Apreendido carregamento de maconha avaliado em R$ 8 milhões

 

Às 15h30 desta quarta-feira (8) nas proximidades de Santa Cruz do Rio Pardo, a Polícia Rodoviária apreendeu um carregamento de maconha somando 4.234 fardos que pesaram 4.042,8 quilos, avaliado, segundo a polícia, em  cerca de R$ 8 milhões.

A droga era transportada em meio a uma carga de painço por um caminhão tracionando um semi-reboque, cujo motorista, de 34 anos, relatou aos policiais que carregou o entorpecente em Bataguassu (MS) e pretendia entregar a um destinatário no bairro do Brás, em São Paulo.

Ele foi autuado em flagrante na Central de Polícia Judiciária em Ourinhos, onde permaneceu à disposição da justiça.




Apreendido carregamento com 42,9 quilos de cocaína

 

Às 11h20 deste sábado (4) na rodovia Raposo Tavares, município de Palmital, a Polícia Rodoviária apreendeu um carregamento contendo 42 tabletes de cocaína que pesaram 42,9 quilos.

A droga era transportada num fundo falso no teto de um veículo Renault Kangoo, ocupado por um homem de 39 anos e uma mulher e 24, que foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Marília, onde o condutor permaneceu preso à disposição da justiça, enquanto sua acompanhante acabou liberada, depois de ouvida.

O entorpecente, segundo a polícia, é avaliado em R$ 3.217.500,00.




Perseguição aérea termina com apreensão de 200 quilos de cocaína e prisão de traficante

 

Na manhã desta quarta-feira (1), uma perseguição aérea do helicóptero Águia da Polícia Militar, baseado em Presidente Prudente, a outro helicóptero considerado suspeito, que se iniciou em Florínea, terminou 40 minutos depois numa área rural de Salto Grande, onde a aeronave pousou e seu piloto fugiu por uma área de vegetação.

Em seu interior, os policiais encontraram 200 quilos de cocaína e uma pistola calibre 9 milímetros, enquanto o traficante foi localizado e preso momentos depois por outra equipe da Polícia Militar, que encaminhou a ocorrência para a Delegacia da Polícia Federal, em Marília.

O helicóptero Águia empreendia patrulhamento na região de Assis, quando houve a notificação da aeronave suspeita e começou a perseguição que resultou na apreensão da droga, do aparelho e prisão do piloto.




Apreendido arsenal de armas e grande volume de entorpecentes em rodovia

 

Por volta das 20 horas deste domingo (29), no quilômeetro 15 da rodovia Orlando Quagliato, município de Ourinhos, a Polícia Rodoviária apreendeu um arsenal de armas contendo 18 fuzis, 33 carregadores para fuzis de calibres 7.62 e 5.56, mais 123 tabletes de pasta base de cocaína, 17 volumes de cocaína, 3 de skanki e 47 pacotes de dry.

Armas e drogas eram transportadas em uma pickup Fiat Toro, cujo condutor ignorou o sinal de parada dos policiais para fiscalização e avançou até uma estrada rural, onde o veículo foi abandonado em meio a uma lavoura de milho.

Momentos depois, policiais militares localizaram uma mulher acompanhada por uma criança de 6 anos, caminhando pela margem da rodovia e ela confessou que eram passageiros da pick-up, mas desconheciam o paradeiro do motorista.

A ocorrência ffoi encaminhada à Delagacia da Polícia Federal em Marília. A mulher, de 23 anos, permaneceu presa, enquanto seu filho foi encaminhado aos cuidados do Conselho Tutelar de Marília.




Rapazes são presos em Maracaí com 148 quilos de maconha

 

Neste sábado (13) às 15h30, policiais rodoviários prenderam dois rapazes, de 19 e 23 anos, ocupantes de um GM Celta estacionado num hotel de Maracaí, em cujo interior havia 141 tabletes de maconha que pesaram 148,82 quilos.

Segundo seu relato à polícia, o entorpecente foi carregado em Campo Grande (MS) com destino a São Paulo.

Eles foram levados ao plantão da Polícia Civil em Assis, onde permaneceram à disposição da justiça, enquanto a droga, avaliada em R$ 300 mil, o veículo e dois celulares ficaram apreendidos.




