Dia do Mesário: em 3 de outubro são celebrados os colaboradores da Justiça Eleitoral; saiba quais são os benefícios e como participar das eleições

 

Há pouco mais de 14 anos, a Lei 14.406/2011 instituía o Dia do Mesário da Justiça Eleitoral no estado de São Paulo. Uma homenagem a milhares de cidadãos e cidadãs com papel crucial na manutenção da democracia brasileira, a data é comemorada anualmente no dia 3 de outubro. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) mantém diversos programas para atrair a participação de mesários voluntários, com benefícios para aqueles que escolhem dedicar tempo e esforço garantindo o exercício do voto de cada pessoa.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de mesários e mesárias que atuaram de forma voluntária em território paulista nas eleições de 2024 foi maior que o dobro dos não voluntários. Do total de 412.410 mesários, mais de 277 mil eram voluntários (67,23%). Além disso, as taxas de absenteísmo dentro dessa população são menores quando comparadas aos não voluntários. Assim, os esforços da Justiça Eleitoral para engajar mesários voluntários continuam a demonstrar resultados positivos.

Tipo de convocação Quantitativo Porcentagem (%)
Não voluntárias e não voluntários 135.143 32,77 %
Voluntárias e voluntários 277.267 67,23 %
Total Geral 412.410

Fonte: Estatísticas TSE

São oferecidos aos voluntários benefícios como dois dias de folga por dia trabalhado como mesário, auxílio-alimentação no dia da eleição (em 2024, o valor foi de R$ 60), dois dias de folga para um ciclo completo de treinamento e preferência no desempate em concurso público (quando houver essa previsão no edital).

Mesário Voluntário Universitário

Entre os projetos adotados pelo TRE-SP, está o programa Mesário Voluntário Universitário, no qual estudantes podem declarar o tempo que trabalharam nas eleições como horas extracurriculares. De forma geral, as instituições de ensino podem ou não aceitar essa declaração, mas o convênio com o Tribunal garante que essas horas serão contadas. Atualmente, 19 instituições de ensino superior possuem convênio vigente com o TRE-SP por meio do programa.

A lista de instituições de ensino conveniadas ao programa Mesário Voluntário Universitário pode ser encontrada on-line.

Nas eleições de 2024, cerca de 1.900 jovens entre 18 e 20 anos se voluntariaram para trabalhar como mesários, contra 2.300 não voluntários dentro da mesma faixa etária. Já entre adultos de 21 a 24 anos o número de voluntários demonstrou aumento em relação aos outros convocados. Nessa população, o número de mesários voluntários superou em mais de 500 pessoas os não voluntários. Essa tendência continua em quase todas as outras faixas etárias.

Campanha Mesário Voluntário

Já a campanha Mesário Voluntário começou em junho, com cartazes distribuídos no “Jornal do Ônibus”, em um esforço para aumentar o alcance da ação. O material destacava uma mesária voluntária real, Alair, que contribui com a Justiça Eleitoral desde 2018, além de informar os benefícios oferecidos para quem exerce a função e um QR code para inscrições de interessados. A campanha continuará neste ano com novos cartazes e ações nas redes sociais no canal do YouTube do Tribunal.

Informações complementares

Qualquer pessoa com mais de 18 anos, sem pendências com a Justiça Eleitoral, pode ser mesária. Entretanto, há proibição para candidatos ou candidatas e seus parentes até segundo grau, servidores eleitorais, autoridades policiais e agentes de segurança, funcionários em cargo de confiança do Executivo e integrantes de órgão partidário com função executiva.

O cadastro para mesários voluntários pode ser feito pelo site do Tribunal e pelo aplicativo e-Título, ou ainda presencialmente, no cartório em que o eleitor está inscrito.

Confira todas as informações sobre o mesário, suas funções, benefícios, restrições e mais.

