaliação oftalmológica deve ser feita o quanto antes. “O diagnóstico correto e a orientação adequada são fundamentais para garantir uma recuperação segura e evitar a propagação da doença”, finaliza o Dr. Leopoldo Ribeiro.

 




Produção de grãos é estimada em 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26

 

A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis. O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

Mercado – Neste 10º levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025/26, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 141,7 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um estoque próximo a 14,5 milhões de toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também possibilitou ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante um aumento no processamento do grão e das exportações, estimadas em julho em 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas respectivamente.
Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.




Álbum de rap caipira de Luli, apresenta sonoridades rurais mescladas às referências contemporâneas das cidades

O álbum de rap caipira ‘Café com Pinga’ apresenta oito músicas, 34 minutos de som, com uma mistura de sonoridades típicas do ambiente rural – como orações, coros femininos e o inconfundível timbre da viola – com referências musicais características das grandes cidades contemporâneas, como a batida grave e ritmada do ‘beat’ e a distorção do ‘scratch’ (o movimento que o DJ faz no disco). O segundo trabalho da artista Luli, lançado neste mês de junho, passeia ainda pela trajetória da cantora de 28 anos, que cresceu na comunidade de Poço Azul, no interior da pequena Barbosa Ferraz, cidade de 11 mil habitantes no Norte Pioneiro do Paraná, e atualmente divide o CEP residencial entre Londrina, no Norte paranaense, e São Paulo, a megalópole brasileira.

“Eu sempre quis aproximar todas as versões de mim mesma em uma coisa só. Às vezes, eu sinto que faço coisas diferentes e migro de ‘bolhas’, de ilhas de comunicação com frequência e queria entender qual é o fio que liga todas essas coisas. E esse fio é contar histórias”, resume. Exemplo disso é a faixa ‘Vó’, que conta sobre a migração da família de Minas Gerais para o Paraná ao som da viola caipira e do hip-hop.

A música de trabalho do álbum é ‘Treme Treme’, a história de amor impossível da menina rica e do peão pobre, comum no interior do Brasil. A canção tem referências sonoras aos antigos desafios de trova de viola – em alguns lugares chamados de ‘cururu’ -, ao repente e à embolada do Nordeste e também às batalhas de rima, características do universo do rap. A pretensão é colocar gerações e linguagens afastadas ao redor da mesma caixinha de som na escuta do álbum. “O que tem em comum entre esses gêneros é que são músicas que contam histórias, com começo, meio e fim. Falam sobre temáticas profundas. Tem um lugar na maneira de narrar as histórias, que eu sentia que era muito semelhante”, explica a artista.

Disponível em todas as plataformas de áudio, ‘Café com Pinga’ é resultado de um projeto aprovado em 2025 pela Lei Aldir Blanc, por isso, tem apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura do Governo Federal. Este é o segundo álbum da cantora. O primeiro single, chamado “Disparo”, foi lançado em 2021. Em 2024, ela lançou “Pede Agô” com 10 músicas, com letras sobre racismo, gênero, desigualdade e religião.

Luli na voz
Multiartista, Luli é nascida em uma família de lavradores e de pequenos agricultores de Barbosa Ferraz, no Paraná. Os pais vivem no mesmo sítio da família e trabalham com a produção de laticínios na cidade. O som da roça era o da viola caipira e o sertanejo é o gênero musical que domina até hoje o ambiente agrícola onde ela cresceu. A musicalidade da artista foi formada ainda pelos gêneros adjacentes à cultura rural brasileira, como o forró, o xote, o vanerão gaúcho e as marchinhas.

Ainda na adolescência, ela conheceu o rap com indicação de músicas e artistas por parentes, com buscas aprofundadas na internet. A formação acadêmica em Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL) colocou ainda mais diversidade sonoras no caminho. Luli encontrou no ambiente universitário o movimento estudantil e a perspectiva de valorização da cultura preta, expressada no ambiente do ‘asfalto’ da cidade grande com o rap.

Serviço
“Café com Pinga”
Perfil no Instagram: @lulinavoz (https://www.instagram.com/lulinavoz/)




Mudanças no clima reforçam a necessidade de revisar as instalações elétricas

 

 

 

 

Revisão periódica ajuda a identificar desgastes e preservar o desempenho da instalação elétrica. (Divulgação/Tramontina)

Tempestades, descargas atmosféricas, oscilações no fornecimento de energia e o aumento da utilização de equipamentos conectados à rede reforçam a importância da revisão preventiva das instalações elétricas. A medida contribui para preservar equipamentos, manter o funcionamento dos circuitos e aumentar a segurança de residências, comércios, indústrias e propriedades rurais.

Entre os principais pontos de atenção está o quadro de distribuição, responsável por concentrar os dispositivos de proteção e distribuir energia para todo o imóvel. Nele estão instalados os disjuntores, que interrompem o circuito em caso de sobrecarga; o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), utilizado para reduzir os impactos de sobretensões e descargas atmosféricas; e o Dispositivo Diferencial Residual (DR), que atua na proteção contra choques elétricos. Esses dispositivos devem funcionar em conjunto com um sistema de aterramento adequado para que a proteção da instalação seja efetiva.

