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“NÃO JULGUEIS”

 

Julgar atitudes alheias é quase sempre forma de se revelar ou expor as próprias tendências, boas ou más.

Quem julga, preferindo destacar os defeitos do próximo, está apresentando o instinto de impiedade que ainda guarda na alma.

Seríamos realmente capazes de julgar se fôssemos juízes formados na Universidade da Perfeição.

Na Terra ninguém possui tal diploma.

Em vez de emitir condenações ou censura, cabe-nos compreender e perdoar sempre, esforçando-nos pela nossa própria redenção.

PASTORINO

Extraído do livro “Minutos de Luz” – Psicografia: Ariston S. Teles – Editora LIVREE

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Alerta para mais uma nova fraude financeira no Brasil

No último dia 22 de janeiro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou um alerta sobre um novo golpe que tem ganhado espaço e feito muitas vítimas, especialmente os idosos, aproveitando-se da falta de experiência com a tecnologia, que deveria aprimorar e facilitar os serviços para esse público, mas que infelizmente segue sendo usada na sofisticação de golpes e fraudes financeiras.
Neste novo golpe, criminosos fazem contato em busca do oferecimento de algum benefício para a potencial vítima, tendo ela apenas que capturar seu rosto em uma fotografia ao vivo. O pedido, contudo, é uma forma de verificação de identidade através de biometria facial, utilizado, então, para a abertura de contas, numa abertura de portas para diversas ações criminosas, incluindo empréstimos, solicitações de cartões de crédito e cadastros de novos PIX, por onde o estelionatário aproveita para escoar o dinheiro obtido em outras fraudes e golpes financeiros.
Essa, infelizmente, é mais uma estratégia desenvolvida pelo crime organizado, que lança mão de golpes cada vez mais sofisticados para enganar milhões de pessoas pelo país. Esta nova ação criminosa alertada pela Febraban se junta a outras semelhantes, como as fraudes que envolvem as falsas corretoras de criptomoedas, com golpistas atraindo investidores com promessas de lucros rápidos – como o caso da TDASX.
Nesse tipo de fraude, os meios digitais também são utilizados. Por meio de anúncios em redes sociais e grupos de WhatsApp, o golpista oferece investimentos em criptomoedas, com direito a supostos cursos, treinamentos e aulas sobre o mercado financeiro. Tudo um grande teatro, usado para gerar credibilidade e atrair os investidores.
No esquema da TDASX, os investidores investiam os recursos na própria plataforma, na expectativa de altos lucros. Os saques eram permitidos inicialmente, o que dava ainda mais credibilidade e coragem para que o investidor seguisse os aportes. Mas, em pouco tempo, eles tinham as contas bloqueadas e, com o golpe concretizado, se transformavam em vítimas. Milhares de brasileiros tiveram enorme prejuízo.
Tanto o golpe da TDASX quanto o novo golpe alertado pela Febraban corroboram para uma situação que deve ser rigorosamente analisada: a série de fragilidades que viabilizam essas fraudes.
Há fragilidade do sistema e instituições financeiras, que ao não garantirem segurança suficiente nas transações, abrem o caminho para criações de contas fraudulentas utilizadas na movimentação do dinheiro levantado pelos criminosos nos golpes. Também há senão uma fragilidade, uma sensação de impunidade em razão da morosidade de ações mais contundentes por parte das autoridades policiais bem como do Judiciário brasileiro em diversas etapas dos processos: na investigação, na apreensão de patrimônio ilícito e na punição dos operadores dessas fraudes. O cenário, aos olhos dos criminosos, segue favorável para a prática desse tipo de ilícito.
Por fim, há que se ressaltar a fragilidade das vítimas. É preciso compreender que não existe fórmula mágica nem milagres no mercado financeiro. Não existe lucro exorbitante. Por mais que as organizações criminosas sofistiquem suas estratégias, não se deve cair no conto da fácil multiplicação do dinheiro. Essa deve ser a lição número um na urgente e necessária educação financeira dos brasileiros.
Em qualquer investimento, deve-se tomar certos cuidados, como verificar se a corretora está devidamente registrada nos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nunca confie em promessas de retornos elevados sem risco, e desconfie de transferências feitas para contas de terceiros. Não forneça dados pessoais em links enviados pela internet e avalie rigorosamente antes de preencher cadastros digitalmente.
Diante de novos golpes, também evite aceitar tirar fotos ou selfies para desconhecidos e, assim. Evite agir por impulso, inibindo que seu suado dinheiro ou seu valioso nome seja usado em fraudes financeiras que surgem a cada momento em nosso país.
Jorge Calazans é advogado especializado na defesa de investidores vítimas de fraudes, ativista no combate às pirâmides financeiras e sócio do escritório Calazans e Vieira Dias Advogados