 




TRE-SP lança documentário para combater desinformação sobre urnas eletrônicas

 

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) lançou nesta quarta-feira (10) o documentário “A Verdade das Urnas: Justiça Eleitoral no Combate à Desinformação”, produzido em parceria entre a Secretaria de Gestão da Informação e Documental (Sgid) e a Secretaria de Comunicação Social (Secom). A obra é uma produção audiovisual que alia a preservação da memória político-eleitoral ao compromisso da Justiça Eleitoral em enfrentar a desinformação por meio da comunicação estratégica. Além disso, o documentário também reflete o esforço de diferentes áreas do TRE-SP na defesa da credibilidade do processo eleitoral.

A solenidade coincidiu com uma data histórica: os 80 anos da reinstalação da Justiça Eleitoral, em 1945, após oito anos de interrupção do seu funcionamento durante o Estado Novo.

Na abertura, o corregedor regional eleitoral e vice-presidente do TRE-SP, desembargador José Antônio Encinas Manfré, representando o presidente da Corte, desembargador Silmar Fernandes, destacou que o evento não celebrava apenas a tecnologia e a segurança das urnas, mas também a história, a dedicação e o trabalho coletivo que sustentam a confiança nas eleições. Ele enfatizou que a democracia “é feita de pessoas, estratégia, tecnologia e memória”.

Em seguida, o diretor-geral do Tribunal, Claucio Corrêa, saudou os presentes, destacando o lançamento do documentário como parte da celebração, em 2025, dos 80 anos de restauração da Justiça Eleitoral. “É uma oportunidade única de deixarmos um registro para a memória de todos, de toda a sociedade, não só paulista, mas brasileira, do trabalho que o nosso Tribunal desempenhou combatendo a desinformação e reafirmando o seu papel dentro do processo democrático.”

O curador da memória institucional do TRE-SP, José D’Amico Bauab, ressaltou a relevância do projeto como instrumento de preservação histórica e de enfrentamento à desinformação. “Nós, no Centro de Memória Eleitoral do TRE paulista, professamos uma memória mais militante que contemplativa, levantamos a bandeira do pragmático memorialismo. Porque, contando a história das eleições, afirmamos e reafirmamos a importância da democracia como um valor inegociável, absolutamente intransigível. E nesse sentido também o documentário ‘A Verdade das Urnas’ se coloca como uma vacina eficaz.”

Como parte da programação, foi realizada uma roda de conversa com alguns dos participantes do documentário: o ex-presidente do TRE-SP durante as Eleições 2022, desembargador Paulo Galízia; o juiz substituto da Corte Diogo Rais, especialista em direito digital; a ex-secretária de Comunicação do TRE-SP Eliana Passarelli; e os secretários de Tecnologia da Informação, Daniel Forlivesi, e de Planejamento Estratégico e de Eleições, Regina Rufino.

A secretária de Planejamento Estratégico e de Eleições, Regina Rufino, declarou que o momento é de reafirmação do compromisso com a democracia e falou sobre a nova postura de trabalho na organização das eleições desde os ataques de 2018. “De lá para cá, temos atuado no sentido de nos preparar, de antever os problemas, de enfrentar toda e qualquer notícia negativa e transformar isso numa oportunidade de crescimento, de melhoria no nosso próprio serviço.”

O secretário de Tecnologia da Informação, Daniel Forlivesi, ressaltou a evolução da urna a cada pleito, desde o início do sistema eletrônico de votação. “A urna evolui a cada ano, a cada eleição, do ponto de vista da segurança. Acho que talvez o conceito mais simples é um dos mais garantidores, ela não está conectada à internet. Ela também é auditável antes da eleição, do dia da própria eleição e após a eleição.”

O membro substituto do TRE-SP Diogo Rais, pesquisador do tema internet e eleições, destacou suas impressões sobre a urna eletrônica após experiência a convite do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda em 2017. “Eu fiquei impressionado com a qualidade, a sofisticação e, ao mesmo tempo, por outro lado, a simplicidade da urna”, disse. Destacou ainda que a intenção por trás do ataque às urnas é de fraude. “Talvez a gente parte lá da ideia inicial de fake news como mentira, mas talvez aqui a gente esteja diante de algo muito maior, algo que eu tenho traduzido como notícias fraudulentas por entender que a fraude é objeto desse processo.”