“Em muitas regiões, esses dispositivos já fazem parte das recomendações ou exigências dos padrões de entrada adotados pelas concessionárias de energia. Além disso, o crescimento da automação residencial, dos sistemas de geração solar e dos carregadores para veículos elétricos tem ampliado as demandas técnicas das instalações elétricas, tornando ainda mais importante a adoção de sistemas de proteção adequados”, declara André de Lima, diretor comercial da Tramontina.

Além da proteção contra sobretensões e oscilações causadas por eventos climáticos, a confiabilidade da instalação elétrica também depende das condições dos componentes utilizados diariamente. Por isso, a avaliação da infraestrutura elétrica não deve se limitar ao quadro de distribuição. Tomadas e interruptores também merecem atenção, já que fazem parte da rotina de uso dos imóveis e estão sujeitos ao desgaste provocado pelo acionamento frequente. Conexões comprometidas podem afetar o desempenho dos circuitos e contribuir para perdas de energia.

“Quadro de distribuição, tomadas, interruptores e outros componentes elétricos estão sujeitos ao desgaste natural. A manutenção periódica permite identificar a necessidade de ajustes antes que eles afetem o funcionamento da instalação elétrica”, informa Lima.

A Tramontina recomenda que a avaliação da instalação e o dimensionamento dos dispositivos de proteção sejam realizados por eletricistas, técnicos ou engenheiros especializados. O profissional poderá especificar os componentes adequados às características de cada projeto, às demandas de corrente e às necessidades futuras da instalação.




Alongar alivia, mas resolve?

 

Foto Profissional. (Crédito: FreePik)

Ao fim do expediente, é comum sentir o corpo mais pesado, rígido e dolorido. Para muitas pessoas, a resposta costuma ser quase automática: “alongue que passa”. Mas, segundo a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, os alongamentos podem até ajudar a aliviar a tensão no curto prazo, mas nem sempre resolvem o que está por trás da dor.

A Dra. Mariana explica que o desconforto que aparece no fim do dia costuma ser resultado do acúmulo de horas em uma mesma posição, de esforços repetidos ou de pouca variação de movimento ao longo da rotina. “O corpo vai se sustentar como consegue durante o dia. Quando a demanda diminui, a tensão fica mais evidente. É nesse momento que a dor costuma aparecer”, afirma.

A percepção de que alongar resolve tudo, ainda é muito comum, mas a dor musculoesquelética tem causas mais amplas. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que as condições musculoesqueléticas afetam cerca de 1,71 bilhões de pessoas no mundo e estão entre as principais causas de dor persistente e limitações funcionais. A dor lombar, sozinha, atingiu 619 milhões de pessoas em 2020, com projeção de chegar a 843 milhões até 2050.

Segundo a Dra. Milazzotto, os alongamentos podem trazer uma sensação de alívio, reduzindo temporariamente a tensão. No entanto, isso não significa que a causa da dor foi protegida. “Se uma pessoa passou o dia todo com sobrecarga postural, usando a musculatura de forma repetitiva ou permanecendo tempo demais sentada, o alongamento pode aliviar, mas não corrige sozinho o padrão que gerou o problema”, diz.

Ela destaca que, em muitos casos, a dor no fim do expediente não está ligada apenas ao “músculo curto”, como se costuma imaginar. Fraqueza muscular, compensações posturais, falta de mobilidade e controle de movimento também podem estar envolvidos. “Nem toda dor é falta de alongamentos. Às vezes, o corpo está exigindo força, pausa, ajuste e melhor distribuição de carga”, explica.

Quando o corpo começa a cobrar

O corpo costuma dar sinais antes de a dor se tornar um problema maior. Pescoço travado, ombros elevados, lombar incomodando, sensação de desconforto ao levantar da cadeira ou desconforto que piora ao longo da semana podem indicar sobrecarga acumulada.

Para quem trabalha no escritório, estudos mostram que dor e desconforto musculoesquelético são frequentes e tendem a se intensificar perto do fim da jornada. Nesses casos, a repetição diária do padrão pode tornar o incômodo cada vez mais previsível, e mais difícil de ignorar.

Para um fisioterapeuta, o risco é naturalizar esse sofrimento. “Muita gente acha que sentir dor no fim do dia é normal. Mas não é”, afirma.

O que fazer

O alongamento pode continuar fazendo parte da rotina, desde que não seja visto como única resposta para a dor. A especialista orienta que o cuidado com o corpo inclua também pequenas pausas durante o dia, variação de posição, fortalecimento muscular, melhoria da mobilidade e ajustes na ergonomia.

“Se a dor aparece todo dia no fim do expediente, se volta sempre no mesmo lugar ou se piora ao longo da semana, vale investigar o que está sobrecarregando o corpo. Às vezes, o que uma pessoa precisa não é de mais alongamentos, e sim de reorganizar a forma como se move e sustenta a rotina”, conclui Dra. Mariana.