Aktion T4: o aspecto pouco lembrado do Holocausto

 

O Dia Internacional da Memória do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro, não é apenas um momento para lembrar as atrocidades cometidas pelo regime nazista, mas também para refletir sobre as diferentes faces dessa tragédia. Uma das menos lembradas é a operação Aktion T4, um programa que vitimou pessoas com deficiência sob o pretexto de “purificação racial” e “eficiência social”.

A Aktion T4 foi um programa de eutanásia conduzido pelo regime nazista entre 1939 e 1945, cujo objetivo era eliminar indivíduos considerados “improdutivos” ou “incapazes” de contribuir para a sociedade. Estima-se que mais de 275.000 pessoas, incluindo crianças, adultos e idosos com deficiências físicas e mentais, foram assassinadas durante esse programa.

Os métodos incluíam câmaras de gás, injeções letais e inanição deliberada, executados em instituições médicas transformadas em centros de extermínio. Em muitos casos, as famílias eram convencidas a entregar seus entes queridos para “tratamento”. Essas mortes eram frequentemente justificadas como “alívio para a família” ou “economia para o Estado”.

A lógica subjacente ao Aktion T4 era a da pureza racial e do produtivismo vazio, fundamentos da ideologia nazi-fascista. De acordo com essa visão, o valor de uma pessoa era determinado exclusivamente por sua capacidade de contribuir para o progresso material do coletivo. A pessoa humana não era vista como um fim em si mesma, mas como um instrumento para a prosperidade do Estado. Essa perspectiva desumanizadora não só justificava a eliminação dos considerados “inúteis”, mas também privava a sociedade de reconhecer o valor intrínseco da diversidade humana.

A crença de que as pessoas com deficiência eram um fardo para a sociedade foi amplamente disseminada. Famílias, pressionadas por um contexto social capacitista, muitas vezes consentiam em enviar seus parentes para a chamada solução. Essa situação revela como a desumanização e a estigmatização podem infiltrar-se profundamente no tecido social, levando a escolhas trágicas.

O pensamento nazista ignorava o fato de que a humanidade de cada indivíduo reside em sua individualidade. Características únicas, sejam habilidades, limitações ou perspectivas, enriquecem a coletividade. Ambientes plurais e inclusivos são mais criativos, inovadores e resilientes. A exclusão, por outro lado, empobrece e fragiliza a sociedade.

A construção de ambientes inclusivos exige a eliminação do capacitismo e de outras formas de preconceito. Todos devem ter a oportunidade de se desenvolver e serem protagonistas de suas vidas, independentemente de suas limitações. É um dever moral e social garantir que a diversidade seja celebrada e respeitada.

Lembrar o Aktion T4 não é apenas rememorar as vítimas, mas também reconhecer as armadilhas de um pensamento que prioriza a produtividade em detrimento da dignidade humana. Como disse Hillel, o Sábio: “Se não eu por mim, quem por mim? Se eu for só por mim, quem sou eu? Se não for agora, quando?”.

A luta por um mundo inclusivo é urgente, e passa pela reflexão sobre tragédias como essa e pela ação concreta em direção a um futuro mais justo e humano.

 

 

André Naves é defensor público federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, mestre em Economia Política pela PUC/SP. Cientista político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador cultural, escritor e professor (Instagram: @andrenaves.def).




São Paulo e o ardor pela evangelização

 

As treze cartas do apóstolo Paulo são a base para a teologia católica. Nas cartas que ele escreveu para os discípulos Tito e Timóteo, que eram bispos, São Paulo deu todas as direções de como deveria ser a Igreja. Essas orientações são seguidas até hoje pela Igreja.

O apóstolo dos gentios diz que pregar o Evangelho, para ele, não é motivo de glória, mas, sim, uma missão que lhe é imposta. “Ai de mim se não evangelizar” (1 Cor 9,15). Paulo tinha como lema evangelizar; o resto para ele não tinha importância. Nós também devemos pensar assim! Evangelizar não significa que devemos obrigar todos a serem bons cristãos, mas devemos anunciar; não impor, mas propor. O mais miserável dos cristãos é aquele que não evangeliza sua família. Muitos jovens ainda não sabem quase nada de religião.