Presidente do TRE-SP no biênio 2022-2023, o desembargador Paulo Galizia, que também participa do documentário como uma das personagens entrevistadas, fez um pedido ao público. “Que vocês prestem atenção no documentário e que verifiquem a força da Justiça Eleitoral em absorver o golpe e mudar a sua postura humildemente, no sentido de ter uma postura de esclarecimento, de educação e sobretudo de defesa. Todos vocês, todos nós, eu diria, que trabalhamos na Justiça Eleitoral, sabemos qual é a verdade das urnas. A verdade das urnas é tirar delas a vontade do eleitor.”

Secretária de Comunicação Social do TRE-SP à época do início da produção do documentário, Eliana Passarelli destacou a excelência da Justiça Eleitoral e do seu quadro. “Mais uma vez, as servidoras e servidores do TRE-SP demonstraram a sua capacidade e talento para iniciativas especiais. Este documentário que estamos discutindo hoje é de extrema importância, porque ele é um registro da memória eleitoral coletiva sobre fatos que impactaram a Justiça Eleitoral a partir de 2018 e provocaram uma mudança de paradigma. Esse filme vai contribuir sobremaneira para que se compreenda como a desinformação pode ser deletéria para a sociedade.”

No encerramento do evento, o desembargador José Antônio Encinas Manfré destacou em seu discurso que a democracia, assim como a arte, é um esforço coletivo. Ele destacou que “o documentário tem muito de cronologia e de relevância, e isso muito honra o nosso Tribunal, que continua confiante. Se nós continuaremos a ter muitos desafios e surpresas, também estamos sempre nos preparando para isso.”

Para complementar a experiência, os convidados puderam visitar a exposição “Verdades Eletrônicas: Saiba Tudo sobre a Segurança da Urna”, que esteve em exibição durante o período eleitoral de 2024 e foi reaberta no saguão do Tribunal. O espaço apresenta seis modelos de urnas eletrônicas e detalha as mais de 30 camadas de segurança que protegem o sistema de votação brasileiro.




PSDB-SP inicia cadastro para tucanos que irão disputar eleição a deputado em 2026

 

De olho no pleito eleitoral de 2026, a Executiva Estadual do PSDB de São Paulo deu início, nesta semana, a um cadastro para tucanos que pretendem disputar as eleições para deputado federal e estadual. O chamamento está sendo feito de modo digital e prevê a capacitação política de postulantes a cargos proporcionais em solo bandeirante, além de alinhamento de discurso com os valores sociais e democráticos do partido.

A mobilização da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo ocorre em momento estratégico para a legenda, que planeja eleger de 3 a 4 deputados federais, e de 4 a 6 deputados estaduais no próximo ano.

De acordo com o presidente estadual do PSDB-SP, Paulo Serra, a pré-inscrição de interessados em disputar cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, e na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) complementa as articulações da sigla para retomar sua relevância eleitoral, ao passo em que amplia sua força em discussões que devem nortear os rumos políticos e econômicos do País, após o pleito de 2026:

“A democracia só se fortalece quando mais pessoas decidem participar ativamente da vida pública. O PSDB de São Paulo abre este chamamento para todos aqueles que têm interesse em construir um futuro melhor para nossas cidades e nosso estado. Juntos, vamos construir os melhores quadros para São Paulo e para o Brasil”, defende o tucano, que foi prefeito de Santo André-SP por dois mandatos consecutivos e está na vida pública há 23 anos.

Interessados no pré-cadastro de candidatura para as eleições de 2026 pelo PSDB devem acessar o link https://tucano.org.br/ipcdep/ , preencher o formulário com os dados solicitados e ficar atentos às próximas etapas do processo interno da legenda.

Após o chamamento, que deve ser concluído ainda neste ano, o formulário de cada interessado passará por análise pelo Diretório Estadual do PSDB de São Paulo, que fará a seleção inicial dos nomes que irão disputar cargos proporcionais pela sigla no ano que vem:

“A construção de uma candidatura futura exige tempo, diálogo, engajamento e presença junto à população. Ao se inscrever, nosso filiado inicia um caminho de aprendizado, de visibilidade e de preparo, sempre alinhado com os valores do PSDB: democracia, justiça social, responsabilidade e compromisso com o futuro do Brasil”, observa Serra.