Em três semanas, Programa Brasil Contra o Crime Organizado faz 473 prisões, apreende 639 armas e 67 toneladas de drogas

Programa Brasil Contra o Crime Organizado atua em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas. Foto: Divulgação/MJSP

Três semanas após o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o Governo do Brasil registra os primeiros resultados da estratégia nacional de enfrentamento às facções criminosas: mais de 67 toneladas de drogas apreendidas, 639 armas retiradas de circulação, 26.875 munições recolhidas, 1.013 veículos apreendidos e 473 prisões realizadas em operações integradas em todo o país.

Desde o início da iniciativa, em 12 de maio, 9.204 profissionais de segurança pública participaram de 11 operações coordenadas entre União, estados e municípios. Os números refletem a atuação conjunta das forças de segurança para desarticular as estruturas financeiras, logísticas e operacionais que sustentam o crime organizado no país.

Com investimentos previstos de R$ 11,1 bilhões, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado foi lançado pelo Governo do Brasil, com coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para fortalecer a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas. A estratégia atua em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas.

PREJUÍZOS — Dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP) mostram que os R$ 30,4 milhões gastos no período geraram R$ 361,3 milhões em prejuízo estimado ao crime — quase R$ 12 de dano às facções para cada R$ 1 investido. O número supera em 251% tudo o que estava previsto para os primeiros 90 dias do programa.

No acumulado de abril e maio, as ações da Senasp e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) resultaram em 2.182 prisões em flagrante, além das apreensões de drogas, armas e veículos. O prejuízo econômico ao crime, sem contar o valor das drogas, chegou a R$ 223,54 milhões. As Operações Narke e Renocrim conseguiram o bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos.

PRESÍDIOS — A 11ª fase da Operação Mute entrou em 124 presídios com 4.042 policiais penais. Foram 3.728 celas revistadas e 680 celulares apreendidos — aparelhos usados por líderes de facções para dar ordens de dentro da cadeia. Desde que a operação começou, em 2023, já saíram das prisões brasileiras 8.646 celulares, com participação de mais de 38 mil policiais penais e mais de 37 mil celas revistadas.

POLÍCIA FEDERAL — Só em abril, a Polícia Federal homologou 128 operações, prendeu 849 pessoas em flagrante e efetuou 1.371 capturas pelos Grupos de Capturas. Foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. O prejuízo financeiro ao crime chegou a R$ 272 milhões em descapitalização. A PF apreendeu ainda 160 armas, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha no período.

FRONTEIRAS E AMAZÔNIA — As operações de fronteira chegaram às 27 unidades da Federação — em 2025, atuavam em apenas sete estados. O programa avançou também pela Amazônia, com foco em sete regiões prioritárias e 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL — Para reforçar a cooperação bilateral no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira, o titular do MJSP, Wellington Lima, se reuniu com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) em Assunção.

O principal símbolo dessa atuação conjunta é a Operação Nova Aliança, em andamento desde 2012 em conjunto com a Polícia Federal. A ação acumula a destruição de 1.218 acampamentos de cultivo, a eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha e R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas.

Wellington Lima participou, também, da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do bloco (RMJ), onde apresentou o programa como contribuição do Brasil à segurança regional. “Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, destacou.

COMBATE AO CRIME — O programa Brasil Contra o Crime Organizado tem quatro eixos estruturantes, que representam as dimensões centrais da atuação do crime organizado no país: asfixia financeira do crime organizado, para atingir fluxos ilícitos e lavagem de dinheiro; fortalecimento da segurança no sistema prisional, para interromper o comando exercido a partir dos presídios; qualificação da investigação de homicídios, para ampliar a capacidade de resposta do Estado diante da violência letal; e enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos, para desarticular o mercado ilegal que abastece as organizações criminosas.




Apreendido contrabando avaliado em R$ 2 milhões

Às 20 horas desta sexta-feira (6), no quilômetro 445 da rodovia Raposo Tavares, município de Assis, a Polícia Rodoviária apreendeu uma carga de produtos contrabandeados do Paraguai, contendo confecções, óculos, cigarros eletrônicos e perfumes, avaliada em R$ 2 milhões.

Os produtos eram transportados em 46 caixas, por um caminhão trator tracionando um semi-reboque, cujo motorista, de 39 anos, admitiu ter carregado em Campo Grande (MS).

Ele foi autuado na Delegacia da Polícia Federal em Marília, onde permaneceu aguardando audiência de custódia da justiça.

O veículo, as mercadorias e um celular foram apreendidos.




