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Tosse em excesso pode indicar tuberculose? Saiba como a doença atua no organismo humano

 

O aumento dos diagnósticos da tuberculose, popularmente conhecida como infecção pulmonar, projeta a doença como um dos maiores desafios da saúde pública mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil foram registrados 80.012 casos novos da doença no último ano, com uma taxa de incidência de 37 casos por 100 mil habitantes e 5.845 óbitos. No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, a especialista em Microbiologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fabíola Castro, alerta sobre a infecção, indicando como prevenir e diagnosticar.

Segundo a microbiologista e docente do CEUB, a tuberculose evolui de forma lenta, sendo os infectados transmissores em potencial. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, dificultando o diagnóstico e facilitando a rápida transmissão: “Além da tosse, a perda de peso rápida, sudorese noturna, febres baixas vespertinas, falta de ar e tosse com sangue podem ocorrer com o paciente infectado”. Embora afete principalmente os pulmões, pode acometer outras partes do corpo, como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.

Para Fabíola Castro, conhecer os sintomas, as formas de transmissão e as alternativas de tratamento ajuda a minimizar os riscos relacionados à doença: “O diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida do paciente”. Sobre o tratamento, a docente esclarece que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todo o acompanhamento ao paciente. “O surgimento dos bacilos resistentes exige o tratamento com drogas antimicrobianas. A dificuldade de resposta e os diversos efeitos colaterais aumentam o tempo de tratamento e reduz as chances de cura”, explica.

A especialista acrescenta que a eficácia do tratamento depende da rapidez do diagnóstico, indicando atendimento médico imediato caso haja suspeita. “Existe a possibilidade de uma recuperação plena, sem sequelas, mas existe também o risco de ocasionar sequelas nos casos mais avançados da doença, quando o infectado apresenta graves lesões no pulmão e nos órgãos afetados”, finaliza a microbiologista.

 




Mais Médicos: São Paulo ganha 68 novos profissionais a partir de abril

 

 

Para aderir, gestores dos estados e municípios devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até o dia 24 de março – Foto: Rafael Nascimento / MS

 

O estado de São Paulo receberá um reforço na atenção primária à saúde com a ampliação do programa Mais Médicos. A partir de abril, o estado contará com mais 68 profissionais formados no exterior, que estão concluindo o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv). Esses médicos serão distribuídos entre 37 municípios, reforçando o atendimento de populações em áreas de maior vulnerabilidade.

Atualmente, São Paulo tem 3.853 vagas ativas no Mais Médicos, sendo 3.331 delas ocupadas e 71 em processo de ocupação. Os profissionais atuam em 458 municípios do estado e alcançam cerca de 9,2 milhões de habitantes.

Um dos indicadores do foco nas regiões onde há maior necessidade de atendimento é que 961 dos médicos em São Paulo estão fixados em municípios considerados de média vulnerabilidade. Outros cinco profissionais estão ativos em áreas de alta vulnerabilidade.

NOVO EDITAL – O estado também foi contemplado no primeiro edital de 2025 do Mais Médicos, anunciado em março pelo Ministério da Saúde. O edital prevê a contratação de 2.279 profissionais em todo o país, sendo 373 destinados a São Paulo. Esses profissionais atuarão em equipes de Saúde da Família, garantindo atendimento de qualidade e encaminhamento adequado para especialistas quando necessário.

Gestores municipais interessados em aderir ao programa devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até 24 de março. O resultado do edital está previsto para 8 de abril. Em São Paulo, 150 municípios terão contratações imediatas e 360 para cadastro reserva.

Em todo o país, o número de profissionais do Mais Médicos atendendo à população dobrou. Atualmente são 26 mil em atividade, enquanto em 2022 esse número era de 13,1 mil. Mais de 66 milhões de pessoas são beneficiadas pela iniciativa.




Saiba como perceber se a criança precisa de óculos

 

 

 

Fonte: Freepik

As doenças refrativas podem surgir a partir do nascimento e quando o diagnóstico demora, a criança é obrigada a conviver com a visão embaçada sem saber que há algo errado, pois não possui uma referência do que é enxergar com nitidez. “É importante os pais garantirem o acompanhamento oftalmológico no período da infância, além de ficarem atentos aos sinais que podem indicar problemas oculares”, alerta o oftalmologista especialista em cirurgia refrativa Dr. Fernando Tarcha, do H.Olhos, Hospital de Olhos da rede Vision One.