O tucano também ressalta que, face às junções recentes de grandes partidos, como PP e União Brasil, por exemplo, e a já alta linha de corte de outras agremiações, como é o caso do PL, o PSDB, neste cenário, se torna mais competitivo quanto ao coeficiente eleitoral e com chances reais para eleger candidatos no pleito proporcional de 2026.

 




Presidente veta projeto de lei que amplia número de parlamentares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por vetar integralmente o Projeto de Lei Complementar nº 177, da Câmara dos Deputados, que ampliava de 513 para 531 o número de parlamentares da Casa e estabelecia normas para distribuição das vagas entre os estados e o Distrito Federal.

Segundo o despacho enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, a decisão foi tomada após consultas à Advocacia-Geral da União, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério da Fazenda e ao Ministério do Planejamento e Orçamento, que manifestaram-se pelo veto integral.

De acordo com o texto, a proposta legislativa “revela-se inconstitucional e contraria o interesse público”. O despacho cita trechos da Constituição Federal, da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 que reforçam essa perspectiva.

“Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos”, indica trecho da justificativa. Pelo trâmite legislativo, cabe agora aos parlamentares avaliarem o veto do presidente da República.




Com número recorde de participantes, XXVI Marcha é encerrada com a leitura da carta municipalista

 

 

A maior mobilização municipalista do mundo em número de autoridades foi encerrada nesta quinta-feira (22), com a leitura da Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O ato foi conduzido pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e pelo consultor Hugo Lembeck. A edição deste ano teve recorde de público, com mais de 14 mil municipalistas que se reuniram na capital federal nesta semana. O documento com as demandas e as contribuições debatidas no evento foi entregue ao secretário Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, José Hilário Marques, que deve repassar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o tema “Autonomia municipal: a força que transforma o Brasil”, a XXVI Marcha teve importantes compromissos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação a pautas estruturantes dos Municípios, com destaque para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, PEC da Sustentabilidade Fiscal, elaborada pela CNM e que traz impacto de quase R$ 700 bilhões aos Municípios.

“Quero neste momento passar a carta para o Hilário, que vai levar essas questões para o governo federal. A carta está bem caracterizada e mostra o posicionamento do nosso movimento municipalista”, disse o presidente da CNM ao entregar o documento. Em seguida, o representante do governo federal congratulou a Confederação pela realização da maior edição da Marcha da história e endossou o apoio do Executivo à PEC 66/2023. “Venho aqui dizer que o governo federal apoia a PEC 66/2023. Parabenizo a CNM não só pelos números alcançados na Marcha, com recorde público neste ano, mas também por ela ter sido tão bem acolhida em Brasília”, disse o representante do governo federal.

Presença de autoridades

Mais uma vez, o evento foi a oportunidade de debater as demandas municipais com as principais autoridades do país que marcaram presença na Marcha. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e de 25 ministros de Estado, bem como deputados, senadores e outras autoridades. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado; de Minas Gerais, Romeu Zema; de Pernambuco, Raquel Lyra; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participaram.

Parlamentares, ministros e líderes nacionais de partidos políticos voltaram na sequência da programação para debater a pauta prioritária no Legislativo em painéis destinados ao Congresso Nacional e às discussões das necessidades dos Municípios em áreas essenciais da gestão local. O ex-presidente da Câmara e relator da proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda, Arthur Lira (PP -AL), atualizou os gestores sobre o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025.

No Judiciário, a CNM se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, para tratar das ações referentes à distribuição dos royalties de petróleo. O   ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, trouxe orientações aos participantes em um painel que teve como destaque a importância da governança pública. Na programação paralela, os gestores foram direcionados em relação a assuntos fundamentais da gestão local em 50 arenas temáticas.

 

Eis a íntegra da Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

 

Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios 

Com a presença recorde de participantes, mais de 14 mil municipalistas se reuniram na XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios entre os dias 19 e 22 de maio de 2025. Com o tema “Autonomia municipal: a força que transforma o Brasil”, o evento teve importantes compromissos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação a pautas estruturantes dos Municípios, com destaque para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023 – PEC da Sustentabilidade Fiscal, elaborada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e que traz impacto superior a R$ 700 bilhões aos Municípios. 

