São Paulo registra mais de 31 mil óbitos em 2025 por influenza, pneumonia e coronavírus

 

 

São Paulo, maio de 2026 – Pode parecer simples, mas um gesto básico continua sendo uma das formas mais eficazes de salvar vidas dentro das instituições de saúde: lavar as mãos da forma correta.

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram o impacto significativo de doenças associadas à falta de higienização das mãos no Brasil. Em 2025, foram registrados 105.873 óbitos por influenza (gripe) e pneumonia, em todo o país. No mesmo período, as infecções por coronavírus somaram 2.550 mortes.

No estado de São Paulo, os números também chamam atenção. Foram contabilizados 30.643 óbitos por influenza e pneumonia, ao longo de 2025, além de 733 mortes atribuídas a infecções por coronavírus.

A falta de higienização adequada das mãos é um fator importante na transmissão de doenças. Além da influenza e da pneumonia, mãos contaminadas também podem contribuir para disseminação de outras infecções, como conjuntivite, catapora, hepatite A e outras doenças.

“Este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite” afirma a infectologista e consultora para ONA – Organização Nacional de Acreditação, Cláudia Vidal.

Infecções hospitalares ainda são um problema global – Apesar de evitáveis, as chamadas infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) continuam sendo um desafio global. Dados da OMS mostram que até 30% dos pacientes em UTIs podem ser afetados. E em países mais pobres, o risco pode ser até 20 vezes maior e, até 2050, há previsão de até 3,5 milhões de mortes por ano. A cada 100 pacientes internados, até 15 podem desenvolver infecções em países de baixa e média renda. A situação é mais crítica em unidades de terapia intensiva.

Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios – Últimos dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2024, apontam que há melhoria nos indicadores de incidência de IRAS, mas o risco ainda é alto.

O relatório alerta que a maioria das infecções de corrente sanguínea ocorrem dentro das UTIs. A densidade de incidência chega a 3,5 casos mil por cateter venoso central-dia em UTIs e nas neonatais, esse número sobe para 6,1 casos. Ainda, segundo o levantamento, pneumonia associada à ventilação mecânica segue entre as IRAS mais frequentes. As taxas podem chegar a 9,4 casos por 1 mil ventilação mecânica-dia.

Infecção também pesa no bolso – Além do impacto na saúde, as infecções também têm custo alto. Pacientes com infecção podem gerar custos até 55% maiores no Brasil. Nos Estados Unidos, o impacto passa de US$ 40 bilhões por ano e, na Europa, chega a € 7 bilhões anuais

Resistência a antibióticos – “O uso inadequado de antibióticos pode implicar em resistência bacteriana, maior risco de efeitos colaterais e gerar custos desnecessários para o sistema de saúde”, ressalta a dra. Cláudia Vidal.

Dados da OMS relatam que até 2050, podem ocorrer 10 milhões de mortes por ano por infecções resistentes.

Uso inadequado de antibióticos ainda é um desafio no Brasil – Dados da Anvisa mostram que uma parte das instituições de saúde já contam com programas estruturados para o uso racional desses medicamentos, mas temos muito o que avançar.

Entre os 153 serviços analisados, cerca de pouco mais da metade (52,7%) têm Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos implantado, o que acende um alerta para as fragilidades dos serviços de saúde quanto ao controle e monitoramento do uso desta classe de medicamentos tão importante.

Por outro lado, o monitoramento dentro das UTIs já é mais frequente. Nas unidades adultas, cerca de 95,6% das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar acompanham o uso de antibióticos, enquanto nas UTIs pediátricas, cerca de 82,8% fazem esse controle de antimicrobianos de forma adequada.

Diante da elevada incidência das IRAS e do avanço da resistência aos antimicrobianos – que podem comprometer a qualidade do cuidado e a segurança do paciente – os desfechos clínicos podem ser cada vez mais desfavoráveis aos pacientes. “Fortalecer as medidas de prevenção de infecções é imprescindível, em especial a higiene das mãos de forma adequada e oportuna, estratégias essas fundamentais para proteger os pacientes e salvar vidas!”, finaliza a infectologista.