O médico cita algumas situações que podem ter relação com a dificuldade para enxergar:

– se aproximar demais quando vai observar algo;

– cair ou tropeçar com frequência;

– olhos que coçam ou lacrimejam constantemente;

– piscar muito em ambientes claros;

– queixas de dor de cabeça.

Na idade escolar, a redução da capacidade visual pode causar desinteresse pelas atividades de leitura e escrita, interferir no aprendizado e na realização de tarefas que exigem atividades motoras, como jogar bola.
“Os exames oftalmológicos são essenciais para avaliar a saúde dos olhos e identificar alterações que podem indicar problemas de visão. Quando recomendado pelo médico, o uso dos óculos ajuda a corrigir o grau, contribui para o desenvolvimento visual e cerebral, além de possibilitar que a criança descubra um mundo novo à sua volta”, complementa o oftalmologista.

De acordo com o Dr. Fernando Tarcha, as doenças refrativas mais comuns na infância são:

Astigmatismo – causa distorção da imagem;

Hipermetropia – dificulta a visão de perto;

Miopia – dificulta a visão de longe.

Essas condições visuais são causadas por problemas no formato do olho ou da córnea, camada transparente que cobre a parte frontal do globo ocular. O astigmatismo, a hipermetropia e a miopia são classificados como de grau baixo, moderado ou alto, sendo que a alteração da visão pode aumentar à medida que o olho cresce. O médico explica que “geralmente o grau se estabiliza entre os 18 e 21 anos. A partir dessa idade, se ele estiver estável, o paciente que deseja deixar de usar os óculos ou as lentes poderá conversar com o oftalmologista sobre a realização da cirurgia refrativa”.

O Dr. Fernando Tarcha reforça, no entanto, que no período da infância é muito importante utilizar os óculos para corrigir o grau. Nesta fase da vida o sistema visual ainda está em formação e a falta do dispositivo, quando seu uso é indicado, pode causar ressecamento dos olhos, visão prejudicada, dor de cabeça e até deficiência visual permanente. Vale lembrar que o primeiro exame oftalmológico deve ser realizado entre 6 e 12 meses de vida, sendo que a partir dos três anos, a recomendação é passar por consultas periódicas com o oftalmologista a cada seis meses.

 

 




Projeto ‘Bibliodiversidade’ promove a importância da leitura sobre a cultura afro-brasileira e de povos indígenas às crianças de Cândido Mota e Assis

 

A proposta das ações inclui confeccionar e distribuir estruturas de bibliotecas com obras literárias a respeito da cultura afro-brasileira, povos indígenas e conhecimentos gerais, além de brinquedos educativos e oficinas de mediação de leitura para educadores.

Este projeto visa deixar um legado duradouro ao integrar estruturas que incorporam materiais culturais, educativos e lúdicos, promovendo um ambiente de aprendizado enriquecedor e inclusivo. Além disso, busca acabar com a violência contra povos indígenas e negros ao ampliar a consciência sobre nossa diversidade e fortalecer a sustentabilidade por meio das visões de mundo dos povos indígenas brasileiros.

Também contribui para a implementação da Lei n.º 10.639, que há 20 anos estabeleceu o ensino obrigatório da história e cultura afro-brasileira, oferecendo uma educação abrangente por meio de oficinas formativas e lúdicas, com a diversidade como eixo central.

Ensinar a cultura afro-brasileira para crianças é essencial para promover a igualdade e o respeito, ajudando a preservar a identidade cultural e a fortalecer a autoestima. Esse ensino enriquece o conhecimento geral, combate estereótipos e preconceitos, e inspira criatividade e inovação ao explorar a rica herança cultural. Além disso, contribui para uma compreensão mais justa e inclusiva da sociedade, preparando as crianças para se tornarem cidadãos mais empáticos e respeitosos.

A iniciativa aborda temas fundamentais para a inclusão e o desenvolvimento cultural e educativo. Em primeiro lugar, busca democratizar o acesso a conteúdos culturais e pedagógicos que promovem a diversidade, garantindo que todos tenham oportunidades iguais de aprendizado e compreensão.