Na solenidade de abertura, alertamos para o crítico cenário fiscal vivenciado pelos gestores locais, os impactos dos programas federais na folha e na previdência, os entraves na liberação de emendas e pedimos apoio na aprovação da PEC 66. Na cerimônia, tivemos a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e de 25 ministros de Estado, bem como deputados, senadores e outras autoridades. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado; de Minas Gerais, Romeu Zema; de Pernambuco, Raquel Lyra; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participaram. 

Em ato importante para o movimento, assinamos junto ao presidente da República e à ministra da Gestão e da Inovação uma portaria que autoriza a venda, com dispensa de licitação, à Confederação do terreno onde fica a sede da nossa entidade, a casa dos municipalistas em Brasília. O Executivo ainda declarou apoio à PEC 66/2023, anunciou recursos para uma nova fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções e falou da intenção de lançar nova etapa do Programa Mais Acesso a Especialistas (Pmae). 

Reforçamos a necessidade de aprovação das três emendas apresentadas pela CNM na PEC da Sustentabilidade Fiscal, que tratam da ampliação da Reforma da Previdência da União aos Municípios; de um novo modelo de pagamento de precatórios, abrangendo mais Entes locais; e da alteração do indexador da dívida previdenciária, da Selic para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O relator do texto na comissão especial, deputado Baleia Rossi, confirmou que dará celeridade nos trabalhos que analisam o tema e oficializou apoio aos pleitos da Confederação. 

Além do compromisso com nossas pautas pelos presidentes das duas Casas, presidentes de partidos, deputados e senadores apoiaram a aprovação rápida da PEC. Também nos reunimos no Salão Verde e, em seguida, acompanhamos as entidades estaduais de Municípios em uma série de reuniões com as bancadas de seus Estados. Encaminhamento para outra medida que preocupa os Municípios foi dado pelo relator do Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 e ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, o qual garantiu que a isenção do Imposto de Renda para os contribuintes que ganham até R$ 5 mil por mês será necessariamente acompanhada de compensação a Estados e Municípios. 

Milhares de gestores municipais também se reuniram em nosso Plenário para defender o cumprimento da Constituição Federal e da Lei Complementar (LC) 214/2025 nas eleições do Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). Alertamos para os impactos do atraso nas eleições para definir os representantes municipais e reforçamos os esforços empreendidos para garantir uma Reforma Tributária que contemple as demandas e a autonomia dos Municípios. Também articulamos para que seja rejeitada emenda apresentada ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que traz inúmeras inconstitucionalidades e busca alterar as regras no meio do jogo e acolher interesses que não os da maioria da população brasileira. 

No Judiciário, nos reunimos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, para tratar das ações referentes à distribuição dos royalties de petróleo. Apontamos que, desde a suspensão da Lei 12.734/2012, em 2013, os Municípios já perderam mais de R$ 111 bilhões. Pedimos que seja estabelecido um cronograma de reuniões junto ao Núcleo de Solução de Conflitos (Nusol). Ele se comprometeu a dialogar com a ministra Cármen Lúcia, relatora das ações, e, tão logo haja encaminhamento por parte da magistrada, colocar a ação em análise no Nusol. 

O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) falou dos avanços registrados desde a sua criação e alertou para a necessidade de fortalecer o envolvimento na luta para garantir maior presença feminina nos cargos de chefia dos poderes. Também fez forte apelo contra o feminicídio, inclusive com a instalação de um banco vermelho gigante, símbolo da luta, na praça municipalista da Marcha. 

Ocorreu o já tradicional diálogo com o Poder Legislativo municipal, em que os vereadores trouxeram as suas propostas e opiniões acerca dos rumos do movimento, além de encontros com vice-prefeitos e consórcios. Durante a Marcha, ainda realizamos 50 arenas técnicas para discutir assuntos fundamentais às gestões locais em áreas como educação, saúde, assistência social, defesa civil, finanças, inovação, turismo, desenvolvimento rural, planejamento urbano, entre outros, apresentando seus relatos ao final da Marcha. 