Psoríase Brasil estreia temporada 2026 de videocast com debates sobre novos tratamentos, acesso e direitos dos pacientes

 

Gladis Lima, presidentee da Psoríase Brasil

A Psoríase Brasil deu início à temporada 2026 do Saúde da Pele Cast, videocast da ONG voltado à informação qualificada sobre doenças crônicas e autoimunes de pele — psoríase, dermatite atópica, hidradenite supurativa, alopécia areata, vitiligo e urticária crônica espontânea. Com episódios quinzenais, lançados sempre às terças-feiras, às 19h, a nova programação começou com um bate-papo sobre o mais novo tratamento para a doença psoriática aprovado no Brasil: uma terapia oral com ação direcionada no organismo para controle do quadro. Em maio, já estão previstos dois outros temas de grande importância para os pacientes e diretamente ligados ao acesso à saúde no País: a participação da sociedade em consultas públicas da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e os desafios enfrentados por adultos com dermatite atópica para acessar imunobiológicos no SUS.

O primeiro episódio da nova temporada está disponível no canal da entidade no YouTube, e traz como convidado o dermatologista Dr. Diogo Pazzini Bomfim, que aprofunda o debate sobre novas terapias orais para psoríase e explica como medicamentos de ação direcionada vêm ampliando as possibilidades de controle da doença. Durante a conversa, o especialista explica o que mudou no tratamento da psoríase nos últimos anos, quais são as diferenças entre terapias tradicionais e novas alternativas, para quais pacientes esses medicamentos podem ser indicados e o que já está disponível no Brasil.

A escolha do tema de estreia reforça um dos principais objetivos do videocast: traduzir avanços científicos e debates técnicos em informação acessível para pacientes, familiares e sociedade. Embora muitas vezes seja percebida apenas pelas lesões na pele, a psoríase é uma doença inflamatória crônica, sistêmica, que pode impactar a qualidade de vida, a saúde emocional, as relações sociais e a rotina de quem convive com a condição.

A temporada segue com dois episódios voltados a temas estratégicos para o acesso a tratamentos na rede pública. Em 12/05, o videocast recebe Carolina Cohen, da Colabore com o Futuro, organização de advocacy em saúde, para falar sobre a importância da participação da sociedade nas consultas públicas da Conitec e da ANS. O episódio abordará como pacientes, familiares, profissionais da saúde, organizações da sociedade civil e demais interessados têm papel relevante nesses processos, ao contribuir com relatos, dados e experiências reais que podem subsidiar decisões sobre a incorporação de medicamentos no SUS, a construção de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) — que orientam o diagnóstico e o tratamento de doenças no sistema público — e a definição de coberturas na Saúde Suplementar.

Já em 26/05, o Saúde da Pele Cast recebe a médica alergista e imunologista Dra. Ana Paula Moschione Castro, membro do Conselho Científico da Psoríase Brasil, para discutir o acesso de adultos com dermatite atópica aos imunobiológicos no SUS. A conversa parte de uma preocupação crescente entre pacientes e especialistas: embora a ciência tenha avançado e trazido novas possibilidades terapêuticas para casos moderados a graves da doença, a revisão mais recente do PCDT da Dermatite Atópica incorporou medicamentos imunobiológicos para crianças e adolescentes, mas não para adultos. Na prática, isso cria uma contradição na linha de cuidado: pacientes que têm acesso a essas terapias durante a juventude podem perder o acesso ao tratamento ao chegar à vida adulta — abrindo uma lacuna na continuidade assistencial de uma condição crônica que exige cuidado contínuo e controle ao longo do tempo.

Para a Psoríase Brasil, a nova temporada do Saúde da Pele Cast reforça o papel da comunicação em saúde como ferramenta de orientação, mobilização e participação social. Ao reunir especialistas e vozes ligadas à defesa dos pacientes, o videocast busca qualificar o debate público e contribuir para que decisões sobre tratamentos, políticas públicas e cuidado em saúde considerem também a experiência de quem convive com essas doenças.

12/05: A importância de participar das Consultas Públicas da Conitec e ANS, com Carolina Cohen, da Colabore com o Futuro;

26/05: Adultos com Dermatite Atópica: o desafio do acesso aos imunobiológicos no SUS, com a médica alergista e imunologista Dra. Ana Paula Moschione Castro.

Com mediação da jornalista Ana Paula Dixon, fundadora e head de jornalismo da Dixon Comunicação, o Saúde da Pele Cast reúne especialistas e convidados ligados à saúde, ao advocacy e à defesa dos direitos dos pacientes. A proposta é levar informação clara e acessível a pacientes, familiares, profissionais da saúde e pessoas interessadas em debates sobre diagnóstico, tratamento e políticas públicas para as doenças crônicas de pele.

🔗 O episódio de estreia da temporada 2026 do Saúde da Pele Cast já está disponível no YouTube, pelo link https://youtu.be/jDCtWFz1Oew. Os próximos episódios serão publicados quinzenalmente, sempre às terças-feiras, às 19h, no canal da Psoríase Brasil.