Também estimula a leitura como um meio de enriquecimento pessoal e cultural, incentivando o hábito e o prazer pela leitura. Além disso, o projeto se dedica à estruturação e melhoria de espaços destinados ao atendimento de crianças e jovens que se encontram em condições precárias, visando oferecer um ambiente mais adequado e acolhedor para seu desenvolvimento.

Lei de Incentivo à Cultura, o projeto ‘Bibliodiversidade’ tem a produção da Incentivar Fomento de Projetos, apoio da Komedi Projetos e SSP Produções, com patrocínio da Casa di Conti e realizado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal União e Reconstrução.

“A Casa Di Conti apoia de maneira efetiva projetos que promovam e levem cultura para as mais diversas camadas da sociedade e em distintas áreas, incluindo o campo da educação. A cultura é uma ferramenta potente para a construção de uma sociedade mais justa, de tal maneira esse é um investimento alinhado aos nossos valores”, comenta a Diretora Susana Conte.

 

Sobre a Casa Di Conti: Com raízes em Cândido Mota/SP, a família Conte fundou a Casa Di Conti em 1947, iniciando a produção de uma ampla variedade de bebidas. Nas décadas seguintes, a empresa ganhou destaque nacional com seus vinhos aromatizados, os vermutes Contini.

No final dos anos 80, com a mudança para uma nova localização e a expansão de sua estrutura fabril, o vermute Contini conquistou a liderança de vendas no Brasil, alcançando

32% de participação no mercado, posição que mantém até hoje.

Em 2001, a Cervejaria Conti foi criada, com o lançamento da Conti Bier. Atualmente, o portfólio da empresa conta com oito cervejas: Conti Bier, Conti Malzbier, Samba, 1500 Puro Malte, Moinho Real Puro Malte, Burguesa, Conti Zero Grau e Smith44, além do Chopp

Conti, disponível nas versões Burguesa e Moinho Real Puro Malte.

Em 2011, a Casa Di Conti ampliou ainda mais sua linha de produtos com o lançamento da Conti Cola, que passou a integrar a linha de Refrigerantes Conti. Além do sabor original, a linha conta com as versões Guaraná, Laranja, Limão e Uva, algumas delas também nas versões sem açúcar.

Em 2014, a empresa diversificou ainda mais seu portfólio com o energético Big Power, nas

versões Original, Açaí e Melancia, todas com uma fórmula exclusiva que mantém a qualidade reconhecida em todos os seus produtos.

Dessa forma, a Casa Di Conti segue há mais de meio século atendendo com excelência os

mercados nacional e internacional, sempre comprometida em oferecer o melhor para seus consumidores, parceiros e colaboradores.

 

Sobre o Ministério: A principal ferramenta de fomento à Cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura contribui para que milhares de projetos culturais aconteçam, todos os anos, em todas as regiões do país. Por meio dela, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos –  exposições,  shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural – e abater o valor total ou parcial do apoio do Imposto de Renda. A Lei também contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à Cultura, já que os projetos patrocinados são obrigados a oferecer uma contrapartida social, ou seja, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades. Criado em 1991 pela Lei 8.313, o mecanismo do incentivo à cultura é um dos pilares do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac),que também conta com o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficarts). Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura.

Serviço:

“Bibliodiversidade” em Cândido Mota/SP e Assis/SP
Datas, horários e locais:

Cândido Mota/SP

17/03

Escola Municipal Professora Olga Breve Alves

 

17/03

Escola João Leão de Carvalho

 

19/03

Escola João e Maria

 

24/03

EMEI Leonilda Pereira de Almeida

 

24/03

EMEI Valter Aparecido Franciscani

 

25/03

Escola Helena Pupim Alves

 

Assis/SP

20/03

Casa da Menina São Francisco de Assis

 

21/03

Casa da Criança




PIS/Pasep 2025: veja como sacar e descubra se tem dinheiro esquecido

 

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2025 já começou, mas muitos trabalhadores ainda não sabem se têm direito ao benefício ou como consultar o saldo. Além disso, cerca de 10,4 milhões de brasileiros têm valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep, de acordo com o Ministério da Fazenda. O saque desses recursos pode ser feito até setembro de 2028.

O professor de Direito do Trabalho, Giovanni Cesar, esclarece as principais dúvidas sobre o benefício e explica como evitar a perda do dinheiro.

Quem tem direito ao PIS/Pasep 2025?