Fechamos essa Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios demonstrando que nosso trabalho tem por objetivo melhorar a vida da população e que é a partir da união de nosso movimento que construiremos um Brasil mais forte e igualitário. 

Brasília, 22 de maio de 2025 

Paulo Ziulkoski 

Presidente da CNM

 

 




XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios ocorre de 19 a 22 de maio com público recorde

 

Nos dias 19 a 22 de maio, a capital federal receberá prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais para participar da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Promovida anualmente pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Marcha é o maior ato político da América Latina, e ocorre no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Mais de 11 mil gestores já se inscreveram e há previsão de recorde de público neste ano.

Com o tema Autonomia Municipal: a Força que Transforma o Brasil, a sessão solene de abertura acontece no dia 20 de maio, às 9 horas. É neste momento que o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, vai apresentar as demandas municipalistas às autoridades, como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de ministros de Estado e outras autoridades. Durante o discurso, Ziulkoski vai frisar a importância da cooperação entre todos os entes federados para que os Municípios possam fazer frente às demandas.

Os gestores também darão voz às principais pautas do movimento. Entre essas, a Proposta de Emenda à Constituição 66/2023 (PEC da Sustentabilidade Fiscal), medida que visa a mitigar os impactos negativos causados pela questão previdenciária nos Municípios. A Reforma Tributária, com debate sobre o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), também terá destaque. Ainda integram a programação principal temas como Federalismo Climático, Financiamento da Educação e da Saúde, Imposto de Renda e outros projetos em debate no Congresso. Na programação paralela, o evento terá 47 arenas técnicas sobre temas da gestão.

Coletiva de imprensa

No dia 19 de maio, às 11 horas, o presidente da CNM concede uma coletiva de imprensa para apresentar estudos com dados inéditos que vão pautar as ações do movimento municipalista na Marcha. O encontro ocorre de maneira híbrida, na sede da CNM, em Brasília, e por meio do Zoom, com inscrição prévia.

Faça a sua aqui: https://bit.ly/3YKjxsA

Credenciamento de imprensa

Já o credenciamento de imprensa para cobertura da Marcha ocorre presencialmente, no CICB, a partir das 10h do dia 19 de maio, sendo exclusivo para repórteres, repórteres fotográficos acompanhados do jornalista e cinegrafistas de jornais televisivos. Para solicitação, é necessária apresentação de credencial do veículo de comunicação e documento de identificação profissional. A homologação dos profissionais de imprensa fica a critério da Confederação.

Confira a programação completa: https://marcha.cnm.org.br/programacao




TRE-SP mantém decisão que cassou mandato de vereador de Paraguaçu Paulista por fraude à cota de gênero

 

 

 

Na sessão de julgamento desta quinta-feira (8), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em votação unânime, manteve decisão do juízo da 12ª Zona Eleitoral que reconheceu a fraude no registro de candidatura das vereadoras e vereadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Paraguaçu Paulista nas Eleições 2024. Com a decisão, foi cassado o único vereador eleito, Rodrigo Almeida Domiciano de Andrade, e foram declarados inelegíveis a candidata fictícia, Rosilei Meireles de Araújo, e o presidente do partido, Valdinei da Fonseca, por oito anos a partir do pleito de 2024.

Segundo a decisão de primeira instância, os critérios adotados pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a caracterização da fraude à cota de gênero estão presentes no processo: votação zerada da candidata Rosilei Meireles de Araújo, prestação de contas sem movimentação financeira relevante e ausência de atos efetivos de campanha.

O relator do processo, juiz Regis de Castilho, confirmou a presença dos critérios. “A súmula 73 do TSE acaba preenchida no que tange aos requisitos que foram enumerados. Não houve de fato uma campanha mínima que possa ser considerada e não houve votos.” O magistrado ainda afirmou a participação de Valdinei da Fonseca, presidente do partido, ao promover o registro fictício de Rosilei. “No que tange à alegação de que teria havido abuso de poder político por fraude, não há como deixar de também colher o presidente do partido, na medida em que se tem como conclusão inarredável que tenha havido a fraude e dela participou o presidente.”