Roubo e furto de cargas caem no Estado de São Paulo, mas crime muda de perfil e bandidos visam produtos de maior valor

 

O Estado de São Paulo registrou uma queda consistente nos crimes envolvendo cargas nos últimos dois anos. Por outro lado, as quadrilhas estão mais estratégicas, planejam melhor e roubam e furtam cargas de maior valor. É o que mostra o novo Boletim Tracker Fecap, que analisou, de forma inédita, as ocorrências de 2024, 2025 e do primeiro trimestre de 2026.

De acordo com o estudo, o total de infrações caiu 25% entre 2024 e 2025, passando de 5.523 para 4.142 registros. A tendência de queda se intensificou no início de 2026, com o volume trimestral ficando 30,2% abaixo da média do mesmo período de 2025. “Apesar do recuo, a análise qualitativa dos dados revela que o crime não está apenas diminuindo. Ele está se transformando”, analisa o pesquisador da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) responsável pelo estudo, Erivaldo Vieira.

Queda do roubo e avanço de crimes menos violentos

O principal fator por trás da redução geral foi a queda de 26,4% nos roubos, modalidade que envolve violência ou grave ameaça. Em paralelo, outras infrações também recuaram, como a receptação (-31,6%) e o furto (-14,3%).

Já o estelionato cresceu 23,8% no período, sinalizando uma mudança no perfil das ações criminosas. Segundo o levantamento, esse movimento indica uma migração para práticas mais sofisticadas, baseadas em fraude documental (falsas ordens de coleta e clonagem de empresas, por exemplo), desvio de cargas e manipulação de informações, ampliando os desafios para o setor.

No primeiro trimestre de 2026, essa tendência se consolida. O roubo perdeu participação relativa (de 83,4% para 81,0%), enquanto o furto avançou de 11,3% para 14,1%, reforçando o deslocamento para modalidades de menor risco e menor exposição.

Natureza das infrações com cargas (2024 vs. 2025)

Natureza da Infração 2024 2025 Variação (%)
Roubo 4.713 3.468 -26,42%
Furto 550 471 -14,36%
Receptação 158 108 -31,65%
Apropriação Indébita 66 54 -18,18%
Estelionato 42 52 +23,81%
Adulteração 1 6 +500,00%

 

Participação relativa – 1º trimestre de 2026

Natureza 2025 (anual) 1º tri 2026 Variação (p.p.)
ROUBO 83,4% 81,0% -2,4 p.p.
FURTO 11,3% 14,1% +2,8 p.p.
RECEPTAÇÃO 2,6% 2,3% -0,3 p.p.
APROPRIAÇÃO INDÉBITA 1,3% 1,7% +0,4 p.p.
ESTELIONATO 1,3% 0,9% -0,4 p.p.

 

Crime mais planejado e menos oportunista

A mudança de comportamento também aparece na forma de atuação. A participação de interceptações em movimento cresceu de 27,3% em 2024 para 30,5% em 2026, enquanto abordagens durante entrega perderam espaço, apesar de o índice permanecer alto. “Esse dado indica uma atuação mais estratégica, com foco no transporte (etapa em que há maior previsibilidade de rotas e volumes) e menor dependência de situações oportunistas, como paradas ou descanso”, afirma o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, Vitor Corrêa.

A concentração das ocorrências entre terça e sexta-feira, especialmente nos períodos da manhã e tarde, reforça o caráter estruturado do crime, alinhado à dinâmica da atividade logística.

Participação Relativa por Tipo de Abordagem (%)

Modalidade de Abordagem 2024 (%) 2025 (%) 1º Tri 2026 (%)
Abordado durante entrega 41,27% 38,28% 36,42%
Interceptado em movimento 27,29% 28,59% 30,49%
Sem informação 15,12% 16,83% 19,63%
Estacionado para descanso/refeição 6,37% 6,08% 4,57%
Parada no semáforo 2,87% 2,67% 2,72%
Outros (Manutenção, Saque, Posto, etc.) 7,08% 7,55% 6,17%
Total 100,00% 100,00% 100,00%

 

Retenção de motoristas segue como padrão crítico

Os dados do Boletim Tracker Fecap confirmam uma realidade alarmante: em quase 80% dos roubos, o motorista é mantido sob o poder dos criminosos, ou seja, em 3 de cada 4 eventos.

Evolução da Retenção do Motorista (%)

Categoria 2024 2025 2026
SIM 74,79% 78,41% 76,67%
NÃO 21,10% 15,70% 18,02%
Sem informação 4,10% 5,89% 5,31%

 

“Essa prática permite maior controle da operação, reduzindo riscos de reação imediata, dificultando o rastreamento e aumentando a probabilidade de sucesso na subtração da carga. Por isso é importante que as transportadoras invistam nos imobilizadores, que permitem a atuação direta do motorista durante o evento ou qualquer sinal de perigo, com bloqueio progressivo e acionamento por diferentes gatilhos de risco dentro da cabine”, explica Vitor Corrêa.