No princípio, os catequistas eram os pais. Lamentavelmente, com o passar dos anos, a família está deixando de cumprir essa missão. Muitas crianças não sabem nem quem é Jesus, porque muitos pais vivem como se Deus não existisse. A primeira evangelização tem que ser da criança, mas, para isso, é preciso que a mãe e o pai a evangelizem.

Paulo disse a Timóteo: “Prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente… Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação” (II Timóteo 4,2a.3a). Portanto, você que defende o cristianismo católico, pregue insistentemente a verdade, que liberta! O apóstolo disse que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. A grande vontade de Jesus é que ninguém se perca. O Senhor disse que quando se encontra a ovelha perdida fica-se mais feliz do que com as 99 que não se perderam. Isso nos deve dar vontade de evangelizar! Se você converter apenas duas pessoas, seu marido e seu filho ou filha, vai haver uma festa no céu.

Evangelizar é preciso! Porque Deus ama a todos e deu o Sangue por cada um de nós! O amor de Cristo me constrange, me deixa envergonhado, pois Ele morreu por mim. São Ligório dizia que se existisse somente você, Jesus morreria somente por você. O amor de Cristo é individual, por isso, precisamos dar uma resposta a Ele. Semeie o Evangelho pessoalmente, pela internet ou por qualquer outro meio.

A força mais poderosa para se evangelizar é a santidade. Pessoas santas têm a virtude de mudar o mundo! Os primeiros santos não tinham rádio, televisão, internet nem redes sociais. Eles usaram a Palavra de Deus e evangelizaram com sua vida de santidade. Antes precisamos cuidar da nossa própria evangelização, senão começamos a dar mau testemunho e nossas obras de nada adiantam.

Na obra da salvação, a Igreja é a principal coluna e o alicerce da verdade. O credo se reza há mais de dois mil anos e por que não muda? Porque o que é verdade é eterno. A Igreja não tem dúvida daquilo que é essencial para a nossa salvação. Nenhum de seus papas cancelou um só ensinamento da Igreja. Nunca na história dos Concílios se cancelou uma doutrina da Igreja. Paulo diz que Deus quer que todos se salvem, que cheguem à verdade e é por isso que, hoje, para sermos evangelizadores como o grande apóstolo, precisamos ser fiéis à Igreja.

Aí você pode dizer: “A Igreja errou no passado”. Uma coisa são os erros dos filhos da Igreja, outra coisa é a Igreja, que é santa. Os erros são nossos; houve, sim, papas e bispos que erraram, que se tornaram até hereges. A Igreja tem muitos filhos indignos, mas ela é santa, tem muitos santos. A Igreja Católica já canonizou mais de 20 mil santos.

Ninguém ama a Cristo se não ama a Igreja. E amor não é mero sentimentalismo. Jesus é o modelo de amar e, assim, nos ensinou: “Amai-vos como eu vos amei” (Cf.Jo 13,34). Não existe amor sem cruz, sem renúncia de si mesmo. O dia em que nos amarmos como Cristo nos amou o mundo vai mudar!

Felipe Aquino é apresentador dos programas “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, pela TV Canção Nova. Autor de mais de 100 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Instagram:
(@prof.felipe_aquino)




ESPAÇO ESPÍRITA

                               

És filho de Deus e fazes parte da vida que pulsa no Universo.

Coloca tua mente acima das dores que te ferem o coração.

Se fatigado, descansa na prece, onde poderás aurir energias novas.

Confia no Pai e segue para frente sem medo.

No final, tudo passa, restando sempre as bênçãos do Mais Alto, que nos envolvem agora e por toda a imortalidade.

SCHEILLA

Do livro “A Mensagem do Dia” – Psicografia: Clayton Levy – Editora Allan Kardec

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Carteira de motorista, uma identidade nacional

 

 

No Brasil, o automóvel é muito mais do que um meio de transporte. Ele é sonho, conquista, status, independência, e, não raro, um membro não oficial da família. Essa relação visceral entre o brasileiro e o carro ultrapassa o aspecto prático. Adquirir um veículo, para muitos, é cruzar a linha simbólica entre o “antes” e o “depois”, uma transição quase ritualística que traduz o desejo de mobilidade, mas também de pertencimento e realização.