A candidata Rosilei e o presidente do partido tiveram declarada a inelegibilidade pelo período de oito anos a contar da eleição municipal de 2024, enquanto o vereador eleito, Rodrigo Almeida Domiciano de Andrade, teve o mandato cassado. O Tribunal decidiu também pela cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PDT e anulação dos 1.624 votos (7,6% dos votos válidos) recebidos pelo partido. Haverá recontagem dos votos para vereador, com novo cálculo do quociente eleitoral e partidário.

A 12ª Zona Eleitoral, responsável pela cidade de Paraguaçu Paulista, será comunicada da decisão para que designe data para realização da retotalização do resultado da eleição. Com a retotalização, serão excluídos os votos recebidos pelo partido e um vereador será eleito para ocupar a vaga aberta com a cassação.

Cabe recurso ao TSE.

 




Deputada quer beneficiários avisados individualmente pela Previdência sobre golpe do INSS e restituição

 

 

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) quer que os beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) sejam notificados individualmente pelo Ministério da Previdência sobre as fraudes ocorridas entre 2019 e 2024 e que desviaram R$ 6,3 bilhões de pelo menos 4 milhões de pessoas no Brasil, entre aposentados e pensionistas. O requerimento protocolado nesse domingo (4/5) exige que o novo chefe da pasta, Wolney Queiroz, execute medidas emergênciais para informar cada um dos beneficiários sobre os descontos sindicais, para que possam, inclusive, ser cancelados, caso não tenham sido autorizados. A comunicação deve partir do INSS seja por telefone, e-mail, carta-registrada, ou busca ativa.

No entendimento da parlamentar do PL-SP, a medida é necessária e urgente, tendo em vista que o público lesado pelo esquema, muitas das vezes, não tem acesso à Internet ou habilidade com a Tecnologia, ou condições de deslocamento para buscar pessoalmente informações mais precisas. Desde que o golpe foi descoberto, o governo federal se prontificou a, tão somente, disponibilizar um canal on-line para sanar dúvidas face ao tema:

“O coitado do aposentado e do pensionista é quem devem correr atrás do prejuízo? Isso está errado! A obrigação é do INSS, do governo Lula (presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva-PT). É preciso que seja adotada uma estratégia de comunicação individualizada. Muitos desses cidadãos enfrentam barreiras tecnológicas, não acessam regularmente os bancos digitais e, mesmo quando o fazem, têm dificuldade de compreender o significado das informações lançadas nos extratos”, complementa a liberal.

Rosana defende que o contato direto é essencial para garantir o direito ao esclarecimento, prevenir abusos e assegurar que nenhum beneficiário seja penalizado injustamente por medidas tomadas sem seu conhecimento.

O requerimento protocolado junto ao Ministério da Previdência Social reforça que a posse de um novo chefe da pasta representa “oportunidade crucial para o fortalecimento institucional do INSS” e a adoção de medidas que garantam maior transparência, eficiência na gestão dos recursos e a proteção dos direitos dos segurados.

Site

Neste contexto, a congressista do PL também sugere a criação de um site que divulgue as medidas adotadas pelo INSS para informar e diminuir os impactos do esquema bilionário sobre os aposentados, como a quantidade total de casos solucionados:

“O INSS é obrigado a avisar se houve desconto indevido, quais foram os valores e tirar dúvidas – inclusive sobre a restituição – de milhões de idosos e de pensionistas que estão indignados com mais esse esquema corrupto num governo petista”, reitera Rosana, que é deputada federal em segundo mandato e presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo,

Caso

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) fizeram uma operação em 13 estados e no Distrito Federal contra fraudes no INSS. Segundo as investigações, as entidades investigadas cobravam mensalidades de aposentados e pensionistas, sem autorização.

Em meio ao escândalo, o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão na sexta-feira (2/5). Para o lugar do pedetista, Lula nomeou o número dois da pasta. O INSS também teve o comando trocado pelo governo federal com a entrada de Gilberto Waller Júnior.

 




Deputada propõe o triplo de folgas para o trabalhador que doar sangue

 

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) quer o triplo de folgas no ano para trabalhadores que doarem sangue. De autoria da liberal, o texto 1.862/2025 altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e garante o direito a uma ausência justificada por ano para cada doação realizada, com o limite máximo de três doações no período de 12 meses.