Temas dos próximos episódios:

12/05: A importância de participar das Consultas Públicas da Conitec e ANS, com Carolina Cohen, da Colabore com o Futuro;

26/05: Adultos com Dermatite Atópica: o desafio do acesso aos imunobiológicos no SUS, com a médica alergista e imunologista Dra. Ana Paula Moschione Castro.




Maio Vermelho: hepatites B e C aumentam o risco de câncer de fígado

 

Foto: reprodução / Freepik

O mês de maio, que leva a cor vermelha, traz a importância de um olhar cuidadoso para as hepatites, principalmente B e C, que podem resultar em câncer de fígado. Segundo dados do American Cancer Society, a incidência da neoplasia triplicou desde 1980, dobrando também as taxas de mortalidade pela doença.

Anualmente, mais de 800 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de fígado no mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado para cada ano do triênio 2026-2028 cerca de 12.350 casos – sendo 7.340 em homens e 5.010 em mulheres.

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, mundialmente as hepatites virais causadas pelos vírus B ou C são a causa mais comum. Vale lembrar ainda que esse tipo de infecção também pode levar à cirrose hepática, que ocorre quando o tecido hepático normal é substituído pelo cicatricial não funcional, danificando o órgão.

“A hepatite viral causada pelos vírus B e C pode ser transmitida entre pessoas através de relações sexuais sem preservativo, transfusões de sangue, compartilhamento de agulhas contaminadas ou de objetos de higiene pessoal (como lâminas de barbear, depilar, alicates de unha, entre outros) ou durante o parto. Como forma de prevenção, a vacina contra hepatite B é oferecida gratuitamente pelo SUS. Além disso, apesar de não existir uma vacina para a infecção pelo vírus C, os novos tratamentos, também oferecidos de forma gratuita na rede pública, possuem chance de cura em cerca de 90% dos casos”, explica o Artur Rodrigues Ferreira, oncologista da Oncoclínicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é estimado que 304 milhões de pessoas tenham hepatite B ou C.

Além da hepatite B e C, outros fatores que podem desencadear o câncer de fígado são:

  • Cirrose (inflamação crônica no fígado);
  • Algumas doenças hepáticas hereditárias, como hemocromatose (acúmulo de ferro no organismo) e doença de Wilson (acúmulo de cobre no organismo);
  • Diabetes;
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), que causa acúmulo de gordura no fígado;
  • Exposição a aflatoxinas (venenos produzidos por fungos que crescem em determinados alimentos quando não são armazenados corretamente e ficam expostos à umidade, como alguns tipos de grãos e castanhas);
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Tipos de câncer de fígado

Dentre os tipos de câncer de fígado, o carcinoma hepatocelular, que se inicia nos hepatócitos (células localizadas no fígado) é o mais comum. “Vale lembrar ainda que ele é o mais frequente nos pacientes com doenças hepáticas crônicas, como a cirrose, podendo ser proveniente do consumo excessivo do álcool ou de uma hepatite B ou C, por exemplo”, comenta o oncologista. Outros tipos da doença podem incluir:

  • Colangiocarcinoma – proveniente dos ductos biliares do fígado;
  • Hepatoblastoma – neoplasia rara que atinge recém-nascidos e crianças, ocorrendo predominantemente abaixo dos três anos, sendo raro após o quinto ano de idade; e
  • Angiossarcoma – câncer igualmente raro que se origina nos vasos sanguíneos do fígado.

Hepatites B ou C sempre irão resultar em câncer de fígado?

“Felizmente, não. As hepatites B e C, apesar de serem um fator de risco, não necessariamente determinarão o desenvolvimento da neoplasia, ou seja, apenas uma parcela dos pacientes irá evoluir para o câncer de fato. No entanto, adotar medidas de prevenção ao vírus é essencial para frear as estatísticas da doença”, explica Artur Ferreira.

Sintomas e sinais do câncer de fígado

De acordo com o oncologista da Oncoclínicas, grande parte dos pacientes não irá apresentar sintomas nos estágios iniciais do câncer primário de fígado. No entanto, caso se manifestem, é importante ficar de olho em:

  • Emagrecimento sem causa identificável;
  • Perda do apetite;
  • Dor na parte superior do abdômen;
  • Náusea e vômito;
  • Sensação de fraqueza e fadiga;
  • Inchaço abdominal (ascite);
  • Presença de massa abdominal;
  • Surgimento de icterícia, que é caracterizada pela coloração amarelada da pele e no interior dos olhos;
  • Fezes brancas e com coloração esbranquiçada (aparência de giz).