  • O abono salarial é pago a trabalhadores que atendem aos seguintes critérios:
  • Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2022;
  • Ter recebido, em média, até dois salários-mínimos por mês no período;
  • Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
  • Ter os dados informados corretamente pelo empregador no sistema do governo.

“Se a empresa não enviou as informações corretamente, o trabalhador pode ficar sem o benefício. O ideal é conferir com o RH da empresa ou buscar apoio de um especialista para corrigir o problema”, alerta Giovanni Cesar.

Quando o PIS/Pasep 2025 será pago?

Os pagamentos ocorrem ao longo do ano, conforme o mês de nascimento do trabalhador, seguindo o calendário oficial do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).

“É importante acompanhar as datas e garantir o saque dentro do prazo. Caso contrário, o valor volta para os cofres públicos e não poderá mais ser retirado”, explica.

Como consultar e sacar o PIS/Pasep 2025?

A consulta pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br, com CPF e senha.

Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal para trabalhadores do setor privado e pelo Banco do Brasil para servidores públicos.

E o dinheiro esquecido no antigo PIS/Pasep?

Além do abono salarial de 2025, há valores acumulados no antigo Fundo PIS/Pasep, referente ao período de 1971 a 1988.

A consulta pode ser feita pelo site Repiscidadao.fazenda.gov.br, do Ministério da Fazenda. O saque pode ser realizado até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados ao Tesouro Nacional e não poderão mais ser retirados.

“Esse dinheiro pode ser um reforço financeiro importante, mas é necessário fazer a consulta e o saque dentro do prazo”, destaca Giovanni Cesar.

Atenção aos prazos

Tanto para o abono salarial de 2025 quanto para os valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep, é fundamental consultar e garantir o saque dentro do período permitido.

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode buscar informações nos canais oficiais do governo ou consultar um especialista.




São Paulo vai receber 1,3 milhão de doses da vacina contra a gripe

O  Ministério da Saúde começou a distribuir 35 milhões de doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste, até o final de abril. A primeira leva, de 5,4 milhões de doses, já chegou nesta sexta-feira (21). Desse total, 1,3 milhão serão entregues ao estado de São Paulo. A previsão para o início da campanha de reforço da vacinação é em 7 de abril para todo o público-alvo. A estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e se integrando ao Calendário Nacional de Vacinação.

Para marcar o início da operação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, supervisionou a entrega em Brasília, onde detalhou à imprensa como funcionará o plano de vacinação contra influenza para 2025 e destacou sobre a importância de se vacinar. “O público prioritário que comparecer a unidade de saúde para qualquer atendimento, terá a vacina de Influenza à disposição o ano todo. Nosso objetivo é fazer com que o Brasil tenha o maior e mais diverso sistema vacinal do mundo. Nossa meta é imunizar 90% do público prioritário e vamos disponibilizar vacina para isso”, destaca Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Para além dos grupos prioritários que já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, o público-alvo da estratégia também é formado por:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos).

Apesar do início oficial da vacinação estar marcado para o dia 7 de abril, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberam as doses do imunizante.

Vacinação 

Para a vacinação de 2025, o Ministério da Saúde adquiriu 73, 6 milhões de doses. No primeiro semestre, está prevista a distribuição de 67,6 milhões doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. O valor total do investimento é de R$ 1,3 bilhões, e o público-alvo é de 81,6 milhões de pessoas.

A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários do Calendário Nacional de Vacinação, que incluem crianças, gestantes e idosos, com estimativa de público-alvo em cerca de 50 milhões de pessoas.

A campanha será realizada em dois momentos:  

  • Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
  • Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

Enquanto no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho), na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece no segundo semestre, geralmente entre setembro e novembro, o chamado “Inverno Amazônico”. Por isso, o Ministério da Saúde ajusta o calendário para garantir que a vacinação ocorra no momento mais estratégico, proporcionando maior proteção à população.

Eficácia da Vacina 

Estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA aponta que no Brasil, e em mais quatro países da América do Sul, a vacinação contra a influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus entre grupos de alto risco. Para pessoas com comorbidades, a redução foi de 58,7%. Já para crianças pequenas e idosos a redução foi de 39% e 31,2% respectivamente.

Proteção e segurança 

A vacina contra influenza de 2025 conterá as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas. Em 2024, a cobertura vacinal do público prioritário foi 48,89% na região Norte e 55,19% nas demais regiões. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.  