Roubos de carga em SP caem 25%, mas prejuízo médio sobe 19,6%

O estudo inédito também mostra uma transformação na lógica econômica do crime. Embora o número de ocorrências tenha caído cerca de 25%, o valor total estimado das cargas roubadas recuou apenas 9,1%, passando de R$ 405,1 milhões em 2024 para R$ 368,1 milhões em 2025. O prejuízo médio por ocorrência aumentou 19,6%, saltando de R$ 89,9 mil para R$ 107,5 mil.

Erivaldo Vieira destaca que “esse movimento indica uma migração para cargas de maior valor e operações mais seletivas, combinando menor frequência com maior retorno financeiro. A participação de ocorrências acima de R$ 1 milhão mais que dobrou no período”.

Tabela consolidada – participação (%) por faixa de valor

Faixa de valor 2024 2025 2026
Sem informação 18,39% 17,31% 16,05%
Até R$ 5 mil 13,24% 9,47% 11,36%
R$ 5 mil – R$ 10 mil 11,16% 11,18% 11,98%
R$ 10 mil – R$ 20 mil 15,19% 15,72% 15,80%
R$ 20 mil – R$ 30 mil 8,68% 8,85% 9,26%
R$ 30 mil – R$ 40 mil 5,24% 5,48% 4,81%
R$ 40 mil – R$ 50 mil 4,21% 4,09% 4,81%
R$ 50 mil – R$ 60 mil 2,66% 3,32% 2,84%
R$ 60 mil – R$ 70 mil 2,10% 1,76% 1,85%
R$ 70 mil – R$ 80 mil 1,37% 1,97% 2,47%
R$ 80 mil – R$ 90 mil 0,94% 1,85% 0,49%
R$ 90 mil – R$ 100 mil 1,32% 1,73% 1,23%
R$ 100 mil – R$ 150 mil 4,34% 4,59% 4,44%
R$ 150 mil – R$ 200 mil 2,46% 2,09% 1,85%
R$ 200 mil – R$ 400 mil 4,83% 5,55% 5,43%
R$ 400 mil – R$ 800 mil 2,37% 2,84% 2,59%
R$ 800 mil – R$ 1 milhão 0,49% 0,72% 0,37%
Acima de R$ 1 milhão 1,01% 1,47% 2,35%

 

Alvos em crescimento: alimentos, eletrônicos, produtos farmacêuticos e combustíveis

Os alimentos passaram de 27,3% em 2024 para 38,4% em 2026, se consolidando como principal alvo dos criminosos. “O crescimento está associado à alta liquidez e facilidade de escoamento no mercado informal, características que reduzem o risco para as organizações criminosas”, diz o pesquisador.
Produtos como eletroeletrônicos e farmacêuticos apresentam crescimento gradual, devido ao valor e à possibilidade de revenda rápida. “Esse movimento pode estar associado à crescente demanda por medicamentos de alto valor agregado, especialmente aqueles que vêm apresentando forte expansão recente no consumo, como as canetas emagrecedoras. São produtos de alto valor unitário e fáceis de transportar”, esclarece o gerente do Grupo Tracker.

Em contrapartida, cargas tradicionalmente visadas, como cigarros, bebidas e bens industriais (madeira, químicos e plásticos), perderam relevância.

Tabela Consolidada: Evolução do Perfil de Carga Roubada (%)

Tipo de Carga 2024 (%) 2025 (%) 1º Tri 2026 (%)
Alimentos 27,25% 31,71% 38,40%
Outros tipos 20,63% 23,52% 21,36%
Carga mista 13,04% 9,09% 10,00%
Bebidas 6,15% 5,29% 3,83%
Cigarros/fumo 5,32% 6,73% 1,98%
Metalúrgicos 4,50% 3,37% 3,70%
Eletroeletrônicos 3,44% 3,68% 4,94%
Têxteis 3,11% 2,04% 2,10%
Farmacêuticos 2,33% 2,16% 3,33%
Autopeças 1,99% 2,40% 1,85%
Madeira/móveis 2,66% 2,12% 0,74%
Químicos 2,06% 1,92% 0,86%
Combustíveis 1,25% 1,08% 1,73%
Total Geral 100,00% 100,00% 100,00%

 

Para Erivaldo Vieira, “o roubo de cargas no período analisado demonstra elevada capacidade de adaptação, acompanhando mudanças na estrutura de consumo e nos mercados legais e ilegais. O fenômeno passa a se concentrar em produtos mais eficientes do ponto de vista econômico, o que reforça a necessidade de estratégias de enfrentamento que considerem não apenas o valor das cargas, mas também sua liquidez, sua inserção no mercado informal e sua dinâmica de consumo”, afirma.