Diagnóstico do câncer de fígado

Justamente por ser uma doença silenciosa, nem sempre é fácil diagnosticar o câncer de fígado precocemente. “Geralmente, não são solicitados exames de rastreamento para o carcinoma hepatocelular na população em geral. Mas, eles podem e devem ser recomendados em casos específicos, como nos pacientes com cirrose hepática, ou ainda infecção crônica por hepatite B”, diz o especialista.

Ao avaliar cada caso, o médico pode solicitar:

  • Exames laboratoriais, como os de sangue, que avaliam a função do fígado e a alfa-fetoproteína (AFP, um marcador tumoral);
  • Exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, para visualizar a existência de tumores, sua extensão e se eles se espalharam para outras partes do corpo;
  • Biópsia do fígado, em que uma agulha é colocada dentro da lesão para retirar uma amostra para análise no microscópio que determina se ela é maligna ou benigna; em se tratando do carcinoma hepatocelular, nem sempre a biópsia será necessária, pois achados específicos dos exames de imagem em associação com as informações clínicas do paciente podem estabelecer o diagnóstico;
  • Cirurgia laparoscópica, somente em casos específicos, que permite visualização direta do órgão e realização de biópsia.

Opções de tratamento do Carcinoma hepatocelular

“Dentre as abordagens de tratamento, podem ser realizados a remoção cirúrgica, transplante hepático, ablações e embolizações hepáticas, radioembolização, imunoterapia, terapias-alvo e, menos frequentemente, a quimioterapia. Mas, apenas após discussão multidisciplinar, a melhor modalidade de tratamento deverá ser indicada”, finaliza.




De aliado a vilão: produtos do dia a dia podem estar por trás de irritações na pele

 

 

Nem sempre a causa de irritações, vermelhidão, coceira, piora de manchas ou até acne está em algo novo ou no excesso de produtos. Em muitos casos, o problema pode estar em itens comuns do dia a dia, como shampoo, sabonete, hidratante ou desodorante, usados há anos, mas que podem sensibilizar a pele com o tempo ou em determinadas condições.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as dermatites de contato, reações inflamatórias causadas por substâncias irritantes ou alergênicas, estão entre as doenças de pele mais comuns no país. Estima-se que elas representem cerca de 20% a 30% dos atendimentos dermatológicos relacionados a inflamações cutâneas.

Nos consultórios dermatológicos, a queixa tem se tornado cada vez mais frequente. Segundo a dermatologista Patrícia Dalboni, há um aumento significativo de pacientes com irritação cutânea, muitas vezes relacionado ao uso indiscriminado de cosméticos. “As pessoas veem tendências nas redes sociais, compram produtos que podem até ser bons, mas não são indicados para o tipo de pele delas. Isso pode levar à quebra da barreira cutânea, irritação e até desencadear doenças como a rosácea”, explica.

O papel da barreira da pele

A chamada barreira cutânea funciona como uma proteção natural. Ela é formada por lipídios, água e outras substâncias que ajudam a manter a hidratação e impedir a entrada de agentes externos, como bactérias, fungos e vírus. Quando essa barreira é comprometida, a pele fica mais vulnerável.

“Quando há quebra dessa proteção, aumenta-se o risco de dermatites e infecções”, destaca a dermatologista Patrícia Dalboni. Os sinais de alerta são claros: vermelhidão, ardência, descamação, coceira e sensação de desconforto indicam que algo não vai bem.

Quando o cuidado vira excesso

A popularização do “skincare” trouxe mais atenção ao autocuidado, mas também abriu espaço para exageros. Rotinas com muitos produtos podem ser prejudiciais.

“Quanto mais produtos você usa, maior a chance de irritação e de um interferir no efeito do outro”, afirma a dermatologista. Casos extremos não são raros: pacientes que utilizam mais de 10 produtos simultaneamente, muitas vezes com ativos repetidos, como ácidos, podem desenvolver quadros graves de irritação ou até rosácea medicamentosa.

Entre os principais vilões estão substâncias como ácidos (retinoico, glicólico), peróxido de benzoíla e até corticoides, quando usados sem orientação. Mesmo ingredientes considerados seguros podem causar problemas se não forem adequados ao tipo de pele.

Como montar uma rotina segura

Entre os deslizes mais frequentes estão: usar produtos inadequados para o tipo de pele, combinar ativos sem orientação, aplicar quantidades excessivas e seguir tendências sem avaliação individual.