A paixão pelo carro no Brasil tem raízes profundas, que misturam história, cultura e economia. Nos anos de crescimento econômico do século XX, o automóvel era a promessa de modernidade, um símbolo de progresso que chegou a ser exaltado nas propagandas da época. A construção de rodovias, como a Brasília-Belém ou a Via Dutra, consolidou a imagem do carro como veículo de integração nacional. Mas o que parecia ser uma revolução logística logo transcendeu seu propósito funcional e ganhou o coração do brasileiro como uma extensão da própria identidade.

A verdade é que o carro fala muito sobre quem somos, ou quem gostaríamos de ser. Um sedã robusto, um SUV imponente ou até mesmo um compacto econômico carregam mensagens sobre estilo de vida, aspirações e prioridades. Para o jovem que adquire seu primeiro veículo popular, o carro não é apenas um motor com rodas. É liberdade, é independência. Para a família que sobe a serra em um utilitário, o carro se torna um espaço íntimo de conexão, um lugar onde histórias são contadas, músicas são cantadas e memórias são construídas. Há uma poética em cada trajeto, ainda que, por vezes, o trânsito transforme o que poderia ser idílico em um desafio de paciência.

Esse fascínio cultural é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma responsabilidade. No Brasil, cada lançamento precisa dialogar com essa psique coletiva que valoriza o design tanto quanto a funcionalidade, que exige robustez para enfrentar estradas esburacadas, mas também deseja um toque de sofisticação para transitar pelos centros urbanos. O brasileiro quer tecnologia, conforto e economia, mas também quer que o carro tenha uma personalidade quase tangível, que converse com seu dono em um idioma silencioso, feito de potência, acabamento e presença.

Ao mesmo tempo, há peculiaridades fascinantes no mercado. O financiamento de longo prazo, por exemplo, permite que pessoas de classes econômicas variadas alcancem o sonho de ter seu carro próprio, ainda que isso signifique compromissos financeiros extensos. Há também o carinho pela personalização, que transforma carros em verdadeiros reflexos de seus proprietários. Seja um adesivo no vidro, um sistema de som potente ou uma pintura vibrante, o brasileiro tem um talento especial para dar alma a uma máquina.

E é justamente por entender a profundidade dessa relação que precisamos nos adaptar a um consumidor que está, sim, mudando. O brasileiro de hoje está mais consciente sobre sustentabilidade, preocupado com eficiência energética e atento ao impacto ambiental de suas escolhas. Modelos híbridos e elétricos já começam a ganhar espaço, mas não é suficiente apenas lançá-los. É preciso trazer soluções que conversem com a realidade do país, onde a infraestrutura para esses veículos ainda engatinha. Mais uma vez, o desafio não é apenas tecnológico, mas cultural: como transformar o fascínio pelo ronco de um motor potente em uma paixão pelo silêncio elegante de um carro elétrico?

Há também a chegada de uma nova geração ao volante, com valores distintos daqueles que moldaram o mercado até aqui. Jovens que valorizam experiências mais do que posses questionam a centralidade do automóvel, especialmente nas grandes cidades, onde o compartilhamento de veículos e o transporte por aplicativos reconfiguram a ideia de mobilidade. Mas mesmo esses jovens, que inicialmente podem parecer desinteressados em adquirir um carro, frequentemente mudam de perspectiva quando chegam os filhos, a casa própria ou a necessidade de fazer aquela viagem tão sonhada pelo interior do Brasil. O carro, de alguma forma, acaba entrando em cena.

E, afinal, como poderia ser diferente? O carro é ao mesmo tempo um espaço físico e emocional. Ele abriga as conversas solitárias, as confidências entre amigos, as brigas de casal e as reconciliações. Ele é cenário de aventuras e testemunha de rotinas. Quantos amores começaram em uma carona? Quantos recomeços se deram ao cruzar a fronteira de uma cidade ao som da música favorita no rádio? No Brasil, o carro é mais do que um veículo: é um catalisador de histórias, um companheiro silencioso em nossas jornadas.

Por isso, inovar no setor automotivo no Brasil exige respeitar essa relação única e multifacetada. É compreender que o brasileiro não compra apenas um carro; compra sonhos, possibilidades e, muitas vezes, uma extensão do que é. Entre uma concessionária e outra, cada assinatura de contrato carrega consigo a promessa de liberdade e a realização de um desejo que, mais do que nunca, reflete a essência de quem somos. Afinal, aqui, as estradas não são apenas trajetos – são cenários de uma paixão que nunca sai de moda.