Vitor Corrêa destaca que a redução das ocorrências é um avanço relevante, mas a mudança de perfil indica um cenário mais complexo, no qual o crime se adapta rapidamente, diversifica estratégias e explora novas vulnerabilidades da cadeia logística. “A combinação de tecnologia, inteligência e gestão de risco passa a ser determinante para reduzir perdas, aumentar a eficiência operacional e proteger motoristas, cargas e operações”, conclui.




Bolivianos são presos com 585 quilos de folhas de coca trituradas e 11 quilos de skank

 

Às 15h40 deste sábado (30) no quilômetro 413 da rodovia Raposo Tavares, a Polícia Rodoviária prendeu três homens de nacionalidade boliviana, que viajavam como passageiros de um ônibus de Corumbá (MS) para São Paulo, transportando em suas bagagens, 11,2 quilos de skank (a super maconha) e 22 fardos de folhas de coca trituradas, que pesaram 585,5 quilos.

Eles foram escoltados à Central de Polícia Judiciária de Assis, autuados e mantidos sob custódia para manifestação da justiça.




Instituto Caramelo denuncia e mulher suspeita de torturar e matar animais vai presa

Divulgação: Instituto Caramelo
A prisão da mulher suspeita de torturar e matar animais para comercializar vídeos pela internet, realizada nesta quarta-feira (28) pela Polícia Civil de São Paulo, representa um marco no combate aos crimes de maus-tratos praticados e monetizados em ambientes digitais. O caso, que ganhou repercussão nacional nas últimas horas, teve origem em uma denúncia recebida meses atrás pelo Instituto Caramelo.

O alerta inicial partiu de um homem da Bulgária que encontrou, em uma rede social, conteúdos com indícios de extrema violência contra animais. Ele entrou em contato com a Polícia Civil e com o Instituto Caramelo, que passou a colaborar com as investigações.

Desde então, a ONG auxiliou as autoridades no entendimento da dinâmica desse tipo de crime, ajudando a reunir informações, analisar conteúdos e contribuir para a identificação dos envolvidos. Após meses de investigação, a polícia realizou a prisão da suspeita em São Paulo.

Para o Instituto Caramelo, a operação representa não apenas a responsabilização de uma pessoa acusada de crueldade extrema, mas também um recado importante para redes criminosas que utilizam o ambiente digital para lucrar com violência animal.

“Essa prisão mostra que ninguém está escondido atrás de uma tela. Existe rastreabilidade, existe investigação e existe responsabilização. Casos como esse chocam pela brutalidade, mas também reforçam a importância das denúncias e da atuação integrada entre sociedade civil e autoridades”, afirma Priscila Rocha, presidente do Instituto Caramelo.

Segundo o Instituto, crimes dessa natureza costumam envolver redes internacionais de compartilhamento e comercialização de conteúdo violento, muitas vezes sustentadas pelo anonimato aparente das plataformas digitais. Por isso, denúncias feitas por usuários e organizações de proteção animal têm papel fundamental para interromper essas práticas.

“Essa prisão traz uma mensagem muito clara: quem pratica maus-tratos, mesmo no ambiente digital, pode e deve ser identificado. Esperamos que isso encoraje mais pessoas a denunciarem”, completa Priscila.

O Instituto Caramelo reforça que denúncias de maus-tratos podem ser feitas às autoridades policiais, delegacias eletrônicas e organizações de proteção animal. Em casos envolvendo conteúdos publicados na internet, é importante registrar provas, links e capturas de tela para auxiliar nas investigações.

 

Sobre o Instituto Caramelo

Referência nacional no resgate e reabilitação de animais em situação de abandono e maus tratos, o Instituto Caramelo é uma organização não governamental sem fins lucrativos que nasceu em fevereiro de 2015 para dar voz àqueles que não podem falar. Com um hospital veterinário 24 horas, atende mais de 200 animais e realiza castrações gratuitas, intervenções emergenciais e acompanhamento contínuo até que todos estejam prontos para adoção responsável.