Apesar da variedade de produtos disponíveis, o básico ainda é o mais indicado para a maioria das pessoas: sabonete adequado ao tipo de pele, hidratante personalizado e protetor solar diário.

“Outros ativos, como antioxidantes ou ácidos, devem ser introduzidos conforme a necessidade e sempre com orientação profissional”, destaca Patrícia Dalboni.

Menos é mais

A principal recomendação é a simplicidade e a personalização. “Cada pele é única. Não é necessário usar muitos produtos para ter uma pele saudável. E, quando for incluir algo novo, o ideal é fazer isso aos poucos, para identificar possíveis reações”, orienta a dermatologista.

Outro detalhe importante é a quantidade: mesmo produtos corretos podem causar irritação se aplicados em excesso. O ideal é usar uma camada fina.

Se surgirem sinais de irritação ou acne após o uso de um produto, a orientação é suspender imediatamente e buscar avaliação dermatológica. Isso evita a piora e ajuda a identificar a causa.

 

Dra. Patrícia Dalboni RQE Nº 41772

Desde os primeiros passos na medicina, a Dra. Patrícia Dalboni trilhou uma jornada marcada por dedicação, resiliência e busca pelo aprimoramento profissional. Iniciou sua carreira como cirurgiã pediátrica, atuando por 16 anos, e há 18 anos dedica-se integralmente à dermatologia.

Os anos de experiência cirúrgica trouxeram precisão, segurança e habilidade para a realização de procedimentos dermatológicos, tornando sua atuação ainda mais eficaz.




Sorriso desalinhado? Veja 6 problemas que vão além da saúde bucal  

 

São Paulo, abril de 2026 – Você sabia que dentes desalinhados podem ser a causa daquela dor de cabeça frequente? Isso acontece porque, quando a mordida não encaixa corretamente, há uma sobrecarga na musculatura da face e na articulação da mandíbula. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças bucais estão entre as condições mais comuns no mundo, muitas delas associadas à dificuldade de higienização, algo bastante frequente em pessoas com dentes desalinhados.

“O sorriso torto compromete a mordida e dificulta a higienização, favorecendo o acúmulo de placa bacteriana. Com o tempo, isso pode desencadear cáries, doenças gengivais e até impactar a saúde geral, já que a boca é uma porta de entrada para o organismo”, explica o dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin.

Mas afinal, o que os dentes desalinhados podem causar na saúde?

  • Maior risco de cáries: quando os dentes são desalinhados, formam cantos difíceis de limpar. Nesses locais, restos de alimentos e bactérias se acumulam com mais facilidade, favorecendo o surgimento de cáries.
  • Gengivite e periodontite: a limpeza incompleta também afeta a gengiva, causando inflamações. Se não tratada, essa condição pode evoluir para periodontite, uma infecção mais grave que pode levar até à perda dos dentes.
  • Dores de cabeça e na ATM: a mordida desalinhada faz com que a musculatura da face trabalhe de forma desequilibrada, gerando tensão. Isso pode causar dores de cabeça e desconforto na ATM (articulação temporomandibular), que é a articulação responsável por ligar a mandíbula ao crânio e permitir movimentos como falar e mastigar.
  • Desgaste irregular dos dentes: quando a mordida não encaixa corretamente, alguns dentes recebem mais pressão do que outros durante a mastigação, o que pode causar desgaste excessivo em determinadas áreas.
  • Impactos na digestão: se os dentes não trituram bem os alimentos por causa do desalinhamento, o sistema digestivo precisa trabalhar mais para compensar, o que pode causar desconfortos ao longo do tempo.
  • Alterações na fala: em casos mais graves, a posição dos dentes interfere na forma como a língua encosta neles, dificultando a pronúncia correta de alguns sons.

Além desses impactos, é importante entender que o desalinhamento não acontece por um único motivo. Ele pode estar ligado à genética, hábitos na infância, como uso prolongado de chupeta ou chupar dedo, perda de dentes ao longo da vida e até ao bruxismo. Com o tempo, os próprios dentes também podem se movimentar naturalmente, alterando o encaixe da mordida.

“Muita gente adia o tratamento por achar que é apenas uma questão estética, mas o desalinhamento dentário é progressivo e tende a piorar com o tempo. Quando não tratado, pode comprometer não só os dentes, mas toda a função mastigatória e a saúde bucal. Hoje temos opções modernas e discretas de tratamento, e buscar ajuda no início faz toda a diferença no resultado e na qualidade de vida do paciente”, finaliza o especialista.