Protocolada na quinta-feira (25/4) na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, a matéria também contempla a doação de plaquetas. Neste caso, registrados na CLT terão um dia de folga a cada dois meses.

A ideia de Rosana é reconhecer a relevância social da doação de sangue, valorizar o gesto solidário e propor uma compensação a mais ao trabalhador brasileiro que se dispõe a contribuir com hemocentros de todo o País.

A congressista lembra que é recorrente a defasagem nos estoques em várias regiões do Brasil, o que prejudica o atendimento a chamados de urgência e de emergência para a transfusão, incluindo casos de risco de morte:

“Nos últimos anos, diversos hemocentros enfrentaram situações críticas de desabastecimento. O da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, por exemplo, chegou a operar com menos de 30% do estoque ideal em períodos de férias e em feriados prolongados. Já o hemocentro da Fundação Pró-Sangue, também de São Paulo, teve armazenamento abaixo de 22% para os tipos O e B. O ajuste é urgente”.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, até 2022, apenas 1,4% da população se enquadrava como doadora regular de sangue no Brasil, o que representa 14 pessoas a cada mil habitantes, com um total de 3,1 milhões de doações de sangue por ano no Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora esteja dentro do parâmetro mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – de 1% a 3% -, a taxa ainda é insuficiente para atender à demanda crescente por transfusões no País. Desta forma, no entendimento de Rosana, é necessária a adoção de políticas públicas, como o projeto de lei de sua autoria, que incentivem a doação regular e garantam a estabilidade dos estoques ao longo do ano:

“Ao permitir a ausência no trabalho por um dia a cada quatro meses para doação de sangue e a cada 60 dias para doação de plaquetas, criamos estímulos concretos. Vale lembrar que, cada doação pode salvar até quatro vidas”, detalha a deputada federal em segundo mandato e presidente de Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.

Rosana ainda defende que, a exigência de comprovação por declaração emitida pelo hemocentro garante controle e evita abusos, mantendo o equilíbrio entre o benefício social e a rotina das empresas:

“Este projeto é de grande relevância social; contribui diretamente para salvar vidas, fortalece a cultura da solidariedade e oferece segurança jurídica, tanto ao trabalhador quanto ao empregador”.

Uma vez protocolado, o projeto de lei 1.862/2025 tramitará pelas Comissões Temáticas da Câmara dos Deputados, e caso seja necessário, irá a Plenário.

 




Parlamentares destinam R$ 3 milhões em recursos a instituições da cidade

A deputada Dani Alonso (estadual) e Capitão Augusto (federal) estiveram em Assis nesta sexta-feira (25) e anunciaram a destinação de mais de R$ 3 milhões em recursos de emendas parlamentares a instituições do município. Eles foram recebidos prefeita Telma Spera, secretários municipais, assessores e os vereadores Gerson Alves e Carlinhos Zé Gotinha, responsáveis pelas solicitações das verbas.

A agenda começou com reunião às 9h30 da manhã no gabinete da prefeita e seguiu com visitas à Santa Casa, à Escola Municipal Coraly Júlia, à Casa das Crianças e à futura sede dos deputados na cidade.

Segundo Gerson Alves, “são recursos importantes para as instituições que ajudam no desenvolvimento da cidade e dos locais que serão contemplados”. Já Carlinhos Zé Gotinha acrescentou: “encaminhamos várias demandas e há 15 dias estivemos na ALESP, onde a deputada nos atendeu prontamente”.

Ainda de acordo com os vereadores, durante a visita, os deputados também sinalizaram com o envio de novos recursos para a reforma do Terminal Rodoviário.

Dani Alonso afirmou: “Estar aqui em Assis é um privilégio. A cidade é prioridade no nosso mandato. Nos sentimos em casa e temos o prazer de destinar esses recursos para entidades tão importantes”.

Capitão Augusto completou: “Tenho certeza de que isso trará muitos frutos positivos para Assis. Este mandato da prefeita Telma será um divisor de águas para o município. Estaremos juntos em grandes projetos”.