Publicadas diretrizes que detalham possibilidades e restrições de uso de celulares e meios digitais em sala de aula

 

 

 

Texto detalha as regras para uso pedagógico dos celulares e dispositivos tecnológicos em sala de aula. Foto: Ângelo Miguel/MEC

O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão de participação social do Ministério da Educação (MEC), publicou nesta segunda-feira, 24 de março, a Resolução CNE/CEB nº 2/2025, que institui as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular da educação digital e midiática. A medida faz parte de um conjunto de ações da Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec), que visam garantir a educação e a cidadania digital nas escolas, promovendo o uso intencional e estratégico da tecnologia para potencializar o ensino e a aprendizagem, por meio de uma agenda curricular com foco na educação digital e midiática.

A resolução autoriza o uso dos dispositivos digitais nas escolas por parte dos estudantes para fins pedagógicos e sob mediação dos profissionais de educação, com orientações por etapa de ensino. Para outros fins, o uso é vedado, em todos os momentos da rotina escolar, inclusive nos intervalos e fora das salas de aula.

De acordo com a resolução, o uso de telas e dispositivos digitais não é recomendado para alunos da educação infantil, podendo ocorrer somente em caráter excepcional e com mediação do professor responsável. O documento orienta que esse uso nos anos iniciais deve ser equilibrado e restrito, garantindo que não haja prejuízo no desenvolvimento de outras habilidades previstas.

PROGRESSÃO – Para o ensino fundamental e médio, o uso é recomendado, respeitando competências e habilidades, numa perspectiva de progressão gradual alinhada ao desenvolvimento da autonomia do estudante. A permissão para portar os aparelhos fica a critério da gestão de cada escola, que deverá estabelecer, junto com a comunidade escolar, os modelos para guardar os equipamentos durante o período das aulas.

COMPARTIMENTOS – A depender da realidade de cada instituição local, os aparelhos podem ficar guardados com os alunos, em armários, caixas coletoras, compartimentos específicos nas salas de aula ou em outros espaços dentro da escola. Há, porém, exceções, que comportam questões de acessibilidade, monitoramento de saúde, situações de perigo e para garantir o exercício de direitos fundamentais.

CAPACITAÇÕES – O texto estipula que as escolas e redes de ensino devem organizar capacitações e iniciativas para um ambiente acolhedor e preventivo, visando identificar sinais de sofrimento emocional e buscando promover a saúde mental dos estudantes.

FORMAÇÃO – Competirá aos sistemas de ensino e às instituições a definir e implementar estratégias de formação continuada dos professores, funcionários e profissionais da educação voltadas para a implementação digital e o uso pedagógico dos aparelhos. A resolução traz ainda orientações curriculares para a implementação da educação digital e midiática, que deve ser desenvolvida conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as diretrizes curriculares. A norma estabelece ainda que a elaboração dos novos currículos e planos de formação docente deve acontecer ao longo de 2025, com efetiva implementação a partir de 2026.

ESTRATÉGIAS – O MEC vem atuando por meio da Estratégia Nacional das Escolas Conectadas (ENEC) para oferecer uma educação com tecnologia voltada para a cidadania digital. Recentemente, o ministério lançou o Guia para o Planejamento da Adoção de Dispositivos Tecnológicos nas Escolas, além de outros materiais de apoio para auxiliar redes no processo de implementação da educação digital e da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas. Os documentos estão disponíveis na Plataforma MECRED, na coleção de guias e materiais sobre o tema.

LEGISLAÇÃO – A resolução é fruto de ampla discussão do CNE, sob a relatoria do conselheiro Israel Matos Batista, a partir da Lei nº 15.100/2025, que restringe a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, como celulares, nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. A medida visa proteger a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes.

EXCEÇÕES – A Lei prevê exceções para o uso de dispositivos móveis em atividades educativas, sempre com acompanhamento dos professores, e para estudantes que necessitem de recursos de acessibilidade. Mais do que restringir, a medida busca promover o uso consciente e intencional das tecnologias, reforçando a importância da educação digital para o desenvolvimento de competências que preparem os estudantes para uma participação crítica e responsável no mundo digital.