Rinite alérgica avança e confunde sintomas com gripe e resfriado

 

Espirros em sequência, nariz entupido, coriza e coceira no rosto fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, mas nem sempre esses sinais indicam gripe ou resfriado. Em muitos casos, o diagnóstico é outro: rinite alérgica, uma condição inflamatória crônica que, apesar de comum, ainda gera dúvidas e leva a tratamentos inadequados.

A doença é provocada por uma reação exagerada do sistema imunológico a partículas inaladas, como poeira, ácaros, pelos de animais e pólen. Diferentemente das infecções virais, a rinite não é contagiosa e tende a acompanhar o paciente por longos períodos, com fases de melhora e piora ao longo do ano.

O otorrinolaringologista Maury de Oliveira Faria Jr., da clínica Otorrino Rio Preto, afirma que, na rinite, o organismo reage a substâncias que não representam risco real, mas são interpretadas como uma ameaça, desencadeando um processo inflamatório contínuo nas vias nasais.

Os sintomas mais comuns incluem espirros em sequência, coceira no nariz, nos olhos e na garganta, além de coriza clara e sensação de obstrução nasal. Já nos quadros de resfriado, os sinais tendem a ser mais leves e passageiros, enquanto a gripe costuma provocar febre alta, dores no corpo e cansaço intenso, além dos sintomas respiratórios.

A confusão entre os diagnósticos é frequente, principalmente nesta época do ano. Isso porque o outono reúne uma série de fatores que favorecem o agravamento da rinite alérgica. O clima mais seco, a menor ventilação dos ambientes e o aumento do contato com poeira e ácaros, comuns em cobertores e roupas guardadas, criam um cenário propício para o surgimento ou intensificação das crises.

O otorrinolaringologista Rubens Huber afirma que, o outono, é um período em que as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, o que aumenta a exposição aos agentes alérgenos. “Isso explica por que muitos pacientes relatam piora dos sintomas nessa época”, afirma, especialista em doenças das vias aéreas superiores.

Apesar de muitas vezes subestimada, a rinite alérgica pode impactar diretamente a qualidade de vida. Alterações no sono, dificuldade de concentração e queda no rendimento diário são queixas comuns, especialmente entre crianças e pessoas com histórico familiar de alergias ou doenças respiratórias, como a asma.

O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e no histórico do paciente, podendo ser complementado por exames específicos em alguns casos. Embora não exista cura definitiva, os avanços no tratamento permitem um controle eficaz dos sintomas e das crises.

Entre as opções disponíveis estão o uso de antialérgicos, corticoides nasais e a lavagem nasal com solução salina, além da imunoterapia, conhecida como vacina para alergia, indicada para casos selecionados. “Hoje conseguimos controlar muito bem a doença, desde que o paciente tenha acompanhamento adequado e siga corretamente as orientações médicas”, destaca Rubens Huber.

Maury de Oliveira Faria Jr também faz um alerta importante: a automedicação, especialmente com descongestionantes nasais, pode trazer riscos quando utilizada de forma prolongada. “Além disso, ignorar sintomas persistentes pode levar a complicações, como sinusite e agravamento de outras doenças respiratórias.”

Medidas simples no dia a dia ajudam a prevenir crises, como manter os ambientes limpos e ventilados, higienizar roupas de cama com frequência e evitar o acúmulo de poeira. O uso de capas antiácaros em colchões e travesseiros também pode ser um aliado importante no controle da doença.

Para os médicos, informação e acompanhamento médico são fundamentais. “A rinite não tem cura, mas tem controle. E o primeiro passo é entender os sinais do corpo e buscar orientação com um especialista”, conclui Rubens Huber.




Hipertensão: diagnóstico precoce e hábitos saudáveis fazem a diferença

 

 
 

A hipertensão arterial é caracterizada pela elevação persistente da pressão do sangue nas artérias, o que faz com que o coração precise trabalhar de forma mais intensa para bombear o sangue pelo corpo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), ela afeta cerca de 3 em cada 10 brasileiros adultos e é um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal. Silenciosa na maioria dos casos, a condição muitas vezes só é diagnosticada quando já causou danos ao organismo.

Nesse cenário, mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir e controlar a hipertensão. Segundo o Dr. Murilo Meneses, médico e professor de cardiologia da pós-graduação médica da Afya Goiânia, mudanças na rotina têm poder de prevenir o surgimento da doença em pessoas que não possuem a condição e, em quem já é hipertenso, podem reduzir significativamente os níveis pressóricos. O médico reforça que essas medidas são parte essencial do tratamento e da prevenção já que raramente a doença  surge de forma repentina

De acordo com o especialista, na maioria dos casos, é o resultado acumulado de hábitos que sobrecarregam o sistema cardiovascular ao longo dos anos. “Uma pessoa que inclui hábitos saudáveis na rotina pode alcançar reduções expressivas da pressão, muitas vezes comparáveis ao uso de medicamentos”, afirma o cardiologista.