 

Luis Otávio Matias, ex-vice-presidente do Itaú com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro. Formado em Direito pela PUC-Campinas, é atualmente vice-presidente da Tecnobank.




Espaço Espírita

A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria; é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.

A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.

Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.

Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor.

Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.

Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranquilidade dentro de casa.

Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.

Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.

ANDRÉ LUIZ

Extraído do livro “Sinal Verde” – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Editora CEC

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Novo ano, velhos problemas e novas respostas

 

O início de um novo ano traz consigo não apenas uma sensação de recomeço, mas também uma lista renovada de desafios. Em 2025, as incertezas econômicas, as mudanças climáticas, o avanço tecnológico e a nova dinâmica do mercado de trabalho colocam as organizações diante de um cenário inédito e cada vez mais complexo. O que funcionou no passado pode não ser mais eficaz. Velhas fórmulas não bastam para enfrentar novas crises. Empresas que insistem em respostas ultrapassadas para problemas atuais correm o risco de ficar para trás. A solução? Resiliência organizacional.

Resiliência não significa apenas resistir às crises, mas também adaptar-se, aprender e transformar desafios em oportunidades. A pandemia de covid-19 deixou uma lição clara: o mundo é imprevisível e exige agilidade. Organizações que conseguiram se reinventar — investindo em novas tecnologias, ajustando processos e ouvindo suas equipes e clientes —  saíram mais fortes. Isso prova que a preparação não pode ser deixada para depois. Ela começa agora, com um planejamento estratégico voltado à flexibilidade e à visão de longo prazo para o ano novo.

O avanço tecnológico, apesar das promessas, exige uma gestão cuidadosa. Ferramentas como inteligência artificial e automação elevam a eficiência, mas demandam capacitação contínua e responsabilidade ética. A tecnologia, por si só, não resolve problemas; o diferencial está na maneira como as empresas a utilizam. Da mesma forma, o compromisso com a sustentabilidade tornou-se central. As mudanças climáticas não são uma abstração: elas afetam cadeias de suprimentos, custos e o comportamento do consumidor. Empresas resilientes entendem que práticas sustentáveis não são apenas uma questão de responsabilidade, mas uma estratégia de sobrevivência e competitividade.

Além disso, o mercado de trabalho está em transformação. Uma nova geração de profissionais, altamente conectada, busca propósito e flexibilidade. Modelos tradicionais de gestão, baseados em hierarquias rígidas e culturas de culpabilização, não funcionam mais. A cultura organizacional deve promover um ambiente de confiança e aprendizado, onde erros possam ser discutidos e transformados em lições valiosas. Organizações que incentivam a inovação e valorizam seus talentos terão mais sucesso em atrair e reter profissionais preparados para os desafios do futuro.

Construir resiliência organizacional exige liderança com visão de longo prazo e ações consistentes no presente. O planejamento integrado de riscos, os investimentos em tecnologia e integridade, aliados a uma gestão ágil e transparente, formam os pilares dessa preparação. O cenário atual é complexo e imprevisível, mas repleto de oportunidades para aqueles que estão preparados. Empresas resilientes não apenas sobrevivem às adversidades: elas se reinventam, crescem e inspiram.

Os desafios do novo ano são inevitáveis, mas o impacto deles dependerá das escolhas feitas agora. A verdadeira força organizacional está na capacidade de aprender, adaptar-se e evoluir. Em tempos de incertezas, velhas fórmulas não bastam. Um mundo em transformação exige novas respostas e estratégias. Organizações que investem em inovação, aprendizado contínuo e uma cultura que transforma erros em oportunidades não apenas sobreviverão, mas prosperarão em 2025 e nos anos seguintes.

 

Bruno Borgonovo é fundador e CEO da BRW Suprimentos

 




Gerenciar emoções e ter força de vontade

 

 

O que é uma virtude? É uma força com grande potencial de ação. Por exemplo, a virtude de uma planta ou remédio é tratar, a de uma faca é cortar, e a de um homem é agir humanamente. Esses exemplos mostram que virtude é um poder específico. Falar de virtudes nos leva a um caminho para falar de nossa força de vontade e de sua aplicação no dia a dia. Como dizia Andrè Comte-Sponville, em o Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, “a virtude de um ser define seu valor e excelência: uma boa faca é a que corta bem; um bom remédio é o que cura bem; e um bom veneno é o que mata eficazmente”.