ESCOLAS CONECTADAS – A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), do MEC, promove a educação digital como pilar para a transformação das escolas públicas, garantindo acesso e uso pedagógico seguro da tecnologia. A Enec articula políticas públicas para universalizar a conectividade com qualidade e garantir o uso intencional das tecnologias e está estruturada em seis eixos interligados. Na dimensão pedagógica, além das ações mencionadas, a Estratégia busca fortalecer o uso da tecnologia de forma consciente e segura a partir de diversas ações, como:

  • Lançamento de um Referencial de Saberes Digitais Docentes, com ferramenta de diagnóstico (56 mil respostas em 2024);
  • Assessoria técnica às redes estaduais para implementação curricular da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação;
  • Ciclo de seminários e oficinas, promovendo a educação digital;
  • Criação de mil laboratórios maker, com investimento de R$ 100 milhões, para estimular o letramento digital e a aprendizagem ativa; e
  • Edital para novos cursos no Avamec, aprovando 61 cursos e beneficiando mais de 100 mil professores.

Essas ações impulsionam a inovação pedagógica, fortalecem a formação docente e promovem a equidade no letramento digital da comunidade escolar.




Tereos Amido & Adoçantes promove palestra educativa e plantio de mudas em Palmital

Palmital, 21 de março de 2025 – A Tereos Amido & Adoçantes realizou nesta sexta-feira a primeira edição do programa Fazendo Acontecer em Palmital, iniciativa que reúne colaboradores voluntários da empresa para atuar em ações que promovam o desenvolvimento, bem-estar e sustentabilidade.

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado neste sábado (22), os colaboradores fizeram palestras educativas para mais de 130 crianças de uma escola municipal sobre consumo consciente de água e preservação dos recursos hídricos, além de realizarem o plantio de mudas de árvores em parceria com os estudantes e a prefeitura.

Cerca de 20 colaboradores voluntários participaram da ação, que aconteceu pela primeira vez em Palmital. Desde 2022, o projeto acontece nas unidades da Tereos em São José do Rio Preto e cidades do entorno e já reuniu mais de 3.700 pessoas.

 




Capacitação em ostomia reúne pacientes e profissionais na Unimed Assis

No dia 18 de março, a Unimed Assis realizou o treinamento “Ostomia – Complicações em ostomia, indicação de dispositivos e adjuvantes”. O evento reuniu profissionais da saúde e pacientes ostomizados, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e proporcionar um espaço para troca de experiências e esclarecimento de dúvidas.

Durante o treinamento, foram abordados temas essenciais como as diferenças entre os tipos de ostomia, cuidados com a pele, variações entre os dispositivos disponíveis, técnicas adequadas para realizar o recorte das placas, além de orientações sobre complicações e a melhor forma de manejo quando estas ocorrem. Também foram demonstrados os procedimentos corretos para a colocação e a manutenção das bolsas, garantindo que os pacientes pudessem compreender seu funcionamento e cuidados diários.

A enfermeira Erika P. Zanoni Chaves destacou a importância da iniciativa: “Mais uma vez, a Unimed Assis abre suas portas para oferecer aos pacientes e profissionais de enfermagem um espaço de aprendizado e troca de experiências. Foi um treinamento com 100% de aproveitamento, onde discutimos as principais questões relacionadas à ostomia. O evento foi extremamente proveitoso e enriquecedor para todos os participantes.”

A Unimed Assis reforça seu compromisso com a saúde e a qualidade de vida de seus beneficiários, promovendo capacitações e eventos que contribuem para um cuidado mais humanizado e eficiente. Agradecemos a participação de todos e seguimos empenhados em oferecer sempre o melhor atendimento e suporte aos nossos beneficiários.




Governo de SP lança o Guri nas Escolas, programa que integra o ensino de música à grade curricular da rede estadual

 

O Estado de São Paulo deu um passo importante na integração da cultura à educação com o lançamento, nesta sexta-feira (21), em Campinas, do programa Guri nas Escolas. A iniciativa, fruto de uma parceria entre as Secretarias da Cultura, Economia e Indústria Criativas e da Educação, incorpora a música como componente essencial no currículo das escolas estaduais, oferecendo aos estudantes da rede pública a oportunidade de vivenciar a música de forma estruturada.