O médico também destaca a importância do diagnóstico precoce. “Como a hipertensão costuma não apresentar sintomas, a aferição regular da pressão é essencial para evitar complicações graves e silenciosas ao longo do tempo”, enfatiza.

O papel da alimentação 

A alimentação, dentro desse contexto, se destaca como um dos pilares mais importantes do cuidado. Dr. Renato Zorzo, médico e  professor de nutrologia da Afya Ribeirão Preto, afirma que uma dieta equilibrada contribui tanto de forma direta quanto indireta para o controle da pressão. O excesso de sódio eleva diretamente os níveis pressóricos, enquanto o consumo frequente de açúcares simples e gorduras saturadas favorece o desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina e aterosclerose. “O sódio aumenta diretamente a pressão arterial, enquanto outros componentes, como açúcar e gordura saturada, contribuem de forma indireta ao desencadear alterações metabólicas”, explica o nutrólogo.

O professor ressalta que há, atualmente, um padrão alimentar amplamente recomendado, que é a chamada dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), ou Abordagens dietéticas para interromper a hipertensão, em tradução livre.  Esse modelo sozinho já é capaz de reduzir um bom percentual da pressão arterial, porque prioriza alimentos ricos em nutrientes e com baixo teor de sódio e gorduras prejudiciais.

Outro ponto importante, segundo o médico, é olhar para a composição dos alimentos, e não apenas para sua classificação. “Nem todo alimento industrializado é prejudicial, assim como nem todo alimento in natura é necessariamente saudável. O mais importante é avaliar a composição”, destaca.

Por fim, o especialista reforça a importância de uma abordagem ampla, baseada na chamada medicina do estilo de vida. “Alimentação adequada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse são os quatro pilares fundamentais para uma boa saúde”, afirma. Ele também ressalta o papel do exercício físico no organismo: “o músculo em atividade se torna um agente metabólico que ajuda no controle da glicemia, do colesterol e da própria pressão arterial”, conclui.

5 hábitos para evitar a hipertensão, segundo especialistas:

  1. Reduzir o consumo de sal, evitando alimentos ultraprocessados
  2. Praticar atividade física regularmente (ao menos 150 minutos por semana)
  3. Manter um peso corporal saudável
  4. Evitar o consumo excessivo de álcool
  5. Controlar o estresse e priorizar boas noites de sono

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos.




Centro de Especialidades e Laboratório da Santa Casa ampliam atendimentos e reforçam assistência à comunidade

 

A Santa Casa de Assis segue ampliando e fortalecendo os serviços oferecidos à população por meio do Centro de Especialidades e Laboratório, instalados em novo endereço desde sua inauguração, na Rua Smith Vasconcelos, nº 911, na lateral do hospital — prédio onde anteriormente funcionava o Laboratório do Dr. Joelson.

A mudança foi realizada com o objetivo de oferecer mais conforto, acessibilidade e qualidade no atendimento de pacientes de convênios privados e particulares, reunindo em um único espaço consultas com especialistas e exames laboratoriais, garantindo maior comodidade e agilidade no cuidado à saúde.

O Centro de Especialidades da Santa Casa de Assis conta com atendimento em diversas áreas médicas, ampliando o acesso da população a profissionais qualificados e acompanhamento especializado. Atualmente, a unidade oferece consultas nas seguintes especialidades:

Clínica Geral, Cardiologia, Dermatologia, Pediatria, Ginecologia, Ortopedia, Gastroenterologia, Cirurgia Geral, Hepatologia, Cirurgia Vascular, Endocrinologia, Otorrinolaringologia, Psiquiatria, Urologia, Infectologia, Nutrição.

Além das consultas médicas, o local também conta com o Laboratório da Santa Casa, que realiza exames laboratoriais, facilitando o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes em um único ambiente.

AGENDAMENTO

O Centro de Especialidades e Laboratório oferece atendimento para usuários de diversos convênios privados e também particular, ampliando o acesso da comunidade aos serviços de saúde. Entre eles estão: APAS, Economus, Bradesco Saúde, Sul América, Vitaplena, Oeste Saúde, Iamspe e Unimed (consultas com alguns especialistas).