No mundo moderno, somos bombardeados por distrações que desviam nossa atenção de metas importantes. Redes sociais, má alimentação e a procrastinação dificultam o sucesso em áreas como carreira, saúde e relacionamentos. Lidar com nossa força de vontade pode estar diretamente ligado aos nossos estados emocionais, como a depressão, que pode nos retirar diretamente a vontade de realizar algo, de seguir com algo efetivamente.

Por outro lado, é importante lembrar que a vontade é um ato consciente e racional, logo, depende do empenho da nossa parte em aplicar a disposição para o outro, e ela vai, também de forma racional, na contramão daquilo que é apenas o desejo, mas a necessidade. Um exemplo prático: é gostoso comer doces, mas tenho que ter força de vontade, comer de forma consciente para não exagerar e saber dos prejuízos que posso ter. Embora, em algum momento, me falte forças para as tarefas cotidianas, necessito colocar empenho, mesmo que num ritmo menor, para fazer o que for necessário.

Potencializamos nossa vontade à medida que a colocamos como um hábito.: Por exemplo, um hábito de alimentar-se melhor, feito de forma contínua, vai aos poucos se associando ao nosso dia a dia. Para isso precisamos também trabalhar nossa aceitação das necessidades da vida; quando precisamos passar por algo, vamos aos poucos colocando nossa potência e nossa vontade em direção ao que é necessário. Aceitar é trabalhar nossa força de vontade em direção àquilo que nem sempre é agradável, mas necessário, tendo consciência clara disso em nossa vida, e que, muitas vezes, não teremos tudo em mãos para realizar o que for necessário.

Disposição e aceitação envolvem adotar uma postura gentil e amorosa em relação a si mesmo e sua história, permitindo uma consciência plena da própria experiência, como se segurasse um objeto frágil. O objetivo não é apenas se sentir melhor, mas abrir-se para a vitalidade do momento e avançar em direção ao que se valoriza. Isso inclui sentir e validar todos os sentimentos, mesmo os negativos, para viver de forma mais plena.

Para que toda essa reflexão faça ainda mais sentido para você, deixo aqui alguns passos que podem servir como norte para recomeçar a agir em sua força de vontade: 1. Tenha metas claras; 2. Comece com pequenos passos; 3. Faça controle do que você necessita (o que fiz, o que deixei de fazer, o que gastei, o que guardei, o que mudei, no que falhei, etc.);4. Reconheça seus ganhos ao longo do caminho; 5. Entenda seus limites e suas capacidades; 6. Seja firme, específico, mas flexível para lidar com as dificuldades em meio ao caminho; 7. Organize-se ao longo da caminhada; 8. Tenha consciência do que lhe prejudica e assuma essa realidade, promovendo mudanças; 9. Tire momentos de descanso, pois servirão para abastecer sua disposição; 10. Procure pensar de formas diferentes daquelas que sempre realiza.

Nossa vontade se reflete em como lidamos com as emoções, que são essenciais para exercê-la. Muitas vezes, nos sentimos sobrecarregados por ansiedade, estresse ou tristeza, e é importante encontrar maneiras de gerenciar essas emoções. Raiva, desinteresse ou falta de motivação podem nos fazer deixar de lado o que precisamos fazer. A força de vontade não se forma rapidamente; é um processo contínuo que requer paciência e perseverança. É normal ter recaídas e desafios, mas o essencial é não desanimar. Em vez disso, devemos aprender com essas experiências e ajustar nossas estratégias. Um abraço fraterno!

 

Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II / Canção Nova. Instagram: @elaineribeiro_psicologa. Site: Elaine Ribeiro.

 




Espaço Espírita

 

Confiemo-nos a Jesus, agindo e abençoando constantemente, porque encontramos, no Mais Além, o princípio da caridade por norma de ação.

Se quisermos a própria melhoria e progresso, empenhemo-nos hoje a transmitir aos que nos rodeiam, semelhante chave de luz, a única que se nos mostra capaz de abrir as portas da Senda para o Mais Alto.

É por isso que vos reafirmamos na condição habitual de companheiro e servidor:

– Filhos, amar sempre, com esquecimento de nós mesmos é o caminho e a luz para o caminho.

Do livro “Bezerra, Chico e você” – Editora GEEM

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

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