Com um investimento superior a R$ 9 milhões, provenientes da Secretaria da Educação, o Guri nas Escolas está em 97 unidades do Programa Ensino Integral (PEI), atendendo cerca de 20.370 alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.  Até o fim de 2025, serão 200 escolas no total, ultrapassando 42 mil vagas. O programa se propõe a fortalecer a formação educacional dos estudantes, ampliando seu repertório cultural e promovendo o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas por meio da música.

“A educação musical é algo maravilhoso e transformador. Você desenvolve não só o atributo musical em si, mas uma série de outros atributos que serão importantes na trajetória desses jovens. É uma complementação daquilo que é feito no campo pedagógico. A gente desperta vocações, consegue incluir mais alunos, identificar e desenvolver talentos, e no final das contas, fomentar outras habilidades e a capacidade de relação interpessoal que é tão importante”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas, durante o lançamento na Escola Estadual Professor Carlos Lencastre, em Campinas.

As aulas de música abordam desde apreciação musical até composição e improvisação, alinhadas às seis dimensões do conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): criação, crítica, estética, expressão, fruição e reflexão. Além disso, o programa desenvolve habilidades como memória auditiva, escuta ativa, coordenação motora e raciocínio lógico, competências que impactam diretamente no desempenho acadêmico dos alunos em outras disciplinas, como matemática e ciências.

“Hoje celebramos um momento histórico para a cultura e a educação de São Paulo com o lançamento do Guri nas Escolas, uma nova etapa do tradicional programa Guri, que completa 30 anos este ano. Pela primeira vez, o programa se integra oficialmente à grade curricular das escolas estaduais, graças a um esforço conjunto entre a Secretaria da Cultura, a Secretaria da Educação e outros órgãos. Essa integração garante que a música se torne um componente essencial na formação dos alunos, potencializando o aprendizado acadêmico e o desenvolvimento social e emocional, preparando-os para os desafios do futuro”, destaca Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas.

Uma etapa fundamental do programa é a capacitação dos educadores, que participaram do curso “Vivência Musical – Conhecendo o Guri”, com o objetivo de familiarizar os professores com a proposta pedagógica do programa. “A formação dos professores é essencial para o sucesso do Guri nas Escolas. Com essa capacitação, estamos garantindo que os educadores possam aplicar o conteúdo musical de forma eficaz e integrada ao processo de ensino”, complementa Marília.

“A implantação do Guri nas Escolas tem como foco a valorização dos nossos estudantes e a disponibilização de ferramentas que são importantes para o desenvolvimento e descobertas de paixões para a vida escolar, mas também para a vida adulta. Agradeço essa parceria com a Secretaria da Cultura nesse projeto que vai se aliar a tantos outros para contribuir com nossa missão de tornar nossas escolas mais atrativas e com o aprendizado de nossos alunos”, comenta Renato Feder.

Com 30 anos de história, o Guri, programa gerenciado pela Organização Social Santa Marcelina Cultura, já formou mais de 1 milhão de alunos e segue como uma das políticas públicas mais impactantes no Estado de São Paulo. A cada ano, o programa realiza mais de 2 mil apresentações musicais gratuitas, contribuindo para a democratização da arte e da cultura no estado. O Guri nas Escolas marca uma nova etapa para o Guri, ampliando seu alcance e aprofundando o impacto na formação de crianças e adolescentes, preparando-os para um futuro mais criativo, inclusivo e colaborativo.

Região Metropolitana de Campinas

A região metropolitana de Campinas também será fortemente impactada pelo programa Guri nas Escolas, que contará com 7 polos em escolas estaduais, oferecendo 1.470 vagas, sendo 210 por escola. Esses polos estarão localizados em Campinas (nas Escolas Estaduais Professor Carlos Lencastre, Vila Vitória e Jornalista Roberto Marinho), Hortolândia (Escola Estadual Conceição Aparecida Terza Gomes Cardinales), Indaiatuba (Escola Estadual Professora Suely Maria Cação Ambiel Batista) e Santa Bárbara D’Oeste (nas Escolas Estaduais Professor Ulisses de Oliveira Valente e Professora Maria Guilhermina Lopes Fagundes).

Além disso, a região conta, ainda, com mais 1.929 vagas distribuídas em 9 polos adicionais, localizados em Campinas (2), Indaiatuba, Monte Mor, Pedreira, Santa Bárbara D’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré e Vinhedo. Além disso, há 2 polos em escolas municipais (Hortolândia e Indaiatuba) e 3 na Fundação CASA, todos em Campinas.