Os agendamentos podem ser realizados de forma prática e rápida: consultas médicas pelo WhatsApp (18) 99712-9969; e exames laboratoriais nos contatos (18) 3302-3312 (ligação e WhatsApp) ou (18) 3302-3343 (WhatsApp).

Com a consolidação do Centro de Especialidades e Laboratório em um único espaço, a Santa Casa de Assis amplia seus serviços, garantindo a humanização do atendimento e a melhoria contínua da assistência oferecida à população de Assis e região, fortalecendo seu papel como referência em saúde.




Até 2,7 mil postos de saúde vão ganhar internet de qualidade para acelerar atendimentos pelo SUS

 

Iniciativa visa modernizar o atendimento pelo SUS e agilizar diagnósticos, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde. Foto: Layo Stambassi/MCom

Com investimento de R$ 100 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o Governo do Brasil, por meio do Ministério das Comunicações (MCom), prepara o lançamento de um novo edital para levar internet de qualidade a até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil. A iniciativa visa modernizar o atendimento pelo SUS e agilizar diagnósticos, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde.

As unidades contempladas estão distribuídas em mais de mil municípios, em 26 Unidades da Federação, e fazem parte das ações do Novo PAC para ampliar a inclusão digital em serviços essenciais. Com a conectividade será possível informatizar prontuários, integrar dados de pacientes e ampliar o uso da telessaúde, o que contribui para reduzir filas e evitar deslocamentos desnecessários, reduzindo desigualdades regionais. Comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e periferias urbanas estão entre as mais beneficiadas com a expansão.

“Esse edital vai priorizar as UBS para garantir que médicos, enfermeiros, equipes de saúde e pacientes tenham acesso a uma infraestrutura digital moderna. Isso significa prontuários eletrônicos mais ágeis, integração de dados e atendimentos mais rápidos e eficientes”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

REDUÇÃO DE DESIGUALDADES – O foco do projeto são as UBS que ainda não possuem acesso à internet, usando a tecnologia como ferramenta para reduzir desigualdades regionais. Com banda larga e Wi-Fi nas unidades, será possível melhorar a gestão de medicamentos, facilitar o agendamento de consultas e ampliar o acesso a exames e diagnósticos à distância.

“Com foco em universalizar a conectividade nas UBS, o Ministério da Saúde destinou R$ 30 milhões ao Ministério das Comunicações para conectar 775 unidades básicas em áreas remotas, onde muitas vezes apenas a conexão via satélite é viável. Este novo edital vai ajudar a viabilizar a segunda fase do Novo PAC, voltada à conexão de UBS que podem ser atendidas por fibra óptica e que ainda não possuem acesso. Isso significa que poderemos ampliar o acesso virtual a ações e serviços de saúde para as populações mais vulneráveis e que mais precisam, onde a conectividade não tinha chegado ainda”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

PROPOSTAS – Empresas e provedores interessados deverão apresentar propostas que incluam não apenas a conexão, por fibra óptica ou satélite, mas também a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde. Ainda em 2026, o Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Saúde, vai concluir a conexão de 1.191 UBS previstas em acordo assinado no ano passado. Do total previsto, 859 já foram conectadas e contam com internet pública ativa. As 332 restantes, localizadas majoritariamente em regiões de difícil acesso, serão indicadas pelo Ministério da Saúde e conectadas ao longo do próximo ano.

FUST – O lançamento do novo edital para conectar até 2,7 mil UBS é uma iniciativa que reforça o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) como motor da inclusão digital em serviços públicos. Em 2024 e 2025, o ministério já havia lançado dois editais totalizando mais de R$ 600 milhões para conectar mais de 17 mil escolas públicas, dentro do programa Escolas Conectadas. A expectativa é que a implementação dessa nova leva de UBS comece ainda em 2026.

UBS – Dados mais recentes do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde mostram o avanço do processo de transformação digital: 94,6% das UBS do país já dispõem de conexão com internet, e 87% já utilizam prontuário eletrônico.




São Paulo recebe mais de 500 mil doses da vacina contra a covid-19

Na semana passada, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. São Paulo recebeu 515.106 doses do imunizante. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.  

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.  

O Ministério da Saúde mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.  

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.  

Abastecimento contínuo em todo o país  

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. Na oportunidade, o estado de São Paulo foi contemplado com 1.116.444 doses. 

Com a nova remessa enviada esta semana, a Pasta dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.  

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.  

Quem deve se vacinar?   

O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:  

  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;  
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;  
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;  
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);  
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.  

A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.  

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.  

Cenário epidemiológico  

A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por covid-19.  

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. 

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom – Agência Brasil).